Carro “símbolo” da falta de água no Cantareira foi roubado há 20 anos em SP (UOL)

Fabiana Maranhão

Do UOL, em São Paulo

03/03/201509h26 Atualizada 03/03/201515h11 

Seca em SP revela carros, construções antigas e lixo

19.fev.2015 – As chuvas que têm atingido São Paulo em fevereiro estão recuperando o nível do sistema Cantareira, que fornece água para 6,5 milhões de pessoas na Grande São Paulo. Na montagem, a imagem onde aparece menos água foi feita em dezembro de 2014. Já a foto que mostra a represa mais cheia é deste mês. Com a elevação, carros que surgiram com a seca e não foram retirados voltam a ser encobertos pelas águas Leia mais Estadão Conteúdo

A carcaça de um carro que se tornou uma espécie de símbolo da falta de água no Cantareira, sistema que abastece um terço da população da Grande São Paulo(6,5 milhões de pessoas), foi furtado há 20 anos.

Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública), após averiguar o número do chassi, a polícia descobriu que o veículo foi furtado em 1995 na cidade de São Paulo.

O caso é investigado pela delegacia de Nazaré Paulista (a 64 km de São Paulo). A polícia ainda não identificou os suspeitos pelo crime.

A carcaça passou a chamar a atenção de quem passava pela região da represa Atibainha, que faz parte do sistema Cantareira, depois que foi grafitada em 2014 pelo artista Mundano. No carro, foi escrito “Bem-vindo ao deserto da Cantareira”, um protesto contra a crise de falta de água.

O veículo foi removido da represa em 25 de fevereiro. Um dia depois, o desenho do carro com a mesma mensagem foi grafitado na pilastra perto de onde a carcaça ficava e que servia de referência para as subidas e quedas do nível do reservatório.

De acordo com a SSP, 31 carros foram retirados do Atibainha desde o ano passado. Levantamento feito pela reportagem do UOL revela que, desde o meio do ano passado, ao menos 83 veículos foram tirados do fundo de reservatórios em São Paulo.

Os primeiros começaram a aparecer em meados de agosto de 2014, à medida que foram caindo os níveis de água das represas de São Paulo por causa da falta de chuva.

Evelson de Freitas/Agência Estado

Grafite em pilastra na represa Atibainha reproduz carro que virou símbolo da seca

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