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A profecia da Crise (Medium)

Margem do Rio Tietê, na altura da cidade de Itu, interior paulista. Foto: Mídia NINJA

Em 2003, quando a Sabesp teve seu capital aberto ao mercado, parlamentares e movimentos sociais já se preocupavam com a priorização de interesses privados sobre a universalização do acesso à água.

Por Felipe Bianchi do Barão de Itararé

19 nov 2014


Apesar de atingir seu estopim em 2014, as razões para a grave crise hídrica pela qual passa o estado de São Paulo remetem a episódios que pouco têm a ver com falta de chuva ou caprichos da natureza. Um deles nos leva de volta a 2003, quando a Assembleia de São Paulo (Alesp) aprovou — na calada da noite — o Projeto de Lei 410/2003, de autoria do PSDB e responsável por abrir o capital da Sabesp ao mercado financeiro. Foram 55 votos contra 22, em sessão iniciada às 4h30 da madrugada do dia 27 de agosto.

Com a mudança na forma de gestão da empresa, 50,3% do seu capital encontra-se mãos do Governo do Estado de São Paulo, enquanto a bolsa de Nova Iorque (NYSE) detem 24,9% e a BM&F Bovespa abocanha 24,8% das ações. Ao longo desse período, a empresa atingiu números impressionantes: sua valorização bateu a marca de 601% e seu valor de mercado passou de R$ 6 bilhões a mais de R$ 17,1 bilhões.

Em 2012, os expressivos resultados foram comemorados no ‘Sabesp Day’, em plena Big Apple, com uma série de atividades especiais na bolsa nova-iorquina. Durante as festividades, a presidente da empresa, Dilma Pena, reafirmou o compromisso de “oferecer 100% de água tratada, 100% de coleta de esgoto e 100% de tratamento de esgoto em todo o interior do Estado de São Paulo até 2014”. Celebrada pelos acionistas, a dirigente argumentou que “a cada novo ano, a Sabesp mostra ter condições de executar seu objetivo com eficiência, de maneira sólida, dinâmica, inovadora e sustentável em termos financeiros, ambientais e sociais”.

Ou faltou combinar com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, ou trata-se de uma realidade paralela. A conta da água não fecha. Apesar do sucesso da Sabesp na bolsa de valores, São Paulo sofre com a falta de abastecimento — o sistema da Cantareira, por exemplo, opera com 11% de sua capacidade e já utiliza a segunda cota do volume morto, levantando a seguinte questão: o modelo de gestão da Sabesp é o mais adequado para garantir a universalização do direito básico que é o acesso à água?

Sobre política e profecias

Na ocasião da votação que selou a entrada da Sabesp no mundo financeiro, a então deputada estadual Maria Lúcia Prandi fez uma declaração ‘profética’ sobre o tema, indagando se a empresa seria capaz de manter seu caráter público e priorizar os interesses da população ou se voltaria suas atenções aos desejos dos acionistas.


“Na prática, é uma quase privatização da Sabesp, que poderá perder seu caráter de empresa pública, abrindo espaço para os interesses privados, que visam lucros e não o benefício comum (…). Quem comprar as ações da Sabesp terá grande poder na gestão da empresa. Como ficará a questão das tarifas? Até que ponto a empresa vai querer investir em áreas carentes ou de difícil atendimento, como os morros? Como conseguir que as redes de esgoto e de distribuição de água cheguem a comunidades mais distantes?”


10 anos depois, ela comenta que “não se trata de profecia, mas de visão de mundo e de Estado”. Para a deputada federal, sua fala em 2003 foi uma “demonstração de que, a médio ou longo prazo, a população poderia pagar caro pela escolha que o governo estava prestes a fazer”.

Prandi recorda que, enquanto o PL 410/2003 estava em pauta, houve uma grande resistência na Alesp por parte de partidos à esquerda, que chegaram a realizar longos estudos sobre o tema para embasar o posicionamento contrário à matéria. “A Sabesp, à época, estava muito endividada. Tanto que havia forte pressão sobre os municípios não-conveniados. A capitalização foi uma das ferramentas que o governo lançou mão para sanar a situação e, na votação, foram vitoriosos”.

A tese de Prandi, no entanto, parece jogar luz sobre as origens de uma crise tratada de forma obscura pelo poder público paulista. “Ao vender ações, você sofre pressão de acionistas para aumentar o lucro, colocando os interesses dos donos das ações em primeiro lugar”, argumenta. “O acesso a um serviço essencial como o abastecimento de água nunca poderia ter sido relegado ao segundo plano”.

De acordo com ela, o governo poderia ter feitos ótimos investimentos que prevenissem crises como essa, já que há uma seca história no estado e o governo federal destina um significativo aporte financeiro para essa finalidade. “Mas a prioridade”, sugere, “parece ser agradar os acionistas”.

Primeira cota do Voume Morto, no sistema cantareira, São Paulo. Foto: Mídia NINJA

Governo optou por tratar água como negócio

Para Edson Aparecido da Silva, sociólogo e coordenador da Frente Nacional pelo Saneamento Ambiental, a opção feita 10 anos atrás pelo governo estadual foi de tratar a gestão da água como negócio. “Na época, a justificativa foi de que era preciso captar recursos em agências financeiras e bancos internacionais. Aderir à bolsa daria segurança aos que emprestassem dinheiro à Sabesp”, explica.

“Uma empresa pública com gestão privada”. Assim o sociólogo define a Sabesp, desde que passou a operar segundo a lógica de ampliação do lucro e de distribuição dos dividendos aos acionistas.

O principal problema, na avaliação de Silva, é a absoluta falta de transparência no modelo de gestão vigente. “Ainda que a quantidade de recursos investidos seja significativa — cerca de R$ 2 bilhões anuais -, não se tem a menor ideia de como é empregado. Os relatórios dizem apenas se foram feitos na região metropolitana, no interior ou no litoral, sem maiores detalhes, sendo que dentro desse valor podem estar embutidos, por exemplo, pagamentos a empresas terceirizadas que prestam serviço de má qualidade. A crise prova que os investimentos da Sabesp nos últimos anos podem ter sido péssimos”.

Ele repudia a postura de Geraldo Alckmin em não reconhecer publicamente a dimensão da crise e a responsabilidade que cabe à sua gestão, mesmo depois de pedir R$ 3,5 bilhões ao governo federal para bancar um pacote de medidas emergenciais. “Alckmin nsiste em negar que há redução da pressão da água durante certos períodos do dia, sendo que boa parte da população das periferias de São Paulo enfrenta o problema quase que diariamente. O governo poderia optar por uma política transparente, informando o cidadão das faixas de horário de racionamento a fim de reduzir, inclusive, o desperdício”.

Uma marca de cerveja nunca dirá ao seu consumidor ‘não compre cerveja’. É essa regra de mercado que a Sabesp tem seguido, mas seu produto é um serviço público, direito de todos”, afirma Edson Aparecido da Silva


Os números da Sabesp: declínio iminente?

O estatuto da Sabesp prevê que os acionistas podem receber até 25% do lucro líquido anual da empresa, mas desde a aprovação da regulamentação, o índice nunca foi menor que 26,1%. Em 2003, por exemplo, logo após a vitória de Geraldo Alckmin nas urnas de São Paulo, a porção que morreu nas mãos do capital privado atingiu obscenos 60,5% do montante total. Estima-se, ainda, que um terço do lucro líquido total da Sabesp já foi repassado aos acionistas, o que significa aproximadamente R$ 4,13 bilhões — o dobro do que a Sabesp investe anualmente em saneamento básico, segundo os cálculos do Jornal GGN

Presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente (Sintaema) entre 1988 e 1994 e atual vice-presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Nivaldo Santana ressalta que a antes vigorosa taxa de lucro da Sabesp já tem acusado o golpe da crise: “A diminuição da receita tarifária, por conta da menor oferta de água, faz com que a empresa torne-se pouco atraente para os acionistas, até porque o investidor de Nova Iorque, por exemplo, não está preocupado se falta água para a população de São Paulo, mas sim com o retorno de seu investimento. Por isso, a tendência é que a queda nos números se acentue cada vez mais”.

Segundo ele, “o que se vê na Sabesp é uma administração privatista, que segue a lógica privada mesmo tendo uma gestão, ao menos em tese, mista”. “No curto prazo, a aprovação do PL 410/2003 visava fazer caixa para a Sabesp, mas a longo prazo, é parte de um projeto de redução do papel do Estado nos serviços públicos”, assinala.

Por fim, Santana destaca o fator ‘mídia’ como um grande empecilho para a discussão do problema: os grandes meios de comunicação não abordam a dimensão política da crise, em sua opinião, “dando enfoque excessivo ao problema da seca, ao fenômeno natural, como se nos restasse apenas torcer para que chova muito”. Para ele, “trata-se de uma cortina de fumaça sobre os investimentos insuficientes e ruins feitos pela Sabesp, poupando o governo estadual de críticas por parte da opinião pública”.

This Lawyer’s New Job Is Defending Climate Scientists From Political Attacks (Climate Progress)

POSTED ON NOVEMBER 10, 2014 AT 2:57 PM

This Lawyer’s New Job Is Defending Climate Scientists From Political Attacks

Lauren Kurtz, the new Executive Director of the Climate Science Legal Defense Fund.

Lauren Kurtz, the new Executive Director of the Climate Science Legal Defense Fund. CREDIT: CLIMATE SCIENCE LEGAL DEFENSE FUND

Lauren Kurtz, a once-budding biologist turned accomplished attorney, is frustrated. She thinks it’s ridiculous that climate scientists have become targets of politically motivated attacks.

“I think science is very important, and I think the increased politicization of climate science is a really horrible turn of events,” Kurtz, the new Executive Director of theClimate Science Legal Defense Fund, told ThinkProgress. “I am really excited to be able to combat that.”

On Monday, Kurtz became the first-ever Executive Director of the CSLDF, a group that works to stem and prevent harassment of climate scientists. In her new position there, Kurtz says she hopes to expand the group’s network of attorneys who will volunteer to represent embattled climate scientists in court free of charge. The end goal, she said, is to help climate scientists do their jobs without fear of politically motivated retaliation.

“One of our main goals is educating scientists on their legal rights and what they’re up against,” Kurtz said. “If and when things arise, we want to move as quickly as possible.”

The problem Kurtz hopes to address is a real one. Scientists who perform climate-related research have increasingly been the subject of personal attacks — email hacking, copiousonline abuse, a dead rat left on a scientists’ doorstep. At least one prominent scientist has been the subject of a failed lawsuit by a right-wing policy group, alleging manipulation of data, and demanding copies of personal emails and other communications under the Freedom of Information Act.

Many climate scientists say these attacks are political, perpetrated by people who can’t accept the policy solutions to the problem of human-caused global warming.

“I firmly believe that I would now be leading a different life if my research suggested that there was no human effect on climate,” said climate scientist Benjamin D. Santer during a Congressional hearing in 2010. “We need to follow the research wherever it leads us, without fear of the consequences of speaking truth to power.”

The CSLDF was founded with that goal in mind. It was created in 2011 by Professors Scott Mandia and John Abraham, after they learned that climate scientist Michael Mann was using his personal funds to defend himself against the now-infamous lawsuitbrought by the American Tradition Institute. Mandia and Abraham formed the group, and in 24 hours raised $10,000 to allow Mann to continue his research while fighting the case.

Mann, who eventually won his case, told ThinkProgress he was happy to see Kurtz in the CSLDF’s new leadership position.

“From what I have seen, she is a premier litigator,” he said. “I’m sure she’ll serve CSLDF well as their new executive director.”

Kurtz does come from a prestigious background in law. To take the new job at CSLDF, she left her job of more than four years as a litigator for Dechert LLP, a high-ranking global law firm with more than 900 attorneys. Before that, she worked at the U.S. Environmental Protection Agency, first as a policy associate and then as a law clerk.

Though her career ended up in law, it began in science. It evolved, however, when she realized how difficult it was to get anything done with the scientific results of her studies. Kurtz, who received her undergraduate degree in biology from Bryn Mawr College, remembers specifically how she felt while working on a conservation biology study of population decline of native bee populations.

“I felt really frustrated at the time that I was studying this, that there was a well-documented decline [in bee populations], but politically it didn’t seem to be going anywhere,” she said.

The feeling of wanting to change the political environment drove her to study environmental law and policy. She eventually received her Masters degree in environmental policy from the University of Pennsylvania, then went on to receive her law degree there as well.

“I have an immense amount of respect for scientists and I think it’s an interesting area to study, but ultimately what I was more passionate about was promoting science in a policy area,” she said. “This position’s got a similar thread, which is making sure policy decisions reflect what the science says, and separating people’s thoughts on science from what their political agendas are.”

Dilma tem encontro com Alckmin para buscar saída para crise hídrica (Vermelho.org)

10 de novembro de 2014 – 10h02

Reafirmando o compromisso de diálogo feito durante o discurso da vitória, após a confirmação dos resultados das eleições em 26 de outubro, a presidenta Dilma Rousseff reúne-se nesta segunda-feira (10) com o governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) para buscar uma saída para a crise hídrica em São Paulo.

Em 2011, a presidenta Dilma recebeu em audiência o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, para discutir investimentos de infraestrutura e mobilidade

Em 2011, a presidenta Dilma recebeu em audiência o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, para discutir investimentos de infraestrutura e mobilidade

A presidenta já determinou à sua equipe empenho total para ajudar o governador paulista. No encontro será discutida uma série de medidas estimadas em R$ 18,7 bilhões, a maioria para obras ainda não iniciadas e outra pequena parte para projetos em andamento.

A falta de água em São Paulo atingiu o seu ponto mais crítico nos últimos dois meses. O volume do Sistema Cantareira, principal represa do estado que abastece a capital paulista, atingiu 11,4%, o que representa o volume mais baixo desde que a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) decidiu incluir, no fim de outubro, a segunda cota do volume morto. A segunda cota do volume morto foi utilizada porque o nível do Cantareira estava em apenas 3%, o mais baixo já registrado na história.

Bancos públicos

“Temos um conjunto de obras [em médio prazo] a serem feitas e a participação do governo federal é importante”, disse Alckmin. A ajuda federal ao governo de São Paulo será feita por meio dos bancos públicos, tão criticados pelo guru econômico dos tucanos, Armínio Fraga durante as eleições presidenciais. As obras em curso contarão com um empréstimo da Caixa de R$ 1,8 bilhão para a construção do sistema São Lourenço, adutora para reforçar o fornecimento em zonas críticas, além de obras como a interligação dos reservatórios de Jaguari e Atibainha, no Cantareira.

Entre as obras de longo prazo estão as chamadas de “super-estruturantes”, como a transposições do rio Juquiá e do reservatório Jurumirim, no rio Paranapanema, hoje destinados ao abastecimento de energia, todas estimadas em R$ 12,4 bilhões e que responderiam por metade da vazão que São Paulo precisa cumprir até 2030.

Além da questão hídrica, o encontro também deve discutir a liberação de recursos de convênios já firmados para a construção da linha 13 da CPTM, que liga São Paulo ao aeroporto de Guarulhos, e o prolongamento da linha 9-Esmeralda até Varginha, na zona sul.

Com informações de agências

Dados que governo segurou mostram desmatamento alto (Folha de S.Paulo)

JC 5062, 10 de novembro de 2014

Perda de cobertura vegetal na Amazônia cresceu 122% em agosto e setembro, ante o mesmo período de 2013, informa a Folha de sábado

Agora é oficial: o desmatamento na Amazônia disparou em agosto e setembro. Foram devastados 1.626 km² de florestas, um crescimento de 122% sobre os mesmos dois meses de 2013.

O governo federal já conhecia esses dados antes do segundo turno da eleição presidencial, realizado no último dia 26 –a divulgação do aumento no desmatamento poderia prejudicar a votação da presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição.

Veja a matéria completa em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cienciasaude/194542-dados-que-governo-segurou-mostram-desmatamento-alto.shtml

(Marcelo Leite/Folha de S.Paulo)

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Amazônia morre e jornais não veem (Folha de S.Paulo)

A continuar nesse ritmo, só os mortos de sede vão testemunhar o fim da floresta amazônica, publica Leão Serva em artigo na Folha

A imprensa parece ter acordado para a maior tragédia ambiental em curso nesta região do planeta, a destruição acelerada da Amazônia. Mas talvez agora já seja tarde demais: há fortes sinais de falência do [http://goo.gl/G154Uk] sistema amazônico, que inclui a floresta e sua influência sobre o clima continental.

Veja a matéria completa em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/194887-amazonia-morre-e-jornais-nao-veem.shtml

(Folha de S.Paulo)

The IPCC is stern on climate change – but it still underestimates the situation (The Guardian)

UN body’s warning on carbon emissions is hard to ignore, but breaking the power of the fossil fuel industry won’t be easy

The Guardian, Sunday 2 November 2014 10.59 GMT

Bangkok's skyline blanketed in a hazeBangkok’s skyline blanketed in a haze. The IPCC report says climate change has increased the risk of severe heatwaves and other extreme weather. Photograph: Adrees Latif/Reuters

At this point, the scientists who run the Intergovernmental Panel on Climate Change must feel like it’s time to trade their satellites, their carefully calibrated thermometers and spectrometers, their finely tuned computer models – all of them for a thesaurus. Surely, somewhere, there must be words that will prompt the world’s leaders to act.

This week, with the release of their new synthesis report, they are trying the words “severe, widespread, and irreversible” to describe the effects of climate change – which for scientists, conservative by nature, falls just short of announcing that climate change will produce a zombie apocalypse plus random beheadings plus Ebola. It’s hard to imagine how they will up the language in time for the next big global confab in Paris.

But even with all that, this new document – actually a synthesis of three big working group reports released over the last year – almost certainly underestimates the actual severity of the situation. As the Washington Post pointed out this week, past reports have always tried to err on the side of understatement; it’s a particular problem with sea level rise, since the current IPCC document does not even include the finding in May that the great Antarctic ice sheets have begun to melt. (The studies were published after the IPCC’s cutoff date.)

But when you get right down to it, who cares? The scientists have done their job; no sentient person, including Republican Senate candidates, can any longer believe in their heart of hearts that there’s not a problem here. The scientific method has triumphed: over a quarter of a century, researchers have reached astonishing consensus on a basic problem in chemistry and physics.

And the engineers have done just as well. The price of a solar panel has dropped by more than 90% over the last 25 years, and continues to plummet. In the few places they have actually been deployed at scale, the results are astonishing: there were days this summer when Germany generated 75% of its power from the wind and the sun.

That, of course, is not because Germany is so richly endowed with sunlight (it’s a rare person who books a North Sea beach holiday). It’s because the Germans have produced a remarkable quantity of political will, and put it to good use.

As opposed to the rest of the world, where the fossil fuel industry has produced an enormous amount of fear in the political class, and kept things from changing. Their vast piles of money have so far weighed more in the political balance than the vast piles of data accumulated by the scientists. In fact, the IPCC can calculate the size of the gap with great exactness. To get on the right track, they estimate, the world would have to cut fossil fuel investments annually between now and 2029, and use the money instead to push the pace of renewables.

That is a hard task, but not an impossible one. Indeed, the people’s movement symbolised by September’s mammoth climate march in New York, has begun to make an impact in dollars and cents. A new report this week shows that by delaying the Keystone pipeline in North America protesters have prevented at least $17bn (£10.6bn) in new investments in the tar sands of Canada – investments that would have produced carbon equivalent to 735 coal-fired power plants. That’s pretty good work.

Our political leaders could do much more, of course. If they put a serious price on carbon, we would move quickly out of the fossil fuel age and into the renewable future. But that won’t happen until we break the power of the fossil fuel industry. That’s why it’s very good news that divestment campaigners have been winning victories on one continent after another, as universities from Stanford to Sydney to Glasgow start selling their fossil fuel stocks in protest – hey, even the Rockefeller Brothers fund, heir to the greatest oil fortune ever, have joined in the fight.

Breaking the power of the fossil fuel industry won’t be easy, especially since it has to happen fast. It has to happen, in fact, before the carbon we’ve unleashed into the atmosphere breaks the planet. I’m not certain we’ll win this fight – but, thanks to the IPCC, no one will ever be able to say they weren’t warned.

Denying problems when we don’t like the political solutions (Duke University)

6-Nov-2014

Steve Hartsoe

Duke study sheds light on why conservatives, liberals disagree so vehemently

DURHAM, N.C. — There may be a scientific answer for why conservatives and liberals disagree so vehemently over the existence of issues like climate change and specific types of crime.

A new study from Duke University finds that people will evaluate scientific evidence based on whether they view its policy implications as politically desirable. If they don’t, then they tend to deny the problem even exists.

“Logically, the proposed solution to a problem, such as an increase in government regulation or an extension of the free market, should not influence one’s belief in the problem. However, we find it does,” said co-author Troy Campbell, a Ph.D. candidate at Duke’s Fuqua School of Business. “The cure can be more immediately threatening than the problem.”

The study, “Solution Aversion: On the Relation Between Ideology and Motivated Disbelief,” appears in the November issue of the Journal of Personality and Social Psychology (viewable athttp://psycnet.apa.org/journals/psp/107/5/809/).

The researchers conducted three experiments (with samples ranging from 120 to 188 participants) on three different issues — climate change, air pollution that harms lungs, and crime.

“The goal was to test, in a scientifically controlled manner, the question: Does the desirability of a solution affect beliefs in the existence of the associated problem? In other words, does what we call ‘solution aversion’ exist?” Campbell said.

“We found the answer is yes. And we found it occurs in response to some of the most common solutions for popularly discussed problems.”

For climate change, the researchers conducted an experiment to examine why more Republicans than Democrats seem to deny its existence, despite strong scientific evidence that supports it.

One explanation, they found, may have more to do with conservatives’ general opposition to the most popular solution — increasing government regulation — than with any difference in fear of the climate change problem itself, as some have proposed.

Participants in the experiment, including both self-identified Republicans and Democrats, read a statement asserting that global temperatures will rise 3.2 degrees in the 21st century. They were then asked to evaluate a proposed policy solution to address the warming.

When the policy solution emphasized a tax on carbon emissions or some other form of government regulation, which is generally opposed by Republican ideology, only 22 percent of Republicans said they believed the temperatures would rise at least as much as indicated by the scientific statement they read.

But when the proposed policy solution emphasized the free market, such as with innovative green technology, 55 percent of Republicans agreed with the scientific statement.

For Democrats, the same experiment recorded no difference in their belief, regardless of the proposed solution to climate change.

“Recognizing this effect is helpful because it allows researchers to predict not just what problems people will deny, but who will likely deny each problem,” said co-author Aaron Kay, an associate professor at Fuqua. “The more threatening a solution is to a person, the more likely that person is to deny the problem.”

The researchers found liberal-leaning individuals exhibited a similar aversion to solutions they viewed as politically undesirable in an experiment involving violent home break-ins. When the proposed solution called for looser versus tighter gun-control laws, those with more liberal gun-control ideologies were more likely to downplay the frequency of violent home break-ins.

“We should not just view some people or group as anti-science, anti-fact or hyper-scared of any problems,” Kay said. “Instead, we should understand that certain problems have particular solutions that threaten some people and groups more than others. When we realize this, we understand those who deny the problem more and we improve our ability to better communicate with them.”

Campbell added that solution aversion can help explain why political divides become so divisive and intractable.

“We argue that the political divide over many issues is just that, it’s political,” Campbell said. “These divides are not explained by just one party being more anti-science, but the fact that in general people deny facts that threaten their ideologies, left, right or center.”

The researchers noted there are additional factors that can influence how people see the policy implications of science. Additional research using larger samples and more specific methods would provide an even clearer picture, they said.

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The study was funded by The Fuqua School of Business.

CITATION: Troy Campbell, Aaron Kay, Duke University (2014). “Solution Aversion: On the Relation Between Ideology and Motivated Disbelief.” Journal of Personality and Social Psychology, 107(5), 809-824.http://dx.doi.org/10.1037/a0037963

The new GOP Senate is already gearing up to cause climate mayhem (Grist)

 By

On Tuesday night, Republicans won big: They picked up governorships in blue states like Maryland, Massachusetts, and Illinois, and they held House seats in competitive districts with embarrassing incumbents like Michael Grimm of New York, who physically threatened a reporter and is under indictment for tax evasion.

But their biggest win by far was taking control of the U.S. Senate. As of this writing, Republicans had already secured 52 Senate seats, thanks to knocking off Democratic incumbents or replacing retiring Democrats in Arkansas, Colorado, Iowa, Montana, North Carolina, South Dakota, and West Virginia. Another GOP pick up is probable in Alaska, and Republican Rep. Bill Cassidy is likely to win the runoff in Louisiana against Sen. Mary Landrieu in December.

This is not good news for the climate. The party that controls the majority and the committee chairmanships controls the agenda. Sen. Mitch McConnell (R-Ky.) will now be the majority leader. McConnell deflects questions about whether he accepts climate science by saying he isn’t a scientist and citing climate-denying conservative pundit George Will. But he is clear about where he stands on fossil fuels, especially coal: He loves them. Attacking President Obama for not sharing his passion for burning carbon was central to McConnell’s reelection campaign this year. If you thought Landrieu, chair of the Senate Energy and Commerce Committee, was too pro–fossil fuel, just wait until Republican Lisa Murkowski of Alaska takes the gavel. Leading climate denier James Inhofe of Oklahoma will be taking over the Senate Environment and Public Works Committee, and fellow denier Ted Cruz (R-Texas) will be chairing the Committee on Science and Technology.

The Republicans have two top energy-related demands: stop EPA from regulating CO2 and approve the Keystone XL pipeline.

The EPA is required under the Clean Air Act to regulate greenhouse gases (GHGs) as pollutants. So the agency proposed regulations of CO2 emissions from power plants. This is the centerpiece of what Republicans inaccurately call Obama’s “War on Coal.”

In the House, Republicans have voted to strip the EPA of its authority to regulate GHGs. That measure died in the Senate because of Democratic opposition. Sen. Susan Collins of Maine was the only Senate Republican to vote against it, and even she had voted once previously to revoke the EPA’s GHG regulatory authority. Obama has staked his second-term legacy on reducing GHG emissions, in large part through the EPA power plant regulations. Those regulations are also essentialto setting the U.S. on a path to meet its promised emissions reductions under the Copenhagen Accord of 2009. Obama will not let congressional Republicans make him look like a feckless liar to our allies, whose cooperation we need to get a more ambitious climate agreement in the 2015 round of negotiations in Paris. So Obama will make a stand on EPA authority if he must. And before it even comes to that, Senate Democrats will likely throttle any EPA authority repeal with a filibuster.

Keystone is more vulnerable. Many Democrats from fossil fuel-dependent states have called for its approval. As former Republican Speaker of the House Newt Gingrich said on CNN Tuesday night, “This Republican House and Republican Senate will pass the Keystone XL pipeline.” Speaking on Fox News the same night, GOP Dark Overlord Karl Rove said that Republicans would look to pass legislation that could get Democratic votes and cited Keystone XL as an example.

Republicans won’t just pass Keystone approval on its own for Obama to veto. They will continue their strategy of attaching it to unrelated bills, from anodyne energy-efficiency measures to the budget. No one really knows what Obama thinks about Keystone, but it is widely assumed that he was happy to let it go through until activists rose up in protest. Obama would probably like to mollify his base after the midterms by rejecting Keystone, but there’s no guarantee he won’t be willing to trade it away with newly empowered Republicans.

Anticipating exactly this line of dispiriting thinking, 350.org, which has led the national fight against Keystone, issued a statement Tuesday night defensively titled, “Keystone XL No Done Deal.” “We know the Republicans are going to make Keystone a priority, but this isn’t their call,” said May Boeve, executive director of 350.org. “President Obama has the power to reject the Keystone pipeline outright, and do right by his own legacy. We’re gearing up to hold his feet to the fire — and we’re confident that when everything’s said and done, Keystone XL will not be built.”

Republicans know they may need to force Obama’s hand on Keystone precisely because of the pressure he will get from his base to reject it. And they will try to do just that. With control of both houses of Congress, Republicans can pass any bill they want unless Senate Democrats threaten a filibuster. That doesn’t mean Republicans can enact any law they want. Obama can veto their bills, and now his little-used veto pen will be put to work. But Obama can’t simply prevent the GOP from doing anything at all. Some legislation has to get passed just to keep the government running, such as approving a budget and raising the debt ceiling. Ever since Republicans won control of the House in 2010, they have been exploiting those requirements to try to force Obama to sign off on their agenda. Now, with control of the Senate, Republicans will be in a stronger position to demand that Obama give in to or compromise on some of their demands. If he doesn’t, they can cause a government shutdown, or trigger a global financial collapse by breaching the debt ceiling and defaulting on the U.S. national debt.

I know what you’re thinking: “But shutting down the government or defaulting on our debt would be terrible for America!” Don’t be so naive as to mistake congressional Republicans for rational human beings or patriotic Americans. They are so beholden to their base that taking the U.S. economy hostage has become a standard GOP negotiating tactic. Since swing voters frown on such shenanigans, House Majority Leader Kevin McCarthy (Calif.) has said he would like to end the hostile budget fights and get down to governing. But the Republican leadership always wants that, and in the past they’ve always given in to their rowdy backbenchers.

If they can’t get their way through normal legislative means, Republicans might simply try to disable the government by blocking all of President Obama’s nominees until he gives in to a major demand like Keystone approval. They were already doing that by filibustering even moderate, well-qualified nominees until Democrats eliminated the filibuster for executive branch appointees. Now, with a Senate majority, Republicans can block any nominee.

To see what else Senate Republicans have in store for the environment, just look at what their House colleagues have tried to do. Earlier this year, House Republicans passed a series of bills to kneecap federal agencies like the EPA. The details are boring and complicated, but the bottom line is that they would institute a number of requirements to burden or constrict the regulatory process. A typical example is their proposal to require agencies to calculate all the indirect costs of every regulation and always choose the least costly option, regardless of its adverse impact on, say, human health. Another example: In September, they passed a bill that would stop the EPA and Army Corps of Engineers from protecting America’s small streams and wetlands.

Republicans will also try to prevent environmental regulation by refusing to pay for it. In a typical measure, the House GOP’s EPA budget passed in June would have cut funding for the agency by 9 percent. House Republicans have previously votedto defund the Intergovernmental Panel on Climate Change, which compiles reportson climate science, and the U.N. Framework Convention on Climate Change, the body that hosts international climate negotiations. Now the Senate may join them. Just through controlling the House, Republicans have already forced through milder cuts to the EPA budget and blocked environmental regulations. With control of the Senate, Obama will have to cede even more ground.

In fairness to the GOP, elections have consequences and Obama should have to compromise with them. That Republicans lack any actual popular majority — they won because of the rural bias of the Senate and gerrymandering of House districts — is irrelevant. When Republicans claim they have a popular mandate, they are lying, and should be called out for it. But when they say, “We won and we’re going to use our power to enact our agenda,” it’s all in the game.

And so you can expect to see a lot of little bits of bad news for the climate and the broader environment in the budget negotiation process. EPA funding will be cut, presumably by somewhere between the roughly stable funding Obama will likely request and the drastic cuts the House GOP will pass. Programs that especially irk Republicans, like those that promote renewable energy and anything pertaining to smart growth, will fare especially poorly. There will also be spending cuts in other departments with environmental implications, like mass transit and transit-oriented affordable-housing development.

In terms of Senate election results, the worst of it is over. The map of states with Senate seats up in 2016 is a lot more favorable to Democrats, and they will stand a good chance of regaining the majority. But in terms of environmental policy, the worst is yet to come.

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Climate change denier Jim Inhofe in line for Senate’s top environmental job (The Guardian)

Obama faces a fight to protect his climate change agenda after midterm results suggest Senate’s top environmental post will fall to Republican stalwart of climate denial

theguardian.com, Thursday 6 November 2014 16.24 GMT

Climate skeptic nad Republican Senator Jim InhofeRepublican Senator Jim Inhofe is expected to get the Senate top environmental job. Photograph: Tom Williams/Getty Images

The Senate’s top environmental job is set to fall to Jim Inhofe, one of the biggest names in US climate denial, but campaigners say Barack Obama will fight to protect his global warming agenda.

Oklahoma Republican Inhofe has been denying the science behind climate change for 20 years – long before it became a cause for the conservative tea party wing. Following midterm elections which saw the Republicans take control of the senate, he is now expected to become the chairman of the senate environment and public works committee.

However, advocates believe Obama will work to protect his signature power plant rules from Republican attacks, and to live up to his earlier commitments to a global deal on fight climate change.

“We think he sees this as a critically important part of his second term legacy and there is no reason why he should not continue to go forward on this… both domestically and around the world,” Gene Karpinski, president of the League of Conservation Voters, told a press briefing.

The campaigners were less clear, however, how far Obama would be willing to fight to block the Keystone XL pipeline project.

Obama will get a chance to show he is still committed to fighting climate change during a trip to Beijing next week, where the US and Chinese are expected to announce new energy co-operation.

Extracting a pledge from China to cut emissions is hugely important now for Obama, who faces growing pressure from Republicans to demonstrate that other countries beyond the US – especially the high-emissions, rising economies – are acting on climate change.

“It is a domestic political imperative for the president to gain emissions reductions from China and other major emitters as much as it is an international policy goal,” said Paul Bledsoe, a climate change official in the Clinton White House.

“The president is under increasing pressure to gain emissions reductions from China and other major emitters in order to justify US domestic mitigation policy. That is going to be the spin Republicans put on it – that we are wasting our time with domestic emissions reductions because they will be swamped by developing countries’ pollution.”

Obama is going to feel that pressure the most from Congress. With his opponents now in control of both houses, the top slot on the Senate’s environment and public works committee passes from a climate defender, the California Democrat, Barbara Boxer, to Inhofe.

He published a book in 2012 calling global warming a hoax, and has compared the Environmental Protection Agency (EPA) to the Gestapo.

A spokeswoman for Inhofe said his first concern was passing the defence budget, and that he would make no comment on his leadership roles until next week.

But if, as expected, Inhofe becomes the new committee chair next January, he will probably try to dismantle the EPA rules cutting greenhouse gas emissions from power plants – the centrepiece of Obama’s environmental agenda.

Industry lobbyists and campaigners said Inhofe lacked the votes to throw out the power plant rules entirely.

Obama would also veto any such move, said Scott Segal, an energy and coal lobbyist with Bracewell & Giuliani.

“I’m not sure we have the votes to advance those across the finish line particularly if they are vetoed,” Segal told a conference call with reporters. Instead, he said he expected “tailored changes”, which could weaken the rules.

Bledsoe did expect, however, that Obama will sign off on the controversial Keystone XL project early next year.

Republicans have said approving the pipeline, built to pump tar sands crude to Texas Gulf Coast refineries, would be an early order of business.

Obama in his post-election press conference gave no indication what he would decide. But Bledsoe said: “I actually believe the president is likely to approve the piepline and in the process deny Republicans a politically potent issue.”

From his perch in the Senate, Inhofe is expected to launch multiple investigations into the EPA – including Republican charges that the agency leaned heavily on a campaign group in drafting the proposed new rules.

But as committee chair, Inhofe is unlikely to indulge in quite the same level of theatrics on climate denial, said RL Miller, a California lawyer and founder of the grassroots organising group, Climate Hawks Vote.

“I expect we are going to see less headline-grabbing efforts on the EPA and more of simply throttling their budget,” Miller said. “If he touches climate denial at all he is going to be ridiculed in public and in the media. If he is smart, he is going to be very quiet publicly, and it will be death by a thousand cuts in the kind of budget battles that people like Jon Stewart don’t pay attention to.”

Despite their upbeat postures, Tuesday’s results were a big setback for campaign groups which had invested an unprecedented amount in trying to elect pro-climate candidates to Congress.

The former hedge fund billionaire, Tom Steyer, spent nearly $75m on advertising and organising in only seven races, making him the biggest known single spender in these elections. Only three of his candidates won.

“There is no way to dance around the issue that in too many races we lost good allies,” Michael Brune, the director of the Sierra Club, told a briefing. “We see those people being replaced by people that are against our values.”

But the environmental leaders blamed the poor showing on low turnout in an off election year – and continued to insist that climate change was becoming a top-tier issue.

They insisted their effort had put climate change on the electoral map – a big shift from 2012 when virtually no candidates would even utter the words climate change.

This time around, Republican candidates were forced to back away from outright climate denial, the campaigners said.

They noted Cory Gardner, the newly elected Republican Senator from Colorado, had appeared in campaign ads with wind turbines, after earlier disparaging climate science. “Climate denial is an endangered species,” Brune said.

Midterm Elections, the Senate, and Republican Science Denial (Slate)

By Phil Plait

NOV. 4 2014 7:00 AM

James InhofeIf Republicans win the Senate, James Inhofe, R-Oklahoma, could be in charge of the committee that controls the EPA. Photo by Alex Wong/Getty Images

Today is the midterm election for the United States, where many seats in the House and Senate will be determined. It seems pretty obvious that the House will remain in control of the Republicans. It seems likely the GOP will get a slight majority in the Senate today as well.

What does this mean? Well, in the short term and for many issues, not a lot. This previous Congress will go down in history as the least effective ever, since all it really did is block White House initiatives. They couldn’t even approve a surgeon general nomination! A GOP majority in the Senate will probably mean more of the same, since they’ll lack the supermajority needed to prevent Democratic filibustering of big items.

But this vast, gaping polarization of American politics is toxic, especially where it comes to the crucial issue of global warming. Here, a Senate GOP majority can have an extremely destructive effect. It will put a cohort of science-deniers into positions of authority over the very science they want to trample. This is extremely worrisome to me, and it should be to you as well.

Nowhere is this more important thanthe Environment and Public Works Committee. A Republican win will almost certainly make James Inhofe, R-Oklahoma, chairman. This committee controls the Environmental Protection Agency, which is charged with addressing climate change and what to do about it. Inhofe is probably the most ludicrously adamant global warming denier in the Senate; he has called it a hoax and denies it to levels that would make the frothiest conspiracy theorists shake their heads in wonder.

Inhofe has indicated he will attack greenhouse gas regulators, so giving him control of this committee puts the “fox in charge of the henhouse” simile to shame.

Other committees will fare no better; as just one example Ted Cruz, R-Texas, could be chairman of the committee on science and space, and he also denies global warming. The irony is as excruciating as it is familiar.

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Original photo by krossbow on Flickr, modified by Phil Plait

Of course, the Republican mantra of late is to claim “I’m not a scientist, but …” as if this excuses them when they deny reality. I’ve excoriated this ridiculous notion before; it started in 2012 when Marco Rubio, R-Florida, used it when he said he wasn’t sure how old the Earth is (!), but it is now being wielded like a shield for Republican rejection of global warming. It was baloney then, and it’s still baloney now. Their lack of scientific qualifications hasn’t stopped them from trying to create medical legislation to control women’s bodies, or to try to make laws about agriculture, health care, and so many other science-based topics. It’s clearly a cynical dodge.

And it will cost us. These elections happen mere days after the Intergovernmental Panel on Climate Change issued its fifth Synthesis Report, a 40-page opus making it very clear that global warming is real, humans are causing it, and it’s disrupting our planet’s climate.

The summary for policymakers is as succinct as it is brutal in its assessment:

Human influence on the climate system is clear, and recent anthropogenic emissions of greenhouse gases are the highest in history. Recent climate changes have had widespread impacts on human and natural systems.

[…]

Warming of the climate system is unequivocal, and since the 1950s, many of the observed changes are unprecedented over decades to millennia. The atmosphere and ocean have warmed, the amounts of snow and ice have diminished, and sea level has risen.

It then gives evidence and support for these claims, going into terrifying specificity:

Ocean warming dominates the increase in energy stored in the climate system, accounting for more than 90% of the energy accumulated between 1971 and 2010 (high confidence), with only about 1% stored in the atmosphere.

So much for “the pause”.

Since the beginning of the industrial era, oceanic uptake of CO2 has resulted in acidification of the ocean … corresponding to a 26% increase in acidity.

Ocean acidification is killing off entire species, upsetting the ecological balance of the oceans. This is on top of sea level rise, the disruption of the heat transport balance of the planet, and the amplification of extreme weather we’re seeing all over the Earth.

Continued emission of greenhouse gases will cause further warming and long-lasting changes in all components of the climate system, increasing the likelihood of severe, pervasive and irreversible impacts for people and ecosystems.

Ask Californians suffering from one of the worst droughts in history how they feel about “long-lasting changes in the climate,” for example, or how much you enjoyexcursions in the polar vortex bringing frigid cold into the U.S. eastern states in the winter.

Global warming is real. It’s causing climate change on a planetary scale, and this isextremely dangerous for humanity.

Yet Republican politicians deny it as if their careers and funding depend on them doing so.

This is what these elections today mean. I am by no means a single-issue voter, unless you count reality as an issue. When you vote today, it quite literally affects the future of humanity.

Do we finally take action about the single greatest threat we as a species face today? Or do we elect officials who would rather take money from the fossil fuel industryand bury their heads firmly in the sand, putting off for at least another two years taking any action, or even recognizing that we need to take action against it?

Remember that today as you go to the polls. Your vote counts. Make it count.

Amazônia já está entrando em pane, afirma cientista (Folha de S.Paulo)

Seca no Sudeste pode estar ligada ao desmate e à degradação da floresta

Com 20% da floresta desmatada outros 20% degradados, a floresta amazônica já começa a falhar em seu papel de regulação do clima da América do Sul, diz o biogeoquímico Antonio Nobre, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

Veja a matéria na íntegra: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cienciasaude/193261-amazonia-ja-esta-entrando-em-pane-afirma-cientista.shtml

(Rafael Garcia / Folha de S.Paulo)

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JC, 5055, 30 de outubro de 2014

Mudanças climáticas provocarão ‘impactos irreversíveis’ nos ecossistemas, dizem cientistas

Grupo que elabora relatório do IPCC destaca que os corais são a maior preocupação ambiental

Vinte e sete ecossistemas podem sofrer impactos “graves, invasivos e irreversíveis”, que atingirão seres humanos e outras espécies, se não forem tomadas providências imediatas contra o aumento de eventos extremos do clima. A maior preocupação são os corais, cuja presença não é muito marcante no Brasil. O tema marcou as discussões de 500 cientistas reunidos nesta quarta-feira em Copenhague, responsáveis por concluir nesta sexta o último relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC).

Veja a matéria completa em: http://oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/mudancas-climaticas-provocarao-impactos-irreversiveis-nos-ecossistemas-dizem-cientistas-14404015#ixzz3HdHQtJo2

(Renato Grandelle / O Globo)

Fundação esotérica foi procurada pelo governo Alckmin para crise hídrica (Bahia Notícias)

Quinta, 30 de Outubro de 2014 – 14:20

Fundação esotérica foi procurada pelo governo Alckmin para crise hídrica

Volume do sistema de abastecimento é baixo | Foto: Divulgação/ Sabesp

A crise hídrica que atinge o estado de São Paulo fez o governo de Geraldo Alckmin (PSDB) procurar a fundação esotérica Cacique Cobra Coral (FCCC). A entidade é comandada pela médium Adelaide Scritori, que diz incorporar o espírito do cacique Cobra Coral, entidade supostamente capaz de influenciar no clima. Segundo o porta-voz da fundação, Osmar Santos, ele conversou com assessores de Alckmin nesta quarta-feira (29) e um novo encontro estaria previsto para próxima semana. A FCCC afirma que é capaz de minimizar os impactos temporais e outros fenômenos naturais. A única exigência da entidade é a de que o governo não avance nas águas do Rio Paraíba do Sul, que abastecem o estado do Rio de Janeiro, para evitar a competição barrada pela Agência Nacional de Águas.

A sociedade na seca (Envolverde)

30/10/2014 – 11h22

por Jacqueline Pereira*, da Envolverde

mudancasclimaticas1 A sociedade na seca

A situação em São Paulo não é um fato isolado, mas insere-se em um contexto maior de mudanças climáticas, com desafios mundiais para a gestão da água enquanto um recurso finito do planeta. Foto: Shutterstock

A participação social na gestão da crise hídrica é quase nenhuma. Nem mesmo os prefeitos, responsáveis pelas concessões, estão erguendo a voz.

As dificuldades de abastecimento de água em São Paulo, tanto na capital como em grande parte do interior, poderiam ter sido evitadas, ou ao menos minimizadas, os dados sobre a escassez eram conhecidos há mais de um ano, tempo suficientes para algumas medidas mitigatórias. No entanto, o ano eleitoral empurrou o tema pelos canos secos. A avaliação é de Antônio Félix Domingues, coordenador de articulação e comunicação da ANA – Agência Nacional de Águas. Ele participou de uma discussão sobre água no Diálogos Capitais – Dilemas de um Brasil Sustentável, realizado dia 21 de outubro, em São Paulo. Domingues aponta a necessidade de deixar os técnicos trabalharem quando o tema é água. “É preciso ter normas e condutas preestabelecidas para cada momento de uma crise de abastecimento, as decisões não podem ficar ao sabor da política”, disse.

O monitoramento da seca já é uma tecnologia em avançado estágio de desenvolvimento no Brasil. Está sendo implantado no Nordeste, com apoio do Banco Mundial, o programa Monitor de Seca. O objetivo é acompanhar, em parceria com os Estados, a situação dos reservatórios e estabelecer com isso critérios de ação em cada caso. Conforme o nível de risco detectado, podem ser tomadas medidas como limitar as atividades de irrigação ou aumentar o custo da tarifa. “São decisões que não devem ter ingerência política, devem ser tomadas sob critérios  técnicos e prévia informação ao público”, afirmou Domingues.

A situação em São Paulo não é um fato isolado, mas insere-se em um contexto maior de mudanças climáticas, com desafios mundiais para a gestão da água enquanto um recurso finito do planeta. O desenvolvimento econômico e a redução da desigualdade precisam de uma gestão profissional da água. A capacidade de reservar água melhora a condição de enfrentamento das secas. “Na comparação de dois países com variação climática semelhante, como Etiópia e Austrália, temos que a capacidade de armazenamento per capita de água da Etiópia é de 45 metros cúbicos, enquanto a Austrália consegue armazenar 5 mil metros cúbicos por habitante, o que certamente eleva a segurança hídrica do país”, disse Domingues. O Brasil tem hoje 3.500 metros cúbicos armazenados por habitante.

A participação da sociedade nos comitês de bacia também precisa ser fortalecida, segundo o professor Pedro Jacobi, do Programa de Pós Graduação em Ciência Ambiental da USP. “No Estado de São Paulo foram criados 21 comitês de bacia hidrográfica, e sua existência não se constitui mera formalidade porque são essenciais para democratizar a gestão da água. O sistema foi estruturado para que a sociedade tenha uma co-participação, seja co-responsável”, afirmou Jacobi. No entanto, falta o estímulo para a participação social, em parte por causa de uma cultura política de se esperar que o governo resolva todas as questões públicas. Outro ponto é que existe o hábito de se agir apenas nas crises e menos no planejamento.

Jacobi apontou a pressão do calendário político sobre a gestão dos recursos naturais como um problema, porque muitas vezes a competência muda de uma secretaria para outra, com uma descontinuidade das ações. Além disso, é necessário exigir maior transparência sobre o uso dos recursos. A mudança de comportamento do cidadão precisa ser estimulada a partir de uma postura mais amigável dos governantes, que deveriam mudar o foco da comunicação das obras realizadas para o fortalecimento dos canais de participação social. “Precisa ser uma ação contínua, não focada somente na gestão da crise, mas no planejamento do uso dos recursos no longo prazo, porque a mudança climática é um fenômeno real e atual”, disse ele.

Saneamento básico

Se na construção e manutenção dos reservatórios a população tem pouca participação, por outro lado quando e tema é saneamento básico a situação é ainda pior. Nas primeiras pesquisas realizadas pelo Instituto Trata Brasil a partir de 2007, uma das dificuldades detectadas é que o entendimento sobre o que seja saneamento básico não era generalizado. Fruto da visão de que investimentos em redes de esgoto não são considerados “bons de votos”, segundo explica o presidente executivo do Instituto Trata Brasil, Édson Carlos.

Entre os indicadores nacionais preocupantes, o Brasil ainda despeja 60% do esgoto sem tratamento na natureza. As 100 maiores cidades brasileiras ainda não conseguem tratar nem metade do esgoto que produzem. Ao contrário do que usualmente se imagina, não é uma realidade exclusiva das regiões mais pobres: em São Paulo, o bairro do Morumbi despeja o seu esgoto no Rio Tietê. “A gente assiste o rio passando e indo embora e não pode usar a água, porque está contaminada”, afirmou Édson, que enfatizou a necessidade de uma mobilização maior da população para pressionar o poder público pelo tratamento da água e do esgoto.

Impacto para os negócios

Sendo a água fundamental para a sobrevivência, mas também para a produção econômica, o tema tem sido mais presente nas empresas. Na Ambev, que depende em 95% desse insumo para a fabricação de bebidas, estão sendo colocadas em prática medidas para o uso sustentável, incluindo o reuso, o desenvolvimento de novas tecnologias para reduzir o consumo, e a parceria com outras empresas em uma mesma região para o reuso.

O melhoramento de processos produtivos que reduzam impacto ambiental também está no radar de outras empresas que participaram dos Diálogos Capitais, como a Braskem, que reduziu a emissão de gases do efeito estufa em 13% entre 2008 e 2013. No uso da água, fez uma parceria com a Sabesp, criando a Foz do Brasil,  na região do ABC Paulista, para produzir água de reuso a partir de águas geradas a partir do tratamento de esgotos.

Na avaliação dos executivos presentes ao encontro, é necessário investir mais no diálogo com a sociedade para o consumo responsável, como na polêmica das sacolas de plástico nos supermercados. O tema voltou à pauta depois de uma decisão da Justiça retomar a proibição de seu uso na cidade de São Paulo. No parecer do diretor de desenvolvimento sustentável da Braskem, Jorge Soto, e do diretor do Grupo Pão de Açúcar, Paulo Pompílio, elas ainda representam a melhor alternativa para o transporte de alimentos e outros produtos, mas não deveriam ser usadas no volume em que são distribuídas pelo varejo. Para Pompílio, a informação é caminho para diminuir a tensão com o público consumidor, e para disseminar o uso consciente do produto. “Estamos muito longe de consensos e o debate precisa de ânimos menos acirrados”, disse Pompílio, que exemplificou: “Em Belo Horizonte temos uma decisão da Justiça no estado que obriga a distribuição das sacolas plásticas, e outra, da prefeitura, que proíbe”.

* Colaboração: Dal Marcondes.

** Publicado originalmente na edição 823 de Carta Capital.

(Envolverde)

A seca de SP na mídia 5 (31 de outubro de 2014)

Folha – Colunistas – José Simão – Ueba! Robalo é mascote da Copa! – 16/04/2014

Cantareira pra Quantareia! “Nossa! Quanta areia em Cantareira!”. Rarará! E adorei a charge do Nani: “Estou com dor de cabeça e hoje não é meu dia no …

http://www1.folha.uol.com.br/co…-robalo-e-mascote-da-copa.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – SP tem a madrugada mais fria do ano; chuva deve atingir Cantareira – 15/04/2014

. A previsão é de chuva forte para o período da tarde de hoje na região das represas do sistema Cantareira. Hoje, o sistema opera no limite com 12% de sua capacidade, consid …

http://www1.folha.uol.com.br/co…a-deve-atingir-cantareira.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Após chuva, índice do sistema Cantareira registra pequena elevação – 13/04/2014

As chuvas registradas na noite de ontem (12) fizeram com que o nível do sistema Cantareira subisse após uma semana de quedas. Apesar disso, a situação ainda é considerada c …

http://www1.folha.uol.com.br/co…eira-tem-pequena-elevacao.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Corte de água muda rotina e faz parecer que já há racionamento – 13/04/2014

Cantareira estava muito baixo, eles haviam desligado o registro. Eu não sou contra o racionamento, mas é preciso avisar antes, para nos prepararmos já que vamos ficar sem á …

http://www1.folha.uol.com.br/co…-de-ja-haver-racionamento.shtml

Folha – Colunistas – PVC – A seca – 13/04/2014

do tamanho do Complexo Cantareira, que atingiu 12,5% de sua capacidade. Mas o nível desce num ritmo assustador. “Atrapalha muito voltar de férias sete dias antes de …

http://www1.folha.uol.com.br/co…vc/2014/04/1440001-a-seca.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Em queda, reservatório do sistema Cantareira atinge 12% da capacidade – 12/04/2014

O reservatório de água do Sistema Cantareira, o principal fornecedor de água para a Grande São Paulo, registra 12% de sua capacidade total neste sábado (12). Esse é o nível …

http://www1.folha.uol.com.br/co…a-atinge-12-da-capacidade.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Queixa por falta d’água bate recorde no Estado – 12/04/2014

mais que dobrou em relação ao primeiro bimestre de 2013. O período foi marcado pelo verão mais quente da história de São Paulo e pela piora da crise do Cantareira, princi …

http://www1.folha.uol.com.br/co…ua-bate-recorde-no-estado.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Seca faz surgir mancha verde gigante em lagoa do interior – 12/04/2014

). CANTAREIRA O fenômeno está relacionado à crise do sistema Cantareira, que abastece diretamente 8,8 milhões de pessoas na Grande SP e indiretamente 5,5 milhões …

http://www1.folha.uol.com.br/co…ante-em-lagoa-do-interior.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Racionamento pode deixar casas por dois dias seguidos sem água – 12/04/2014

seria impossível garantir que as 8,8 milhões de pessoas que são abastecidas pelo Cantareira na região metropolitana de SP sofreriam as mesmas consequências no caso de haver …

http://www1.folha.uol.com.br/co…is-dias-seguidos-sem-agua.shtml

Painel do Leitor – Painel do Leitor – Leitores comentam declaração de presidente da Sabesp sobre crise de água – 12/04/2014

A presidente da Sabesp, Dilma Pena, comete grandes enganos ao rebater críticas à empresa diante da crise de falta de água nos reservatórios do sistema Cantareira. Quem &quo …

http://www1.folha.uol.com.br/pa…abesp-sobre-crise-de-agua.shtml

Folha de S.Paulo – Opinião – Editorial: Populismo líquido – 11/04/2014

informação. Não é um bom argumento para explicar por que o nível da água no Sistema Cantareira, que abastece 8,8 milhões de pessoas na Grande São Paulo, se aproxima da ma …

http://www1.folha.uol.com.br/op…1438984-populismo-liquido.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Polícia paulista flagra de fábrica a churrascaria furtando água – 11/04/2014

, a presidente da Sabesp, Dilma Pena, defendeu num discurso inflamado o planejamento da companhia para enfrentar a crise de falta de água nos reservatórios do sistema Cantareira …

http://www1.folha.uol.com.br/co…hurrascaria-furtando-agua.shtml

Guia Folha – Bares – No Comida di Buteco, peixes e frutos do mar são boas pedidas no centro de SP – 11/04/2014

a sorte com o Pastel da Casa (R$ 16), recheado com peito de peru, tomate seco e Catupiry. Mercado Municipal – r. da Cantareira, 306, r. E, box 14, tel. 3228-2141. 70 lug …

http://guia.folha.uol.com.br/ba…s-pedidas-no-centro-de-sp.shtml

Guia Folha – Bares – Bares de membros de família nordestina dão o tom na zona norte no Comida di Buteco – 11/04/2014

vista para a serra da Cantareira. O tira-gosto concorrente é o bolinho de carne Davilma (R$ 7), recheado com provolone. R. Cons. Moreira de Barros, 1.084, Santana, tel. …

http://guia.folha.uol.com.br/ba…norte-no-comida-di-buteco.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Com 80% das obras concluídas, uso do ‘volume morto’ pode começar em maio – 10/04/2014

A presidente da Sabesp, Dilma Pena, afirmou nesta quinta-feira que 80% das obras que possibilitarão o uso do chamado “volume morto” do sistema Cantareira já estão …

http://www1.folha.uol.com.br/co…orto-pode-comecar-em-maio.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Críticas sobre crise da água partem de quem não estuda, diz presidente da Sabesp – 10/04/2014

contornar a recente escassez de chuva nos sistemas hídricos que abastecem o Estado, especialmente o Cantareira, que hoje estava com 12,4% da sua capacidade utilizada. A O …

http://www1.folha.uol.com.br/co…-diz-presidente-da-sabesp.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Falta de água faz escola na zona sul de SP dispensar estudantes – 10/04/2014

transferência de vazões dos sistemas Guarapiranga e Alto Tietê para alguns bairros atendidos pelo Cantareira. …

http://www1.folha.uol.com.br/co…udantes-na-zona-sul-de-sp.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Alckmin confirma volta de Mauro Arce para a secretaria de Recursos Hídricos – 09/04/2014

assumirá com o desafio de administrar a escassez de água em um dos sistemas que abastecem a cidade de São Paulo, oCantareira, que hoje operava com apenas 12,5% de sua capa …

http://www1.folha.uol.com.br/co…aria-de-recursos-hidricos.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Alckmin volta atrás e diz que não descarta rodízio de água em SP – 09/04/2014

estruturais, são suficientes para contornar a recente escassez de chuva nos sistemas hídricos que abastecem o Estado, especialmente o Cantareira. O governador disse que a d …

http://www1.folha.uol.com.br/co…rta-rodizio-de-agua-em-sp.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Sem água, bar expulsa clientes e atores ficam sem banho na praça Roosevelt – 09/04/2014

à manobras técnicas operacionais” que transferiram o abastecimento de alguns bairros do sistema Cantareira para os sistemas Guarapiranga e Alto Tietê- “poderão se …

http://www1.folha.uol.com.br/co…res-ficam-sem-banho-em-sp.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Rio Jaguari sofre pior seca e fica com parte da sua calha à mostra – 09/04/2014

Responsável por encher o maior reservatório do sistema Cantareira, o rio Jaguari passa por sua pior seca. Ontem, enquanto o sistema registrava novo recorde negativo -12,7 …

http://www1.folha.uol.com.br/co…m-parte-da-calha-a-mostra.shtml

Painel do Leitor – Painel do Leitor – Moradores relatam cortes diários de água em SP; envie seu relato – 09/04/2014

sistema Cantareira para os sistemas Guarapiranga e Alto Tietê- “poderão ser constatadas eventuais intermitências pontuais” no fornecimento de água da região centr …

http://www1.folha.uol.com.br/pa…ua-em-sp-envie-seu-relato.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Sabesp agora cogita fazer rodízio de água ainda neste ano em SP – 09/04/2014

Cantareira aos níveis mais baixos da história, preocupando 8,8 milhões de pessoas na Grande SP que recebem água daquelas represas, a gestão Alckmin apresentou medidas que, …

http://www1.folha.uol.com.br/co…gua-ainda-neste-ano-em-sp.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Maioria quer campanha de racionamento de água e energia, diz Datafolha – 08/04/2014

Sistema Cantareira, que abastece de água metade dos moradores da região metropolitana de São Paulo, nunca estiveram tão baixas. Hoje, o sistema opera com apenas 12,7% de su …

http://www1.folha.uol.com.br/co…a-e-energia-diz-datafolha.shtml

Folha – Colunistas – Mônica Bergamo – Empresa que administra represas cobra R$ 60 milhões da Sabesp – 08/04/2014

mesmo tempo, a Emae se compromete a disponibilizar adicionalmente 2,2 m³ por segundo à rede, o que pode ajudar na crise de falta de água do sistema Cantareira. TÁ NA MODA …

http://www1.folha.uol.com.br/co…ra-r-60-milhoes-da-sabesp.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Sistema Cantareira opera abaixo dos 13% pela primeira vez na história – 07/04/2014

O sistema Cantareira, responsável pelo abastecimento de parte da região metropolitana de São Paulo, registrou nível inferior a 13% de sua capacidade pela primeira vez na hi …

http://www1.folha.uol.com.br/co…-primeira-vez-na-historia.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Nível do Cantareira chega a 13% e bate novo recorde histórico – 05/04/2014

O sistema Cantareira, responsável pelo abastecimento de água de parte da região metropolitana de São Paulo, continua a bater recordes negativos. Neste sábado (5), o nível d …

http://www1.folha.uol.com.br/co…te-novo-recorde-historico.shtml

Folha de S.Paulo – Opinião – Paulo Skaf: São Pedro é inocente – 04/04/2014

Na sexta-feira passada, dia em que o volume de água armazenado no sistema Cantareira caiu abaixo de 14% pela primeira vez, as ações da Sabesp (Companhia de Saneamento Básic …

http://www1.folha.uol.com.br/op…skaf-sao-pedro-e-inocente.shtml

Painel do Leitor – Painel do Leitor – Leitora critica problemas ambientais de São Paulo – 04/04/2014

Há anos a Sabesp sabe que falta água no sistema Cantareira, mas a Cetesb (Companhia Ambiental de São Paulo) e o extinto Deprn (Departamento Estadual de Proteção dos Recurso …

http://www1.folha.uol.com.br/pa…s-ambientais-de-sao-paulo.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Diretor de agência federal diz que São Paulo deve restringir água – 03/04/2014

. Jorge Araujo/Folhapress Cantareira sofre com falta de chuva; consumo de água na Grande SP cresce mais que a produção A medida é consequência da pior crise do …

http://www1.folha.uol.com.br/co…para-o-sistema-cantareira.shtml

F5 – Factoides – HUMOR: Garanta sua vaga no programa Brasil Mais Módicos – 03/04/2014

dividido entre os muito ricos, de um lado, e os módicos, do outro! Eu, enquanto primeiro módico brasileiro, quero ter acesso prime à água do volume morto da Cantareira! A …

http://f5.folha.uol.com.br/fact…grama-brasil-mais-modicos.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Consumo de água na Grande São Paulo cresce mais que a produção – 03/04/2014

/Folhapress Sistema Cantareira sofre com falta de chuva; consumo de água na Grande SP cresce mais que a produção Para Paulo Ferreira, professor de engenharia do Mac …

http://www1.folha.uol.com.br/co…resce-mais-que-a-producao.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Ary Albano (1928-2014) – Fundou o Defenda São Paulo – 03/04/2014

urbanísticos para a cidade de São Paulo ou pendurado no telhado, limpando uma calha de sua casa no pé da Serra da Cantareira, no Tremembé. Formado em uma das primeiras tu …

http://www1.folha.uol.com.br/co…undou-o-defenda-sao-paulo.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Para Alckmin, é preciso esquecer ‘paixões políticas’ com crise da água – 02/04/2014

sistema Cantareira, apresentado pelo governador de São Paulo ao governo federal. O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), chegou a escrever, nas redes sociai …

http://www1.folha.uol.com.br/co…liticas-com-crise-da-agua.shtml

Folha de S.Paulo – Opinião – Editorial: Dúvidas hídricas – 02/04/2014

públicos. Serão R$ 800 milhões caso o programa de bônus se estenda até o final do ano. Inicialmente destinada aos 9 milhões de usuários do sistema Cantareira, a campanha …

http://www1.folha.uol.com.br/op…ditorial-duvidas-hidricas.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Bônus de redução do consumo de água custará R$ 800 mi até o fim do ano – 01/04/2014

o início do bônus aos consumidores, 76% dos consumidores reduziram de alguma forma o consumo de água, sendo que quase quatro em cada dez casas que são abastecidas pelo Cantarei …

http://www1.folha.uol.com.br/co…r-800-mi-ate-o-fim-do-ano.shtml

Guia Folha – Bares – Saiba quais são os 50 bares participantes do Comida di Buteco e seus pratos – 01/04/2014

-gosto concorrente: Pastel da casa (Pastel recheado com peito de peru, tomate seco, Catupiry e tempero especial) Preço: R$ 16 Rua Da Cantareira, 306, Mercado Municipal, Sã …

http://guia.folha.uol.com.br/ba…a-di-buteco-e-seus-pratos.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Economia de água é menor entre moradores de condomínio, diz Sabesp – 01/04/2014

Cantareira que poupassem água. Outros 76% economizaram água, mas só cerca de metade deles atingiu os 20% necessários para obter o desconto de 30% na conta oferecido pela …

http://www1.folha.uol.com.br/co…-de-condominio-diz-sabesp.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Sabesp corta investimentos para compensar desconto a consumidor – 01/04/2014

sistema Cantareira, o desconto passa a atingir 17 milhões de pessoas. A Sabesp e o governo não informaram a estimativa do impacto que o bônus terá sobre sua receita anual …

http://www1.folha.uol.com.br/co…sar-desconto-a-consumidor.shtml

Folha de S.Paulo – Mercado – Sabesp faz contingenciamento de R$ 700 mi de orçamento e foca em água – 31/03/2014

% segundo a média dos 12 meses anteriores. O incentivo foi anunciado no início de fevereiro para algumas cidades atendidas pelo sistema de reservatórios Cantareira, o prin …

http://www1.folha.uol.com.br/me…-orcamento-e-foca-em-agua.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Alckmin amplia bônus na conta de água para Grande SP e toda a capital – 31/03/2014

abastecidos pelo sistema Cantareira, aproximadamente 8,8 milhões de pessoas. Com a medida, cerca de 17 milhões poderão ter o desconto desde que economizem 20% a quantidade …

http://www1.folha.uol.com.br/co…rande-sp-e-toda-a-capital.shtml

Folha de S.Paulo – Poder – Painel: Alckmin vai ampliar para Grande SP desconto para quem reduzir água – 31/03/2014

Torneira fechada O governador Geraldo Alckmin (PSDB) anuncia hoje que vai ampliar para toda a região metropolitana de São Paulo a oferta de desconto a consumidores que reduzirem e …

http://www1.folha.uol.com.br/po…to-para-quem-reduzir-agua.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Promotoria critica gestão ‘política’ da água em SP e uso do ‘volume morto’ – 30/03/2014

O Ministério Público de São Paulo questionou formalmente os órgãos gestores do Cantareira e o uso do “volume morto” do sistema –a reserva técnica de água qu …

http://www1.folha.uol.com.br/co…-sp-e-uso-do-volume-morto.shtml

Folha de S.Paulo – Serafina – Para ganhador de prêmio Nobel, cheias no Norte e secas no Sudeste estão conectadas – 30/03/2014

Zaratustra” não o inspirou). Luciano Schmitz Para Philip Fearnside, as cheias no rio Madeira e o baixo nível do sistemaCantareira estão conectados Daquel …

http://www1.folha.uol.com.br/se…-sudeste-estao-conectadas.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Em ano eleitoral, SP prepara medidas para evitar racionamento – 29/03/2014

feito com sucesso. As obras orçadas em R$ 80 milhões estão sendo feitas de forma emergencial em duas represas do sistemaCantareira. O uso da técnica é inédito. A Sabes …

http://www1.folha.uol.com.br/co…-para-evitar-racionamento.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Melhor opção não inclui rio Paraíba do Sul, afirma estudo paulista – 29/03/2014

resolver a situação do sistema Cantareira, que abastece 8,8 milhões de pessoas e está em nível crítico. Por isso, foi acelerada. Sobre não ter enviado os estudos à ANA, o …

http://www1.folha.uol.com.br/co…o-sul-diz-estudo-paulista.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Sistema Cantareira registra chuvas abaixo da média há 2 anos – 29/03/2014

As chuvas mensais sobre o sistema Cantareira estão há aproximadamente dois anos abaixo da média histórica. Nos últimos 24 meses, em apenas oito as chuvas estiveram acima …

http://www1.folha.uol.com.br/co…abaixo-da-media-ha-2-anos.shtml

Folha de S.Paulo – Opinião – São Paulo deve vetar espigões nos bairros? Sim – 29/03/2014

ocupar a área protegida da Cantareira, ao norte. Ao mesmo tempo, há uma aversão pelo crescimento vertical disperso, que descaracterizou trechos significativos dos bairros r …

http://www1.folha.uol.com.br/op…-espigoes-nos-bairros-sim.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Medidas contra racionamento de água podem custar um Itaquerão – 29/03/2014

sistema Cantareira, que abastece 8,8 milhões de pessoas na Grande SP, a Sabesp lançou neste ano uma campanha para que os moradores baixem em pelo menos 20% a água usada e t …

http://www1.folha.uol.com.br/co…podem-custar-um-itaquerao.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Cantareira bate novo recorde e opera com menos de 14% de sua capacidade – 28/03/2014

O sistema Cantareira, responsável pelo abastecimento de água de parte da região metropolitana de São Paulo, continua a bater recordes negativos. Nesta sexta-feira (28), o n …

http://www1.folha.uol.com.br/co…s-de-14-de-sua-capacidade.shtml

Folha de S.Paulo – BBC Brasil – O futuro da água brasileira será decidido nos tribunais? – 28/03/2014

São Paulo e Rio de Janeiro vivem um embate. A razão é o projeto de São Paulo de captar água do Rio Paraíba do Sul e levá-la ao sistema Cantareira, grupo de reservatórios qu …

http://www1.folha.uol.com.br/bb…ra-decidido-nos-tribunais.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Mural: No aniversário de Mairiporã, moradores ressaltam pontos positivos da cidade – 27/03/2014

Encravada na Serra da Cantareira, ao norte da região metropolitana de São Paulo, a cidade de Mairiporã completa hoje 125 anos de sua emancipação. Com cerca de 90 mil habitan …

http://www1.folha.uol.com.br/co…ontos-positivos-da-cidade.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Água está diminuindo na nascente do rio Paraíba do Sul, dizem vizinhos – 27/03/2014

de pessoas são atendidas na região. A ideia de utilizar a água do rio federal para abastecer o sistema Cantareira é discutida há ao menos cinco anos. O projeto já foi dis …

http://www1.folha.uol.com.br/co…iba-do-sul-dizem-vizinhos.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – SP não ‘vai retirar nenhuma gota do Rio’, diz tucano – 25/03/2014

abastece o Vale do Paraíba e 12 milhões de pessoas na zona metropolitana do Rio, para assegurar que o sistema Cantareira não seque novamente no futuro. Segundo Alckmin, d …

http://www1.folha.uol.com.br/co…ma-gota-do-rio-diz-tucano.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Análise: ‘Guerra da água’ faz Alckmin e Cabral buscarem dividendos políticos – 25/03/2014

questões técnicas em busca de dividendos políticos. Alckmin estava acuado pelo conta-gotas diário do sistema Cantareira e seus sucessivos recordes negativos de capacidade …

http://www1.folha.uol.com.br/co…arem-dividendos-politicos.shtml

Folha de S.Paulo – Opinião – Editorial: Represar as palavras – 25/03/2014

proposta do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), de interligar o sistema Cantareira à bacia do Paraíba do Sul, que também alimenta o RJ e Minas Gerais. Respon …

http://www1.folha.uol.com.br/op…0297-represar-as-palavras.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Para Alckmin, crítica do Rio a interligação de água é uma ‘questão de informação’ – 24/03/2014

projeto de interligação da Bacia do Rio Paraíba do Sul ao Sistema Cantareira. Segundo ele, São Paulo, diferente do Rio de Janeiro, pretende fazer uma interligação de dois …

http://www1.folha.uol.com.br/co…uma-questao-de-informacao.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Em dia de piscina no Minhocão, SP teve tarde mais fria do ano – 24/03/2014

crianças brincarem em piscina montada no Minhocão CANTAREIRA Segundo Luana, a água usada veio de um poço artesiano e do lençol freático. Nem um pingo foi tirado do S …

http://www1.folha.uol.com.br/co…ve-tarde-mais-fria-do-ano.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Alckmin rebate Cabral e diz que rio é ‘dos paulistas’ – 24/03/2014

depois que Alckmin levou para apreciação do governo federal projeto que interliga o sistema Cantareira à bacia do rio Paraíba do Sul, que abastece também Rio e Minas Gerais …

http://www1.folha.uol.com.br/co…z-que-rio-e-dos-paulistas.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Piscina de 50 metros é montada em cima do Minhocão – 23/03/2014

a ver com o sistema Cantareira, por exemplo”, disse a artista. Joel Silva/Folhapress Moradora de prédio observa crianças brincarem em piscina montada no Minh …

http://www1.folha.uol.com.br/co…ntada-em-cima-do-minhocao.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Sabesp recusa previsões para áreas específicas de seus sistemas – 23/03/2014

de seus sistemas de abastecimento. O principal deles, o Cantareira, tem um histórico de secas e cheias bruscas, que submeteram a Grande São Paulo a racionamentos (como os …

http://www1.folha.uol.com.br/co…ecificas-de-seus-sistemas.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – SP superestima vazão de rio no projeto para ajudar reservatório, diz órgão – 22/03/2014

São Paulo superestima em até 15% a quantidade de água disponível no rio Paraíba do Sul. É o que diz Danilo Vieira, presidente do Ceivap (Comitê de Integração da Bacia Hidrográfica …

http://www1.folha.uol.com.br/co…ar-reservatorio-diz-orgao.shtml

Folha de S.Paulo – Poder – Painel: RJ não tem razão para reclamar de interligação de bacias, diz Alckmin – 21/03/2014

sistema Cantareira à bacia do Paraíba do Sul. A proposta apresentada por Alckmin … Leia post completo no blog …

http://www1.folha.uol.com.br/po…cao-de-bacias-diz-alckmin.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Abastecimento do RJ será afetado, diz professor da UFRJ – 21/03/2014

sua água dividida por contratos, em torno dos quais se organizam indústrias, agricultura e municípios. Não podem simplesmente ser rompidos. A contrapartida de o Cantareirahttp://www1.folha.uol.com.br/co…ado-diz-professor-da-ufrj.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Ligar Cantareira à bacia é opção econômica, diz docente da USP – 21/03/2014

Professor da engenharia civil da USP, Rubem Porto considera a proposta de ligar o sistema Cantareira à bacia do Paraíba do Sul uma alternativa econômica e de baixo impacto …

http://www1.folha.uol.com.br/co…nomica-diz-docente-da-usp.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Cantareira teve nível baixo em 15 meses desde 2004 – 21/03/2014

Os reservatórios do sistema Cantareira ficaram, nos últimos dez anos, 15 meses não contínuos em níveis inferiores a 35% -faixa em que, pela proposta do governador Geraldo A …

http://www1.folha.uol.com.br/co…xo-em-15-meses-desde-2004.shtml

Folha – Colunistas – Marina Silva – Líquido e incerto – 21/03/2014

as situações de crise se tornam frequentes. É o caso do Cantareira, em São Paulo, que passou por um sério período de escassez na década passada. Desde então, a gestão do …

http://www1.folha.uol.com.br/co…1428621-liquido-e-incerto.shtml

Painel do Leitor – Painel do Leitor – Presidente do PSDB paulistano critica declarações de Padilha – 21/03/2014

, anterior ao próprio problema de abastecimento do sistema Cantareira, informação que pode ser facilmente verificada em uma breve pesquisa em sites de busca na internet ou c …

http://www1.folha.uol.com.br/pa…ca-declaracoes-de-padilha.shtml

Folha de S.Paulo – Poder – Skaf critica pedido de Alckmin de usar rio para abastecer sistema Cantareira – 20/03/2014

Alckmin ao governo federal para utilizar o volume excedente do Rio Paraíba do Sul para abastecer o sistema Cantareira. Segundo o peemedebista, se o governo de São Paulo t …

http://www1.folha.uol.com.br/po…stecer-sistema-cantareira.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Cabral diz que água que abastece o povo fluminense não será retirada – 20/03/2014

Paulo, Alckmin foi anteontem a Brasília pedir à presidente Dilma Rousseff (PT) autorização para captar água da bacia do rio federal Paraíba do Sul e despejá-la no sistema Canta …

http://www1.folha.uol.com.br/co…bastece-o-povo-fluminense.shtml

Folha de S.Paulo – sãopaulo – Após proibição, prefeitura autoriza piscina olímpica no Minhocão – 20/03/2014

importante deixar claro que essa água não é a mesma que utilizamos no cotidiano, não tem nada a ver com o sistema Cantareira, por exemplo”, diz a artista. Reproduçã …

http://www1.folha.uol.com.br/sa…cina-olimpica-no-minhocao.shtml

F5 – Factoides – HUMOR: Hoje é o Dia Internacional do ‘Ai-Já-É-Dia-20-E-Eu-Não-Tenho-um-Tostão-na-Conta’ – 20/03/2014

recorrer ao “volume morto” do sistema Cantareira pra achar algum ministério potável. O único perigo é tentar pescar um ministério e achar o José Serra! Ou o Ger …

http://f5.folha.uol.com.br/fact…-tenho-um-tostao-na-conta.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – ‘Reserva é para ser usada’, diz Alckmin sobre ‘volume morto’ do Cantareira – 20/03/2014

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou nesta quinta-feira (20) que o “volume morto” do sistemaCantareira, água que está abaixo do nível de ca …

http://www1.folha.uol.com.br/co…olume-morto-do-cantareira.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Feira na USP tem até chuveiro ‘dedo-duro’ para economizar água – 20/03/2014

Enquanto se discute no Planalto se São Paulo poderá ou não usar água do Rio Paraíba para abastecer o sistema Cantareira, estudantes do ensino básico e técnico de todo o paí …

http://www1.folha.uol.com.br/co…duro-para-economizar-agua.shtml

Folha de S.Paulo – Poder – Padilha vai capitalizar insatisfação de prefeitos e endurecer críticas à Sabesp – 20/03/2014

Em meio à crise hídrica que atinge São Paulo, o pré-candidato do PT ao governo do Estado, Alexandre Padilha, vai capitalizar a insatisfação de prefeitos paulistas e endurecer as c …

http://www1.folha.uol.com.br/po…durecer-criticas-a-sabesp.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Verão termina sendo o mais quente da história de São Paulo – 20/03/2014

das consequências do período de estiagem no Estado foi a crise no abastecimento de água na Grande São Paulo. O reservatório doCantareira, que abastece 8,8 milhões de habit …

http://www1.folha.uol.com.br/co…-da-historia-de-sao-paulo.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – ‘O Rio também será beneficiado’, diz Alckmin sobre transposição do rio Paraíba – 20/03/2014

sistema Cantareira e a bacia do rio Paraíba do Sul. “Vamos dar todas as garantias e garantir as vazões mínimas [do rio Paraíba]”, disse Alckmin, em Campinas (a …

http://www1.folha.uol.com.br/co…ansposicao-do-rio-paraiba.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Falta d’água atípica em bairro nobre surpreende moradores – 20/03/2014

a louça e a roupa, tomara que não aconteça amanhã de novo”, conta Sueli Alves, doméstica que diz economizar água “desde que o [sistema] Cantareira está mais baixo …

http://www1.folha.uol.com.br/co…obre-surpreende-moradores.shtml

Painel do Leitor – Painel do Leitor – Sabesp rebate declaração do serviço de água e esgoto de Guarulhos – 20/03/2014

. As cidades atendidas pelo Sistema Cantareira –capital paulista, Franco da Rocha, Francisco Morato, Caieiras, Osasco, Carapicuíba, Barueri, Taboão da Serra, Santo A …

http://www1.folha.uol.com.br/pa…arta-do-saae-de-guarulhos.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Uso de água federal é para 2015, diz Alckmin – 20/03/2014

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse ontem que o projeto de interligação do sistema Cantareira à bacia do rio Paraíba do Sul trará resultados apenas em 2015. No cená …

http://www1.folha.uol.com.br/co…l-e-para-2015-diz-alckmin.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Tucano quer fazer de Dilma sua ‘sócia’ na crise da água – 20/03/2014

bacia do rio Paraíba do Sul para o sistema Cantareira, Alckmin poderá dividir com o PT as críticas resultantes da crise hídrica. Se a permissão vier, ganham os dois: Dilm …

http://www1.folha.uol.com.br/co…ua-socia-na-crise-da-agua.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Para governo do Rio, plano de SP ameaça água do Estado – 20/03/2014

federal Paraíba do Sul e despejá-la no sistema Cantareira, que está no nível mais baixo da história. O Paraíba do Sul é responsável pelo abastecimento de 15 milhões de pe …

http://www1.folha.uol.com.br/co…-sp-ameaca-agua-do-estado.shtml

Folha – Colunistas – José Simão – Ueba! PMDB bota fogo no colchão! – 20/03/2014

captar água de rio federal e despejar no sistema Cantareira”. Com balde?! Rarará! E ontem eu disse que eu tenho medo de dormir brasileiro e acordar argentino. E um a …

http://www1.folha.uol.com.br/co…pmdb-bota-fogo-no-colchao.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Governo federal pede análise sobre captação de água de rio federal para SP – 19/03/2014

O governo federal determinou à ANA (Agência Nacional das Águas) que analise a captação de água da bacia do rio federal Paraíba do Sul para o sistema Cantareira, conforme pe …

http://www1.folha.uol.com.br/co…ua-de-rio-federal-para-sp.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Crise de falta de água em São Paulo foi mal gerenciada, diz Padilha – 19/03/2014

Pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha disse ser favorável ao uso das águas do rio federal Paraíba do Sul para aumentar o nível do sistema Cantareirahttp://www1.folha.uol.com.br/co…al-gerenciada-diz-padilha.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Alckmin pedirá licença para aumentar fluxo de água para o Cantareira – 19/03/2014

, no sistema Cantareira. Se construída, a ligação poderá desviar cinco metros cúbicos de água por segundo do rio Jaguari (afluente do Paraíba do Sul) para o Cantareira< …

http://www1.folha.uol.com.br/co…de-agua-para-o-cantareira.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Governo federal deve aprovar uso de água do Paraíba em SP, diz Alckmin – 19/03/2014

O governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) está otimista e acredita que o projeto que pretende bombear água do rio Paraíba do Sul para o sistema Cantareira será aprov …

http://www1.folha.uol.com.br/co…paraiba-em-sp-diz-alckmin.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – De albergue a invasão, garoto e seus pais esperam por moradia há dez anos – 19/03/2014

da Cantareira. Só que o menino jamais espia a vida pela janela do seu quarto: entra em pânico. Teme que se repita uma cena ocorrida quando tinha dez meses de vida, mas qu …

http://www1.folha.uol.com.br/co…m-por-moradia-ha-dez-anos.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Indústrias têm racionamento de água, diz Fiesp – 19/03/2014

Mata Atlântica. Em nota, a Sabesp nega estar restringindo o fornecimento de água às indústrias. A companhia afirma ter visitado algumas delas para orientá-las a reduzir o consum …

http://www1.folha.uol.com.br/co…namento-de-agua-diz-fiesp.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Alckmin pede para usar água federal em SP – 19/03/2014

Paraíba do Sul e despejá-la no sistema Cantareira, que opera com o nível mais baixo de sua história. Se implementada, a medida vai auxiliar na recuperação do sistema, que …

http://www1.folha.uol.com.br/co…a-usar-agua-federal-em-sp.shtml

Folha de S.Paulo – Poder – Kassab volta a criticar Alckmin e diz que houve descuido do governo de SP – 18/03/2014

sistema Cantareira, que abastece a Grande São Paulo, está operando com apenas 14,9% de seu volume graças à escassez de chuvas, o nível mais baixo já registrado. O governo d …

http://www1.folha.uol.com.br/po…cuido-do-governo-paulista.shtml

Folha de S.Paulo – Poder – Painel: Alckmin e Dilma discutem crise de água em SP – 18/03/2014

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, embarcou na tarde desta terça-feira (18) para Brasília, onde se reunirá com a presidente Dilma Rousseff para discutir a crise de abaste …

http://www1.folha.uol.com.br/po…cutem-crise-de-agua-em-sp.shtml

Folha de S.Paulo – Videocasts – Drone sobrevoa sistema Cantareira; assista – 18/03/2014

O nível cada vez mais crítico do sistema Cantareira, que abastece diretamente 8,8 milhões de pessoas na Grande São Paulo e indiretamente 5,5 milhões no interior do Estado, …

http://www1.folha.uol.com.br/mu…istema-cantareira-assista.shtml

Folha de S.Paulo – Opinião – Editorial: À espera de são Pedro – 18/03/2014

a tais localidades. São conhecidas, pelo menos desde 2009, as fragilidades do Cantareira, responsável por abastecer 8,8 milhões de pessoas na região metropolitana de São Pa …

http://www1.folha.uol.com.br/op…953-a-espera-de-sao-pedro.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – ‘Reserva’ do sistema Cantareira pode abastecer Grande SP por 4 meses – 18/03/2014

Considerado um plano B pelo governo estadual para tentar evitar um racionamento, a utilização do chamado “volume morto” doCantareira –água armazenada nas …

http://www1.folha.uol.com.br/co…cer-grande-sp-por-4-meses.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – ‘É a raspa do tacho’, diz especialista sobre reserva do Cantareira – 18/03/2014

tem mais sedimentos e requer mais produtos químicos. “Estamos usando a ‘raspa do tacho’, o limite de reservação do Cantareira”, afirma Moruzzi. Para Paulo Ferre …

http://www1.folha.uol.com.br/co…bre-reserva-do-cantareira.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – ‘Volume morto’ do Cantareira poderá ser usado a partir de julho, diz Sabesp – 17/03/2014

A reserva mais profunda de água do sistema Cantareira poderá ser utilizada para consumo da Grande São Paulo a partir de julho, segundo a Sabesp (Companhia de Saneamento Bás …

http://www1.folha.uol.com.br/co…artir-de-julho-diz-sabesp.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Nível do sistema Cantareira continua em queda e bate novo recorde – 16/03/2014

O sistema Cantareira, responsável pelo abastecimento de água de parte da região metropolitana de São Paulo, continua a bater recordes negativos. Mesmo com a chuva e com a r …

http://www1.folha.uol.com.br/co…queda-e-bate-novo-recorde.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Cidades da Grande São Paulo também sofrem com falta de água – 16/03/2014

A falta de água já é uma realidade em cidades da Grande São Paulo que também estão na mira de um possível racionamento devido aos baixos níveis dos reservatórios do Cantareira< …

http://www1.folha.uol.com.br/co…ofrem-com-a-falta-de-agua.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – ‘Racionamento’ não oficial já atinge vários bairros de São Paulo – 16/03/2014

Desde antes da atual crise do sistema Cantareira, uma parcela dos moradores de São Paulo já vive uma situação semelhante à de um racionamento, com cortes de água diários ou …

http://www1.folha.uol.com.br/co…rios-bairros-de-sao-paulo.shtml

Folha de S.Paulo – Poder – ‘Folha 10’ destaca escassez de água em São Paulo – 15/03/2014

A “Folha 10” desta semana aborda o esgotamento do sistema Cantareira, principal fornecedor de água para a Grande São Paulo. Como medida para evitar o racionamen …

http://www1.folha.uol.com.br/po…ssez-de-agua-em-sao-paulo.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Bairro de Guarulhos vive rodízio de água há cinco anos – 15/03/2014

compra 87% da água que distribui da Sabesp, do governo do Estado. Boa parte desse volume vem do sistema Cantareira, cujo reservatório estava com 15,5% da capacidade ontem. …

http://www1.folha.uol.com.br/co…rodizio-de-agua-ha-5-anos.shtml

Folha de S.Paulo – Poder – Padilha culpa Alckmin pela falta de água em São Paulo – 15/03/2014

cidade. Os outros 87% são comprados por atacado da Sabesp, seja do sistema Alto do Tietê ou da Cantareira, que hoje opera com cerca de 15% de sua capacidade por conta da es …

http://www1.folha.uol.com.br/po…alta-de-agua-em-sao-paulo.shtml

Folha de S.Paulo – Folhinha – Sem chuvas em SP, também pode faltar luz; saiba como economizar água – 15/03/2014

. Reservatório da Cantareira em Bragança Paulista (SP) SEM VIDEOGAME O problema da falta de chuva também pode provocar a falta de luz em casa. Isso porque a água que c …

http://www1.folha.uol.com.br/fo…aiba-como-economizar-agua.shtml

Folha de S.Paulo – Folhinha – Crianças pegam no pé de quem não economiza água em casa e na escola – 15/03/2014

minutos, em vez cinco”, diz Luiza Afetian, 9. Ela ficou mais atenta ao saber que o reservatório do Cantareira, de onde vem a água para boa parte dos paulistanos, ating …

http://www1.folha.uol.com.br/fo…-agua-em-casa-e-na-escola.shtml

Folha de S.Paulo – Mercado – GM diz que falta de água preocupa mais do que escassez de energia – 14/03/2014

Comércio. Apesar da baixa nos reservatórios do Sistema Cantareira, que atendem às cidades da Grande São Paulo, Ardila diz que a fábrica da montadora em São Caetano do Sul …

http://www1.folha.uol.com.br/me…o-que-escassez-de-energia.shtml

Guia Folha – Restaurantes – Restaurant Week: veja as casas de cozinha francesa no evento – 14/03/2014

. Dom.: 12h às 17h. Valet (R$ 20). * Vila Parolari Com vista para a serra da Cantareira, a casa localizada na zona norte de São Paulo é especializada em pratos na culi …

http://guia.folha.uol.com.br/re…ozinha-francesa-no-evento.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Governo de SP precisa de dois novos sistemas Cantareira em 20 anos – 14/03/2014

O governo de São Paulo vai precisar construir represas equivalentes a dois novos sistemas Cantareira até 2035 para que grande parte do Estado não fique sem água &ndash …

http://www1.folha.uol.com.br/co…mas-cantareira-em-20-anos.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Sabesp reduz fornecimento de água para Guarulhos e São Caetano – 13/03/2014

abastecidos pelo sistema Cantareira que hoje operava com 15,6% de sua capacidade total por conta da estiagem que atinge a região. Os municípios, que têm serviços autônomo …

http://www1.folha.uol.com.br/co…a-guarulhos-e-sao-caetano.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Sabesp afirma que cumpre normas da agência reguladora – 13/03/2014

Cantareira”. Um exemplo citado “é a PPP Alto Tietê, concluída em 2011 e que adicionou 5 mil litros por segundo de água tratada ao sistema de abastecimento metro …

http://www1.folha.uol.com.br/co…mas-da-agencia-reguladora.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Governo paulista foi alertado em 2009 sobre riscos no Cantareira – 13/03/2014

Há quatro anos o governo do Estado foi alertado sobre a fragilidade do sistema Cantareira e instruído a tomar medidas para evitar o colapso do abastecimento de água na regi …

http://www1.folha.uol.com.br/co…obre-riscos-no-cantareira.shtml

Folha de S.Paulo – Poder – Para FHC, governo devia alertar população sobre crise de energia – 12/03/2014

). No Estado, consumidores recebem desconto na conta quando usam água do sistema Cantareira e diminuem 20% do consumo. CAMPOS O ex-presidente também comentou as últimas …

http://www1.folha.uol.com.br/po…ao-sobre-crise-de-energia.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Mesmo com ‘plano B’ da Sabesp, índice do Cantareira volta a cair – 12/03/2014

O reservatório do Cantareira atingiu hoje o seu menor volume útil desde que foi criado, em 1974. Com 15,7%, o Cantareiraperdeu 0,1 ponto percentual de sua capacidad …

http://www1.folha.uol.com.br/co…a-cantareira-volta-a-cair.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Uso do ‘volume morto’ pode acabar com o Cantareira, diz consórcio – 11/03/2014

O uso do “volume morto” do sistema Cantareira pode causar um colapso no sistema de abastecimento de água da Grande São Paulo e nos rios do interior do Estado e co …

http://www1.folha.uol.com.br/co…-cantareira-diz-consorcio.shtml

Folha de S.Paulo – Ilustrada – Morre aos 68 o pernambucano Jayme Leão, ilustrador da coleção Vagalume – 11/03/2014

capas de livros adultos, como “Malaguetas, Perus e Bacanaço”, de João Antônio. Seu corpo foi enterrado nesta terça no cemitério Parque da Cantareira (zona norte …

http://www1.folha.uol.com.br/il…rador-da-colecao-vagalume.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Governo manterá bônus por economia de água até o fim do ano em SP – 11/03/2014

A presidente da Sabesp, Dilma Pena, confirmou que o programa de economia de água que dá 30% de desconto na conta daqueles que são abastecidos pelo sistema Cantareira será …

http://www1.folha.uol.com.br/co…ia-de-agua-ate-fim-do-ano.shtml

Painel do Leitor – Painel do Leitor – Sabesp comenta editorial sobre crise de abastecimento de água – 11/03/2014

Sobre o editorial “Água em estado crítico, enfatizamos que a segurança no abastecimento de água para a capital e região metropolitana de São Paulo depende de ações das três e …

http://www1.folha.uol.com.br/pa…-de-abastecimento-de-agua.shtml

Painel do Leitor – Painel do Leitor – Leitor de Mairiporã critica descaso com represa do sistema Cantareira – 11/03/2014

Cantareira. Uma delas é a Paiva Castro, em Mairiporã. A represa recebe quantidade colossal de esgoto, tem suas margens destruídas e, nos meses de julho, agosto e setembro, …

http://www1.folha.uol.com.br/pa…esa-do-sistema-cantareira.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Sem chuva, Noronha sofre com falta d’água; solução pode levar 6 meses – 10/03/2014

O arquipélago de Fernando de Noronha (PE) enfrenta a pior seca dos últimos 50 anos, o que já afeta o abastecimento de moradias, pousadas e restaurantes. E a previsão não é animado …

http://www1.folha.uol.com.br/co…olucao-pode-levar-6-meses.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Interior de São Paulo critica divisão de água com Grande SP – 10/03/2014

O nível cada vez mais crítico do sistema Cantareira, que abastece diretamente 8,8 milhões de pessoas na Grande São Paulo e indiretamente 5,5 milhões no interior do Estado, …

http://www1.folha.uol.com.br/co…sao-de-agua-com-grande-sp.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Sabesp reduz captação de água do Cantareira nesta segunda – 10/03/2014

A partir de hoje, a Sabesp reduz em 10% a captação de água do sistema Cantareira, que abastece 8,8 milhões de pessoas na região metropolitana e outras 6,2 milhões no interi …

http://www1.folha.uol.com.br/co…-cantareira-nesta-segunda.shtml

Folha de S.Paulo – Opinião – Editorial: Água em estado crítico – 09/03/2014

O abastecimento de água na Grande São Paulo chegou a um ponto crítico. A fim de evitar o racionamento e a exaustão do sistemaCantareira, são tomadas medidas extremadas, co …

http://www1.folha.uol.com.br/op…al-agua-em-estado-critico.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Nível de água do sistema Cantareira volta a 16% após chuvas – 08/03/2014

O nível do sistema Cantareira, responsável pelo abastecimento de água em parte de São Paulo e da região metropolitana, subiu para 16% neste sábado (8). Ontem, o sistema o …

http://www1.folha.uol.com.br/co…ra-volta-a-16-apos-chuvas.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Nove bairros de São Paulo serão abastecidos por outros sistemas – 08/03/2014

A Sabesp divulgou ontem uma lista de nove bairros paulistanos que deixarão de ser abastecidos pelo sistema Cantareira a partir de segunda-feira. Pinheiros (zona oeste …

http://www1.folha.uol.com.br/co…cidos-por-outros-sistemas.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Desperdício, ocupação ilegal e falta de obras aumentam crise da água – 08/03/2014

sistema Cantareira. Especialistas ouvidos pela Folha afirmam que vários gargalos crônicos do sistema de recursos hídricos potencializam a seca que provoca a ameaça de rac …

http://www1.folha.uol.com.br/co…as-aumentam-crise-da-agua.shtml

Folha – Colunistas – Painel – Ajustes regionais atrapalham anúncio da chapa Campos-Marina – 08/03/2014

desafeto de Alckmin. Mais essa Além da possibilidade de racionamento de água na Grande São Paulo por conta do baixo nível do sistema Cantareira, a Sabesp tem mais um moti …

http://www1.folha.uol.com.br/co…io-da-chapa-campos-marina.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Nível de água de Sistema Cantareira cai abaixo de 16% e bate novo recorde – 07/03/2014

O nível do sistema Cantareira, responsável pelo abastecimento de água em parte de São Paulo e da região metropolitana, voltou a cair nesta sexta-feira (7). Hoje, o sistema …

http://www1.folha.uol.com.br/co…de-16-e-bate-novo-recorde.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Para especialistas, SP já deveria adotar racionamento leve – 07/03/2014

Estado, para controlar a crise de falta de água no sistema Cantareira. Sem essa medida de rodízio de água o gerenciamento das represas está sendo feito sob um alto risco, …

http://www1.folha.uol.com.br/co…-adotar-racionamento-leve.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Erramos: Homepage: Corte na captação de água do sistema Cantareira começa na segunda – 06/03/2014

O governo paulista decidiu reduzir a captação de água do sistema Cantareira a partir de segunda-feira, e não o fornecimento de água, como informou incorretamente o título d …

http://www1.folha.uol.com.br/co…tareira-comeca-na-segunda.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Vazão de água para a região de Campinas será reduzida em 25% – 06/03/2014

Assim como a Grande São Paulo, Campinas (a 93 km da capital) também deve receber menos água do sistema Cantareira. A redução para a região de Campinas, terceira maior cid …

http://www1.folha.uol.com.br/co…pinas-sera-reduzida-em-25.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Corte na captação de água do sistema Cantareira começa na segunda – 06/03/2014

A partir de segunda-feira (10), o governo do Estado reduzirá em cerca de 10% a captação da água do sistema Cantareira, que abastece 8,8 milhões de pessoas na Grande São Pau …

http://www1.folha.uol.com.br/co…tareira-comeca-na-segunda.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – SP só deve voltar a ter temperaturas de 30ºC na próxima semana – 06/03/2014

35ºC. Na região do sistema Cantareira, responsável pelo abastecimento de água em parte de São Paulo e da região metropolitana, também choveu ontem só 5,3 mm, insuficiente …

http://www1.folha.uol.com.br/co…-de-30c-na-proxima-semana.shtml

Folha – Colunistas – Painel – Campos inicia maratona de visitas a 70 obras em 18 microrregiões de PE – 06/03/2014

) determinou à Sabesp que limite a 27,9 m³ por segundo a retirada de água do sistema Cantareira. A média histórica é de 33 m³/s, e hoje esse volume está em 29 m³/s. Ainda as …

http://www1.folha.uol.com.br/co…em-18-microrregioes-de-pe.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Nível do sistema Cantareira volta a cair em São Paulo – 05/03/2014

O nível do sistema Cantareira, responsável pelo abastecimento de água em parte de São Paulo e da região metropolitana, voltou a cair esta quarta-feira (5), mesmo com o regi …

http://www1.folha.uol.com.br/co…volta-a-cair-em-sao-paulo.shtml

Folha – Colunistas – Leão Serva – Papel na privada, xixi no chuveiro – 03/03/2014

. Então, vamos “resetar” o cérebro e melhorar o mundo? Dar menos descargas, para economizar a água da Cantareira (e do planeta). …

http://www1.folha.uol.com.br/co…-privada-xixi-no-chuveiro.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Mesmo com chuva, nível do sistema Cantareira volta a cair em SP – 02/03/2014

O nível do sistema Cantareira, responsável pelo abastecimento de água em parte de São Paulo e da região metropolitana, voltou a cair neste domingo, mesmo com o registro de …

http://www1.folha.uol.com.br/co…areira-volta-a-cair-em-sp.shtml

Classificados – Imóveis – Condomínio pode ficar 5% mais barato com benefício – 02/03/2014

Na cidade de São Paulo, o nível das represas do sistema Cantareira atingiu a mínima histórica, na última semana, ao operar com capacidade abaixo de 17%. A última vez que …

http://classificados.folha.uol….mais-barato-com-beneficio.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Após 4 meses, nível do sistema Cantareira volta a subir – 01/03/2014

Depois de quatro meses, o sistema Cantareira voltou a subir. O avanço foi de 0,2% –agora, o reservatório está com 16,6% da capacidade. Segundo a Sabesp, a chuva sob …

http://www1.folha.uol.com.br/co…-cantareira-volta-a-subir.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Alckmin diz que não tem plano para racionamento de água para SP – 28/02/2014

(Agência Nacional de Águas, federal) e do DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica, estadual) recomendou a redução na captação de água no sistema Cantareira para o …

http://www1.folha.uol.com.br/co…ionamento-de-agua-para-sp.shtml

Folha – Colunistas – Painel – Advogados do mensalão se articularam para pedir a revisão criminal – 28/02/2014

projeto para as obras que vão permitir a utilização do volume morto de duas represas do sistema Cantareira e espera assinar em até dez dias contratos emergenciais no valor …

http://www1.folha.uol.com.br/co…-pedir-a-revisao-criminal.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Sabesp demora seis dias para consertar vazamento em São Paulo – 28/02/2014

Batista Caetano, na Aclimação. O bairro é um dos abastecidos pelo sistema Cantareira. Moradores relatam que vinham reclamando do vazamento de água desde o dia 22. A Sabes …

http://www1.folha.uol.com.br/co…-dias-em-rua-da-aclimacao.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Decisão de grupo anticrise deve tornar racionamento inevitável – 28/02/2014

O órgão técnico que determina a quantidade de água que pode ser retirada do sistema Cantareira decidiu que a Sabesp precisa reduzir a captação para abastecer a Grande São P …

http://www1.folha.uol.com.br/co…r-racionamento-inevitavel.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Governo e Sabesp decidirão sobre rodízio de água após Carnaval – 27/02/2014

O governo de São Paulo e a Sabesp tomarão uma decisão sobre a necessidade do racionamento de água nas áreas da Grande São Paulo que são abastecidas pelo sistema Cantareira …

http://www1.folha.uol.com.br/co…de-agua-sai-apos-carnaval.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Plano contra racionamento de água em SP pode levar seis meses – 27/02/2014

O uso do volume morto do sistema Cantareira, uma das saídas cogitadas pelo governo de São Paulo para evitar o racionamento de água em parte da Grande São Paulo, não será …

http://www1.folha.uol.com.br/co…gua-pode-levar-seis-meses.shtml

Folha de S.Paulo – Esporte – Em dez rodadas, Paulista tem pior média de gols em 22 anos – 26/02/2014

Folha, o motivo é a falta de qualidade técnica no Brasil. “Pode se dizer que o nível está tão baixo quanto os do sistema Cantareira”, brincou o técnico Emerson …

http://www1.folha.uol.com.br/es…-media-de-gols-em-22-anos.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Nível de água do Cantareira cai abaixo dos 17% pela primeira vez – 25/02/2014

O nível das represas que compõem o sistema Cantareira voltou a cair e atingiu, nesta terça-feira, o índice de 16,9%. Segundo a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Est …

http://www1.folha.uol.com.br/co…-dos-17-pela-primeira-vez.shtml

Folha – Colunistas – Painel – Campos diz que Dilma conduz a economia como faziam ‘antes do Real’ – 25/02/2014

não fechar com o partido, Alckmin perde cerca de 40 segundos de TV. * TIROTEIO “Roubos subindo, Metrô parando, Cantareirasecando. E o governo do PSDB só se preo …

http://www1.folha.uol.com.br/co…como-faziam-antes-do-real.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Veja as mortes e missas publicadas nesta terça-feira – 25/02/2014

Novaes. Deixa filhos e netos. Cem. Araçá. Ilona Paulina Helena Parisotti – Aos 73, casada com Oswaldo Parisotti. Deixa filhos e netos. Cemitério Parque Cantareira. Luiz …

http://www1.folha.uol.com.br/co…licadas-nesta-terca-feira.shtml

Folha – Colunistas – Antonio Prata – A pátria de ponteiros – 23/02/2014

qualquer percurso —a despeito da experiência, da Sulamérica trânsito e do Waze. Da Mooca pra USP? “Chego em 15!” De Santo Amaro pra Cantareira? “Quinze …

http://www1.folha.uol.com.br/co…535-a-patria-de-ponteiros.shtml

Folha de S.Paulo – sãopaulo – Para curtir a natureza: confira 5 sugestões de passeios ‘zen’ em SP – 23/02/2014

Cantareira Numa das maiores áreas de mata nativa dentro de uma megalópole, é possível ver inúmeros bichinhos, ao caminhar por trilhas, passar por lagos e ficar encantado co …

http://www1.folha.uol.com.br/sa…oes-de-passeios-zen-em-sp.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Com apenas 24% da chuva esperada, Cantareira tem baixa histórica – 21/02/2014

O nível das represas que compõem o sistema Cantareira voltou a cair e atingiu, nesta sexta-feira, o índice de 17,7%. Segundo a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Est …

http://www1.folha.uol.com.br/co…reira-tem-baixa-historica.shtml

F5 – Factoides – HUMOR: João Kléber tenta estancar queda no nível do sistema Cantareira – 21/02/2014

Xavier/Folhapress O nível do sistema Cantareira bateu recorde negativo chegando a 18% do sistema. Alckmin, para variar, fez que não era com ele e descartou risco d …

http://f5.folha.uol.com.br/fact…a-gritando-para-para-para.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Nível do sistema Cantareira fica abaixo de 18% pela primeira vez – 20/02/2014

O nível das represas que compõem o sistema Cantareira voltou a cair e atingiu, nesta quinta-feira, o índice de 17,9%. Segundo a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Es …

http://www1.folha.uol.com.br/co…o-de-18-pela-primeira-vez.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Após chuvas, nível das represas do sistema Cantareira volta a cair – 19/02/2014

O nível das represas que compõem o sistema Cantareira voltou a cair após as chuvas registradas no último final de semana. Segundo a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico d …

http://www1.folha.uol.com.br/co…a-cantareira-volta-a-cair.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Em caso de pane, Sabesp terá multa diária de R$ 50 mil em Guarujá – 19/02/2014

a manutenção da liminar a favor de Guarujá, divulgou alertas, no início do mês, para que a população economize água. CantareiraO governador Geraldo Alckmin (PSDB) volt …

http://www1.folha.uol.com.br/co…ia-de-r-50-mil-no-guaruja.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Nível do sistema Cantareira se estabiliza após 30 dias de queda – 17/02/2014

O nível das represas que compõem o sistema Cantareira se estabilizou nesta segunda-feira após registrar queda nos últimos 30 dias. Segundo a Sabesp (Companhia de Saneamento …

http://www1.folha.uol.com.br/co…iza-apos-30-dias-de-queda.shtml

Folha de S.Paulo – Mercado – Reservatórios no Sul têm melhora, mas não garantem abastecimento – 17/02/2014

. Apesar dos resultados inspirarem otimismo, as chuvas registradas na região do sistema Cantareira, em São Paulo, não têm sido suficientes para reabastecer as represas da …

http://www1.folha.uol.com.br/me…-sudeste-tem-leva-melhora.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Nível de represas do sistema Cantareira ainda é baixo – 17/02/2014

A chuva registrada nos últimos três dias na região do sistema Cantareira não tem sido suficiente para reabastecer as represas da região, as mais importantes no abasteciment …

http://www1.folha.uol.com.br/co…-cantareira-ainda-e-baixo.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Mesmo com chuva, situação no sistema Cantareira ainda é crítica – 16/02/2014

A chuva que atingiu São Paulo nos últimos dias ainda não mudou a situação do sistema Cantareira, responsável pelo abastecimento de 9,8 milhões de pessoas na região metropol …

http://www1.folha.uol.com.br/co…antareira-ainda-e-critica.shtml

Folha – Colunistas – Kaos – Chef colombiano e designer agitam evento de rua em Pinheiros – 16/02/2014

. R. da Cantareira, 306, região central, tel. 3228-3432. Minhocão Moro no centro. Quase todos os dias saio com minha mulher (Janaina Rueda, do Bar da Dona Onça) pra anda …

http://www1.folha.uol.com.br/co…vento-de-rua-em-pinheiros.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Chuva reduz fornecimento de água em Campinas – 15/02/2014

aumento imediato da vazão do sistema Cantareira para os rios da região de Campinas. O acréscimo foi de 1 m3/s, o que representa um recebimento 25% maior de água na bacia …

http://www1.folha.uol.com.br/co…mento-de-agua-em-campinas.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Alckmin aumenta vazão de represa para evitar falta d’água em Campinas – 15/02/2014

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) autorizou neste sábado (15) o aumento imediato da vazão do sistema Cantareira para os rios da região de Campinas, no interior de São Pau …

http://www1.folha.uol.com.br/co…r-falta-dagua-em-campinas.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Campinas pode decretar racionamento de água na segunda-feira – 15/02/2014

aumente a vazão de água do sistema Cantareira para os rios da região. O prefeito Jonas Donizette (PSB) evitou confirmar o rodízio e disse ontem (14) que é preciso “a …

http://www1.folha.uol.com.br/co…-de-agua-na-segunda-feira.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Forte chuva em SP não altera situação crítica das represas, aponta Sabesp – 15/02/2014

A forte chuva que atingiu ontem (14) São Paulo provocando alagamentos em vários pontos da cidade não mudou a situação do sistema Cantareira, responsável pelo abastecimento …

http://www1.folha.uol.com.br/co…as-represas-aponta-sabesp.shtml

Folha – Colunistas – Painel – Lula foi a Minas no jato de réu com crimes prescritos do mensalão tucano – 15/02/2014

divisão das águas do sistema Cantareira, Geraldo Alckmin (PSDB) recebeu de prefeitos a notícia de que um estudo técnico do comitê gestor da bacia recomendará vazão maior às …

http://www1.folha.uol.com.br/co…critos-do-mensalao-tucano.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Sistema Cantareira opera com volume abaixo do limite crítico – 13/02/2014

O sistema Cantareira opera abaixo do seu limite crítico de segurança, de um volume mínimo nos reservatórios de 5%. Segundo os Ministérios Públicos de Campinas, de Piracic …

http://www1.folha.uol.com.br/co…-abaixo-do-limite-critico.shtml

Classificados – Imóveis – Condomínio em SP pode reduzir 5% com desconto na conta de água; veja como – 11/02/2014

Estado de São Paulo) anunciou redução de 30% no valor da conta de água para consumidores abastecidos pelo SistemaCantareira. A medida vale para os consumidores que reduz …

http://classificados.folha.uol….a-conta-de-agua-veja-como.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Expectativa de chuva volumosa só em março preocupa gestão Alckmin – 11/02/2014

O governo Geraldo Alckmin (PSDB) recebeu um estudo que aponta que somente daqui a um mês haverá chuvas volumosas no sistema Cantareira -que abastece 9,8 milhões de pessoas …

http://www1.folha.uol.com.br/co…o-preocupa-gestao-alckmin.shtml

Folha de S.Paulo – Mercado – Seca torna revisão tarifária da Sabesp mais essencial para balanço – 10/02/2014

30% na conta de água para os clientes que reduzirem o consumo mensal em 20%, após o Sistema Cantareira ter atingido um nível crítico com calor recorde e falta de chuvas. …

http://www1.folha.uol.com.br/me…is-essencial-para-balanco.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Sabesp nega corte de água em Guarulhos e São Caetano do Sul – 10/02/2014

sistema Cantareira.” O Cantareira, responsável pelo abastecimento de 9,8 milhões de pessoas na região metropolitana, atingiu ontem seu menor nível desde o iní …

http://www1.folha.uol.com.br/co…lhos-e-sao-caetano-do-sul.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – São Paulo tem chuva forte e granizo, mas reservatórios seguem baixos – 10/02/2014

no centro e 27º na zona leste. Nem para afastar a crise de abastecimento. O sistema Cantareira, responsável pelo abastecimento de água de 9,8 milhões de pessoas na capita …

http://www1.folha.uol.com.br/co…servatorios-seguem-baixos.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Chuvas perdem força e SP deixa estado de atenção para alagamentos – 09/02/2014

brisa vinda do oceano. Há poucas chances de chover forte. RACIONAMENTO O reservatório de água do Sistema Cantareira, o principal fornecedor de água para a Grande São Pa …

http://www1.folha.uol.com.br/co…-atencao-para-alagamentos.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Entenda por que São Paulo vive ameaça de racionamento de água – 09/02/2014

São Paulo passou a viver sob ameaça de racionamento de água por conta do forte calor neste início de ano e da falta de chuvas. O volume de água no sistema Cantareira, que …

http://www1.folha.uol.com.br/co…a-de-racionamento-de-agua.shtml

Folha de S.Paulo – Videocasts – ‘TV Folha’ debate ataques a gays em SP – 09/02/2014

início de ano e da falta de chuvas em São Paulo. O volume de água no sistema Cantareira, que abastece 9 milhões de pessoas na região metropolitana de São Paulo, está com …

http://www1.folha.uol.com.br/mu…bate-ataques-a-gays-em-sp.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Com pior nível da história, sistema Cantareira atinge 19,8% da capacidade – 09/02/2014

O reservatório de água do Sistema Cantareira, o principal fornecedor de água para a Grande São Paulo, registra 19,8% de sua capacidade total neste domingo (9). Esse é o nív …

http://www1.folha.uol.com.br/co…-atinge-198-da-capacidade.shtml

Folha de S.Paulo – Poder – ‘TV Folha’ aborda onda de ataques a gays em São Paulo – 09/02/2014

Cantareira, que abastece 9 milhões de pessoas na região metropolitana de São Paulo, está com apenas 20% de sua capacidade. Em Campinas há risco de racionamento caso as ch …

http://www1.folha.uol.com.br/po…aques-a-gays-em-sao-paulo.shtml

Folha – Colunistas – Painel – Governo acelera projeto de construção de cabo submarino – 09/02/2014

a renovação da outorga do Sistema Cantareira devido à falta de água em São Paulo. O contrato atual vence em agosto. Seca 2 O governo federal e o Palácio dos Bandeirantes …

http://www1.folha.uol.com.br/co…strucao-de-cabo-submarino.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – SP e Campinas disputam uso do sistema Cantareira de captação de água – 09/02/2014

(Departamento de Água e Energia Elétrica), no Estado, revisam a cada mês quanto cada fornecedora pode captar do sobrecarregado sistema Cantareira. Além disso, a cada déca …

http://www1.folha.uol.com.br/co…reira-de-captacao-de-agua.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Chuva para em SP e não ameniza baixo nível nas represas, diz CGE – 08/02/2014

) informou que o baixo nível das represas não foi amenizado. O volume de água armazenado no sistema Cantareira, que abastece 8 milhões de pessoas na região metropolitana d …

http://www1.folha.uol.com.br/co…ivel-nas-represas-diz-cge.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Tentativa de induzir chuva no interior de São Paulo fracassa – 08/02/2014

A primeira tentativa de fazer chover sobre a região de Bragança Paulista, onde fica o sistema Cantareira, não surtiu o efeito desejado pela Sabesp. A empresa contratou …

http://www1.folha.uol.com.br/co…ior-de-sao-paulo-fracassa.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Guarulhos tem racionamento devido ao baixo nível de reservatório – 07/02/2014

para a possibilidade do racionamento ser estendido para áreas atendidas pelo reservatório Cantareira. O Saae afirmou que compra por atacado da Sabesp cerca de 87% da água …

http://www1.folha.uol.com.br/co…ixo-nivel-de-reservatorio.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Sabesp corta 20% da água fornecida para São Caetano do Sul – 07/02/2014

indeterminado. A medida, acordada pela prefeitura e pela companhia, acontece por conta da estiagem que deixa nível do reservatório Cantareira, responsável pelo abastecime …

http://www1.folha.uol.com.br/co…a-para-sao-caetano-do-sul.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Estiagem faz com que Diadema inicie rodízio e corte de água de bairros – 07/02/2014

Preto. O volume de água armazenado no sistema Cantareira, que abastece 8 milhões de pessoas na região metropolitana de São Paulo e 5,5 milhões na região de Campinas, já a …

http://www1.folha.uol.com.br/co…o-e-corte-agua-de-bairros.shtml

Painel do Leitor – Painel do Leitor – Editorial sobre desperdício de água inspira leitores – 07/02/2014

igualmente contribui com a seca. Na última grande crise do sistema Cantareira, há dez anos, ocorreu o mesmo: críticas ao desperdício e às falhas do sistema. O tempo passou, …

http://www1.folha.uol.com.br/pa…-de-agua-inspira-leitores.shtml

Guia Folha – Passeios – Mercadão exibe caricaturas de consagrados técnicos e jogadores de futebol – 06/02/2014

Paulo – espaço de eventos – r. da Cantareira, 306, centro, São Paulo, SP. Tel.: 0/xx/11/3111-7000. Seg. a dom.: 10h às 16h. Grátis. …

http://guia.folha.uol.com.br/pa…os-e-jogadores-de-futebol.shtml

Folha de S.Paulo – Opinião – Editorial: Água pelo ralo – 06/02/2014

a constituir surpresa. O volume de água no sistema Cantareira, responsável por abastecer cerca de 9 milhões de pessoas na região metropolitana de São Paulo, correspondia …

http://www1.folha.uol.com.br/op…-editorial-agua-pelo-ralo.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Rodízio no abastecimento de água depende da sociedade, diz Alckmin – 05/02/2014

usuários de água do sistema Cantareira surta o efeito esperado. “Eu entendo que se nós tivermos chuvas a partir do dia 15 de fevereiro [como previsto] será suficient …

http://www1.folha.uol.com.br/co…-da-sociedade-diz-alckmin.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – 25% da água captada na Grande SP pela Sabesp é desperdiçada – 05/02/2014

milhões de metros cúbicos/dia), a crise pela falta de chuva no sistema Cantareira seria menor, assim como a ameaça de racionamento para 9,8 milhões de pessoas. A quantida …

http://www1.folha.uol.com.br/co…ela-sabesp-e-desperdicada.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Com estiagem, Campinas anuncia multa para quem desperdiçar água – 04/02/2014

consumo médio nos últimos 12 meses. CANTAREIRA Dezembro e janeiro tiveram os menores volumes de chuva nas represas que formam o sistema Cantareira desde 1930, qu …

http://www1.folha.uol.com.br/co…ara-quem-desperdicar-agua.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Alckmin diz que, por enquanto, descarta racionamento no Estado – 04/02/2014

autoridades locais se não chover nos rios da região até o dia 20. O volume de água armazenado no sistema Cantareira, que abastece 8 milhões de pessoas na região metropoli …

http://www1.folha.uol.com.br/co…ta-racionamento-no-estado.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Com baixo nível dos reservatórios, Valinhos (SP) inicia rodízio de água – 04/02/2014

O volume de água armazenado no sistema Cantareira, que abastece 8 milhões de pessoas na região metropolitana de São Paulo e 5,5 milhões na região de Campinas, já atin …

http://www1.folha.uol.com.br/co…sp-inicia-rodizio-de-agua.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Risco de racionamento de água no interior de São Paulo é alto – 04/02/2014

Cantareira, que abastece 8 milhões de pessoas na região metropolitana de São Paulo e 5,5 milhões na região de Campinas, chegou a 21,4% da capacidade, o menor patamar em uma …

http://www1.folha.uol.com.br/co…erior-de-sao-paulo-e-alto.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Incêndio destrói centro cultural do Liceu de Artes e Ofícios de SP – 04/02/2014

bombeiros, totalizando 48 homens, foram ao centro cultural na rua Cantareira e controlaram o incêndio em cerca de 20 minutos. Veja as imagens O fogo se alastrou rapidam …

http://www1.folha.uol.com.br/co…es-e-oficios-de-sao-paulo.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Com reservatório em baixa, Sabesp faz campanha para evitar racionamento – 03/02/2014

Com o nível crítico dos reservatórios de água do sistema Cantareira, que abastece a capital paulista e a Grande SP, a Sabesp deu início a uma campanha para orientar as pess …

http://www1.folha.uol.com.br/co…-para-evitar-racionamento.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Fim de semana tem maior temperatura do ano em São Paulo – 02/02/2014

ocorrência de chuvas. Os reservatórios do sistema Cantareira, o maior da Grande São Paulo, por exemplo, está em seu menor nível histórico, com apenas 21,7% da capacidade. …

http://www1.folha.uol.com.br/co…atura-do-ano-em-sao-paulo.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Conta de água pode cair 48% com novo desconto, afirma Sabesp – 01/02/2014

A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) divulgou neste sábado o plano de incentivo à redução do consumo de água para os usuários do sistema Cantareira< …

http://www1.folha.uol.com.br/co…vo-desconto-afirma-sabesp.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Governo de SP teme racionamento de água no ano eleitoral – 01/02/2014

conta, a Sabesp estuda adotar outras medidas para compensar a baixa nos reservatórios de água, especialmente o sistemaCantareira, principal responsável pelo abastecimento …

http://www1.folha.uol.com.br/co…-de-agua-no-ano-eleitoral.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Ribeirão Preto – Janeiro é o mais seco dos últimos 9 anos em Ribeirão Preto – 31/01/2014

cidade está longe de ser atingida: 308,7 milímetros. Para o órgão, janeiro acumulou 88,8. A falta de chuva não é, no entanto, um problema exclusivo da cidade. O sistema Canta …

http://www1.folha.uol.com.br/co…-9-anos-em-ribeirao-preto.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Reservatório da Cantareira atinge menor nível em 39 anos – 31/01/2014

Em 39 anos de operação do reservatório da Cantareira, o principal fornecedor de água para a Grande São Paulo atinge o seu nível mais crítico: 22,4% da capacidade total …

http://www1.folha.uol.com.br/co…ge-menor-nivel-em-39-anos.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Tempo seco pode provocar falta de água na região metropolitana de SP – 29/01/2014

O sistema Cantareira, principal responsável pelo abastecimento de água da região metropolitana de São Paulo, atingiu o nível mais baixo dos últimos dez anos. Segundo a Sa …

http://www1.folha.uol.com.br/co…egiao-metropolitana-de-sp.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Sistema Cantareira atinge o menor nível em 10 anos, diz Sabesp – 28/01/2014

O sistema Cantareira, responsável pelo abastecimento de água da região metropolitana de São Paulo, atingiu o nível mais baixo dos últimos dez anos, segundo a Sabesp. Nesta …

http://www1.folha.uol.com.br/co…vel-em-10-anos-diz-sabesp.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Após 4 horas, trens voltam a circular na linha 12 da CPTM em SP – 24/01/2014

tarde. Os termômetros podem marcar até 32ºC. Veja onde estão os pontos de alagamento: Intransitáveis – av. Senador Queiroz, altura da rua da Cantareira, sentido único; …

http://www1.folha.uol.com.br/co…em-parte-de-linha-da-cptm.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Após chuva, ato de vandalismo mantém trens da linha 12 parados – 24/01/2014

da Cantareira, sentido único; – av. Alcântara Machado, altura do viaduto Guadalajara, ambos os sentidos; – av. Roque Petronio Junior, altura da av. Santo Amaro, ambos os se …

http://www1.folha.uol.com.br/co…trens-da-linha-12-parados.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Reservatório da Cantareira está com só 26% da capacidade em SP – 08/01/2014

O reservatório da Cantareira, um dos mais principais fornecedores de água para as casas da Grande São Paulo, está com apenas 26% da capacidade total de armazenamento. O pro …

http://www1.folha.uol.com.br/co…as-26-da-capacidade-em-sp.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Justiça manda peritos avaliarem risco ambiental no Rodoanel norte – 23/09/2013

A Justiça nomeou dois peritos para avaliarem os riscos ambientais do trecho norte do Rodoanel, que passa por matas nativas na serra da Cantareira. A decisão ocorreu em aç …

http://www1.folha.uol.com.br/co…biental-no-rodoanel-norte.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Rodoanel norte terá verba extra de R$ 332,8 milhões da União – 22/08/2013

Rodoanel, que está em obras na região da serra da Cantareira e é estimado em R$ 3,9 bilhões. Segundo o presidente da Dersa (empresa estadual de transporte), Laurence Casa …

http://www1.folha.uol.com.br/co…e-r-3328-milhoes-da-uniao.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Governo assina contrato de R$ 2,2 bi para captar mais água para SP – 21/08/2013

% de toda a captação de água tratada do sistema Cantareira, que com a Guarapiranga abastece a cidade atualmente. Essa é a primeira iniciativa desse porte em 20 anos na regiã …

http://www1.folha.uol.com.br/co…-captar-mais-agua-para-sp.shtml

Painel do Leitor – Painel do Leitor – Governo de SP contesta reportagem sobre compensações ambientais no Rodoanel – 16/07/2013

A reportagem “Cantareira é desmatada sem compensação” (“Cotidiano”, ontem) contém uma série de inverdades, a começar pelo título. Entre as medidas …

http://www1.folha.uol.com.br/pa…coes-ambientais-por-obras.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Cantareira é desmatada sem compensação em obras do Rodoanel – 15/07/2013

O desmatamento em curso de áreas municipais na Cantareira, por causa das obras do Rodoanel norte, está sendo feito sem a definição de qual será a contrapartida do estrago …

http://www1.folha.uol.com.br/co…-trecho-norte-do-rodoanel.shtml

Folha de S.Paulo – Cotidiano – Dersa diz que depositou R$ 25 mi em fundo estadual ambiental – 15/07/2013

formais, pelos municípios afetados e pelo próprio governo, já que haverá áreas estaduais que sofrerão com as obras. Cantareira é desmatada sem compensação em obras do Rod …

http://www1.folha.uol.com.br/co…-fundo-estadual-ambiental.shtml

Fundação diz ter sido procurada após crise hídrica; governo nega (G1)

29/10/2014 22h47 – Atualizado em 30/10/2014 10h15

Palácio dos Bandeirantes diz que fundação tentou conversar com Alckmin.
Porta-voz deixou sede do governo sem ser recebido.

Do G1 São Paulo

O porta-voz da fundação esotérica Cacique Cobra Coral (FCCC) disse que conversou nesta quarta-feira (29) com assessores do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, sobre a crise hídrica que afeta o estado. O Palácio dos Bandeirantes nega o encontro com o representante do grupo, que foi até a sede do governo, no Morumbi. A fundação diz ser capaz de minimizar os impactos dos temporais e outros eventos naturais.

Segundo a assessoria de imprensa do governo do estado, Osmar Santos pediu para conversar com o governador. Como o assessor que cuida da agenda de Alckmin não estava no local, ele foi orientado a aguardar. Osmar Santos deixou um cartão com a secretária e partiu após cerca de 15 minutos. Ainda de acordo com o Palácio dos Bandeirantes, imagens mostram que ele não chegou a ser recebido.

Segundo Santos, já a partir desta sexta-feira (31), um  “jato de vento de baixos níveis e uma frente fria estarão presentes para se alinharem para formar um corredor de nuvens de chuva mais duradoura sobre o Centro-Oeste e Sudeste do Brasil”. As mudanças climáticas já estariam ocorrendo depois que os executivos da Prefeitura e do Estado do Rio, junto de um grupo de empresários privados do setor energético, solicitaram a intervenção da fundação.

A única exigência feita pela FCCC é a de que os governos “não avancem nas águas do Rio Paraíba do Sul”, que abastecem o estado fluminense, mas a nascente é em São Paulo. “Evitando assim a guerra pela água iniciada meses atrás por São Paulo e barrado pela ANA (Agência Nacional de Águas)”, explicou Santos.

Santos disse ao G1 que desde 2012 vem alertando o governo do estado de São Paulo para a situação crítica dos reservatórios, devido à falta de chuvas. Além disso, na ocasião, a fundação teria, inclusive, solicitado a interligação dos reservatórios de São Paulo, para amenizar o impacto da prolongada estiagem no Sistema Cantareira.

A fundação é comandada pela médium Adelaide Scritori, que afirma incorporar o espírito do cacique Cobra Coral, entidade que seria capaz de influenciar no clima.

Em 2013, a FCCC diz também ter alertado ao Ministério de Minas e Energia que as chuvas de verão daquele ano não tinham sido suficientes para encher os reservatórios das usinas hidroelétricas brasileiras. Segundo a entidade, março terminou com reservatórios na casa dos 52% no sistema Sudeste/Centro-Oeste e 42% no Nordeste. Em 2012, os níveis registrados no mesmo período foram de 78% no centro do país e 82% nas bacias nordestinas.

Segundo o porta-voz da fundação, houve erro de gestão, tanto por parte do governo estadual quanto do federal, que está sendo evidenciado pela crise hídrica. Como consequência, além da falta d’água, o problema afeta diretamente a geração e transmissão de energia elétrica em todo o país.

A solução para São Paulo, no entender da fundação, é estabelecer um cronograma de obras contra a seca, priorizando as de interligação dos reservatórios. Segundo o porta-voz, o objetivo principal é recuperar a bacia do Sul de Minas, principal responsável por fornecer a água para o Sistema Cantareira.

Nesse sentido, representantes da fundação se reuniram no último dia 13 com integrantes de um grupo econômico do setor de energia para encontrar soluções para o problema. A principal seria a criação de um “caminho de umidade”, interligando a Amazônia com o sul de Minas Gerais. Para a fundação, a estiagem “apenas mostrou o que não foi feito nos últimos 20 anos”.

Convênio
A Prefeitura de São Paulo, na gestão de José Serra, havia firmado um convênio em 2005 com a fundação para a antecipar intempéries climáticas que impactassem na rotina da capital. Como contrapartida, o Executivo municipal deveria realizar uma série de obras contra enchentes. Em setembro de 2009, já com Gilberto Kassab no cargo de prefeito, o convênio foi rompido pela Prefeitura.

O motivo: a fundação alegou ter alertado com antecedência sobre as chuvas que paralisaram a cidade no dia 8 de setembro daquele ano, mas considerou que a Prefeitura nada fez para tentar prevenir os problemas. “A gente não pode ajudar o homem naquilo que ele pode fazer por si. As verbas para obras contra enchentes estão congeladas”, disse Osmar Santos, na ocasião.

De acordo com Santos, houve um contato recente da fundação com o secretário das Subprefeituras, Ricardo Teixeira, na atual gestão, mas a reativação do convênio dependia de um aval do prefeito Fernando Haddad.

FALTA D’ÁGUA EM SP
Seca afeta abastecimento

cinco questões sobre o tema

entenda o que é volume morto

blog: como economizar águasaiba mais

ANA diz que Sabesp tirou mais água que o permitido do volume morto

Presidente da Sabesp diz que cota de água acaba em novembro sem chuva

Reservatórios da Grande SP têm 15,8% do volume de água disponível

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[Atualização]

29/10/2014 22h47 – Atualizado em 30/10/2014 13h54

Fundação esotérica oferece ajuda em crise hídrica; governo nega encontro

Palácio diz que porta-voz de fundação tentou conversar com Alckmin.
Porta-voz deixou sede do governo sem ser recebido, diz assessoria.

Do G1 São Paulo

O porta-voz da fundação esotérica Cacique Cobra Coral (FCCC) disse que procurou nesta quarta-feira (29) o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, para oferecer apoio na crise de abastecimento que afeta o estado. A fundação diz ser capaz de minimizar os impactos dos temporais e outros eventos naturais.

Apesar de a Fundação afirmar que foi recebida por assessores e que nova reunião chegou a ser marcada para acertar detalhes da colaboração, o Palácio dos Bandeirantes nega o encontro com o representante do grupo, que esteve na portaria da sede do governo, no Morumbi.

Segundo a assessoria de imprensa do governo do estado, Osmar Santos pediu para conversar com o governador. Como o assessor que cuida da agenda de Alckmin não estava no local, ele foi orientado a aguardar. Osmar Santos deixou um cartão com a secretária e partiu após cerca de 15 minutos, segundo a assessoria do governo. Ainda de acordo com o Palácio dos Bandeirantes, imagen do sistema de segurança mostram que ele não chegou a ser recebido.

O porta-voz da Fundação alega que já a partir desta sexta-feira (31), um  “jato de vento de baixos níveis e uma frente fria estarão presentes para se alinharem para formar um corredor de nuvens de chuva mais duradoura sobre o Centro-Oeste e Sudeste do Brasil”. As mudanças climáticas já estariam ocorrendo depois que os executivos da Prefeitura e do Estado do Rio, junto de um grupo de empresários privados do setor energético, solicitaram a intervenção da fundação, segundo Santos.

A única exigência feita pela FCCC é a de que os governos “não avancem nas águas do Rio Paraíba do Sul”, que abastecem o estado fluminense, mas a nascente é em São Paulo. “Evitando assim a guerra pela água iniciada meses atrás por São Paulo e barrado pela ANA (Agência Nacional de Águas)”, explicou Santos.

Santos disse que desde 2012 vem alertando o governo do estado de São Paulo para a situação crítica dos reservatórios, devido à falta de chuvas. Além disso, na ocasião, a fundação teria, inclusive, solicitado a interligação dos reservatórios de São Paulo, para amenizar o impacto da prolongada estiagem no Sistema Cantareira.

A fundação é comandada pela médium Adelaide Scritori, que afirma incorporar o espírito do cacique Cobra Coral, entidade que seria capaz de influenciar no clima.

Em 2013, a FCCC diz também ter alertado ao Ministério de Minas e Energia que as chuvas de verão daquele ano não tinham sido suficientes para encher os reservatórios das usinas hidroelétricas brasileiras. Segundo a entidade, março terminou com reservatórios na casa dos 52% no sistema Sudeste/Centro-Oeste e 42% no Nordeste. Em 2012, os níveis registrados no mesmo período foram de 78% no centro do país e 82% nas bacias nordestinas.

Segundo o porta-voz da fundação, houve erro de gestão, tanto por parte do governo estadual quanto do federal, que está sendo evidenciado pela crise hídrica. Como consequência, além da falta d’água, o problema afeta diretamente a geração e transmissão de energia elétrica em todo o país.

A solução para São Paulo, no entender da fundação, é estabelecer um cronograma de obras contra a seca, priorizando as de interligação dos reservatórios. Segundo o porta-voz, o objetivo principal é recuperar a bacia do Sul de Minas, principal responsável por fornecer a água para o Sistema Cantareira.

Nesse sentido, representantes da fundação se reuniram no último dia 13 com integrantes de um grupo econômico do setor de energia para encontrar soluções para o problema. A principal seria a criação de um “caminho de umidade”, interligando a Amazônia com o sul de Minas Gerais. Para a fundação, a estiagem “apenas mostrou o que não foi feito nos últimos 20 anos”.

Convênio
A Prefeitura de São Paulo, na gestão de José Serra, havia firmado um convênio em 2005 com a fundação para a antecipar intempéries climáticas que impactassem na rotina da capital. Como contrapartida, o Executivo municipal deveria realizar uma série de obras contra enchentes. Em setembro de 2009, já com Gilberto Kassab no cargo de prefeito, o convênio foi rompido pela Prefeitura.

O motivo: a fundação alegou ter alertado com antecedência sobre as chuvas que paralisaram a cidade no dia 8 de setembro daquele ano, mas considerou que a Prefeitura nada fez para tentar prevenir os problemas. “A gente não pode ajudar o homem naquilo que ele pode fazer por si. As verbas para obras contra enchentes estão congeladas”, disse Osmar Santos, na ocasião.

De acordo com Santos, houve um contato recente da fundação com o secretário das Subprefeituras, Ricardo Teixeira, na atual gestão, mas a reativação do convênio dependia de um aval do prefeito Fernando Haddad.

On Culture and Other Crimes: An Interview with Slavoj Zizek (Exchange)

Accessed October 28, 2014

By Kerry Chance
Anthropology
University of Chicago

Slavoj Zizek, psychoanalytic philosopher and cultural critic at the Institute of Sociology in Slovenia, has taught all over the world, most recently at the University of Chicago. His first public lecture at Chicago, entitled “The Ignorance of Chicken, or, Who Believes What Today”, looked every bit the rock show. Crowds stretched across the main campus quad, a ‘merch’ table featured his latest book The Parallax View, and as the lecture began with crowds still waiting outside, people climbed through the windows of the packed auditorium. While at Chicago, Zizek also taught a seminar as the Critical Inquiry Visiting Professor on topics ranging from Lacanian ethics, political correctness, habit in Hegel, the Big Other, Stalin, theology, politics and the role of the intellectual. Zizek has written innumerable articles and is the author of more than fifty books, including The Sublime Object of Ideology, The Ticklish Subject, Did Somebody Say Totalitarianism?, On Belief andWelcome to the Desert of the RealÑto name just a few that have contributed to his widespread popularity in and outside the academy. Here, Zizek speaks to Exchange about culture, Lacan, cognitive science, neoliberalism and projects for contemporary anthropology.

I.

Chance: In class and in your public lectures here at Chicago, you’ve frequently talked about culture and have done so in two ways: first, in terms of belief as you have theorized it in your earlier work, and secondly in terms of Hegel’s notion of habit. How are you thinking culture in Lacanian terms?

Zizek: Traditionally, Lacanians like to identify culture simply as the symbolic system, within which there is a linguistically limited horizon of meaning, but I think two things should be added.

First, what is for me the zero-sum of culture, if I improvise, is what to do about embarrassing excesses. When somebody does something embarrassing, burps after eating for example, culture is how you react to it in a polite way. To be very vulgar, all seduction rituals are the cultured way of dealing with the fact that people would like to copulate with each other. Now, someone will say, “wait a minute, to feel something as embarrassment, culture must already be there.” No, I don’t think so. Somehow, embarrassment is first. In other words, we have to presuppose an excess, again, embarrassment apropos of something disgusting, non-social, or an excess of obscenity or enjoyment.

So again, this would be the first specification: to put it in bombastic Lacanian terms, first the excess of the real, embarrassment, shock – and culture is how you deal with it. This is why Lacan in a nice, tasteless way put it that one measure of the passage from the animal to the human kingdom is what to do with shit. He always liked this example, that an animal by definition just shits wherever, for humans shit is always an embarrassment. It always amused me when I was a boy that, at circuses, you have animals, horses and especially elephants that take a big shit and usually you see people hidden behind them ready to make the shit quickly disappear. Animals don’t care. The problem with humans is what to do with this embarrassment.

The second thing that interests me, which is a much more concrete historical analysis, is why there is such an obsession with culture today. Why is it that today not only do we have culture studies but everything – and by everything I mean at least the humanities and for some people even the hard sciences – has become a subspecies of cultural studies? In the hard sciences, people will say following Thomas Kuhn’s The Structure of Scientific Revolutions, their history is the history of culture, of paradigm shifts and so on. Everything becomes culture.

Chance: How is this linked to your notion of belief?

Zizek: Again, this is linked to my notion of belief, to the idea that something is changing in the status of belief. Today, the predominant form is a belief that culture is the name of a belief, which is no longer taken seriously. Culture means, for example, I am a Jew, and although I don’t think there was a stupid god coming down and shouting some stupid things to people on Mount Sinai, I nonetheless say out of respect for my lifestyle or whatever, I don’t eat pork. This is culture.

To complicate things even further, I think two traps should be avoided here. Among other things, I have tried to focus my work on one of these traps in the last few years. First, it is too simple to say, “does this mean once before people were taking culture seriously.” No. Not only conservatives, but even progressives like to criticize the present, evoking, “oh, but once it was different, things were more authentic.” No, it wasn’t. It is not that before people did believe. If anything, they believe more today. It’s just that the modality of distance was different. Before, it wasn’t a matter of belief. Rather, it was a feeling of being more attached to, and having more respect for, the power of appearance of ritual as such. Something changed today at that level, I think. So paradoxically these external signs of belief – “nobody takes anything seriously” – if anything, points to how it’s more difficult today for us to trust the symbolic ritual, the symbolic institution. But again, there is no time when people ‘really meant it.’

What I know from anthropology, I may be wrong, is that all the great errors started with a phenomenological evolutionary illusion. I think when researchers found a certain gap between reality and beliefs or between form and content, they always thought, “ah, we have a later descendent state of evolution, there must have been some point earlier when people meant it.” The dream is that there was an original moment when people really ‘meant it.’ An example I know from my Marxist past, in anthropology you must know him from the 19th century, Lewis Henry Morgan. I remember from my youth that Engels among other classical Marxists relied on him. Morgan found that in some tribes all the men in one tribe referred to the women of the other tribe as their ‘sister wives.’ From this he deduced, that this is the linguistic remainder of some primordial form of marriage. The incest prohibition already in place, you were not allowed to have sex with women in your tribe, but only with the women in another tribe. The women were exchanged in a block, collectively. It was basic incest, but regulated. The way I heard it, anthropologists later proved that there never was this nice regulated collective orgy. That is to say, the wrong conclusion was that from this name ‘sister wives’ you conclude that there was a point when it was really meant. No, the gap is here from the very beginning.

What fascinates me in this example also is the logic of institution. By institution, I mean how, in order for something to function as a belief, you cannot simply say, “okay, let’s pretend.” In my book, I think the Ticklish Subject (Verso, 1999), I have a wonderful anecdote, which for me again tells about what culture is as an institution. It is a crazy story about elections some fifteen years ago in my country, Slovenia. An ex-friend of mine, who was a candidate told me – okay, he had to do these democratic games like kissing the asses of local constituents – an old lady came to him and said if he wanted her vote he would have to do her a favor. She was obsessed with the idea that something was wrong with her house number (number 24, not even 13), that this number brings misfortune. There was a burglary twice, lightning struck the house, and she’s convinced that it’s because of the number. She said, can she arrange with the city authorities to change the number, to 23a or something, just not 24. He said to her, “But lady, why even go through all this mess? Why don’t you simply paint a new number and change it yourself?” She said, “No, it must be done properly.” Though it was only superstition, to be effective it must be done properly through the institution. The must be a minimum reification to take the game seriously.

Chance: Is this a project for anthropology?

Zizek: This returns to another aspect of your question. That is, another lesson of all these notions of culture is the irreducibility of alienation. We should abandon this old phenomenological – and for some people, Marxist motive – that every institutionalization means reification in two directions, the past and the future. For the past, it is the idea that we should try to reconstitute a moment when it was not alienated, when it was ‘meant seriously.’ For the future, it is to isolate the moment, to dream or to work toward the moment when this transparency and authenticity of meaning will be reinstalled. No, we should also see the liberating aspect of it.

To return here to what I know of anthropology, when anthropology about half a century ago shifted from “let’s observe the mating rituals in Southern Samoa or South Pacific” or whatever, to focusing on our daily life rituals. You remember Florida, the scandal elections and the first Bush victory. A guy somewhere from Africa wrote an article imitating that sort of journalistic report, you know, an enlightened Western journalist goes to Africa, where they allegedly have some election and he mocks the election, “ha, ha, what corruption.” Well, this guy wrote about Florida in the same way, saying there are votes disappearing, the brother of the candidate is the local government, you know, describing Florida as a provincial Banana Republic case of cheating. It was a wonderful result. It was anthropology at its best.

I think this is what interests me, the anthropology of our lives. Not only is this a politically correct procedure – in this exceptional case, I use the term ‘politically correct’ in a positive way – but also I find it always a subversive procedure. The starting point is always the implicit racism of the anthropologist: you look at a foreign culture, you study them with this detachment, “oh what strange rituals” and so on. The phenomenological humanist temptation would be to say, “No, in this engaged participating fieldwork, we should immerse ourselves, become one of them to really understand them.” This series of presuppositions we should reject. What does it mean that we should be one of them to understand them? They usually don’t understand themselves – isn’t it the basic experience that people as a rule follow rituals that are just a part of tradition, which they themselves don’t get? I think the anthropology of our lives is the true breakthrough from this implicitly racist attitude of studying the eccentricity of others, to adopt the same view of ourselves. It is much better as a double alienation.

This is connected to another central motive of my work, this obsession with not only rules but also habits, which tell you how to obey or disobey rules. Especially social prohibitions never mean what they appear to mean. This is an incredibly wealthy topic of ideology for contemporary anthropology. Why is it so important? Precisely because we live in an era of so-called post-ideology. I claim that at precisely this level, ideology has survived.

My interest in anthropology, what always fascinated me was people never mean what they say and in order to be a part of a culture you have to get this gap. There is an important role of obscenities here. Let me tell you a comic adventure. This weekend, I was with Fred Jameson at Duke and there Fred invited an old, very distinguished Argentine gentleman – I will not tell you the name it’s too embarrassing – because of my wife, who is also Argentinean. This gentleman, you would be afraid of using the f-word in front of him, so I said to myself, okay, can I make him say something dirty? And I did seduce him, you know how? The specificities of Argentine Spanish are very different from say Venezuelan Spanish or Mexican Spanish. So, I told him how I tried to learn Spanish, and then I made my first step into obscenity. I told him I knew the word ‘cojo,’ which in Spanish simply means ‘to catch’ something, like “how do I catch a taxi?” Now, this word will be important because I told him I heard somewhere in Argentina there is a series of jokes, where a stupid Spaniard comes to Argentina and asks, “Where do I catch a taxi?” In Argentinean Spanish, ‘catch’ here means the f-word. Then, the distinguished gentleman smiled briefly and I saw that he knew a really dirty example. And I like it how he broke down. After two or three minutes, he broke down and said, “It’s against my nature but I must tell you Argentines have an even more dirty joke…” which is that a Spanish guy says, “How do you catch a cab?,” which means to fuck a taxi, and the Argentine says, “Well, the only practical way I can imagine is the exhaust pipe.” I was so glad that this distinguished gentleman, that I made him say this joke. For me, this is culture. For me, it is not a violation, but the closest you can get to authentic communication.

II.

Chance: I wanted to talk about Lacanian ethics and about Lacan’s injunction to be consistent with your desire –

Zizek: The thing about Lacan’s injunction is what if your desire is not consistent? In other words, the way I read Lacan is that more and more in his late work he devalues desire, desire itself as not an ethical category. The Lacan of the fifties and sixties, it is the ethics of desire to not compromise your desire. But later, more and more he emphasizes that desire is a priori something hypocritical, inconsistent. In this sense, desire mostly thinks with a secret code that you will not get, the whole economy is to avoid the realization of desire, which is why Lacan understood that fantasy is a realization of desire. He doesn’t mean realization of desire in the sense of getting what you desire, like I want to eat strawberry cakes and I in the fantasy imagine myself realizing it. For Lacan, it is to stage a scene where that desire as such emerges. What would be a nicer example, let’s say I have a desire to eat strawberries but as always with desires, you have this suspicion, what if I will be disappointed. A fantasy would be, for example, I am there sleeping and somebody brings me strawberries, then I taste one, then I stop and it goes on. This ‘going on’ – I never fully have the strawberries – is fantasy. You don’t realize desire – getting your dirty mouth full of strawberries – you just stage this scene on a pleasant, hopeful state of desire, on the verge of satisfaction but not yet there. There is a pleasant obstacle preventing it all the time. This is fantasy.

Chance: How does this ethical injunction, both in the early and late Lacan, play out in the political realm, specifically thinking about it in relation to the cartoon depictions of Mohammad, a debate that opposed unlimited freedom of the press to respect for the other?

Zizek: Do you see the piece I wrote – not in The New York Times, which was censored – but “Antinomies of Tolerant Reason”? (See HYPERLINK “http://www.lacan.com&#8221; http://www.lacan.com)

You know, many leftists were mad at me there. They thought I made too many compromises with Western liberals, too much anti-Muslim compromise. But the reason I did it was that I got a little bit sick and tired with these politically correct Western liberals – didn’t you notice this hypocrisy? I noticed it was the same people, who in the West are so sensitive – like I look at you and it already can be harassment – and all of sudden, they say it is a different culture, blah, blah, blah. I hate that even some feminists now are turning to culture as one of the standard defenses of Islam. In the West, we at least have formal equality of women. I am very sorry but there, you have a culture, at least in the predominant mode that is so openly anti-feminine. My god, but they are openly doing what we here are trying to unearth as the anti-feminism beneath the emancipated feminine. My god, are we now even prohibited from stating the obvious?

Do you know this famous, eternal politically correct example of clitoridechtomy? This example is not Islam – it is a ritual independent of Islam. But I remember some Muslim women claiming: isn’t it that in the West in order to be attractive to men, women have to remain slim, seductive; isn’t this a global clitoridechtomy; isn’t it much worse? There, it’s only the clitoris, here, it’s as if your entire body is clitoridechtomized. I hate this – I remember when I was a youth what the facts were about the Gulag. People would say: but at least here, you are in or out of the Gulag; isn’t it that the whole United States is one ideological Gulag? You know, this cheap counter universalization. I don’t buy it – this is what I try to say in that text. The first thing is to admit a genuine deadlock and to stop this hypocrisy.

In that text, I hope it is obvious this fury I have at this logic of respect. Sometimes, respect is the most disrespectful category. Respect here is like telling a child false things so not to hurt him. Here, respect means not taking him seriously. I think a lot of the people who preach, “you should show restraint, show respect to Islam,” are enacting the worst sort of patronization. Paradoxically, violent critics of Islam, on the most elementary level, show more respect for Islam than those who, out of respect, do not attack it. I am not saying we should turn to this, but at least those critics take people seriously as believers.

III.

Chance: What does it mean to return to big theory?

Zizek: You remember, years ago it was fashionable to say big theory overlooks its own historical, concrete, anthropological conditions and presuppositions. That it is na•ve. Foucault has this attitude in its utmost when he says, before asking what’s the meaning of the universe, you should ask in what historical context is it even possible to ask this question. So direct truth questions become questions about the concrete historical conditions in which one can raise such a question. I think this was a deadlock.

Today’s big theory is no longer a na•ve big theory. It’s not saying “let’s forget about historical context and again ask, does god exist, or are we free.” No, the point is that concrete theory – the idea that we cannot ask metaphysical questions, only historical questions – had a skeleton in the closet: it has its own big theory presuppositions. Usually, even some rather primitive historicist, relativist ideas, for example, everything depends on historical circumstances or interactions, there are no universalities, and so on. So for me, it’s about not forgetting from where one speaks. It’s about including into reflection, into historical reflection, the very historicism, which was unquestioned in this eternal, Foucauldian model. I find it so boring. It’s so boring to say, “no, you shouldn’t ask are we free, the only question is what does it mean in our society to ask the question are we free.”

Chance: The presence of cognitive science is increasingly felt in anthropology. What particular problems does cognitive science pose for social sciences?

Zizek: Big theory brings us nicely to cognitive science because what it so tickling about them is precisely this question of freedom – does it mean we are not free? It’s interesting that all the debates about cognitive sciences – the image of the human being emerging from all these interactions, from the brain sciences or more abstract mind sciences – is about are we free.

I don’t know about social sciences, but I know about my field, psychoanalysis. I dealt with cognitive sciences extensively in my last book (SeeThe Parallax View, MIT Press 2006). I think firstly, they should be taken seriously. They should not be dismissed as just another na•ve, naturalizing, positivist approach. The question should be seriously asked, how do they compel us to redefine the most basic notions of human dignity, freedom? That is to say, what we experience as dignity and freedom is it all just an illusion, as they put it in computer user terms, a user’s illusion. Meaning, for example, when you write a text on a computer, you have this user’s illusion scrolling up or down that there is text above or below. There is no text there. Is our freedom the same as a user’s illusion or is there a freedom?

The thing to do – and I’m not saying I did it, I’m saying I am trying to do it – is to take these sciences very seriously, and find a point in them where there is a need for an intervention of concepts developed by psychoanalysis. I think – I hope – that I isolated one such point. I noticed how, when they tried to account for consciousness, they all have to resort to almost always the same metaphor of this autopoesis, self-reflexive move, some kind of self-relating, self-referring closed circuit. They are only able to describe it metaphorically. What I claim is that this is what Freud meant by death drive and so on.

But it’s not that we psychoanalysts know it and can teach the idiots. I think this is also good for us – and by us I mean, my gang of psychoanalytically oriented people. It compels us also to formulate our terminology, to purify our technology as it were.

IV.

Chance: What, if anything, is neoliberalism?

Zizek: You must know, and it has often been noted, that the big shift in the study of the human mind from traditional approaches to modern cognitivism mirrors perfectly the shift from bureaucratic capitalism to neoliberal capitalism with its flexibility and plasticity. It’s so interesting to notice how many cognitivists that I’ve read even say this openly. They say that traditional science of mind was production oriented, organizing up and down, like traditional bureaucratic capitalism. Today, it’s like this digital, flexible capitalism – you don’t have one central deciding point, you have free interaction, nomadic plasticity and so on. I found this very interesting.

Catherine Malabou wrote a wonderful book called What to Do With the Human Brain. She develops, in a very nice way, that plasticity can have two meanings. One meaning is this neoliberal plasticity. Basically, it’s an accommodating plasticity: how to succeed on the market, how to adopt new identity. But there is a more radical plasticity, where the point is not just an adaptive plasticity. It’s a plasticity that not only adapts itself to existing circumstances but also tries to form a margin of freedom to intervene, to change the circumstances.

The same would go for me for neoliberalism. My point would be first, there obviously exists something like neoliberalism. That is to say, it is a fact that at the level of relations between the states, within singular economies new rules of capitalism are emerging today.

But my first doubt would be about the process of describing the fact that something new is emerging. I don’t think it is adequately described by the way neoliberalism describes itself. For example, saying “the rule is no longer state intervention, but free interaction, flexibility, the diminishing role of the state.” But wait a minute, is this really going on? I mean, take Reagan’s presidency and Bush’s presidency today. While bombasting against big spending Democrats – that is to say, big state – the state has never been as strong as it is today and there is an incredible explosion of state apparatuses. State control today is stronger than ever. That would be my automatic reaction: yes, there is something new but, when covered by the label neoliberalism, it is not adequately described. The self-perception of today’s era as neoliberal is a wrong self-perception.

Even leftist critics all too often accept this self-description on its own terms and then proceed to criticize it, saying, “no, we can’t leave everything to the market.” Wait a minute, who is leaving everything to the market? If we look at today’s American economy, how much support there is for American farmers, how much intervention, military contracts, where is there any free market? I mean, sorry, but I don’t see much free market here.

Just look at this paradox, which I think is the nicest icon of what goes on today. You know the problem of cotton in the state of Mali I think, which is the producer of cheap cotton far better than the United States’ cotton. The country is going to ruin because, as you know, the American cotton producers get more state support than the entire Gross Domestic Product of the state of Mali. And they say there, we don’t want American help, what we want is just when you preach about corrupt state intervention and the free market, you play by your own rules. You know, there’s so much cheating going on here.

So that would be the kind of anthropological study that’s needed: what neoliberalism really means. That’s what we have to do.

Zizek PicksMost important book published in the last six months: On Creaturely Life by Eric Santner

It will sound hypocritical but really, I would say On Creaturely Life. If you go further back to 2005, it would be The Persistence of Subjectivity by Robert Pippin.

Most important film released in the last six months: Manderlay directed by Lars Von Trier

My god, this is a tough question. My problem is, as much as I love even commercial Hollywood, I really don’t remember one in particular. It’s a weird film but I like it, the last Lars Von Trier, Manderlay. Need I add that I haven’t seen it, but a priori I don’t deal with empirical things.

Favorite obscure text: Sex and Character by Otto Weininger

Sex and Character. It’s obscure today but remember that this book was published in 1903 and was reprinted like fifty times. Then, it was a megabook. It’s vicious – radically anti-feminist, anti-Semitic, anti-whatever-you-want but I think it’s shattering.

Most underrated philosopher: Hegel

It will sound crazy because he is one of the most overrated philosophers, but I think, Hegel. Because for the last two hundred years, every philosopher defines himself as somehow wanting to go over Hegel. He’s this universal punching bag. Known as he is, he is still the most underrated.

Favorite politician of all time? Lenin and Cromwell

My answer is so boring. It’s boring, it’s stupid, it’s provocative, I’m ashamed to pronounce it: Lenin. You know, many na•ve leftists, who want to maintain their democratic credentials, would say some tragic victim like Allende. I think there is no perspective there. I have a cynical idea that Pinochet’s coup d’etat came at the right point. Imagine what would have happened if someone like Clinton and not that stupid Nixon-Kissinger gang were in power. Someone like Clinton would have gotten the formula: annoy him economically, wait for the true economic crisis to explode and then Allende would either have to opt for a three-way neoliberalism and play all those emancipatory welfare games. Or, he would have to turn Castro, get really tough and lose. Don’t you think they struck at the right point to redeem him? So I don’t respect this kind of person.

I would love to have somebody else – I have such traditional tastes. Okay, again, it’s traditional but if you go back further, Freud loved him: Oliver Cromwell. I like it the way he ruthlessly went from first using the Parliament to cut off the head of the king, to then disbanding Parliament.

What surprises me is this myth that Cromwell was this cruel Puritan. Not only did he have personal integrity, but contrary to royalist myth, he was not revengeful. To put it naively, he was even personally kind. It may also come as a surprise how religiously tolerant he was. This is a myth, you know, this pale-lips Puritan just killing all the Catholics and everybody else. No, he was striving very much, for his vision was a kind of secular plurality of religions. He was a genuine tragic, tragic figure, I think.

O longo dia seguinte (El País)

A escassez de água em São Paulo é o rei nu das eleições de 2014. No momento em que a maior cidade do país se transforma num cenário de distopia, o processo eleitoral chegou ao fim sem nenhum debate sério sobre o meio ambiente e o modelo de desenvolvimento para o Brasil

 – 27 OCT 2014 – 12:05 BRST

Chegamos ao dia seguinte sem que o futuro tenha sido de fato disputado. Se a eleição de 2014 foi a mais acirrada das últimas décadas, não só pelos candidatos, mas pelos eleitores, terminou sem debate. Não havia adversários nem nos estúdios de TV, onde os candidatos rolavam ora na lama, ora na retórica mais medíocre, nem nas redes sociais, elas que se tornaram as ruas realmente tomadas pela militância. Havia apenas inimigos a serem destruídos. As fraturas do país dizem respeito bem menos à pequena diferença entre a vencedora e o derrotado – e bem mais a uma fissura entre o país que vivemos e o país inventado. Não como uma fabulação, que é a matéria de qualquer vida. Não como uma utopia, que é onde se sonha chegar. Mas como um deslocamento perverso da realidade, uma cisão. Só essa desconexão pode explicar como a maior cidade do país transformava-se num cenário de distopia durante o primeiro e o segundo turnos eleitorais sem que em nenhum momento o meio ambiente e o modelo de desenvolvimento tenham entrado na pauta com a seriedade necessária. Chegamos ao dia seguinte como parte dos moradores de São Paulo: olhando para o céu à espera de que uma chuva venha nos salvar. E é com essa verdade profunda que temos de lidar.

Se a eleição pareceu interminável, o dia seguinte poderá ser muito mais longo. E seria, qualquer que fosse o vencedor. Com qualquer um deles, o que se disputou foi o poder, não um projeto de país. São Paulo talvez seja a expressão hiper-real desse momento, seja nossa escultura de Ron Mueck, o artista australiano que cria figuras humanas em dimensões superlativas. É como se o futuro tivesse chegado antes na cidade expandida, mais próximo da sombria ficção científica de Philip K. Dick do que da megalópole de comercial de TV onde os novos modelos de carros deslizam céleres por ruas sem trânsito.

Nesse cenário, Geraldo Alckmin, o governador do partido que há 20 anos está no poder foi reeleito no primeiro turno. Confrontados com a crise da água, Aécio Neves (PSDB) disse: “Vivemos a maior estiagem dos últimos 80 anos, e a meu ver o Estado fez algo absolutamente adequado, que foi propor bônus para aqueles que economizassem. Talvez o que tenha faltado foi uma parceria maior do governo federal”. E Dilma Rousseff (PT) rebateu: “Eu disse a ele (Alckmin): governador, pela minha experiência, acho que o senhor deveria fazer obras emergenciais. Porque tudo indica que essa seca se prolongará, e vocês não têm capacidade de abastecimento suficiente”.

Pode existir exibição maior de mediocridade do que essas respostas dadas por aquela que queria continuar presidente e por aquele que desejava se tornar presidente? É de chorar sentado em um dos reservatórios do sistema Cantareira, mas a maioria dos eleitores não pareceu se importar. Um sugere que basta chover ou dar bônus aos consumidores, a outra que obras emergenciais teriam solucionado todo o problema. Nenhum demonstrou nem capacidade nem vontade de fazer relações com o modelo de desenvolvimento, o esgotamento dos recursos, o desmatamento e o modo de vida.

O monstro bafejava na sala, mas os presidenciáveis disputavam quem tinha dado o nó no rabo do gato

Assim, enquanto São Paulo se transformava numa vitrine do cotidiano corroído pela degradação ambiental, o máximo de discussão que se conseguiu foi sobre de quem é a culpa. Isso num momento global em que as mudanças climáticas e suas consequências são consideradas por alguns dos pensadores mais relevantes do planeta, em todas as áreas, o tema de maior importância desse período, talvez de toda história humana. A cisão com a realidade é total. O monstro bafejava na sala, mas os presidenciáveis disputavam quem tinha dado o nó no rabo do gato.

Mesmo Marina Silva muito pouco tocou nesses temas ao disputar o primeiro turno, desassemelhando-se a si mesma. Ela, de quem se esperava que fizesse a diferença fazendo diferente, preferiu falar sobre a autonomia do Banco Central. No máximo escaparam, ela e todos, pela bandeira fácil do “desenvolvimento sustentável”, como se algum candidato fosse dizer que não quer desenvolvimento sustentável e como se este fosse um conceito já dado. Mas tocar nos temas cruciais do presente e do futuro, disputar a escolha do modelo de desenvolvimento em pontos concretos, com a seriedade que o momento histórico exige, não. O meio ambiente ficou fora da pauta dos presidenciáveis por escolha de conveniência, já que esse é o debate difícil, ao implicar mudanças no modo de vida dos eleitores, mas também porque a população têm escasso ou nenhum interesse no tema, apesar de a degradação ambiental roer o cotidiano. Essa é a fratura da negação.

A escassez de água na maior cidade brasileira é o rei nu destas eleições de 2014. E é por isso que vale a pena revisitar a reeleição de Geraldo Alckmin (PSDB). A seca acentua a nuvem de poluição que envolve a capital, o nariz sangra, a tosse se instala, o recorde de calor fora de época esgarça os nervos dentro de carros e ônibus que se movem lentamente num gigantesco labirinto de concreto. A crise tem produzido cenas como a de caminhões-pipa com escolta policial, prontos para dominar a população desesperada de um interior pintado como bucólico. A polícia que massacrou os manifestantes, agora se prepara para reprimir os sem-água. A imagem dos reservatórios remete ao repertório de geografias historicamente calcinadas. A vida torna-se pior, bem pior. E torna-se bem pior em ritmo acelerado.

Era de se esperar que a experiência cotidiana concreta tivesse um impacto nas urnas. Mas, neste cenário, o governador reelegeu-se ainda no primeiro turno, repetindo: “Não vai faltar água”. E a água já faltava. Se as pessoas votam de forma pragmática, votam pelo retorno imediato, votam naquele que acreditam que vai melhorar a vida delas, por que a crise da água teve pouco ou nenhum impacto na eleição? Seria porque a educação, a saúde, a segurança estiveram excelentes nesses 20 anos de governo do PSDB em São Paulo, o que compensaria a escassez de água? Não é o que a realidade mostra. A crise da água tampouco atingiu o desempenho de Aécio Neves, que no segundo turno conquistou 64% dos votos válidos no estado de São Paulo. Que cisão, então, ocorreu nesse momento? E o que ela diz? Ou como a escassez de água não colou na eleição, ou de que forma se colou?

A polícia que massacrou os manifestantes de junho de 2013 agora se prepara para reprimir os sem-água de 2014

Não tenho respostas, só hipóteses. Uma hipótese possível seria a mesma pela qual a candidatura de Marina Silva erodiu. Marina cometeu vários erros nessa campanha, alguns deles primários. Mas há um deles, que para muitos soa como erro, mas que não me parece que seja. Seu discurso era menos afirmativo do que os eleitores estão acostumados. Ela propunha a construção de soluções, mais do que propostas acabadas (ainda que tenha sido a única entre os três candidatos com chances no primeiro turno a apresentar um programa de governo). Propunha escuta.

Seu discurso foi classificado como “difuso” e “vago”. Às vezes, ser difuso e ser vago são as únicas verdades possíveis em determinado momento histórico, como mostraram as manifestações de junho de 2013. Mas logo essas características, também nela decodificadas como defeitos, foram transformadas em “fraqueza”. E, na sequência, em identidade. Assim, a mulher que nasceu num seringal do Acre, trabalhou desde criança em condições brutais, passou fome, alfabetizou-se aos 16 anos, foi empregada doméstica, sobreviveu a três hepatites, cinco malárias e uma leishmaniose, além de sofrer contaminação por mercúrio, e ainda assim tornou-se professora com pós-graduação, senadora, ministra, uma das maiores lideranças ambientais do planeta e por fim uma candidata à presidência com chances de vencer, foi considerada “fraca”. Mais uma fratura entre imagem e realidade.

As afirmações peremptórias, com pontos de exclamação, assim como as certezas, são mercadorias valorizadas. Em geral ordinárias, mas valorizadas mesmo assim. Num momento em que a falta de controle parece se expressar em toda a sua assustadora grandiosidade, como na escassez de água em São Paulo, assim como na corrosão das condições de vida pela degradação ambiental, talvez as certezas, mesmo que falsas e irresponsáveis, tornem-se ainda mais valorizadas. Talvez a virtude encontrada em Alckmin por parte dos eleitores seja a da negação da realidade: “Tudo sob controle. Não vai faltar água”.

Uma garantia expressada sem hesitação ou titubeio, em voz firme, quando a água se esvai das torneiras e a vida converte-se literalmente em cinza, uma garantia falsa, parece ainda soar como uma garantia. E logo é decodificada como força, como a expressão de alguém que sabe liderar e sabe o que fazer e, principalmente, nos libera de ter de fazer algo. Sua vantagem é manter viva a ilusão mais cara, a ilusão do controle. Esta seria uma cisão para encobrir a fratura maior, a de que os responsáveis não têm responsabilidade. E a de que cada um, que também é responsável pela destruição ambiental, tampouco quer ser responsável, porque isso implicaria mudar de posição e alterar radicalmente seu modo de vida.

Talvez a virtude encontrada em Geraldo Alckmin pelos eleitores seja a da negação da realidade

Ao esforço de mudar o modo de vida poucos aderem, porque dá trabalho e provoca perdas, exige mediação e concessão. Para muitos, já parece um sacrifício excessivo diminuir o tempo do banho, imagina alterar radicalmente o cotidiano. Assim, vale mais a pena escolher não a ficção, mas a mentira – e ficção e mentira jamais podem ser confundidas –, porque dessa maneira se torna possível manter o máximo de tempo possível uma rotina que não apenas é insustentável a longo prazo, como já não se sustenta agora. E também a fantasia sobre si mesmo como um bom cidadão.

Soa mais conveniente, portanto, acreditar nessa versão mágica, a de que não vai faltar água, quando já está faltando água, promovendo uma cisão com a realidade. De novo, portanto, é um voto pragmático, voltado ao bem-estar imediato de não ter de se mover. De não precisar fazer nada ou muito pouco a respeito. Voltado a algo talvez mais caro do que água, a certeza de que há sempre uma saída que não exija comprometimento e mudança real. Uma saída em que apenas os outros façam o sacrifício, como sempre foi no caso do racionamento muito mais antigo e persistente na casa dos pobres.

No fim da semana passada, foi divulgada uma gravação em que Dilma Pena, a presidente da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), dizia numa reunião interna: “A Sabesp tem estado muito pouco na mídia, acho que é um erro. Nós tínhamos que estar mais na mídia, sabe, (…) nas rádios comunitárias, (…) todos falando, com um tema repetido, um monopólio: economia de água. ‘Cidadão, economize água’. Isso que tinha que estar reiteradamente na mídia, mas nós temos de seguir orientação, nós temos superiores, e a orientação não tem sido essa. Mas é um erro”. O diretor metropolitano da Sabesp, Paulo Massato, fez o seguinte comentário na mesma reunião: “Se repetir o que aconteceu esse ano, do final de 2013, de outubro pra cá, se voltar a repetir em 2014, confesso que eu não sei o que fazer. Essa é uma agonia, uma preocupação. Alguém brincou aqui, mas é uma brincadeira séria. Vamos dar férias para oito milhões e oitocentos mil habitantes e falar: ‘saiam de São Paulo’. Porque aqui não tem água, não vai ter água pra banho, pra limpeza da casa, quem puder compra garrafa, água mineral. Quem não puder, vai tomar banho na casa da mãe lá em Santos, lá em Ubatuba, Águas de São Pedro, sei lá, aqui não vai ter”.

É gravíssimo que a presidente da Sabesp tenha sido impedida, por qualquer motivo e mais ainda por motivos eleitoreiros, de alertar a população sobre a enormidade do problema. É criminoso e deve haver apuração e responsabilização de todos os envolvidos. Mas precisamos ter a honestidade de assumir que dificilmente, em 5 de outubro, data da votação do primeiro turno, algum cidadão pudesse alegar desconhecer a situação e a necessidade de economizar água durante a prolongada seca que enfrenta São Paulo.

É bastante sedutor o dogma de que o homem pode controlar a catástrofe ambiental que provocou

Geraldo Alckmin deu a mentira que a população queria ouvir porque conhece bem seus eleitores. Parodiando o título do livro do escritor Ferrez, não há inocentes em São Paulo. A reeleição de Alckmin talvez seja um daqueles fenômenos sustentados pela expectativa de que, se mentirmos todos, talvez vire verdade. Em parte, o governador pode não ter vencido apesar da crise da água, mas também por causa dela.

A crise da água na maior cidade brasileira, em plena eleição, é fascinante pelo que diz daquilo que não é dito. Se é um fato que faltou planejamento ao governo estadual tucano, que aí está há 20 anos e agora por mais quatro, esta é só a ponta explícita, a mais fácil de enxergar (ainda que deliberadamente a maioria dos eleitores a tenha ignorado nas urnas). Mas, ao colocar a parte no lugar do todo, revela-se essa crença arraigada, e por estes dias também desesperada, de acreditar que teria bastado algumas obras para escapar do que se tornou a vida cotidiana em São Paulo, na qual a água é apenas a ausência mais gritante. É o dogma, quase religioso, de que o homem pode controlar a catástrofe ambiental que provocou.

De novo, a ilusão do controle, mesmo quando a realidade aniquila os dias, mesmo quando no fundo cada um sabe que, fora e dentro, algo de fundamental da vida de cada um se esvai. Quanto mais se sente que o controle escapa, no miúdo e no macro do cotidiano, maior é a recusa em enxergar. O desastre já passou da porta de casa, mas ainda se crê que basta chover para tudo voltar a ser como antes, que já era ruim, mas menos. Ou que se o não planejado for feito, ainda que tarde, o problema de São Paulo está resolvido. Cinde-se de novo – e talvez uma parte significativa da população sequer perceba que a escassez de água tem causas ambientais profundas. Como se as questões do meio ambiente, que aqui estão, estivessem lá, no mundo abstrato dos outros.

A política ambiental de Dilma Rousseff, agora reeleita, foi um retrocesso para o Brasil

Dilma Rousseff foi reeleita. Sua política ambiental, se é que pode se chamar assim, foi um retrocesso. A visão sobre a Amazônia do governo se notabilizou pela semelhança com o projeto da ditadura militar para a região. Em sua gestão, obras como a hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, foram impostas aos povos da floresta sem consulta prévia, autoritarismo que levou o Brasil à Comissão Interamericana de Diretos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA). Seu próximo alvo é barrar o belo rio Tapajós, onde encontra a resistência dos Munduruku e de comunidades agroextrativistas,como a de Montanha e Mangabal. Pressionado pelo processo eleitoral, o governo disse que, desta vez, cumprirá a lei e ouvirá os índios, mas não escutará os ribeirinhos.

A presidente também arrancou um naco do Parque Nacional da Amazônia para facilitar o caminho das hidrelétricas planejadas para o Tapajós. Mas só criou unidades de conservação na Amazônia a 12 dias do segundo turno, na tentativa de minimizar a repercussão de seu péssimo desempenho no setor. O desmatamento na Amazônia voltou a crescer: 191% no bimestre de agosto e setembro deste ano, comparado à 2013. Segundo o Imazon (Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia), porque o governo adiou a divulgação dos dados oficiais para depois das eleições. Dilma foi também a presidente que menos demarcou terras indígenas desde a redemocratização do país.

Pessoas respeitáveis defenderam nestas eleições que o susto de quase perder o poder fará Dilma Rousseff e o PT retomarem algumas lutas históricas, também no horizonte socioambiental. Veremos. Em seu discurso da vitória, neste domingo (26/10), Dilma falou em “diálogo”. E em “pontes”. Num pronunciamento bem pensado, em que a presidente reeleita podia colar tudo, já que o cargo estava garantido por mais quatro anos, vale a pena prestar atenção nas ausências. Dilma Rousseff não mencionou nem “índios” – e nem “meio ambiente”.

Eliane Brum é escritora, repórter e documentarista. Autora dos livros de não ficção Coluna Prestes – o Avesso da Lenda, A Vida Que Ninguém vê, O Olho da Rua, A Menina Quebrada, Meus Desacontecimentos e do romance Uma Duas. Site: elianebrum.com Email: elianebrum.coluna@gmail.com Twitter: @brumelianebrum

O meio ambiente e os presidenciáveis (Mundo Sustentável)

24/10/2014 – 12h18

por André Trigueiro*

AecioDilma O meio ambiente e os presidenciáveis

Há pouco mais de uma semana, antes do reinício da campanha eleitoral visando o 2º turno da disputa presidencial, foi publicado no site Mundo Sustentável uma crítica aos candidatos pela falta de clareza das propostas ambientais. Água, lixo, florestas, clima, energia e transportes foram alguns dos temas ausentes no 1º turno e que justificaram o texto publicado. Pedimos então às campanhas de Dilma e Aécio que respondessem livremente às críticas e nos enviassem suas propostas em relação aos temas levantados pela coluna.

A coluna fez contatos com a campanha de Dilma por e-mail e telefone sobre esses questionamentos desde o último dia 10 de outubro, mas não recebeu resposta. Dessa forma, colocaremos o pronunciamento feito pela presidente Dilma em Nova York, por ocasião da Cúpula do Clima, em 24 de setembro (leia também aqui matéria do G1 sobre o discurso).Veja mais abaixo.

Que as posições assumidas pelos candidatos possam ser de alguma forma úteis aos nossos leitores nessa reta final de campanha.

Veja abaixo a resposta enviada pela campanha de Aécio e assinada por Fabio Feldmann e José Carlos Carvalho ao último post da coluna.

“Água:

Em relação ao tema, o Plano o tratou com o título “A urgente agenda das águas”. E como você pode verificar neste link, sintetizamos as nossas propostas:

• Fortalecimento do Sistema Nacional de Gerenciamento dos Recursos Hídricos. Atenção especial deve ser dada ao impacto do aquecimento global no ciclo hidrológico, com o objetivo de estabelecer políticas de adaptação e mitigação em relação ao risco de desastres naturais, tais como enchentes, inundações e grandes deslizamentos;
• Estabelecer metas de redução de desperdício nas redes públicas com calendário determinado, com disponibilização de linhas de crédito específicas para estimular novas tecnologias de gestão de redes;
• Estimular, em conjunto com estados e municípios, a implantação de medidores individuais;
• Editar normas para reuso de água;
• Dar atenção especial à Política de Pagamento por Serviços Ambientais para os produtores rurais que conservam a vegetação protetora dos recursos hídricos.

De se assinalar que alguns dos seus comentários, ao fazer a pergunta, apresentam uma enorme identidade com o que escrevemos, conforme segue:

Compromissos:

• O Brasil está vivendo, pela primeira vez na sua história, o advento de graves crises de água, de modo que é necessário que esse tema seja reforçado na agenda política brasileira. Isso significa, claramente, o enfrentamento do problema de uma perspectiva holística, que permita mudar a gestão dos nossos recursos hídricos. Temos já no Brasil uma legislação que permite um avanço significativo por meio dos comitês de bacia, enquadramento dos corpos d’água e uma série de outros instrumentos. A existência da Agência Nacional de Águas (ANA) foi um passo importante, e temos que aproveitar o capital intelectual que ela possui para avançar na implementação das políticas públicas. Atenção especial deve ser dada à gestão de águas subterrâneas em conjunto com os estados a quem cabe, em última instância, a sua responsabilidade.

• Estudos importantes mostram que muitas cidades do mundo têm o abastecimento de água vinculado à existência de áreas florestadas. Por essa razão, entendemos que é necessário garantir a proteção dessas áreas por meio da manutenção ou ampliação de unidades de conservação, de modo que devemos estimular a sinergia entre o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc) e a Política Nacional de Recursos Hídricos, garantindo, assim, a qualidade e a vazão necessária ao abastecimento de água das cidades brasileiras.

• Hoje, a questão da água está definitivamente presente na agenda da sociedade e no meio empresarial, cabendo ao Governo Federal estabelecer políticas públicas voltadas à gestão eficiente desses recursos. O consumidor tem ciência da escassez existente em relação à água e, uma vez portador das informações, tende a privilegiar bens e serviços oferecidos com os devidos cuidados. Por sua vez, na esfera internacional, o tema adquiriu um peso estratégico, de modo que o Brasil deverá exercer liderança para que a comunidade internacional avance no tratamento em termos dos cuidados específicos que devem ser conferidos ao assunto. É bom lembrar que a água-doce é considerada, por importantes entidades acadêmicas, como um dos grandes limites do planeta. Destaca-se ainda a importância da cooperação com os países vizinhos, com os quais compartilhamos as grandes bacias hidrográficas dos Rios Amazonas e Prata.

Também vale a pena assinalar que no item “Sustentabilidade, Mudanças Climáticas, Biodiversidade e Meio Ambiente”, existe uma proposta de inclusão de critérios de sustentabilidade nos projetos habitacionais, com o objetivo de estimular habitações sustentáveis em termos de conforto térmico, saúde e segurança dos materiais, eficiência energética, uso eficiente e reuso de água, coleta seletiva e utilização de água de chuva.

Lixo:

Em relação ao tema, assumimos alguns compromissos e propostas no item “Cidades Sustentáveis e Mobilidade Urbana”.

• As exigências contidas nas legislações devem se tornar instrumentos eficazes para garantir melhor qualidade de vida aos cidadãos. Assim, o Governo Federal articulará, na sua esfera, ações que assegurem a efetividade dos planos municipais de mobilidade urbana, de gestão de resíduos sólidos, entre outros. Em relação aos estados, promover planos metropolitanos, levando em conta que cabe a eles legislar sobre essa matéria.

• As políticas econômicas vão viabilizar e estimular claramente políticas urbanas inovadoras, estimulando o transporte público sustentável, o que inclui, entre outras iniciativas, a adoção de combustíveis renováveis. E na gestão de resíduos, adotaremos estímulos tributários para viabilizar a logística reversa.

• Apoiar os municípios na implantação de projetos de gestão de resíduos, incluindo a coleta seletiva, a reciclagem e a destinação final ambientalmente adequada.

Também vale a pena assinalar que no item “Sustentabilidade, Mudanças Climáticas, Biodiversidade e Meio Ambiente”, existem as seguintes propostas:

• Implementar Política Nacional de Resíduos Sólidos na perspectiva de estimular a economia circular no Brasil (reciclar, reutilizar e remanufaturar sempre que possível).

• Implantar Política Nacional de Educação Ambiental em conjunto com o Ministério da Educação, bem como com os estados e municípios. Atenção especial deve ser dada ao consumo consciente.

Em relação ao consumo consciente, vale ressaltar que o Plano de Governo também faz menção a ele na área de “Direitos do Consumidor e Defesa da Concorrência”.

Florestas:

A questão das florestas está inclusa principalmente em “Política Florestal”, no item “Sustentabilidade, Mudanças Climáticas, Biodiversidade e Meio Ambiente”:

• Implantar uma Política Nacional de Florestas, com ênfase no estímulo à recuperação das áreas previstas no Código Florestal, inscritas no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e constantes do Programa de Regularização Ambiental (PRA). Promoção do manejo florestal sustentável das florestas tropicais e implantação de um programa de florestas plantadas, que deve contemplar a expansão da indústria de base florestal e o cultivo de espécies de madeiras nobres de ciclo longo. Fazer investimentos em pesquisa de silvicultura de árvores nativas.

• Dar atenção especial às iniciativas de concessão florestal, utilizando as florestas públicas e as unidades de conservação de uso sustentável, visando valorar economicamente a floresta em pé e sedentarizar a atividade econômica madeireira, reduzindo a oferta de madeira ilegal, “legal” fraudada e legal não sustentável.

• Desenvolver um programa de formação de corredores ecológicos com a utilização do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), de forma a garantir a conectividade das UCs e áreas com fragmentos florestais significativos.

• Estabelecer parcerias com os Órgãos Estaduais de Meio Ambiente (Oemas) e a sociedade civil para monitoramento dos biomas brasileiros, a exemplo do que é realizado na Mata Atlântica e no bioma amazônico.

Além disso, na introdução do Plano, reconhecemos que parte significativa da biodiversidade brasileira está associada aos ecossistemas florestais, na medida em que temos em nosso território a maior porção de floresta tropical do mundo e grande extensão de terras com vocação para a silvicultura. Essa realidade impõe a necessidade de uma robusta política florestal, que exige do Governo Federal, tendo em vista a nova Lei Florestal brasileira, apoiar estados, municípios e produtores rurais para o cumprimento à obrigatoriedade de implantação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA) nas propriedades rurais. Isso deve ser feito de forma que a recuperação da reserva legal, das áreas de preservação permanente e de uso restrito e o reflorestamento com finalidade múltipla (ecológica e econômica) ocorram no contexto mais amplo da restauração dos ecossistemas afetados pela ação antrópica.

Clima:

Em relação ao tema, reconhecemos, logo na introdução do Plano, que:

Um dos maiores desafios deste início de século é o enfrentamento do aquecimento global. As consequências do aumento da temperatura média do planeta são dramáticas na vida das pessoas em todo o mundo, bem como na economia dos países, que devem assumir sua responsabilidade em duas direções complementares.

A primeira, no campo da mitigação, diminuindo as emissões de gases efeito estufa (GEE). No Brasil, vamos manter a redução do desmatamento da Amazônia, do Cerrado e dos demais biomas, bem como assegurar uma matriz energética limpa, uma agricultura de baixo carbono e uma boa gestão de resíduos.

A segunda, no campo da adaptação, vamos preparar o país para os impactos da mudança do clima com estratégias que aumentem a capacidade de enfrentar os incidentes climáticos graves como enchentes, inundações, ondas de calor e secas prolongadas.

Vamos priorizar a transição para uma economia de baixo carbono. Isto significa um papel protagonista para o poder público em termos de adoção de novas políticas que complementem as estratégias de comando e controle.

Em termos práticos, adotaremos instrumentos econômicos que estimulem, efetivamente, uma agricultura de baixo carbono, padrões rigorosos de eficiência energética, conservação da biodiversidade e conservação do solo e água. Utilizaremos o poder de compras governamentais mediante ampliação das práticas de licitação sustentável no país, uma vez que representam uma parte expressiva do PIB nacional. Com isso, estaremos viabilizando, a médio prazo, a economia brasileira a produzir bens e serviços sustentáveis, garantindo-lhes acesso a mercados internacionais.

Compartilhamos do entendimento, hoje em debate, de que é fundamental a precificação do carbono, caso se queira assegurar o compromisso internacional de admitir um aumento da matriz energética menos dependente das fontes fósseis e garantir a redução do desmatamento dos biomas brasileiros. Não se pode esquecer que os próximos quinze anos são absolutamente essenciais para que se possa reduzir drasticamente as emissões de GEE no planeta.

A comunidade internacional assumiu o compromisso de oferecer um novo tratado em 2015, em Paris, que assegure a estabilidade climática do planeta, com o objetivo de fixar limites globais para a emissão de GEE. Além disso, nesse mesmo ano, haverá a pactuação dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável em substituição aos Objetivos do Milênio.

Vamos desempenhar um papel de vanguarda nos encaminhamentos dessas questões na agenda internacional.

À frente do governo brasileiro, o presidente da República vai assumir pessoalmente essa agenda, procurando resgatar a liderança brasileira junto a outros chefes de Estado, a exemplo do que Fernando Henrique Cardoso fez quando da criação do Fórum Brasileiro de Mudança do Clima. Assim, o Brasil estará atuando com firmeza nos desafios globais planetários, tais como a mudança do clima, os oceanos, a conservação da biodiversidade, a proteção da camada de ozônio, enfim, todos aqueles dos quais dependem as futuras gerações.

Reside aí o grande diferencial do desenvolvimento sustentável que adotaremos: pensar sempre no horizonte de tempo das futuras gerações.

Além disso, vale a pena assinalar que no item “Sustentabilidade, Mudanças Climáticas, Biodiversidade e Meio Ambiente”, afirmamos as seguintes propostas:

• Posição de liderança da Presidência da República nas questões de sustentabilidade, visando garantir um efetivo diálogo horizontal na esfera federal, com o engajamento dos estados, municípios, setor empresarial e a sociedade civil.

• Protagonismo na coordenação e articulação dos atores sociais e agentes econômicos envolvidos no desenvolvimento sustentável, em articulação com estados e municípios, e papel de vanguarda nos encaminhamentos dessas questões na agenda internacional. Especial atenção à 21ª Conferência das Partes da Convenção de Mudança do Clima, a ser realizada em 2015, e aos desdobramentos daí decorrentes, bem como ao estabelecimento dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável em substituição aos Objetivos do Milênio. Nessa agenda internacional, o Brasil deve liderar iniciativas que protejam os oceanos e manter o seu papel de conservação do ambiente antártico, além de apoiar ostensivamente mudanças necessárias no Protocolo de Montreal, que trata da proteção da camada de ozônio.

• Valorização do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas como lócus de discussão da mudança do clima no âmbito das negociações internacionais e no plano doméstico. A Presidência da República deverá retomar uma participação ativa no Fórum, de modo que o presidente possa estabelecer um diálogo pessoal com outros chefes de Estado, com o objetivo de alcançar um acordo global que permita que o aumento médio da temperatura, até o fim do século, se mantenha em no máximo 2oC.

Energia:

A questão está contemplada no item “Energia”.

Destacamos os seguintes compromissos:

• Definição de uma matriz energética que contemple as várias fontes de energia, possibilitando com isso segurança no fornecimento de energia, com baixo impacto ambiental.

• Ampliação da participação de fontes renováveis de energia na matriz energética brasileira, incluindo-se aí uma maior penetração da energia eólica, solar e biomassa, além de hidrelétricas reversíveis, adaptando-se algumas usinas hidrelétricas existentes para esse fim.

• Implementação de programas de eficiência energética, redução de perda e conservação de energia em todos os setores. Ênfase no gerenciamento pelo lado da demanda.

• Recuperação da importância e do pioneirismo do Brasil na produção de energia limpa e renovável, com crescimento da produção e da produtividade, especialmente em terras degradadas.

• Valorização da diversidade de fontes e das características regionais na redefinição da matriz energética brasileira, procurando equilibrar a busca de autossuficiência com sustentabilidade.

• Resgate do papel da Petrobras e sua valorização como instrumento vital da política energética brasileira.

Em relação às propostas, destacamos as seguintes:

• Definir de forma clara o papel do etanol anidro e hidratado na matriz de combustíveis brasileira e estabelecimento de metas.

• Adotar política tributária que considere as vantagens ambientais dos biocombustíveis.

• Realizar investimentos em tecnologias de baixo carbono, com atenção especial para capacitar o país a instalar uma indústria fotovoltaica competitiva.

• Incentivar a microgeração distribuída, de forma a permitir que o cidadão possa gerar parte de seu consumo próprio através do uso da energia solar e eólica.

• Equalizar as regras de incentivos, subsídios e financiamentos públicos para as diversas fontes de energia. Estimular a troca da iluminação pública por lâmpadas de baixo consumo energético e menor impacto na biodiversidade.

• Estimular redes inteligentes de energia.

• Fortalecer o Procel e o Conpet, visando dinamizar os programas de eficiência energética.

Cabe destacar que no item “Cidades Sustentáveis e Mobilidade Urbana”, temos o seguinte compromisso e proposta, respectivamente:

• O papel do Governo Federal é crucial. Será protagonista na implantação de políticas públicas de uso de energias alternativas nas cidades, possibilitando a venda de excedentes, além de fixação de padrões rigorosos de eficiência energética.

• Utilizar instrumentos econômicos para estimular o consumo de combustíveis mais limpos, com eliminação acelerada daqueles com maior teor de enxofre em todo o território nacional. Ênfase na implantação dos programas de inspeção e manutenção veicular em articulação com estados e municípios.

Transportes:

Em relação ao tema, no item “Cidades Sustentáveis e Mobilidade Urbana”, afirmamos os seguintes compromissos e propostas:

Compromissos:
• Não são mais admissíveis políticas de estímulo ao transporte individual para se combater a crise, quando as mesmas provocam os enormes congestionamentos nas cidades brasileiras médias e grandes. Há necessidade de se resgatar a perspectiva de longo prazo, cabendo ao Governo Federal, em articulação com os estados e municípios, repensar novas estratégias de financiamento, com a finalidade de garantir mecanismos de implementação das várias legislações que pesam sobre as cidades.
• As políticas econômicas vão viabilizar e estimular claramente políticas urbanas inovadoras, estimulando o transporte público sustentável, o que inclui, entre outras iniciativas, a adoção de combustíveis renováveis. E na gestão de resíduos, adotaremos estímulos tributários para viabilizar a logística reversa.

Propostas:

• Implementar a Política Nacional de Mobilidade Urbana, priorizando o transporte público, bem como o transporte não motorizado nas cidades brasileiras, tornando-os alternativas viáveis, seguras e concretas em relação ao transporte individual.
• Buscar uma mobilidade sustentável para as cidades brasileiras, por meio da integração dos diversos modais de transporte público em operação, pela continuidade e aceleração das obras em curso, pela expansão dos atendimentos às regiões metropolitanas e pelo incentivo à incorporação de inovações nas soluções já existentes e a serem implementadas.

• Articular os diversos agentes envolvidos, no âmbito estadual e municipal, para aumentar a integração do transporte urbano com outras políticas públicas, como o uso do solo, habitação e meio ambiente, buscando atender, inclusive, aos novos conglomerados urbanos.

• Apoiar a inovação e a criação de soluções tecnológicas originais e a busca de recursos para investimentos como parcerias público-privadas (PPPs) e concessões de operações urbanas.

• Apoiar os estados e municípios na implantação de centros integrados de logística, na busca de soluções para a redução de trânsito de veículos pesados nos grandes centros e na implantação de sistemas cicloviários nas cidades.

• Incentivar os transportes públicos, principalmente os sobre trilhos, destinando recursos – inclusive subsidiados – para obras estruturantes nos principais centros urbanos

• Incentivar a renovação e a modernização da frota de trens, metrôs e ônibus, impondo novos parâmetros de qualidade. Incentivar a utilização de veículos com motores híbridos, movidos a hidrogênio e elétricos, entre outros.

• Incentivar a adoção de horários variados para jornadas de trabalho, evitando-se os períodos de rush, e incentivar a adoção de modalidades de teletrabalho nas atividades e/ou setores onde isso for possível, como forma de reduzir deslocamentos desnecessários e pressões adicionais de demanda sobre o setor de transportes.

• Apoiar novos modais alternativos de transporte, como os sistemas cicloviários.

• Transferir a malha ferroviária metropolitana de cargas para os estados – quando as linhas não estiverem sendo usadas – para a implantação de projetos de trens metropolitanos.

• Garantir padrões rigorosos de qualidade do ar dos centros urbanos brasileiros por meio do fortalecimento dos programas Proconve e Promotos, com as atualizações necessárias de acordo com a Organização Mundial de Saúde.

• Utilizar instrumentos econômicos para estimular o consumo de combustíveis mais limpos, com eliminação acelerada daqueles com maior teor de enxofre em todo o território nacional. Ênfase na implantação dos programas de inspeção e manutenção veicular em articulação com estados e municípios.

• Adotar ferramentas macroeconômicas – em coordenação com estados e municípios – que viabilizem claramente as políticas urbanas sustentáveis, como o transporte público, o transporte individual não motorizado, a construção de edifícios sustentáveis, a implantação de áreas verdes para evitar as ilhas de calor, e o uso de energia solar e de microturbinas eólicas nas cidades, possibilitando a venda de excedentes.”

Pronunciamento da presidente Dilma Rousseff na Cúpula do Clima da ONU:

Nova Iorque-EUA, 23 de setembro de 2014

Excelentíssimo senhor Sam Kutesa, presidente da 69ª Assembleia Geral das Nações Unidas. Excelentíssimas senhoras e senhores chefes de estado e de governo participantes da Cúpula do Clima 2014. Senhoras e senhores representantes da sociedade civil.

Congratulo-me com o Secretário Geral das Nações Unidas pela convocação da Cúpula do Clima.

No último domingo, centenas de milhares de pessoas pediram nas ruas avanços concretos nas negociações em curso no âmbito da Convenção-Quadro sobre Mudança do Clima.

O Brasil está sintonizado com este anseio. Temos participado ativamente destas negociações. Defendemos a adoção coletiva de medidas justas, ambiciosas, equilibradas e eficazes para enfrentar este desafio.

Reafirmo que o novo acordo climático precisa ser universal, ambicioso e legalmente vinculante, respeitando os princípios e os dispositivos da Convenção-Quadro, em particular os princípios de equidade e das responsabilidades comuns, porém diferenciadas.

Este acordo deverá ser robusto em termos de mitigação, adaptação e meios de implementação. O Brasil almeja um acordo climático global, que promova o desenvolvimento sustentável. O crescimento das nossas economias é compatível com a redução de emissões.

No Brasil, estamos fazendo isso. Ao mesmo tempo em que diminuímos a pobreza e a desigualdade social, protegemos o meio ambiente. Nos últimos 12 anos, temos tido resultados extraordinários.

Em 2009, na Conferência de Copenhagen, anunciamos o compromisso voluntário de reduzir entre 36 e 39%, as nossas emissões projetadas até 2020.

Desde então, pusemos em marcha ações decisivas. Nosso esforço tem dado grandes resultados.

Ao longo dos últimos 10 anos, o desmatamento no Brasil foi reduzido em 79%.

Entre 2010 e 2013, deixamos de lançar na atmosfera a cada ano, em média, 650 milhões de toneladas de dióxido de carbono. Alcançamos em todos esses anos as quatro menores taxas de desmatamento de nossa história.

As reduções voluntárias do Brasil contribuem de maneira significativa para a diminuição das emissões globais no horizonte de 2020.

Senhor Presidente, prezados colegas Chefes de Estado e de Governo.

O Brasil, portanto, não anuncia promessas. Mostra resultados.

Nossa determinação em enfrentar a mudança do clima não se limita à Amazônia brasileira.

Estamos cooperando com os países da Bacia Amazônica em ações de monitoramento e de combate ao desmatamento. Devemos também contribuir para a redução do desmatamento com os países da Bacia do Congo.

Internamente, adotamos planos setoriais para a redução do desmatamento no chamado Cerrado brasileiro; para o aumento das energias renováveis e a promoção da Agricultura de Baixo Carbono.

O Brasil é um grande produtor de alimentos. Temos consciência que as técnicas agrícolas de baixo carbono, ao mesmo tempo em que reduzem emissões, elevam a produtividade do setor agrícola.

Por sua vez, na pequena agricultura familiar, nela as práticas agroecológicas, ajudam a reduzir a pobreza no campo. Ambos programas são decisivos para a segurança alimentar e nutricional de milhões de brasileiros.

A produção agrícola de grãos se dá sobretudo pelo aumento da produtividade com uma expansão menor da área agrícola plantada. Tamanho crescimento da produtividade só é possível com muita pesquisa e inovação, muito investimento e intenso apoio do governo federal.

Tudo isso desfaz a pretensa contradição entre produção agrícola e proteção ao meio ambiente. Prova que é possível crescer, incluir, conservar e proteger o meio ambiente, que é o lema da reunião do clima Rio+20.

Senhor Presidente,

Desastres naturais relacionados à mudança do clima têm ceifado vidas e afetado as atividades econômicas em todo o mundo. Num quadro de injustiça ambiental, as populações pobres são as mais vulneráveis, principalmente nos grande centros urbanos.

No Brasil, implementamos a Política Nacional de Prevenção e Monitoramento de Desastres Naturais, com o objetivo de impedir que esses desastres causem danos às pessoas, com perdas de vidas, ao patrimônio e ao meio ambiente.

Até o final deste ano, no marco desta política nacional de prevenção e monitoramento de desastres naturais, submeteremos à sociedade brasileira o plano nacional de adaptação.

Os custos para enfrentar a mudança do clima são elevados, mas os benefícios compensam.

Precisamos reverter a lógica de que o combate à mudança do clima é danoso à economia. A redução das emissões e ações de adaptação devem ser reconhecidas como fonte de riqueza, de modo a atrair investimentos e lastrear novas ações de desenvolvimento sustentável.

Historicamente, os países desenvolvidos alcançaram o nível de bem estar de suas sociedades graças a um modelo de desenvolvimento, baseado em altas taxas de emissões de gases danosos ao clima, ceifando florestas e utilizando práticas nocivas ao meio ambiente.

Nós não queremos repetir esse modelo.

Mas não renunciaremos ao imperativo de reduzir as desigualdades e elevar o padrão de vida da nossa gente.

Nós, países em desenvolvimento, temos igual direito ao bem-estar. E estamos provando que um modelo socialmente justo e ambientalmente sustentável é possível. O Brasil é um exemplo disso

Muito obrigada.

* André Trigueiro é jornalista com pós-graduação em Gestão Ambiental pela Coppe-UFRJ onde hoje leciona a disciplina geopolítica ambiental, professor e criador do curso de Jornalismo Ambiental da PUC-RJ, autor do livro Mundo Sustentável – Abrindo Espaço na Mídia para um Planeta em Transformação, coordenador editorial e um dos autores dos livros Meio Ambiente no Século XXI, e Espiritismo e Ecologia, lançado na Bienal Internacional do Livro, no Rio de Janeiro, pela Editora FEB, em 2009. É apresentador do Jornal das Dez e editor chefe do programa Cidades e Soluções, da Globo News. É também comentarista da Rádio CBN e colaborador voluntário da Rádio Rio de Janeiro.

** Publicado originalmente no site Mundo Sustentável.

(Mundo Sustentável)

“Sonâmbulos” decidem a sorte de conferência climática em Bonn (IPS)

24/10/2014 – 10h52

por Stephen Leahy, da IPS

huracan “Sonâmbulos” decidem a sorte de conferência climática em Bonn

Bonn, Alemanha, 24/10/2014 – As 410 mil pessoas que saíram às ruas para reclamar medidas durante a Cúpula do Clima da ONU se indignariam diante dos atrasos e das posturas políticas de sempre que se observa em uma rodada fundamental das negociações para acordar um tratado climático mundial, em curso nesta cidade alemã.

As declarações dos países presentes na conferência, que começou no dia 20 e terminará no dia 25, no Centro Mundial de Congressos de Bonn, ignoraram os pedidos dos organizadores para serem breves em suas declarações de abertura para ser possível trabalhar na última semana de conversações antes da vigésima Conferência das Partes (COP 20) da Convenção Marco das Nações Unidas sobre a Mudança Climática que acontecerá em Lima, no Peru, entre 1º e 12 de dezembro.

A COP 20 acordará um projeto de tratado climático destinado a evitar o catastrófico superaquecimento do planeta. Um ano mais tarde, os governantes de quase 200 Estados deverão assinar em Paris um novo convênio sobre o clima. Se o resultado das negociações não for contundente e não se conseguir garantir o rápido abandono do uso de combustíveis fósseis, centenas de milhões de pessoas sofrerão e países inteiros entrarão em colapso.

O projeto atual do tratado é muito fraco e os delegados pecam pelo “sonambulismo” em Bonn, enquanto “os dados científicos sobre o clima se agravam”, afirmou aos negociadores presentes, Hilary Chiew, da Rede do Terceiro Mundo.

Os delegados estão habituados a ouvir uma ou duas “intervenções” oficiais por parte da audiência, que tem um limite de tempo restrito e frequentemente não superam os 90 segundos. Esses discursos, apesar da paixão e eloquência de muitos, raramente comovem os delegados que, em sua maioria, se limita a seguir as instruções dadas por seus governos. “Apegar-se às posturas não é negociar”, recordou o copresidente da conferência, Kishan Kumarsingh, de Trinidad e Tobago.

Em Bonn há poucos membros da sociedade civil que podem presenciar quantos países se apegaram às suas posições de curto prazo e defensoras de seus próprios interesses, em lugar de enfrentar o maior desafio que sofre a humanidade. Depois de 20 anos, essas negociações se transformaram “no mesmo de sempre” e parece que continuarão assim por mais 20 anos, segundo os ativistas. “Só um movimento social mundial obrigará as nações a agirem”, afirmou Hans Joachim Schellnhuber, diretor do Instituto de Potsdam para a Pesquisa do Impacto Climático, da Alemanha.

Schellnhuber, reconhecido especialista e ex-assessor científico do governo alemão, não se encontra em Bonn, mas participou da Cúpula do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU) em setembro, em Nova York, Estados Unidos, junto com os governantes de 120 países. Novamente, o resultado desse encontro ficou em puros discursos sem compromissos de ação, afirmou à IPS.

Para Schellnhuber, a Cúpula da ONU foi um fracasso, ao contrário da “impressionante” e “inspiradora” Marcha do Povo pelo Clima que a acompanhou e da qual participaram cerca de 410 mil pessoas nas ruas de Manhattan. A única coisa que os países acordaram até agora é a meta de elevação máxima de dois graus na temperatura média mundial e, embora esse aumento “não tenha antecedentes na história humana”, é muito melhor do que três ou mais graus, acrescentou.

Alcançar essa meta ainda é possível, segundo o informe Enfrentar o Desafio da Mudança Climática, redigido pelos principais especialistas em clima e energia e que descreve várias medidas, entre elas o aumento da eficiência energética em todos os setores. A refração dos prédios, por exemplo, pode reduzir o consumo de energia entre 70% e 90%. Também é necessário um preço do carbono que reflita o enorme custo sanitário e ambiental que implica a queima dos combustíveis fósseis, bem como a expansão da energia solar e eólica e o fechamento de todas as centrais movidas a carvão, diz o estudo.

O mais importante é que os governos devem assumir o clima como uma prioridade. Alemanha e Dinamarca estão bem encaminhadas para uma economia baixa em carbono e se beneficiam de menor contaminação e da criação de um novo setor econômico, segundo os especialistas.

Para que todos os governos incorporem o clima como sua prioridade será preciso um movimento social mundial com dezenas de milhões de pessoas. Uma vez que o setor empresarial se dê conta de que a transição para um mundo baixo em carbono está em marcha, pressionará os governos para que apliquem as políticas necessárias. “As soluções para a mudança climática são a maior oportunidade de negócios na história”, enfatizou Schellnhuber. Envolverde/IPS

(IPS)

Fundação que afirma prever o tempo diz que fez alertas sobre crise hídrica (G1)

17/10/2014 06h50 – Atualizado em 17/10/2014 06h50

Fundação Cacique Cobra Coral diz que houve um erro de gestão em SP.
Órgão teria pedido interligação dos reservatórios para minimizar o problema.

Do G1 São Paulo

A fundação esotérica Cacique Cobra Coral (FCCC), que diz ser capaz de minimizar os impactos dos temporais e outros eventos naturais, informou, por meio de seu porta-voz, Osmar Santos, que desde 2012 vem alertando o governo do estado de São Paulo para a situação crítica dos reservatórios, devido à falta de chuvas. Além disso, na ocasião, a fundação teria, inclusive, solicitado a interligação dos reservatórios de São Paulo, para amenizar o impacto da prolongada estiagem no Sistema Cantareira.

A fundação é comandada pela médium Adelaide Scritori, que afirma incorporar o espírito do cacique Cobra Coral, entidade que seria capaz de influenciar no clima.

Em 2013, a FCCC diz também ter alertado ao Ministério de Minas e Energia que as chuvas de verão daquele ano não tinham sido suficientes para encher os reservatórios das usinas hidroelétricas brasileiras. Segundo a entidade, março terminou com reservatórios na casa dos 52% no sistema Sudeste/Centro-Oeste e 42% no Nordeste. Em 2012, os níveis registrados no mesmo período foram de 78% no centro do país e 82% nas bacias nordestinas.

 

FALTA D’ÁGUA EM SP

Segundo o porta-voz da fundação, houve erro de gestão, tanto por parte do governo estadual quanto do federal, que está sendo evidenciado pela crise hídrica. Como consequência, além da falta d’água, o problema afeta diretamente a geração e transmissão de energia elétrica em todo o país.

A solução para São Paulo, no entender da fundação, é estabelecer um cronograma de obras contra a seca, priorizando as de interligação dos reservatórios. Segundo o porta-voz, o objetivo principal é recuperar a bacia do Sul de Minas, principal responsável por fornecer a água para o Sistema Cantareira.

Nesse sentido, representantes da fundação se reuniram na segunda-feira (13) com integrantes de um grupo econômico do setor de energia para encontrar soluções para o problema. A principal seria a criação de um “caminho de umidade”, interligando a Amazônia com o sul de Minas Gerais. Para a fundação, a estiagem “apenas mostrou o que não foi feito nos últimos 20 anos”. Em relação à previsão do clima, a expectativa de chuva seria para depois das eleições, no próximo dia 26.

Convênio
A Prefeitura de São Paulo, na gestão de José Serra, havia firmado um convênio em 2005 com a fundação para a antecipar intempéries climáticas que impactassem na rotina da capital. Como contrapartida, o Executivo municipal deveria realizar uma série de obras contra enchentes. Em setembro de 2009, já com Gilberto Kassab no cargo de prefeito, o convênio foi rompido pela Prefeitura.

O motivo: a fundação alegou ter alertado com antecedência sobre as chuvas que paralisaram a cidade no dia 8 de setembro daquele ano, mas considerou que a Prefeitura nada fez para tentar prevenir os problemas. “A gente não pode ajudar o homem naquilo que ele pode fazer por si. As verbas para obras contra enchentes estão congeladas”, disse Osmar Santos, na ocasião.

De acordo com Santos, houve um contato recente da fundação com o secretário das Subprefeituras, Ricardo Teixeira, na atual gestão, mas a reativação do convênio dependia de um aval do prefeito Fernando Haddad.

Climate change in the news (DISCCRS)

DISCCRSnews Digest, Vol 83, Issue 1 – October 7, 2014

The world is warming faster than we thought – New Scientist – October 5, 2014 – http://www.newscientist.com/article/dn26317-the-world-is-warming-faster-than-we-thought.html#.VDMHfCiv1sQ

Past measurements may have missed massive ocean warming – Science – October 5, 2014 – http://news.sciencemag.org/climate/2014/10/past-measurements-may-have-missed-massive-ocean-warming

Scientists speed up analysis of human link to wild weather – Thomson Reuters Foundation – October 2, 2014 – http://www.trust.org/item/20141002110649-q0sm3/?source=fiOtherNews3

World falling behind 2020 plan for nature protection: UN – Reuters – October 6, 2014 – http://www.reuters.com/article/2014/10/06/us-environment-biodiversity-idUSKCN0HV08Q20141006

Ditch U.N. temperature target for global warming, study says – Reuters – October 1, 2014 – http://www.reuters.com/article/2014/10/01/us-climatechange-target-idUSKCN0HQ4N620141001

Global officials to issue communique warning of economic risk – Reuters – October 4, 2014 – http://www.reuters.com/article/2014/10/04/imf-development-idUSL2N0RZ0IV20141004

‘Large firms may be overstating value of earnings by failing to prepare for impact of global warming’ – Business World – October 6, 2014 – http://www.independent.ie/business/world/large-firms-may-be-overstating-value-of-earnings-by-failing-to-prepare-for-impact-of-global-warming-30641946.html

Argonne researchers create more accurate model for greenhouse gases from peatlands – U.S. Department of Energy?s Argonne National Laboratory Press Release (via AAAS EurekAlert) – October 2, 2014 – http://www.anl.gov/articles/argonne-researchers-create-more-accurate-model-greenhouse-gases-peatlands

Canada launches world’s largest commercial carbon-capture project – Reuters – October 1, 2014 – http://www.reuters.com/article/2014/10/01/canada-carboncapture-idUSL2N0RW1D620141001

Lack of ice forces some 35,000 walruses to chill on Alaska shore – Reuters – October 1, 2014 – http://www.reuters.com/article/2014/10/02/us-usa-climatechange-walruses-idUSKCN0HR05520141002

    Related: Walrus mass on Alaska beach – in pictures – Guardian – October 1, 2014 – http://www.theguardian.com/environment/gallery/2014/oct/01/walrus-mass-on-alaska-beach-in-pictures

    Related: US reroutes flights around Alaska beach in attempt to avoid walrus stampede – Guardian – October 2, 2014 – http://www.theguardian.com/environment/2014/oct/01/walrus-alaska-beach-trampled-death

Team advances understanding of the Greenland Ice Sheet?s meltwater channels – U.S. Department of Energy?s Los Alamos National Laboratory Press Release (via AAAS EurekAlert) – October 1, 2014 – http://www.lanl.gov/discover/news-release-archive/2014/October/10.01-greenlands-ice-sheets.php

Changing Antarctic waters could trigger steep rise in sea levels – Australian Research Council Press Release (via AAAS EurekAlert) – October 1, 2014 – https://www.climatescience.org.au/content/785-changing-antarctic-waters-could-trigger-steep-rise-sea-levels

Oceans Getting Hotter Than Anybody Realized – Climate Central – October 5, 2014 – http://www.climatecentral.org/oceans

Fish failing to adapt to rising carbon dioxide levels in ocean – Guardian – October 6, 2014 – http://www.theguardian.com/environment/2014/oct/06/fish-failing-to-adapt-to-rising-carbon-dioxide-levels-in-ocean

London’s famous red phone box goes green and solar-powered – Thomson Reuters Foundation – October 1, 2014 – http://www.trust.org/item/20141001171721-aapou/?source=fiOtherNews3

Climate detectives reveal handprint of human caused climate change in Australia (Science Daily)

Date: September 29, 2014

Source: University of New South Wales

Summary: Australia’s hottest year on record in 2013 along with the accompanying droughts, heat waves and record-breaking seasons of that year was virtually impossible without the influence of human-caused global warming, scientists say.

The impacts of man-made climate change were felt in Australia during its hottest year on record in 2013. Credit: UNSW, P3, Helena Brusic.

Australia’s hottest year on record in 2013 along with the accompanying droughts, heat waves and record-breaking seasons of that year was virtually impossible without the influence of human-caused global warming.

New research from ARC Centre of Excellence for Climate System Science (ARCCSS) researchers and colleagues, over five different Australian papers in a special edition of the Bulletin of the American Meteorological Society (BAMS), has highlighted the powerful influence of global warming on Australia’s climate.

“We often talk about the fingerprint of human-caused climate change when we look at extreme weather patterns,” said Prof David Karoly, an ARCCSS researcher with the University of Melbourne.

“This research across four different papers goes well beyond that. If we were climate detectives then Australia’s hottest year on record in 2013 wasn’t just a smudged fingerprint at the scene of the crime, it was a clear and unequivocal handprint showing the impact of human caused global warming.”

In 2013, heat records fell like dominoes. Australia had its hottest day on record, its hottest month on record, its hottest summer on record, its hottest spring on record and then rounded it off with the hottest year on record.

According to the research papers presented in BAMS, the impact of climate change significantly increased the chances of record heat events in 2013. Looking back over the observational record the researchers found global warming over Australia (see attached graphic): doubled the chance of the most intense heat waves, tripled the likelihood of heatwave events, made extreme summer temperature across Australia five time more likely increased the chance of hot dry drought-like conditions seven times made hot spring temperatures across Australia 30 times more likely.

But perhaps most importantly, it showed the record hot year of 2013 across Australia was virtually impossible without the influence of human-caused global warming. At its most conservative, the science showed the heat of 2013 was made 2000 times more likely by global warming.

“When it comes to what helped cause our hottest year on record, human-caused climate change is no longer a prime suspect, it is the guilty party,” said ARCCSS Australian National University researcher Dr Sophie Lewis.

“Too often we talk about climate change impacts as if they are far in the future. This research shows they are here, now.”

The extreme year of 2013 is just the latest peak in a trend over the observational record that has seen increasing bushfire days, the record-breaking warming of oceans around Australia, the movement of tropical species into temperate zones and the shifting of rain bearing storm tracks further south and away from some of our most important agricultural zones.

“The most striking aspect of the extreme heat of 2013 and its impacts is that this is only at the very beginning of the time when we are expected to experience the first impacts of human-caused climate change,” said Dr Sarah Perkins an ARCCSS researcher with the University of New South Wales.

“If we continue to put carbon into our atmosphere at the currently accelerating rate, years like 2013 will quickly be considered normal and the impacts of future extremes will be well beyond anything modern society has experienced.”

We’re way more screwed than we were the last time the U.N. had a big climate meeting (Grist)

REALITY CHECK
It’s been nearly five years since President Obama and other heads of state attended a major U.N. climate event. In the time since the 2009 Copenhagen conference, there has been little real progress toward a strong global climate agreement — instead there’s been backsliding. But there’s been lots of progress in making the climate go haywire.

So at the U.N. Climate Summit on Tuesday, when heads of state brag about accomplishments, make grandiose promises, and announce a lot of marginally helpful measures from the private sector and civil society, don’t be fooled. Things are a lot grimmer now than they were even five years ago.

Consider: Carbon dioxide emissions have gone up every year since 2009. CO2 concentration in the atmosphere has gone up too — from an average of 387 parts per million in 2009 to an average of more than 400 ppm for April, May, and June of this year. Last month was the hottest August ever recorded, and 2014 is on track to be the hottest year ever recorded.

A hard-hitting report released on Thursday by Oxfam International — “The Summit that Snoozed?” — highlights more ways we’ve let things get worse.  Here are some of its top points:

Climate change is costing the world more money every year. Since 2009, extreme weather-related disasters have cost more than three times what they did in the whole of the 1970s. Oxfam knows this all too well, since much of what it does is respond to the ensuing humanitarian crises. The group writes, “Devastating storms and floods in Pakistan, the Philippines and elsewhere in the world have cost thousands of lives and billions of dollars as poor countries and aid agencies like Oxfam struggle to cope.”

The U.S. actually suffered the highest number of extreme weather-related disasters in the last five years, and the largest economic losses at $198 billion. But that big price tag is because the U.S. is so rich, not because its disasters were the worst. Typhoon Haiyan took far more lives in the Philippines than Sandy did in the U.S., but Haiyan caused less economic damage. So while the U.S.’s economic damages were 14 times larger in absolute terms, the Philippines lost 1.2 percent of its GDP, while the U.S. lost only 0.2 percent.

Of the more than 112,000 lives Oxfam says were lost to extreme weather events over the past five years, more than half were in Russia, where 56,246 died from the 2010 heat wave. Russian President Vladimir Putin, by the way, is a denier of climate science and will not be attending the U.N. Climate Summit.

(A caveat, which Oxfam neglects to mention, about its economic numbers: While the comparisons across decades are adjusted for inflation, they are not adjusted for economic growth. One reason we suffer bigger economic impacts than we did in the 1970s is because we are richer and we have more valuable property to damage.)

Oxfam doesn’t provide any data on the increasing frequency of extreme weather events or their relationship to climate change. Perhaps the group, understandably, views that as a given. But lest there be any doubt: The Intergovernmental Panel on Climate Change concluded in 2011 that extreme weather would become more common due to climate change. And it’s already happening. A study from August in the Proceedings of the National Academy of Sciences found that prolonged periods of hot or wet weather during summers in the Northern Hemisphere have doubled in the last decade. A study of 2012 data by 18 international research teams published last September in the Bulletin of the American Meteorological Societyfound that human-caused climate change was partially responsible for half of the major extreme weather events that year.

The richest countries are wasting more money subsidizing fossil fuels.According to Oxfam, “The latest OECD figures of its 34 members show that total subsidies to fossil fuels have increased since Copenhagen — from just over $60 billion in 2009 to just over $80 billion in 2011. … More recent years are not yet available but there is no reason to suggest that the trend has reversed.” Since 80 percent of the world’s remaining fossil fuel reserves need to stay in the ground if we’re to keep below 2 degrees Celsius of warming, policies that encourage fossil exploration or exploitation are extremely counterproductive.

And no, despite the growth of renewable capacity and the decline in the cost of renewables, the market isn’t solving this problem for us. Since 2009, private sector investment in fossil fuels has increased from just over $1 trillion to $1.1 trillion. That’s four times the size of private investment in renewables, which decreased from $300 billion in 2011 to $250 billion in 2012.

Copenhagen’s targets were too weak, and countries have been scaling down their ambition since then. As a U.N. report found in 2010, the voluntary emission-reduction pledges countries made under the Copenhagen Accord were not large enough to keep the world from warming by less than 2 degrees Celsius, which is the target set in Copenhagen. Since then, everyone has stuck to their lowest possible targets or even lowered them further, while some countries have adopted policies that will make it impossible to meet even the targets they have. Oxfam explains:

A number of countries set pledges in the form of a range, in which the higher end would be conditional on action by other countries. Australia and New Zealand’s 5 per cent pledges would move to 25 per cent and 20 per cent respectively if an appropriate global deal were struck, while the EU’s 20 per cent target would climb to 30 per cent if the conditions were right. Of the seven rich countries (or blocs) that promised to increase their target, none have done so. …

Similarly, while there was an agreement in 2011 to extend the Kyoto Protocol, which legally commits developed countries to cut their emissions, major countries have gone backwards instead of forwards. Canada, with a focus on tar sands extraction, announced they were dropping out of the Kyoto Protocol soon afterwards and replaced its Copenhagen pledge with a new set of targets, which allow emissions to rise. Two years later, Japan tore up its Copenhagen pledge to reduce its emissions by a quarter on 1990 levels, again replacing it with a set of targets that sanction a rise instead. In July 2014, Australia repealed its carbon tax, the country’s main tool for reducing emissions at home. As a result, Australia may struggle to meet even its minimum “unconditional” Copenhagen pledge of a 5 per cent cut by 2020.

In fairness to Australia and Canada, their heads of state are ditching the Climate Summit, so it’s not like they’re even pretending they care about climate change.

In light of all this, anyone watching the Climate Summit should retain a healthy skepticism about the promises and potentially misleading progress reports being offered. But the summit is also an opportunity to right some of these wrongs. Leaders making speeches on Tuesday can propose and commit to larger emissions reductions in the lead-up to treaty negotiations in Paris next year. And they can pony up the missing money for the U.N. Green Climate Fund.

Advocates like Oxfam and the 140 organizations cosponsoring the People’s Climate March on Sunday are trying to make clear that they won’t let world leaders off the hook easily.

Diálogos sobre o fim do mundo (El País)

Do Antropoceno à Idade da Terra, de Dilma Rousseff a Marina Silva, o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro e a filósofa Déborah Danowski pensam o planeta e o Brasil a partir da degradação da vida causada pela mudança climática 

29 SEP 2014 – 11:18 BRT

Se alguns, entre os milhares que passaram pela calçada da Casa de Rui Barbosa, na semana de 15 a 19 de setembro, por um momento tivessem o ímpeto de entrar, talvez levassem um susto. Ou até se desesperassem. Durante cinco dias, debateu-se ali, no bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro, algo que, apesar dos sinais cada vez mais evidentes, ainda parece distante das preocupações da maioria: a progressiva e cada vez mais rápida degradação da vida a partir da mudança climática. Pensadores de diversas áreas e de diferentes regiões do mundo discutiram o conceito de Antropoceno – o momento em que o homem deixa de ser agente biológico para se tornar uma força geológica, capaz de alterar a paisagem do planeta e comprometer sua própria sobrevivência como espécie e a dos outros seres vivos. Ou, dito de outro modo, o ponto de virada em que os humanos deixam de apenas temer a catástrofe para se tornar a catástrofe.

Com o título “Os mil nomes de Gaia – do Antropoceno à Idade da Terra”, o encontro foi concebido pelo francês Bruno Latour, uma das estrelas internacionais desse debate, e dois dos pensadores mais originais do Brasil atual, Eduardo Viveiros de Castro e Déborah Danowski. Na mesma semana, Eduardo e Déborah lançaram o livro que escreveram juntos: Há mundo por vir? – ensaio sobre os medos e os fins (Editora Cultura e Barbárie).

Na obra, abordam as várias teorias, assim como as incursões da literatura e do cinema, sobre esse momento em que a arrogância e o otimismo da modernidade encontram uma barreira. O homem é então lançado no incontrolável e até na desesperança, no território de Gaia, o planeta ao mesmo tempo exíguo e implacável. Como escrevem logo no início do livro, com deliciosa ironia: “O fim do mundo é um tema aparentemente interminável – pelo menos, é claro, até que ele aconteça”.

Déborah é filósofa, professora da pós-graduação da PUC do Rio de Janeiro. Pesquisa a metafísica moderna e, ultimamente, o pensamento ecológico. Eduardo é etnólogo, professor do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro. É autor do “perspectivismo ameríndio”, contribuição que impactou a antropologia e o colocou entre os maiores antropólogos do mundo. Como disse Latour, Déborah é uma “filósofa meio ecologista”, Eduardo um “antropólogo meio filósofo”.

Eduardo e Déborah são marido e mulher e pais de Irene, a quem o livro é dedicado. Além da casa, os dois compartilham a capacidade bastante rara de dialogar com os vários campos de conhecimento e da cultura sem escapar de refletir também sobre a política – para muito além de partidos e eleições, mas também sobre partidos e eleições. Ambos têm uma ação bastante ativa nas redes sociais. Como diz Eduardo, o Twitter é onde ele pensa.

A entrevista a seguir contém alguns dos momentos mais interessantes de cinco horas de conversa – três horas e meia no apartamento deles, em Botafogo, no sábado após o colóquio, e uma hora e meia por Skype, dias depois. Entre os dois encontros, 400.000 pessoas, segundo os organizadores, participaram da Marcha dos Povos pelo Clima, em Nova York, e 4.000 no Rio de Janeiro; Barack Obama afirmou que “o clima está mudando mais rápido do que as ações para lidar com a questão” e que nenhum país ficará imune; e o Brasil recusou-se a assinar o compromisso de desmatamento zero até 2030.

Ainda que tenham sido dias intensos, é possível afirmar que para muitos parece mais fácil aderir a ameaças de fim de mundo, como a suposta profecia maia, de 21 de dezembro de 2012, do que acreditar que a deterioração da vida que sentem (e como sentem!), objetiva e subjetivamente, no seu cotidiano – e que em São Paulo chega a níveis inéditos com a seca e a ameaça de faltar água para milhões – é resultado da ação do homem sobre o planeta. É mais fácil crer na ficção, que ao final se revela como ficção, salvando a todos, do que enfrentar o abismo da realidade, em que nosso primeiro pé já encontrou o nada.

É sobre isso que se fala nesta entrevista. Mas também sobre pobres e sobre índios, e sobre índios convertidos em pobres; sobre esquerda e sobre direita; sobre capitalismo e sobre o fim do capitalismo; sobre Lula, Dilma Rousseff e Marina Silva. Sobre como nos tornamos “drones”, ao dissociar ação e consequência. E como todos estes são temas da mudança climática – e não estão distantes, mas perto, bem perto de nós. Mais próximos do que a mesa de cabeceira onde desligamos o despertador que nos acorda para uma vida que nos escapa. O problema é que o que nos acorda nem sempre nos desperta. Talvez seja hora de aprender, como fazem diferentes povos indígenas, a dançar para que o céu não caia sobre a nossa cabeça.

A antropóloga sul-africana Lesley Green referiu-se, em sua exposição no colóquio, ao momento de países como África do Sul e Brasil, países em que uma parcela da população que historicamente estava fora do mundo do consumo passa a ter acesso ao mundo do consumo. No Brasil, estamos falando da chamada Classe C ou “nova classe média”. Me parece que esse é quase um dogma no Brasil de hoje, algo que poucos têm a coragem de confrontar. Como dar essa má notícia, a de que agora que podem consumir, de fato não podem, porque as elites exauriram o planeta nos últimos séculos? E como dizer isso no Brasil, em que todo o processo de inclusão passa pelo consumo?

“O capitalismo está fundado no princípio da produção de riqueza, mas a questão num planeta finito é redistribuir a riqueza”

Eduardo Viveiros de Castro – Essa é uma grande questão em países como o Brasil. E totalmente legítima. O que está em jogo aí é a questão da igualdade. Até certo ponto é muito mais fácil você dar um carro para o pobre do que tirar o carro do rico. E talvez fosse muito mais fácil para o pobre aceitar que ele não pode ter um carro se o rico parasse de ter carro também. Dizendo, de fato: “Olha, lamento, você não pode mais usar, mas eu também não”. É claro que enquanto você ficar dizendo para o pobre – “Você não pode ter e eu tenho” – não dá. Ele vai dizer: “Por que vocês podem continuar a consumir seis planetas Terra e eu não posso comprar o meu carrinho?”. É preciso dissociar crescimento de igualdade, como afirma o Rodrigo Nunes (professor do Departamento de Filosofia da PUC-Rio). E sobretudo você tem que parar de superdesenvolver os países superdesenvolvidos. E a palavra tem que ser “superdesenvolvido”. Porque a gente fala muito em sociedades desenvolvidas e subdesenvolvidas, como antigamente – países subdesenvolvidos, países em vias de desenvolvimento, países desenvolvidos. Nunca ninguém falou que existem países superdesenvolvidos, isto é, excessivamente desenvolvidos. É o caso dos Estados Unidos, onde um cidadão americano médio gasta o equivalente a 32 cidadãos do Quênia ou da Etiópia. A relação que sempre se faz é que, para tirar as populações da pobreza, é preciso crescer economicamente. E aí você tem um dilema: se você cresce economicamente, com uso crescente de energia fortemente poluente, como petróleo e carvão, nós vamos destruir o planeta. Assim, a luta pela igualdade não pode depender do nosso modelo de crescimento econômico mundial, do qual o Brasil, Índia e China são só as pontas mais histéricas, porque querem crescer muito rápido. O jeito como o mundo está andando não pode continuar porque se baseia numa ideia de que o crescimento pode ser infinito, quando a gente sabe que mora num mundo finito, com recursos finitos. Entretanto, eu nunca vi ninguém falar: “O crescimento vai ter que parar aqui”. Você vai ser preso se você disser isso em qualquer lugar do mundo. Eu não acho que o Brasil tenha que parar de crescer, no sentido de crescimento zero. O que o Brasil precisa, como o mundo precisa, é de uma redistribuição radical da riqueza. Quanto mais você redistribui, menos precisa crescer, no sentido de aumentar a produção. A economia capitalista está fundada no princípio de que viver economicamente é produzir riqueza, quando a questão realmente crítica é redistribuir a riqueza existente.

Mas aí você toca na parte mais difícil, os privilégios… E a mudança parece ainda mais distante, quase impossível.

Eduardo – É verdade. Os grandes produtores de petróleo têm todo interesse em tirar até a última gota de petróleo do chão, mas eles também não são completamente imbecis. E estão se preparando para monopolizar outras riquezas no futuro que possam vir a ser a mercadoria realmente importante. Por exemplo, água. Eu não tenho a menor dúvida de que existem planos estratégicos das grandes companhias petrolíferas para a passagem de produtoras de petróleo a produtoras de água, que será a mercadoria escassa. Você pode viver sem petróleo, você pode viver sem luz, inclusive, mas você não pode sobreviver sem água. A minha impressão é que, assim que passar a eleição, São Paulo vai entrar numa vida de science fiction. O que é uma megalópole sem água?

Acho que saberemos em breve…

“São Paulo é uma espécie de laboratório do mundo. Tudo está acontecendo de maneira acelerada”

Eduardo – É mais fácil você dizer que a culpa é do (Geraldo) Alckmin (governador de São Paulo, pelo PSDB), que não tomou as medidas necessárias. É mais fácil do que dizer: isso aí é o efeito de São Paulo ter cimentado todo o seu território, se transformado num captor térmico gigantesco, só com cimento, asfalto e carro jogando gás carbônico. Desapareceu a garoa, não existe mais a garoa em São Paulo. A Amazônia foi e está sendo desmatada por empresários paulistas. São Paulo é uma metáfora, mas não é só uma metáfora. São Paulo está destruindo a Amazônia e está sofrendo as consequências disso. Acho que São Paulo é um laboratório espetacular, no sentido não positivo da palavra. É como se estivesse passando em fast forward, acelerado, tudo o que está acontecendo no mundo. Explodiu a quantidade de carros, explodiu a poluição, explodiu a falta de água, explodiu a violência, explodiu a desigualdade. Em suma, São Paulo é uma espécie de laboratório do mundo, neste sentido. Não só São Paulo, há outras cidades iguais, mas São Paulo é a mais próxima de nós, e estamos vendo o que está acontecendo.

E por que as pessoas não conseguem fazer a conexão, por exemplo, entre a seca em São Paulo e o desmatamento na Amazônia?

Eduardo – Porque é muito grande a coisa. Há um pensador alemão, o Günther Anders, que foi o primeiro marido da Hannah Arendt. Ele fugiu do nazismo e virou um militante antinuclear, especialmente entre o fim da década de 40 e os anos 70. Ele diz que a arma nuclear é uma prova de que aconteceu alguma coisa com a humanidade, na medida em que ela se tornou incapaz de imaginar o que é capaz de fazer. É uma situação antiutópica. O que é um utopista? Um utopista é uma pessoa que consegue imaginar um mundo melhor, mas não consegue fazer, não conhece os meios nem sabe como. E nós estamos virando o contrário. Nós somos capazes tecnicamente de fazer coisas que não somos nem capazes de imaginar. A gente sabe fazer a bomba atômica, mas não sabe pensar a bomba atômica. O Günther Anders usa uma imagem interessante, a de que existe essa ideia em biologia da percepção de fenômenos subliminares, abaixo da linha de percepção. Tem aquela coisa que é tão baixinha, que você ouve mas não sabe que ouviu; você vê, mas não sabe que viu; como pequenas distinções de cores. São fenômenos literalmente subliminares, abaixo do limite da sua percepção. Nós, segundo ele, estamos criando uma outra coisa agora que não existia, o supraliminar. Ou seja, é tão grande, que você não consegue ver nem imaginar. A crise climática é uma dessas coisas. Como é que você vai imaginar um troço que depende de milhares de parâmetros, que é um transatlântico que está andando e tem uma massa inercial gigantesca? As pessoas ficam paralisadas. Dá uma espécie de paralisia cognitiva. Então as pessoas falam: “Não posso pensar nisso. Se eu pensar nisso, como é que eu vou dar conta? Você está dizendo que o mundo vai aquecer quatro graus… E o que vai acontecer? Então é melhor não pensar”. Bem, a gente acha que tem que pensar.

Déborah Danowski – Os indígenas, os pequenos agricultores, eles estão percebendo no contato com as plantas, com os animais, que algo está acontecendo. Eles têm uma percepção muito mais apurada do que a gente.

Eduardo – Como eles veem que o clima está mudando? No calendário agrícola de uma tribo indígena você sabe que está na hora de plantar porque há vários sinais da natureza. Por exemplo, o rio chegou até tal nível, o passarinho tal começou a cantar, a árvore tal começou a dar flor. E a formiga tal começou a fazer não-sei-o-quê. O que eles estão dizendo agora é que esses sinais dessincronizaram. O rio está chegando a um nível antes de o passarinho começar a cantar. E o passarinho está cantando muito antes de aquela árvore dar flor. É como se a natureza tivesse saído de eixo. E isso todos eles estão dizendo. As espécies estão se extinguindo, e a humanidade parece que continua andando para um abismo. O mundo vai, de fato, piorar para muita gente, para todo mundo. Só o que vai melhorar é a taxa de lucro de algumas empresas, e mesmo os acionistas delas vão ter que talvez tirar a casa de luxo que eles têm na Califórnia e jogar para outro lugar, porque ali vai ter pegado fogo. Se houver uma epidemia, um vírus, uma pandemia letal, violenta, tipo ebola, pode pegar todo mundo. Enquanto os sujeitos têm corpo de carne e osso, ninguém está realmente livre, por mais rico que seja, do que vai acontecer. Mas é evidente que quem vai primeiro soçobrar serão os pobres, os danados da Terra, os condenados da Terra. Algumas pessoas estão começando a se preocupar, mas não conseguem fazer parar, porque todas as outras estão empurrando. E você diz: “para, para, para!”. E você não consegue. Mas há muitas iniciativas pelo mundo de gente que percebeu que os estados nacionais, ou que as grandes tecnologias gigantescas, heroicas e épicas, não vão nos salvar. E que está nas nossas mãos nos salvarmos. Não está nas mãos dos nossos responsáveis. Não temos responsáveis. A ideia de que o governo é responsável por nós, a gente já viu que não é. Ele é irresponsável. Ele toma decisões irresponsáveis, destrói riquezas que ele não pode substituir, e, portanto, há um descrédito fortíssimo nas formas de representação.

Como os protestos de junho de 2013…

Eduardo – As crises de junho são crises de “não nos representa”. Isso não é só no Brasil. É como se tivesse havido uma espécie de fissura. É uma outra geração. Não deixa de ser parecido com 68, de certa maneira. Só que agora não é em torno de novas lutas, como gênero, sexualidade, etnia. Tudo isso continua, mas há uma outra coisa muito maior por cima: o que estamos fazendo com a Terra onde a gente vive? Vamos continuar comendo transgênico? Vamos continuar nos envenenando? Vamos continuar destruindo o planeta? Vamos continuar mudando a temperatura?

Pegando como gancho a nossa situação aqui no Brasil, com um governo desenvolvimentista, com grandes obras na Amazônia, transposição do rio São Francisco etc, gostaria que vocês falassem sobre a questão do pobre. Você afirma, de uma maneira muito original, Eduardo, que o pobre é um “nós” de segunda classe. A grande promessa seria tirá-lo da pobreza para ficar mais parecido com a única forma desejável de ser, a nossa. E o índio problematiza isso e, portanto, se torna um problema. O índio não se interessa em ser “nós”. Então eu queria que vocês explicassem melhor essa ideia e a situassem na política do atual governo para os pobres e para os índios.

“A história do Brasil é um processo de conversão do índio em pobre. É o que está acontecendo na Amazônia agora”

Eduardo – O capitalismo é uma máquina de fazer pobres. Inclusive na Europa. Os pobres não estão aqui, só. O pobre é parte integrante do sistema de crescimento. As pessoas acham que o crescimento diminui a pobreza. O crescimento, na verdade, produz e reproduz a pobreza. Na medida em que ele tira gente da pobreza, ele tem que criar outros pobres no lugar. O capitalismo conseguiu melhorar a condição de vida do operariado europeu porque jogou para o Terceiro Mundo as condições miseráveis. Então, era o operário daqui sendo explorado para que os pobres operários de lá fossem menos explorados. Essa oposição que eu fiz entre índio e pobre é, na verdade, uma crítica direta, explícita, a uma boa parte da esquerda, a esquerda tradicional, a velha esquerda que está no poder, que divide o poder por concessão da direita, dos militares e tal, e é muito voltada para a ideia de desenvolvimento. Uma coisa era o desenvolvimentismo do Celso Furtado, naquela época. Acho, inclusive, um insulto à memória dele. O Celso Furtado estava vivendo uma outra época, um outro mundo, um outro modelo. E as pessoas hoje continuam a falar essas palavras de ordem que têm 40, 50, 60 anos, como se fosse a mesma coisa. Mas, qual é o problema? O problema é que a esquerda de classe média, o intelectual de esquerda, vê o seu Outro essencialmente como um pobre. Pobre é uma categoria negativa, né? Pobre é alguém que se define pelo que não tem. Não tem dinheiro, não tem educação, não tem oportunidade. Então, a atitude natural em relação ao pobre, e isso não é uma crítica, é o ver natural, é que o pobre tem que deixar de ser aquilo. Para ele poder ser alguma coisa, ele tem que deixar de ser pobre. Então a atitude natural é você libertar o pobre, emancipar o pobre das suas condições. Tirá-lo do trabalho escravo, dar a ele educação, moradia digna. Mas, invariavelmente, esse movimento tem você mesmo como padrão. Você não se modifica, você modifica o pobre. Você traz o pobre para a sua altura, o que já sugere que você está por cima do pobre. Ao mesmo tempo, você torna o pobre homogêneo. Sim, porque se o pobre é definido por alguém que não tem algo, então é todo mundo igual.

E o que é um índio?

Eduardo – O índio, ao contrário, é uma palavra que acho que só existe no plural. Índio, para mim, é índios. É justamente o contrário do pobre. Eles se definem pelo que têm de diferente, uns dos outros e eles todos de nós, e por alguém cuja razão de ser é continuar sendo o que é. Mesmo que adotando coisas da gente, mesmo que querendo também a sua motocicleta, o seu rádio, o seu Ipad, seja o que for, ele quer isso sem que lhe tirem o que ele já tem e sempre teve. E alguns não querem isso, não estão interessados. Não é todo mundo que quer ser igual ao branco. O que aconteceu com a história do Brasil é que foi um processo circular de transformação de índio em pobre. Tira a terra, tira a língua, tira a religião. Aí o cara fica com o quê? Com a força de trabalho. Virou pobre. Qual foi sempre o truque da mestiçagem brasileira? Tiravam tudo, convertiam e diziam: agora, se vocês se comportarem bem, daqui a 200, 300, 400 anos, vocês vão virar brancos. Eles deixam de ser índios, mas não conseguem chegar a ser brancos. Pessoal, vocês precisam misturar para virar branco. Se vocês se esforçarem, melhorarem a raça, melhorarem o sangue, vai virar branco. O que chamam de mestiçagem é uma fraude. O nome é branqueamento. E é o que estão fazendo na Amazônia. É re-colonização. O Brasil está sendo recolonizado por ele mesmo com esse modelo sulista/europeu/americano. Essa cultura country que está invadindo a Amazônia junto com a soja, junto com o boi. E ao mesmo tempo transformando quem mora ali em pobre. E produzindo a pobreza. O ribeirinho vira pobre, o quilombola vira pobre, o índio vai virando pobre. Atrás da colheitadeira, atrás do boi, vem o programa de governo, vem o Bolsa Família, vem tudo para ir reciclando esse lixo humano que vai sendo pisoteado pela boiada. Reciclando ele em “pobre bom cidadão”. E aí a Amazônica fica liberada…

Como enfrentar isso?

“Qual foi a grande carta de alforria que o governo Dilma deu ao pobre? O cartão de crédito”

Eduardo – Se você olhar a composição étnica, cultural, da pobreza brasileira, você vai ver quem é o pobre. Basicamente índios, negros. O que eu chamo de índios inclui africanos. Inclui os imigrantes que não deram certo. Esse pessoal é essa mistura: é índio, é negro, é imigrante pobre, é brasileiro livre, é o caboclo, é o mestiço, é o filho da empregada com o patrão, filho da escrava com o patrão. O inconsciente cultural destes pobres brasileiros é índio, em larga medida. Tem um componente não branco. É aquela frase que eu inventei: no Brasil todo mundo é índio, exceto quem não é. Então, em vez de fazer o pobre ficar mais parecido com você, você tem que ajudar o pobre a ficar mais parecido com ele mesmo. O que é o pobre positivado? Não mais transformado em algo parecido comigo, mas transformado em algo que ele sempre foi, mas que impedem ele de ser ao torná-lo pobre. O quê? Índio. Temos de ajudá-los a lutar para que eles mesmos definam seu próprio rumo, em vez de nos colocarmos na posição governamental de: “Olha, eu vou tirar vocês da pobreza”. E fazendo o quê? Dando para eles consumo, consumo, consumo.

Déborah – Fora a dívida, né.

Eduardo – Endividando, no cartão de crédito. Qual foi a grande carta de alforria que o governo Dilma deu ao pobre? O cartão de crédito. Hoje pobre tem cartão de crédito. Legal? Muito legal, sobretudo para as firmas que vendem as mercadorias que os pobres compram no cartão de crédito. Porque a Brastemp está adorando o cartão de crédito para pobre. As Casas Bahia estão nas nuvens. Porque o pobre agora pode se endividar.

E aí vêm os elogios à honestidade do pobre…

Eduardo – Eles, sim, pagam as dívidas, porque rico não paga. Eike Batista não paga dívida, mas a empregada morre de trabalhar para pagar o cartão de crédito. Eu provocava a esquerda, dizendo: “O que vocês não estão entendendo é o seguinte. Enquanto vocês tratarem o Outro como pobre, e portanto como alguém que tem que ser melhorado, educado, civilizado – porque no fundo é isso, civilizar o pobre! –, vocês vão estar sendo cúmplices de todo esse sistema de destruição do planeta que permitiu aos ricos serem ricos”.

Vocês afirmam que os índios são especialistas em fim do mundo. E que vamos precisar aprender com eles. No livro, há até uma analogia com o filme de Lars Von Trier, no qual um planeta chamado Melancolia atinge a Terra. Vocês dizem que, em 1492, o Velho Mundo atingiu o Novo Mundo, como um planeta que vocês chamam ironicamente de Mercadoria. O que os índios podem nos ensinar sobre sobreviver ao fim do mundo?

Eduardo – Eles podem nos ensinar a viver num mundo que foi invadido, saqueado, devastado pelos homens. Isto é, ironicamente, num mundo destruído por nós mesmos, cidadãos do mundo globalizado, padronizado, saturado de objetos inúteis, alimentado à custa de pesticidas e agrotóxicos e da miséria alheia. Nós, cidadãos obesos de tanto consumir lixo e sufocados de tanto produzir lixo. A gente invadiu a nós mesmos como se tivéssemos nos travestidos de alienígenas que trataram todo o planeta como nós, europeus, tratamos o Novo Mundo a partir de 1492. Digo “nós”, porque eu acho que a classe média brasileira, os brancos, no sentido social da palavra, não são europeus para os europeus, mas são europeus para dentro do Brasil. Nós, então, nos vemos como alienígenas em relação ao mundo. Como se a gente tivesse uma relação com o mundo diferente da relação dos outros seres vivos, como se os humanos fossem especiais. Não deixa de ser uma coisa importante na tradição do catolicismo e do cristianismo. O homem tem um lado que não é mundano, um destino fora do mundo. Isso faz com que ele trate o mundo como se fosse feito para ser pilhado, saqueado, apropriado. E a gente acaba tratando a nós mesmos como nós tratamos os povos que habitavam aqui no Novo Mundo. Ou seja, como gente a explorar, a escravizar, a catequizar e a reduzir. Esta é a primeira coisa que eu acho que os índios podem nos ensinar: a viver num mundo que foi de alguma maneira roubado por nós mesmos de nós.

E a segunda?

“Os índios são especialistas em fim do mundo, eles podem nos ensinar a viver melhor num mundo pior”

Eduardo – Acho que os índios podem nos ensinar a repensar a relação com o mundo material, uma relação que seja menos fortemente mediada por um sistema econômico baseado na obsolescência planejada e, portanto, na acumulação de lixo como principal produto. Eles podem nos ensinar a voltar à Terra como lugar do qual depende toda a autonomia política, econômica e existencial. Em outras palavras: os índios podem nos ensinar a viver melhor em um mundo pior. Porque o mundo vai piorar. E os índios podem nos ensinar a viver com pouco, a viver portátil, e a ser tecnologicamente polivalente e flexível, em vez de depender de megamáquinas de produção de energia e de consumo de energia como nós. Quando eu falo índio é índio aqui, na Austrália, o pessoal da Nova Guiné, esquimó… Para mim, índio são todas as grandes minorias que estão fora, de alguma maneira, dessa megamáquina do capitalismo, do consumo, da produção, do trabalho 24 horas por dia, sete dias por semana. Esses índios planetários nos ensinam a dispensar a existência das gigantescas máquinas de transcendência que são o Estado, de um lado, e o sistema do espetáculo do outro, o mercado transformado em imagem. Eu acho que os índios podem também nos ensinar a aceitar os imponderáveis, os imprevistos e os desastres da vida com o “pessimismo alegre” (expressão usada originalmente pelo filósofo francês François Zourabichvili, com relação a Deleuze, mas que aqui ganha outros sentidos). O pessimismo alegre caracteriza a atitude vital dos índios e demais povos que vivem à margem da civilização bipolar que é a nossa, que está sempre oscilando entre um otimismo maníaco e um desespero melancólico. Os índios aceitam que nós somos mortais e que do mundo nada se leva. Em muitos povos indígenas do Brasil, e em outras partes do mundo, os bens do defunto são inclusive queimados, são destruídos no funeral. A pessoa morre e tudo o que ela tem é destruído para que a memória dela não cause dor aos sobreviventes. Acho que essas são as coisas que os índios poderiam nos ensinar, mas que eu resumiria nesta frase: os índios podem nos ensinar a viver melhor num mundo pior.

Como é um “pessimismo alegre”?

Eduardo – Acho que o pessimismo alegre é o que você encontra na favela carioca. É o que você encontra no meio das populações que vivem no semiárido brasileiro. É a mesma coisa que você encontra, em geral, nas camadas mais pobres da população. O fato de que você vive em condições que qualquer um de nós, da classe média para cima, consideraria materialmente intoleráveis. Mas isso não os torna seres desesperados, tristes, melancólicos, etc. Muito pelo contrário. É claro que eu não estou falando de situações dramáticas, de gente morrendo de fome. Isso aí não há ninguém que aguente. Mas, se você perguntar para o índio, ele vai dizer: estamos todos fritos, um dia o mundo vai acabar caindo na nossa cabeça, mas isso não impede que você se distraia, que se divirta, que ria um pouco dessa condição meio patética que é a de todo ser humano, em que ele vive como se fosse imortal e ao mesmo tempo sabe que vai morrer. Os índios não acham que o futuro vai ser melhor do que o presente, como nós, e portanto não se desesperam porque o futuro não vai ser melhor do que o presente, como a gente está descobrindo. Eles acham que o futuro vai ser ou igual ou pior do que agora, mas isso não impede que eles considerem isso com pessimismo alegre, que é o contrário do otimismo desencantado, que é um pouco o nosso. Do tipo estamos mal, mas vai dar tudo certo, a tecnologia vai nos salvar, ou o homem vai finalmente chegar ao socialismo. Os índios acham que tudo vai para as cucuias, mesmo. Mas isso não lhes tira o sono, porque viver é uma coisa que você tem que fazer de minuto a minuto, tem que viver o presente. E nós temos um problema, que é a dificuldade imensa em viver o presente. Os índios são pessoas que de fato vivem no presente no melhor sentido possível. Vamos tratar de viver o presente tal como ele é, enfrentando as dificuldades que ele apresenta, mas sem imaginar que a gente tem poderes messiânicos, demiúrgicos de salvar o planeta. Essa é um pouco a minha sensação. O pessimismo alegre é uma atitude que eu sinto como característica de quem tem que viver, e não simplesmente gente que acha que é a palmatória do mundo, que tem que pensar pelo mundo todo.

“Como é que a Dilma Rousseff pode dar Bolsa Família e ao mesmo tempo tornar a vida da Kátia Abreu cada vez mais fácil? Porque o dinheiro não sai do bolso dos ricos, mas da natureza”

Déborah – Acho que sobretudo depende da criação de relações com as outras pessoas. Em vez de você confiar na acumulação, que nos torna sempre tristes, porque está sempre faltando alguma coisa, precisamos sempre obter mais, acumular mais, etc, nós criamos relações com as pessoas que estão à nossa volta, com os outros seres, no meio dos quais nós vivemos.

Parece que há uma cegueira de parte do que se denomina esquerda, hoje, para compreender outras formas de estar no mundo, assim como para compreender desafios como os impostos pela mudança climática, como vemos no Brasil, mas não só no Brasil. Aqui, estamos num momento bem sensível do país, com Belo Monte e as grandes barragens previstas para o Tapajós. Supostamente, teríamos hoje duas candidatas de esquerda (Dilma Rousseff e Marina Silva) nos primeiros lugares da disputa eleitoral para a presidência, mas as questões socioambientais pouco são tocadas. Qual é a dificuldade?

Eduardo – Você tem pelo menos duas esquerdas, como se vê até pelas candidaturas. Só que, infelizmente, uma esquerda muito bem caracterizada, que é a da Dilma, e outra esquerda, representada pela Marina, em que falta capacidade para formular com clareza o que diferencia ela da outra. Essas duas esquerdas, de certa maneira, sempre existiram. Lá no início, na Primeira Internacional, essa fratura correspondeu à distinção entre os anarquistas e os comunistas. Mas hoje eu diria que você tem duas posições dentro da esquerda. Uma posição que a gente poderia chamar de “crescimentista”, centralista, que acha que a solução é tomar o controle do aparelho do Estado para implementar uma política de despauperização do povo brasileiro, dentro da qual a questão do meio ambiente não tem nenhuma importância. A Dilma chegou a cometer aquele famoso ato falho lá em Copenhagen (em 12/2009, quando era ministra-chefe da Casa Civil do governo Lula), ao dizer: “O meio ambiente é, sem dúvida nenhuma, uma ameaça ao desenvolvimento sustentável”. Ato falho. Não era isso o que ela queria dizer, mas disse. Essa esquerda tem zero de sensibilidade ambiental. Ela poderia perceber que uma outra maneira de falar “ambiente” é falar “condições materiais de existência”. Falta de esgoto na favela é problema ambiental do mesmo jeito que desmatamento na Amazônia é problema ambiental. Não é de outro jeito, é do mesmo jeito. Mas, para essa esquerda, ar, água, planta, bicho não faz parte do mundo. São pessoas completamente antropocêntricas, que veem o mundo à disposição dos homens, para ser dominado, controlado e escravizado. Essa esquerda, que é a esquerda da Dilma, é uma esquerda velha, no sentido de que é uma esquerda que, na verdade, pensa como se 1968 não tivesse acontecido. É alguém com uma espécie de nostalgia da União Soviética…

Déborah – Com nostalgia do que nunca aconteceu.

Eduardo – Soviet mais eletricidade, a famosa fórmula do Lenin. O que é o comunismo? O comunismo são os soviets, que são os conselhos operários, mais eletricidade, isto é, mais tecnologia. Aí eu brincava, quando a Dilma tomou o poder: “A Dilma é isso, só que sem o soviet”. É só eletricidade… Ou seja, capitalismo. O que distinguia o socialismo comunista do Lenin era a tecnologia moderna mais a organização social comunista. Se você tira a organização comunista só sobra o capitalismo. Então essa esquerda é uma esquerda sócia do capitalismo. Acha que é preciso levar o capitalismo até o fim, para que ele se complete, para que a industrialização se complete, para que a transformação de todos os índios do mundo em pobres se complete. Para que você então transforme o pobre em proletário, o proletário em classe revolucionária, ou seja, é uma historinha de fadas. Como se pudesse separar a parte boa da parte ruim do capitalismo. Como se fosse possível: isso aqui eu quero, isso aqui eu não quero. Outra coisa, essa esquerda fez um pacto satânico com a direita, que é o seguinte: a gente gosta dos pobres, quer melhorar a vida deles, quer melhorar o nível de renda deles, mas não vai tocar no bolso de vocês, fiquem tranquilos. É o que está dito na Carta ao Povo Brasileiro (documento escrito por Lula na campanha eleitoral de 2002). Pode deixar, que a gente não vai fazer a revolução, não vai ser Robin Hood, ao contrário. E foi exatamente isso o que aconteceu. Ou seja, os bancos nunca lucraram tanto. O Brasil optou por se transformar num exportador de commodities e virar uma verdadeira plantation, como ele era desde o começo. Era exportador de matéria-prima para o centro do império, agora para a China. Mas o pacto foi esse: a gente governa se, primeiro, não prender os militares, não acertar as contas com a ditadura; e, segundo, não mexer no bolso dos ricos, não tocar na estrutura do capital. Veja o tamanho das algemas que a esquerda se pôs. De onde é que vai vir, então, a grana para melhorar a vida dos pobres? Só tem um lugar. Da natureza. Então você superexplora, você queima os móveis da casa. Aumentou o dinheiro disponível para dar umas migalhas para os pobres, o bolo cresceu. Não é por acaso que o Delfim Netto (ministro da Fazenda no período do chamado “Milagre Econômico Brasileiro”, na ditadura civil-militar) é um grande conselheiro do Lula. Primeiro é preciso crescer para depois distribuir. Está crescendo, está dando renda para os pobres, mas esse dinheiro não está saindo do bolso dos ricos. Está saindo da natureza, da floresta destruída. É da água que a gente está exportando para a China sob a forma de boi, de carne e de soja. Estamos comendo o principal para não tocar no bolso dos ricos. E assim a Dilma sai passeando com a Kátia Abreu (senadora pelo PMDB, representante do agronegócio e a principal líder da bancada ruralista do Congresso) e dá Bolsa Família. Como é que a Dilma consegue ao mesmo tempo dar Bolsa Família e tornar a vida da Kátia Abreu cada vez mais fácil? O dinheiro tem que sair de algum lugar. Não está saindo de empréstimo internacional, mas está saindo de empréstimo natural. Esse empréstimo não dá para pagar. Quando a natureza vier cobrar, estaremos fritos. E a natureza está cobrando de que forma? Seca, tufão, furacão, enchente… E no Brasil ainda não chegou a barra pesada. Outro problema desta esquerda é que ela não tem nenhuma noção de mundo, de planeta. Ela pensa o Brasil. Ela é nacionalista em todos os sentidos. Vê curto. Ela vê o Brasil no mundo quando se trata do mercado. Agora, quando se trata do planeta, enquanto casa das espécies, lugar onde nós moramos, ela não está nem aí. O fato de que o Ártico está derretendo não é um problema para o Brasil. Pré-Sal ser um problema para o planeta? Não queremos saber. É uma esquerda xenófoba, neste sentido. Ela não percebe que o Brasil é grande, mas o mundo é pequeno. A Dilma, para mim, é um fóssil. Tem pensamento fossilizado. Ela não está nem no século 20, ela está no século 19.

E a esquerda que a Marina representaria?

“A Marina Silva representaria uma esquerda pós-68, mais democrática e menos vertical, mas ela perdeu o rumo”

Eduardo – Essa é uma esquerda pós-68, que incorporou aquilo que apareceu em 1968, de que dentro da luta de classes há muitas outras lutas. Há a luta das mulheres, a luta dos índios, a luta dos homossexuais… Enfim, todas essas outras formas de pensar as diferenças sociais que não se reduz à questão dos ricos e dos pobres. A pobreza não é uma categoria econômica, mas uma categoria existencial que envolve justiça. E a justiça não é só dar dinheiro para o pobre, mas reconhecer todas essas diferenças que são ignoradas e que explodiram em 1968. A política mudou porque, primeiro, em 68 o socialismo começou a se desacreditar. Não esqueçamos que o Partido Comunista Francês foi contra 1968. Apoiou a repressão policial exatamente como a esquerda oficial apoiou baixar a porrada nos manifestantes de junho de 2013. Ela apoiou a repressão policial à revolta de 68, que não foi francesa, foi mundial. Em 1968 foi a Marcha dos 100.000 aqui, foi a revolta contra a guerra do Vietnã nos Estados Unidos, foi a revolta propriamente dita na França, na Itália e em outros países. Ou seja, foi uma revolução mundial. E nós estamos vivendo, de lá até hoje, a contrarrevolução mundial. A direita retomou o poder e falou: “Temos que impedir que isso aconteça de novo”.

E como a Marina representaria essa esquerda pós-68?

Eduardo – É uma esquerda em que o pobre urbano operário não é mais o personagem típico. Mas é quem? É o índio, o seringueiro, é a mulher, é o negro. A Marina acumula várias identidades…

Déborah – Como você escreveu, Eliane, no seu artigo sobre as diferenças entre os Silvas

Eduardo – Isso. O Lula é o representante do sonho brasileiro de ser como o norte do planeta, os Estados Unidos. Como diz o (antropólogo) Beto Ricardo (um dos fundadores do Instituto Socioambiental), o Brasil é como se fosse dividido entre uma grande São Bernardo e uma grande Barretos. Quer dizer, a zona rural vai ser como Barretos (cidade do interior paulista onde se faz a maior festa country do país): gado, rodeio, bota, chapéu e 4X4. E a parte urbana vai ser uma grande São Bernardo (cidade do chamado ABC Paulista, onde Lula se tornou líder sindical metalúrgico nas grandes greves da virada dos anos 70 para os 80): fábricas, metalurgia, motores, carros. A Marina representaria o outro lado. Essa outra esquerda, muito mais democrática, que aposta menos na organização vertical, autoritária, centralista, clássica dos partidos de esquerda comunista. Embora o PT não seja um partido comunista, nem de longe, é um partido que incorporou vários ex-comunistas, várias pessoas que têm a concepção de que é preciso tomar o Estado, o poder central, para instalar o socialismo, digamos.

E a Marina consegue representar essa outra esquerda?

“O centro do Brasil não é São Paulo, mas a Amazônia”

Eduardo – A Marina está numa posição equívoca, porque ela representa um tipo de pensamento que deveria estar nas ruas, e não no Estado. Deveria estar mobilizando a população, a chamada sociedade civil, e não disputando a presidência num sistema político corrupto, que é praticamente impossível de mexer. Acho que estamos num sistema político com um nó cego e só sairíamos disso aí, literalmente, com uma insurreição popular que forçasse o poder a se auto-reformar. Nestas condições, o governo da Marina é um governo impossível, sob certo ponto de vista. Na minha opinião, depois que ela saiu daquela primeira eleição em 2010 com 20 milhões de votos, tinha que ter saído da lógica da política partidária e se transformado numa líder de movimento social. Uma pessoa capaz de exprimir todo esse jogo de diferenças que tem no Brasil. Ela era líder seringueira, do povo da floresta. Estava lutando pelo ambiente. Essas questões foram sumindo e, quando houve a tentativa de pendurar na campanha dela essas outras lutas para as quais ela pessoalmente não estava preparada – aborto, direitos da mulher, direitos dos LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais, Travestis e Transgêneros) –, aí ela ficou travada por toda a outra composição dela, que é com o eleitorado evangélico. Então ela também tem o seu problema por ali. Mas o problema principal não é esse. Eu acho que a Marina representa a outra esquerda, a esquerda horizontalista, localista, ambientalista, que entende que é de baixo para cima que as coisas se organizam, mas ela está envolvida num processo eleitoral que é todo o contrário disso. Eleição é um momento de lazer, no sentido de que a população pensa que tem poder, porque pode escolher seus governantes, e depois da eleição volta à posição passiva. Se você tenta sair da posição passiva fora do período eleitoral, a polícia vem e bate em você. Você só pode se manifestar durante as eleições, o povo só pode ser político durante as eleições. Hoje só há dois tipos de cidadão no Brasil: o eleitor e o vândalo. O eleitor só tem uma vez a cada dois, quatro anos, e o resto do tempo você tem que ser vândalo. Ou ficar quietinho em casa, pegando propaganda, sonhando com seu carro e juntando dinheiro para ir para Miami. Acho que a Marina perdeu o rumo. Tenho uma admiração imensa por ela, pessoal, coisa que eu não tenho por nenhum outro. Tenho uma admiração pelo Lula, em outro sentido. Esse cara é incrível, tem um carisma político, mas não o conheço pessoalmente. A Marina, que eu conheço pessoalmente, é uma pessoa fantástica. Inteligentíssima. E é uma pessoa de enorme elegância, no amplo sentido da palavra. Mas ela tem que agradar todo mundo, o que é impossível. Se ela for presidente, espero que ela tenha contado a mentira certa. Isto é, que ela engane, que ela traia, quem merece ser traído. E não, como fez a Dilma, trair quem não merecia ser traído. A Marina não aproveitou a oportunidade para se colocar como uma candidata realmente alternativa. Eu não entendi ainda o que ela está dizendo que seja diferente da Dilma. Não entendi.

Déborah, em sua exposição no colóquio, você falou sobre a esquerda e a direita, a partir de (Gilles) Deleuze (filósofo francês), de uma forma muito interessante….

Déborah – Na verdade, isso é uma definição dele num vídeo que se chama Abecedário. Ele tem outras definições de esquerda, como, por exemplo, que o papel da esquerda é pensar; e que a esquerda coloca questões que a direita quer a todo custo esconder. Essa da percepção é uma que gosto especialmente porque me ajuda a reconhecer posições de direita ou de esquerda. Ser de esquerda é até mais uma questão de percepção do que de conceito. O ser de direita é sempre perceber as coisas a partir de si mesmo, como num endereço postal. Assim: eu, aqui, neste lugar, na minha casa, na rua tal, na praia de Botafogo, Flamengo, Rio de Janeiro, América do Sul. E você pensa o mundo, ali, como uma extensão de si mesmo. E cada vez que você se afasta, vai perdendo interesse, a coisa vai decaindo de valor. E ser de esquerda é o contrário: vai do horizonte até a casa.

Eduardo – Esse pensar a partir de si mesmo significa: como é que eu posso me manter onde estou e não perder nada? Como é que eu posso preservar os meus privilégios, mexer no mundo sem mexer em mim?

Déborah – Acho que a Dilma, o PT, têm sido de direita nesse sentido. O que importa é estender seus próprios privilégios aos outros, trazer os outros para si mesmo, mas pensando a partir de si mesmo. O que eu sou é o que eles devem ser também. Eu continuo a ser o que eu era e dou aos outros um pouco do que eu sou, e no melhor dos mundos eles vão acabar sendo iguais a mim. E a Marina é – ou seria – essa outra maneira de pensar, a partir da floresta, a partir desses outros povos, seria pensar nas outras possibilidades de ser diferente.

“Para imaginar o não fim do mundo é preciso imaginar o fim do capitalismo”

Eduardo – É pensar que o centro do Brasil é a Amazônia, e não São Paulo. No sentido de que é lá que está se decidindo o futuro do Brasil, não em São Paulo. É o que a gente fizer lá, com as pessoas de lá, que vai definir o que o Brasil vai ser. O Brasil vai ser todo São Paulo? Igual a São Paulo? É isso o que a gente quer? Uma grande São Paulo? Ou a gente quer, ao contrário, que o Brasil se “amazonize”, que o que resta de Amazônia no Brasil possa contaminar o Brasil que se “desamazonizou”. A Mata Atlântica sumiu. A gente não quer voltar tudo, mas a gente quer que a Amazônia nos ensine a voltar a ser Mata Atlântica. A gente quer que a Amazônia nos ensine como os pobres da cidade podem voltar a ser um pouco índios. E a gente sabe que, do ponto de vista geopolítico, histórico, a Amazônia é o centro do Brasil. É lá que está rolando tudo. E o pessoal fica discutindo a eleição em São Paulo. É bom que discuta. Tem que discutir a água de São Paulo, é claro. Mas como é que se discute a água de São Paulo? É por causa da Amazônia que está faltando água em São Paulo. É por causa do que estamos fazendo na Amazônia que estamos sofrendo falta de água aqui. Ah, mas a ligação não é direta. Claro que não é direta. Mas existe, e é por ela que a coisa passa. A plataforma da Dilma, no fundo, é isso. Você olha a partir de São Paulo, Brasília, Rio… Você olha a Amazônia a partir de onde você está e vê a Amazônia lá no fundo. Ou então você pode olhar o Brasil a partir da Amazônia e se perguntar o que isso significa. Isso é sair de onde eu estou, é mudar minha posição.

Acho que foi a Isabelle Stengers (filósofa belga) que disse que “o capitalismo pode não se preocupar com a atmosfera, mas é muito mais grave que a atmosfera não se preocupe com o capitalismo”. Você, Eduardo, afirma que é mais fácil imaginar o fim do capitalismo do que o fim do mundo, mas que teremos de imaginar os dois. Mas quem fala no fim do capitalismo é visto como alguém que está viajando, que está fora da realidade. Se essa é também uma crise de imaginação, como fazer isso, na medida em que seria imaginação contra poder?

Eduardo – O ambiente, o clima, a atmosfera estão mudando mais depressa do que o capitalismo, do que a sociedade. O Obama falou isso agora. A gente sempre imaginou a sociedade mudando num ritmo muito mais rápido do que a natureza, que era um pano de fundo imóvel para a história do homem. O fato de que o capitalismo não acaba é a razão pela qual o mundo está acabando, vamos dizer assim. O capitalismo – esse sistema socioeconômico e técnico, instalado desde o começo da modernidade, com a invasão da América, alterações no sistema de propriedade, mudanças técnicas que sobrevieram na Europa ali no começo do século 16, acentuando-se de maneira dramática com a industrialização e o uso de combustíveis fósseis no século 18 – é o responsável pelo estado presente do mundo. Ou seja, para imaginar o não fim do mundo, nós temos que imaginar o fim do capitalismo. E isso é extremamente difícil. Porque a questão do capitalismo nunca foi substituir, mas somar, sobrepor. Então nós temos hoje o quê? Nunca se consumiu tanto carvão quanto se consome agora. Então essa coisa de que o petróleo iria substituir o carvão, porque o petróleo é menos poluente do que o carvão, não é verdade. Está se consumindo mais carvão do que petróleo. Agora está se usando energia nuclear, energia eólica, energia solar. Isso não baixou o consumo de petróleo. O que está acontecendo é que nós estamos acrescentando fontes de energia, ou seja, não para nunca. Quanto mais melhor.

E como se imaginaria o fim do capitalismo?

Eduardo – O fim do capitalismo, provavelmente, não virá do esgotamento das fontes energéticas. Ele virá de outro lugar. Ele virá, provavelmente, de catástrofes climáticas, sociais, políticas. Aí já me permito sonhar um pouco. Com uma certa capacidade de a população planetária pouco a pouco ir criando pequenos bolsões alternativos de deserção. Enfim, uma certa “indianização” da população, na tentativa de se tornar independente das fontes globais de mercadoria, dos sistemas globais de transporte e de energia e lutar pelo mínimo de autossuficiência local, como já vem acontecendo em muitos lugares do planeta. Com ênfase no município, na comunidade, nos governos locais, nos arranjos locais, no transporte de curta distância, no consumo de produtos produzidos não muito longe de casa. Acho que vai haver uma certa contração da economia, porque é muito possível que essas crises afetem os sistemas mundiais de distribuição de energia. Veja essa seca de São Paulo. O que é isso? Isso significa que, enfim, essas cidades gigantescas que dependem de redes gigantescas de aprovisionamento de energia, de água, de eletricidade, etc, vão se tornar inviáveis. Acho que nós tendemos a um mundo de bairros, mais do que a um mundo de megalópoles. A tendência vai ser você criar um mundo onde as relações de vizinhança, a usina solar local, as hortas comunitárias, os governos de vereança local vão se tornar cada vez mais importantes. Acho que vai haver uma inversão da política, cada vez mais de baixo para cima do que de cima para baixo. Ou, pelo menos, a pressão de baixo para cima vai tender a contrabalançar a pressão de cima para baixo exercida pelas grandes companhias de petróleo, pelos governos nacionais, pelos grandes tomadores de decisão do mundo. Eles vão começar a se defrontar com uma multiplicação de ações locais, uma multiplicação de iniciativas cidadãs, se você quiser, que vão se parecer mais com o índio do que com o turista globetrotter que atravessa o planeta como se tivesse sempre no mesmo lugar em toda a parte. Acho que essa é uma maneira de imaginar o fim do capitalismo.

Déborah – Mas acho que isso não basta, porque será necessário um enfrentamento. Senão fica parecendo que cada um saindo para por em prática sua ação local seria o suficiente…

Eduardo – Vai haver sangue, como se diz. Lembremos que a Primavera Árabe teve como um dos fatores fundamentais uma crise brutal de abastecimento alimentar. De pão, particularmente. De trigo. O governo chinês tem tomado medidas dramáticas de redução da poluição e de tentativa de baixar um pouco a bola, porque está havendo uma grande quantidade de revoltas populares, de motins, dessas coisas que a gente não sabe, porque a Muralha na China é altíssima em termos de censura. Mas está havendo uma reação das populações locais, que estão brigando com os governos e pressionando para que ele tome medidas. O futuro nos reserva grandes acontecimentos ruins em termos de catástrofes climáticas, de fome, de seca…

Para vocês, qualquer saída, se há saída, passa pela recusa do excepcionalismo humano. Apareceu várias vezes no colóquio esse mundo de humanos e não humanos horizontalizados. Como seria esse mundo e como mudar uma forma de funcionar, na qual a visão de si mesmo como centro está confundida com a própria identidade do que é ser um humano?

“O símbolo de nossa relação com o mundo é o drone. Somos todosdrones

Eduardo – Tem uma frase que o Lévi-Strauss escreveu certa vez, que é muito bonita. Ele diz que nós começamos por nos considerarmos especiais em relação aos outros seres vivos. Isso foi só o primeiro passo para, em seguida, alguns de nós começar a se achar melhores do que os outros seres humanos. E nisso começou uma história maldita em que você vai cada vez excluindo mais. Você começou por excluir os outros seres vivos da esfera do mundo moral, tornando-os seres em relação aos quais você pode fazer qualquer coisa, porque eles não teriam alma. Esse é o primeiro passo para você achar que alguns seres humanos não eram tão humanos assim. O excepcionalismo humano é um processo de monopolização do valor. É o excepcionalismo humano, depois o excepcionalismo dos brancos, dos cristãos, dos ocidentais… Você vai excluindo, excluindo, excluindo… Até acabar sozinho, se olhando no espelho da sua casa. O verdadeiro humanismo, para Lévi-Strauss, seria aquele no qual você estende a toda a esfera do vivente um valor intrínseco. Não quer dizer que são todos iguais a você. São todos diferentes, como você. Restituir o valor significa restituir a capacidade de diferir, de ser diferente, sem ser desigual. É não confundir nunca diferença e desigualdade. Não é por acaso que todas as minorias exigem respeito. Respeitar significa reconhecer a distância, aceitar a diferença, e não simplesmente ir lá, tirar os pobrezinhos daquela miséria em que eles estão. Respeitar quer dizer: aceite que nem todo mundo quer viver como você vive.

O atual governo, por exemplo, assim como setores da sociedade brasileira, parecem ter dificuldade de reconhecer os índios, os ribeirinhos e os quilombolas no caminho das grandes obras como gente. Se isso é difícil quando se trata de humanos, é imensamente mais difícil respeitar as diferenças dos animais ou das árvores, que, nesse conceito de excepcionalidade que atravessa a nossa forma de enxergar o mundo – e nós no mundo – estão a serviço dos humanos…

Eduardo – Uma coisa é você dizer que os animais são humanos, no sentido de direitos humanos. Outra coisa é dizer que os animais são pessoas, isto é, são seres que têm valor intrínseco. É isso o que significa ser pessoa. Reconhecer direitos aos demais viventes não é reconhecer direitos humanos aos demais viventes. É reconhecer direitos característicos e próprios daquelas diferentes formas de vida. Os direitos de uma árvore não são os mesmos direitos de um cidadão brasileiro da espécie homo sapiens. O que não quer dizer, entretanto, que ela não tenha direitos. Por exemplo, o direito à existência, que só pode ser negado sob condições que exigem reflexão. Os índios não acham que as árvores são iguais a eles. O que eles acham simplesmente é que você não faz nada impunemente. Todo ser vivo, com exceção dos vegetais, tem que tirar a vida de um outro ser vivo para sobreviver. A diferença está no fato de que os índios sabem disso. E sabem que isso é algo sério. Nós estamos acostumados a fazer a nossa caça nos supermercados, não somos mais capazes de olhar de frente uma galinha antes de matá-la para comer. Assim, perdemos a consciência de que nós vivemos num mundo em que viver é perigoso e traz consequências. E que comer tem consequências. Os animais seriam pessoas no sentido de que eles possuem valor intrínseco, eles têm direito à vida, e só podemos tirar a vida deles quando a nossa vida depende disso. Isso é uma coisa que, para os índios, é absolutamente claro. Se você matar à toa, você vai ter problemas. Eles não estão dizendo que é tudo igual. Eles estão dizendo que tudo possui um valor intrínseco e que mexer com isso envolve você mesmo. Acho que o símbolo da nossa relação com o mundo, hoje, é o tipo de guerra que os Estados Unidos fazem com os drones, aqueles aviões não tripulados, ou apertando um botão. Ou seja, você nem vê a desgraça que você está produzindo. Nós todos, hoje, estamos numa relação com o mundo cujo símbolo seria o drone. A pessoa está lá nos Estados Unidos apertando um botão num computador, aquilo vai lá para o Paquistão, joga uma bomba em cima de uma escola, e a pessoa que apertou o botão não está nem sabendo o que está acontecendo. Ou seja, nós estamos distantes. As consequências de nossas ações estão cada vez mais separadas das nossas ações.

Perderam-se os sentidos e as conexões entre morrer e matar…

Eduardo – Exatamente. Ou seja, o índio que vai para o mato e tem que flechar o inimigo, ele tem que arcar com as consequências psicológicas, morais, simbólicas disso. Aquele soldadinho americano que está num quartel nos Estados Unidos, apertando um botão, ele nem sabe o que está fazendo. Porque ele está longe. Você cada vez mais distancia os efeitos das suas ações de você mesmo. Então nós somos todos dronesnesse sentido. A gente compra carne no supermercado quadradinha, bem embaladinha, refrigeradinha, sem cara de bicho. E você está o mais longe possível daquela coisa horrorosa que é o matadouro. Daquela coisa horrorosa que são as fazendas em que as galinhas estão enfiadas em gaiolas apertadas. Se o pessoal lembrar que 50% das galinhas que nascem são galos e que esses 50% que nascem são triturados ao nascer para virar ração animal porque não colocam ovos, talvez não conseguissem comer galinhas. Se você mostrasse que metade dos pintinhos vão todos vivos para uma máquina que tritura, talvez melhorasse um pouco. Mas as pessoas não querem saber disso. Nisso, nós somos iguaizinhos ao soldado americano que aperta o botão para matar inocentes no Paquistão. Nós fazemos a mesma coisa com as galinhas. Nós somos todos drones. Temos uma relação com o mundo igual à que os Estados Unidos tem com suas máquinas de guerra. Somos como os pilotos da bomba atômica que não sabiam bem o que estavam fazendo quando soltaram a bomba atômica em cima de Hiroshima. Dissociação mental. Essa coisa de não se dar conta do que a gente está fazendo, por um lado está aumentando. Mas, por outro lado, com a mudança climática, as pessoas estão começado a perceber que o que elas estão fazendo está influenciando o mundo. Estamos num momento crucial: por um lado o aumento brutal do modelo drone, com tudo cada vez mais distante, e, por outro, as catástrofes batendo na sua porta. O mar está subindo, o furacão está chegando, a seca está vindo.

Eu queria terminar perguntando o seguinte: vocês escrevem que tudo o que pode ser dito sobre a mudança climática se torna anacrônico e tudo o que se pode fazer a respeito é necessariamente pouco e tarde demais. Então, o que fazer? Como sonhar outros sonhos, como diz Isabelle Stengers? Ou como dançar para que o céu não caia na nossa cabeça, como fazem os índios?

Déborah – É tarde demais para algumas coisas, mas não para outras. Disso a gente não pode esquecer nunca. Por exemplo: nós não podemos fazer sumir em curto, médio ou longo prazo com esses gases de efeito estufa. E nem com o forte desequilíbrio energético que nós já causamos, já imprimimos ao sistema climático da Terra. E como as emissões continuam aumentando, acho que não seria razoável esperar, politicamente, que essas emissões sejam estancadas de uma hora para outra.

Eduardo – O mundo está esquentando e não vai parar de esquentar mesmo se a gente parar agora. Já começou um processo que é irreversível, até certo ponto.

Déborah – Então, uma parte do que vai acontecer não depende mais das nossas decisões e ações presentes. Já é passado. Mas existe uma diferença enorme entre um aquecimento de dois graus e um aquecimento de, sei lá, quatro e seis graus. Essa diferença é a diferença entre um mundo difícil e um mundo hostil à espécie humana e a várias outras espécies. Quer dizer, a diferença se traduz entre milhares de mortes por ano em virtude de eventos extremos e milhões de flagelados do clima, de vítimas fatais, talvez centenas de milhões, até, como alguns chegam a dizer. Isso sem contar as outras espécies. Então, não podemos nos dar ao luxo de nos desesperarmos, eu acho.

O desespero é um luxo?

Déborah – É, o desespero seria um luxo. Se a gente pensa em nós mesmos, nos nossos filhos, e nos outros viventes que existem e que vão existir, se desesperar não é uma opção. Então, por um lado a gente tem que fazer o que puder para mitigar essas emissões, para criar também condições de adaptação das diferentes populações, dos ecossistemas, aos efeitos do aquecimento global. Isso em relação ao que já foi e ao que ainda vai ser, que não poderemos evitar. E, por outro lado, nós temos que fazer, como diz Donna Haraway (filósofa americana), numa expressão que é muito boa, mas que não dá muito para traduzir em português: stay with the trouble. Ficar, viver com o problema. Aguentar. Não é só aguentar o tranco. É: sim, temos esse mundo empobrecido, mas nós vamos viver com ele. O que significa viver como a grande maioria das pessoas já vive. Pessoas que não podem se proteger desse mundo que a gente criou, ou acha que criou. Há uma porção de populações que stay with the trouble há muito tempo, e a gente vai ter que aprender com elas.

Eduardo – A gente vai ter que aprender a ter sociedades com capacidade de mudar de escala. Imagina uma aldeia indígena, numa ilha, em que o mar sobe um metro. Será necessário mudar a aldeia de lugar porque o mar subiu um metro. Vai ter que entrar mais para dentro da costa. É chato, tal, mas ela muda de lugar. Agora, imagina Nova York. Os caras não vão conseguir tirar o Empire State do lugar. Ou seja, tem modos de vida em que é muito mais fácil se adaptar ao que vem por aí. Por um lado, a gente fala: quem vai se dar mal primeiro? Quem vai se dar mal primeiro com as mudanças climáticas vão ser os pobres. Eles é que vão ser os primeiros a sofrer. É verdade. Por outro lado, eu desconfio que eles vão ser os primeiros a sofrer e os primeiros a se virar.

Eliane Brum é escritora, repórter e documentarista. Autora dos livros de não ficçãoColuna Prestes – o Avesso da Lenda, A Vida Que Ninguém vê, O Olho da Rua, A Menina Quebrada, Meus Desacontecimentos e do romance Uma Duas. Site: elianebrum.com Email: elianebrum.coluna@gmail.com Twitter: @brumelianebrum

What’s next for climate science beyond the IPCC? (Sci Dev Net)

23/09/14

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In lead to December’s 20th UN Conference of Parties on climate change, scientists and policymakers are reflecting on the future of climate science. Many are questioning whether the existing mechanisms that feed scientific evidence into international politics are working well enough.

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