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They Hunt. They Gather. They’re Very Good at Talking About Smells (N.Y.Times)

The answer might come down partly to culture, suggests a study published Thursday in Current Biology.

To better understand why the Jahai have this knack with naming smells, researchers compared a different group of hunter-gatherers on the peninsula, the Semaq Beri, with neighbors who are not hunter-gatherers. Even though they shared related languages and a home environment, the Semaq Beri had a superior ability at putting words to odors. These results challenge assumptions that smelling just isn’t something people are good at. They also show how important culture is to shaping who we are — and even what we do with our noses.

[READ: Ancestral Climates May Have Shaped Your Nose]

In the rainforests of the Malay Peninsula, the Semaq Beri, like the Jahai, are hunter-gatherers. But the Semelai, a group that lives nearby, cultivate rice and trade collected forest items.

Semaq Beri members clearing undergrowth in the durian fruit season. A neighboring group, the Semelai, share a related language but were less adept at naming odors they smelled. Credit: Nicole Kruspe

To test their color and odor naming abilities, the researchers asked members of each group to identify colors on swatches and odors trapped inside pens. When it came to naming more than a dozen odors including leather, fish and banana, the differences were clear. The Semaq Beri used particular terms to describe odor qualities. But when the Semelai tried to identify the source, they often got it wrong. The difference between the two groups was as pronounced as the gap in the earlier study between the Jahai and English-speaking Americans.

“I thought the differences would be more subtle between the two groups,” said Nicole Kruspe, a linguist at Lund University in Sweden who co-authored the study.

Perhaps the importance a culture places on odor influences how people describe it. And if you depend on the forest’s produce to live, you may want to know more subtle attributes that indicate origin, safety or quality.

“A cultural preoccupation with odor is useful in the forest with limited vision,” said Dr. Kruspe.

The Semaq Beri value odors as food-locating resources but also as important pieces of life that can indicate a person’s identity and guide taboos and rules for behavior. But “that in itself doesn’t explain it,” Dr. Kruspe said.

[READ: The Nose, an Emotional Time Machine.]

Perhaps well-practiced skills preserved odor-detecting genes or primed brains to be better odor-detectors — which suggests that without continuing to use this ability, it could one day be lost.

Asifa Majid, a linguist at the Max Planck Institute for Psycholinguistics in the Netherlands and co-author of the paper, has also studied hunter-gatherers with comparable skills in Mexico and worries that pressures of globalization may disrupt these lifestyles, limit access to odors and threaten a vibrant odor lexicon.

One way to explore that possibility would be to see what happens to the lexicon for odors of descendants of hunter-gatherers who have been removed from that lifestyle.

“Unfortunately,” said Dr. Kruspe, “we will probably be able to test for that in a couple of generations.”

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Malásia detém 4 turistas que ficaram nus em monte atingido por terremoto (UOL Notícias)

AFP, Em Kuala Lumpur

10/06/201506h20 

As autoridades da Malásia anunciaram a detenção de quatro turistas – dois canadenses, um britânico e um holandês – que supostamente ficaram nus no monte Kinabalu, um ato que, segundo alguns moradores, irritou os espíritos tribais e provocou o terremoto da semana passada.

As fotografias de 10 turistas nus circularam pelas redes sociais e provocaram a revolta dos moradores, depois que um tremor de magnitude 6,0 de magnitude perto da montanha na sexta-feira passada matou 18 pessoas.

Seis turistas permanecem em paradeiro desconhecido, segundo a polícia.

O monte Kinabalu, declarado Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco e muito popular entre os alpinistas, é considerado um espaço sagrado pelo grupo tribal Kadazan Dusun da Malásia, que considera o local uma área de descanso para os espíritos.

“Nós detivemos quatro deles na terça-feira e continuamos procurando os outros seis turistas”, afirmou Jalaluddin Abdul Rahman, chefe de polícia do estado malaio de Sabah, onde fica a montanha.

Jalaluddin disse que os detidos podem ser acusados de perturbação da ordem pública.

O ministro do Turismo da província de Sabah, Masidi Manjun, anunciou a abertura de processos contra os quatro estrangeiros e informou que eles permanecerão detidos por quatro dias.

O terremoto de sexta-feira provocou deslizamentos no Monte Kinabalu, quando mais de 150 alpinistas estavam no topo da montanha.

As autoridades confirmaram que 18 pessoas morreram na montanha, incluindo alguns jovens estudantes de Cingapura que estavam no local em uma excursão escolar.

Alguns internautas malaios e inclusive algumas autoridades atribuíram a tragédia aos nudistas, sugerindo que sua atitude irritou os espíritos e provocou o terremoto.

Mas para o ministro Masidi, a ideia de que as autoridades consideram que os atos dos turistas provocaram o terremoto está equivocada.

“Eu nunca disse que eles provocaram o terremoto, e sim que suas ações contrariaram os integrantes da maior tribo de Sabah. A montanha é um lugar sagrado e reverenciado”, declarou.

Um ritual tradicional de várias religiões deve ser organizado em breve para a purificação da montanha, com a presença de muçulmanos, cristãos e também de líderes tribais, afirmou Masidi.

Autoridade malaia acusa turistas nus de causar terremoto que matou alpinistas (UOL Notícias)

Jennifer Pak

Da BBC News

09/06/2015 06h51 

Para um funcionário do governo da Malásia, o terremoto que atingiu o país na última sexta-feira (5) e deixou ao menos 16 mortos teve pouco a ver com a atividade sísmica da região.

Joseph Pairin Kitingan, que ocupa um cargo semelhante ao de vice-governador na província de Sabah, disse que a tragédia foi causada por um grupo de turistas ocidentais que recentemente tiraram fotos nus no Monte Kinabalu, próximo ao epicentro do tremor.

Pairin disse que a atitude dos turistas irritou os espíritos da montanha: “O terremoto é uma prova das consequências, que já temíamos, das ações (dos turistas). Temos de entender essa tragédia como um alerta, sobre como as crenças e costumes locais não podem ser desrespeitados.”

Segundo o governo da Malásia, alguns dos turistas já foram identificados; entre eles estão dois canadenses, um alemão e um holandês.

Autoridades malais estão orientadas a não permitirem que eles deixem o país, enquanto as investigações estiverem em curso.

Segundo a mídia local, ao menos um dos turistas teria sido preso.

‘Sociedade moderna’

Moradores da região acreditam que o Kinabalu é sagrado por ser o último local de descanso de seus ancestrais.

Para muitos habitantes de Sabaha, não há relação entre o tremor e a atitude dos estrangeiros, mas alguns se ofenderam com a nudez.

“Eu não posso confirmar se os turistas causaram o terremoto ou não. Somos uma sociedade moderna, mas temos nossas crenças, e elas têm de ser respeitadas”, disse Supni, um guia do Monte Kinabalu.

O guia, que acha que os turistas devem ser punidos, conta que estava levando um grupo de montanhistas pela região, quando ocorreu o terremoto que deixou ao menos 137 pessoas isoladas.

Supni conta que ele e seu grupo precisaram caminhar por 12 horas, depois de serem informados que os helicópteros de resgate não estavam conseguindo chegar ao local onde estavam por conta do tempo ruim.

Ele conta que o grupo passou por alguns corpos presos nas pedras. “Passávamos em silêncio pelos corpos, em sinal de respeito. Muitas pessoas estavam chorando, mas tentamos manter a calma”, disse.

O antropólogo Paul Porodong, da Universidade da Malásia em Sabah, disse em entrevista ao jornal Star que tribos locais relacionam atos desrespeitosos a acidentes e que a nudez do grupo se encaixaria nessa crença.

Segundo a mídia local, ao menos um dos turistas teria sido preso. Para os próximos dias, a população local está planejando um ritual tradicional no Monte Kinabalu para “acalmar os espíritos”.