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Carro “símbolo” da falta de água no Cantareira foi roubado há 20 anos em SP (UOL)

Fabiana Maranhão

Do UOL, em São Paulo

03/03/201509h26 Atualizada 03/03/201515h11 

Seca em SP revela carros, construções antigas e lixo

19.fev.2015 – As chuvas que têm atingido São Paulo em fevereiro estão recuperando o nível do sistema Cantareira, que fornece água para 6,5 milhões de pessoas na Grande São Paulo. Na montagem, a imagem onde aparece menos água foi feita em dezembro de 2014. Já a foto que mostra a represa mais cheia é deste mês. Com a elevação, carros que surgiram com a seca e não foram retirados voltam a ser encobertos pelas águas Leia mais Estadão Conteúdo

A carcaça de um carro que se tornou uma espécie de símbolo da falta de água no Cantareira, sistema que abastece um terço da população da Grande São Paulo(6,5 milhões de pessoas), foi furtado há 20 anos.

Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública), após averiguar o número do chassi, a polícia descobriu que o veículo foi furtado em 1995 na cidade de São Paulo.

O caso é investigado pela delegacia de Nazaré Paulista (a 64 km de São Paulo). A polícia ainda não identificou os suspeitos pelo crime.

A carcaça passou a chamar a atenção de quem passava pela região da represa Atibainha, que faz parte do sistema Cantareira, depois que foi grafitada em 2014 pelo artista Mundano. No carro, foi escrito “Bem-vindo ao deserto da Cantareira”, um protesto contra a crise de falta de água.

O veículo foi removido da represa em 25 de fevereiro. Um dia depois, o desenho do carro com a mesma mensagem foi grafitado na pilastra perto de onde a carcaça ficava e que servia de referência para as subidas e quedas do nível do reservatório.

De acordo com a SSP, 31 carros foram retirados do Atibainha desde o ano passado. Levantamento feito pela reportagem do UOL revela que, desde o meio do ano passado, ao menos 83 veículos foram tirados do fundo de reservatórios em São Paulo.

Os primeiros começaram a aparecer em meados de agosto de 2014, à medida que foram caindo os níveis de água das represas de São Paulo por causa da falta de chuva.

Evelson de Freitas/Agência Estado

Grafite em pilastra na represa Atibainha reproduz carro que virou símbolo da seca

Seco e colorido: Grafiteiros vão ao Cantareira em protesto artístico (Conta D’Água)

Em tempos de seca grafiteiros fazem arte-protesto no complexo cantareira e dão medidor de nível de água para a população

Por Henrique Santana, da Revista Vaidapé

2 de março de 2015

Submersos no maior colapso de abastecimento de água da história do Estado de São Paulo, grafiteiros resolveram dar um rolê pela represa de Atibainha, em Nazaré Paulista, para fazer o que sabem melhor: grafitar. A Vaidapé participou da ação do início ao fim e o registro vocês conferem nesta reportagem.

O time foi composto por grandes nomes do graffite da cidade: Thiago Mundano, encabeçador do projeto “Pimp My Carroça”, que estiliza o principal objeto de trabalho dos carroceiros paulistas; Mauro, do movimento Imargem; Enivo, um dos responsáveis pelo polêmico graffite nos Arcos do Jânio, criticado por fazer uma suposta exaltação ao líder venezuelano, Hugo Chavez; Subtu, famoso pelos desenhos de macacos brancos espalhados pela cidade; e Fel, exímio escalador de prédios, que estampa desenhos gigantes edifícios da cidade.

O APARELHO DE MEDIÇÃO

A trupe do spray foi ao Cantareira com o objetivo de fazer um graffite-medidor. As pinturas, realizadas em baixo da ponte da represa de Atibainha , serão usadas de parâmetro para acompanhar o nível da água. “Estamos aqui para ver, de fato, o nível da água do Cantareira, porque não dá para confiar muito no que a gente vê na TV, no que a Sabesb diz, no que dizem nossos governadores. Então a gente veio fazer uma arte para ser um nivelador, para a população que vem aqui também possa acompanhar a situação da água Não é porque cresceu um pouquinho que está bem. O nível está negativo e a gente vai acompanhar por essa arte, que é um jeito de trazer um novo olhar para essa crise hídrica”, explica Mundano.

Torneiras colocadas por Mundano em cactos da represa (Foto: André D’Elia)

Subtu, o famoso pintor de macacos brancos, criticou o desperdício de água e não deixou de lado seu carro chefe, estampando na ponte mais um de seus primatas. “Eu fiz o macaco assim, desperdiçando água, porque o macaco é o ser humano desprovido de inteligência. Então ele é meio burro e tal. É para fazer uma referência a essas pessoas que não se tocaram ainda que a gente está numa crise violenta de água, que continua lavando o carro, que não reutiliza a água. Então é meio que isso, ele tá na ‘gozolândia’, ele tá aqui na Cantareira despejando água da garrafinha”, provoca.

“A gente está aqui hoje, na Cantareira, fazendo o que a gente mais gosta de fazer, que é arte, que é pintar. E hoje tá servindo como um alerta, como uma crítica”, conta Enivo ao falar que a ideia é que os graffites sejam submerso — caso o nível da represa volte a subir.

O protesto artístico surgiu de uma camaradagem que aflorou nas ruas de São Paulo. Apesar dos grafiteiros atuarem em diferentes regiões da cidade, a afinidade entre seus projetos individuais e os roles pelo asfalto quente da terra da garoa fez com que seus caminhos se cruzassem. Enivo pontua que a ação “acaba sendo um encontro de amigos para pintar, mas agora com um porquê”.

ARTE DENTRO E FORA DE CASA

Além do graffite-medidor, a ida para a represa de Atibainha teve outros porquês. Tanto Mundano quanto Mauro irão, no dia 7 de março, inaugurar a exposição “Ver-A-Cidade Mudana”, na galeria A7MA, Vila Madalena, zona oeste de São Paulo. O nome da mostra faz referência ao trabalho dos dois artistas. A ideia é construir um diálogo entre a arte exposta dentro e fora das galerias. Enivo é um dos sócios da A7MA, que abriu espaço para que artistas independentes consigam vender obras para garantir sua subesistência.

“Para a gente, que é artista, grafiteiro, é um prazer e uma missão poder falar disso, seja nas ruas, seja aqui nesse marco, nesse lugar monumental, importante para a sociedade paulistana. E também poder mostrar isso em um ambiente fechado, relacionando toda essa nossa poética em obras móveis que as pessoas podem olhar, podem até levar para casa. Então, na galeria A7MA, a gente vai fazer está exposição e vai relacionar tudo isso: arte na rua e arte dentro dos espaços”, diz Mauro, que também é idealizador de outros projetos, como o Cartograffiti.

Grafites de Mauro e Mundano, lado a lado na represa de Atibainda (Foto: André D’Elia)

Os artistas também vão abordar temas relativos a crise de abastecimento, levando para a galeria o projeto dos cinco grafiteiros no Cantareira. A arte ganha moldes de protesto e navega de Nazaré Paulista ao centro. Do subúrbio seco aos bairros em que o racionamento não veio.

A arte vai ao sertão paulista e os arredores da terra rachada ganham vida. Enquanto isso, os moradores da ‘gozolândia’ central continuam sem ver a cor da falta d’água. Na periferia, por outro lado, a torneira que não pinga já virou rotineira.

Dahr Jamail | The “Mega-Drought Future,” the Disappearance of Coral Reefs and the Unwillingness to Listen (Truthout)

Monday, 02 March 2015 00:00

By Dahr Jamail, Truthout | Report 

Since 2011, destruction of the oceans has not only continued, but it has increased dramatically. A World Resources report states that all coral reefs will be gone by 2050 "if no actions are taken," a study published in BioScience states that oysters are already "functionally extinct" since their populations are decimated by overharvesting and disease, and the "dead zone" in the Gulf of Mexico, and others around the globe, continue to break size records. (Photo via Shutterstock)

Since 2011, destruction of the oceans has not only continued, but it has increased dramatically. (Photo: Dead Coral Reef via Shutterstock)

Scientists are now mapping a world that is changing rapidly in often-terrifying ways. Climate disruption and world leaders’ unwillingness to act have put us at risk of experiencing mega-droughts, the disappearance of coral reefs and other ecological impacts of an anthropogenically warming planet.

The UN World Meteorological Organization recently announced that 14 of the 15 hottest years ever recorded have occurred since 2000. Ponder that for a moment before reading further.

In what is perhaps eerily prophetic timing, this February marked the 50th anniversary of US President Lyndon B. Johnson’s warning about carbon dioxide. In a 1965 special message to Congress, he warned about the buildup of carbon dioxide and said, in what would become the harbinger warning of anthropogenic climate disruption (ACD):

Air pollution is no longer confined to isolated places. This generation has altered the composition of the atmosphere on a global scale through radioactive materials and a steady increase in carbon dioxide from the burning of fossil fuels.

The potential consequences of this warming are also multiplying, as witnessed by a recent NASA study that shows that the United States is “at risk of [a] mega-drought future.” The research shows that the Southwest and Central Plains are both on course for super-droughts, which have not been witnessed in over 1,000 years.

To see more stories like this, visit “Planet or Profit?”

In this month’s climate dispatch, we document a wide range of research along similar lines: Scientists are now mapping a world that is changing rapidly in often terrifying ways.

Earth

After the single worst mountaineering accident in history took place last summer on Mount Everest, the standard climbing route for that mountain has become off limits. Many mountaineers, including this writer, credit ACD with making the section of the route where the deadly accident occurred more dangerous than ever before.

Climate Disruption DispatchesAn increasing number of reports now demonstrate that ACD is leading to new disease outbreaks around the world. In fact, many scientists fear that ACD is already creating the ecological basis for infectious deadly diseases to spread to both new places and new hosts as the planet’s atmosphere changes.

Other scientists are warning of a coming “climate plague,” and say that exotic diseases like Ebola, SARS and West Nile virus will become “increasingly common” as ACD progresses. Less dramatically but equally pertinent, recent studies are already linking ACD to longer and more intense hay fever seasons in the United States.

Wildlife is reflecting the changes to the climate as well. Grizzlies in Yellowstone National Park emerged several weeks early from their winter hibernation due to the arrival of spring-like weather, with warmer temperatures and rain falling instead of the usual snow, according to a park spokesperson.

Dramatic acceleration of ACD and its impacts on agriculture mean that “profound” societal changes are needed in order to feed the world’s ever-growing population.

Madagascar’s lemur species, most of them already imperiled, are now being severely impacted by the effects of ACD, which will cause an average of half of their current habitats to be removed over the next 70 years.

Although it’s not as though we needed any further evidence that ACD is real and progressing rapidly, a study recently published in Nature, drawn from evidence taken from ancient plankton fossils drilled from the ocean floor, supports current predictions about ACD, as it verifies what we are seeing today, and where it will lead, since it has happened in the past.

On the human front, a recent report shows how disasters resulting from ACD are pushing India’s poorest children further into poverty and sometimes human trafficking, as parents are displaced.

Lastly, researchers at an annual American Association for the Advancement of Science conference in the United States reported that the dramatic acceleration of ACD and its impacts on agriculture mean that “profound” societal changes are needed in order to feed the world’s ever-growing population. One example of these changes is the fact that, according to one of the scientists at the conference, in order to feed the planet between 2000 and 2050, agricultural output would have to produce the same amount of food as was produced in the last 500 years.

Water

As usual, the impact of ACD is extremely clear when it comes to water and water-related issues around the globe.

In Alaska, the annual Iditarod sled dog race is in increasing jeopardy, as warmer temperatures and dwindling snow cover are making it more challenging to run the race. Mushers are having to skirt open-water sections of previously frozen rivers, run their teams and sleds over long sections of bare ground, and run their dogs at night because daytime temperatures are sometimes too warm.

In the Pacific Northwest, a possibly record-setting bad snow year is in full swing, as mountain snowfalls remain at record low levels, and forecasts for the rest of the season are calling for more of the same. By way of example, the snowpack in the Olympic Mountains is at only 8 percent of its usual level.

The planet is experiencing “unabated planetary warming” when one includes the vast amounts of greenhouse-trapped heat in the oceans.

recent report revealed that anthropogenic air pollution in the northern hemisphere is reducing rainfall over Central America. Scientists explained that sun-masking pollution cools the northern hemisphere where most global industry is based. This then pushes the intertropical convergence zone (a rain band that encircles the globe) south because it moves toward the warmer hemisphere.

Researchers from the University of Arizona have shown that melting ice is causing the land to rise up in Iceland, and possibly elsewhere. The result of this could be a dramatic increase in the number of volcanic eruptions around the globe – yet another unintended consequence of ACD.

While it’s no secret that glaciers are melting in Antarctica and Greenland, a recently published study provided new evidence that the carbon from melting glaciers is impacting the downstream food chains and having a significant impact on those ecosystems. This means substantial changes to the base of the food web, changes that will have clear ramifications for global fisheries and ultimately, humans’ ability to feed themselves.

A recent study published in the journal PLOS ONE, titled “Smothered Oceans: Extreme Oxygen Loss in Oceans Accompanied Past Global Climate Change,” revealed that abrupt, extensive loss of oxygen occurred in the oceans when the global ice sheets melted approximately 10,000 to 17,000 years ago. These findings explain similar changes that are already occurring in the oceans right now.

New analysis of thousands of temperature measurements taken during deep ocean probes confirmed that the planet is experiencing “unabated planetary warming” when one includes the vast amounts of greenhouse-trapped heat in the oceans.

Life in the oceans is being impacted in what are increasingly obvious ways. Rutgers University professor Malin Pinsky, who studies the effects of ACD on fisheries, recently announced a study showing species redistribution (having to move to new areas due to temperature changes) of fluke, which are being pushed north toward cooler waters. Pinsky has already studied a similar phenomenon happening with flounder.

In California, nearly 1,000 sea lions have been washed ashore this year in what rehabilitation centers state is a growing crisis for the animals. National Oceanic and Atmospheric Administration officials are blaming warming ocean temperatures for the problem.

ACD-fueled drought continues to plague the planet, as the major vacillations between extreme dryness and floods grow increasingly common.

It’s important to place this distressing news for the planet’s oceans in a larger – and even more distressing – context. Now is a good time to recall an alarming 2011 report, in which the International Program on the State of the Ocean warned of mass extinction, based on the then-current rate of marine distress. The expert panel of scientists warned that a mass extinction event “unlike anything human history has ever seen” was coming, if the multifaceted degradation of the world’s oceans continues.

Since 2011, destruction of the oceans has not only continued, but it has increased dramatically. A World Resources report states that all coral reefs will be gone by 2050 “if no actions are taken,” a study published in BioScience states that oysters are already “functionally extinct” since their populations are decimated by overharvesting and disease, and the “dead zone” in the Gulf of Mexico, and others around the globe, continue to break size records.

Other water-related effects of climate disruption abound.

The massive snowfall in Boston this winter set all-time records for snow within 14, 20, and 30-day periods, and has been tied to ACD.

ACD-fueled drought continues to plague the planet, as the major vacillations between extreme dryness and floods grow increasingly common.

Sao Paulo, Brazil’s largest and wealthiest city that typically has access to one-eighth of the fresh water on the planet, is now seeing its taps run dry as the region struggles to cope with “an unprecedented water crisis.” And in the United States, California’s drought continues to make front-page news, as usual. The state suffered one of its driest Januarys on record, indicating that, without a doubt, the state is headed into a fourth straight year of drought.

Also in California, scientists are seeing that state’s shrinking snowpack as a harbinger of things to come. They are expecting the snowpack to shrink by at least one-third as the climate continues to warm in the coming decades, and expect that by the end of this century, more than half of what now functions as a massive natural freshwater reservoir could be gone.

Indeed, a recent NASA study warns us of an “unprecedented” North American drought, and shows that California is currently in the midst of its worst drought in more than 1,200 years. The study also shows how things are only going to get worse.

Meanwhile, the distress signals from the Arctic continue to make themselves known, in the form of melting ice.

A study recently published in the Journal of Climate shows that the amount of ice already lost in the Arctic dwarfs any of the ice gains that have occurred around Antarctica. ACD deniers had pointed toward increasing ice buildup in parts of the Antarctic as a sign that ACD was not happening, but this study blows that “argument” out of the water. “I hope that these results will make it clear that, globally, the Earth has lost sea ice over the past several decades, despite the Antarctic gains,” wrote study author Claire Parkinson, a sea ice researcher at NASA’s Goddard Space Flight Center in Maryland.

Seattle-based urban planner Jeffrey Linn produced a series of maps that show what is going to occur as sea levels continue to rise and major cities are submerged in hundreds of feet of water. They are worth looking at closely.

A study just published in the journal Nature Communications shows that sea levels north of New York City “jumped by 128mm (5 inches)” in just two years. This is an unprecedented rate in the history of tide gauge records. The US scientists who authored the study warned that coastal areas now need to prepare for “short term and extreme sea level events.”

Lastly, on the subject of rising sea levels, researchers recently reported that rising sea levels are already impacting Kennedy Space Center in Florida, where the historic and iconic launch pads 39A and 39B are under threat as nearby beachfront is washing away at an alarming rate.

Fire

A recent state-commissioned study in the US projects between a 2.5 to 5.5-degree Fahrenheit temperature increase by 2050, which would bring more disease, crop damage and wildfires to the state of Colorado, along with other states in the center of the country.

To make matters worse, another recent report makes it clear that wildfire season in the United States, which used to be confined to the months of July and August, has grown two and a half months longer in the last 40 years – and continues to expand.

Beyond the US, a recent study in the New Scientist revealed that ACD-augmented wildfires could begin releasing radioactive material locked in contaminated forest soils around Chernobyl, allowing them to spread all over Europe.

Air

A recent study published in Scientific Reports reveals that the forests’ ability to suck carbon from the atmosphere is likely slowing down. The ramifications for this are obvious: With forests’ ability to remove carbon dioxide from the atmosphere compromised, the impacts of ACD speed up dramatically.

Climate Central recently published an interactive tool called Winter Loses Its Cool, which allows you to see how daily low temperature projections for US cities are being impacted by ACD.

A modeling study published in LiveScience in February shows how ACD is spawning even more tornadoes in the US Southeast.

Another report – which shouldn’t surprise anyone living in the frigid northeastern US – shows how ACD is clearly shifting the jet stream that drives the weather for that region. This has been evident throughout most of February, where record-breakingbitterly cold air from Siberia wracked the region, along with the eastern half of Canada, with incredibly low temperatures and record snowfalls. It is obvious that something is amiss with the planet’s atmosphere when the US Northeast is getting weather, regularly now, that used to be found only within the Arctic Circle. As global temperatures slowly equalize as a result of ACD, the jet stream is no longer contained to its previous patterns.

January 2015 showed that worldwide temperatures are showing little sign of relenting from 2014’s record high levels, as January matched the warmest records for the month in 125 years of data records, according to Japan’s Meteorological Agency.

Lastly, the giant craters in Siberia that are believed to have been caused by methane gas eruptions in melting permafrost are now sparking fears of the unfolding of an Arctic natural disaster. That disaster would look like increasingly escalating temperatures that cause self-reinforcing feedback loops to kick in, and cause the permafrost in the Arctic to continue melting, hence releasing the rest of the trapped methane.

Denial and Reality

There is some big news on the ACD-denial front this month, as it was recently revealed how the deniers’ favorite scientist, Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics’ Wei-Hock Soon, has been taking cash from corporate interests – and the documents are there to prove it. He has accepted more than a cool $1.2 million in money from the fossil fuel industry, and opted not to disclose that minor conflict of interest in the vast majority of his so-called scientific papers.

Nevertheless, others who are taking massive amounts of cash from the fossil fuel industry, like the infamous Sen. Jim Inhofe (R-Oklahoma), continue to spout onabout how only God can cause climate change.

A recently published op-ed in LiveScience asks the question, “Is it safe to be a climate scientist?” given how aggressive and even dangerous the pushback has been against scientists for simply doing their jobs.

It’s a legitimate question because given the fact that 2014 was the hottest year on record and all the other overwhelming evidence that ACD is in full swing and accelerating by the day, the denial movement has began to reach new heights of lying and propagandizing. By way of example, Australian Prime Minister Tony Abbott’s top business advisor Maurice Newman says that he believes ACD is a “myth.”

“We are conditioning ourselves to ignore the information coming into our ears.”

Meanwhile, talk of “geoengineering” as a “solution” for ACD continues to grow in frequency and volume, to the extent that the National Academy of Sciences (NAS) recently issued two firmly pessimistic reports on the subject. The NAS refused to call it “geoengineering,” however, instead calling it “climate intervention.” The NAS panel rejects the use of the term “geoengineering” because, “We felt ‘engineering’ implied a level of control that is illusory,” according to Dr. Marcia McNutt, who led the report committee.

Another, little-noticed factor that may be driving denial: noise pollution. A senior US scientist recently expressed concerns about how human-created noise is making us oblivious to the sound of nature. Rising background noise in some areas threatens to make people deaf to the sounds of birds, flowing water and wind blowing through trees, and the problem is exacerbated by people opting to use iPods during their hikes. “We are conditioning ourselves to ignore the information coming into our ears,” the scientist said. Along with the fact that the majority of the global population now lacks regular access to wilderness, it is becoming ever easier for people to avoid thinking about ACD, since they are out of touch with the planet.

There have been important recent developments on the reality front for this section.

As a mitigation option, a recent Reuters story reminds us, “Giving more women who want it access to birth control to limit their family size, in both rich and poor countries, could be a hugely effective way to curb climate change, according to experts.”

Truthout also recently published an analytical piece on this topic, noting that there are 225,000 people at the dinner table tonight who weren’t there last night – and that the vast majority of carbon emissions are coming from so-called developed countries, rather than poorer “developing” countries.

In an action geared toward raising global awareness, Catholics in 45 countries aim to send an ACD message through their Lenten chain of fasting this year. In addition, Pope Francis’ scheduled address to a joint session of Congress this fall is aiming to put Republican lawmakers who are ACD deniers square on the hot seat.

Given recent reports and events, let us remember the shockwaves caused in the global scientific community when, in 2010, Australian emeritus professor of microbiology Frank Fenner, who helped eradicate smallpox from the planet, predicted the human race would be extinct within the next 100 years. Believing humans will be unable to survive the ongoing twin-headed dragon of unbridled population explosion and overconsumption, Fenner stated unequivocally, “It’s an irreversible situation. I think it’s too late. I try not to express that because people are trying to do something, but they keep putting it off.”

On that note, researchers at Oxford University recently compiled a “scientific assessment about the possibility of oblivion” that predicts various scenarios of how human civilization will most likely end.

With ACD listed as the No. 1 most likely way we perish, the list goes on to include other possibilities like global thermonuclear war, a global pandemic, ecological catastrophe and global system catastrophe. Only two of the 12 scenarios – major asteroid impact and a super volcano – were not anthropogenic.

Regarding ACD, the researchers believe the possibility of global coordination to mitigate the impacts to be the largest controllable factor in whether or not catastrophe can be prevented. However, they also warned that the impact of ACD would be strongest in poorer countries, and that large human die-offs stemming from migrations and famines would cause major global instability.

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Protocolo de Kyoto completa 10 anos em vigor (Envolverde)

02/3/2015 – 09h27

por Fundação Grupo Boticário

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Maior acordo ambiental internacional sobre clima já estabelecido no mundo deve ser substituído por novo compromisso que será firmado neste ano  

Há exatamente uma década, no início de 2005, entrava em vigor o Protocolo de Kyoto. Na ocasião, o documento que havia sido aprovado oito anos antes, durante uma conferência internacional da ONU, adquiria valor jurídico para os 141 países que o ratificaram.

André Ferretti, gerente de Estratégias de Conservação da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, instituição ambientalista que apoia projetos relacionados às mudanças climáticas, explica que o principal objetivo do acordo era reduzir as emissões de Gases de Efeitos Estufa (GEEs) no planeta. “O Protocolo de Kyoto foi um grande avanço para o combate às mudanças climáticas. O documento estabelecia metas específicas e obrigatórias de redução de GEEs para os países industrializados, considerados os principais responsáveis pelas mudanças no clima global.” De modo geral, a maior parte das nações industrializadas deveriam reduzir as emissões, até 2012, a níveis 5% menores daqueles registrados em 1990.

A isenção de metas para os países não industrializados, comentada por Ferretti, acabou tornando-se um dos pontos polêmicos que envolveram o Protocolo. O principal emissor mundial de emissões na época, os Estados Unidos (hoje na 2ª posição, atrás da China), não ratificaram Kyoto. “A falta de exigência de redução de emissões para as nações em desenvolvimento e possíveis prejuízos para a economia do país foram os principais motivos que levaram os norte-americanos a se retirarem das negociações do Protocolo”, relembra.

Na COP 18, no Qatar, o Protocolo de Kyoto teve seu prazo prorrogado até 2020, porém sem contar com a assinatura de países como Japão, Rússia, Canadá, Nova Zelândia e novamente os EUA.

E o Brasil como fica?

Com a maior potência comercial do mundo de fora, o tratado perdeu força. Embora tenha havido reduções significativas em algumas nações industrializadas signatárias, muitas nações industrializadas e economias emergentes aumentaram significativamente suas emissões de GEEs em relação ao que emitiam em 1990. Entre elas, China, Índia e o próprio Brasil.

De acordo com dados divulgados em novembro de 2014 pelo Observatório do Clima, rede de ONGs que atuam na agenda climática nacional, as emissões brasileiras atingiram 1,57 bilhão de t CO2e [tonelada de gás carbônico equivalente] em 2013. O valor é o maior desde 2008 e 7,8% maior do que o registrado em 2012, representando a reversão de uma tendência observada desde 2005 no país, quando as emissões vinham caindo ano a ano, devido a sucessivas quedas no desmatamento.

“O perfil brasileiro de emissões tem mudado ao longo dos últimos anos e o país tem se aproximado do modelo de nações industrializadas, nas quais setores como energia e indústria representam a maior parte das emissões. No Brasil, a emissão dessas áreas tem aumentado ano após ano, embora a maior parcela ainda seja proveniente de mudanças no uso do solo, especialmente em virtude de desmatamentos na Amazônia e no Cerrado”, detalha Ferretti.

Próximos passos para Kyoto

A 20ª edição da Conferência das Partes da Convenção-Quadro da ONU sobre Mudança do Clima, a COP 20, foi realizada em dezembro de 2014, em Lima, no Peru. Durante o evento, foi elaborado o “Chamamento de Lima para a Ação sobre o Clima”, um documento com os elementos básicos para o novo acordo global que substituirá Kyoto, previsto para ser aprovado durante a COP 21, que será realizada no final deste ano, em Paris.

Nesta semana, adiantando-se ao prazo informal estipulado pela ONU, a União Europeia (UE) divulgou sua proposta de redução de GEEs para o novo tratado global. Os 27 países do bloco indicaram que a Contribuição Nacionalmente Determinada Pretendida (INDC) da UE é reduzir as emissões “em pelo menos 40%”, até 2030, em relação aos níveis de 1990. O novo acordo passará a valer a partir de 2021.

Para conferir o documento na íntegra, clique aqui. Confira também a avaliação de especialistas brasileiros sobre a proposta da União Europeia, neste link.

How Silicon Valley controls our future (Fear and the Technopanic)

Translated: THE WORLD GOVERNMENT
How Silicon Valley controls our future

Jeff Jarvis

Oh, My!

Just 12 hours ago, I posted a brief piece about the continuing Europtechnopanic in Germany and the effort of publishers there to blame their every trouble on Google—even the so-called sin of free content and the price of metaphoric wurst.

Now Germany one-ups even itself with the most amazing specimen of Europtechnopanic I have yet seen. The cover of Der Spiegel, the country’s most important news outlet, makes the titans of Silicon Valley look dark, wicked, and, well—I just don’t know how else to say it—all too much like this.

This must be Spiegel’s Dystopian Special Issue. Note the additional cover billing: “Michel Houellebecq: ‘Humanism and enlightenment are dead.’”

I bought the issue online—you’re welcome—so you can read along with me (and correct my translations, please).

The cover story gets right to the point. Inside, the opening headline warns: “Tomorrowland: In Silicon Valley, a new elite doesn’t just want to determine what we consume but how we live. They want to change the world and accept no regulation. Must we stop them?”

Ah, yes, German publishers want to regulate Google—and now, watch out, Facebook, Apple, Uber, and Yahoo! (Yahoo?), they’re gunning for you next.

Turn the page and the first thing you read is this: “By all accounts, Travis Kalanick, founder and head of Uber, is an asshole.”

Oh, my.

It continues: “Uber is not the only company with plans for such world conquest. That’s how they all think: Google and Facebook, Apple and Airbnb, all those digital giants and thousands of smaller firms in their neighborhood. Their goal is never the niche but always the whole world. They don’t follow delusional fantasies but have thoroughly realistic goals in sight. It’s all made possible by a Dynamic Duo almost unique in economic history: globalization coupled with digitilization.”

Digitalization, you see, is not just a spectre haunting Europe but a dark force overcoming the world. Must it be stopped? We’re merely asking.

Spiegel’s editors next fret that “progress will be faster and bigger, like an avalanche:” iPhone, self-driving cars, the world’s knowledge now digital and retrievable, 70% of stock trading controlled by algorithms, commercial drones, artificial intelligence, robots. “Madness but everyday madness,” Spiegel cries. “No longer science fiction.”

What all this means is misunderstood, Spiegel says, “above all by politicians,” who must decide whether to stand by as spectators while “others organize a global revolution. Because what is happening is much more than the triumph of new technology, much more than an economic phenomenon. It’s not just about ‘the internet’ or ‘social networks,’ not about intelligence and Edward Snowden and the question of what Google does with data.” It’s not just about newspapers shutting down and jobs lost to software. We are in the path of social change, “which in the end no one can escape.” Distinct from the industrial revolution, this time “digitization doesn’t just change industries but how we think and how we live. Only this time the change is controlled centrally by a few hundred people…. They aren’t stumbling into the future, they are ideologues with a clear agenda…. a high-tech doctrine of salvation.”

Nerdnazis.

Oh, fuck!

The article then takes us on a tour of our new world capital, home to our “new Masters of the Universe,” who—perversely, apparently—are not concerned primarily about money. “Power through money isn’t enough for them.” It examines the roots of their philosophy from the “tradition of radical thinkers such as Noam Chomsky, Ayn Rand, and Friedrich Hayek,” leading to a “strange mixture of esoteric hippie-thinking and bare-knuckled capitalism.” Spiegel calls it their Menschheitsbeglückungswerks. I had to ask Twitter WTF that means.

Aha. So must we just go along with having this damned happiness shoved down our throats? “Is now the time for regulation before the world is finally dominated by digital monopolies?” Spiegel demands — I mean, merely asks? “Is this the time for democratic societies to defend themselves?”

Spiegel then visits four Silicon Valley geniuses: singularity man Ray Kurzweil; the conveniently German Sebastian Thrun, he of the self-driving car and online university; the always-good-for-a-WTF Peter Thiel (who was born in Germany but moved away after a year); and Airbnb’s Joe Gebbia. It recounts German President Joachim Gauck telling Thrun, “you scare me.” And it allows Thrun to respond that it’s the optimists, not the naysayers, who change the world.

I feared that these hapless four would be presented as ugly caricatures of the frightening, alien tribe of dark-bearded technopeople. You know what I’m getting at. But I’m relieved to say that’s not the case. What follows all the fear-mongering bluster of the cover story’s start is actual reporting. That is to say, a newsmagazine did what a newsmagazine does: It tops off its journalism with its agenda: frosting on the cupcake. And the agenda here is that of German publishers—some of them, which I explored last night and earlier. They attack Google and enlist politicians to do their bidding with new regulations to disadvantage their big, new, American, technological competitors.

And you know what? The German publishers’ strategy is working. German lawmakers passed a new ancillary copyright (nevermind that Google won that round when publishers gave it permission to quote their snippets) and EU politicians are talking not just about creating new copyright and privacy law but even about breaking up Google. The publishers are bringing Google to heel. The company waited far too long to empathize with publishers’ plight—albeit self-induced—and to recognize their political clout (a dangerous combination: desperation and power, as Google now knows). Now see how Matt Brittin, the head of EMEA for Google, drops birds at Europe’s feet like a willing hund, showing all the good that Google does indeed bring them.

I have also noted that Google is working on initiatives with European publishers to find mutual benefit and I celebrate that. That is why—ever helpful as I am—I wrote this post about what Google could do for news and this one about what news could do for Google. I see real opportunity for enlightened self-interest to take hold both inside Google and among publishers and for innovation and investment to come to news. But I’m one of those silly and apparently dangerous American optimists.

As I’ve often said, the publishers—led by Mathias Döpfner of Axel Springer and Paul-Bernhard Kallen of Burda—are smart. I admire them both. They know what they’re doing, using the power of their presses and thus their political clout to box in even big, powerful Google. It’s a game to them. It’s negotiation. It’s just business. I don’t agree with or much like their message or the tactic. But I get it.

Then comes this Scheißebombe from Der Spiegel. It goes far beyond the publishers’ game. It is nothing less than prewar propaganda, trying to stir up a populace against a boogeyman enemy in hopes of goading politicians to action to stop these people. If anyone would know better, you’d think they would. Schade.

Science and Technology: Anarchist Perspectives

Avatar de Robert GrahamRobert Graham's Anarchism Weblog

Yoked to the Machine Yoked to the Machine

Continuing with my installments from “The Anarchist Current,” the afterword to Volume Three of Anarchism: A Documentary History of Libertarian Ideas, I discuss anarchist perspectives on science and technology. Although some anarchists, such as Carlo Cafiero, took a somewhat uncritical view of technology, other anarchists developed a sophisticated critique of the role of science and technology in modern capitalist societies, a critique that was sharpened by later anarchists and their fellow travellers, such as Paul Goodman and Ivan Illich. As Gustav Landauer argued, this more critical perspective on science and technology helped to distinguish the views of the anarchists from other revolutionary currents, particularly Marxism, which saw technological development as the key to social emancipation.

science and tech

Science and Technology

The anarchist critique of science and technology goes back at least to Proudhon, who denounced machinery which, “after having degraded the worker by giving…

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An evolutionary approach reveals new clues toward understanding the roots of schizophrenia (AAAS)

24-FEB-2015

MOLECULAR BIOLOGY AND EVOLUTION (OXFORD UNIVERSITY PRESS)

Is mental illness simply the evolutionary toll humans have to pay in return for our unique and superior cognitive abilities when compared to all other species? But if so, why have often debilitating illnesses like schizophrenia persisted throughout human evolutionary history when the affects can be quite negative on an individual’s chances of survival or reproductive success?

In a new study appearing in Molecular Biology and Evolution, Mount Sinai researcher Joel Dudley has led a new study that suggests that the very changes specific to human evolution may have come at a cost, contributing to the genetic architecture underlying schizophrenia traits in modern humans.

“We were intrigued by the fact that unlike many other mental traits, schizophrenia traits have not been observed in species other than humans, and schizophrenia has interesting and complex relationships with human intelligence,” said Dr. Joel Dudley, who led the study along with Dr. Panos Roussos. “The rapid increase in genomic data sequenced from large schizophrenia patient cohorts enabled us to investigate the molecular evolutionary history of schizophrenia in sophisticated new ways.”

The team examined a link between these regions, and human-specific evolution, in genomic segments called human accelerated regions, or HARs. HARs are short signposts in the genome that are conserved among non-human species but experienced faster mutation rates in humans. Thus, these regions, which are thought to control the level of gene expression, but not mutate the gene itself, may be an underexplored area of mental illness research.

The team’s research is the first study to sift through the human genome and identify a shared pattern between the location of HARs and recently identified schizophrenia gene loci. To perform their work, they utilized a recently completed, largest schizophrenia study of its kind, the Psychiatric Genomics Consortium (PGC), which included 36,989 schizophrenia cases and 113,075 controls. It is the largest genome-wide association study ever performed on any psychiatric disease.

They found that the schizophrenic loci were most strongly associated in genomic regions near the HARs that are conserved in non-human primates, and these HAR-associated schizophrenic loci are found to be under stronger evolutionary selective pressure when compared with other schizophrenic loci. Furthermore, these regions controlled genes that were expressed only in the prefrontal cortex of the brain, indicating that HARs may play an important role in regulating genes found to be linked to schizophrenia. They specifically found the greatest correlation between HAR-associated schizophrenic loci and genes controlling the expression of the neurotransmitter GABA, brain development, synaptic formations, adhesion and signaling molecules.

Their new evolutionary approach provides new insights into schizophrenia, and genomic targets to prioritize future studies and drug development targets. In addition, there are important new avenues to explore the roles of HARs in other mental diseases such as autism or bipolar disorder.

On Surveys (Medium)

Erika Hall

Feb 23, 2015

Surveys are the most dangerous research tool — misunderstood and misused. They frequently straddle the qualitative and quantitative, and at their worst represent the worst of both.

In tort law the attractive nuisance doctrine refers to a hazardous object likely to attract those who are unable to appreciate the risk posed by the object. In the world of design research, surveys can be just such a nuisance.

Easy Feels True

It is too easy to run a survey. That is why surveys are so dangerous. They are so easy to create and so easy to distribute, and the results are so easy to tally. And our poor human brains are such that information that is easier for us to process and comprehend feels more true. This is our cognitive bias. This ease makes survey results feel true and valid, no matter how false and misleading. And that ease is hard to argue with.

A lot of important decisions are made based on surveys. When faced with a choice, or a group of disparate opinions, running a survey can feel like the most efficient way to find a direction or to settle arguments (and to shirk responsibility for the outcome). Which feature should we build next? We can’t decide ourselves, so let’s run a survey. What should we call our product? We can’t decide ourselves, so let’s run a survey.

Easy Feels Right

The problem posed by this ease is that other ways of finding an answer that seem more difficult get shut out. Talking to real people and analyzing the results? That sounds time consuming and messy and hard. Coming up with a set of questions and blasting it out to thousands of people gets you quantifiable responses with no human contact. Easy!

In my opinion it’s much much harder to write a good survey than to conduct good qualitative user research. Given a decently representative research participant, you could sit down, shut up, turn on the recorder, and get good data just by letting them talk. (The screening process that gets you that participant is a topic for another day.) But if you write bad survey questions, you get bad data at scale with no chance of recovery. This is why I completely sidestepped surveys in writing Just Enough Research.

What makes a survey bad? If the data you get back isn’t actually useful input to the decision you need to make or if doesn’t reflect reality, that is a bad survey. This could happen if respondents didn’t give true answers, or if the questions are impossible to answer truthfully, or if the questions don’t map to the information you need, or if you ask leading or confusing questions.

Often asking a question directly is the worst way to get a true and useful answer to that question. Because humans.

Bad Surveys Don’t Smell

A bad survey won’t tell you it’s bad. It’s actually really hard to find out that a bad survey is bad — or to tell whether you have written a good or bad set of questions. Bad code will have bugs. A bad interface design will fail a usability test. It’s possible to tell whether you are having a bad user interview right away. Feedback from a bad survey can only come in the form of a second source of information contradicting your analysis of the survey results.

Most seductively, surveys yield responses that are easy to count and counting things feels so certain and objective and truthful.

Even if you are counting lies.

And once a statistic gets out — such as “75% of users surveyed said that they love videos that autoplay on page load” —that simple “fact” will burrow into the brains of decision-makers and set up shop.

From time to time, people write to me with their questions about research. Usually these questions are more about politics than methodologies. A while back this showed up in my inbox:

“Direct interaction with users is prohibited by my organization, but I have been allowed to conduct a simple survey by email to identify usability issues.”

Tears, tears of sympathy and frustration streamed down my face. This is so emblematic, so typical, so counterproductive. The rest of the question was of course, “What do I do?”

User research and usability are about observed human behavior. The way to identify usability issues is to usability test. I mean, if you need to maintain a sterile barrier between your staff and your customers, at least use usertesting.com. The allowable solution is like using surveys as a way to pass notes through a wall, between the designers and the actual users. This doesn’t increase empathy.

Too many organizations treat direct user research like a breach of protocol. I understand that there are very sensitive situations, often involving health data or financial data. But you can do user research and never interact with actual customers. If you actually care about getting real data rather than covering some corporate ass, you can recruit people who are a behavioral match for the target and never reveal your identity.

A survey is a survey. A survey shouldn’t be a fallback for when you can’t do the right type of research.

Sometimes we treat data gathering like a child in a fairy tale who has been sent out to gather mushrooms for dinner. It’s getting late and the mushrooms are far away on the other side of the river. And you don’t want to get your feet wet. But look, there are all these rocks right here. The rocks look kind of like mushrooms. So maybe no one will notice. And then you’re all sitting around the table pretending you’re eating mushroom soup and crunching on rocks.

A lot of people in a lot of conference rooms are pretending that the easiest way to gather data is the most useful. And choking down the results.

Customer Satisfaction Is A Lie

A popular topic for surveys is “satisfaction.” Customer satisfaction has become the most widely used metric in companies’ efforts to measure and manage customer loyalty.

A customer satisfaction score is an abstraction, and an inaccurate one. According to the MIT Sloan Management Review, changes in customers’ satisfaction levels explain less than 1% of the variation in changes in their share of spending in a given category. Now, 1% is statistically significant, but not huge.

And Bloomberg Businessweek wrote that “Customer-service scores have no relevance to stock market returns…the most-hated companies perform better than their beloved peers.” So much of the evidence indicates this is just not a meaningful business metric, rather a very satisfying one to measure.

And now, a new company has made a business out of helping businesses with websites quantify a fuzzy, possibly meaningless metric.

“My boss is a convert to Foresee. She was apparently very skeptical of it at first, but she’s a very analytical person and was converted by its promise of being able to quantify unquantifiable data — like ‘satisfaction’.”

This is another cry for help I received not too long ago.

The boss in question is “a very analytical person.” This means that she is a person with a bias towards quantitative data. The designer who wrote to me was concerned about the potential of pop-up surveys to wreck the very customer experience they were trying to measure.

There’s a whole industry based on customer satisfaction. And when there is an industry that makes money from the existence of a metric, that makes me skeptical of a metric. Because as a customer, I find this a fairly unsatisfying use of space.

Here is a Foresee customer satisfaction survey (NOT for my correspondent’s employer). These are the questions that sounded good to ask, and that seem to map to best practices.

But this is complete hogwash.

Rate the options available for navigating? What does that mean? What actual business success metric does that map to. Rate the number of clicks–on a ten point scale? I couldn’t do that. I suspect many people choose the number of clicks they remember rather than a rating.

And accuracy of information? How is a site user not currently operating in god mode supposed to rate how accurate the information is? What does a “7″ for information accuracy even mean? None of this speaks to what the website is actually for or how actual humans think or make decisions.

And, most importantly, the sleight of hand here is that these customer satisfaction questions are qualitative questions presented in a quantitative style. This is some customer research alchemy right here. So, you are counting on the uncountable while the folks selling these surveys are counting their money. Enjoy your phlogiston.

I am not advising anyone to run a jerk company with terrible service. I want everyone making products to make great products, and to know which things to measure in order to do that.

I want everyone to see customer loyalty for what it is — habit. And to be more successful creating loyalty, you need to measure the things that build habit.

Approach with Caution

When you are choosing research methods, and are considering surveys, there is one key question you need to answer for yourself:

Will the people I’m surveying be willing and able to provide a truthful answer to my question?

And as I say again and again, and will never tire of repeating, never ask people what they like or don’t like. Liking is a reported mental state and that doesn’t necessarily correspond to any behavior.

Avoid asking people to remember anything further back than a few days. I mean, we’ve all been listening to Serial, right? People are lazy forgetful creatures of habit. If you ask about something that happened too far back in time, you are going to get a low quality answer.

And especially, never ask people to make a prediction of future behavior. They will make that prediction based on wishful thinking or social desireability. And this is the most popular survey question of all, I think:

How likely are you to purchase the thing I am selling in the next 6 months?

No one can answer that. At best you could get 1)Possibly 2)Not at all.

So, yeah, surveys are great because you can quantify the results.

But you have to ask, what are you quantifying? Is it an actual quantity of something, e.g. how many, how often — or is it a stealth quality like appeal, ease, or appropriateness, trying to pass itself off as something measurable?

In order to make any sort of decisions, and to gather information to inform decisions, the first thing you have to do is define success. You cannot derive that definition from a bunch of numbers.

To write a good survey. You need to be very clear on what you want to know and why a survey is the right way to get that information. And then you have to write very clear questions.

If you are using a survey to ask for qualitative information be clear about that and know that you’ll be getting thin information with no context. You won’t be able to probe into the all important “why” behind a response.

If you are treating a survey like a quantitative input, you can only ask questions that the respondents can be relied on to count. You must be honest about the type of data you are able to collect, or don’t bother.

And stay away from those weird 10-point scales. They do not reflect reality.

How to put together a good survey is a topic worthy of a book, or a graduate degree. Right here, I just want to get you to swear you aren’t going to be casual about them if you are going to be basing important decisions on them.

“At its core, all business is about making bets on human behavior.”

— Ben Wiseman, Wall Street Journal

The whole reason to bother going to the trouble of gathering information to inform decisions is that ultimately you want those decisions to lead to some sort of measurable success.

Making bets based on insights from observed human behavior can be far more effective that basing bets on bad surveys. So go forth, be better, and be careful about your data gathering. The most measurable data might not be the most valuable.

Futebol na Europa sofre com onda de violência (Folha de S.Paulo)

Briga de torcidas em Roma

Vincenzo Tersigni/Efe

RAFAEL REIS
DE SÃO PAULO

26/02/2015 02h00

Para quem pensa que a violência dos torcedores é exclusividade brasileira e que a Europa estava livre desse flagelo, os últimos dez dias foram bastante reveladores.

O continente, marcado por episódios trágicos especialmente nos anos 1980, conseguiu amenizar a violência nos estádios com leis rígidas e rigor no cumprimento delas.

Mas acontecimentos recentes fizeram os sinais de alerta voltarem a se acender.

O episódio mais emblemático é o da Grécia. O governo do país suspendeu por tempo indeterminado o campeonato local devido à violência de torcedores do Panathinaikos no jogo contra o Olympiakos no domingo (22).

Enquanto isso, na França, apoiadores do inglês Chelsea impediram um homem negro de entrar no metrô de Paris em meio a cânticos racistas. Na Inglaterra, torcedores do West Ham entoaram cantos antissemitas ao Tottenham, clube de origem judaica.

A Itália não escapou. Roma viu fãs do Feyenoord (HOL) depredarem uma de suas praças mais importantes antes de jogo da Liga Europa.

“Há muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo na Europa, e o futebol é reflexo de tudo isso”, disse à Folha Piara Powar, diretor-executivo da rede de ONGs Fare (Futebol Contra o Racismo na Europa, em tradução livre).

“A Grécia tem a crise econômica. Notamos ainda um aumento da intolerância com a tensão entre Rússia e Ucrânia e o crescimento da xenofobia contra os imigrantes.”

A Fare trabalha em parceria com a Fifa em iniciativas de prevenção contra qualquer preconceito no futebol.

Os ultras, responsáveis por boa parte dos tumultos no Velho Continente, normalmente estão ligados a pensamentos da extrema direita, como o neonazismo. Ou seja, na Europa, preconceito e violência no futebol são partes de um só problema.

“Os jogos têm menos violência do que no passado. Mas esse comportamento ultrapassado de alguns europeus resiste e é uma ameaça ao ambiente familiar nos estádios”, disse Powar.

Editoria de arte/Folhapress

‘MEDO PESADO’

“A gente já vai para o clássico sabendo que o clima será de guerra. Mas, desta vez, foi demais. Quando pisamos no campo para o aquecimento, fomos recebidos com uma chuva de isqueiros e sinalizadores. Eles invadiram o gramado e, então, começou a briga. Tivemos que sair correndo. Deu um medo pesado.”

O relato é do lateral direito brasileiro Leandro Salino, 29, que esteve em campo na derrota por 2 a 1 do seu Olympiakos para o Panathinaikos.

O episódio levou à terceira paralisação do campeonato local por conta de episódios de violência só nesta temporada -as outras pausas ocorreram devido a morte de um torcedor e a atentado contra um dos chefes da arbitragem.

Até a reunião da liga para discutir medidas para conter a violência terminou em briga. Um dirigente do Panathinaikos acusou o segurança do presidente do Olympiakos de agredi-lo com soco. desejo de vingança

Na Holanda, a polícia de Roterdã, casa do Feyenoord, teme que torcedores da Roma aproveitem o jogo de volta do mata-mata da Liga Europa, nesta quinta (26), para se vingarem dos fãs holandeses.

Nos últimos dias, nas redes sociais, ultras do clube italiano têm falado em dar o troco aos torcedores rivais.

Noemi Jaffe: A semântica da seca (Folha de S.Paulo)

26/02/2015  02h00

Emmanuel Levinas disse que a “consciência é a urgência de uma destinação dirigida a outro, e não um eterno retorno sobre si mesmo”. Penso que, embora não pareça, a frase se relaciona intimamente à “crise hídrica” em São Paulo.

Temos sido obrigados a ouvir e a falar em “crise hídrica”, na “maior seca em 84 anos” e expressões afins, que culpam a natureza, e não em catástrofe, colapso, responsabilidade ou palavras de igual gravidade.

O cidadão comum vive, na gestão do governo paulista, sob um regime eufemístico de linguagem, em aparência elegante, mas, na verdade, retoricamente totalitário, com o qual somos obrigados a conviver e, ainda, forçados a mimetizar.

“Crise hídrica”, “plano de contingência”, “obras emergenciais”, “volume morto”, “reservatórios”, tal como vêm sendo usados, não são mais que desvios covardes da linguagem e da política para ocultar o enfrentamento do real.

Não há água, houve grande incompetência, haverá grandes dificuldades, é necessário um plano emergencial de orientação e a criação de redes de contenção e de solidariedade. É preciso construir e distribuir cisternas, caixas d’água para a população carente, ensinar medidas de economia, mobilizar as subprefeituras para ações localizadas e, sobretudo, expor pública e claramente medidas restritivas à grande indústria e à agricultura, que podem ser bem mais perdulárias do que o cidadão.

Mas nada disso se diz ou faz. E por quê? A impressão que tenho é a de que a maioria dos políticos não trabalha sob o regime da responsabilidade –a condição de “destinação ao outro”–, mas sim na forma do “eterno retorno sobre si mesmo”.

Vive-se, em São Paulo, uma situação de absurdo, em que, além das enormes dificuldades cotidianas –deslocamento, saúde, segurança, educação, enchentes, e agora, a de ter água–, ainda é preciso ouvir o presidente da Sabesp dizer que São Pedro “tem errado a pontaria”.

Meu impulso é o de partir para o vocativo: “Ei, presidenta Dilma, deputados federais, governador Alckmin, prefeito Haddad, vereadores! Ouçam! Nós os elegemos para que vocês batalhem por nós, e não por seus mandatos! Nós é que somos aquele, o outro, a quem vocês devem responsabilidade!”.

Ou não tem relação com a “crise hídrica” um deputado federal receber cerca de R$100.000,00 por mês em “verbas de gabinete”? Por que deputados têm direito a um benefício que, entre outros, lhes garante seguro de saúde e carro, se quem ganha muitíssimo menos não tem?

Desafio os deputados, um a um, a abrirem mão publicamente de seus seguros de saúde e a usarem o transporte público para irem ao trabalho –a entrarem no real.

Até quando a população, sobretudo a mais carente, que tem poucos instrumentos para amenizar o que já sofre, vai ser tutelada e oprimida sob o manto eufemístico da “maior seca em 84 anos”?

Queremos o real, a linguagem responsável, que explicita o olhar para o outro e dá sustentação e liberdade para que se possam superar as dificuldades com autonomia.

O eufemismo livra os políticos e aliena a população da chapa maciça do real. Ele representa um estado semelhante à burocracia ineficaz. Como ser responsável se, para cada ação, há infinitas mediações?

O resultado é que as mediações acabam por alimentar muito mais a si mesmas do que ao objetivo final e inicial de governar: ser para o outro –no caso, nós, impotentes diante do que nos obrigam e do que, há meses, nos forçam a presenciar.

NOEMI JAFFE, 52, é doutora em literatura brasileira pela USP e autora de “O que os Cegos Estão Sonhando?” (editora 34)

Afinal quanta água tem no Cantareira? (Conta d’Água)

Saindo do volume morto: 10%, 8% ou -19%?

25 fev 2015

por José Bueno e Luiz de Campos Jr para Rios e Ruas

Hoje assistimos e ouvimos nos noticiários sobre mais uma elevação no nível do Sistema Cantareira. Finalmente — e só no fim de Fevereiro — saímos da Reserva Técnica 2 (Volume Morto 2) e atingimos a “cota zero” da Reserva Técnica 1. Mas o que isso quer dizer na prática? Já é possível respirarmos um pouco mais aliviados com relação a segurança do nosso abastecimento de água? Infelizmente e definitivamente, não!

Como podemos ver no gráfico, estamos muito abaixo dos níveis registrados nos últimos quatro anos para esta mesma data. Ainda são necessários mais 182 bilhões de litros apenas para encher a Reserva Técnica 1 e atingir a “cota zero” do chamado Volume Útil. Tivemos um Fevereiro bem chuvoso na Cantareira (ninguém pode culpar S. Pedro este mês), já são quase 70mm acima da média histórica. Mas, a partir de agora as médias mensais tendem a diminuir continuamente — e drasticamente — até o final do inverno. Não vai bastar rezar, com certeza.

A SABESP divulgou no seu boletim de hoje que atingimos 10,7% do volume total do sistema. Essa informação não ajuda — na verdade confunde — o entendimento da realidade nos reservatórios. E cremos que essa confusão se dá por duas características desse índice:

1. O cálculo é feito a partir da soma do Volume Útil (antes de maio/2014) + Reserva Técnica 1 (após maio/2014) + Reserva Técnica 2 (após outubro/2014);
2. Mesmo utilizando esse total, o cálculo está simplesmente errado.

No primeiro caso, ao optar por utilizar o volume total de água disponível para calcular a porcentagem, a SABESP parece querer que esqueçamos que na verdade estamos utilizando as Reservas Técnicas, que só podem ser utilizadas em caráter extraordinário. Melhor seria que ela separasse e deixasse explícito o que é Reserva Técnica do que é Volume Útil no seu índice. Por exemplo, como fizemos no gráfico, colocando as porcentagens como negativas enquanto não ultrapassarmos as cotas das Reservas Técnicas.

No segundo caso é ainda mais grave e básico: um erro matemático. Uma vez que a SABESP está considerando a soma total (Volume Útil + Reservas Técnicas) no cálculo do índice, tinha de utilizar o volume somado para calcular as porcentagens, mas está usando apenas o valor do Volume Útil [!]. Resultado: um índice com valor nominal maior do que o correto. No índice de hoje, por exemplo, o resultado correto é de 8,3% e não 10,7% [!!]. Em se mantendo o procedimento e caso atinjamos a cota máxima do sistema em algum momento futuro — tomara! — o índice que representará o sistema “cheio” será de absurdos 129,2% [!].

Dada esta inusitada situação, com o objetivo de contribuir para o melhor entendimento da realidade e para a maior transparência dos dados, o Rios e Ruas decidiu atualizar e publicar diariamente o gráfico de comparação do volume do Sistema Cantareira de 2011 a 2015 na mesma data de cada ano, utilizando as duas formas de representá-los.


Fonte dos Dados: SABESP
Para saber mais sobre o erro no cálculo: 
Guia Rápido

A luta pela água em SP (Conta d’Água)

25 fev 2015

Quem é quem nos diferentes movimentos e coletivos que se organizam diante da ineficácia do governo e da Sabesp perante a crise hídrica.

Por Ivan Longo da Revista Fórum

O racionamento de água no estado de São Paulo já está consolidado e não é novidade para ninguém. Independente da região, não é difícil encontrar casas ou estabelecimentos que fiquem um ou mais dias sem água, todas as semanas. Os que não ficam só conseguem se segurar graças aos caminhões pipa. Ainda que essa situação seja um consenso, o governador Geraldo Alckmin e a Sabesp seguem negando o rodízio, negligenciando informação e adiando medidas para conter, de fato, a crise pela qual eles mesmos são os responsáveis.

Diante da inércia do poder público, a população vem se organizando para encontrar maneiras de adiar o pior ou mesmo pressionar os governantes para que se mude a lógica de como a água é administrada no estado. Do final do ano passado para o início deste ano, uma série de atos, atividades e aulas públicas relacionadas à crise hídrica vêm acontecendo independentemente da ação do poder público.

Para esta quinta-feira (26), por exemplo, o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) convocou um grande ato — a Marcha pela Água — com o intuito de cobrar do governo transparência na gestão da crise e o direito universal à água.

Outros coletivos, entidades e movimentos pautados pela crise da água vêm nascendo e alguns deles, inclusive, atuando já há algum tempo. Com o objetivo em comum — o de garantir o acesso à água para todos — cada um desses grupos propõe diferentes métodos, caminhos e soluções.

Saiba quem é quem nessa nova configuração de lutas nascida no solo seco do estado de São Paulo.

Coletivo de Luta pela Água

O Coletivo de Luta pela Água publicou seu manifesto em janeiro deste ano diante do acirramento da crise no abastecimento no estado de São Paulo. Trata-se de um coletivo composto por movimentos sociais, sindicatos, gestores municipais e ONG’s que busca articular a sociedade civil na luta pelo direito à água. Como solução para a crise, a entidade propõe que o governo apresente imediatamente um Plano de Emergência que explicite de forma clara os próximos passos que serão tomados a partir de um amplo diálogo com a sociedade e representantes dos municípios.

Aliança pela Água

Aliança pela Água reúne uma série de entidades com diferentes áreas de atuação, mas principalmente as ligadas à questão ambiental. A ideia é construir, junto à sociedade — diante da inércia do governo estadual para com a crise no abastecimento — soluções para a segurança hídrica através de várias iniciativas.

Para isso, o coletivo tem realizado uma série de mapeamentos, aulas públicas, atos e consultas com especialistas para traçar caminhos, o que já levou à divulgação de uma Agenda Mínima, com 10 ações urgentes e 10 ações a médio e a longo prazo. Entre as propostas, estão a criação de um comitê de gestão da crise, a divulgação aberta de informações para a população, ação diferenciada das agências reguladoras para grandes consumidores (indústrias e agronegócio), incentivo às novas tecnologias, implantação de políticas de reuso, recuperação e proteção dos mananciais, transcrição de um novo modelo para a gestão da água, entre outras.

Assembleia Estadual da Água

Assembleia Estadual da Água surgiu a partir de entidades, como o coletivo Juntos!, do PSOL, que desde o ano passado vem realizando mobilizações contra a crise no abastecimento. No final do ano, a entidade teve contato com o movimento Itu Vai Parar, que lutava contra a calamidade ocorrida em Itu, uma das primeiras cidades a sentir mais intensamente os efeitos da crise. A partir do diálogo, diversas outras entidades decidiram se reunir para, em dezembro, realizar oficialmente a Assembleia Estadual da Água, em Itu, que contou com a participação de mais de 70 coletivos, entidades e movimentos. A Assembleia vem realizando uma série de atividades para mobilizar a população em torno do tema, inclusive em parceria com outros movimentos, como a Aliança pela Água.

MTST

O Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) também resolveu abraçar a causa da água. O movimento, que conta com milhares de militantes e com o apoio de dezenas de entidades, vai realizar o ato Marcha pela Água, no próximo dia 26. Eles exigem transparência do governo estadual para com a situação, a elaboração urgente de um plano de emergência e o fim da sobre taxa em relação ao consumo.

Lute pela água

O coletivo Lute pela Água busca fazer reuniões de bairro para articular a população na luta pelo direito à água e já realizou, desde o ano passado, três protestos contra a crise no abastecimento. Formado por membros do coletivo Território Livre e da Frente Independente Popular (FIP), o movimento defende a estatização da Sabesp e a gestão popular da companhia.

Conta D’água

O Conta D’água é um coletivo de comunicação, que reúne diversos veículos de mídia independente, bem como movimentos e entidades, com o intuito de fazer um contraponto à narrativa da mídia tradicional, que insiste em blindar o governo estadual e a Sabesp pela crise no abastecimento. Com matérias, reportagens, informes, entrevistas e eventos, o Conta D’água vem, desde o ano passado, participando das principais mobilizações em torno do tema e pautando o assunto com o viés e as demandas da população.


Agenda das mobilizações

26/2 (quinta-feira) — Marcha pela Água em São Paulo
Local: Largo da Batata, Pinheiros
Horário: 17h

20/03 (sexta-feira) — Dia de Luta pela Água
Realização: Coletivo de Luta pela Água
Local: Vão livre do MASP
Horário: 14h30

27/03 (sexta-feira) — 4º Ato Sem Água São Paulo vai Parar
Realização: Lute pela Água
Local: Largo da Batata, Pinheiros
Horário: 18h00

Vamos defender a água (Conta d’Água)

24 fev 2015

Você vem tomando banho de gato para economizar água? Não descarrega a privada se ela estiver apenas com xixi? Usa a água da lavadora de roupas para limpar o quintal? Sua casa está cheia de caixas d’água e baldes para armazenar chuva?

Oi! Estamos falando com você porque estamos na mesma situação.

O governador Geraldo Alckmin e a Sabesp — que vivem no reino da fantasia — dizem que não há racionamento, que não há falta de água na cidade.

Mas –na vida real– ou falta água todo dia, ou falta durante muitos dias seguidos, como já vem acontecendo na zona leste da capital.

Agora, o governador e a Sabesp dizem que os mananciais estão se recuperando com as chuvas de verão.

Eles querem nos tranquilizar porque têm medo do povo na rua.

A verdade é que os reservatórios de água, as represas e os rios que abastecem a região metropolitana de São Paulo estão nos níveis mais baixos da história.

As chuvas que têm desabado sobre a cidade são como uns caraminguás entrando numa conta que já está estourada no cheque especial. Sim, porque explorar o volume morto do sistema Cantareira (como ainda está acontecendo) é como entrar no cheque especial: fácil entrar, difícil sair.

Quando começar a estiagem, a partir de abril, aí é que a coisa vai ficar feia:

Seca climática sem reserva de água é o mesmo que aumento de doenças, fechamento de fábricas, comércio e escolas, desemprego.

Em uma palavra: sofrimento.

O pior de tudo é que enquanto nós fazemos uma economia danada e enfrentamos a interrupção no fornecimento de água, a Sabesp premiou 500 empresas privilegiadas com o direito de receber todo santo dia milhões de litros de água potável — e elas pagam uma tarifa camarada, bem mais baixa do que a dos cidadãos comuns.

É justo isso?

A reponsabilidade por tanto desmando é do governo do Estado, que não fez os investimentos necessários para reduzir os vazamentos nos canos de água da rede de abastecimento; que privatizou parte da Sabesp e distribuiu gordas fatias dos lucros para acionistas na bolsa de valores de Nova York; que preferiu culpar São Pedro a tomar providências; que presenteia com agrados os amigos da empresa.

E eles ainda querem aumentar a tarifa da água em abril!

Porque não queremos mais ser enganados; porque a população exige a elaboração de um plano de emergência para lidar com a seca; porque não queremos pagar nem um centavo a mais pela água que a Sabesp não entrega, porque não aceitamos privilégios no acesso à água, vamos fazer um grande ato público nesta quinta-feira (26 de fevereiro).

A iniciativa, do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), já conseguiu a adesão de vários movimentos sociais e de ambientalistas. A concentração será às 17h no Largo da Batata, em Pinheiros. De lá sairemos em passeata para o Palácio dos Bandeirantes, mansão onde vive o governador Geraldo Alckmin.

Vamos dizer bem alto para ele que não aceitamos pagar o pato pela crise que não criamos;

Que exigimos água boa, limpa e cristalina para todos (e não só para os mais ricos e privilegiados);

Chega de irresponsabilidade com a vida da população!

Após forte chuva, sistema Cantareira sobe de novo e chega a 11,1% (Folha de S.Paulo)

DE SÃO PAULO

26/02/2015  09h44

A forte chuva que atingiu a Grande SP na tarde de quarta-feira (25) fez com que o nível do Cantareira aumentasse 0,3 ponto percentual em comparação com o dia anterior. O manancial opera agora com 11,1%, índice ainda considerado crítico.

Apesar de ter subido mais do que nos dias anteriores, o aumento não foi tão alto porque, segundo meteorologistas, a chuva forte que atingiu São Paulo não passou pela região do manancial. Lá, a chuva foi mais moderada.

Representantes da Sabesp, no entanto, reiteraram na quarta-feira em sessão na Câmara Municipal de São Paulo que não está previsto um rodízio de água para a Grande SP. mesmo com as chuvas abaixo do previsto para março.

Fevereiro, segundo dados divulgados pela Sabesp, vai fechar com chuvas bem acima da média histórica. Até agora, no Cantareira registrou 293 mm de chuva quando a média para o mês é de 199,1 mm.

O Cantareira abastece 6,2 milhões de pessoas na zona norte e partes das zonas leste, oeste, central e sul da capital paulista -eram cerca de 9 milhões antes da crise. Essa diferença passou a ser atendida por outros sistemas.

Desde julho de 2014, em meio à grave crise hídrica, o governo paulista utilizou duas reservas do fundo da represa, conhecidas como volume morto. Esse volume, no Cantareira espalhado em três diferentes represas, é a porção que fica abaixo das tubulações que captam água. E, para ser utilizada, precisa ser bombeada.

A segunda cota do volume morto, de 105 bilhões de litros, começou a ser usada em novembro. Nesta terça, quando o sistema atingiu 10,7% de sua capacidade, o equivalente a ela foi recuperado. Já a primeira cota do volume morto, de 182,5 bilhões, talvez somente possa ser recuperada em um ou dois anos. Isso ocorrerá quando o nível do manancial atingir 29,2%.

A utilização do volume morto, segundo especialistas, pode ser comparada ao uso do cheque especial. Ambientalistas também apontam alguns riscos, como o de extinção de uma reserva técnica do manancial, por exemplo.

Rubens Fernando Alencar e Pilker/Folhapress

OUTROS RESERVATÓRIOS

Já o nível do reservatório Alto Tietê, que também sofre as consequências da seca, opera com 18,3% de sua capacidade, o mesmo índice registrado há quatro dias.

O sistema abastece 4,5 milhões de pessoas na região leste da capital paulista e Grande São Paulo. No dia 14 de dezembro, o Alto Tietê passou a contar com a adição do volume morto , que gerou um volume adicional de 39,5 milhões de metros cúbicos de água da represa Ponte Nova, em Salesópolis (a 97 km de São Paulo).

O nível da represa de Guarapiranga, que fornece água para 5,2 milhões de pessoas nas zonas sul e sudeste da capital paulista, avançou 1,1 ponto percentual e opera com 59,8% de sua capacidade.

O reservatório Rio Grande, que atendem a 1,5 milhão de pessoas, caiu 0,1 ponto percentual e opera agora com 83,3%. Já o reservatório Rio Claro, que também atende 1,5 milhão de pessoas, avançou 0,2 percentual. O sistema opera com 35,7%

O sistema Alto Cotia também teve melhora passando de 36,4% para 37,7%. O reservatório fornece água para 400 mil pessoas.

A medição da Sabesp é feita diariamente e compreende um período de 24 horas: das 7h às 7h.

Seca no sistema Cantareira

Nacho Doce – 4.dez.14/Reuters

Sabesp admite que rodízio pode contaminar água (Estadão)

Pedro Venceslau e Fabio Leite – O Estado de S. Paulo

26 Fevereiro 2015 | 03h 00

Diretor disse em CPI que problema não colocaria usuário em risco; empresa também afirmou que pressão está fora da norma

SÃO PAULO – O risco de contaminação da água admitido nesta quarta-feira, 25, pelo diretor metropolitano da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), Paulo Massato, em caso de rodízio oficial já é realidade em algumas regiões altas da Grande São Paulo. São locais onde a rede fica despressurizada após o fechamento manual dos registros na rua, conforme um alto dirigente da empresa admitiu ao Estado no início do mês.

“Se implementado o rodízio, a rede fica despressurizada, principalmente em regiões de topografia acidentada, nos pontos em que a tubulação está em declive. Se o lençol freático está contaminado, isso aumenta o risco de contaminação (da água na rede)”, afirmou Massato, nesta quarta, durante sessão da CPI da Sabesp na Câmara Municipal.

O resultado desse contágio, segundo ele, não colocaria a vida dos consumidores em risco, mas poderia causar disenteria, por exemplo. “Nós temos hoje medicina suficiente para minimizar risco de vida para a população. Uma disenteria pode ser mais grave ou menos grave, mas é um risco (implementar o rodízio) que nós queremos evitar ”, completou. Apesar do alerta, ele disse que a estatal poderia “descontaminar” rapidamente a água afetada.

Hélvio Romero/Estadão

‘Estamos em uma situação de anormalidade. Nós não conseguiríamos abastecer 6 milhões de habitantes se mantivéssemos a normalidade’, disse Massato

No início do mês, um dirigente da Sabesp admitiu ao Estado que em 40% da rede onde não há válvulas redutoras de pressão (VRPs) instaladas, o racionamento de água é feito por meio do fechamento manual, flagrado pela reportagem na Vila Brasilândia, zona norte da capital. Segundo ele, a manobra “não esvazia totalmente” a rede, mas “despressuriza pontos mais altos”.

“A zona baixa fica com água. Se não houver consumo excessivo, a maior parte da rede fica com água. Acaba despressurizando zonas altas, isso acontece mesmo. Tanto é que quando abre (o registro) para encher de novo, as zonas mais altas e distantes acabam sofrendo mais, ficando mais tempo sem água”, afirmou.

Para o engenheiro Antonio Giansante, professor de Engenharia Hídrica do Mackenzie, é grande o risco de contaminação em caso de fechamento da rede. “Em uma eventualidade de o tubo estar seco, pode ser que entre água de qualidade não controlada, em geral, contaminada por causa das redes coletoras de esgoto, para dentro da rede da Sabesp.”

Segundo interlocutores do governador Geraldo Alckmin (PSDB), a declaração desagradou o tucano, uma vez que o rodízio não está descartado. Massato já havia causado constrangimento ao governo ao dizer, em 27 de janeiro, que São Paulo poderia ficar até cinco dias sem água por semana em caso de racionamento.

Fora da norma. Massato e o presidente da Sabesp, Jerson Kelman, que também prestou depoimento à CPI, admitiram aos vereadores que a empresa mantém a pressão da água na rede abaixo do recomendado pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), conforme o Estado revelou no início do mês. Segundo o órgão, são necessários ao menos 10 metros de coluna de água para encher todas as caixas.

“Nós estamos garantindo 1 metro da coluna de água, preservando a rede de distribuição. Mas não tem pressão suficiente para chegar na caixa d’água”, admitiu Massato. “Estamos abaixo dos 10 metros de coluna de água, principalmente nas zonas mais altas e mais distantes dos reservatórios.”

“Essa é uma medida mitigadora para evitar algo muito pior para a população, que é o rodízio”, afirmou Kelman. “São poucos pontos na rede em que não se tem a pressão exigida pela ABNT para condições normais. Isso não é uma opção da Sabesp. Não estamos em condições normais”, completou.

Em dezembro, Alckmin disse que a Sabesp cumpria “rigorosamente” a norma técnica. A Sabesp foi notificada pela Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp) e respondeu na terça-feira aos questionamentos feitos sobre as manobras na rede. O órgão fiscalizador, contudo, ainda não se pronunciou.

Ar encanado. Questionados sobre a investigação do Ministério Público Estadual que apura suposta cobrança por “ar encanado” pela Sabesp, revelada pelo Estado, os dirigentes da empresa disseram que a prática atingiu apenas 2% dos clientes. Das 22 mil reclamações registradas em fevereiro sobre aumento indevido da conta, 500 culpavam o ar encanado. O problema ocorre quando a água retorna na rede e empurra o ar de volta para as ligações das casas, podendo adulterar a medição do hidrômetro. / COLABOROU RICARDO CHAPOLA

Câmara aprova projeto que torna lei a Política Nacional de Combate à Seca (Agência Câmara Notícias)

JC 5125, 26 de fevereiro de 2015

Proposta lista diversas ações que caberão ao poder público, como o mapeamento dos processos de desertificação e degradação ambiental e a criação de um sistema integrado de informações de alerta quanto à seca

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (25) o Projeto de Lei 2447/07, do Senado, que torna lei a Política Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca e cria a Comissão Nacional de Combate à Desertificação (CNCD). Devido às mudanças, a matéria retorna ao Senado.

O projeto foi aprovado na forma de um substitutivo da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, elaborado pelo ex-deputado Penna (PV-SP). O texto original era do ex-senador Inácio Arruda.

Desde 1997, o Brasil já conta com uma Política Nacional de Controle da Desertificação, aprovada pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e surgida após a ratificação da Convenção Internacional das Nações Unidas de Combate à Desertificação, de 1996.

De acordo com o substitutivo, são vários os objetivos da política nacional, entre os quais destacam-se o uso de mecanismos de proteção, preservação, conservação e recuperação dos recursos naturais; o fomento de pesquisas sobre o processo de desertificação; a educação socioambiental dos atores sociais envolvidos na temática; e o apoio a sistemas de irrigação socioambientalmente sustentáveis em áreas que sejam aptas para a atividade.

Para cumprir os objetivos, o poder público deverá seguir várias diretrizes, como gestão integrada e participativa dos entes federados e das comunidades situadas em áreas suscetíveis à desertificação no processo de elaboração e de implantação das ações.

Devem ser observados ainda aspectos como a incorporação e valorização dos conhecimentos tradicionais sobre o manejo e o uso sustentável dos recursos naturais e a articulação com outras políticas (erradicação da miséria e reforma agrária, por exemplo).

Ações públicas
O substitutivo lista diversas ações que caberão ao poder público, tais como o mapeamento dos processos de desertificação e degradação ambiental; sistema integrado de informações de alerta quanto à seca; capacitação dos técnicos em extensão rural para a promoção de boas práticas de combate à desertificação; implantar tecnologias de uso eficiente da água e de seu reuso na produção de mudas para reflorestamento; e implantar sistemas de parques e jardins botânicos e bancos de sementes para a conservação de espécies adaptadas à aridez.

Emenda aprovada pelo Plenário, do deputado Moses Rodrigues (PPS-CE), prevê ainda a perfuração de poços artesianos onde houver viabilidade ambiental para isso.

Outra emenda do deputado trata do estímulo à criação de centros de pesquisas para o desenvolvimento de tecnologias de combate à desertificação.

Já emenda do deputado Sibá Machado (PT-AC) determina que os planos de prevenção e controle do desmatamento servirão de instrumento para a política nacional.

Comissão nacional
A comissão nacional, que funciona atualmente com base em decreto do Executivo federal, terá natureza deliberativa e consultiva e fará parte da estrutura regimental do Ministério do Meio Ambiente.

Compete à comissão promover a integração das estratégias, acompanhar e avaliar as ações de combate à desertificação, propor ações estratégicas e identificar a necessidade e propor a criação ou modificação dos instrumentos necessários à execução da política nacional.

Semiárido
No Brasil, as principais áreas suscetíveis à desertificação são as regiões de clima semiárido ou subúmido seco, encontrados no Nordeste brasileiro e norte de Minas Gerais.

Essa região abrange 1.201 municípios, em um total de 16% do território e incorpora 11 estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. A região também concentra 85% da pobreza do País.

Durante o debate do projeto em Plenário, alguns deputados avaliaram que a Política Nacional de Combate à Seca também poderá dar uma resposta para o cenário de falta d’água na região Sudeste.

Continua:

Íntegra da proposta: PL-2447/2007

(Eduardo Piovesan / Agência Câmara Notícias)

http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/POLITICA/482281-CAMARA-APROVA-PROJETO-QUE-TORNA-LEI-A-POLITICA-NACIONAL-DE-COMBATE-A-SECA.html

Vídeo mostra como o Brasil monitora os riscos de desastres naturais (MCTI/INPE)

JC 5125, 26 de fevereiro de 2015

Os sistemas de monitoramento e prevenção de seus impactos no Brasil também integram o vídeo educacional lançado pelo INCT-MC

Os desastres naturais e os sistemas de monitoramento e prevenção de seus impactos no Brasil são tema do vídeo educacional lançado pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Mudanças Climáticas (INCT-MC).

material integra o projeto de difusão do conhecimento gerado pelas pesquisas realizadas durante os seis anos de vigência do INCT-MC (2008-2014), sediado no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCTI).

Dirigido a educadores, estudantes de ensino médio e graduação, e formuladores de políticas públicas, o vídeo traz informações sobre as causas do aumento do número de desastres naturais nos últimos anos e como o País está se preparando para prevenir e reduzir os prejuízos nos diversos setores da sociedade. Pesquisadores e tecnologistas do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden/MCTI) mostram como é feito o monitoramento de áreas de risco 24 horas por dia. Também são apresentadas as dimensões humanas, ou seja, como os desastres interferem e prejudicam a vida das pessoas e como o surgimento de novos cenários de risco pode e deve ser evitados.

Até junho, serão concluídos outros cinco vídeos educacionais, abordando temas relacionados às pesquisas do INCT para Mudanças Climáticas: segurança alimentar, segurança energética, segurança hídrica, saúde e biodiversidade.

Portal

O conhecimento produzido durante seis anos de pesquisas realizadas no âmbito do INCT para Mudanças Climáticas está sendo reunido em um portal na internet, a ser lançado neste semestre. O ambiente virtual oferecerá conteúdos com linguagem adequada para os diversos públicos de interesse: pesquisadores, educadores, estudantes (divididos por faixas etárias) e formuladores de políticas públicas. O material estará organizado em seis grandes áreas temáticas: segurança alimentar, segurança energética, segurança hídrica, saúde humana, biodiversidade e desastres naturais.

Leia mais.

(MCTI, via Inpe)

http://www.mcti.gov.br/noticias/-/asset_publisher/IqV53KMvD5rY/content/video-mostra-como-o-brasil-monitora-os-riscos-de-desastres-naturais

Em 10 anos, falta d’água atingirá 2,9 bilhões (Estadão)

Os países mais deficitários serão os com menos recursos e populações jovens e em crescimento

Um relatório internacional divulgado ontem adverte que, em 15 anos, a demanda mundial por água doce será 40% superior à oferta. Os países mais deficitários serão os com menos recursos e populações jovens e em crescimento. O documento do Instituto de Água, Meio Ambiente e Saúde (INWEH) da Universidade das Nações Unidas com sede no Canadá, prevê que em 10 anos 48 países – e uma população de 2,9 bilhões de pessoas – estarão classifica dos como “com escassez ou com estresse de água”.

O conteúdo na íntegra está disponível em: http://digital.estadao.com.br/download/pdf/2015/02/25/A15.pdf

(O Estado de S.Paulo)

Suspeita de abuso derruba ‘chefão do clima’ da ONU (Estadão)

Rajendra Pachauri renuncia e IPCC fica sem uma direção permanente em momento crítico das negociações por um novo acordo mundial

Acusado de assédio sexual, o indiano Rajendra Pachauri abandonou a presidência do Painel Intergovernamental da ONU para Mudanças Climáticas (IPCC) em um momento crítico nas negociações para um acordo sobre emissões de CO 2.Em comunicado emitido ontem, a ONU aceitou sua renúncia.

O conteúdo na íntegra está disponível em: http://digital.estadao.com.br/download/pdf/2015/02/25/A15.pdf

(O Estado de S.Paulo)

Cantareira recupera 2º volume morto (Estadão)

Sistema Cantareira atingiu ontem 10,7% da capacidade

Após a 19.ª alta consecutiva, o nível do Sistema Cantareira atingiu ontem 10,7% da capacidade, índice que marca a “recuperação” da segunda cota do volume morto, de acordo com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e a Agência Nacional de Águas (ANA).

O conteúdo na íntegra está disponível em: http://digital.estadao.com.br/download/pdf/2015/02/25/A15.pdf

(O Estado de S.Paulo)

Mais informações sobre o assunto na Folha de S.Paulo – http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/209589-cantareira-recupera-2-parte-do-volume-morto.shtml

Como plantar água (Folha de S.Paulo)

JC, 5124, 25 de fevereiro de 2015

Governo reage à crise hídrica sobretudo com obras, mas deveria também mudar mentalidade em relação à preservação ambiental, diz o editorial da Folha de S.Paulo

O governo do Estado de São Paulo deixa escapar uma boa oportunidade de trocar a moldura com que enquadra a questão do abastecimento de água na região metropolitana da capital paulista. Mergulhado na crise e no curto prazo, perde de vista as providências de longo alcance que deveria tomar.

O conteúdo na íntegra está disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/209505-como-plantar-agua.shtml

(Folha de S.Paulo)

Nada cai do céu (Folha de S.Paulo)

JC, 5124, 25 de fevereiro de 2015

Carlos Magno

Com ou sem chuva à vista, a população precisa entender que a água pode –e vai– acabar se não forem tomadas medidas preventivas

O racionamento a que pode ser submetida boa parte da população paulistana –e de outras cidades e Estados brasileiros– poderia ser evitado? A questão é muito mais complexa do que possa parecer e jamais deveria ser levada ao campo do flá-flu político. Afinal, todos que vivemos nessas áreas já somos e seremos ainda mais afetados.

O calor bate recordes no mundo. Dados recentes da Nasa e da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (Noaa, sigla para o nome em inglês do órgão) apontam 2014 como o ano mais quente da história. A temperatura média no solo e nos oceanos aumentou 0,69 graus, superando recordes anteriores. Parece pouco, mas não é.

A cada 20 ou 30 anos, em média, o oceano Pacífico, a maior massa de água do planeta, sofre variações de temperatura, ficando mais quente ou mais frio do que o normal. Essas oscilações de longo período interferem nos ventos, na chuva e na temperatura em muitas regiões do globo. No Brasil, diversos Estados já sentem os impactos dessa alteração climática.

O verão passado foi um dos mais secos e quentes da história, não apenas na região da capital paulista e seu entorno mas também em grande parte do Sudeste, especialmente em Minas Gerais e no vale do Piracicaba, de onde vem a maior parte da água que abastece a região metropolitana de São Paulo, por meio do sistema Cantareira. Áreas dessa região chegaram a registrar anomalias de até 5 graus nas temperaturas máximas em janeiro de 2014.

Com pouca água e maior consumo, devido ao calor, os rios e represas que abastecem o sistema caíram aos menores níveis já registrados. Em São Paulo, por exemplo, desde 2012 o Cantareira vem sofrendo com chuva abaixo do normal. Nem mesmo as chuvas de fevereiro, que elevaram o nível dos reservatórios, são ainda suficientes para mudar o quadro de seca.

E as previsões não são as melhores. Segundo estudo da Climatempo, somente no verão de 2017 é que se poderá esperar por uma chuva normal ou acima da média, que vá colaborar para uma consistente recuperação do sistema.

Reverter a situação é um desafio. Trata-se de algo muito mais educativo do que meteorológico ou de obras faraônicas –que, se agora são necessárias, deveriam ter sido planejadas há pelo menos dez anos.

Desde o final de 2013, meteorologistas têm alertado sobre esse cenário crítico. Já se sabe que o quadro não é favorável, e há poucas chances de mudança em curto prazo.

Porém, em um planeta onde 1,4 bilhão de quilômetros cúbicos é ocupado por água, o ser humano ainda parece acreditar que ela nunca irá acabar.

Com ou sem chuva à vista, a população precisa entender que a água pode –e vai– acabar se não forem tomadas medidas preventivas. A conscientização sobre o consumo deve ser permanente.

Optar pelo reúso pode ser uma das soluções. Aliás, a ideia de cobrar uma sobretaxa para aqueles que consumirem mais água do que o normal nesse período está entre as boas medidas já tomadas –tão boa quanto os descontos anunciados desde o ano passado para quem economiza água.

Em São Paulo, a despoluição dos rios Tietê e Pinheiros também é um caminho. Mas esse parece ser um cenário utópico, sobretudo se lembrarmos que a ideia é citada há décadas pelo poder público.

O que nossas autoridades precisam entender é que não dá para passar uma vida acreditando na ajuda divina. É preciso arregaçar as mangas e se preparar. Há ainda muito a fazer e a investir. Porque nada cai do céu –nem mesmo a água tem caído ultimamente.

CARLOS MAGNO, 53, é meteorologista e presidente da Climatempo Meteorologia

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