Entidade indicou noite estável em Copacabana, enquanto chegada de frente fria provocou chuva neste domingo e mantém mar agitado até terça-feira
Bandeira com alerta de alto risco por conta da ressaca na praia de Copacabana — Foto: Domingos Peixoto
03/05/2026 – 16:11
Previsão do Cacique Cobra Coral acerta tempo para show de Shakira no Rio
Durante o show de Shakira em Copacabana, no sábado, a previsão do Cacique Cobra Coral se confirmou com tempo firme, ao contrário do domingo, quando uma frente fria trouxe chuva e agitação marítima. A Fundação Cacique Cobra Coral, ligada à médium Adelaide Scritori, foi procurada pela produção do evento. O convênio com a prefeitura foi suspenso após a saída do ex-prefeito Eduardo Paes. A chuva deve cessar até terça-feira.
Sem uma gota de chuva durante o megashow de Shakira em Copacabana, no sábado, a previsão associada ao Cacique Cobra Coral acabou se confirmando. Procurada diante do risco de instabilidade climática, a entidade indicava tempo firme no horário da apresentação — cenário que se manteve ao longo de toda a noite, garantindo condições estáveis para o público que lotou a orla.
Ao GLOBO, Osmar Santos, porta-voz da Fundação Cacique Cobra Coral, deu a entender que a entidade foi acionada pela produção do evento. A fundação é ligada à médium Adelaide Scritori, que afirma incorporar o espírito do cacique, conhecido por supostamente atuar sobre as condições climáticas em grandes eventos. Casos como esse costumam gerar repercussão, especialmente quando coincidem com mudanças previstas no tempo. Apesar do acerto, Osmar garante que o convênio com a prefeitura não foi renovado após a saíde de ex-prefeito Eduardo Paes, que irá disputar o governo do estado.
— Nós só terminamos um pedido anterior da equipe do Dudu (Eduardo Paes) antes dele deixar a prefeitura. Pois foi Dudu que teve a iniciativa de trazer a pop star nos últimos dias do governo dele. Com a saída do Dudu, o convênio está suspenso, pois quem estiver a frente da prefeitura precisa manifestar o interesse em manter o convênio e não somos nós que vamos atrás deles. Já temos o mundo atrás de nós e temos que atender quem nos procura —disse.
A virada no tempo veio na sequência. Já neste domingo, o Rio amanheceu com céu encoberto e registro de chuva, sob influência da chegada de uma frente fria. A mudança, prevista para depois do espetáculo, marcou um contraste evidente com a noite anterior, de tempo estável e sem precipitações na Zona Sul.
Segundo o sistema Alerta Rio, às 15h20, havia atuação de nuvens baixas e núcleos de chuva no entorno do Maciço da Tijuca e em pontos das zonas Oeste e Sudoeste, provocando chuva fraca e isolada ao longo da última hora. A previsão indica continuidade de chuva fraca, podendo ser pontualmente moderada, também de forma isolada, nas próximas horas.
Para esta segunda-feira, a tendência ainda é de instabilidade, com previsão de chuva moderada em diferentes momentos do dia. As temperaturas devem variar entre 17°C e 33°C. De acordo com os sistemas meteorológicos da prefeitura, a partir de terça-feira (5), a chuva não deve atingir a cidade, cenário que tende a se manter ao menos até quinta-feira.
Médium atua remotamente no show de Shakira para garantir clima favorável
A médium Adelaide Scritori, que incorpora o espírito do Cacique Cobra Coral, participa remotamente do show de Shakira no Rio de Janeiro, enquanto está em Marrocos tratando de tempestades de areia. Conhecida por influenciar o clima em grandes eventos, sua fundação foi consultada por empresários preocupados com o clima para a apresentação. O tempo no show promete calor e nuvens, sem chuva, com possível mudança no domingo.
Personagem presente em praticamente todos os megaeventos realizados no Rio nos últimos 20 anos, dessa vez a médium Adelaide Scritori, que diz incorporar o Cacique Cobra Coral, espírito que teria capacidade de manipular as condições climáticas, vai atuar no show de Shakira, neste sábado, na Praia de Copacabana. Mas, ao contrário do que aconteceu nas apresentações de Madonna (2024) e Lady Gaga (2025), primeiras atrações do evento Todos no Rio, dessa vez não será presencialmente.
Segundo Osmar Santos, porta voz da Fundação Cacique Cobra Coral e marido de Adelaide, eles estão bem longe do palco da Loba. Desde a semana passada, a médium mantém uma série de de reuniões em Marrocos, a 7,1 mil quilômetros da Cidade Maravilhosa. Mas divide seus pensamentos com o evento no Rio de Janeiro.
— Todos sabem que a Fundação colabora com vários países, prestando consultoria climática. Fomos chamados por empresários com negócios na África que pediram ajuda para reduzir o impacto das tempestades de areia. Vamos voltar na semana que vem— contou Osmar.
Sem citar nomes Osmar disse que a Fundação Cobra Coral foi procurada há dois meses por empresários brasileiros preocupados que as condições climáticas da cidade em maio não fossem adequadas para a apresentação da cantora colombiana.
Previsão do tempo
Coincidência ou influência espiritual, o fato é que a previsão do tempo para a hora do show é de um cenário típico de virada de tempo: calor, muitas nuvens e ausência de chuva durante a apresentação, mas com mudança nas condições climáticas nas horas seguintes. Pode chover no domingo.
A previsão para o dia do show aponta temperatura mínima de 21°C e máxima de 32°C. A Sensação térmica pode chegar a 26°C. Segundo o meteorologista Guilherme Borges, de manhã e tarde terá sol entre muitas nuvens. A noite o céu entra com bastante nebulosidade.
— O sol deve aparecer bastante ao longo do dia de sábado e não tem expectativa de chuva. Vai ser um dia bastante quente a temperatura. No horário do inicio das apresentações, às 17h até 23h teremos temperatura entre 27°C e 25°C. Ou seja, temperatura bastante agradável — contou Borges.
Segundo ele, a mudança no tempo será mais perceptível no domingo, principalmente nas primeiras horas do dia, em que pode chover.
Pesquisa comparou pessoas identificadas com o dom com parentes de primeiro grau sem nenhuma habilidade do tipo
Anna Virginia Balloussier
18 de fevereiro de 2025
Ser médium não é necessariamente coisa do outro mundo. Pode estar nos genes, inclusive.
É o que sustenta um estudo que investiga as bases genéticas da mediunidade, publicado pelo Brazilian Journal of Psychiatry, revista científica em que os artigos são revisados por pares acadêmicos. A coordenação ficou a cargo de Wagner Farid Gattaz, professor do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo) e à frente do Laboratório de Neurociências na universidade.
A pesquisa de campo, realizada entre 2020 e 2021, comparou 54 pessoas identificadas como médiuns com 53 parentes de primeiro grau delas, sem nenhuma habilidade do tipo. Umbanda e espiritismo foram as principais fontes religiosas do grupo.
“O estudo desvendou alguns genes que estão presentes em médiuns, mas não em pessoas que não o são e têm o mesmo background cultural, nutritivo e religioso”, diz Gattaz. “Isso significa que alguns desses genes poderiam estar ligados ao dom da mediunidade.”
A seleção dos participantes seguiu os seguintes critérios: recrutar médiuns reconhecidos pelo grau de acerto de suas predições, que praticavam pelo menos uma vez por semana a mediunidade e que não ganhavam dinheiro com ela, ou seja, não cobravam por consultas.
Os resultados revelaram quase 16 mil variantes genéticas encontradas exclusivamente neles, “que provavelmente impactam a função de 7.269 genes”. Conclui o texto publicado: “Esses genes surgem como possíveis candidatos para futuras investigações das bases biológicas que permitem experiências espirituais como a mediunidade”.
“Esses genes estão em grande parte ligados ao sistema imune e inflamatório. Um deles, de maneira interessante, está ligado à glândula pineal, que foi tida por muitos filósofos e pesquisadores do passado como a glândula responsável pela conexão entre o cérebro e a mente”, afirma o coordenador da pesquisa. Ele frisa, contudo, que essa hipótese precisaria ser confirmada experimentalmente.
Coautor do estudo e diretor do Nupes (Núcleo de Pesquisas em Espiritualidade e Saúde), da Universidade Federal de Juiz de Fora, Alexander Moreira-Almeida justifica a opção por contrastar os médiuns com seus familiares. “Se eu pegasse um grupo de controle que fosse uma outra pessoa qualquer, aleatória, poderia ter muita diferença sociocultural, econômica e também da própria genética. Quando a gente pega um parente, vai ter uma genética muito mais parecida e um background sociocultural muito mais próximo.”
Os pesquisadores analisaram o exoma dos voluntários, que contém os genes que vão codificar as proteínas. Muitas partes do genoma, que é a sequência completa do DNA, não têm função muito clara. “Já o exoma é aquela que provavelmente é mais ativa funcionalmente, com maior impacto sobre a formação do corpo da pessoa”, explica Almeida-Moreira.
Darcy Neves Moreira, 82, serviu de objeto de estudo para a trupe da ciência. Ela é professora aposentada e coordena reuniões num centro espírita na zona norte carioca.
Descreve o dom que lhe atribuem como a capacidade de “sentir a influência dos espíritos”. Tinha 18 anos quando detectou a sua, conta. “Senti uma presença do meu lado. Comecei a pensar algumas coisas sobre o nosso trabalho. Percebi que não eram propriamente minhas ideias, mas ideias sugeridas pelo amigo que estava ali pertinho de mim.”
São mais de seis décadas “tentando aprimorar esse canal de comunicação com os espíritos, o que me traz muita alegria”, ela afirma. “É a certeza de que continuamos a viver em outro plano.”
Roberto Lúcio Vieira de Souza, 66, também cedeu uma amostra de sua saliva para a pesquisa. Diz que compreendeu seu potencial mediúnico na adolescência, quando apresentava sintomas que os médicos não conseguiam explicar. Tinha câimbras dolorosas durante o sono, “acompanhadas da sensação iminente de morte, o que me desequilibrava emocionalmente”.
Integrava um movimento católico para jovens na época e queria inclusive virar padre. Acabou numa casa de umbanda para entender as agruras físicas. “Lá fui informado sobre a mediunidade e comecei a desenvolvê-la.”
Souza diz que mais tarde descobriu por que se sentia tão mal. Numa vida passada, fora um senhor de escravizados que, irritado com um deles, mandou amarrá-lo no pátio da casa e passar uma carroça sobre suas pernas. Ele foi deixado por dias ali, até morrer.
O próprio espírito do homem assassinado teria lhe contado essa versão. “Ele gritava que queria as suas pernas de volta e que eu deveria morrer com muita dor nas pernas, como ele. Segundo um amigo espiritual, essa era uma atitude comum da minha pessoa naquela encarnação. Eu teria sido um homem muito irascível, orgulhoso e cruel.”
Psiquiatra e autor de livros psicografados, Souza é diretor de uma instituição espírita em Belo Horizonte que se diz especializada em saúde mental e dependência química.
Gattaz, no comando da turma que esquadrinhou sua genética, afirma que não é preciso ter um determinado combo de genes para ser um médium. “O nosso estudo mostra apenas que alguns desses genes são candidatos para serem estudados em novas pesquisas e podem contribuir para o desenvolvimento do dom da mediunidade.”
Ele já havia liderado outro front do estudo, que apura a saúde mental nos ditos médiuns. Saldo: eles não se diferenciam de seus parentes na prevalência de transtornos mentais. Não apresentaram, por exemplo, sintomas de quadros psicóticos, como desorganização cognitiva ou paranoia.
Pontuaram mais, contudo, nos itens que avaliaram alterações na sensopercepção —como ver ou ouvir o que outros não percebem.
Los organizadores de eventos como el Carnaval o Rock in Río recurren a la fundación Cobra Cacique Cobra para evitar que llueva en fechas clave
Joan Royo Gual
20 de septiembre de 2023
Un hombre reza durante una ceremonia para Yemanjá, que forma parte de las tradiciones en Río de Janeiro (Brasil). Leo Correa (AP)
Recientemente se celebró en São Paulo el festival de música The Town, de los mismos organizadores del Rock in Río. La noche de la puesta de largo, con cerca de 100.000 personas ansiosas por ver a Iggy Azalea, Post Malone o Demi Lovato, quedó deslucida por una persistente lluvia que provocó colas y aglomeraciones. Rápidamente surgieron algunas voces que achacaron el caos a la falta de un acuerdo de colaboración con la Fundación Cacique Cobra Coral, que representa a un espíritu a través del que promete controlar la meteorología. Es uno de los ejemplos de realismo mágico más conocidos entre los brasileños: si quieres que tu evento sea un éxito hay que contactar con Cobra Coral para garantizar que no llueva. Y no se trata de una curiosa superstición para parejas ansiosas porque luzca el sol el día de su boda. Detrás de esta creencia popular hay contratos, algo opacos, con empresas, Ayuntamientos y hasta ministerios.
El cacique Cobra Coral es un espíritu de la umbanda, una religión brasileña que mezcla elementos religiosos de tradición africana, indígena y católica. Quien la incorpora en sus carnes es Adelaide Scritori, que actúa como médium desde niña. Su marido y mano derecha, Osmar Santos, recibe peticiones de Gobiernos o empresas para promover cambios meteorológicos.
Una vez se firma el acuerdo, la médium recibe en su cuerpo a este indígena que, a pesar de ser norteamericano, se expresa en perfecto portugués. “Habla poco, va al grano. Cuando termina, ella [Scritori] no sabe nada de lo que ha dicho, no está consciente cuando habla”, explica su marido por teléfono. El también portavoz de la fundación resalta que el espíritu puede cambiar el tiempo, pero siempre que perciba que se debe a “un bien mayor”, no a un capricho. Si evita que llueva durante un festival, tendrá que desviar esas precipitaciones hacia algún lugar relativamente cercano que las necesite, por ejemplo.
El Ayuntamiento de Río está entre sus clientes más conocidos, sobre todo para asegurar el cielo limpio en las dos fechas marcadas en rojo en el calendario local: el fin de año, que congrega a cientos de miles de personas en la playa de Copacabana, y el aún más masivo Carnaval.
La colaboración entre el Ayuntamiento y la fundación Cobra Coral es pública y notoria, y de vez en cuando aparece en el Diario Oficial del municipio. El Ministerio de Minas y Energía recurrió hace dos años al cacique en medio de una grave sequía que llegó a poner en riesgo el suministro eléctrico en todo el país.
La mayoría de acuerdos se dan entre bambalinas y no queda muy claro cómo funcionan ni cuánto cuestan. Santos asegura tajantemente que no aceptan un céntimo de dinero público. Lo que se exige como contrapartida, dice, son obras de prevención de inundaciones, recuperación de manantiales, reforestación de la ribera de los ríos, etc. “El [espíritu del] cacique suele decir que no podemos ayudar a los hombres de manera permanente si hacemos por ellos lo que pueden hacer por sí mismos”, recalca. El espíritu tiene mucha conciencia ambiental y lleva décadas alertando, sin éxito, de los peligros del calentamiento global, lamenta Santos.
Con las empresas privadas los acuerdos funcionan de otra forma. La fundación se mantiene a través de Tunikito, un conglomerado familiar de seguros. Santos suele ofrecer asegurar a las empresas que buscan la actuación del cacique. En Río es conocida la fe que tiene en sus poderes Roberto Medina, el magnate creador del festival Rock in Río, aunque en los últimos años, con la empresa en manos de su hija Roberta, la colaboración espiritual parece haber quedado en un segundo plano.
Aun así, la fama del cacique permanece imbatible entre los organizadores de eventos al aire libre. Desde una de las principales productoras de la ciudad afirman de forma anónima: “Todos protegen a la entidad. Son muchos años de acuerdos. Los grandes productores de eventos no renuncian a su ayuda, es casi omnipresente”.
Santos confirma que prácticamente tiene el don de la ubicuidad. Explica que él, como interlocutor con el espíritu del cacique, se desplaza por Brasil y por medio mundo al encuentro de quienes requieren de su actuación. Con perfil discreto y escondido tras unas gafas oscuras, se posiciona en el lugar del evento y mira al cielo. Identifica las condiciones meteorológicas (presión atmosférica, humedad, viento, etc) y dialoga con los asesores científicos de la fundación para elaborar un informe para el espíritu, para que sepa cuál es el panorama y decida cómo actuar.
Los asesores de Cobra Coral incluyen a un técnico del estatal Instituto Nacional de Investigaciones Espaciales (INPE) y Rubens Villela, meteorólogo y profesor de la Universidad de São Paulo (USP). Esta colaboración entre la ciencia y una supuesta entidad sobrenatural, que quizá pondría los pelos de punta a muchos académicos del norte global, se vive en Brasil sin estridencias, más allá de alguna polémica puntual.
Hace 30 años, la Sociedad Brasileña de Meteorología procesó a la fundación por ejercicio ilegal de la profesión, pero la causa fue archivada. Al final, para evitar más problemas, Santos y Scritori crearon la agencia La Niña, inscrita en el consejo profesional y con permiso para firmar contratos.
Para Renzo Taddei, antropólogo de la Universidad Federal de São Paulo (Unifesp) y autor del libro Meteorólogos y profetas de la lluvia, en estas latitudes la dicotomía ciencia versus religión se queda pequeña. “A Brasil le gusta imaginarse y pensarse a sí mismo de una forma que no refleja mucho la realidad, sobre todo en eso de verse como un país occidental”, dice.
Taddei recuerda la huella que dejaron millones de africanos esclavizados y la fusión o convivencia de sus prácticas con creencias chamánicas, católicas, kardecistas o espíritas. “La espiritualidad brasileña no tiene nada que ver con la manera en que el mundo europeo imagina la religión. La pelea entre religión y ciencia de la época de Darwin en Inglaterra no se replica en Brasil. Quizá ahora está empezando un poco porque los evangélicos están creciendo muy rápido”, señala por teléfono.
El trabajo del cacique Cobra Coral es el caso más conocido por haber dado el salto al mundo empresarial e institucional, pero este especialista resalta que en la cosmovisión indígena, por ejemplo, es común dialogar con los espíritus para dominar las fuerzas de la naturaleza. En 1998 un incendio devastador devoraba la selva amazónica en el estado de Roraima. Brasil incluso recibió ayuda internacional, pero al final, las autoridades, desesperadas, recurrieron a dos chamanes de la etnia Kayapó. Tras dos días de rituales, casualidad o no, una lluvia torrencial logró frenar las llamas.
Publicado 17/02/2022 às 15:11 – Atualizado 17/02/2022 às 15:23
Visita a espaços de culto de religiões de matriz africana – que historicamente têm mulheres como líderes. As Iaôs e Ialorixás tornam-se referências nas lutas pelo direito à igualdade religiosa, de raça e de gênero
Por Aymê Brito, no AzMina
“Exu (…) exerce forte domínio sobre as mulheres e as moças”, dizia uma coluna de opinião no jornal O Estado de São Paulo, em 1973. Escrito no período da Ditadura Militar no Brasil, o artigo demonizava as religiões de matriz africana e demonstrava preocupação que as mulheres abandonassem o “lar” em troca da vida nos terreiros. Quase cinco décadas depois, o machismo e o racismo seguem presentes na vida das mulheres que escolhem fazer parte das religiões afro-brasileiras, mas elas resistem e lideram terreiros.
Não é comum vê-las em cargos de liderança em outras religiões, como na Igreja Católica com padres e papas homens. Já nas religiões de matriz africana, as mulheres quase sempre são maioria, ocupando os postos mais altos. Quem frequenta os barracões (como também são chamados os terreiros) percebe isso.
Seja como mulheres de santo, senhoras do ilê, sacerdotisas ou herdeiras do axé, elas conquistaram um protagonismo que não ficou restrito aos terreiros. Axé Muntu! Essa é uma expressão criada pela intelectual Lélia Gonzalez – uma mistura das línguas Iorubá (axé: poder, energia) com o dialeto Kimbundo (muntu: gente). A socióloga e ativista usou muito de sua vivência como mulher do candomblé na produção intelectual que fez sobre a vida e posição das mulheres negras na sociedade brasileira.
Nesta reportagem trazemos as falas de Mãe Du, Nailah, Kenya e Renata, que, assim como Lélia, mostram que a influência dos povos de terreiros pode ser encontrada hoje no espaço acadêmico, na militância, na política, na culinária e em vários outros campos da sociedade.
Num país marcado por profundas desigualdades sociorraciais como o Brasil, os terreiros e as mulheres à frente deles – as macumbeiras, como elas mesmas se chamam – desempenham um papel social muito além da religião. Elas realizam uma verdadeira “feitiçaria” ao conciliar a tradição de diferentes povos, resistir às opressões e ajudar a proporcionar um espaço de acolhimento a quem sempre foi excluído.
Perseguição à cultura e às mulheres
A perseguição aos terreiros e barracões, que já dura mais de 500 anos, e as campanhas de difamação na imprensa geraram uma falta de conhecimento generalizada. “A umbanda, com seus sucedâneos e religiões assemelhadas, é entre nós um subproduto da ignorância associada à politicalha. Seu terreno de eleição já foi o quilombo e o mocambo. Modernamente é a favela e o escritório eleitoral” – dizia mais um trecho da coluna do jornal paulista, publicada logo após uma festa em comemoração ao Dia de Oxóssi.
Noticiários racistas como esse não eram (e não são) raros. Resquícios de uma sociedade que até 1832 obrigava todos a se converterem à religião oficial do Estado – na época, a Cristã. Isso fez com que outras expressões religiosas fossem criminalizadas, sofrendo com opressão policial e apreensão de objetos sagrados – que até hoje nunca foram devolvidos.
A cientista política e também praticante do Candomblé, Nailah Neves, Ìyàwó ty Ọ̀ṣun (seu nome de santo), afirma que essa perseguição também era resultado do fato de as mulheres serem maioria e liderarem as casas de axé. “Terreiros, quilombos e escolas de samba, que eram espaços de resistência e de valorização da cultura negra matriarcal, eram um grande risco para o projeto eugenista e patriarcal do Estado brasileiro.”
Passados 34 anos da Constituição Federal que, em seu artigo 5, passou a garantir a liberdade de crença e proteção aos locais de cultos religiosos diversos, a discriminação não teve fim. Em 2021, um estudo da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa apontou que 91% dos ataques que ocorreram no estado do Rio de Janeiro eram contra as mesmas religiões – as de Racistradição africana.
Ensinamentos da pombagira
Kenya Odara (primeira na imagem), de 23 anos, é uma das cofundadoras do coletivo de mulheres negras Siriricas Co e atualmente frequenta o terreiro de Candomblé Àse Efon Omibainà, composto apenas por mulheres. “Quando estamos nos terreiros não nos preocupamos só com a questão religiosa, somos mulheres negras, toda a nossa existência é política.” Foto: Divulgação/ Arquivo Pessoal
Embora as investidas contra os afro-religiosos não tenham sido poucas, os terreiros e as mulheres continuam passando de geração em geração os preceitos e fundamentos do povo de axé. Renata Pallottine, de 36 anos, é bisneta de Dona Maria, Mãe de Santo, de uma casa de umbanda no interior de São Paulo, e cresceu aprendendo os valores civilizatórios desta comunidade.
Advogada pelos direitos das mulheres e atuante no combate ao racismo religioso, Renata atualmente é responsável pela área jurídica do coletivo Terreiro Resiste, movimento de defesa das comunidades tradicionais. Hoje, como uma das filhas de santo mais velhas de um terreiro na capital paulista, ela conta que foi essa vivência que contribuiu para o seu engajamento na luta:
“Quem nasce umbandista já aprende com a Pombagira que a desigualdade de gênero mata, aniquila e silencia, e que mulheres, sobretudo as racializadas, devem ocupar lugar de poder e decisão dentro das nossas comunidades.”
A Pombagira é uma das entidades cultuadas nessas religiões, que representa as encruzilhadas e é conhecida por simbolizar uma figura feminina ligada ao prazer e à liberdade sexual. Renata explica que a figura da pombagira em muitos lugares é temida exatamente por romper com a lógica patriarcal: “mulher que poeticamente nos ensina a autonomia dos corpos femininos”.
Renata também chama atenção para a história dessas religiões, que vêm de uma cultura de valorização de povos ancestrais socialmente excluídos, mas passou por um forte embranquecimento nos últimos anos. “Em 1908, um homem branco, militar, espírita, de São Gonçalo, teria fundado a religião só porque deu nome às práticas que já existiam nos morros cariocas. Como é possível fundar algo que já existe?”, questionou a advogada.
A família de santo
Eu, repórter desta matéria, cresci ouvindo as histórias das macumbeiras, contadas por Elza Mendes, baiana de 72 anos, mulher negra e minha avó. Ela lida com a ignorância da sociedade sobre sua cultura há pelo menos 50 anos. “Ninguém vê com bons olhos, ainda hoje as pessoas têm muito medo, acham que é magia”, desabafa. Mas ressalta sempre o sentimento que há no terreiro de pertencer a uma comunidade. “Quando você abraça um terreiro, você começa a fazer parte de uma comunidade”, diz ela.
Hoje candomblecista, Elza foi a primeira a se tornar uma Iaô num dia de feitura, recebendo o título de dofona.
Glossário:
– Iorubá: é um grupo étnico-linguístico da África Ocidental, principalmente na Nigéria e no Congo. Varia conforme o local e é usada nos rituais de matrizes africanas.
– Feitura no santo: é a iniciação de alguém no culto aos orixás. Pode vir com novo nome e assume novas funções. O ritual varia segundo a religião e pode durar até três meses.
– Orixás (em iorubá: Òrìṣà): divindades representadas pela natureza, acredita-se que tenham existido anteriormente em Orum (céu em iorubá).
– Aborós: orixás de energia masculina. Podem ser incorporados por pessoas de todos os gêneros.
– Ayabás: orixás de energia feminina. Podem ser incorporados por pessoas de todos os gêneros.
Dona Elza conta que quando se começa a fazer parte de um terreiro você se torna também integrante de uma família de santo. “Tanto é que a gente diz irmão, tio, filho de santo”, comentou. Em muitos lugares os terreiros são conhecidos por serem receptivos a todo tipo de gente. “Uma mãe de santo nunca deixa de acolher um filho, mesmo se não tiver onde morar, será bem recebido no terreiro.”
Esse acolhimento está intimamente ligado à presença das mulheres na religião e a própria história dos negros no Brasil, conforme explica a pesquisadora Jacyara Silva, professora e coordenadora do núcleo de estudos afro-brasileiros da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). “É importante lembrar que as famílias dos negros que chegavam ao Brasil eram separadas por estratégia de dominação.”
Após o sequestro da população negra do continente africano, a formação das “famílias de santo” foi o jeito encontrado para preservar a identidade cultural e reconstruir essa ideia de família que havia sido destruída na escravidão. As grandes responsáveis por refazer esses laços familiares, dentro das religiões afro-brasileiras, foram as mulheres negras, as Yalorixás. Os barracões passaram a se tornar presentes na maior parte das regiões periféricas do país, acolhendo as pessoas que eram estigmatizadas pela sociedade, como mães solo e o público LGBTQIA+.
“Não quer dizer que não existam nos terreiros os mesmos problemas que existem fora deles”, explicou Jacyara. As religiões de matriz africana estão inseridas dentro de uma sociedade onde racismo, machismo e transfobia são estruturais. Por isso, o cotidiano dos terreiros não está isento dessas questões. Mas, “pode estar na estrutura, mas não é institucionalizado”, ponderou a pesquisadora.
Debatendo fora dos terreiros
Maria do Carmo, Omó de Omolú Iemanjá Oxalá, conhecida como Mãe Du, é uma das mulheres à frente de um terreiro de Umbanda, na cidade de Viçosa, no interior de Minas Gerais. Apesar do grande respeito que conquistou entre os seus, teve que encarar o preconceito das mães e professoras da escola em que a sua filha estudava. “As pessoas ficaram meio cismadas”, conta.
A força de seguir por mais de 20 anos na defesa dos povos de terreiros vem da crença de que o amanhã será melhor que o hoje. A trajetória dela no culto aos orixás já tem, na verdade, 50 anos. “Fui a primeira Yaô daqui, andei pela cidade toda de branquinho.” Atualmente Mãe Du está na Umbanda, mas foi iniciada dentro do Candomblé, onde teve que passar por diversos processos até se tornar de fato umaIaô – filha de santo. Se tornar feita no santo é uma vitória para a maioria das mulheres de axé, por ser um processo de várias etapas, que requer muito tempo de dedicação e prática dentro do terreiro.
Ela também é líder espiritualista e integra o Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial de Viçosa. Os cargos fora do terreiro são um marco e uma representação importante para quem é de religiões de matriz africana, mas também são espaços arriscados. “Defender aquilo que se é, hoje em dia, é perigoso, principalmente para nós mulheres.”
O preconceito acaba afastando outros praticantes dos encontros e debates religiosos, por preferirem se resguardar. Mas, Mãe Du – que tem viajado nos últimos anos para falar das religiões de matriz africana nas universidades – sente que agora as pessoas começaram a querer entender mais sobre sua cultura.
Hierarquia ancestral
Em boa parte da tradição africana, a hierarquia não se baseia no gênero, mas sim na experiência e conhecimento. “O matriarcalismo é natural de vários povos africanos, até porque a hierarquia não é por gênero como os europeus impuseram, é por ancestralidade”, explicou a candomblecista Nailah Neves.
As religiões de matriz africana não dividem o mundo entre bem e mal, emoção e ciência, corpo e alma, homens e mulheres. Nailah argumenta que essa lógica binária foi imposta aos povos que estavam sendo colonizados, por influência do eurocentrismo cristão. Existe na Umbanda e no Candomblé uma outra forma de ver e se relacionar com o mundo. “Não são apenas religiões, são povos e comunidades tradicionais, assim como são os quilombos.”
As religiões afro-brasileiras que conhecemos hoje são fruto das características de diversos povos africanos que se encontram no país e, exatamente por isso, elas variam conforme a nação ou tradição de origem, como acontece no caso do Candomblé, da Umbanda, do Batuque e do Xangô.
Sem nenhum tipo de livro oficial, como a Bíblia, os fundamentos são passados por gerações via tradição oral, e nem sempre são os mesmos em todos os lugares. Os preceitos e costumes não estão “escritos em pedra”.
AÇÕES E ESPAÇOS OCUPADOS PELAS MULHERES DE AXÉ NOS ÚLTIMOS ANOS:
No Brasil, o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, 21 de janeiro, data que assegura a diversidade religiosa, foi criado em homenagem a uma líder religiosa, a Mãe Gilda. Em 1999, ela teve seu terreiro em Salvador invadido e depredado por fundamentalistas religiosos e acabou falecendo no ano seguinte.
Em 2021, a Organização das Mulheres de Axé do Brasil (MAB) realizou uma campanha de combate a violência menstrual. Elas distribuíram mais de 23 mil pacotes de absorventes higiênicos para pessoas em situação de vulnerabilidade econômica e social.
O Fórum Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional dos Povos Tradicionais de Matriz Africana (FONSANPOTMA), presidido pela médica e líder religiosa Kato Mulanji, é uma das organizações que lutam para garantir soberania alimentar aos povos tradicionais.
Desde 2017, as mulheres de axé conquistaram o reconhecimento da profissão de baiana de acarajé e passaram a ter direitos aos benefícios profissionais. Em 2005 elas já tinham sido reconhecidas como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.
Pelo país todo, terreiros são responsáveis por projetos de atendimento à comunidade, oficinas, distribuição de alimentos e ações de combate a violência. O Ilê Omolu Oxum, liderado pela ialorixá Mãe Meninazinha de Oxum, em atividade na Baixada Fluminense desde 1968, é um dos que oferece orientação às mulheres vítimas de violência.
Edison Veiga – De Bled (Eslovênia) para a BBC News Brasil
31 dezembro 2021
Legenda da foto, Zélio, em foto publicada pelo jornal A Gazeta de São Gonçalo, extinto em 1937
Se a tentativa era criar uma espécie de mito da religião nacional por excelência, elementos simbólicos não faltam na história de como o médium fluminense Zélio Fernandino de Moraes (1891-1975) teria criado a umbanda.
A começar pela data: 15 de novembro de 1908. Sim, um 15 de novembro, aniversário da Proclamação da República, data portanto da criação do Brasil contemporâneo.
E também pela história: no transe vivido por Zélio, ele teria dialogado com espíritos de negros e indígenas e, por fim, incorporado um padre jesuíta italiano que havia pregado no Brasil colonial — e acusado de bruxaria.
Mais simbólico do sincretismo cultural, étnico e religioso do Brasil, impossível.
Por outro lado, e é esse o ponto que vem sendo revisto e muito criticado por pesquisadores contemporâneos da umbanda, considerar Zélio o precursor dessa religião é também resultado de um processo de embranquecimento — é negar que a umbanda já vinha sendo praticada por negros oriundos da África e seus descendentes em solo brasileiro, é entregar a primazia da religião afrobrasileira a um homem branco.
“Não é um assunto novo: a história de Zélio como fundador da umbanda vem sendo questionada. Eu não o considero fundador da umbanda porque a umbanda é muito anterior a isso”, crava o sociólogo Lucas de Lucena Fiorotti, autor da página Abrindo a Gira, no Instagram.
“Ele se tornou uma figura importante em função do embranquecimento [da umbanda]. Ele é importante para um tipo de umbanda, que no passado queriam chamar de ‘espiritismo de umbanda’. Quem o celebra como fundador da umbanda não tem culpa. A culpa é do projeto de país”, acrescenta Fiorotti.
Para o historiador Guilherme Watanabe, pai de santo do terreiro Urubatão da Guia, em São Paulo e membro fundador do Coletivo Navalha, Zélio é “a representação de uma grande construção histórica”, do “mito de fundação que, a partir dos anos 1960, começa a se fazer no Rio”. “Uma grande mentira”, sentencia.
O que teria acontecido em 1908
Filho de uma família tradicional de São Gonçalo, na região metropolitana do Rio, Zélio estava se preparando para seguir carreira militar na Marinha quando foi acometido por uma paralisia. Ele tinha 17 anos. Acamado por alguns dias, teria declarado que “amanhã estarei curado” e, de fato, no dia seguinte levantou-se como se nada houvesse acontecido.
Diante da surpresa dos médicos, os familiares decidiram recorrer a padres católicos — que também não souberam explicar o que havia sucedido ao jovem.
Para a família, Zélio sofria de distúrbios espirituais. Então, por indicação de um amigo, levaram-no até a Federação Espírita do Estado do Rio de Janeiro, então sediada em Niterói.
O médium presidente da entidade teria organizado uma sessão espírita, com Zélio à mesa. Na ocasião, conforme relatos da época, houve a manifestação de espíritos de ancestrais africanos, os chamados “pretos-velhos”, e indígenas, os “caboclos”.
O dirigente da sessão, então, teria classificado tais espíritos como atrasados e solicitado que eles se retirassem. Foi quando Zélio acabaria incorporando uma entidade, o chamado “Caboclo das Sete Encruzilhadas”, em defesa dos pretos-velhos e dos caboclos. E disse que se ali não houvesse espaço para que negros e indígenas “cumprissem sua missão”, ele, o tal caboclo, fundaria no dia seguinte um novo culto — na casa de Zélio.
Seria então 15 de novembro de 1908. E, para muitos, se trata do marco fundador da umbanda, como uma nova religião do Brasil.
A partir do episódio, Zélio e o Caboclo das Sete Encruzilhadas seriam identidades indissociáveis. De acordo com o médium, a entidade seria a manifestação do padre jesuíta italiano Gabriel Malagrida (1689-1761), um missionário que chegou a andar pelo Brasil catequizando indígenas e, mais tarde, acusado de bruxaria e heresia, foi morto pela fogueira da Inquisição em Lisboa.
“Ele é caboclo mas, dentro do mito, também é um padre jesuíta. O que cria uma disforia total, uma loucura promovida pelo processo de embranquecimento [da umbanda]”, diz Fiorotti.
Crédito: Domínio Público. Ilustração antiga e recortada do padre Gabriel Malagrida, morto pela Inquisição em Lisboa
Segundo a narrativa de Zélio, na “última existência física”, Deus teria concedido a Malagrida “o privilégio de nascer como caboclo brasileiro”.
Com esse caldo cultural multiétnico, estava criado o mito da fundação da umbanda.
‘Embranquecimento’
Conforme explica o sacerdote de umbanda David Dias, pesquisador em ciência da religião na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), a história de Zélio pode ser vista sob duas óticas.
“A primeira traz sua vida contada por meio dos manuais de umbanda e mantida pela sua família, a qual assegura sua memória até os dias de hoje. Já a segunda é contada por meio de um mito de criação onde cada um que conta aumenta uma ponta, deixando na história contada uma lenda de existência questionável”, pondera ele.
Dias lembra que um dos relatos atesta que, entre a consulta médica, o conselho dos padres e a famosa sessão espírita, Zélio teria sido levado a uma benzedeira do Rio. E fora ela, incorporando um preto-velho, que dera a sentença: àquele jovem seria reservada uma grande missão pela frente.
O pesquisador ressalta que há ainda um fato importante que só reforça a ideia de que muitos detalhes não tenham passado de ficção para azeitar uma mitologia da fundação.
“Na ata de 15 de novembro de 1908 da citada federação [espírita] não há registros destes fatos, o nome do dirigente da suposta sessão não confere com a história, nem mesmo o nome de Zélio se faz presente”, afirma Dias.
Por fim, ele lembra ainda que a figura do Caboclo das Sete Encruzilhadas também apresenta “incongruências”.
Segundo especialistas, a história de Zélio como fundador da umbanda foi uma construção que passou a tomar forma nos anos 1960, quando o médium já era idoso.
Em 1961, a jornalista e umbandista Lilia Ribeiro publicou pela primeira vez essa versão no jornal informativo Macaia, ligado à Tenda de Umbanda Luz, Esperança e Caridade, da qual ela era dirigente.
Após a morte de Zélio, essa narrativa se consolidou. Em dezembro de 1978, por exemplo, a Revista Planeta, publicação da Editora Três que hoje não circula mais, trouxe uma grande reportagem intitulada Como surgiu a umbanda em nosso país: 70o. aniversário de uma religião brasileira, na qual todos os elementos dessa mitologia fundadora estavam presentes.
Fiorotti acredita que então Zélio se torna “uma figura importante para a umbanda hegemônica”.
Mas que tudo seria um esforço sistêmico para apagar as raízes realmente africanas — e anteriores ao século 20.
“Há indícios de que já havia práticas de umbanda muito semelhantes tanto em ritualística quanto em estética ao que acontece hoje muito antes de 1908”, diz ele.
“Essa umbanda que tem Zélio como fundador é uma umbanda muito associada ao espiritismo em si. Mas há diversos autores que se sentem contemplados por essa narrativa e eles são pessoas fortemente associadas ao espiritismo e a algumas ideias esotéricas, místicas. Fogem da vivência do terreiro de fato. A estrutura umbandista já existia no século 19.”
Crédito: Reprodução/Correios. Selo em homenagem a Zélio de Moraes
Watanabe lembra que a própria palavra umbanda vem das línguas quimbundo e umbundu da África Central e “significa algo como arte ou maneira de curar”.
“É uma palavra que existe há muito tempo e, como sendo arte ou maneira de curar, se trata de uma prática medicinal e espiritual feita por um médico feiticeiro”, contextualiza.
“Algo que já era praticado por centro-africanos desde muito tempo atrás e, a partir da diáspora, do tráfico de escravizados, acaba sendo trazido ao Brasil. Por isso, no Rio de Janeiro do século 19 já havia diversas casas de feiticeiros africanos.”
Para Fiorotti, a mitologia de Zélio é, na verdade, a tentativa do “embranquecimento da umbanda, dentro da ideia da democracia racial, de que não há racismo no Brasil, de que as relações raciais são simétricas”.
“Essa umbanda do Zélio está na esteira desse país que começa a se pensar como mestiço para disfarçar os problemas das relações sociais”, aponta.
Assim, Zélio teria sido “usado” como “uma história privilegiada para encarnar a umbanda da democracia racial”, enfatiza o pesquisador.
E a consolidação desse estilo deixou como legado uma série de “descaracterização das divindades, dos orixás, dos espíritos”.
“Por exemplo, ao dizer que um caboclo, que é indígena, pode ser um branco. Ou dizendo que um preto-velho pode ser uma pessoa branca. São absurdos. Mas a partir dessa umbanda [de Zélio], isso passou a ser possível”, exemplifica.
“Zélio é a história de um homem branco classe média que se apropria da cultura dos centro-africanos e seus descendentes”, resume o historiador Watanabe. “Além disso, apaga e invisibiliza a cultura dos centro-africanos ao se dizer fundador de algo que, na verdade, já existia.”
E de onde vêm as sete encruzilhadas? A resposta está na própria ideia umbandista do que é uma encruzilhada.
“É um conceito: estar na encruzilhada, ao contrário do que as pessoas costumam pensar, é desejável. Porque tudo é feito de caminhos. Um caminho reto, sem possibilidades, não é desejável. O desejável é estarmos na encruzilhada, onde não há caminho fechado”, explica o sociólogo Fiorotti.
“Sete encruzilhadas, assim, é o infinito de possibilidades”, conclui ele.
A Fundação Cacique Cobra Coral foi contratada por um grupo de empresários australianos para auxiliar, por meio de intercessão espiritual e científica, no combate aos resistentes incêndios que estão afetando o país desde a virada do ano – sobretudo nas regiões de florestas e rurais, já tendo causado a morte de aproximadamente um bilhão de animais. O porta-voz da Fundação Cacique Cobra Coral, Osmar Santos, afirma que a instituição tem o poder de atuar, a partir de conhecimentos esotéricos e da ciência, na atração ou afastamento das chuvas. Essa não é a primeira relação entre a entidade e a Austrália, visto que desde 2011 ela faz previsões alertando sobre o potencial catastrófico dos incêndios. Na segunda-feira 20, fortes chuvas caíram na Austrália, abrandando sensivelmente as áreas mais prejudicadas.
Médium garante controlar o clima e atendeu governos do Brasil e do exterior
Em rara aparição na TV, Adelaide Scritori, da Fundação Cacique Cobra Coral, fala sobre a parceira com políticos brasileiros e estrangeiros. Além de garantir que pode controlar o clima, ela mostra documentos para provar que alertou o governo dos EUA sobre o atentado às Torres Gêmeas, Saddam Hussein da Guerra do Golfo e diz que avisou Ayrton Senna sobre o acidente que ele sofreria em Ímola.
O casal na Olimpíada do Rio, em 2016 (Arquivo Pessoal/Veja SP)
Na tarde do último dia 6 de abril, o empresário Osmar Santos, de 53 anos, e a médium e corretora de imóveis Adelaide Scritori, 55, receberam por e-mail uma preocupante previsão. Uma grande tempestade estava se aproximando da cidade. Poucas horas depois, os dois se instalaram no escritório do apartamento onde moram, nos Jardins.
É um cômodo branco, que abriga apenas uma escrivaninha, na qual um tampo de vidro protege um mapa-múndi com os continentes delineados em preto. Na parede, um desenho a lápis retrata um índio. A mulher começou a se concentrar, fechou os olhos e, em um minuto, sua voz ficou baixa, rouca e ganhou um timbre masculino.
Santos com o retrato do índio na sede da empresa: “Reduzimos os estragos” (Antonio Milena/Veja SP)
Segundo o casal, ela havia acabado de incorporar o cacique Cobra Coral. O marido, que acompanhava a cena de perto, ditou as condições climáticas. Ela o ouviu e, com giz de cera, desenhou símbolos meteorológicos sobre a mesa para redirecionar as nuvens a outros cantos. Naquela madrugada, a chuva caiu sobre a capital, mas, de acordo com eles, com menos intensidade que a prevista. “Somos como um airbag”, compara Santos. “Não eliminamos os desastres naturais, mas reduzimos os estragos.”
Essa é a descrição de uma típica cerimônia da Fundação Cacique Cobra Coral. Embora a dupla de criadores viva na metrópole, a organização umbandista é sediada em Guarulhos. Sua missão: controlar o clima por meio dos poderes de um índio. Segundo os fiéis, o espírito reencarnou em vários personagens da história, como o cientista Galileu Galilei e o presidente americano Abraham Lincoln.
Ninguém sabe ao certo de onde teria vindo seu poder de controlar o clima. “O povo indígena sempre teve uma relação estreita com o tempo”, arrisca Santos. Adelaide diz ter recebido a entidade pela primeira vez aos 7 anos, em um centro espírita. À época, seu pai, Ângelo Scritori, a ajudava nas sessões. A partir da década de 80, o marido se tornou o escudeiro.
Os alegados poderes do cacique levaram o casal a ser procurado por órgãos públicos e empresas particulares. Em 2005, durante a gestão de José Serra na prefeitura, um contrato firmado com a dupla chegou a ser publicado no Diário Oficial, segundo o qual Santos e Adelaide se comprometiam a colaborar para reduzir as enchentes na capital. Na ocasião, o secretário das subprefeituras, Andrea Matarazzo, justificava a parceria pela ausência de custos para os cofres públicos. “O convênio é inodoro, sem valor financeiro”, defendia.
Se em alguns locais há excesso de água, em outros o desafio é a falta dela. No início deste ano, o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, convocou a fundação para combater a seca. As águas ainda não rolaram da forma como se esperava, mas a fé continua inabalável. “Como católico, tenho rezado muito para que chova bastante no Distrito Federal, e a fundação é mais uma energia que se junta a esse esforço”, afirmou Rollemberg nas redes sociais.
Na esfera privada, o Rock in Rio era um de seus clientes mais antigos. A parceria começou em 2008 e se estendeu nas edições seguintes do festival. Executivos da empresa organizadora não quiseram comentar o contrato, mas uma pessoa ligada à produção afirmou que o trabalho foi interrompido.
A gota d’água para o divórcio teria sido a tempestade que caiu em um show de Katy Perry em 2015. “O motorista estava sem a credencial e chegamos ao espaço após a entrada da frente fria”, diz Santos. “Mas, depois, continuamos sendo chamados por eles”, garante. No ano passado, durante a Olimpíada, ele e Adelaide circularam pelo Rio com credenciais.
A atuação do espírito se estende a outros países. Entre abril e maio, o casal esteve em Angola e na China para dar conta das forças naturais fora de controle.
Em seu celular, Santos carrega fotografias em que eles aparecem ao lado de personalidades como o prefeito João Doria e o escritor Paulo Coelho. O autor, inclusive, ajudou a popularizar a Cobra Coral ao ocupar o cargo de vice-presidente da fundação entre 2004 e 2006. Há até mesmo membros da comunidade científica entre os admiradores. “Verifiquei uma mudança no clima logo após presenciar um ritual, em 2000”, diz Rubens Villela, professor aposentado do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP.
Adelaide ao lado de Paulo Coelho (à dir.), ex-vice-presidente da fundação: grandes eventos e celebridades (Arquivo Pessoal/Veja SP)
Apesar de firmar contratos, o cacique não permite ser remunerado pelo trabalho. Santos e Adelaide mantêm-se com as atividades de suas empresas, como a Nostradamus Corretora de Seguros, a TWX Capas de Chuva e a OAS Empreendimentos Imobiliários, que negocia imóveis acima de 5 milhões de reais.
Caseiros, os dois só costumam deixar o apartamento de 120 metros quadrados próximo à Avenida Paulista para frequentar salas de cinema. “Gostamos de filmes-catástrofe”, diz Santos. Juntos desde 1977, eles têm dois filhos — o coach Jorge, de 38 anos, e a terapeuta floral Barbara, de 22. A caçula, inclusive, pode levar os dotes da Cobra Coral à próxima geração. “Percebemos nela um talento para a tarefa”, afirma o pai.
Médiuns da entidade já fizeram convênios com SP e RJ, em tempos de crise hídrica; atuação é gratuita, diz porta-voz. Governo diz desconhecer parceria.
Por Mateus Rodrigues, G1 DF
30/03/2017 18h00 Atualizado 30/03/2017 18h34
Fotografia de longa exposição de raios e tempestade no Distrito Federal (Foto: Felipe Bastos/Arquivo pessoal)
Sem soluções de curto prazo para a crise hídrica, o governo do Distrito Federal recorreu à espiritualidade para reforçar as chuvas e encher os reservatórios. No início de março, a Fundação Cacique Cobra Coral – entidade esotérica que teria o poder de controlar o clima – montou um “quartel-general” em Luziânia, no Entorno, para adiar a chegada da estiagem ao Planalto Central.
A informação foi confirmada ao G1 pelo porta-voz da fundação, Osmar Santos – uma das duas únicas pessoas a entrar em “contato direto” com o espírito do cacique. Segundo ele, a parceria não prevê investimento público, e deve ser publicada em Diário Oficial nos próximos dias. A Caesb e o Palácio do Buriti dizem não ter conhecimento do convênio.
Segundo o porta-voz, a operação será similar à que foi empregada em São Paulo e no Rio de Janeiro, em 2015, para conter a crise hídrica que secou os reservatórios daquela região.
Em fevereiro, o blog “Gente Boa”, do jornal “O Globo”, informou que o prefeito João Doria tinha fechado nova parceria com a fundação. “Quem nos indicou para o governo de Brasília foi o governador [do Rio], Luiz Fernando Pezão, que tocava essa operação por lá”, diz Santos.
Chuva no Eixo Monumental, no centro de Brasília, em imagem de arquivo (Foto: Nilson Carvalho/GDF/Divulgação)
“Começamos há uns 20 dias. [A intervenção] Consiste em prolongar esse período chuvoso por mais uns dias, para tornar o outono e o inverno mais úmidos. Também queremos antecipar o período chuvoso já para setembro.”
Em anos “normais”, a temporada de chuvas no DF começa em meados de outubro, e se estende até o mês de março. Se o clamor ao cacique for atendido, as nuvens devem continuar sobre a capital federal por, pelo menos, mais dez dias.
“É um processo gradual, porque você não pode mexer com a natureza de qualquer jeito, causando efeito colateral. Mas vão ser as águas de abril, e não de março, que vão fechar o verão.”
No site da Fundação Cacique Cobra Coral, consta que o espírito que dá nome à entidade “já teria sido Galileu Galilei e Abraham Lincoln”. De acordo com o texto, a missão da fundação é “minimizar catástrofes que podem ocorrer em razão dos desequilíbrios provocados pelo homem na natureza”.
Além do socorro às crises hídricas, a fundação já foi acionada pelos governos estaduais, pela União e até por outros países para garantir o céu limpo em grandes eventos – Rock in Rio, festas de réveillon e Olimpíadas, por exemplo.
No site oficial da Fundação Cacique Cobra Coral, constam extratos de convênios firmados com as cidades de São Paulo e Rio, e com os estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. Segundo a entidade, o contrato a ser oficializado com o DF foi feito “nos mesmos moldes”.
Chuva encobre a Torre de TV, no centro de Brasília, em imagem de arquivo (Foto: Toninho Tavares/GDF/Divulgação)
Logística
O porta-voz da fundação afirma que a base de operações foi montada em Luziânia, a 60 km do centro de Brasília, por uma questão de logística. Sem dinheiro público, as viagens dos líderes espirituais entre SP, GO, RJ e DF são custeadas por dez empresas privadas desses estados, segundo ele.
“Nós vamos pegar três estações. Chegamos no fim do verão, então devemos pegar o outono, o inverno, até o próximo verão. A fundação funciona como um airbag climático, ou seja, não evita os acidentes. É uma contenção de danos”, diz Santos.
Na última semana, a médium Adelaide Scritori esteve pessoalmente em Luziânia. Filha do fundador Ângelo Scritori – que dizia manter contato direto com o espírito de Padre Cícero –, é ela quem incorpora o Cacique Cobra Coral e faz os pedidos ao plano astral.
Além de porta-voz, Osmar Santos também auxilia no diálogo do espírito com o mundo real. “Ela é uma médium inconsciente, então, o cacique fala comigo através [do corpo] dela”, explica.
Reservatório de Santa Maria, no Distrito Federal, com capacidade cheia, no fim da temporada de chuvas de 2016 (Foto: Toninho Tavares/GDF/Divulgação)
O G1 tentou contato direto com Adelaide nesta quinta, mas foi informado de que a médium estava “em trânsito” e não poderia atender ao pedido de entrevista. Questionado, Santos afirmou que o Cacique Cobra Coral não envia mensagens específicas, e nem dá conselhos aos governantes.
“Ele cobra que façam a lição de casa. Tipo: ‘não podemos ajudar os homens de maneira permanente, se fizermos por eles aquilo que eles podem e devem fazer por si próprios'”.
A “lição de casa” cobrada pelo espírito, de acordo com Santos, inclui a conclusão das obras de captação de água na Usina Hidrelétrica de Corumbá IV (entre o DF e Goiás) e no Lago Paranoá. O primeiro projeto está parado por suspeita de irregularidades, e o segundo recebeu aporte recente de R$ 55 milhões da União.
81 COMENTÁRIOS
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Cleuber Rocha
HÁ UM DIA
Porque esse povo não vai la no nordeste tentar fazer alguma coisa,isso no minimo é curioso,mas deixa pra lá…
20
Bruno Nobrega
HÁ UM DIA
01/04/2017 kkkkkkkkkkkk
00
Cleuber Rocha
HÁ UM DIA
Se vier agua mesmo através deste espiritismo não vejo problema,mas que chega a ser engraçado o governo recorrer a esses tipos de coisa.
00
Jean Pereira
HÁ 3 DIAS
Que os índios e caboclos da natureza tragam as águas dos céus.
43
Jean Pereira
HÁ 3 DIAS
Que os índios e caboclos da natureza tragam as águas dos céus…
03
Rogerio Marques
HÁ 3 DIAS
Isso deve ser uma Piada…..
41
Geraldo Barros
HÁ 4 DIAS
Lamentável, quando um Governo desconhece o poderio de Deus, e vai consultar os demônios; é de extrema tristeza a situação!
6641
Jean Pereira
HÁ 3 DIAS
Demônio é vc…
85
Jean Pereira
HÁ 3 DIAS
E isso aí. Que os índios e caboclos que manejam os elementos da natureza tragam as águas dos céus…
42
Jhonnata Medeiros
HÁ 3 DIAS
UÉ. onde está o “estado laico” do poder público? a constituição foi instituída sobre a proteção de Deus correto concurseiros??
54
Sergio Santos
HÁ 4 DIAS
Não estou acreditando no que acabei de lê, o povão acreditar nessas bobagens, tudo bem, mas entidades governamentais recorrer a grupos espirituais para resolver problemas , é o fim do mundo, pessoas que acreditam no mundo espiritual só pode ser retardada!!
se o meu povo que se chama pelo meu nome se humilhar e orar,e me buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra. ll cronicas 7: 14 está ai a receita
4210
Hamitlon Júnior
HÁ 3 DIAS
mas não precisa de licitação ou contratação emerencial pra isso né?
24
Kelvin
HÁ 3 DIAS
Se macumba desse resultado o campeonato baiano terminava empatado
132
Marcio L.
HÁ 4 DIAS
sera que pra trazer chuva os caras vão fazer a dança da chuva kkkkkkkkkkkkkkkk
101
Bruno Novais
HÁ 3 DIAS
Lavagem de dinheiro
163
Kleiton Barros
HÁ 3 DIAS
É sério isso gente !! ??
171
Fernando Gimenez
HÁ 3 DIAS
Não
10
Jairo J.gonçalves
HÁ 3 DIAS
quanto isso vai custar…
42
Fernando Gimenez
HÁ 3 DIAS
Leia a notícia antes de comentar.
51
Warley
HÁ 3 DIAS
vamos enviar para o Piauí e vamos fazer chover la!!!!!!!
201
Lúcio Gilbert
HÁ 3 DIAS
E eu pensava que já tinha visto tudo! Que piada de mal gosto!!!!
192
Sharles Sa
HÁ 3 DIAS
Sou mais a macumba da minha vó
110
Gelson
HÁ 3 DIAS
Hoje é dia de Meter na secretaria na hora do almoço.. ..
193
Kleiton Barros
HÁ 3 DIAS
Bom msm é na hora do Expediente mesmo
102
Gelson
HÁ 3 DIAS
ahahhahaahahahhhaaha
30
Rubens Silva
HÁ 3 DIAS
Vergonha!!!
120
Valter Soares
HÁ 3 DIAS
Quem sabe de todas as coisas, quem controla nosso universo, é somente DEUS.
323
Carlos Silva
HÁ 3 DIAS
hahahahahahahahahahahahahahahahahahahah essa é boa eu vou rir de novo!!!!
122
Ton Mota
HÁ 3 DIAS
Parece que o GDF não bastava ser mentiroso e agora apela para crença para enrolar a população.
121
Romerio Soares
HÁ 3 DIAS
Depois que começar a seca, pode chamar indi, pai de santo, pastor,padre etc, pois a questão da água era previsível, não fez nada, agora é começar cavar poço igual n inicio do DF.
90
Gelson
HÁ 3 DIAS
Enquanto isso acabei de g o z a r dentro da minha vizinha que tem namorado
197
VER MAIS 2 COMENTÁRIOS
Gelson
HÁ 3 DIAS
Governo incopetente….
90
Gelson
HÁ 3 DIAS
hahahahahaaahhaahhah quando se pode inventar para desviar dinheiro ate danca da chuva tem…..
72
Kimmy
HÁ 3 DIAS
E rezar para São Pedro, ainda adianta?
21
Gelson
HÁ 3 DIAS
hahahahahaaahhaahhah quando se pode inventar para desviar dinheiro ate danca da chuva tem…..
21
Saulo Weslei
HÁ 3 DIAS
Se preparem para as consequências de seus atos.
41
Marcelo Oliveira
HÁ 4 DIAS
Era só o que faltava. Tem que arrumar um enxada para esses a toas capinarem. Brincar com as coisas de Deus. Chama Elias que ele faz chover e descer fogo do céu. É muita falta do que fazer mesmo. Vai procurar uma lavagem de roupa.
545
Flavia Souza
HÁ 4 DIAS
Chama quem?
98
Alan Souza
HÁ 4 DIAS
Chama aí então, vamos ver se Elias faz chover ao menos um fósforo aceso…
613
Augusto
HÁ 4 DIAS
KKKK GDF contrata fundação Cacique. Mas o EnRollemberg disse que quem vai fumar todas para chover no DF é ele. Pois isto ele tem experiência deste o tempo de UNB. Ele disse que se precisar fuma até para chover no Nordeste todo.
142
Marcus Bessa
HÁ 3 DIAS
Vão fumar o cachimbo da paz kkkkkk
30
Gelson
HÁ 3 DIAS
Hoje e dia de S E X O com a secretaria…
51
Gelson
HÁ 3 DIAS
IPVA 2017…..
00
Ton
HÁ 4 DIAS
Era melhor o GDF pedir ajuda ao espírito do riquínho pra ver se entra dinheiro nos cofres do governo, não aguentamos mais ele usar a desculpa da lei de responsabilidade fiscal. Cuidado Rollemberg, pro caboclo porrete não descer no seu lombo seu incompetente. Falta de uma surra bem dada nesse charlatões
132
Gelson
HÁ 3 DIAS
Nao so nele tem tb o povinho da CLDF E DA CAMARA DOS DEPUTADOS CONGRESSO E BURITI
20
Edson Rocha
HÁ 4 DIAS
se isso funcionasse vc acha que o nordeste estaria nessa seca?????
471
VER MAIS 1 COMENTÁRIO
Leonardo Bezerra
HÁ 4 DIAS
Demônio é tu seu incauto!
513
Guilherme Trindade
HÁ 3 DIAS
pois é
00
Gabriel Rodrigues
HÁ 4 DIAS
Bobo e estrada ruim não acaba nunca!
40
Andre Olavo
HÁ 4 DIAS
SÓ FALTAVA ESSA, QUE DESGRAÇAAA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
123
Andre Olavo
HÁ 4 DIAS
ENFIA A COBRA CORAL NO R@BB, OOO DA TUA MAE ROLLEMBERGFDAPUTTAAAA
323
Hamitlon Júnior
HÁ 4 DIAS
Partiu fazer dança da chuva!!! Paga quanto Governo?
232
Alan Souza
HÁ 4 DIAS
Não leu que é gratuito?
36
Roberto
HÁ 4 DIAS
o irônico que volto a chovendo aqui em Brasilia !!
43
Leonardo Bezerra
HÁ 4 DIAS
ahahahhah tá de sacanagem! Se fosse assim eu chamaria os pajés lá da amazônia pra fazer chover! Daria mais certo. Esse Governo de Brasília em vez de trabalhar fica inventando moda!
141
Sergio Santos
HÁ 4 DIAS
KKKKKKKKKK, só pode ser piada!!1
120
Romeu Reis
HÁ 4 DIAS
O Brasil não é um país sério….
410
Geraldo Barros
HÁ 4 DIAS
muito sério, exceto seus governantes que está gastando os bilhões dos cofres públicos, (dinheiro do povo) com consultores de demônios, ‘para que haja chuva’? ehehhe! Só faltava essa …
54
Paulo
HÁ 4 DIAS
É piada né?! A saúde do DF esta uma porcaria e esse incompetente vai gastar dinheiro com empresa para ficar dançando; o Brasil é um país de tolos mesmo! O Povo tem que pagar mesmo para aprender. Vai abrir licitação ou vai ser feita de forma emergencial para poder dar mais dinheiro para ser ensacado nos bolsos??
22
Dorgival Reis
HÁ 4 DIAS
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. E mais, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk…..
30
Nestor Ribeiro
HÁ 4 DIAS
Contrata também a Fundação Cacique Rala Bun da para “dança da chuva”
40
Joao Campos
HÁ 4 DIAS
Já já a PF DESENCADEIA A OPERAÇÃO COBRA CORAL OU COBRA NAJA OU SERA COBRA DE DUAS CABEÇAS OU SERA…… COBRA DO POVO QUE ELE PAGA .
120
Andre Olavo
HÁ 4 DIAS
AGORA É QUE VAI FALTAR ÁGUA MESMO
72
Hamitlon Júnior
HÁ 4 DIAS
Partiu fazer dança da chuva!!! Paga quanto Governo?
23
Hamitlon Júnior
HÁ 4 DIAS
Partiu fazer a dança da chuva!!! Governo ta pagando bem!
13
Kaio Santos
HÁ 4 DIAS
Somente, rir…nada mais!
402
Hamitlon Júnior
HÁ 4 DIAS
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
72
Hamitlon Júnior
HÁ 4 DIAS
Fechem o INMET!!! Não precisamos dele mais!!! Se eu fizer a dança da chuva o governo me paga???
102
Cleison Santos
HÁ 4 DIAS
É muita gente falando água, deve ser essa que vai encher as represas.
30
Hamitlon Júnior
HÁ 4 DIAS
Fechar o INMET então! Não está servindo pra nada mais!!! !…
20
Hamitlon Júnior
HÁ 4 DIAS
Fechem o INMET então! Não está servindo pra nada mais!!! !…..
20
Hamitlon Júnior
HÁ 4 DIAS
Fechem o INMET então! Não está servindo pra nada mais!!! Que piada meu!
10
Joao Campos
HÁ 4 DIAS
Vai ter licitação ou vai ser dispensado por ser situaçao emergencial. llllll
170
Joe
HÁ 4 DIAS
Fake news? HAHAHAHA
00
Nei Isau
HÁ 4 DIAS
Isso é uma safadeza! O que não fizeram com ações, querem resolver com espiritualismo!
Brasília também se rendeu ao Cacique Cobra Coral. Com risco real de desabastecimento de água na cidade, e às vésperas de sediar o Fórum Mundial da Água em 2018, o governo do Distrito Federal decidiu fechar parceria com a fundação esotérica que teria o poder de controlar o tempo. A parceria foi sugerida pelo governador do Rio, Luiz Fernando Pezão.
Segue a história
O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, já encaminhou a minuta do contrato para a CAESB (Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal), que ficará responsável pelo convênio com a entidade.
8 COMENTÁRIOS (em 3 de abril de 2017, às 15h57)
J Figueiredo
HÁ 4 DIAS
QUE PIADA MAIS SEM GRAÇA.
Marco Passos
HÁ 4 DIAS
Esses cars não ficam com medo nem em tempo de lava jato. Tomara que não demore muito a ser preso.
Marco Passos
HÁ 4 DIAS
É muita falta de vergonha.
Vitor Cunha
HÁ 4 DIAS
Certamente a família Maia está levando comissão!
Cristiano Lima
HÁ 4 DIAS
vocês desejam que volte a ter água em qualquer lugar do Brasil, então PLANTE MUITAS ARVORES E A NATUREZA VAI AGRADECER!
Pablo Arceles
HÁ 4 DIAS
Eles teriam o poder de controlar o clima não o tempo, nossa eu que sou burro faria umas reportagens melhores do que alguns jornalistas do Globo.
José Soares
HÁ 4 DIAS
Religião cada um tem a sua… Há quem não tem nenhuma. Outros tantos são agnósticos ou ateus. Não é brinquedo não, prefeitos do Rio César Maia e Paes, e o governador Pezão assinarem contrato com a Fundação Cobra Coral para prestar assistência espiritual a fim de tentar reduzir os estragos causados por temporais; a ONG é comandada por Adelaide Scritori, que afirma ter o poder de controlar o tempo. Dória outsider inteligente foi na onda; o governante da vez é de Brasília. E assim a médium vai faturando, às custas de contribuintes… Vixe!
Roldão Filho
HÁ 4 DIAS
Só falta contratar o Dr. Janot Pacheco para jogar sal nas nuvens para que chova.
Governador do DF afirmou, em rede social, que relação não prevê contrato ou pagamento; entidade contesta. Fundação diz ter montado ‘QG’ no Entorno para estender temporada de chuvas.
Por Mateus Rodrigues, G1 DF01/04/2017 15h19 Atualizado 01/04/2017 15h20
Postagem do governador Rodrigo Rollemberg em rede social, com referência à Fundação Cacique Cobra Coral (Foto: Facebook/Reprodução)
O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, afirmou nas redes sociais que tem “mantido contatos informais” com a Fundação Cacique Cobra Coral – entidade esotérica que teria o poder de controlar o clima –, em busca de soluções para a crise hídrica que atinge a capital. Segundo Rollemberg, as conversas não incluem contrato ou pagamento, mas “toda ajuda é bem-vinda”.
A publicação foi ao ar nesta sexta-feira (31). Na quinta (30), reportagem do G1 mostrou que a fundação tinha montado um “quartel-general” em Luziânia, no Entorno, para adiar a chegada da estiagem ao Planalto Central. A informação foi confirmada pelo porta-voz da entidade, Osmar Santos, mas, naquele momento, a Caesb e o Palácio do Buriti informavam “desconhecer” o convênio.
Na postagem, Rollemberg diz que, “como católico”, tem “rezado muito para que chova bastante no DF”. As atividades da Fundação Cacique Cobra Coral estão relacionadas a contatos com o plano astral e com o espírito do cacique que nomeia a entidade – e que já passou pela terra como Abraham Lincoln e Galileu Galilei, segundo o grupo.
Questionado pelo G1, Santos disse que a fundação se define como “entidade esotérica científica, ou espiritualista”. Segundo ele, toda operação tem apoio técnico de dois cientistas voluntários – um da Universidade de São Paulo (USP), e um do Centro de Previsões e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTEC/Inpe).
Ao contrário do que afirma o governo, a Fundação Cacique Cobra Coral diz que um contrato será fechado, e terá de ser publicado em Diário Oficial. O acordo não prevê repasse de dinheiro público – as atividades são custeadas por empresários e mantenedores, afirma a entidade.
Fotografia de longa exposição de raios e tempestade no Distrito Federal (Foto: Felipe Bastos/Arquivo pessoal)
Fé contra a crise
Segundo o porta-voz, a operação será similar à que foi empregada em São Paulo e no Rio de Janeiro, em 2015, para conter a crise hídrica que secou os reservatórios daquela região.
Em fevereiro, o blog “Gente Boa”, do jornal “O Globo”, informou que o prefeito João Doria tinha fechado nova parceria com a fundação. “Quem nos indicou para o governo de Brasília foi o governador [do Rio], Luiz Fernando Pezão, que tocava essa operação por lá”, diz Santos.
“Começamos há uns 20 dias. [A intervenção] Consiste em prolongar esse período chuvoso por mais uns dias, para tornar o outono e o inverno mais úmidos. Também queremos antecipar o período chuvoso já para setembro.”
Em anos “normais”, a temporada de chuvas no DF começa em meados de outubro, e se estende até o mês de março. Se o clamor ao cacique for atendido, as nuvens devem continuar sobre a capital federal por, pelo menos, mais dez dias.
“É um processo gradual, porque você não pode mexer com a natureza de qualquer jeito, causando efeito colateral. Mas vão ser as águas de abril, e não de março, que vão fechar o verão.”
Além do socorro às crises hídricas, a fundação já foi acionada pelos governos estaduais, pela União e até por outros países para garantir o céu limpo em grandes eventos – Rock in Rio, festas de réveillon e Olimpíadas, por exemplo.
37 COMENTÁRIOS (3 de abril de 2017, 13h57)
Lazaro Castro
HÁ UM DIA
honrar compromisso que é bom nada né governador lamentável
130
Saulo Weslei
HÁ 5 HORAS
Quando um governo é extremamente incompetente recorre a estas coisas.
40
José Rodrigues
HÁ 2 HORAS
kkkkkkkk……….é cada piada esse governo imprestável!!!!!
20
Jose
HÁ 15 HORAS
Ma che bello administrador ! kkkk
10
Bruno Silva
HÁ 16 HORAS
Por que nunca resolveram o problema do sertão nordestino? Precisava transpor o velho Chico com uma “solução” prática dessa?
30
George Rocha
HÁ 19 HORAS
Só pode estar desdenhando!
50
Ivam Silva
HÁ 24 HORAS
Me recuso a acreditar nessas asneiras. So mesmo nesse Brasilzinho.
110
Laechelndfuchs
HÁ UM DIA
Os surdos correm grande risco de serem picados pela cobra coral…
100
Carlos Leonel
HÁ UM DIA
kkkkkkkkk
101
Cleanto Sena
HÁ UM DIA
ouvi dizer que a tal entidade vai também atuar na saúde ,segurança ,transporte, e economia do DF pois os últimos governantes não deram conta
152
Marcio L.
HÁ UM DIA
sera que pra trazer chuva os caras vão fazer a dança da chuva kkkkkkkkkkkkkkkk
171
Renato Abreu
HÁ 2 DIAS
Caique coral é uma entidade da bruxaria. Governador, não amaldiçoe ainda mais nossa terra. Vc não faz idéia do mal que vc está se fazendo e a toda população do DF. Vai procurar Deus, vai orar, pede a Jesus Cristo, pq ele sim é quem faz chover para pecadores e justos.
7441
Galega
HÁ UM DIA
rindo até 2050 kkkkkkkkkkkkkkk
263
Cesar Schmitt
HÁ UM DIA
Te informa direito, antes de dizer besteira,
312
Ricardo Cardoso
HÁ UM DIA
Aqui a mallandragem não tem por onde.
120
Milton Oliveira
HÁ UM DIA
Governador do DF Rodrigo Rollemberg … é um exemplo do baixo nível dos gestores do nosso dinheiro no Brasil …Energia esotérica contra a crise hídrica ??? Só para um incompetente sair com essa … Vamos varrer essa gente da vida pública
314
Francisco Rocha
HÁ 2 DIAS
Parece piada do Sensacionalista.
432
Leandro
HÁ UM DIA
pois é, por um momento até achei que tava no portal errado.
121
Andre Ramos
HÁ UM DIA
Saravá!!
74
Vicente
HÁ UM DIA
Agora, o Brasil inaugurará a CORRUPÇÃO espiritual !!
173
Veterano
HÁ UM DIA
A primeira vez que ouvi sobre essa Fundação, faz anos… Foi notícias vindas do RJ, onde o Governo pagava para essa Fundação ajudar a NÃO chover no Réveillon. Demorei um bom tempo para acreditar no que lia, achei que tinha enlouquecido de vez.
201
Veterano
HÁ UM DIA
A tal Fundação “trabalhou” no Rock in Rio?! De qual ano??? Em 2011 choveu tanto que pro Guns and Roses tocar tiveram antes que retirar muita água do palco com rodo.
111
Andre Campos
HÁ 2 DIAS
Eu sinceramente estou a defecar e a andar para o fato do Rollemberg (e a globo) ter fé em qualquer coisa ou achar isso bonito. Eu quero é que ele cumpra as promessas de governo, que até agora não chegaram em nem 20% do prometido.
215
Loucs Silva
HÁ UM DIA
Cara, não tem 5 meses de cargo…
310
Michele Junior
HÁ 2 DIAS
No centro espirita, preciso de chuva no distrito federal, atençao caral musical do centro vamos la voce deve esta pensando, ela foi embora, mais ja deve esta voltando, nao demora, ou ela foi pra muito longe, felicidade, felicidade? erramos que maldade, onde esta que nao responde, pois minha ALMA geme por voce, geme geme u por voce geme geme ha, ha ha ha a chuva nao vai chegar
15
Daniel Dutra
HÁ 2 DIAS
O que é “contato informal”?
131
José Oliveira
HÁ 2 DIAS
É SÓ O QUE FALTAVA, ÍNDIO QUER DINHEIRO E O IDIOTA ACREDITA?
211
Hamitlon Júnior
HÁ 2 DIAS
Me paga que eu faço a dança da chuva todo dia ao meio dia!
300
Jane Lucas
HÁ 2 DIAS
kkkkkkkk
80
Francisco Silva
HÁ 2 DIAS
Manda esta organização pro nordeste,se resolver o problema recebe, se não resolver ela paga o prejuiso.
Hoje a primeira (e vamos combinar, a única) edição do Rock In Rio, completa 25 anos. Lembro bem da excitação da época e dos boatos, incluindo uma profecia de Nostradamus. O G1 preparou esta lista com 10 curiosidades bem legais. Taí pra voces!
No dia 11 de janeiro de 1985, os portões da Cidade do Rock se abriram para fazer história, inaugurando a era dos megafestivais de música pop no Brasil.
Há 25 anos, por dez dias, o Rock in Rio reuniu 29 artistas e 1,38 milhão de pessoas vibrando com o metal do Iron Maiden, se emocionando com James Taylor e quase nadando na lama nos dias mais chuvosos. As contas gastronômicas ajudam a dar a dimensão do evento – foram consumidos 1,2 milhão de sanduícules, 33 mil pizzas e 1,6 litros de cerveja, chope e refrigerante.
Além dos dados, nem todo mundo conhece outras histórias por trás do Rock in Rio, e o G1 selecionou alguns dos momentos mais curiosos do livro “Metendo o pé na lama”, escrito pelo diretor de arte Cid Castro, funcionário de Roberto Medina e criador da logomarca do festival. Confira abaixo dez curiosidades sobre o Rock in Rio I:
1 – Nostradamus x Bola – Circulavam boatos na época de que uma profecia de Nostradamus diria que um festival na América do Sul acabaria em tragédia. Para combater os rumores, a organização contratou um astrólogo, chamado Bola, para fazer o mapa astral do Rock in Rio. Ele disse que seria um festival tranquilo e acertou em cheio os resultados, até nos pontos baixos (falta de lucro e mau tempo).
2 – Era uma vez um pântano – A Cidade do Rock, arrendada em um campo ao lado do Autódromo de Jacarepaguá, levou três meses só para ter a base pronta. Em novembro de 1984, o pântano de 85 mil metros quadrados havia se transformado em uma área urbanizada com ruas, saneamento, área de lazer e heliporto. Foram necessários 55 mil caminhões de terra para adubar o aterro.
3 – Apostando tudo – Os potenciais patrocinadores do festival avisaram que só entrariam com o dinheiro depois que 50% das atrações internacionais estivessem confirmadas. Sem dinheiro para começar os trabalhos, Roberto Medina teve que dar o prédio de sete andares da agência Artplan como garantia para um empréstimo bancário.
4 – ‘Paitrocínio’ – O festival quase não aconteceu por falta de atrações. Apesar da experiência da Artplan, que já realizara shows de artistas como Barry White, Julio Iglesias e a apresentação lotada de Frank Sinatra no Maracanã com 160 ml pessoas, Roberto Medina passou 40 dias em Nova York correndo atrás de artistas, sem sucesso. Só depois da intervenção de seu pai Abraham Medina, preocupado com o sucesso da operação, é que as coisas começaram a andar – ele publicou matérias pagas em jornais estrangeiros e organizou um cocktail em Los Angeles, e então os contratos começaram a ser fechados.
5 – Jeitinho brasileiro – Para dar agilidade na troca de artistas do festival, que tinha apenas um palco, o cenógrafo Mário Monteiro criou uma estrutura móvel com três “palcos” distintos, correndo sobre trilhos – enquanto uma banda tocava, o equipamento da outra era preparado no tablado lateral.
6 – Saúde é o que interessa – Sem bebidas alcoólicas no camarim, os metaleiros do Whitesnake tinham direito a personal trianer e aquecimento com ginástica antes do show, correndo pela área de camarins. Completavam o time um nutricionista e um massagista.
7 – New wave – A baixista Tina Weymouth e o baterista Chris Frantz, casal que na época integrava o Talking Heads, tocaram como convidados especiais dos colegas da new wave norte-americana B-52s.
8 – Fazendo média – Matthias Jabs, guitarrista do Scorpions, tocou com uma guitarra com o corpo com o formato da América do Sul, inspirado no logo do festival. Para não fazer feio em cima do palco, a banda ainda contava com um coreógrafo, e cada pulo e giro de microfone era ensaiado.
9 – Sinos do inferno – O sino que o AC/DC tocava no início de “Hell’s bells” pesava 1.500 quilos, e teve que ser trazido de navio. Mas, na hora de subir no palco, não deu: a estrutura não aguentaria o peso. A solução foi uma réplica de gesso do sino, e a badalada foi disparada eletronicamente.
10 – Proibido comer morcegos – Com medo de que Ozzy Osbourne cometesse alguma loucura como comer morcegos no palco, a organização o proibiu contratualmente de abocanhar qualquer animal vivo durante o show. Para garantir que a cláusula fosse cumprida, membros da sociedade protetora dos animais fiscalizaram o show.
Postado por Caio Mattos às 02:54 Marcadores: Hoje no Rock, rock in rio
2 comentários:
(…)
Danfern disse…
Po, essa história da pajelança do Bola eu não sabia!
E eu achando que Fundação Cacique Cobra Coral era ‘privilégio’ dos nossos tempos…rs
Representante da Cacique Cobra Coral diz que ainda dá tempo
NONATO VIEGAS
17/03/2017 – 17h16 – Atualizado 17/03/2017 17h49
Fundação Cacique Cobra Coral (Foto: Reprodução)
Com risco real de desabastecimento de água em Brasília, o governo do Distrito Federal decidiu, finalmente, fechar parceria com a fundação esotérica que “promete chuva”, a Cacique Cobra Coral. A parceria fora sugerida pelo governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), mas o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), resistia. O acordo, sem ônus para o governo do Distrito Federal, será publicado nos próximos dias no Diário Oficial. Apesar da demora, o representante da entidade, Osmar Santos, diz que ainda dá tempo de ajudar os brasilienses.
Entidade esotérica critica governo do DF por atraso em obra que garantiria mais água
A Fundação Cobra Coral está preocupada porque a capital federal abrigará o Fórum Mundial da Água no ano que vem
NONATO VIEGAS
09/03/2017 – 11h14 – Atualizado 09/03/2017 11h26
No fim de 2016, preocupado com o baixo nível dos reservatórios de água em Brasília, o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, buscou ajuda da Fundação Cacique Cobra Coral (Foto: Reprodução)
A Fundação Cacique Cobra Coral, entidade esotérica contratada por governos e empresas para providenciar chuva ou afastá-la, está preocupada com o cenário hídrico do Distrito Federal, que enfrenta racionamento. O porta-voz da entidade, Osmar Santos, critica o governo local e o federal por causa dos atrasos na obra de uma adutora, que levaria mais água para a região. Ainda assim, diz que, em parceria com empresários locais, vai retomar a “operação”, fazendo uma reavaliação com o governo do Distrito Federal e a área técnico-científica.
Do jeito que está, diz Santos, corre o risco de Brasília passar vergonha no ano que vem, quando a cidade sediará o Fórum Mundial da Água, evento mais importante sobre o tema no cenário internacional.
Governador de Brasília abriu mão de entidade esotérica para pedir chuva
A Fundação Cacique Cobra Coral foi consultada e esquecida depois
MURILO RAMOS
05/03/2017 – 15h00 – Atualizado 06/03/2017 08h57
No fim de 2016, preocupado com o baixo nível dos reservatórios de água em Brasília, o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, buscou ajuda da Fundação Cacique Cobra Coral, entidade esotérica, para pedir chuva. Desde dezembro, no entanto, Rollemberg deixou a Cobral Coral de lado, e a questão hídrica em Brasília piorou. Mais de 20 regiões do Distrito Federal enfrentam racionamento de água. Apesar do abandono, o assessor da Cobra Coral, Osmar Santos, diz que ainda dá tempo de resolver o problema.
SÃO PAULO – A impressão é de que o nome do site foi criado para dar notícias como esta.
Pouca gente sabe no Brasil, mas no Rio de Janeiro o povo se acostumou a ver um espírito tendo contrato com a prefeitura para controlar o tempo e evitar enchentes e outras tragédias. O contrato com a Fundação Cacique Cobra Coral começou com o prefeito César Maia em 2001 e durou até a última gestão, de Eduardo Paes.
O novo prefeito, bispo evangélico Marcelo Crivella, não renovou o contrato. Mas o que será de Cobra Coral, o espírito que encarna na médium Adelaide Scritori e já teria encarnado antes no cientista Galileu Galilei e no ex-presidente dos Estados Unidos, Abraham Lincoln?
Segundo o jornal O Globo, o espírito de Cobra Coral, por meio de seu porta-voz Osmar Santos, firmou parceria com o prefeito de São Paulo, João Doria Júnior, para diminuir os impactos das chuvas na maior cidade do país.
“São Paulo vai exigir mais esforço e empenho pessoal do cacique. É muito mais difícil atuar para dispersar as chuvas por ser uma cidade mais plana. No Rio, o relevo ajuda, pois tem como desviar as nuvens para regiões montanhosas ou o mar”, disse Santos ao jornal.
O prefeito anunciou um contrato com a fundação Cacique Cobra Coral, que, supostamente, consegue controlar o tempo
por Marcelo Fraga 08/02/2017 08:14
O prefeito de São Paulo, João Dória Júnior, já causou polêmica com seu projeto Cidade Linda e, agora, acaba de fechar uma parceria com uma entidade “sobrenatural” que diz controlar o tempo (foto: Instagram/jdoriajr/Reprodução)
Recém-empossado prefeito de São Paulo, o empresário João Doria Júnior começou sua trajetória à frente da capital paulista com medidas polêmicas. Logo nos primeiros dias no poder, ele já se vestiu de Gari, simulou ser cadeirante e mandou apagar grafites em pontos famosos de SP. Agora, a mais nova ação de Doria também promete causar controvérsia.
De acordo com a jornalista Cleo Guimarães, responsável pela coluna Gente Boa, do jornal O Globo, o prefeito fechou uma parceria com a fundação Cacique Cobra Coral (FCCC), conhecida por, supostamente, conseguir “intervir” no tempo de forma mediúnica – teria “poderes sobrenaturais”.
De acordo com Cleo Guimarães, a FCCC estaria de mudança para a China, mas, a entidade decidiu permanecer no Brasil porque pretende dar “atenção especial a São Paulo”. Ainda segundo a jornalista, a fundação negociou com os chineses um trabalho à distância. Não se sabe qual função terá a Cacique Cobra Coral no país mais populoso do mundo.
Em seu site oficial, a FCCC afirma que sua missão é “minimizar catástrofes que podem ocorrer em razão dos desequilíbrios provocados pelo homem na natureza”. Isso, segundo a entidade, é feito por meio de sua presidente, Adelaide Scritori, filha do fundador, Ângelo Scritori. Ela, supostamente, incorpora o espírito do Cacique Cobra Coral e, assim, consegue intervir no clima.
Um dos casos famosos de atuação da fundação se deu em 2009, quando a médium Adelaide Scritori foi convocada pela prefeitura do Rio de Janeiro para usar seus supostos poderes para evitar a tempestade que prevista para a tradicional festa de Réveillon em Copacabana.
É muito simples entender o que é a Fundação Cacique Cobra Coral. Trata-se de organização que se declara beneficente — e não há qualquer prova em contrário — que se atribuiu a missão de “minimizar catástrofes” avisando as autoridades com antecedência. Claro, entender é uma coisa, acreditar é outra. Mas também não falta quem acredite, e, parece, com boas razões.
A fundação foi criada por um certo Angelo Scritori, que morreu em 2002, com alegados 104 anos. Ele recebia os avisos da iminência de desastres naturais do Padre Cícero. Pouco antes de morrer, avisou à praça que seria sucedido pela filha, Adelaide, cujo contato com o outro lado passaria a ser o Cacique Cobra Coral.
Este se comunica com ela falando com sotaque de caboclo brasileiro, embora seja um índio americano Ao avisar sobre a substituição, Padre Cícero informou que o cacique também teria sido, em outras encarnações (se essa é a palavra certa, tratando-se de um espírito), Abraham Lincoln e Galileu Galilei. O leitor não deve ver esse dado com estranheza — até mesmo porque, se é cidadão de pouca fé, francamente, não tem qualquer razão para continuar lendo este artigo.
Mas parece que gente de muita fé não falta. O governo de São Paulo, por exemplo, tem contrato — sem valor financeiro — com a fundação desde 2005. Recebe aviso sobre catástrofes naturais a caminho, com tempo de tomar providências. Se as toma, não se sabe, mas isso não é problema para d. Adelaide.
Ela é bem-sucedida corretora de imóveis, moradora na região próspera dos Jardins de São Paulo. Há algum tempo, definiu com clareza o seu próprio papel como anunciadora de catástrofes: “Funcionamos como uma espécie de air bag. Reduzimos os danos, mas as autoridades têm de fazer a parte delas. O cacique não pode servir de muleta para os homens.”
Talvez como prova disso, a fundação já teve convênio com a Prefeitura de São Paulo, mas o rompeu na gestão do prefeito Gilberto Kassab, porque ele acabara com uma verba destinada a combater causas de desastres climáticos.
Seja como for, o prestígio da Cobra Coral vai além de São Paulo. Em novembro de 2008, a Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado aprovou um convite a Adelaide para ir até lá discutir o apagão em 18 estados. Não sei se chegou a ir, não me lembro de notícia disso, mas o convite existiu.
Aqui no Rio, a fundação está discutindo com a Prefeitura a renovação de um convênio — que não envolve qualquer pagamento — pelo qual a fundação profetiza tempestades e assim ajuda a diminuir os seus efeitos. Sendo de graça, por que não ouvir o cacique?
honrar compromisso que é bom nada né governador lamentável
Quando um governo é extremamente incompetente recorre a estas coisas.
kkkkkkkk……….é cada piada esse governo imprestável!!!!!
Ma che bello administrador ! kkkk
Por que nunca resolveram o problema do sertão nordestino? Precisava transpor o velho Chico com uma “solução” prática dessa?
Só pode estar desdenhando!
Me recuso a acreditar nessas asneiras. So mesmo nesse Brasilzinho.
Os surdos correm grande risco de serem picados pela cobra coral…
kkkkkkkkk
ouvi dizer que a tal entidade vai também atuar na saúde ,segurança ,transporte, e economia do DF pois os últimos governantes não deram conta
sera que pra trazer chuva os caras vão fazer a dança da chuva kkkkkkkkkkkkkkkk
Caique coral é uma entidade da bruxaria. Governador, não amaldiçoe ainda mais nossa terra. Vc não faz idéia do mal que vc está se fazendo e a toda população do DF. Vai procurar Deus, vai orar, pede a Jesus Cristo, pq ele sim é quem faz chover para pecadores e justos.
rindo até 2050 kkkkkkkkkkkkkkk
Te informa direito, antes de dizer besteira,
Aqui a mallandragem não tem por onde.
Governador do DF Rodrigo Rollemberg … é um exemplo do baixo nível dos gestores do nosso dinheiro no Brasil …Energia esotérica contra a crise hídrica ??? Só para um incompetente sair com essa … Vamos varrer essa gente da vida pública
Parece piada do Sensacionalista.
pois é, por um momento até achei que tava no portal errado.
Saravá!!
Agora, o Brasil inaugurará a CORRUPÇÃO espiritual !!
A primeira vez que ouvi sobre essa Fundação, faz anos… Foi notícias vindas do RJ, onde o Governo pagava para essa Fundação ajudar a NÃO chover no Réveillon. Demorei um bom tempo para acreditar no que lia, achei que tinha enlouquecido de vez.
A tal Fundação “trabalhou” no Rock in Rio?! De qual ano??? Em 2011 choveu tanto que pro Guns and Roses tocar tiveram antes que retirar muita água do palco com rodo.
Eu sinceramente estou a defecar e a andar para o fato do Rollemberg (e a globo) ter fé em qualquer coisa ou achar isso bonito. Eu quero é que ele cumpra as promessas de governo, que até agora não chegaram em nem 20% do prometido.
Cara, não tem 5 meses de cargo…
No centro espirita, preciso de chuva no distrito federal, atençao caral musical do centro vamos la voce deve esta pensando, ela foi embora, mais ja deve esta voltando, nao demora, ou ela foi pra muito longe, felicidade, felicidade? erramos que maldade, onde esta que nao responde, pois minha ALMA geme por voce, geme geme u por voce geme geme ha, ha ha ha a chuva nao vai chegar
O que é “contato informal”?
É SÓ O QUE FALTAVA, ÍNDIO QUER DINHEIRO E O IDIOTA ACREDITA?
Me paga que eu faço a dança da chuva todo dia ao meio dia!
kkkkkkkk
Manda esta organização pro nordeste,se resolver o problema recebe, se não resolver ela paga o prejuiso.
boa
E muito obscurantismo em pleno século XXl
Só o que faltava! Fala sério?