Tag Archives: Umbanda

Preceitos da Pombagira: mulheres de terreiros e lutas (Outras Palavras)

outraspalavras.net

por AzMina

Publicado 17/02/2022 às 15:11 – Atualizado 17/02/2022 às 15:23

Visita a espaços de culto de religiões de matriz africana – que historicamente têm mulheres como líderes. As Iaôs e Ialorixás tornam-se referências nas lutas pelo direito à igualdade religiosa, de raça e de gênero

Por Aymê Brito, no AzMina

“Exu (…) exerce forte domínio sobre as mulheres e as moças”, dizia uma coluna de opinião no jornal O Estado de São Paulo, em 1973. Escrito no período da Ditadura Militar no Brasil, o artigo demonizava as religiões de matriz africana e demonstrava preocupação que as mulheres abandonassem o “lar” em troca da vida nos terreiros. Quase cinco décadas depois, o machismo e o racismo seguem presentes na vida das mulheres que escolhem fazer parte das religiões afro-brasileiras, mas elas resistem e lideram terreiros.

Não é comum vê-las em cargos de liderança em outras religiões, como na Igreja Católica com padres e papas homens. Já nas religiões de matriz africana, as mulheres quase sempre são maioria, ocupando os postos mais altos. Quem frequenta os barracões (como também são chamados os terreiros) percebe isso.

Seja como mulheres de santo, senhoras do ilê, sacerdotisas ou herdeiras do axé, elas conquistaram um protagonismo que não ficou restrito aos terreiros. Axé Muntu! Essa é uma expressão criada pela intelectual Lélia Gonzalez – uma mistura das línguas Iorubá (axé: poder, energia) com o dialeto Kimbundo (muntu: gente). A socióloga e ativista usou muito de sua vivência como mulher do candomblé na produção intelectual que fez sobre a vida e posição das mulheres negras na sociedade brasileira.

Nesta reportagem trazemos as falas de Mãe Du, Nailah, Kenya e Renata, que, assim como Lélia, mostram que a influência dos povos de terreiros pode ser encontrada hoje no espaço acadêmico, na militância, na política, na culinária e em vários outros campos da sociedade.

Num país marcado por profundas desigualdades sociorraciais como o Brasil, os terreiros e as mulheres à frente deles – as macumbeiras, como elas mesmas se chamam – desempenham um papel social muito além da religião. Elas realizam uma verdadeira “feitiçaria” ao conciliar a tradição de diferentes povos, resistir às opressões e ajudar a proporcionar um espaço de acolhimento a quem sempre foi excluído.

Perseguição à cultura e às mulheres

A perseguição aos terreiros e barracões, que já dura mais de 500 anos, e as campanhas de difamação na imprensa geraram uma falta de conhecimento generalizada. “A umbanda, com seus sucedâneos e religiões assemelhadas, é entre nós um subproduto da ignorância associada à politicalha. Seu terreno de eleição já foi o quilombo e o mocambo. Modernamente é a favela e o escritório eleitoral” – dizia mais um trecho da coluna do jornal paulista, publicada logo após uma festa em comemoração ao Dia de Oxóssi.

Noticiários racistas como esse não eram (e não são) raros. Resquícios de uma sociedade que até 1832 obrigava todos a se converterem à religião oficial do Estado – na época, a Cristã. Isso fez com que outras expressões religiosas fossem criminalizadas, sofrendo com opressão policial e apreensão de objetos sagrados – que até hoje nunca foram devolvidos.

A cientista política e também praticante do Candomblé, Nailah Neves, Ìyàwó ty Ọ̀ṣun (seu nome de santo), afirma que essa perseguição também era resultado do fato de as mulheres serem maioria e liderarem as casas de axé. “Terreiros, quilombos e escolas de samba, que eram espaços de resistência e de valorização da cultura negra matriarcal, eram um grande risco para o projeto eugenista e patriarcal do Estado brasileiro.”

Passados 34 anos da Constituição Federal que, em seu artigo 5, passou a garantir a liberdade de crença e proteção aos locais de cultos religiosos diversos, a discriminação não teve fim. Em 2021, um estudo da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa apontou que 91% dos ataques que ocorreram no estado do Rio de Janeiro eram contra as mesmas religiões – as de Racistradição africana. 

Ensinamentos da pombagira

Kenya Odara (primeira na imagem), de 23 anos, é uma das cofundadoras do coletivo de mulheres negras Siriricas Co e atualmente frequenta o terreiro de Candomblé Àse Efon Omibainà, composto apenas por mulheres. “Quando estamos nos terreiros não nos preocupamos só com a questão religiosa, somos mulheres negras, toda a nossa existência é política.” Foto: Divulgação/ Arquivo Pessoal

Embora as investidas contra os afro-religiosos não tenham sido poucas, os terreiros e as mulheres continuam passando de geração em geração os preceitos e fundamentos do povo de axé. Renata Pallottine, de 36 anos, é bisneta de Dona Maria, Mãe de Santo, de uma casa de umbanda no interior de São Paulo, e cresceu aprendendo os valores civilizatórios desta comunidade.

Advogada pelos direitos das mulheres e atuante no combate ao racismo religioso, Renata atualmente é responsável pela área jurídica do coletivo Terreiro Resiste, movimento de defesa das comunidades tradicionais. Hoje, como uma das filhas de santo mais velhas de um terreiro na capital paulista, ela conta que foi essa vivência que contribuiu para o seu engajamento na luta:

“Quem nasce umbandista já aprende com a Pombagira que a desigualdade de gênero mata, aniquila e silencia, e que mulheres, sobretudo as racializadas, devem ocupar lugar de poder e decisão dentro das nossas comunidades.”

A Pombagira é uma das entidades cultuadas nessas religiões, que representa as encruzilhadas e é conhecida por simbolizar uma figura feminina ligada ao prazer e à liberdade sexual. Renata explica que a figura da pombagira em muitos lugares é temida exatamente por romper com a lógica patriarcal: “mulher que poeticamente nos ensina a autonomia dos corpos femininos”.

Renata também chama atenção para a história dessas religiões, que vêm de uma cultura de valorização de povos ancestrais socialmente excluídos, mas passou por um forte embranquecimento nos últimos anos. “Em 1908, um homem branco, militar, espírita, de São Gonçalo, teria fundado a religião só porque deu nome às práticas que já existiam nos morros cariocas. Como é possível fundar algo que já existe?”, questionou a advogada.

A família de santo

Eu, repórter desta matéria, cresci ouvindo as histórias das macumbeiras, contadas por Elza Mendes, baiana de 72 anos, mulher negra e minha avó. Ela lida com a ignorância da sociedade sobre sua cultura há pelo menos 50 anos. “Ninguém vê com bons olhos, ainda hoje as pessoas têm muito medo, acham que é magia”, desabafa. Mas ressalta sempre o sentimento que há no terreiro de pertencer a uma comunidade. “Quando você abraça um terreiro, você começa a fazer parte de uma comunidade”, diz ela.

Hoje candomblecista, Elza foi a primeira a se tornar uma Iaô num dia de feitura, recebendo o título de dofona.

Glossário:

Iorubá: é um grupo étnico-linguístico da África Ocidental, principalmente na Nigéria e no Congo. Varia conforme o local e é usada nos rituais de matrizes africanas.

– Feitura no santo: é a iniciação de alguém no culto aos orixás. Pode vir com novo nome e assume novas funções. O ritual varia segundo a religião e pode durar até três meses.

Orixás (em iorubá: Òrìṣà): divindades representadas pela natureza, acredita-se que tenham existido anteriormente em Orum (céu em iorubá).

Aborós: orixás de energia masculina. Podem ser incorporados por pessoas de todos os gêneros.

Ayabás: orixás de energia feminina. Podem ser incorporados por pessoas de todos os gêneros.

Dona Elza conta que quando se começa a fazer parte de um terreiro você se torna também integrante de uma família de santo. “Tanto é que a gente diz irmão, tio, filho de santo”, comentou. Em muitos lugares os terreiros são conhecidos por serem receptivos a todo tipo de gente. “Uma mãe de santo nunca deixa de acolher um filho, mesmo se não tiver onde morar, será bem recebido no terreiro.”

Esse acolhimento está intimamente ligado à presença das mulheres na religião e a própria história dos negros no Brasil, conforme explica a pesquisadora Jacyara Silva, professora e coordenadora do núcleo de estudos afro-brasileiros da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). “É importante lembrar que as famílias dos negros que chegavam ao Brasil eram separadas por estratégia de dominação.”

Após o sequestro da população negra do continente africano, a formação das “famílias de santo” foi o jeito encontrado para preservar a identidade cultural e reconstruir essa ideia de família que havia sido destruída na escravidão. As grandes responsáveis por refazer esses laços familiares, dentro das religiões afro-brasileiras, foram as mulheres negras, as Yalorixás. Os barracões passaram a se tornar presentes na maior parte das regiões periféricas do país, acolhendo as pessoas que eram estigmatizadas pela sociedade, como mães solo e o público LGBTQIA+. 

“Não quer dizer que não existam nos terreiros os mesmos problemas que existem fora deles”, explicou Jacyara. As religiões de matriz africana estão inseridas dentro de uma sociedade onde racismo, machismo e transfobia são estruturais. Por isso, o cotidiano dos terreiros não está isento dessas questões. Mas, “pode estar na estrutura, mas não é institucionalizado”, ponderou a pesquisadora.

Debatendo fora dos terreiros

Maria do Carmo, Omó de Omolú Iemanjá Oxalá, conhecida como Mãe Du, é uma das mulheres à frente de um terreiro de Umbanda, na cidade de Viçosa, no interior de Minas Gerais. Apesar do grande respeito que conquistou entre os seus, teve que encarar o preconceito das mães e professoras da escola em que a sua filha estudava. “As pessoas ficaram meio cismadas”, conta.

A força de seguir por mais de 20 anos na defesa dos povos de terreiros vem da crença de que o amanhã será melhor que o hoje. A trajetória dela no culto aos orixás já tem, na verdade, 50 anos. “Fui a primeira Yaô daqui, andei pela cidade toda de branquinho.” Atualmente Mãe Du está na Umbanda, mas foi iniciada dentro do Candomblé, onde teve que passar por diversos processos até se tornar de fato umaIaô – filha de santo. Se tornar feita no santo é uma vitória para a maioria das mulheres de axé, por ser um processo de várias etapas, que requer muito tempo de dedicação e prática dentro do terreiro.

Ela também é líder espiritualista e integra o Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial de Viçosa. Os cargos fora do terreiro são um marco e uma representação importante para quem é de religiões de matriz africana, mas também são espaços arriscados. “Defender aquilo que se é, hoje em dia, é perigoso, principalmente para nós mulheres.”

O preconceito acaba afastando outros praticantes dos encontros e debates religiosos, por preferirem se resguardar. Mas, Mãe Du – que tem viajado nos últimos anos para falar das religiões de matriz africana nas universidades – sente que agora as pessoas começaram a querer entender mais sobre sua cultura.

Hierarquia ancestral

Em boa parte da tradição africana, a hierarquia não se baseia no gênero, mas sim na experiência e conhecimento. “O matriarcalismo é natural de vários povos africanos, até porque a hierarquia não é por gênero como os europeus impuseram, é por ancestralidade”, explicou a candomblecista Nailah Neves.

As religiões de matriz africana não dividem o mundo entre bem e mal, emoção e ciência, corpo e alma, homens e mulheres. Nailah argumenta que essa lógica binária foi imposta aos povos que estavam sendo colonizados, por influência do eurocentrismo cristão. Existe na Umbanda e no Candomblé uma outra forma de ver e se relacionar com o mundo. “Não são apenas religiões, são povos e comunidades tradicionais, assim como são os quilombos.”

As religiões afro-brasileiras que conhecemos hoje são fruto das características de diversos povos africanos que se encontram no país e, exatamente por isso, elas variam conforme a nação ou tradição de origem, como acontece no caso do Candomblé, da Umbanda, do Batuque e do Xangô.

Sem nenhum tipo de livro oficial, como a Bíblia, os fundamentos são passados por gerações via tradição oral, e nem sempre são os mesmos em todos os lugares. Os preceitos e costumes não estão “escritos em pedra”.

AÇÕES E ESPAÇOS OCUPADOS PELAS MULHERES DE AXÉ NOS ÚLTIMOS ANOS:

  • No Brasil, o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, 21 de janeiro, data que assegura a diversidade religiosa, foi criado em homenagem a uma líder religiosa, a Mãe Gilda. Em 1999, ela teve seu terreiro em Salvador invadido e depredado por fundamentalistas religiosos e acabou falecendo no ano seguinte.
  • Em 2021, a Organização das Mulheres de Axé do Brasil (MAB) realizou uma campanha de combate a violência menstrual. Elas distribuíram mais de 23 mil pacotes de absorventes higiênicos para pessoas em situação de vulnerabilidade econômica e social.
  • O Fórum Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional dos Povos Tradicionais de Matriz Africana (FONSANPOTMA), presidido pela médica e líder religiosa Kato Mulanji, é uma das organizações que lutam para garantir soberania alimentar aos povos tradicionais.
  • Desde 2017, as mulheres de axé conquistaram o reconhecimento da profissão de baiana de acarajé e passaram a ter direitos aos benefícios profissionais. Em 2005 elas já tinham sido reconhecidas como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.
  • Pelo país todo, terreiros são responsáveis por projetos de atendimento à comunidade, oficinas, distribuição de alimentos e ações de combate a violência. O Ilê Omolu Oxum, liderado pela ialorixá Mãe Meninazinha de Oxum, em atividade na Baixada Fluminense desde 1968, é um dos que oferece orientação às mulheres vítimas de violência. 

Zélio, o Caboclo das Sete Encruzilhadas: o fundador da umbanda que não é bem aceito por umbandistas atuais (BBC News Brasil)

bbc.com


Edison Veiga – De Bled (Eslovênia) para a BBC News Brasil

31 dezembro 2021

Retrato em preto e branco
Legenda da foto, Zélio, em foto publicada pelo jornal A Gazeta de São Gonçalo, extinto em 1937

Se a tentativa era criar uma espécie de mito da religião nacional por excelência, elementos simbólicos não faltam na história de como o médium fluminense Zélio Fernandino de Moraes (1891-1975) teria criado a umbanda.

A começar pela data: 15 de novembro de 1908. Sim, um 15 de novembro, aniversário da Proclamação da República, data portanto da criação do Brasil contemporâneo.

E também pela história: no transe vivido por Zélio, ele teria dialogado com espíritos de negros e indígenas e, por fim, incorporado um padre jesuíta italiano que havia pregado no Brasil colonial — e acusado de bruxaria.

Mais simbólico do sincretismo cultural, étnico e religioso do Brasil, impossível.

Por outro lado, e é esse o ponto que vem sendo revisto e muito criticado por pesquisadores contemporâneos da umbanda, considerar Zélio o precursor dessa religião é também resultado de um processo de embranquecimento — é negar que a umbanda já vinha sendo praticada por negros oriundos da África e seus descendentes em solo brasileiro, é entregar a primazia da religião afrobrasileira a um homem branco.

“Não é um assunto novo: a história de Zélio como fundador da umbanda vem sendo questionada. Eu não o considero fundador da umbanda porque a umbanda é muito anterior a isso”, crava o sociólogo Lucas de Lucena Fiorotti, autor da página Abrindo a Gira, no Instagram.

“Ele se tornou uma figura importante em função do embranquecimento [da umbanda]. Ele é importante para um tipo de umbanda, que no passado queriam chamar de ‘espiritismo de umbanda’. Quem o celebra como fundador da umbanda não tem culpa. A culpa é do projeto de país”, acrescenta Fiorotti.

Para o historiador Guilherme Watanabe, pai de santo do terreiro Urubatão da Guia, em São Paulo e membro fundador do Coletivo Navalha, Zélio é “a representação de uma grande construção histórica”, do “mito de fundação que, a partir dos anos 1960, começa a se fazer no Rio”. “Uma grande mentira”, sentencia.

O que teria acontecido em 1908

Filho de uma família tradicional de São Gonçalo, na região metropolitana do Rio, Zélio estava se preparando para seguir carreira militar na Marinha quando foi acometido por uma paralisia. Ele tinha 17 anos. Acamado por alguns dias, teria declarado que “amanhã estarei curado” e, de fato, no dia seguinte levantou-se como se nada houvesse acontecido.

Diante da surpresa dos médicos, os familiares decidiram recorrer a padres católicos — que também não souberam explicar o que havia sucedido ao jovem.

Para a família, Zélio sofria de distúrbios espirituais. Então, por indicação de um amigo, levaram-no até a Federação Espírita do Estado do Rio de Janeiro, então sediada em Niterói.

O médium presidente da entidade teria organizado uma sessão espírita, com Zélio à mesa. Na ocasião, conforme relatos da época, houve a manifestação de espíritos de ancestrais africanos, os chamados “pretos-velhos”, e indígenas, os “caboclos”.

O dirigente da sessão, então, teria classificado tais espíritos como atrasados e solicitado que eles se retirassem. Foi quando Zélio acabaria incorporando uma entidade, o chamado “Caboclo das Sete Encruzilhadas”, em defesa dos pretos-velhos e dos caboclos. E disse que se ali não houvesse espaço para que negros e indígenas “cumprissem sua missão”, ele, o tal caboclo, fundaria no dia seguinte um novo culto — na casa de Zélio.

Seria então 15 de novembro de 1908. E, para muitos, se trata do marco fundador da umbanda, como uma nova religião do Brasil.

A partir do episódio, Zélio e o Caboclo das Sete Encruzilhadas seriam identidades indissociáveis. De acordo com o médium, a entidade seria a manifestação do padre jesuíta italiano Gabriel Malagrida (1689-1761), um missionário que chegou a andar pelo Brasil catequizando indígenas e, mais tarde, acusado de bruxaria e heresia, foi morto pela fogueira da Inquisição em Lisboa.

“Ele é caboclo mas, dentro do mito, também é um padre jesuíta. O que cria uma disforia total, uma loucura promovida pelo processo de embranquecimento [da umbanda]”, diz Fiorotti.

Crédito: Domínio Público. Ilustração antiga e recortada do padre Gabriel Malagrida, morto pela Inquisição em Lisboa

Segundo a narrativa de Zélio, na “última existência física”, Deus teria concedido a Malagrida “o privilégio de nascer como caboclo brasileiro”.

Com esse caldo cultural multiétnico, estava criado o mito da fundação da umbanda.

‘Embranquecimento’

Conforme explica o sacerdote de umbanda David Dias, pesquisador em ciência da religião na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), a história de Zélio pode ser vista sob duas óticas.

“A primeira traz sua vida contada por meio dos manuais de umbanda e mantida pela sua família, a qual assegura sua memória até os dias de hoje. Já a segunda é contada por meio de um mito de criação onde cada um que conta aumenta uma ponta, deixando na história contada uma lenda de existência questionável”, pondera ele.

Dias lembra que um dos relatos atesta que, entre a consulta médica, o conselho dos padres e a famosa sessão espírita, Zélio teria sido levado a uma benzedeira do Rio. E fora ela, incorporando um preto-velho, que dera a sentença: àquele jovem seria reservada uma grande missão pela frente.

O pesquisador ressalta que há ainda um fato importante que só reforça a ideia de que muitos detalhes não tenham passado de ficção para azeitar uma mitologia da fundação.

“Na ata de 15 de novembro de 1908 da citada federação [espírita] não há registros destes fatos, o nome do dirigente da suposta sessão não confere com a história, nem mesmo o nome de Zélio se faz presente”, afirma Dias.

Por fim, ele lembra ainda que a figura do Caboclo das Sete Encruzilhadas também apresenta “incongruências”.

Segundo especialistas, a história de Zélio como fundador da umbanda foi uma construção que passou a tomar forma nos anos 1960, quando o médium já era idoso.

Em 1961, a jornalista e umbandista Lilia Ribeiro publicou pela primeira vez essa versão no jornal informativo Macaia, ligado à Tenda de Umbanda Luz, Esperança e Caridade, da qual ela era dirigente.

Após a morte de Zélio, essa narrativa se consolidou. Em dezembro de 1978, por exemplo, a Revista Planeta, publicação da Editora Três que hoje não circula mais, trouxe uma grande reportagem intitulada Como surgiu a umbanda em nosso país: 70o. aniversário de uma religião brasileira, na qual todos os elementos dessa mitologia fundadora estavam presentes.

Fiorotti acredita que então Zélio se torna “uma figura importante para a umbanda hegemônica”.

Mas que tudo seria um esforço sistêmico para apagar as raízes realmente africanas — e anteriores ao século 20.

“Há indícios de que já havia práticas de umbanda muito semelhantes tanto em ritualística quanto em estética ao que acontece hoje muito antes de 1908”, diz ele.

“Essa umbanda que tem Zélio como fundador é uma umbanda muito associada ao espiritismo em si. Mas há diversos autores que se sentem contemplados por essa narrativa e eles são pessoas fortemente associadas ao espiritismo e a algumas ideias esotéricas, místicas. Fogem da vivência do terreiro de fato. A estrutura umbandista já existia no século 19.”

Crédito: Reprodução/Correios. Selo em homenagem a Zélio de Moraes

Watanabe lembra que a própria palavra umbanda vem das línguas quimbundo e umbundu da África Central e “significa algo como arte ou maneira de curar”.

“É uma palavra que existe há muito tempo e, como sendo arte ou maneira de curar, se trata de uma prática medicinal e espiritual feita por um médico feiticeiro”, contextualiza.

“Algo que já era praticado por centro-africanos desde muito tempo atrás e, a partir da diáspora, do tráfico de escravizados, acaba sendo trazido ao Brasil. Por isso, no Rio de Janeiro do século 19 já havia diversas casas de feiticeiros africanos.”

Para Fiorotti, a mitologia de Zélio é, na verdade, a tentativa do “embranquecimento da umbanda, dentro da ideia da democracia racial, de que não há racismo no Brasil, de que as relações raciais são simétricas”.

“Essa umbanda do Zélio está na esteira desse país que começa a se pensar como mestiço para disfarçar os problemas das relações sociais”, aponta.

Assim, Zélio teria sido “usado” como “uma história privilegiada para encarnar a umbanda da democracia racial”, enfatiza o pesquisador.

E a consolidação desse estilo deixou como legado uma série de “descaracterização das divindades, dos orixás, dos espíritos”.

“Por exemplo, ao dizer que um caboclo, que é indígena, pode ser um branco. Ou dizendo que um preto-velho pode ser uma pessoa branca. São absurdos. Mas a partir dessa umbanda [de Zélio], isso passou a ser possível”, exemplifica.

“Zélio é a história de um homem branco classe média que se apropria da cultura dos centro-africanos e seus descendentes”, resume o historiador Watanabe. “Além disso, apaga e invisibiliza a cultura dos centro-africanos ao se dizer fundador de algo que, na verdade, já existia.”

E de onde vêm as sete encruzilhadas? A resposta está na própria ideia umbandista do que é uma encruzilhada.

“É um conceito: estar na encruzilhada, ao contrário do que as pessoas costumam pensar, é desejável. Porque tudo é feito de caminhos. Um caminho reto, sem possibilidades, não é desejável. O desejável é estarmos na encruzilhada, onde não há caminho fechado”, explica o sociólogo Fiorotti.

“Sete encruzilhadas, assim, é o infinito de possibilidades”, conclui ele.

Chuva auxilia no combate ao fogo na Austrália (Isto É) – Fundação Cacique Cobra Coral

A Semana

Antonio Carlos Prado e Guilherme Sette

24/01/20 – 09h30

Brook Mitchell/Getty Images

A Fundação Cacique Cobra Coral foi contratada por um grupo de empresários australianos para auxiliar, por meio de intercessão espiritual e científica, no combate aos resistentes incêndios que estão afetando o país desde a virada do ano – sobretudo nas regiões de florestas e rurais, já tendo causado a morte de aproximadamente um bilhão de animais. O porta-voz da Fundação Cacique Cobra Coral, Osmar Santos, afirma que a instituição tem o poder de atuar, a partir de conhecimentos esotéricos e da ciência, na atração ou afastamento das chuvas. Essa não é a primeira relação entre a entidade e a Austrália, visto que desde 2011 ela faz previsões alertando sobre o potencial catastrófico dos incêndios. Na segunda-feira 20, fortes chuvas caíram na Austrália, abrandando sensivelmente as áreas mais prejudicadas.

Médium garante controlar o clima e atendeu governos do Brasil e do exterior (RedeTV!)

 

Médium garante controlar o clima e atendeu governos do Brasil e do exterior

Em rara aparição na TV, Adelaide Scritori, da Fundação Cacique Cobra Coral, fala sobre a parceira com políticos brasileiros e estrangeiros. Além de garantir que pode controlar o clima, ela mostra documentos para provar que alertou o governo dos EUA sobre o atentado às Torres Gêmeas, Saddam Hussein da Guerra do Golfo e diz que avisou Ayrton Senna sobre o acidente que ele sofreria em Ímola.

Publicada: 19/01/2018

fccc

O casal que afirma incorporar índio para controlar a chuva (Veja SP)

Fundação Cacique Cobra Coral já foi chamada pela organização do Rock in Rio e até pela gestão José Serra

Na tarde do último dia 6 de abril, o empresário Osmar Santos, de 53 anos, e a médium e corretora de imóveis Adelaide Scritori, 55, receberam por e-mail uma preocupante previsão. Uma grande tempestade estava se aproximando da cidade. Poucas horas depois, os dois se instalaram no escritório do apartamento onde moram, nos Jardins.

É um cômodo branco, que abriga apenas uma escrivaninha, na qual um tampo de vidro protege um mapa-múndi com os continentes delineados em preto. Na parede, um desenho a lápis retrata um índio. A mulher começou a se concentrar, fechou os olhos e, em um minuto, sua voz ficou baixa, rouca e ganhou um timbre masculino.

Santos com o retrato do índio na sede da empresa: “Reduzimos os estragos” (Antonio Milena/Veja SP)

Segundo o casal, ela havia acabado de incorporar o cacique Cobra Coral. O marido, que acompanhava a cena de perto, ditou as condições climáticas. Ela o ouviu e, com giz de cera, desenhou símbolos meteorológicos sobre a mesa para redirecionar as nuvens a outros cantos. Naquela madrugada, a chuva caiu sobre a capital, mas, de acordo com eles, com menos intensidade que a prevista. “Somos como um airbag”, compara Santos. “Não eliminamos os desastres naturais, mas reduzimos os estragos.”

Essa é a descrição de uma típica cerimônia da Fundação Cacique Cobra Coral. Embora a dupla de criadores viva na metrópole, a organização umbandista é sediada em Guarulhos. Sua missão: controlar o clima por meio dos poderes de um índio. Segundo os fiéis, o espírito reencarnou em vários personagens da história, como o cientista Galileu Galilei e o presidente americano Abraham Lincoln.

Ninguém sabe ao certo de onde teria vindo seu poder de controlar o clima. “O povo indígena sempre teve uma relação estreita com o tempo”, arrisca Santos. Adelaide diz ter recebido a entidade pela primeira vez aos 7 anos, em um centro espírita. À época, seu pai, Ângelo Scritori, a ajudava nas sessões. A partir da década de 80, o marido se tornou o escudeiro.

Os alegados poderes do cacique levaram o casal a ser procurado por órgãos públicos e empresas particulares. Em 2005, durante a gestão de José Serra na prefeitura, um contrato firmado com a dupla chegou a ser publicado no Diário Oficial, segundo o qual Santos e Adelaide se comprometiam a colaborar para reduzir as enchentes na capital. Na ocasião, o secretário das subprefeituras, Andrea Matarazzo, justificava a parceria pela ausência de custos para os cofres públicos. “O convênio é inodoro, sem valor financeiro”, defendia.

Se em alguns locais há excesso de água, em outros o desafio é a falta dela. No início deste ano, o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, convocou a fundação para combater a seca. As águas ainda não rolaram da forma como se esperava, mas a fé continua inabalável. “Como católico, tenho rezado muito para que chova bastante no Distrito Federal, e a fundação é mais uma energia que se junta a esse esforço”, afirmou Rollemberg nas redes sociais.

Na esfera privada, o Rock in Rio era um de seus clientes mais antigos. A parceria começou em 2008 e se estendeu nas edições seguintes do festival. Executivos da empresa organizadora não quiseram comentar o contrato, mas uma pessoa ligada à produção afirmou que o trabalho foi interrompido.

A gota d’água para o divórcio teria sido a tempestade que caiu em um show de Katy Perry em 2015. “O motorista estava sem a credencial e chegamos ao espaço após a entrada da frente fria”, diz Santos. “Mas, depois, continuamos sendo chamados por eles”, garante. No ano passado, durante a Olimpíada, ele e Adelaide circularam pelo Rio com credenciais.

A atuação do espírito se estende a outros países. Entre abril e maio, o casal esteve em Angola e na China para dar conta das forças naturais fora de controle.

Em seu celular, Santos carrega fotografias em que eles aparecem ao lado de personalidades como o prefeito João Doria e o escritor Paulo Coelho. O autor, inclusive, ajudou a popularizar a Cobra Coral ao ocupar o cargo de vice-presidente da fundação entre 2004 e 2006. Há até mesmo membros da comunidade científica entre os admiradores. “Verifiquei uma mudança no clima logo após presenciar um ritual, em 2000”, diz Rubens Villela, professor aposentado do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP.

Adelaide ao lado de Paulo Coelho (à dir.), ex-vice-presidente da fundação: grandes eventos e celebridades (Arquivo Pessoal/Veja SP)

Apesar de firmar contratos, o cacique não permite ser remunerado pelo trabalho. Santos e Adelaide mantêm-se com as atividades de suas empresas, como a Nostradamus Corretora de Seguros, a TWX Capas de Chuva e a OAS Empreendimentos Imobiliários, que negocia imóveis acima de 5 milhões de reais.

Caseiros, os dois só costumam deixar o apartamento de 120 metros quadrados próximo à Avenida Paulista para frequentar salas de cinema. “Gostamos de filmes-catástrofe”, diz Santos. Juntos desde 1977, eles têm dois filhos — o coach Jorge, de 38 anos, e a terapeuta floral Barbara, de 22. A caçula, inclusive, pode levar os dotes da Cobra Coral à próxima geração. “Percebemos nela um talento para a tarefa”, afirma o pai.

DF contrata Fundação Cacique Cobra Coral para pedir chuvas, diz entidade (G1)

Médiuns da entidade já fizeram convênios com SP e RJ, em tempos de crise hídrica; atuação é gratuita, diz porta-voz. Governo diz desconhecer parceria.


Fotografia de longa exposição de raios e tempestade no Distrito Federal (Foto: Felipe Bastos/Arquivo pessoal)

Fotografia de longa exposição de raios e tempestade no Distrito Federal (Foto: Felipe Bastos/Arquivo pessoal) 

Sem soluções de curto prazo para a crise hídrica, o governo do Distrito Federal recorreu à espiritualidade para reforçar as chuvas e encher os reservatórios. No início de março, a Fundação Cacique Cobra Coral – entidade esotérica que teria o poder de controlar o clima – montou um “quartel-general” em Luziânia, no Entorno, para adiar a chegada da estiagem ao Planalto Central.

A informação foi confirmada ao G1 pelo porta-voz da fundação, Osmar Santos – uma das duas únicas pessoas a entrar em “contato direto” com o espírito do cacique. Segundo ele, a parceria não prevê investimento público, e deve ser publicada em Diário Oficial nos próximos dias. A Caesb e o Palácio do Buriti dizem não ter conhecimento do convênio.

Segundo o porta-voz, a operação será similar à que foi empregada em São Paulo e no Rio de Janeiro, em 2015, para conter a crise hídrica que secou os reservatórios daquela região.

Em fevereiro, o blog “Gente Boa”, do jornal “O Globo”, informou que o prefeito João Doria tinha fechado nova parceria com a fundação. “Quem nos indicou para o governo de Brasília foi o governador [do Rio], Luiz Fernando Pezão, que tocava essa operação por lá”, diz Santos.

Chuva no Eixo Monumental, no centro de Brasília, em imagem de arquivo (Foto: Nilson Carvalho/GDF/Divulgação)

Chuva no Eixo Monumental, no centro de Brasília, em imagem de arquivo (Foto: Nilson Carvalho/GDF/Divulgação) 

“Começamos há uns 20 dias. [A intervenção] Consiste em prolongar esse período chuvoso por mais uns dias, para tornar o outono e o inverno mais úmidos. Também queremos antecipar o período chuvoso já para setembro.”

Em anos “normais”, a temporada de chuvas no DF começa em meados de outubro, e se estende até o mês de março. Se o clamor ao cacique for atendido, as nuvens devem continuar sobre a capital federal por, pelo menos, mais dez dias.

“É um processo gradual, porque você não pode mexer com a natureza de qualquer jeito, causando efeito colateral. Mas vão ser as águas de abril, e não de março, que vão fechar o verão.”

No site da Fundação Cacique Cobra Coral, consta que o espírito que dá nome à entidade “já teria sido Galileu Galilei e Abraham Lincoln”. De acordo com o texto, a missão da fundação é “minimizar catástrofes que podem ocorrer em razão dos desequilíbrios provocados pelo homem na natureza”.

Além do socorro às crises hídricas, a fundação já foi acionada pelos governos estaduais, pela União e até por outros países para garantir o céu limpo em grandes eventos – Rock in Rio, festas de réveillon e Olimpíadas, por exemplo.

No site oficial da Fundação Cacique Cobra Coral, constam extratos de convênios firmados com as cidades de São Paulo e Rio, e com os estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. Segundo a entidade, o contrato a ser oficializado com o DF foi feito “nos mesmos moldes”.

Chuva encobre a Torre de TV, no centro de Brasília, em imagem de arquivo (Foto: Toninho Tavares/GDF/Divulgação)

Chuva encobre a Torre de TV, no centro de Brasília, em imagem de arquivo (Foto: Toninho Tavares/GDF/Divulgação) 

Logística

O porta-voz da fundação afirma que a base de operações foi montada em Luziânia, a 60 km do centro de Brasília, por uma questão de logística. Sem dinheiro público, as viagens dos líderes espirituais entre SP, GO, RJ e DF são custeadas por dez empresas privadas desses estados, segundo ele.

“Nós vamos pegar três estações. Chegamos no fim do verão, então devemos pegar o outono, o inverno, até o próximo verão. A fundação funciona como um airbag climático, ou seja, não evita os acidentes. É uma contenção de danos”, diz Santos.

Na última semana, a médium Adelaide Scritori esteve pessoalmente em Luziânia. Filha do fundador Ângelo Scritori – que dizia manter contato direto com o espírito de Padre Cícero –, é ela quem incorpora o Cacique Cobra Coral e faz os pedidos ao plano astral.

Além de porta-voz, Osmar Santos também auxilia no diálogo do espírito com o mundo real. “Ela é uma médium inconsciente, então, o cacique fala comigo através [do corpo] dela”, explica.

Reservatório de Santa Maria, no Distrito Federal, com capacidade cheia, no fim da temporada de chuvas de 2016 (Foto: Toninho Tavares/GDF/Divulgação)

Reservatório de Santa Maria, no Distrito Federal, com capacidade cheia, no fim da temporada de chuvas de 2016 (Foto: Toninho Tavares/GDF/Divulgação) 

G1 tentou contato direto com Adelaide nesta quinta, mas foi informado de que a médium estava “em trânsito” e não poderia atender ao pedido de entrevista. Questionado, Santos afirmou que o Cacique Cobra Coral não envia mensagens específicas, e nem dá conselhos aos governantes.

“Ele cobra que façam a lição de casa. Tipo: ‘não podemos ajudar os homens de maneira permanente, se fizermos por eles aquilo que eles podem e devem fazer por si próprios'”.

A “lição de casa” cobrada pelo espírito, de acordo com Santos, inclui a conclusão das obras de captação de água na Usina Hidrelétrica de Corumbá IV (entre o DF e Goiás) e no Lago Paranoá. O primeiro projeto está parado por suspeita de irregularidades, e o segundo recebeu aporte recente de R$ 55 milhões da União.

81 COMENTÁRIOS

Este conteúdo não recebe mais comentários.

 

Cleuber Rocha

HÁ UM DIA

Porque esse povo não vai la no nordeste tentar fazer alguma coisa,isso no minimo é curioso,mas deixa pra lá…

20

 

Bruno Nobrega

HÁ UM DIA

01/04/2017 kkkkkkkkkkkk

00

 

Cleuber Rocha

HÁ UM DIA

Se vier agua mesmo através deste espiritismo não vejo problema,mas que chega a ser engraçado o governo recorrer a esses tipos de coisa.

00

 

Jean Pereira

HÁ 3 DIAS

Que os índios e caboclos da natureza tragam as águas dos céus.

43

 

Jean Pereira

HÁ 3 DIAS

Que os índios e caboclos da natureza tragam as águas dos céus…

03

 

Rogerio Marques

HÁ 3 DIAS

Isso deve ser uma Piada…..

41

 

Geraldo Barros

HÁ 4 DIAS

Lamentável, quando um Governo desconhece o poderio de Deus, e vai consultar os demônios; é de extrema tristeza a situação!

6641

 

Jean Pereira

HÁ 3 DIAS

Demônio é vc…

85

 

Jean Pereira

HÁ 3 DIAS

E isso aí. Que os índios e caboclos que manejam os elementos da natureza tragam as águas dos céus…

42

 

Jhonnata Medeiros

HÁ 3 DIAS

UÉ. onde está o “estado laico” do poder público? a constituição foi instituída sobre a proteção de Deus correto concurseiros??

54

 

Sergio Santos

HÁ 4 DIAS

Não estou acreditando no que acabei de lê, o povão acreditar nessas bobagens, tudo bem, mas entidades governamentais recorrer a grupos espirituais para resolver problemas , é o fim do mundo, pessoas que acreditam no mundo espiritual só pode ser retardada!!

149

 

Andre Olavo

HÁ 3 DIAS

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

12

 

Carlos Silva

HÁ 3 DIAS

se o meu povo que se chama pelo meu nome se humilhar e orar,e me buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra. ll cronicas 7: 14 está ai a receita

4210

 

Hamitlon Júnior

HÁ 3 DIAS

mas não precisa de licitação ou contratação emerencial pra isso né?

24

 

Kelvin

HÁ 3 DIAS

Se macumba desse resultado o campeonato baiano terminava empatado

132

 

Marcio L.

HÁ 4 DIAS

sera que pra trazer chuva os caras vão fazer a dança da chuva kkkkkkkkkkkkkkkk

101

 

Bruno Novais

HÁ 3 DIAS

Lavagem de dinheiro

163

 

Kleiton Barros

HÁ 3 DIAS

É sério isso gente !! ??

171

 

Fernando Gimenez

HÁ 3 DIAS

Não

10

 

Jairo J.gonçalves

HÁ 3 DIAS

quanto isso vai custar…

42

 

Fernando Gimenez

HÁ 3 DIAS

Leia a notícia antes de comentar.

51

 

Warley

HÁ 3 DIAS

vamos enviar para o Piauí e vamos fazer chover la!!!!!!!

201

 

Lúcio Gilbert

HÁ 3 DIAS

E eu pensava que já tinha visto tudo! Que piada de mal gosto!!!!

192

 

Sharles Sa

HÁ 3 DIAS

Sou mais a macumba da minha vó

110

 

Gelson

HÁ 3 DIAS

Hoje é dia de Meter na secretaria na hora do almoço.. ..

193

 

Kleiton Barros

HÁ 3 DIAS

Bom msm é na hora do Expediente mesmo

102

 

Gelson

HÁ 3 DIAS

ahahhahaahahahhhaaha

30

 

Rubens Silva

HÁ 3 DIAS

Vergonha!!!

120

 

Valter Soares

HÁ 3 DIAS

Quem sabe de todas as coisas, quem controla nosso universo, é somente DEUS.

323

 

Carlos Silva

HÁ 3 DIAS

hahahahahahahahahahahahahahahahahahahah essa é boa eu vou rir de novo!!!!

122

 

Ton Mota

HÁ 3 DIAS

Parece que o GDF não bastava ser mentiroso e agora apela para crença para enrolar a população.

121

 

Romerio Soares

HÁ 3 DIAS

Depois que começar a seca, pode chamar indi, pai de santo, pastor,padre etc, pois a questão da água era previsível, não fez nada, agora é começar cavar poço igual n inicio do DF.

90

 

Gelson

HÁ 3 DIAS

Enquanto isso acabei de g o z a r dentro da minha vizinha que tem namorado

197

VER MAIS 2 COMENTÁRIOS

 

Gelson

HÁ 3 DIAS

Governo incopetente….

90

 

Gelson

HÁ 3 DIAS

hahahahahaaahhaahhah quando se pode inventar para desviar dinheiro ate danca da chuva tem…..

72

 

Kimmy

HÁ 3 DIAS

E rezar para São Pedro, ainda adianta?

21

 

Gelson

HÁ 3 DIAS

hahahahahaaahhaahhah quando se pode inventar para desviar dinheiro ate danca da chuva tem…..

21

 

Saulo Weslei

HÁ 3 DIAS

Se preparem para as consequências de seus atos.

41

 

Marcelo Oliveira

HÁ 4 DIAS

Era só o que faltava. Tem que arrumar um enxada para esses a toas capinarem. Brincar com as coisas de Deus. Chama Elias que ele faz chover e descer fogo do céu. É muita falta do que fazer mesmo. Vai procurar uma lavagem de roupa.

545

 

Flavia Souza

HÁ 4 DIAS

Chama quem?

98

 

Alan Souza

HÁ 4 DIAS

Chama aí então, vamos ver se Elias faz chover ao menos um fósforo aceso…

613

 

Augusto

HÁ 4 DIAS

KKKK GDF contrata fundação Cacique. Mas o EnRollemberg disse que quem vai fumar todas para chover no DF é ele. Pois isto ele tem experiência deste o tempo de UNB. Ele disse que se precisar fuma até para chover no Nordeste todo.

142

 

Marcus Bessa

HÁ 3 DIAS

Vão fumar o cachimbo da paz kkkkkk

30

 

Gelson

HÁ 3 DIAS

Hoje e dia de S E X O com a secretaria…

51

 

Gelson

HÁ 3 DIAS

IPVA 2017…..

00

 

Ton

HÁ 4 DIAS

Era melhor o GDF pedir ajuda ao espírito do riquínho pra ver se entra dinheiro nos cofres do governo, não aguentamos mais ele usar a desculpa da lei de responsabilidade fiscal. Cuidado Rollemberg, pro caboclo porrete não descer no seu lombo seu incompetente. Falta de uma surra bem dada nesse charlatões

132

 

Gelson

HÁ 3 DIAS

Nao so nele tem tb o povinho da CLDF E DA CAMARA DOS DEPUTADOS CONGRESSO E BURITI

20

 

Edson Rocha

HÁ 4 DIAS

se isso funcionasse vc acha que o nordeste estaria nessa seca?????

471

VER MAIS 1 COMENTÁRIO

 

Leonardo Bezerra

HÁ 4 DIAS

Demônio é tu seu incauto!

513

 

Guilherme Trindade

HÁ 3 DIAS

pois é

00

 

Gabriel Rodrigues

HÁ 4 DIAS

Bobo e estrada ruim não acaba nunca!

40

 

Andre Olavo

HÁ 4 DIAS

SÓ FALTAVA ESSA, QUE DESGRAÇAAA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

123

 

Andre Olavo

HÁ 4 DIAS

ENFIA A COBRA CORAL NO R@BB, OOO DA TUA MAE ROLLEMBERGFDAPUTTAAAA

323

 

Hamitlon Júnior

HÁ 4 DIAS

Partiu fazer dança da chuva!!! Paga quanto Governo?

232

 

Alan Souza

HÁ 4 DIAS

Não leu que é gratuito?

36

 

Roberto

HÁ 4 DIAS

o irônico que volto a chovendo aqui em Brasilia !!

43

 

Leonardo Bezerra

HÁ 4 DIAS

ahahahhah tá de sacanagem! Se fosse assim eu chamaria os pajés lá da amazônia pra fazer chover! Daria mais certo. Esse Governo de Brasília em vez de trabalhar fica inventando moda!

141

 

Sergio Santos

HÁ 4 DIAS

KKKKKKKKKK, só pode ser piada!!1

120

 

Romeu Reis

HÁ 4 DIAS

O Brasil não é um país sério….

410

 

Geraldo Barros

HÁ 4 DIAS

muito sério, exceto seus governantes que está gastando os bilhões dos cofres públicos, (dinheiro do povo) com consultores de demônios, ‘para que haja chuva’? ehehhe! Só faltava essa …

54

 

Paulo

HÁ 4 DIAS

É piada né?! A saúde do DF esta uma porcaria e esse incompetente vai gastar dinheiro com empresa para ficar dançando; o Brasil é um país de tolos mesmo! O Povo tem que pagar mesmo para aprender. Vai abrir licitação ou vai ser feita de forma emergencial para poder dar mais dinheiro para ser ensacado nos bolsos??

22

 

Dorgival Reis

HÁ 4 DIAS

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. E mais, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk…..

30

 

Nestor Ribeiro

HÁ 4 DIAS

Contrata também a Fundação Cacique Rala Bun da para “dança da chuva”

40

 

Joao Campos

HÁ 4 DIAS

Já já a PF DESENCADEIA A OPERAÇÃO COBRA CORAL OU COBRA NAJA OU SERA COBRA DE DUAS CABEÇAS OU SERA…… COBRA DO POVO QUE ELE PAGA .

120

 

Andre Olavo

HÁ 4 DIAS

AGORA É QUE VAI FALTAR ÁGUA MESMO

72

 

Hamitlon Júnior

HÁ 4 DIAS

Partiu fazer dança da chuva!!! Paga quanto Governo?

23

 

Hamitlon Júnior

HÁ 4 DIAS

Partiu fazer a dança da chuva!!! Governo ta pagando bem!

13

 

Kaio Santos

HÁ 4 DIAS

Somente, rir…nada mais!

402

 

Hamitlon Júnior

HÁ 4 DIAS

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

72

 

Hamitlon Júnior

HÁ 4 DIAS

Fechem o INMET!!! Não precisamos dele mais!!! Se eu fizer a dança da chuva o governo me paga???

102

 

Cleison Santos

HÁ 4 DIAS

É muita gente falando água, deve ser essa que vai encher as represas.

30

 

Hamitlon Júnior

HÁ 4 DIAS

Fechar o INMET então! Não está servindo pra nada mais!!! !…

20

 

Hamitlon Júnior

HÁ 4 DIAS

Fechem o INMET então! Não está servindo pra nada mais!!! !…..

20

 

Hamitlon Júnior

HÁ 4 DIAS

Fechem o INMET então! Não está servindo pra nada mais!!! Que piada meu!

10

 

Joao Campos

HÁ 4 DIAS

Vai ter licitação ou vai ser dispensado por ser situaçao emergencial. llllll

170

 

Joe

HÁ 4 DIAS

Fake news? HAHAHAHA

00

 

Nei Isau

HÁ 4 DIAS

Isso é uma safadeza! O que não fizeram com ações, querem resolver com espiritualismo!

90

 

Rodrigo Nascimento

HÁ 4 DIAS

Só pode ser piada!

120

Brasília contrata Cacique Cobra Coral para conter crise no desabastecimento de água (O Globo)

POR CLEO GUIMARÃES

30/03/2017 07:45

Congresso Nacional em Brasília

Congresso Nacional em Brasília | Reprodução

Brasília também se rendeu ao Cacique Cobra Coral. Com risco real de desabastecimento de água na cidade, e às vésperas de sediar o Fórum Mundial da Água em 2018, o governo do Distrito Federal decidiu fechar parceria com a fundação esotérica que teria o poder de controlar o tempo. A parceria foi sugerida pelo governador do Rio, Luiz Fernando Pezão.

Segue a história

O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, já encaminhou a minuta do contrato para a CAESB (Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal), que ficará responsável pelo convênio com a entidade.

 

8 COMENTÁRIOS (em 3 de abril de 2017, às 15h57)

 

J Figueiredo

HÁ 4 DIAS

QUE PIADA MAIS SEM GRAÇA.

Marco Passos

HÁ 4 DIAS

Esses cars não ficam com medo nem em tempo de lava jato. Tomara que não demore muito a ser preso.

Marco Passos

HÁ 4 DIAS

É muita falta de vergonha.

Vitor Cunha

HÁ 4 DIAS

Certamente a família Maia está levando comissão!

Cristiano Lima

HÁ 4 DIAS

vocês desejam que volte a ter água em qualquer lugar do Brasil, então PLANTE MUITAS ARVORES E A NATUREZA VAI AGRADECER!

Pablo Arceles

HÁ 4 DIAS

Eles teriam o poder de controlar o clima não o tempo, nossa eu que sou burro faria umas reportagens melhores do que alguns jornalistas do Globo.

José Soares

HÁ 4 DIAS

Religião cada um tem a sua… Há quem não tem nenhuma. Outros tantos são agnósticos ou ateus. Não é brinquedo não, prefeitos do Rio César Maia e Paes, e o governador Pezão assinarem contrato com a Fundação Cobra Coral para prestar assistência espiritual a fim de tentar reduzir os estragos causados por temporais; a ONG é comandada por Adelaide Scritori, que afirma ter o poder de controlar o tempo. Dória outsider inteligente foi na onda; o governante da vez é de Brasília. E assim a médium vai faturando, às custas de contribuintes… Vixe!

Roldão Filho

HÁ 4 DIAS

Só falta contratar o Dr. Janot Pacheco para jogar sal nas nuvens para que chova.

Rollemberg diz manter ‘contato informal’ com Fundação Cacique Cobra Coral (G1)

Governador do DF afirmou, em rede social, que relação não prevê contrato ou pagamento; entidade contesta. Fundação diz ter montado ‘QG’ no Entorno para estender temporada de chuvas.


 

Postagem do governador Rodrigo Rollemberg em rede social, com referência à Fundação Cacique Cobra Coral (Foto: Facebook/Reprodução)

Postagem do governador Rodrigo Rollemberg em rede social, com referência à Fundação Cacique Cobra Coral (Foto: Facebook/Reprodução) 

O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, afirmou nas redes sociais que tem “mantido contatos informais” com a Fundação Cacique Cobra Coral – entidade esotérica que teria o poder de controlar o clima –, em busca de soluções para a crise hídrica que atinge a capital. Segundo Rollemberg, as conversas não incluem contrato ou pagamento, mas “toda ajuda é bem-vinda”.

A publicação foi ao ar nesta sexta-feira (31). Na quinta (30), reportagem do G1 mostrou que a fundação tinha montado um “quartel-general” em Luziânia, no Entorno, para adiar a chegada da estiagem ao Planalto Central. A informação foi confirmada pelo porta-voz da entidade, Osmar Santos, mas, naquele momento, a Caesb e o Palácio do Buriti informavam “desconhecer” o convênio.

Na postagem, Rollemberg diz que, “como católico”, tem “rezado muito para que chova bastante no DF”. As atividades da Fundação Cacique Cobra Coral estão relacionadas a contatos com o plano astral e com o espírito do cacique que nomeia a entidade – e que já passou pela terra como Abraham Lincoln e Galileu Galilei, segundo o grupo.

Questionado pelo G1, Santos disse que a fundação se define como “entidade esotérica científica, ou espiritualista”. Segundo ele, toda operação tem apoio técnico de dois cientistas voluntários – um da Universidade de São Paulo (USP), e um do Centro de Previsões e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTEC/Inpe).

Ao contrário do que afirma o governo, a Fundação Cacique Cobra Coral diz que um contrato será fechado, e terá de ser publicado em Diário Oficial. O acordo não prevê repasse de dinheiro público – as atividades são custeadas por empresários e mantenedores, afirma a entidade.

Fotografia de longa exposição de raios e tempestade no Distrito Federal (Foto: Felipe Bastos/Arquivo pessoal)

Fotografia de longa exposição de raios e tempestade no Distrito Federal (Foto: Felipe Bastos/Arquivo pessoal) 

Fé contra a crise

Segundo o porta-voz, a operação será similar à que foi empregada em São Paulo e no Rio de Janeiro, em 2015, para conter a crise hídrica que secou os reservatórios daquela região.

Em fevereiro, o blog “Gente Boa”, do jornal “O Globo”, informou que o prefeito João Doria tinha fechado nova parceria com a fundação. “Quem nos indicou para o governo de Brasília foi o governador [do Rio], Luiz Fernando Pezão, que tocava essa operação por lá”, diz Santos.

“Começamos há uns 20 dias. [A intervenção] Consiste em prolongar esse período chuvoso por mais uns dias, para tornar o outono e o inverno mais úmidos. Também queremos antecipar o período chuvoso já para setembro.”

Em anos “normais”, a temporada de chuvas no DF começa em meados de outubro, e se estende até o mês de março. Se o clamor ao cacique for atendido, as nuvens devem continuar sobre a capital federal por, pelo menos, mais dez dias.

“É um processo gradual, porque você não pode mexer com a natureza de qualquer jeito, causando efeito colateral. Mas vão ser as águas de abril, e não de março, que vão fechar o verão.”

Além do socorro às crises hídricas, a fundação já foi acionada pelos governos estaduais, pela União e até por outros países para garantir o céu limpo em grandes eventos – Rock in Rio, festas de réveillon e Olimpíadas, por exemplo.

37 COMENTÁRIOS (3 de abril de 2017, 13h57)

  • Lazaro Castro

    HÁ UM DIA

    honrar compromisso que é bom nada né governador lamentável

    130

    • Saulo Weslei

      HÁ 5 HORAS

      Quando um governo é extremamente incompetente recorre a estas coisas.

      40
    • José Rodrigues

      HÁ 2 HORAS

      kkkkkkkk……….é cada piada esse governo imprestável!!!!!

      20
  • Jose

    HÁ 15 HORAS

    Ma che bello administrador ! kkkk

    10
  • Bruno Silva
    HÁ 16 HORAS

    Por que nunca resolveram o problema do sertão nordestino? Precisava transpor o velho Chico com uma “solução” prática dessa?

    30
  • George Rocha

    HÁ 19 HORAS

    Só pode estar desdenhando!

    50

  • Ivam Silva

    HÁ 24 HORAS

    Me recuso a acreditar nessas asneiras. So mesmo nesse Brasilzinho.

    110

  • Laechelndfuchs

    HÁ UM DIA

    Os surdos correm grande risco de serem picados pela cobra coral…

    100

  • Carlos Leonel

    HÁ UM DIA

    kkkkkkkkk

    101
  • Cleanto Sena

    HÁ UM DIA

    ouvi dizer que a tal entidade vai também atuar na saúde ,segurança ,transporte, e economia do DF pois os últimos governantes não deram conta

    152

  • Marcio L.

    HÁ UM DIA

    sera que pra trazer chuva os caras vão fazer a dança da chuva kkkkkkkkkkkkkkkk

    171

  • Renato Abreu
    HÁ 2 DIAS

    Caique coral é uma entidade da bruxaria. Governador, não amaldiçoe ainda mais nossa terra. Vc não faz idéia do mal que vc está se fazendo e a toda população do DF. Vai procurar Deus, vai orar, pede a Jesus Cristo, pq ele sim é quem faz chover para pecadores e justos.

    7441

    • Galega

      HÁ UM DIA

      rindo até 2050 kkkkkkkkkkkkkkk

      263
    • Cesar Schmitt

      HÁ UM DIA

      Te informa direito, antes de dizer besteira,

      312
  • Ricardo Cardoso

    HÁ UM DIA

    Aqui a mallandragem não tem por onde.

    120
  • Milton Oliveira

    HÁ UM DIA

    Governador do DF Rodrigo Rollemberg … é um exemplo do baixo nível dos gestores do nosso dinheiro no Brasil …Energia esotérica contra a crise hídrica ??? Só para um incompetente sair com essa … Vamos varrer essa gente da vida pública

    314

  • Francisco Rocha

    HÁ 2 DIAS

    Parece piada do Sensacionalista.

    432

    • Leandro

      HÁ UM DIA

      pois é, por um momento até achei que tava no portal errado.

      121
  • Andre Ramos

    HÁ UM DIA

    Saravá!!

    74
  • Vicente

    HÁ UM DIA

    Agora, o Brasil inaugurará a CORRUPÇÃO espiritual !!

    173

  • Veterano

    HÁ UM DIA

    A primeira vez que ouvi sobre essa Fundação, faz anos… Foi notícias vindas do RJ, onde o Governo pagava para essa Fundação ajudar a NÃO chover no Réveillon. Demorei um bom tempo para acreditar no que lia, achei que tinha enlouquecido de vez.

    201

    • Veterano

      HÁ UM DIA

      A tal Fundação “trabalhou” no Rock in Rio?! De qual ano??? Em 2011 choveu tanto que pro Guns and Roses tocar tiveram antes que retirar muita água do palco com rodo.

      111
  • Andre Campos

    HÁ 2 DIAS

    Eu sinceramente estou a defecar e a andar para o fato do Rollemberg (e a globo) ter fé em qualquer coisa ou achar isso bonito. Eu quero é que ele cumpra as promessas de governo, que até agora não chegaram em nem 20% do prometido.

    215

    • Loucs Silva

      HÁ UM DIA

      Cara, não tem 5 meses de cargo…

      310
  • Michele Junior

    HÁ 2 DIAS

    No centro espirita, preciso de chuva no distrito federal, atençao caral musical do centro vamos la voce deve esta pensando, ela foi embora, mais ja deve esta voltando, nao demora, ou ela foi pra muito longe, felicidade, felicidade? erramos que maldade, onde esta que nao responde, pois minha ALMA geme por voce, geme geme u por voce geme geme ha, ha ha ha a chuva nao vai chegar

    15

  • Daniel Dutra
    HÁ 2 DIAS

    O que é “contato informal”?

    131

  • José Oliveira

    HÁ 2 DIAS

    É SÓ O QUE FALTAVA, ÍNDIO QUER DINHEIRO E O IDIOTA ACREDITA?

    211
  • Hamitlon Júnior

    HÁ 2 DIAS

    Me paga que eu faço a dança da chuva todo dia ao meio dia!

    300

    • Jane Lucas

      HÁ 2 DIAS

      kkkkkkkk

      80
  • Francisco Silva
    HÁ 2 DIAS

    Manda esta organização pro nordeste,se resolver o problema recebe, se não resolver ela paga o prejuiso.

    305

    • Jane Lucas

      HÁ 2 DIAS

      boa

      81
  • Edson Mendes

    HÁ 2 DIAS

    E muito obscurantismo em pleno século XXl

    282

  • Pedro Passos

    HÁ 2 DIAS

    Só o que faltava! Fala sério?

    281

Hoje no Rock: Rock in Rio, 25 anos (Caio Mattos Experience)

Segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Hoje a primeira (e vamos combinar, a única) edição do Rock In Rio, completa 25 anos. Lembro bem da excitação da época e dos boatos, incluindo uma profecia de Nostradamus. O G1 preparou esta lista com 10 curiosidades bem legais. Taí pra voces!

No dia 11 de janeiro de 1985, os portões da Cidade do Rock se abriram para fazer história, inaugurando a era dos megafestivais de música pop no Brasil.

Há 25 anos, por dez dias, o Rock in Rio reuniu 29 artistas e 1,38 milhão de pessoas vibrando com o metal do Iron Maiden, se emocionando com James Taylor e quase nadando na lama nos dias mais chuvosos. As contas gastronômicas ajudam a dar a dimensão do evento – foram consumidos 1,2 milhão de sanduícules, 33 mil pizzas e 1,6 litros de cerveja, chope e refrigerante.

Além dos dados, nem todo mundo conhece outras histórias por trás do Rock in Rio, e o G1 selecionou alguns dos momentos mais curiosos do livro “Metendo o pé na lama”, escrito pelo diretor de arte Cid Castro, funcionário de Roberto Medina e criador da logomarca do festival. Confira abaixo dez curiosidades sobre o Rock in Rio I:

1 – Nostradamus x Bola – Circulavam boatos na época de que uma profecia de Nostradamus diria que um festival na América do Sul acabaria em tragédia. Para combater os rumores, a organização contratou um astrólogo, chamado Bola, para fazer o mapa astral do Rock in Rio. Ele disse que seria um festival tranquilo e acertou em cheio os resultados, até nos pontos baixos (falta de lucro e mau tempo).

2 – Era uma vez um pântano – A Cidade do Rock, arrendada em um campo ao lado do Autódromo de Jacarepaguá, levou três meses só para ter a base pronta. Em novembro de 1984, o pântano de 85 mil metros quadrados havia se transformado em uma área urbanizada com ruas, saneamento, área de lazer e heliporto. Foram necessários 55 mil caminhões de terra para adubar o aterro.

3 – Apostando tudo – Os potenciais patrocinadores do festival avisaram que só entrariam com o dinheiro depois que 50% das atrações internacionais estivessem confirmadas. Sem dinheiro para começar os trabalhos, Roberto Medina teve que dar o prédio de sete andares da agência Artplan como garantia para um empréstimo bancário.

4 – ‘Paitrocínio’ – O festival quase não aconteceu por falta de atrações. Apesar da experiência da Artplan, que já realizara shows de artistas como Barry White, Julio Iglesias e a apresentação lotada de Frank Sinatra no Maracanã com 160 ml pessoas, Roberto Medina passou 40 dias em Nova York correndo atrás de artistas, sem sucesso. Só depois da intervenção de seu pai Abraham Medina, preocupado com o sucesso da operação, é que as coisas começaram a andar – ele publicou matérias pagas em jornais estrangeiros e organizou um cocktail em Los Angeles, e então os contratos começaram a ser fechados.

5 – Jeitinho brasileiro – Para dar agilidade na troca de artistas do festival, que tinha apenas um palco, o cenógrafo Mário Monteiro criou uma estrutura móvel com três “palcos” distintos, correndo sobre trilhos – enquanto uma banda tocava, o equipamento da outra era preparado no tablado lateral.

6 – Saúde é o que interessa – Sem bebidas alcoólicas no camarim, os metaleiros do Whitesnake tinham direito a personal trianer e aquecimento com ginástica antes do show, correndo pela área de camarins. Completavam o time um nutricionista e um massagista.

7 – New wave – A baixista Tina Weymouth e o baterista Chris Frantz, casal que na época integrava o Talking Heads, tocaram como convidados especiais dos colegas da new wave norte-americana B-52s.

8 – Fazendo média – Matthias Jabs, guitarrista do Scorpions, tocou com uma guitarra com o corpo com o formato da América do Sul, inspirado no logo do festival. Para não fazer feio em cima do palco, a banda ainda contava com um coreógrafo, e cada pulo e giro de microfone era ensaiado.

9 – Sinos do inferno – O sino que o AC/DC tocava no início de “Hell’s bells” pesava 1.500 quilos, e teve que ser trazido de navio. Mas, na hora de subir no palco, não deu: a estrutura não aguentaria o peso. A solução foi uma réplica de gesso do sino, e a badalada foi disparada eletronicamente.

10 – Proibido comer morcegos – Com medo de que Ozzy Osbourne cometesse alguma loucura como comer morcegos no palco, a organização o proibiu contratualmente de abocanhar qualquer animal vivo durante o show. Para garantir que a cláusula fosse cumprida, membros da sociedade protetora dos animais fiscalizaram o show.

Postado por Caio Mattos às 02:54 Marcadores: Hoje no Rock, rock in rio

 

2 comentários:

(…)

Danfern disse…

Po, essa história da pajelança do Bola eu não sabia!
E eu achando que Fundação Cacique Cobra Coral era ‘privilégio’ dos nossos tempos…rs

Governo de Brasília fecha parceria com fundação esotérica que “promete chuva” (O Globo)

Representante da Cacique Cobra Coral diz que ainda dá tempo

NONATO VIEGAS

17/03/2017 – 17h16 – Atualizado 17/03/2017 17h49

Fundação Cacique Cobra Coral (Foto: reprodução)

Fundação Cacique Cobra Coral (Foto: Reprodução)

Com risco real de desabastecimento de água em Brasília, o governo do Distrito Federal decidiu, finalmente, fechar parceria com a fundação esotérica que “promete chuva”, a Cacique Cobra Coral. A parceria fora sugerida pelo governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), mas o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), resistia. O acordo, sem ônus para o governo do Distrito Federal, será publicado nos próximos dias no Diário Oficial. Apesar da demora, o representante da entidade, Osmar Santos, diz que ainda dá tempo de ajudar os brasilienses.


Entidade esotérica critica governo do DF por atraso em obra que garantiria mais água

A Fundação Cobra Coral está preocupada porque a capital federal abrigará o Fórum Mundial da Água no ano que vem

NONATO VIEGAS

09/03/2017 – 11h14 – Atualizado 09/03/2017 11h26

Do jeito que está, diz Santos, corre o risco de Brasília passar vergonha no ano que vem, quando a cidade sediará o Fórum Mundial da Água, evento mais importante sobre o tema no cenário internacional.


Governador de Brasília abriu mão de entidade esotérica para pedir chuva

A Fundação Cacique Cobra Coral foi consultada e esquecida depois

MURILO RAMOS

05/03/2017 – 15h00 – Atualizado 06/03/2017 08h57

Ilustração indio (Foto:  Reprodução)

No fim de 2016, preocupado com o baixo nível dos reservatórios de água em Brasília, o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, buscou ajuda da Fundação Cacique Cobra Coral, entidade esotérica, para pedir chuva. Desde dezembro, no entanto, Rollemberg deixou a Cobral Coral de lado, e a questão hídrica em Brasília piorou. Mais de 20 regiões do Distrito Federal enfrentam racionamento de água. Apesar do abandono, o assessor da Cobra Coral, Osmar Santos, diz que ainda dá tempo de resolver o problema.

Entidade esotérica que controla o tempo faz parceria com Doria (Região Noroeste)

BIZARRO

08/02/2017 – as 17:00:00

Pouca gente sabe no Brasil, mas no Rio de Janeiro o povo se acostumou a ver um espírito tendo contrato com a prefeitura para controlar o tempo e evitar enchentes e outras tragédias. O contrato com a Fundação Cacique Cobra Coral começou com o prefeito César Maia em 2001 e durou até a última gestão, de Eduardo Paes.

O novo prefeito, bispo evangélico Marcelo Crivella, não renovou o contrato. Mas o que será de Cobra Coral, o espírito que encarna na médium Adelaide Scritori e já teria encarnado antes no cientista Galileu Galilei e no ex-presidente dos Estados Unidos, Abraham Lincoln?

Segundo o jornal O Globo, o espírito de Cobra Coral, por meio de seu porta-voz Osmar Santos, firmou parceria com o prefeito de São Paulo, João Doria Júnior, para diminuir os impactos das chuvas na maior cidade do país.

“São Paulo vai exigir mais esforço e empenho pessoal do cacique. É muito mais difícil atuar para dispersar as chuvas por ser uma cidade mais plana. No Rio, o relevo ajuda, pois tem como desviar as nuvens para regiões montanhosas ou o mar”, disse Santos ao jornal.

João Doria apela para o ‘sobrenatural’ em São Paulo (Encontro)

O prefeito anunciou um contrato com a fundação Cacique Cobra Coral, que, supostamente, consegue controlar o tempo

por Marcelo Fraga  08/02/2017 08:14

Instagram/jdoriajr/Reprodução

O prefeito de São Paulo, João Dória Júnior, já causou polêmica com seu projeto Cidade Linda e, agora, acaba de fechar uma parceria com uma entidade “sobrenatural” que diz controlar o tempo (foto: Instagram/jdoriajr/Reprodução)

Recém-empossado prefeito de São Paulo, o empresário João Doria Júnior começou sua trajetória à frente da capital paulista com medidas polêmicas. Logo nos primeiros dias no poder, ele já se vestiu de Gari, simulou ser cadeirante e mandou apagar grafites em pontos famosos de SP. Agora, a mais nova ação de Doria também promete causar controvérsia.

De acordo com a jornalista Cleo Guimarães, responsável pela coluna Gente Boa, do jornal O Globo, o prefeito fechou uma parceria com a fundação Cacique Cobra Coral (FCCC), conhecida por, supostamente, conseguir “intervir” no tempo de forma mediúnica – teria “poderes sobrenaturais”.

De acordo com Cleo Guimarães, a FCCC estaria de mudança para a China, mas, a entidade decidiu permanecer no Brasil porque pretende dar “atenção especial a São Paulo”. Ainda segundo a jornalista, a fundação negociou com os chineses um trabalho à distância. Não se sabe qual função terá a Cacique Cobra Coral no país mais populoso do mundo.

Em seu site oficial, a FCCC afirma que sua missão é “minimizar catástrofes que podem ocorrer em razão dos desequilíbrios provocados pelo homem na natureza”. Isso, segundo a entidade, é feito por meio de sua presidente, Adelaide Scritori, filha do fundador, Ângelo Scritori. Ela, supostamente, incorpora o espírito do Cacique Cobra Coral e, assim, consegue intervir no clima.

Um dos casos famosos de atuação da fundação se deu em 2009, quando a médium Adelaide Scritori foi convocada pela prefeitura do Rio de Janeiro para usar seus supostos poderes para evitar a tempestade que prevista para a tradicional festa de Réveillon em Copacabana.

Ouvir o cacique (O Globo)

POR JORGE BASTOS MORENO

12/03/2010 10:14

LUIZ GARCIA

É muito simples entender o que é a Fundação Cacique Cobra Coral. Trata-se de organização que se declara beneficente — e não há qualquer prova em contrário — que se atribuiu a missão de “minimizar catástrofes” avisando as autoridades com antecedência. Claro, entender é uma coisa, acreditar é outra. Mas também não falta quem acredite, e, parece, com boas razões.

A fundação foi criada por um certo Angelo Scritori, que morreu em 2002, com alegados 104 anos. Ele recebia os avisos da iminência de desastres naturais do Padre Cícero. Pouco antes de morrer, avisou à praça que seria sucedido pela filha, Adelaide, cujo contato com o outro lado passaria a ser o Cacique Cobra Coral.

Este se comunica com ela falando com sotaque de caboclo brasileiro, embora seja um índio americano Ao avisar sobre a substituição, Padre Cícero informou que o cacique também teria sido, em outras encarnações (se essa é a palavra certa, tratando-se de um espírito), Abraham Lincoln e Galileu Galilei. O leitor não deve ver esse dado com estranheza — até mesmo porque, se é cidadão de pouca fé, francamente, não tem qualquer razão para continuar lendo este artigo.

Mas parece que gente de muita fé não falta. O governo de São Paulo, por exemplo, tem contrato — sem valor financeiro — com a fundação desde 2005. Recebe aviso sobre catástrofes naturais a caminho, com tempo de tomar providências. Se as toma, não se sabe, mas isso não é problema para d. Adelaide.

Ela é bem-sucedida corretora de imóveis, moradora na região próspera dos Jardins de São Paulo. Há algum tempo, definiu com clareza o seu próprio papel como anunciadora de catástrofes: “Funcionamos como uma espécie de air bag. Reduzimos os danos, mas as autoridades têm de fazer a parte delas. O cacique não pode servir de muleta para os homens.”

Talvez como prova disso, a fundação já teve convênio com a Prefeitura de São Paulo, mas o rompeu na gestão do prefeito Gilberto Kassab, porque ele acabara com uma verba destinada a combater causas de desastres climáticos.

Seja como for, o prestígio da Cobra Coral vai além de São Paulo. Em novembro de 2008, a Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado aprovou um convite a Adelaide para ir até lá discutir o apagão em 18 estados. Não sei se chegou a ir, não me lembro de notícia disso, mas o convite existiu.

Aqui no Rio, a fundação está discutindo com a Prefeitura a renovação de um convênio — que não envolve qualquer pagamento — pelo qual a fundação profetiza tempestades e assim ajuda a diminuir os seus efeitos. Sendo de graça, por que não ouvir o cacique?

Texto publicado no Globo de hoje.