Arquivo da tag: USP

Interdisciplinaridade em Mudanças Climáticas: pesquisas atuais e em desenvolvimento (IAG/USP)

O evento será realizado na FEA/USP nos dias 9 e 10 de março

O INterdisciplinary CLimate INvestigation cEnter / Núcleo de Apoio à Pesquisa em Mudanças Climáticas (INCLINE / NapMC), a Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) e o Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da Universidade de São Paulo convidam para o evento “Interdisciplinaridade em Mudanças Climáticas: pesquisas atuais e em desenvolvimento”.

O evento acontece nos dias 9 e 10 de março, no Auditório FEA-5. O objetivo é apresentar e discutir o estado da arte das pesquisas científicas sobre Mudanças Climáticas realizadas no âmbito do INCLINE.

As inscrições são gratuitas e abertas para toda a comunidade USP e interessados de instituições externas, e podem ser feitas online: http://goo.gl/forms/VNQ2rRRW9I

Apresentações pôster

Alunos de graduação e pós-graduação podem se inscrever para apresentar um pôster de seu trabalho, na temática de Mudanças Climáticas.

Apresentações orais

Pós-doutorandos vinculados ao INCLINE podem se inscrever para uma apresentação oral durante o evento.

Prazos de inscrição

Data limite para se inscrever como ouvinte: 04/03/2015

Data limite para se inscrever para apresentar pôster: 01/03/2015

Data limite para se inscrever para apresentação oral: 26/02/2015

Local do evento: Auditório do bloco FEA-5, na FEA/USP (Av. Prof. Luciano Gualberto, 908)

O INCLINE tem por objetivo integrar e potencializar colaborações essenciais ao tema das Mudanças Climáticas, com o envolvimento de professores, pesquisadores, colaboradores externos e estudantes de graduação/pós-graduação, organizados através de 16 subprojetos integrados na temática de mudanças globais. No âmbito do INCLINE, a Universidade de São Paulo (USP) assume um papel de liderança na investigação científica sobre mudanças climáticas.

(Comunicação – IAG/USP)

Professor da USP defende golpe de 64, e alunos invadem a aula (O Globo)

JC e-mail 4925, de 02 de abril de 2014

Coletivo Canto Geral protestou contra discurso do docente Eduardo Gualazzi em homenagem à ‘revolução’. Professor de Direito Administrativo diz que universitários pediram aula sobre a ditadura

No dia em que o golpe militar de 64 completou 50 anos, nesta segunda-feira, o professor Eduardo Lobo Botelho Gualazzi, de Direito Administrativo da USP, resolveu homenagear o que ele denominou de “revolução”. Após iniciar a leitura de um discurso em que afirmou que apoiou “humildemente, em silêncio firme, a revolução de 31 de março de 1964” , um grupo de alunos começou a fazer barulho do lado de fora da sala, simulando cenas de tortura comuns na época da ditadura. Veja, acima, o vídeo postado no YouTube.

Em seguida, os estudantes entraram em sala encapuzados cantando “Opinião”, um hino contra o regime militar, de Zé Ketti. O professor retirou o capuz de uma universitária e tentou segurar outro aluno. Preso e torturado na ditadura, o ex-militante Antonio Carlos Fon, que havia sido convidado para o protesto, dirigiu-se a Gualazzi dizendo que não concordavam com o que ele dizia, “mas ninguém trouxe máquina de choque nem vai botar pau de arara”. Na sequência, o professor saiu de sala, enquanto o ato do Coletivo Canto Geral continuou.

Segundo a aluna Camila Sátolo, uma das organizadoras do ato, o professor, já há alguns anos, faz referências e apologias ao que ele chama de “revolução de 64”. De acordo com a estudante, que faz parte do Canto Geral, Gualazzi já havia programado uma aula especial para a data, e há algumas semanas começara a espalhar isso para sua turma, dizendo que iria falar sobre suas memórias da “revolução”.

– Muitos estudantes incomodados procuraram se articular para questionar a aula planejada pelo professor no mesmo dia em que o país tenta re-significar sua memória, relembrando a resistência ao regime militar e lutando por verdade e justiça. Minutos antes da aula ficamos sabendo que o professor havia preparado um documento oficial no qual confirmou seu apoio dentre outras barbaridades. O professor, entretanto, nem se dispôs a escutar a fala do Fon e se retirou da sala – contou Camila, aluna do 5º período de Direito.

Professor diz achar estranho repercussão sobre ‘assunto banal’
Professor de direito administrativo há 40 anos, Eduardo Gualazzi disse ao GLOBO “achar estranho dar tanta repercussão a um assunto tão banal”.

– Foi uma aula comum, a respeito de fatos que presenciei quando eu tinha 17 anos de idade. São recordações vagas, de um passado remoto. Qualquer ser humano nascido no Brasil tem recordações daquela época. Não sei por que ficam dando à minha aula uma importância que ela não tem – disse Gualazzi, para quem a qualquer momento se encontrará no pátio da universidade “uma série de alunos manifestando-se contra ou a favor de qualquer coisa”.

– Eles estão exercendo o direito de manifestação, são jovens, estão começando a vida. Estão começando a desenvolver capacidades de argumentação lógica, jurídica, administrativa. Isso tudo é absolutamente normal – completou.

Perguntado sobre a relação entre o texto lido em sala e a disciplina ministrada na universidade, o professor alegou ter atendido a um pedido dos próprios alunos:

– Preparei um texto histórico. Os alunos me pediram uma aula a respeito disso, porque sabem que tenho idade. São jovenzinhos, curiosos, querem saber o que aconteceu naquela época. Como sabem que tenho 67 anos, me pediram. Alguns até elogiaram e consideram uma ofensa o que outros fizeram contra mim.

A Faculdade de Direito da USP informou no fim da tarde desta terça-feira que ainda não decidiu se vai se pronunciar sobre o assunto.

(Lauro Neto E Thiago Herdy / O Globo)
http://oglobo.globo.com/educacao/professor-da-usp-defende-golpe-de-64-alunos-invadem-aula-12057932#ixzz2xjUT2de4