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Cobra Coral: Rock in Rio dispensa médium e tem previsão de chuva em shows (Splash)

uol.com.br

Fernanda Talarico De Splash, em São Paulo 29/08/2022 04h00


O Rock in Rio está chegando! Depois de três anos, o evento de música voltará a acontecer no Parque Olímpico, Rio de Janeiro. Ao todo, serão sete dias de shows: 2, 3, 4, 8, 9, 10 e 11 de setembro. As apresentações acontecem em diferentes palcos, todos a céu aberto, o que gera uma grande preocupação: será que vai chover?

O Rock in Rio 2022 será a segunda edição seguida do evento que não contará com a parceria da produção com a Fundação Cacique Cobra Coral (FCCC), entidade esotérica que diz controlar o clima.

Ana Avila, meteorologista da Cepagri/Unicamp, afirma a Splash, assim como em 2019, quem for ao evento pode precisar separar o dinheiro da capa de chuva.

Ana explicou que os primeiros três dias de festival devem ter um clima mais seco. “O tempo é bom, ensolarado.” No entanto, a partir do dia 8, pode ser que o público enfrente momentos não tão agradáveis.

“Há a possibilidade de pancadas de chuvas. De fazer sol, mas com pancadas de chuvas. Não tem como cravar se será de dia ou de noite, mas elas podem acontecer.”

“De forma geral, não há nada que possa impedir a atividade ou qualquer evento. O que pode acontecer são pancadas de chuvas. Quanto mais próximos chegarmos dos dias do Rock in Rio, podemos saber melhor as intensidades.”

Se a previsão da especialista se concretizar, os shows de Iron Maiden, Post Malone, Jason Derulo, Dream Theater, Demi Lovato, Justin Bieber e outros que tocam nos primeiros dias de festival, acontecerão em uma noite sem chuva. Porém, os fãs de Guns N’ Roses, Green Day, Billy Idol, Coldplay, Dua Lipa e mais podem acabar se molhando durante as apresentações.

Quanto às temperaturas, Avila explica que nos primeiros dias elas podem variar entre 18ºC e 27ºC e, depois, a partir do dia 8 de setembro, em decorrência de nebulosidade e pancadas de chuvas, elas tendem a diminuir um pouco. “Ou seja, vai continuar calor, não vai haver uma amplitude muito grande. De noite, as mínimas serão de 19ºC e máxima de 22ºC.”

Sem parceria com Fundação Cacique Cobra Coral

Comandada pela médium Adelaide Scritori, que diz incorporar o espírito do Cacique Cobra Coral, entidade capaz de controlar o tempo, a fundação foi uma parceira histórica do Rock in Rio, além de ter mantido diversas colaborações com a prefeitura do Rio de Janeiro desde 2015 para, por exemplo, evitar fortes chuvas nas viradas de ano em Copacabana.

Procurada por Splash, a assessoria do Rock in Rio confirmou que não há mais a parceria com a FCCC. Ela foi questionada sobre o motivo do rompimento, mas até a publicação desta reportagem, não respondeu. A Fundação Cacique Cobra Coral também foi procurada, mas não respondeu nenhuma tentativa de contato.

Segundo reportagem do jornal Extra, Roberto Medina, o empresário responsável pelo evento, se desentendeu com a fundação depois que um grande temporal aconteceu em um dos dias do Rock in Rio de 2015.

À época, um representante da FCCC explicou que a médium se atrasou 30 minutos para chegar ao local do evento pois houve uma confusão com o adesivo do estacionamento. Quando finalmente conseguiram entrar, a chuva já tinha começado.

Em 2019, já sem a parceria, o festival foi novamente castigado pelo mau tempo e houve dias em que atrações como montanha-russa e roda gigante nem mesmo chegaram a abrir.

Opinião – Gregorio Duvivier: O Cacique Cobra Coral foi a primeira nomeação técnica do governo Jair Bolsonaro (Folha de S.Paulo)

www1.folha.uol.com.br

Além disso, conseguiu a proeza de ser a primeira liderança indígena a dialogar com o presidente

2.nov.2021 às 17h00

Quem vê de fora não acredita. Quem vê de dentro também não. Mas a Prefeitura do Rio contrata, todo ano, a Fundação Cacique Cobra Coral pra impedir que chova no Réveillon. Sim, existe uma parcela da disputada verba pública carioca que se destina a um espírito —ou melhor, a uma médium, já que o espírito não possui um CPF, por não se tratar de pessoa física. Não sei dizer se a médium reparte a verba com o espírito. Espero que faça um Pix. Seria injusto que ficasse com a totalidade do cachê, em se tratando de um trabalho de grupo.

Adelaide Scritori, médium paranaense, diz receber o espírito desse cacique americano que também já encarnou em Galileu Galilei e Abraham Lincoln. Depois de descobrir que a Terra se move em torno do Sol e acabar com a escravidão nos Estados Unidos, o cacique hoje trabalha garantindo a realização de grandes eventos no Rio de Janeiro através do afastamento de cumulonimbus.

Ou melhor: trabalhava. Desde que o Brasil se viu às voltas com uma crise hídrica que pode gerar um apagão, o governo Bolsonaro teve a brilhante ideia de levar o trabalho do cacique à esfera federal. Fontes revelaram que agora ele estaria trabalhando a favor da chuva e não o contrário.

Talvez tenha sido o primeiro gesto acertado da gestão Bolsonaro. De todas as suas nomeações, o cacique é a única que tem um trabalho pregresso digno de nota e goza de prestígio perante a sociedade. O cacique, arrisco dizer, foi a primeira nomeação técnica do governo Bolsonaro. Além disso, conseguiu a proeza de ser a primeira liderança indígena a dialogar com o presidente. Talvez por não ser indígena. Nem liderança.

Vale lembrar que Bolsonaro tem experiência na contratação de funcionários fantasmas. Não será a primeira vez que ele destina verba pública a seres cujo corpo físico nunca adentrou seu gabinete.

A diferença é que este fantasma, ao contrário dos cunhados do presidente, trabalha. E entrega resultado. Faz um mês que não para de chover. Não sei se sua ingerência bastará pra contornar a crise hídrica.

Céticos afirmam que não dá pra contar só com o cacique. Também seria precisa ter um plano energético de longo prazo, reverter o desmatamento e começar desde já a reflorestar.

Ajudaria se o presidente acreditasse que a Terra é redonda. Mas até pra isso não há ninguém melhor do que o cacique, já que foi ele mesmo que descobriu, em 1610, que a Terra girava em torno do Sol.

No Greg News, Duvivier explica a “positividade tóxica” (Diário do Centro do Mundo)

diariodocentrodomundo.com.br

Publicado por Caique Lima – 23 de outubro de 2021


Gregorio Duvivier explica a “positividade tóxica” do atual governo e de personalidades famosas nas redes sociais. Ele cita TikTokers, a Fundação Cacique Cobra Coral e “aquilo que faz com que o governo acredite que ele vai contornar a crise hídrica apenas com a força do pensamento”.

“É aquela positividade que consiste em simplesmente ignorar as coisas negativas, controlar qualquer pensamento pessimista e fingir que a vida não tem problema”, explica. Para o humorista, isso nos faz “ter versão mais infantil das situações” e “perder a capacidade de encarar momentos difíceis”.

“Positividade tóxica é grande aliada do capitalismo”, diz Duvivier

A escala do problema, avalia Duvivier, atinge toda a sociedade. “Positividade tóxica é uma grande aliada do capitalismo ao estimular responsabilização individual pelas injustiças que o próprio sistema capitalista gera”, critica. Para Gregorio, “essa lógica de acreditar que a gente pode ter tudo o que quiser se tiver pensamento positivo é justamente o que sustenta uma economia de mercado”.

“Tem um outro terreno no qual a positividade tóxica pode ser uma arma muito poderosa, a ponto dela se tornar perversa. É aa política. Sim, é no âmbito da política que a positividade tóxica vira um instrumento de controle social e manter as pessoas num estado de imobilidade”, prossegue Duvivier. Ele cita que o instrumento é usado para cessar a indignação da sociedade, que gera protestos e afins.

Reunião do governo com Fundação Cacique Cobra Coral irrita empresários (Painel S.A./Folha de S.Paulo)

Painel S.A.

Representante do setor de turismo afirma que governo não pode contar com a sorte

Joana Cunha – 19.out.2021 às 15h06

A recente reunião do Ministério de Minas e Energia com a entidade esotérica Fundação Cacique Cobra Coral, que diz controlar o clima, desagradou representantes do empresariado que vêm, há meses, tentando convencer o governo de que haveria benefício econômico em retomar o horário de verão para resolver o problema energético agravado pela falta de chuva.

Fabio Aguayo, diretor da CNTur, uma das entidades de turismo que defende a mudança no relógio para alongar o tempo de atendimento no comércio e nas atividades de lazer, diz que o encontro do ministério com a Cobra Coral mostra que o governo está preocupado, mas não pode contar com a sorte e esperar um dilúvio para resolver a questão energética.

Para Aguayo, o ministro Bento Albuquerque é “intransigente e cabeça dura”. Ele afirma que deve ser difícil por parte do governo admitir a volta do horário de verão porque o debate tomou um rumo ideológico comparável a cloroquina e tratamento precoce, quando deveria ser mais econômico, científico e estratégico.

O grupo pró-horário de verão iniciado por Aguayo, que tem apoio de associações de bares e restaurantes, argumenta que a medida promoveria alguma economia de energia. Também permitiria estender o funcionamento de atividades ligadas ao lazer e ajudaria os negócios mais afetados na pandemia.

“Eles estão em um momento crítico. Não podem contar com a sorte. Não podem contar com a sorte de que vai ter um dilúvio, um tsunami de chuva no Brasil. Não vai. Ficaram tão fechados nesse mundinho deles da ideologia, agora estão indo para o lado esotérico. É o que restou para eles”, afirma Aguayo.

O ministério divulgou comunicado no domingo (17) dizendo que seu encontro com a Fundação Cacique Cobra Coral não foi pedido pela pasta. ​

com Mariana Grazini e Andressa Motter

Por ‘tragédia energética’, ministério se reúne com ONG Cacique Cobra Coral (UOL)

noticias.uol.com.br

Eduardo Militão Do UOL, em Brasília 17/10/2021 15h05


Ruínas da década de 70 são reveladas após seca do rio Paraná em São Paulo - Reprodução/TV TEM
Ruínas da década de 70 são reveladas após seca do rio Paraná em São Paulo Imagem: Reprodução/TV TEM

Para conversar com uma instituição que alertava para uma “tragédia econômica e energética” decorrente da falta de chuvas, servidores do Ministério das Minas e Energia (MME) se reuniram com representantes da Fundação Cacique Cobra Coral (FCCC). Em seu site, a ONG informa que é presidida por uma “médium que incorpora o espírito e mentor Cacique Cobra Coral, que também já teria sido de Galileu Galilei e Abraham Lincoln”.

A fundação pediu uma audiência com o ministro Bento Albuquerque porque previa “blackout no Centro-Sul [do país] a partir de 16/10/21 se medidas urgentes não forem adotadas”, de acordo com transcrição de email de 2 de setembro, enviada ao UOL pela assessoria de imprensa do Ministério neste domingo (17).

O tempo seco já afeta o meio ambiente, preços das contas de luz e dos alimentos e o abastecimento de água em algumas regiões —especialistas dizem que, se não houver muita chuva nos próximos meses, a situação tende a se agravar.

“Vimos pelo presente solicitar uma audiência extra agenda para para [sic] ontem, afim [sic] de tratarmos da tragédia econômica x energética acima e os meios para recuperar tais precipitações irregulares no lugar certo ainda na estação inverno que se finda e primavera, cujo verão precisará ser antecipado ja [sic] na primavera”, diz o email divulgado pelo governo federal.

Ministro não participou de encontro

O remetente da correspondência era Osmar Santos, que usou seu email profissional, da “Cacique Cobra Coral Foundation” (cuja tradução livre é Fundação Cacique Cobra Coral) e assinou o texto como responsável pelo setor de “relações governamentais” da seguradora Tunikito, “mantenedora oficial da http://www.fccc.org.br”, o site da Fundação Cacique Cobra Coral.

17.out.2021 - Agenda de servidor do Ministério de Minas e Energia mostra reunião com Fundação Cacique Cobra Coral - Reprodução/MME - Reprodução/MME
17.out.2021 – Agenda de servidor do Ministério de Minas e Energia mostra reunião com Fundação Cacique Cobra Coral Imagem: Reprodução/MME

A reunião foi realizada por videoconferência na quinta-feira passada (14), com servidores da Secretaria de Energia Elétrica do ministério, segundo a assessoria.

“O Ministro de Minas e Energia sequer foi informado acerca da citada solicitação de audiência e igualmente não participou da referida reunião”, afirmou a pasta —apesar de o próprio site do governo indicar que a secretaria faz parte do ministério.

Um dos servidores que participaram do encontro foi o diretor do Departamento de Monitoramento do Sistema Elétrico, Guilherme Silva de Godoi. Em sua agenda, consta reunião com a “FCCC”, a sigla da fundação.

Fundação anunciou fazer “previsões”, diz ministério

Segundo a assessoria da pasta comandada por Albuqurque, a fundação anunciou que faz previsões diversas sobre a natureza.

“Durante a audiência, o senhor Osmar relatou aos técnicos do MME que o instituto faz serviços de previsões dos mais variados tipos”, diz texto enviado ao UOL. “Destaca-se que o trabalho no MME é pautado, estritamente, na fundamentação técnica, no interesse público e pela transparência nas ações executadas.”

Como servidores públicos, os servidores do MME apenas e tão somente ouviram as informações do senhor Osmar, assim como ocorre em todas as solicitações de audiências que a pasta recebe, prezando pelo diálogo com toda a sociedade”
Assessoria do Ministério das Minas e Energia

O site da fundação afirma que sua missão é “minimizar catástrofes que podem ocorrer em razão dos desequilíbrios provocados pelo homem na natureza”. A instituição não atendeu aos pedidos de esclarecimentos feitos pelo UOL neste domingo.

Mas Osmar Santos disse à revista Veja que a médium da Fundação, Adelaide Scritori, iria trazer “muita chuva” para Minas Gerais a partir de novembro.

A instituição costuma anunciar contratos com governos locais, como com a Prefeitura de São Paulo, o Distrito Federal em 2017 e a Prefeitura do Rio. A FCCC já afirmou ter dado conselhos a ministros do governo Bolsonaro e até fechado parcerias para ajudar no desencalhe de um navio no canal de Suez, no Egito.

Cobra Coral é chamado às pressas por ministro de Bolsonaro: “Faça chover” (Fórum)

revistaforum.com.br

“É a data-limite. Alguma coisa tinha que ser feita com urgência”, disse Osmar Santos, porta-voz da médium que incorpora a entidade. Convocação foi feita pelo almirante Bento Albuquerque, ministro de Minas e Energia

Por Plinio Teodoro 15 out 2021 – 14:12


Após ganhar notoriedade nos anos 90, durante os governos FHC, e relegado na era Lula/PT, o Cacique Cobra Coral, entidade invocada pela fundação que leva seu nome para controlar as chuvas, voltou ao Planalto às pressas a pedido do ministro de Minas e Energia, o almirante Bento Albuquerque.

Segundo informações de Cleo Guimarães na revista Veja, Osmar Santos, porta-voz de Adelaide Scritori, médium que incorpora o cacique, o ministro militar determinou à entidade: “Faça chover!”.

A reunião teria acontecido nesta quinta-feira (14). Em agosto, quando o país já estava em plena crise hídrica, a Fundação diz ter enviado ao governo Jair Bolsonaro (Sem partido) um alerta sobre riscos de apagão a partir deste sábado (16).

“É a data-limite. Alguma coisa tinha que ser feita com urgência”, disse Osmar, ressaltando a importância do encontro para por fim à crise hídrica vivida pelo país em decorrência da falta de chuva nos reservatórios das hidrelétricas.

A Fundação garante que a intervenção do “cacique” trará resultados a partir de novembro, quando as chuvas devem cair sobre Minas Gerais e o sul do país.

A fundação também já estaria articulando um encontro com o governador paulista João Doria (PSDB) para acabar com a estiagem no estado.

Posse

O último trabalho realizado pela fundação junto ao governo federal foi na posse de Jair Bolsonaro, em janeiro de 2019, quando teria impedido a chuva durante o evento.

“Apesar de o dia ter amanhecido chuvoso, começou a melhorar após as 13h e foi abrindo. Por onde o presidente e a comitiva passavam, o tempo ia abrindo e permaneceu firme”, disse à época Osmar Santos.

Leia também: Fundação Cacique Cobra Coral afirma ter sido chamada para ajudar a desencalhar navio no Canal de Suez

A reunião do Cacique Cobra Coral com o Ministério de Minas e Energia (Veja)

veja.abril.com.br

Representante da médium que teria o poder de desviar chuvas e controlar o tempo tem encontro virtual com equipe técnica de Bento Albuquerque

Por Cleo Guimarães. Atualizado em 15 out 2021, 17h30; Publicado em 15 out 2021, 13h24


a imagem mostra o ministro das minas e energia, bento albuquerque
Bento Albuquerque, ministro de Minas e Energia: sua equipe ouviu dicas e conselhos do representante da médium que incorpora o Cacique Cobra Coral  Marcelo Camargo/Agência Brasil

Vale tudo para enfrentar a pior seca dos últimos 91 anos, inclusive recorrer à paranormalidade. Porta-voz de Adelaide Scritori – a médium que, ao incorporar o Cacique Cobra Coral, teria o poder de desviar chuvas e controlar o tempo -, Osmar Santos participou nesta quinta (14) de uma reunião com três integrantes da equipe técnica do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque. O assunto foi um só: a crise hídrica no país.

email do ministerio das minas e energia
reprodução/Reprodução

Osmar diz que em agosto a Fundação enviou um alerta ao governo federal, no qual alertava para os riscos de um apagão, caso a estiagem permanecesse por mais de um mês. O encontro virtual aconteceu nesta quinta (14) e, segundo Guilherme Godoi, um dos técnicos do Ministério na reunião, não houve avanço. “Simplesmente ouvimos o que ele tinha a dizer. Nosso trabalho é técnico”. Já Osmar garante que a médium vai trazer “muita chuva” para Minas Gerais a partir do mês que vem.

A falta de chuvas, como se sabe, reduziu a níveis críticos os reservatórios das usinas hidroelétricas. Por isso, foram acionadas as termoelétricas, que usam combustíveis fósseis, mais caros. O custo é repassado aos consumidores residenciais, comerciais e industriais, o que pressiona a inflação ao produtor e ao consumidor.

Ministério das Minas e Energia encomenda chuvas ao Cacique Cobra Coral (Metrópoles)

metropoles.com

Médium alertou o governo para o risco de um apagão neste sábado

Ricardo Noblat

16/10/2021 9:00, atualizado 16/10/2021 5:55


É tamanha a certeza expressa, ontem, pelo presidente Bolsonaro de que chuvas recentes em algumas regiões do país afastaram o risco de um apagão de eletricidade que, na última quinta-feira, a convite do ministro Bento Albuquerque, de Minas e Energia, desembarcou às pressas em Brasília o cidadão Osmar Santos.

Osmar é o porta-voz de Adelaide Scritori, a médium paulista que diz incorporar o espírito da entidade Cacique Cobra Coral, detentora do poder de desviar chuvas e controlar o tempo. Osmar contou à VEJA que ouviu o apelo da equipe técnica do ministro: “Faça chover”. E que ele respondeu que o Cacique fará chover.

O encontro deveu-se ao fato de que a médium, em agosto último, alertou o governo federal sobre os riscos de um apagão no país a partir deste sábado, 16 de outubro. “Seria a data limite”, segundo Osmar. “Alguma coisa tinha que ser feita com urgência”. Então se fez a reunião urgente, embora em cima da hora.

Agora está tudo nas mãos de Deus. Ou melhor: do Cacique Cobra Coral.

Governo conversa com representantes de entidade esotérica para ajudar na crise energética (Folha de S.Paulo)

www1.folha.uol.com.br

Ministério de Minas e Energia confirma reunião com equipe de Fundação Cacique Cobra Coral

17.out.2021 às 17h02; Atualizado: 17.out.2021 às 19h35


O Ministério de Minas e Energia reuniu-se recentemente com representantes da Fundação Cacique Cobra Coral para tratar da questão da crise hídrica que secou reservatórios de hidrelétricas do país neste ano. A reunião foi divulgada pela revista Veja na sexta-feira (15).

A pasta confirmou a reunião com representantes da entidade esotérica, a quem é atribuída poderes de intervenção no clima, em comunicado divulgado à imprensa neste domingo (17), que responde reportagens publicadas sobre o encontro.

Segundo o comunicado, que não cita quando a reunião foi realizada, o encontro não foi pedido pelo ministério, mas ocorreu em atendimento a “princípios da transparência e do diálogo franco”.

O ministério, que diz receber centenas de pedidos de audiência, afirmou que apenas aceitou o encontro com representantes da entidade e reproduziu email recebido no início de setembro em que representante da entidade chamado Osmar Santos pediu uma reunião com o ministro Bento Albuquerque.

O assunto da reunião seria “tratar da tragédia econômica x energética… e os meios para recuperar tais precipitações irregulares no lugar certo ainda na estação inverno que se finda e primavera”, segundo a mensagem reproduzida pelo comunicado do ministério, que ressalta que Albuquerque não participou da reunião.

“Durante a audiência, o senhor Osmar (diretor de relações governamentais do instituto) relatou aos técnicos do MME que o instituto faz serviços de previsões dos mais variados tipos”, afirmou a pasta. “Como servidores públicos, os servidores do MME apenas e tão somente ouviram as informações do senhor Osmar”, acrescentou o ministério.

Na semana passada, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) afirmou que a projeção para o nível das represas de hidrelétricas do país é que eles cheguem até o fim do mês com 16,7% da sua capacidade na região Sudeste/Centro-Oeste, contra projeção de 15,2% feita na semana anterior.

O ONS afirmou ainda que vê ainda um cenário “bastante preocupante” para 2022 e recomendou que o país permaneça mobilizado para enfrentar a próxima estação seca.

Com Paes, Cacique Cobra Coral volta à cena para domar o tempo no Rio (Veja Rio)

vejario.abril.com.br

Cleo Guimarães, 30 nov 2020, 13h25

Cacique Cobra Coral: de volta aos bastidores do governo municipal Facebook/Reprodução

Ela vai voltar. Depois de quase duas duas décadas trabalhando espiritualmente para desviar nuvens de chuva que pairavam sobre o Rio e expunham a cidade a enchentes, deslizamentos e ao insucesso de grandes eventos, Adelaide Scritori prepara seu retorno à cidade.

A médium que diz incorporar o espírito do Cacique Cobra Coral – entidade que teria a capacidade de controlar o tempo – teve a parceria com a prefeitura suspensa por Marcelo Crivella e agora, com a eleição de Paes, voltará a usar seus poderes paranormais para monitorar o clima e as precipitações no Rio. “A primeira coisa que vamos fazer é redistribuir as chuvas para que não caiam em excesso e no lugar errado”, disse a VEJA RIO Osmar Santos, porta-voz da Fundação, que teve Paulo Coelho entre seus diretores. A presença da médium não será apenas espiritual: no início de janeiro, Adelaide e sua equipe reabrem a sede carioca do grupo e voltam a passar quatro dias da semana na cidade – mais especificamente, na Barra da Tijuca.

A Fundação vinha sendo chamada para evitar temporais na virada do ano em Copacabana desde 2000, mesmo ano em que passou a monitorar os carnavais da cidade – a única exceção foi 2015, quando o estado vivia uma crise hídrica. Exatamente naquele ano, um temporal atrapalhou os desfiles da Mocidade, da Mangueira e da Viradouro, que foi rebaixada. Adelaide costumava ser convocada por empresários do entretenimento, como Roberto Medina (Rock in Rio) e Abel Gomes (Réveillon, Árvore de Natal da Lagoa), para “desviar” chuvas e temporais que se aproximavam da cidade em dias de shows e eventos ao ar livre. João Doria, ex-prefeito e atual governador de São Paulo, também firmou parceria com a Fundação Cacique Cobra Coral.

Fundação Cacique Cobra Coral diz ter mudado o clima para barrar gafanhotos no Brasil (Folha de S.Paulo)

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Bruna Narcizo, 26 de junho de2020

A FCCC (Fundação Cacique Cobra Coral), entidade esotérico-científica que diz controlar o clima, afirmou que mudou a direção dos ventos para afastar a nuvem de gafanhotos que se aproximava no Brasil.

“Estávamos na região Sul em uma operação para elevar o nível dos reservatórios de água Curitiba e fomos chamados por uma empresa agropecuária para afastar os gafanhotos”, diz Osmar Santos, porta-voz da Fundação Cacique Cobral Coral.

Segundo ele, as mudanças efetuadas aceleraram o vento e criaram uma barreira de ar frio que fizeram com que os insetos não se aproximassem do Brasil. “Gafanhoto não gosta de frio”, afirma o porta-voz da entidade.

Na quinta-feira (25), o Ministério da Agricultura declarou estado de emergência fitossanitária nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina para que os governos possam adotar medidas de contenção de gafanhotos.

Com a medida, estados têm autorização para tomar medidas prioritárias de combate à praga, como utilização de agrotóxicos e chamamento de entidades que auxiliem nas ações.

A expectativa era de que os insetos poderiam chegar até o Paraná. Na última terça-feira (23), estavam concentrados na região argentina de Santa Fé, a 250 km da fronteira com o Rio Grande do Sul. No dia seguinte, a nuvem já estava a 150 km do Brasil.

O gafanhoto conhecido como sul-americano tem como hábito a formação de massas migratórias e pode viajar até 100 km por dia.

Um quilômetro quadrado da nuvem comporta cerca 40 milhões de insetos. Em apenas um dia, eles podem comer o equivalente ao alimento de 2.000 vacas. Em uma das áreas medidas pelo governo argentino, a nuvem de gafanhotos chegou a 10 km de extensão.

A fundação afirma ter começado a operação climática na quarta-feira (24).

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, enviou nota para a reportagem da Folha na quinta-feira (25) afirmando que as condições climáticas estavam favoráveis. “Estamos monitorando, mas tudo indica que ela vai ficar mesmo no Uruguai por enquanto. Se o clima continuar favorecendo, ela nem chegará ao nosso território”, explicou a ministra.

Santos diz que as mudanças feitas pela entidade contrariaram as previsões. “O vento virou e mudou temporariamente a rota dos gafanhotos que viriam da Argentina para o sul do Brasil. Mas para nós foi um sinal de que não estamos fazendo a lição de casa com a mãe natureza”, diz Santos.

Ele diz que está prestando serviços para um cliente que procura manter o que chama de veranico durante a pandemia causada pelo novo coronavírus. “Fizemos um trabalho semelhante no hemisfério norte, onde as temperaturas elevaram antes do fim do inverno e seguirão altas até novembro.”

A FCCC diz que presta serviço para empresas e governos de várias partes do mundo. Os nomes são protegidos por sigilo contratual.

A emergência causada pela presença da gigantesca nuvem de gafanhotos também foi tema de três videoconferências na sexta-feira (26). Os encontros abrangeram diretores do Sindag (Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola) e mais de 60 técnicos, pesquisadores e dirigentes, além de autoridades federais.

“A pauta foi no sentido de nivelarmos as informações e esclarecermos dúvidas de autoridades e dirigentes, principalmente nos órgãos federais e dos Estados de outras regiões”, afirmou o presidente do Sindag, Thiago Magalhães Silva.

O objetivo foi avaliar a situação atual do problema e definir os próximos passos na elaboração de um protocolo nacional de combate aos gafanhotos. O Sindag terá ainda outras duas reuniões sobre o tema, uma neste sábado (27) e outra na quinta-feira (2).

Segundo informações do Senasa (Serviço Nacional de Segurança e Qualidade Alimentar da Argentina), a nuvem de gafanhotos pousou na região de Sauce, na província de Corrientes, na sexta.

De acordo com o fiscal agropecuário da Secretaria de Agricultura gaúcha, Juliano Ritter, a atenção agora está sobre os ventos na região e a chegada do frio junto à fronteira brasileira, que podem impedir a nuvem de entrar no país. “Mas seguimos monitorando 300 quilômetros de fronteira a partir da Barra do Quaraí [extremo oeste gaúcho]”, afirmou.

A conversa deste sábado será com as três empresas aeroagrícolas situadas na região de Uruguaiana –na fronteira gaúcha com Argentina e Uruguai. Já na quinta (2), a conversa será com representantes dos ministérios da Agricultura dos três países e dirigentes das entidades de aviação agrícola da Argentina e Uruguai. “O foco será uma avaliação da crise e a costura de futuras ações conjuntas”, disse o diretor-executivo do Sindag, Gabriel Colle.

A nuvem de gafanhotos vem sendo monitorada desde maio por autoridades argentinas e já tinha percorrido mais de 1.000 quilômetros. Especialistas afirmam que a seca registrada nos últimos meses na região, com a consequente falta de alimentos para os insetos adultos, condicionou a migração dos gafanhotos. Pragas semelhantes já foram registradas na região em 1930 e 1940.

Representantes do grupo de aiação agrícola também ajustaram junto ao Sindag, na sexta-feira, o esboço da parte do setor agrícola para o plano de ação contra os gafanhotos.

“Embora estivéssemos prontos para agir na emergência, essa crise mostrou que tínhamos uma lacuna importante ainda aberta sobre protocolos, rede de apoio, produtos e outros aspectos. Resolvendo isso seremos mais eficientes desde o monitoramento até as ações em campo. Esse plano será um legado importante para a agricultura brasileira”, afirmou o presidente do sindicato, Thiago Magalhães.

Ainda segundo especialistas, ainda que as plantações de arroz já tenham sido colhidas na região gaúcha, os bichos poderiam prejudicar culturas de inverno e, principalmente, pastagens. Para eles, somente inseticidas podem combater o gafanhoto.


Entidade afirma ter mudado clima para barrar nuvem de gafanhotos no Brasil (Yahoo Notícias)

Colaboradores, 27 de junho de 2020

Baixa temperatura deve dificultar entrada de gafanhotos no Brasil
Nuvem de gafanhotos vista da cidade argentina Córdoba: insetos voam em direção à fronteira brasileira (Governo de Córdoba/Divulgação)

A nuvem de gafanhotos que se aproximava no Brasil alterou a rota por interferência humana no clima. A FCCC (Fundação Cacique Cobra Coral) afirmou ter mudado a direção dos ventos para afastar os insetos do país.

“Estávamos na região Sul em uma operação para elevar o nível dos reservatórios de água em Curitiba e fomos chamados por uma empresa agropecuária para afastar os gafanhotos”, explicou Osmar Santos, porta-voz da entidade, ao jornal Folha de S.Paulo.

Para afastar os insetos, a Fundação Cacique Cobra Coral disse ter alterado o clima para acelerar os ventos e criar uma barreira de ar. “Gafanhoto não gosta de frio”, afirmou o porta-voz.

O Ministério da Agricultura chegou a decretar estado de emergência fitossanitária no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina para que os governos estaduais pudessem adotar medidas de contenção dos gafanhotos, que poderiam chegar até o rio Paraná.

A FCCC alegou ter começado a operação climática na quarta-feira, quando a nuvem de gafanhotos estava a 150 quilômetros da fronteira da Argentina com o Rio Grande do Sul.

Chuva auxilia no combate ao fogo na Austrália (Isto É) – Fundação Cacique Cobra Coral

A Semana

Antonio Carlos Prado e Guilherme Sette

24/01/20 – 09h30

Brook Mitchell/Getty Images

A Fundação Cacique Cobra Coral foi contratada por um grupo de empresários australianos para auxiliar, por meio de intercessão espiritual e científica, no combate aos resistentes incêndios que estão afetando o país desde a virada do ano – sobretudo nas regiões de florestas e rurais, já tendo causado a morte de aproximadamente um bilhão de animais. O porta-voz da Fundação Cacique Cobra Coral, Osmar Santos, afirma que a instituição tem o poder de atuar, a partir de conhecimentos esotéricos e da ciência, na atração ou afastamento das chuvas. Essa não é a primeira relação entre a entidade e a Austrália, visto que desde 2011 ela faz previsões alertando sobre o potencial catastrófico dos incêndios. Na segunda-feira 20, fortes chuvas caíram na Austrália, abrandando sensivelmente as áreas mais prejudicadas.

Cacique Cobra Coral rompe parceria com a prefeitura (O Globo)

Governo teria deixado de entregar, nos prazos previstos, relatórios com um balanço dos investimentos em prevenção realizados ano passado na cidade

O GLOBO

Publicado:14/01/13 – 0h08

RIO — Em pleno verão carioca, o sistema de alerta e prevenção a enchentes do Rio perdeu um colaborador incomum. O porta-voz da Fundação Cacique Cobra Coral, Osmar Santos, anunciou no domingo que rompeu o convênio técnico-científico que mantinha com a prefeitura do Rio. O motivo é que a prefeitura deixou de entregar, nos prazos previstos, relatórios com um balanço dos investimentos em prevenção realizados ano passado na cidade. A ONG é comandada pela médium Adelaide Scritori, que afirma ter o poder de controlar o tempo. Desde a administração do ex-prefeito Cesar Maia, Adelaide esteve à disposição para prestar assistência espiritual a fim de tentar reduzir os estragos causados por temporais. Em janeiro de 2009, a prefeitura chegou a anunciar o fim da parceria, mas voltou atrás após uma forte chuva.

— Alguém da burocracia muito atarefado esqueceu da gente. Mas, caso a prefeitura queira continuar a receber nossa consultoria, que é gratuita, estamos à disposição — disse Osmar Santos.

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