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Proposed California Law Would Free SeaWorld’s Orcas (WIRED)

BY BRANDON KEIM
03.07.14

Orcas performing at SeaWorld San Diego. Image: z2amiller/Flickr

Orcas performing at SeaWorld San Diego. Image: z2amiller/Flickr

A California lawmaker has proposed a ban on keeping killer whales in captivity for purposes of human entertainment.

Announced today by Assemblyman Richard Bloom, D-Santa Monica, the Orca Welfare and Safety Act would outlaw SeaWorld-style shows, as well as captive breeding of the creatures. Violations would be punished by $100,000 in fines, six months in jail, or both.

No hearing has yet been scheduled on the proposal, which will require a majority vote to pass through legislature. It’s also unclear how much support the bill will have, though California has passed progressive animal legislation in the recent past, including bans on shark fin soup and hunting bears with dogs.

“There is no justification for the continued captive display of orcas for entertainment purposes,” Bloom said in a public statement. “These beautiful creatures are much too large and far too intelligent to be confined in small, concrete tanks for their entire lives. It is time to end the practice of keeping orcas captive for human amusement.”

Bloom’s proposed law isn’t the first of its kind: South Carolina banned the public display of dolphins in 1992, as did Maui County, Hawaii in 2002. In February of this year, New York state senator Greg Ball introduced a bill that would ban orca confinement in sea parks and aquariums.

Unlike those states, however, California is home to SeaWorld San Diego, where 10 orcas — roughly one-fifth of all captive orcas — are used in performances. “This is a huge state in which to have that ban,” said Lori Marino, a neurobiologist and founder of the Kimmela Center for Animal Advocacy.

In recent years, the experience of captive orcas has come under scrutiny by animal advocates and some scientists, who say that aquarium conditions are simply inappropriate for animals as big, intelligent and highly social as orcas.

As evidence, advocates point to the physical and mental problems of orcas in captivity: They’re short-lived, prone to disease, have difficulty breeding, display extreme aggression and in some cases appear to be emotionally disturbed.

Such was the case with Tillikum, an orca at SeaWorld Orlando who killed three people, including SeaWorld trainer Dawn Brancheau. Her death and SeaWorld’s orcas were the subject of Blackfish, a 2013 documentary that inspired Bloom’s measure, which was written with assistance from Blackfishdirector Gabriela Cowperthwaite and Naomi Rose of the Animal Welfare Institute.

SeaWorld San Diego did not reply to requests for comment, but in a statement, spokesman David Koontz criticized Bloom for “associating with extreme animal rights activists.”

Koontz said the bill reflected the “the same sort of out-of-the-mainstream thinking” as an infamous lawsuit, filed by People for the Ethical Treatment of Animals and dismissed in 2012, which invoked the United States Constitution’s slavery-abolishing 13th amendment as grounds for freeing SeaWorld’s orcas.

“We engage in business practices that are responsible, sustainable and reflective of the balanced values all Americans share,” wrote Koontz.

Andrew Trites, head of the University of British Columbia’s Marine Mammal Research Unit, said that misgivings about keeping whales and dolphins in captivity are not restricted to activists and extremists. They’re something many scientists grapple with.

“We think about this a lot,” he said, “I do understand the strong feelings of those who think it’s entirely wrong. I also understand the value of keeping them in captivity.”

Studying captive orcas can provide information about health and physiology that’s otherwise difficult to obtain, and can be used to benefit wild orcas, said Trites. “But it has to be about more than just entertainment,” he said. “They have to be serving some greater good.”

Marino noted that the bill allows research on orcas held for rehabilitation after being rescued from injury or stranding. Those orcas couldn’t be kept in aquariums, though, but rather in enclosed, shallow-water sea pens that are open to the public — a compromise, perhaps, between greater-good benefits and individual well-being.

Orcas now kept at SeaWorld would be returned to the wild or, if that’s not possible, also kept in sea pens.

If Bloom’s bill passes, it could inspire other such measures, said Marino. “The science is so overwhelming that members of the legislature are convinced, and are putting this out there,” she said. “This is historic.”

Veterinária espanhola denuncia tráfico de orangotangos para prostituição (Brasília em Pauta)

Postado por Simone de Moraes 05:54:00 27/02/2014 

Crédito : Reprodução

A prostituição de orangotangos é uma prática comum em alguns países asiáticos, sendo que muitos destes animais são enclausurados e sofrem abusos sexuais contínuos de várias pessoas, de acordo com a veterinária espanhola Karmele Llano, que trabalha na Borneo Orangutan Survival (BOS).

Llano, que há oito anos denunciou os abusos sofridos, no Bornéu, de um orangotango de 12 anos, chamada Pony, diz que a prostituição de orangotangos é comum em locais com a Tailândia, por exemplo.

“O caso de Pony não é isolado. Sabemos que na Tailândia é frequente ver bordéis a usarem fêmeas de orangotango como diversão sexual para os clientes”, explicou Llano à revista Taringa.

De acordo com a associação Orangutan Conservancy, há apenas 20 mil orangotangos no mundo. A ONG explica que estes se poderão extinguir em apenas 10 anos, caso continuem a ocorrer casos como estes – ou, por exemplo, combates de boxe entre estes animais.

No caso de Pony, ela foi descoberta completamente depilada, perfumada e com os lábios pintados. O animal estava acorrentado a uma cama, para que os clientes do bordel, na vila de Keremgpangi, pudessem abusar dela – de acordo com Llano, tratam-se sobretudo de trabalhadores da indústria madeireira e extracção de óleo de palma.

Porém, estes casos não ocorrem apenas na Ásia. Segundo noticia o La Gaceta, este tipo de práticas são também recorrentes em países onde a legislação em matéria de protecção dos direitos dos animais é inexistente. Inclusive na Europa.

Segundo o espanhol diariomascota, na Alemanha a legislação não comtempla como ilegal a prática de sexo com animais. Existem, por isso, pequenos bordéis, na sua maioria clandestinos, que se dedicam a este tipo de clientes com inclinações zoófilas

Prostituição e extincão

Orangotangos são encontrados apenas na Ásia , Sumatra e Bornéu. De acordo com a Associação Americana de orangotango Conservancy, 20.000 é o número estimado no momento e eles podem estar extintos em 10 anos . 

De acordo com um relatório da Fundação Orangotango, esta é uma das mais graves ameaças à sua sobrevivência , junto com a sua venda como animais de estimação, o que alimenta ainda mais o grande contrabando desses animais . Um tráfego que vem , apesar dos controles , para a Europa, a partir de uma rota através do Oriente Médio. Orangotangos são importados de outros países da Ásia , especialmente Taiwan , onde são utilizados principalmente como animais de estimação por famílias ricas.

Acontece também na Europa

Apesar de entender essas práticas como incivilizado ou característica de países com menor desenvolvimento e legislação para a protecção dos direitos, tanto humanos como animais ou ambientais , em muitos casos, elas são inexistente. O fato é que estas práticas também são comuns na Europa, como denuncia a diariomascota web na Alemanha, “a legislação não cobre sexo ilegal com os animais, não se destina a violar qualquer lei ou que envolve os ataque contra eles. Não sendo punido , nenhuma pessoa pode enfrentar consequências legais para isso, então você poderia dizer que a manutenção e relações com os animais é permitida”.

Há também pequenos bordéis clandestino envolvidos em tais práticas. Os bordéis são centros “especializados” em clientes que têm tendências zoofílicas.

Cérebros humano e canino têm a mesma reação a vozes, sugere estudo (BBC)

Rebecca Morelle

Repórter de Ciências do BBC World Service

Atualizado em  22 de fevereiro, 2014 – 16:53 (Brasília) 19:53 GMT

Cachorros em aparelho de ressonância magnética (Borbala Ferenczy)

Estudo mostrou que a mesma região do cérebro de cães e humanos é ativada pelo som de vozes

Donos de cachorros costumam afirmar que seus animais de estimação conseguem entendê-los. Um novo estudo publicado no periódico Current Biology sugere que essas pessoas podem estar certas.

Ao colocar cães em um equipamento de ressonância magnética, pesquisadores húngaros descobriram que o cérebro desses animais reage da mesma forma que um cérebro humano a vozes de pessoas.

Outros sons carregados de emoção, como choro ou risadas, também geraram reações parecidas, o que talvez explica o fato de cachorros conseguirem se sintonizar às emoções de seus donos, afirmam os pesquisadores.

“Acreditamos que cães e humanos têm um mecanismo bastante similar para processar informações emocionais”, disse Attila Andics, da Universidade Eotvos Lorand e coordenador do estudo.

Sintonia

A pesquisa envolveu onze cães de estimação e comparou seus resultados aos de 22 voluntários humanos.

Para ambos os grupos, os cientistas tocaram 200 tipos diferentes sons, desde ruídos comuns, como o barulho de carros e de apitos, a sons emitidos por humanos (sem palavras) e por cães.

Cachorro em aparelho de ressonância magnética (Eniko Kubinyi)

Sons carregados de emoções, como risadas e choro, também geraram a mesma reação no cérebro dos cães e de pessoas

Os pesquisadores descobriram que uma região semelhante do cérebro – o polo temporal, que faz parte do lobo temporal – é ativada quando cães e pessoas ouvem vozes humanas.

“Já sabíamos que certas áreas no cérebro humano respondem mais fortemente a sons humanos do que a qualquer outro tipo de som”, explicou Andics. “É uma grande surpresa isso ocorrer também no cérebro canino. É a primeira vez que vemos algo assim em um animal que não seja um primata.”

O mesmo aconteceu quando sons como risadas e choros foram ouvidos. Uma área do cérebro conhecida como córtex auditivo primário foi ativada tanto em cachorros quanto em humanos.

Ao mesmo tempo, vocalizações caninas carregadas de emoção – como ganidos e latidos ferozes – também geraram uma reação parecida em todos os voluntários.

“Sabemos muito bem que cachorros conseguem se sintonizar ao sentimento de seus donos, e sabemos que um bom dono consegue identificar mudanças emocionais em seu cão – mas agora podemos começar a entender como isso é possível”, afirmou Andics.

No entanto, apesar dos cachorros reagirem à voz humana, suas reações foram bem mais fortes em relação aos sons caninos.

Os cães também parecem ser menos capazes de distinguir entre ruídos e sons vocais em comparação com humanos.

Palavras

Cães e aparelho de ressonância magnética (Eniko Kubinyi)

Próximo passo do estudo é checar como o cérebro de cães reage quando eles ouvem palavras

Ao comentar sobre a pesquisa, Sophie Scott, do Instituto de Neurociência Cognitiva da Universidade College London, disse: “Os cães são animais muito interessantes de se investigar porque muitos de seus traços desses os tornam dóceis em relação aos humanos. Alguns estudos mostram que eles entendem muitas palavras e o que queremos dizer quando apontamos para alguma coisa”.

Mas Scott acrescenta: “É algo bastante relevante encontrar isso em cães e não só em primatas, mas seria interessante também ver a reação desses animais a palavras. Risos e choros são parecidos com sons animais e por isso podem gerar esse tipo de reação.

“Um avanço seria demonstrar sensibilidade dos cães a palavras no idioma de seus donos.”

Segundo Andics, este será o foco da próxima série de testes da pesquisa.

U.S. Plan to Lift Wolf Protections in Doubt After Experts Question Science (Science)

8 February 2014 10:45 am

Canis lupus

Wikimedia/USFWS. Canis lupus

The ongoing battle over a proposal to lift U.S. government protections for the gray wolf (Canis lupus) across the lower 48 states isn’t likely to end quickly. An independent, peer-review panel yesterday gave a thumbs-down to the U.S. Fish and Wildlife Service’s (USFWS’s) plan to delist the wolf. Although not required to reach a consensus, the four researchers on the panel were unanimous in their opinion that the proposal “does not currently represent the ‘best available science.’ ”

“It’s stunning to see a pronouncement like this—that the proposal is not scientifically sound,” says Michael Nelson, an ecologist at Oregon State University, Corvallis, who was not one of the reviewers. Many commentators regard it as a major setback for USFWS, which stumbled last year in a previous attempt to get the science behind its proposal reviewed.

USFWS first released its plan for removing the gray wolf from the endangered species list in June 2013. The plan also called for adding the Mexican gray wolf, a subspecies that inhabits the southwest, to the protected list. At the time, there were approximately 6000 wolves in some Western and upper midwestern states; federal protections were removed from the gray wolf in six of those states in 2011. More than 1 million people have commented on the plan. But regulations also require that the agency invite researchers outside of the agency to assess the proposal’s scientific merit.

At its core, the USFWS proposal relies on a monograph written by its own scientists. They asserted that a different (and controversial) species, the eastern wolf (Canis lupus lycaon) and not the gray wolf, had inhabited the Midwest and Northeast. If correct, then the agency would not need to restore the gray wolf population in 22 eastern states, where gray wolves are no longer found.

But the four reviewers, which included specialists on wolf genetics, disagreed with USFWS’s idea of a separate eastern wolf, stating that the notion “was not universally accepted and that the issue was ‘not settled’ ”—an opinion shared by other researchers. “The designation of an ‘eastern wolf’ is not well-supported,” says Carlos Carroll, a conservation biologist at the Klamath Center for Conservation Research in Orleans, California, who was not a member of the review panel.

Overall, the agency’s “driving goal seemed to be to identify the eastern wolf as a separate species, and to use that taxonomic revision to delist the gray wolf,” says Robert Wayne, a conservationist geneticist at the University of California (UC), Los Angeles, and one of the reviewers. If that were to happen, he says, it would be the first time that a species was removed from the federal endangered species list via taxonomy. “It should happen when a species is fully recovered,” Wayne says, “and the gray wolf is not. It’s not in any of those 22 eastern states—that’s why it’s endangered there.”

The panel’s statements will make it difficult, outside observers say, for USFWS to move forward with its proposal. The Endangered Species Act requires that decisions to remove a species from federal protection be based on the “best available science.”  And because the reviewers have concluded this is not the case, “you’ve got to think that the [service] must go back to the drawing board,” says Andrew Wetzler, director of land and wildlife programs for the Natural Resources Defense Council in Chicago, Illinois, an organization that advocates for continued federal protections for the wolf.

Gray wolves were exterminated across most of the lower 48 states in the last century. They were placed on the endangered species list in 1975, and successfully reintroduced into Yellowstone National Park and Idaho in 1995. Gray wolves also made a comeback in the Great Lakes region, where they now can be legally hunted. Idaho, Wyoming, and Montana also have wolf hunting and trapping seasons. Smaller gray wolf populations that aren’t legally hunted are found in Washington and Oregon.

The agency’s reaction to the peer-review comments has been somewhat muted. In a press statement, it thanked the National Center for Ecological Analysis and Synthesis at UC Santa Barbara for conducting the review. USFWS Director Dan Ashe noted that “[p]eer review is an important step in our efforts to assure that the final decision on our proposal to delist the wolf is based on the best available scientific and technical information,” and that the panel’s comments will be incorporated in the ongoing process of reaching a decision on the fate of the gray wolves.

The peer-review report is now available online. USFWS will reopen the public comment period on its delisting proporal on 10 February, and will accept comments through 27 March.

Projeto de lei veda uso de animal vivo para aula de medicina em SP (Folha de SP)

JC e-mail 4891, de 10 de fevereiro de 2014

Proibição afetaria formação de novos cirurgiões e prejudicaria pacientes, afirmam faculdades

Um projeto de lei pode afetar o ensino de medicina no Estado de São Paulo. Se a nova regra for aprovada, faculdades ficariam impedidas de usar animais vivos para treinamento de cirurgiões.

A proposta é do mesmo deputado autor da lei estadual que veda o uso de animais em testes de cosméticos, sancionada no mês passado. O projeto que afeta o ensino de medicina tramita desde 2012, mas só atraiu atenção no fim do ano passado, com a invasão do Instituto Royal –centro de pesquisa que usava cães em testes de drogas.

O autor do projeto, Feliciano Filho (PEN), diz que pretende aproveitar o súbito aumento do interesse político por questões de direitos dos animais para reavivá-lo.

A ideia de banir o uso de animais vivos no ensino médico encontra resistência.

“Se essa proibição for adotada, o prejudicado não vai ser o cirurgião, e sim o doente”, afirma Paulo Roberto Corsi, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Para ele, não é possível ainda substituir o uso de animais por manequins e simulações de computador, conforme propõe autor do projeto.

“Estão começando a surgir alguns simuladores, a maioria para cirurgia videolaparoscópica [com incisões pequenas]”, diz Corsi que também é vice-presidente do Colégio Brasileiro de Cirurgiões. “Para cirurgia convencional, porém, que requer o corte aberto, não existe modelo adequado que substitua o animal de experimentação.”

A espécie mais usada para aulas dessa disciplina em faculdades de medicina é o porco, com abdome de tamanho similar ao humano. Faculdades de medicina afirmam que evitam causar sofrimento nos suínos, pois todos eles são anestesiados durante os procedimentos cirúrgicos e abatidos antes de recobrar os sentidos para que não sintam nenhuma dor.

“O procedimento é feito com ética, com respeito ao animal, na presença de um professor e com acompanhamento de um veterinário”, afirma Antônio Carlos Lopes, diretor da Escola Paulista de Medicina (Unifesp). “Mas o aluno precisa entrar em contato com sangue, com pinçamento de vasos e com suturas em tecido vivo, que é diferente de tecido morto e de qualquer outro material.”

Segundo o médico, as boas faculdades de São Paulo já aboliram o uso de animais em aulas de anatomia e fisiologia nas quais não eram estritamente necessários.

INVASÃO
No curso de medicina da PUC-Campinas usa-se manequins de anatomia em aulas mais elementares, software para simular efeito de drogas e preparados em tubo de ensaio para demonstrar algumas reações metabólicas.

Mesmo buscando reduzir o uso de animais, a universidade teve uma aula invadida no ano passado por ativistas que filmaram porcos em cirurgia. Gustavo Henrique da Silva, coordenador de cursos na PUC-Campinas, se disse surpreso por a universidade ter virado alvo do ativismo.

“O procedimento feito ali tinha sido aprovado pelo comitê de ética da universidade, que é bem atuante, e estava sendo realizado com todo o rigor possível”, diz.

O projeto de lei, porém, alega que mesmo esse tipo de aula já caiu em desuso nos EUA. A ONG Humane Society lista apenas quatro escolas médicas que ainda usam animais vivos no país. Universidades americanas têm cursos mais longos, nos quais alunos acompanham cirurgiões experientes e só mexem em tecido vivo aos poucos.

Para Lopes, da Unifesp, porém, adotar o modelo dos EUA é inviável no Brasil. “Aqui não podemos nos dar ao luxo de fazer tudo isso, quando temos que colocar o médico rapidamente na linha de frente para trabalhar”, diz.

(Rafael Garcia/Folha de SP)
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/saudeciencia/151359-projeto-de-lei-veda-uso-de-animal-vivo-para-aula-de-medicina-em-sp.shtml

Huge chimpanzee population thriving in remote Congo forest (The Guardian)

Scientists believe the group is one of the last chimp ‘mega-cultures’, sharing a unique set of customs and behaviour

theguardian.com, Friday 7 February 2014 11.53 GMT

A mother chimp passing her tool-use expertise to her young

In one of the most dangerous regions of the planet, against all odds, a huge yet mysterious population of chimpanzees appears to be thriving – for now. Harboured by the remote and pristine forests in the north of the Democratic Republic of Congo (DRC) and on the border of the Central African Republic, the chimps were completely unknown until recently – apart from the local legends of giant apes that ate lions and howled at the moon.

But researchers who trekked thousands of kilometres through uncharted territory and dodged armed poachers and rogue militia, now believe the group are one of the last thriving chimp “mega-cultures”.

“This is one of the few places left on Earth with a huge continuous population of chimps,” says Cleve Hicks, a primatologist based at the Max Planck Institute in Leipzig, Germany, who says the group is probably the largest in Africa. “We estimate many thousands of individuals, perhaps tens of thousands.” A unique set of customs and behaviour is shared by the apes across a vast area of 50,000 sq km, revealing how they live naturally.

The unusually large chimps of the Bili-Uele forest have been seen feasting on leopard and build ground nests far more often than other chimps, as well as having a unique taste for giant African snails, whose shells they appear to pound open on rocks or logs. Motion-activated video cameras left in the forest for eight months also recorded gangs of males patrolling their territory and mothers showing their young how to use tools to eat swarming insects – although the footage did not confirm the lunar howls.

Gangs of males patrolling their territory

The camera traps also revealed an extraordinary range of other forest dwellers, including forest elephantsolive baboonsspotted hyena as well as red river and giant forest hogscrested guinea fowl and aardvark. “We saw incredible amounts of wildlife on our camera traps, but we did not catch a single film of a human,” says Hicks. “It remains one of the last untouched wildernesses in Africa.”

One camera even recorded its own destruction as it came under attack from a leopard, but all two dozen cameras were nearly lost when poachers invaded the area and burned the researchers’ camp. Only a swift two-day rescue mission retrieved the footage.

Forest elephants

Hick’s team first identified the existence of the Bili chimps in 2007 but their new survey, published this week in the journal Biological Conservation, reveals a vast, thriving mega-culture. Elsewhere in Africa, human damage has fragmented the continent’s chimp population from many millions to just a few hundred thousand over the last century.

However, while the chimp numbers have apparently remained stable, the numbers of forest elephants have crashed by half due to poaching. The slaughter, to feed the highly lucrative illegal ivory trade, mirrors the bloody picture across central Africa, where two-thirds of all forest elephants have been killed in the last decade. “We found the burned skulls of a mother and baby skull at a poachers camp,” says Hicks.

Footage of elephant skulls, a sign poachers are venturing deeper into forests to hunt elephants

“The area is at great risk of being opened up,” says John Hart, one of the team and who has spent decades in DRC at the Lukuru Wildlife Research Foundation. The team’s work was interrupted previously by gunmen protecting illegal gold mining operations in nearby areas but the security situation is getting worse, Hart told the Guardian. Speaking from the town of Kisangani, on the eve of returning to the forest, he said: “The Lord’s Resistance Army are moving through the area as we speak. Also refugees from the Central African Republic (CAR) war and armed brigands from the CAR’s Seleka and opposition groups are establishing bases in the region.”

The researchers fear that these increasing incursions into the virgin forest will draw in more hunters seeking to feed the enormous bushmeat trade in the Congo basin, that targets chimps and other animals. “Theincredible bushmeat trade we discovered [in the southern part of the forest in 2010] was totally without precedent.” Hart says, with an estimated 440 chimps being killed a year. “But with the availability of bushmeat declining elsewhere, commercial bushmeat hunters are going further and further into the forest.”

The chimps are an endangered species and fully protected in DRC law. “But it is only a law on paper,” says Hicks, who identifies both official security forces and militia as the source of much of the danger, as well as endemic corruption. “I think the military are giving guns to the poachers.” He says the forest and the chimp mega-culture it contains are currently completely unprotected.

Congo_WEB

The prime minister, David Cameron, and Prince William are due to host the highest level global summit to date on combating the $19bn-a-year illegal wildlife trade in London next Thursday. Delegates from more than 50 nations, including all African countries, will focus on the poaching crisis facing elephants and other species, which is not only driving many towards extinction but is strongly linked to international organised crimeand the poverty of many vulnerable communities. The aim is to deliver an unprecedented political commitment, along with an action plan and funding pledges, and Hicks says the Bili-Uele forest is in need of urgent help.

“It is one of the last great expanses of pristine African wilderness,” he says. “Elephants have already taken a major hit and unless we can muster the resolve to protect this precious area, we are at risk of losing it forever. At the very minimum need 20 wildlife guards who are able to sweep through the forest and set up roadblocks to stop the poachers and other hunters.”

Hart agrees: “It is a very significant opportunity to preserve a whole ecosystem of chimpanzees: elsewhere on this continent this opportunity just does not exist.”

• You can view more camera trap videos from the Bili forest here.

Comissão especial da Câmara vai consolidar normas de proteção aos animais (Agência Câmara)

JC e-mail 4889, de 06 de fevereiro de 2014

Presidente da Câmara criou comissão para analisar os projetos sobre o tema em tramitação na Casa

O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, anunciou nesta terça-feira (4) a criação de uma comissão especial para consolidar, em uma única lei, os projetos e normas existentes referentes à proteção dos animais. O colegiado será composto por 23 membros titulares e o mesmo número de suplentes.

A criação da comissão foi uma reivindicação da bancada do PV, com apoio do Solidariedade (SDD), apresentada e aprovada pelo Colégio de Líderes em 10 de dezembro de 2013 – Dia Internacional dos Direitos dos Animais.

O objetivo dos partidos é dar tratamento uniforme e adequado a essas proposições. Tramitam atualmente na Casa 185 projetos de lei que disciplinam o assunto. “Uma legislação consolidada traz segurança jurídica, facilita o entendimento legal e elimina dúvidas sobre como lidar com a questão. Ela também irá estabelecer um marco regulatório da relação das pessoas com os animais, protegendo a fauna e, por sua vez, dando as respostas pelas quais a sociedade clama”, afirma o líder do PV, deputado Sarney Filho (MA).

Grupo de trabalho
O SDD criou ainda o Solidariedade Proteção aos Animais, grupo de trabalho que visa direcionar políticas específicas sobre maus-tratos, uso em pesquisas, controle populacional, abate, tráfico, criminalização, proteção, saúde, comércio e preservação das espécies, entre outros aspectos.

“O debate sobre os direitos dos animais é um dever do Poder Público. Discussões sobre maus-tratos, por exemplo, tomam proporções cada vez maiores. Nosso partido criou o Solidariedade Proteção aos Animais para entrar nessa importante discussão”, destacou o líder da legenda na Câmara, deputado Fernando Francischini (PR).

A iniciativa teve como motivação não só os episódios de maus-tratos a animais e seu uso em pesquisas científicas, mas, principalmente, a necessidade de preservar a riqueza e o bem-estar da fauna nativa, silvestre, doméstica, domesticada ou exótica, bem como atualizar a Lei de Proteção à Fauna (5.197/67), que no dia 3 de janeiro completou 47 anos.

Como marco do começo desse processo, ocorrerá em Brasília, entre os dias 17 e 20 de fevereiro, em frente ao Congresso, o Acampamento Nacional dos Animais, uma vigília que reunirá protetores e ativistas de todo o País pela aprovação de leis há anos em tramitação.

Acústica ecológica, medida para a biodiversidade (O Globo)

Especialista na gravação de sons naturais, o músico e naturalista americano Bernie Krause prova que a paisagem sonora de um ambiente tem muito a informar sobre o seu equilíbrio

BOLÍVAR TORRES

Publicado:28/01/14 – 8h00 / Atualizado:28/01/14 – 14h47

<br />Bernie Krause. Músico largou as vaidades de Hollywood para se dedicar às paisagens sonoras e à acústica ecológica<br />Foto: Terceiro / Divulgação/Tim ChapmanBernie Krause. Músico largou as vaidades de Hollywood para se dedicar às paisagens sonoras e à acústica ecológica Terceiro / Divulgação/Tim Chapman

RIO – Em um longínquo verão de 1988, o músico e naturalista americano Bernie Krause teve uma experiência reveladora. Um dos maiores especialistas do mundo em sons naturais, ele ganhou permissão para registrar a paisagem sonora de Lincoln Meadow, uma área de manejo florestal californiana localizada a três horas e meia de São Francisco, antes e depois de uma extração seletiva. Munidos de estudos prévios, a madeireira responsável e os biólogos locais tinham garantido à comunidade que os métodos de extração não causariam impactos ambientais, já que apenas poucas árvores seriam derrubadas.

Alguns dias antes do manejo, Krause instalou seu sistema de gravação na campina e registrou os sons do amanhecer. Uma rica música natural explodiu em seus fones de ouvido, executada por pica-paus, codornas, pardais e insetos de todos os tipos. Um ano depois, já com as árvores derrubadas, Krause regressou ao local, no mesmo dia do mesmo mês, à mesma hora e sob as mesmas condições meteorológicas.

Assim como prometeram os biólogos, a floresta parecia intacta. Aos olhos humanos, não havia sinais de deterioração. Porém, a nova “música” capturada pelo gravador revelava um cenário muito diferente. O que antes formava uma amplo mosaico sonoro, limitava-se agora a um punhado carente de ruídos, no qual se destacavam apenas o correr do rio e o martelar solitário de um pica-pau.

Com uma gravação de apenas alguns segundos, Krause acabara de comprovar que o som de um ambiente pode informar muito mais sobre seu equilíbrio do que fotografias ou imagens de satélite. Conhecido como “ecologia acústica” (soundscape ecology), o conceito se tornou hoje uma disciplina científica, da qual o músico é um dos pioneiros. Em resumo, a ideia consiste em usar a sonoridade dos organismos vivos não humanos (“biofonia”) e a de fontes não biológicas (“geofonia”) como indicadores de biodiversidade: quanto mais “musicais” e complexas as propriedades acústicas de um habitat, mais saudável ele será.

– As gravações biofônicas simplesmente confirmam nossas relações com o mundo natural – explica o músico, em entrevista por e-mail à Revista Amanhã. – Se elas são saudáveis, a paisagem sonora indicará os padrões necessários que confirmam em que grau essa relação existe. Se não são, então não haverá som em determinado habitat, ou os padrões bioacústicos serão caóticos e incoerentes.

Nascido em 1938, em Detroit, Bernie Krause passou mais da metade de seus 75 anos perseguindo sons naturais pelos quatro cantos do mundo. Depois de trabalhar com artistas como Bob Dylan, The Doors e Rolling Stones, e ajudar a criar efeitos de filmes como “Apocalipse Now” (do qual foi demitido e recontratado uma dezena de vezes durante as filmagens), o músico cansou das vaidades de Hollywood e passou a se dedicar exclusivamente à acústica ecológica. Fonte para numerosos discos e publicações, sua coleção inclui desde fontes não biológicas, como fragores de trovões e “cantos” de dunas de areia, aos mais improváveis sons de animais (vocalizações de larvas e grunhidos de anêmonas-do-mar). Um balanço destas experiências pode ser lido em “A grande orquestra da natureza”, seu último livro, publicado no Brasil pela Zahar, em 2013.

O trabalho de Krause representa um divisor de águas na história da paisagem sonora: antes da sua contribuição, a técnica consistia essencialmente em capturar fragmentos monofônicos de fontes isoladas, restringindo as pesquisas aos limites de cada vocalização. Como, por exemplo, quando uma equipe de ornitólogos registrou, em 1935, o canto do raríssimo pica-pau-bico-de-marfim. Se quisermos saber como soava esta criatura, hoje provavelmente extinta, temos a amostra gravada.

Com o músico e naturalista americano, no entanto, o escopo de pesquisa começou a ser ampliado. Ao explorar florestas equatoriais da África, Ásia e América Latina, Krause percebeu que o que nos chega da natureza é profundamente conectado. Como músicos em uma orquestra, as diferentes espécies harmonizam suas vocalizações, modulam em conjunto, de acordo com os sons naturais de fontes não biológicas (o vento, a água, o movimento da terra e da chuva) de cada habitat.

Assinatura acústica

Esta complexa acústica multidimensional precisava ser capturada como um todo, e Krause usou sua experiência na produção musical para modernizar os modelos de gravações, antes limitados a um só canal.

– Separar as vozes das espécies individuais, especialmente na biofonia, é um pouco como tentar entender a magnificência da quinta sinfonia de Beethoven abstraindo o som de um único violino, fora do contexto da orquestra, e ouvir apenas uma parte dela – compara Krause. – Ao fragmentar ou descontextualizar as paisagens sonoras do mundo natural, é impossível entender a sua voz, as razões de uma determinada vocalização, ou ainda a sua relação com todos os outros sons de animais emitidos em um habitat. Gravando todos os sons juntos, ao mesmo tempo, ganha-se uma explicação contextual.

Isso não significa, contudo, que Krause ignore vocalizações específicas. Pelo contrário. Cada organismo possui uma assinatura sonora própria, e seu arquivo reúne as mais variadas espécies de animais. Em “A grande orquestra da natureza”, ele descreve algumas curiosidades. Descobrimos a inacreditável amplitude sonora do camarão-pistola, que com apenas cinco centímetros é capaz de produzir, debaixo d’água, um barulho mais intenso do que os volumes registrados em shows de rock.

Também aprendemos que os lobos aproveitam a privilegiada ressonância e propagação da noite para vocalizar, ou que os sons dos golfinhos, se produzidos fora do ar, equivaleriam ao disparo de uma arma de grosso calibre.

Há ainda detalhes sobre uma das melodias mais bonitas que existem, gerada por casais de gibão da Indonésia. “Cada par desenvolve os próprios diálogos musicais bastante elaborados – duetos encantadores de entrosamento amoroso”, descreve Krause.

As gravações nos ajudam a entender manifestações emocionais de certos animais. Neste sentido, poucas coisas soam mais tristes do que o choro de um castor em luto.

O músico também compara as vocalizações de duas duplas de baleias – uma de um grupo ainda selvagem, outra cativa num parque temático. Enquanto a primeira apresentava sons cheios de energia e vitalidade, na segunda se destacava uma lentidão letárgica nas vocalizações.

Assim como acontece com os organismos vivos, cada fonte não biológica possui um ressonância peculiar. Para Krause, o mar de Ipanema, por exemplo, traz uma assinatura acústica diferente das de outras praias: “Sempre achei que o som sedutor, lento e ritmado dessas ondas me acolhia e me chamava para a tentadora arrebentação”, escreve. Por outro lado, ele conta que a arrebentação no litoral da Louisiana, no Golfo do México, passou a soar “gorgolejante, lamacenta e morosa, como se a água estivesse engasgada e afogada em si mesma” depois de um grande vazamento de petróleo em 2010.

Em “A grande orquestra da natureza”, Krause mostra que a conexão entre os mundos sonoros humano e não humano se perdeu. Nosso modo de vida não só nos priva da capacidade de escutar com atenção o que está ao redor, como ainda silencia a diversidade acústica dos recintos do planeta. O autor lembra que metade das fontes de seu arquivo, gravadas ao longo das últimas quatro décadas, se encontra hoje extinta por causa da intervenção humana. Em muitos desses lugares, as alterações sonoras acontecem num ritmo assustador, como as geleiras do Kilimanjaro e de Glacier Bay, ou os recifes de coral.

Segundo Krause, um sintoma deste divórcio com a natureza está na própria autorreferencialidade e antropocentrismo da música ocidental, que nos últimos séculos teria se alimentado apenas de suas próprias experiências. O que não acontece com muitos povos indígenas, como os ianomâmi, que usam as melodias da chuva caindo sobre a vegetação e outros ritmos geofônicos na sua música tradicional. Krause mostra como seres humanos que vivem intimamente ligados à floresta, como os bayaka na África, ou os kaluli em Papua-Nova Guiné, encontram na biofonia uma espécie de karaokê ecológico. Em suas performances, a natureza se transforma em uma banda de apoio. O que leva à conclusão óbvia de que a música humana teria se originado nas sonoridades do mundo natural.

– Como pré-requisito para concessão de um diploma, eu aconselharia qualquer instituição acadêmica que treina músicos e compositores se certificar de que cada aluno tem pelo menos um ano de experiência de escuta e gravação em habitats selvagens extremos, o mais afastado possível de áreas urbanas e antropofônicas – opina Krause.

Discoteca ecológica

Anêmona-do-mar: Emissora de sons incomuns, solta grunhidos altos e irritantes quando perturbada.

Castor: Uma das vocalizações mais tristes gravadas por Krause é a de um castor que acabara de perder sua companheira e filhotes e nadava em círculos gritando sua dor.

Vento: Por sua força mística, é um dos mais etéreos sons geofônicos.

Neve: Para quem se dedica ao registro sonoro da natureza, o som da neve caindo equivale a “um prato da alta gastronomia”, segundo Krause: difícil de conseguir, mas inigualável.

Ouça mais sons na página do livro “A grande orquestra da natureza”:http://bit.ly/orquestranatureza

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/ciencia/revista-amanha/acustica-ecologica-medida-para-biodiversidade-11416452#ixzz2ru9qYO5n 
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University of Waterloo tries dog patrol to fight goose problem (CBC News)

CBC News Posted: Apr 10, 2013 5:30 AM ET Last Updated: Apr 15, 2013 12:40 AM ET

A pair of Canada Geese. The University of Waterloo is trying new ways to fight the geese problem on campus, including using dog patrols and asking students to tweet in nest locations.

A pair of Canada Geese. The University of Waterloo is trying new ways to fight the geese problem on campus, including using dog patrols and asking students to tweet in nest locations.

 

It’s spring. That means longer days, warmer weather, and for Canada Geese, it’s nesting season.

The Canada Geese that have taken up residence at the University of Waterloo are famous, in part because they don’t hesistate to defend their nesting areas from perceived intruders.

Alex Harris and Molson the dog, pictured above, patrol UWaterloo twice a day to chase away Canada Geese. Photo:warriordad.smugmug.com/

Alex Harris is no stranger to hissing, flapping, angry geese. Harris is the man behind the University of Waterloo’s Geese Police and along with Molson, a border collie-golden retriever cross, patrols the university campus twice a day along a five-kilometre path. Canada Geese are notorious at the university because the large number of people and buildings offer protection from natural predators, allowing the geese to thrive. 

The daily patrols are part of Harris’ undergraduate thesis project for his Geography and Environmental Management Honours degree. By summer, Harris wants to have an accurate picture of how Molson affects geese nesting habits along the designated path, in order to “determine exactly how bad the problem is and how long it will take to fix it and balance the ecosystem out,” he writes on his website.

Read the full article here.

 

De olho no gato (Fapesp)

Pesquisadores se mobilizam para aumentar em 20% a população de onças-pintadas na mata atlântica em cinco anos

CARLOS FIORAVANTI e RICARDO ZORZETTO | Edição 215 – Janeiro de 2014

O maior felino 
das Américas: 
com baixa diversidade genética e ameaçado pela caça intensiva

O maior felino 
das Américas: 
com baixa diversidade genética e ameaçado pela caça intensiva. © ADRIANO GAMBARINI

O veterinário Ronaldo Morato pretende sair logo atrás de onças-pintadas, se possível já em maio, quando passarem as chuvas do início de ano. Seu plano é colocar um colar especial em cinco onças dessa espécie que vivem nas florestas do sul do estado de São Paulo para acompanhar seus movimentos a distância e conhecer seus espaços favoritos. A definição de áreas prioritárias para a conservação desses animais faz parte de um plano estabelecido em setembro em Campinas para ampliar em 20% a população de onças-pintadas – os maiores felinos das Américas – na mata atlântica, o ambiente florestal em que são mais raras.

O plano propõe a redução da caça, o monitoramento das populações remanescentes, o uso de técnicas como inseminação artificial e a formação de um banco de sêmen de onças-pintadas da mata atlântica. Participantes da reunião – pesquisadores acadêmicos e representantes de empresas e de órgãos do governo – reconheceram que o esforço concentrado em um único ecossistema com metas de curto prazo deve facilitar o trabalho e aumentar a chance de sucesso do plano de ação. Já existe um plano nacional de preservação das onças-pintadas, publicado em dezembro de 2010 no Diário Oficial, com ações previstas até 2020. Em uma avaliação recente, os especialistas verificaram que parte dos objetivos tinha sido atingida e concluíram que trabalhar separadamente nos diferentes ambientes brasileiros poderia ser mais produtivo.

“Se conseguirmos reduzir as pressões atuais, como a caça e a fragmentação da floresta, pode já ser o bastante para aumentarmos a população de onça-pintada na mata atlântica”, diz Morato, coordenador do Centro Nacional de Pesquisas e Conservação de Mamíferos Carnívoros (Cenap) do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. Em sua sala de trabalho, em um prédio de dois pisos com amplas janelas de vidro e vigas de madeira próximo à rodovia Dom Pedro I, em Atibaia, ele acompanha pelo computador o movimento de oito onças-pintadas nas matas do norte do pantanal. Várias vezes ele sentiu medo e fascínio ao se ver em campo diante desses felinos, que podem chegar a 2,70 metros de comprimento e podem atacar quando se sentem acuados. A primeira vez foi em 1992, recém-formado em veterinária, para anestesiar uma onça-preta e acompanhar outros pesquisadores colocando um colar de monitoramento no animal, ainda como estagiário do biólogo Peter Crawshaw, um dos pioneiros na preservação de felinos silvestres no Brasil. “E nunca mais me desprendi das onças”, diz Morato, aos 47 anos.

“Temos de trabalhar juntos e acreditar que o plano vai dar certo”, ele ressalta. Reduzir a caça e a fragmentação, como ele propõe, exigirá uma atenção permanente dos órgãos de fiscalização ambiental nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia, por onde a mata atlântica se espalha. Em todo o país, a caça – para a retirada e venda de pele ou como retaliação, quando as onças atacam os rebanhos – ainda é intensa, embora proibida e classificada como crime inafiançável. Em 2013, ele e Elildo Carvalho Jr., outro pesquisador do Cenap, em colaboração com o Instituto Pró-Carnívoros, verificaram que pelo menos 60 onças-pintadas (Panthera onca) e pardas (Puma concolor) foram mortas por caçadores nos últimos dois anos, com base em informações de 100 gestores das unidades de conservação ambiental administradas pelo governo federal. Estima-se que 5.500 representantes dessa espécie se escondam nas florestas brasileiras, principalmente na Amazônia e no pantanal. Mesmo assim, a onça-pintada é considerada vulnerável ao risco de desaparecimento, por causa do declínio populacional.

Na reunião de setembro em Campinas e em uma carta publicada na revista Science em novembro, pesquisadores de várias instituições do país alertaram que a mata atlântica, se nada for feito, pode ser o primeiro ambiente florestal brasileiro a perder essa espécie de felino – ali, a onça-pintada já é classificada como criticamente ameaçada de extinção. Estima-se que a floresta atlântica abrigue apenas 250 onças-pintadas, total considerado baixo para a manutenção das populações. Além do pequeno número de animais, outro problema é a baixa diversidade genética. Os estudos do grupo de Eduardo Eizirik da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio Grande do Sul indicaram que os 250 animais, em consequência de cruzamentos entre eles, correspondem a apenas 50 indivíduos efetivos, geneticamente distintos.

As onças-pintadas ocupam apenas 7% da área total da mata atlântica. Se houvesse mais animais dessa espécie – e também mais oferta de sua dieta favorita, as queixadas, uma espécie de porco selvagem bastante caçada por causa da carne, mas indesejada porque anda em bandos e destrói plantações –, a área ocupada poderia ser três vezes maior, de acordo com as pesquisas do grupo de Mauro Galetti, da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Seus estudos indicaram que a falta de onças-pintadas, os predadores de topo de cadeia alimentar, pode causar vários tipos de desequilíbrios ecológicos, deixando animais herbívoros como a anta – ou mesmo roedores – se multiplicarem livremente ou favorecendo o crescimento de gramíneas e outras plantas baixas no lugar das árvores.

Região de Boqueirão da Onça

Região de Boqueirão da Onça. © CLAUDIA B. CAMPOS

Valéria Conforti, professora da Universidade de Franca (Unifran), disse que saiu otimista da reunião de setembro em Campinas. “Todos estavam chocados com a situação das onças-pintadas na mata atlântica e se mostraram dispostos a correr riscos e testar o que achamos que pode dar certo”, ela observou. Um de seus planos para este ano é testar, em onças-pintadas mantidas em zoológicos paulistas, uma técnica de inseminação artificial que ela aplicou experimentalmente em gatas domésticas e outros felinos no zoológico de Cincinnati, nos Estados Unidos. Essa abordagem consiste em medir a variação hormonal das onças fêmeas por meio da análise de fezes, identificar o momento mais adequado, induzir a ovulação e fazer a inseminação artificial, depositando sêmen por meio de uma laparoscopia na tuba uterina, em vez do útero, como já se faz, para facilitar o acesso do espermatozoide ao óvulo e aumentar a chance de fertilização. A inseminação artificial já foi aplicada a outros felinos, mas ainda não a onças-pintadas. Se os testes derem certo, Valéria pretende aplicar essa técnica em animais de vida livre em 2015, como forma de aumentar a probabilidade de geração de filhotes sadios e evitar o risco de cruzamento entre animais aparentados.

A transferência de animais de uma mata para outra é uma possibilidade cogitada para repovoar as matas com onças-pintadas. Trata-se, porém, de uma alternativa de custo alto e muitas dificuldades, que exige o apoio de comunidades rurais e fazendeiros que aceitem ter uma onça perto de suas casas ou pastagens. Vários estudos, como os do biólogo Sílvio Marchini, pesquisador da Escola da Amazônia e da Universidade de São Paulo (USP), mostraram que o apoio dos moradores de áreas rurais próximas a matas ocupadas por onças é fundamental para os planos de ação funcionarem. No pantanal, com resultado de um experimento-piloto do Cenap com uma pousada, ganha adesões o argumento de que o lucro com o turismo de observação de onças pode ser maior que a perda de um ou outro boi.

Há relatos de êxito de transferência de felinos nos Estados Unidos e na Espanha, mas no Brasil as poucas tentativas feitas até agora, em florestas a serem cobertas por reservatórios de hidrelétricas, não deram certo. Os animais transferidos não se adaptaram, começaram a comer bois e foram mortos por caçadores ou voltaram a seus locais de origem, a dezenas de quilômetros de distância. Em um dos debates no encontro de setembro em Campinas, os pesquisadores observaram que, nos próximos cinco anos, talvez a criação de conexões – ou corredores – entre os fragmentos de floresta seja uma alternativa mais viável que a inseminação artificial ou a transferência de animais para ampliar as populações de onças-pintadas na mata atlântica. Todos concordaram que se trata de um problema urgente. “Não podemos esperar muito”, disse Valéria Conforti. A onça-pintada já é considerada extinta no Uruguai e nos pampas do Sul do Brasil.

Manuel Silva, morador da região de Boqueirão da Onça (acima), Alessandra e a filha Sara, Cailane Ferreira (ao fundo) e Claudia Campos: diálogo constante

Manuel Silva, morador da região de Boqueirão da Onça, Alessandra e a filha Sara, Cailane Ferreira e Claudia Campos: diálogo constante. © ALEXANDRE ANÉZIO

Um poço para salvar as onças

Mais apreensiva do que quando olhou para os examinadores 
de sua banca de doutorado, 
a bióloga Claudia Campos observou os 50 sertanejos à sua frente na igreja do povoado de Queixo Dantas, norte da Bahia, na tarde de um domingo de julho de 2012. Nervosa, mas com 
voz firme, ao lado dos amigos Claudia Martins, Carolina Esteves e Alexandre Anézio, 
ela sugeriu aos homens que fizessem cercados para manter suas cabras e ovelhas, em vez 
de deixar os animais soltos na caatinga na época de seca, sob 
o risco de serem atacados por onças. Os criadores reagiram: como poderiam deixar os animais presos sem água nem comida, se não chovia há três anos? Se eles aceitassem, ela disse, poderiam construir um poço para tirar água e cultivar plantas para alimentar os animais. Oito deles aderiram ao plano.

A perfuração do poço artesiano estava prevista para o final do mês passado, as plantas que serviriam de alimento para os caprinos seriam semeadas logo depois e os novos cercados, construídos a partir de fevereiro. Se tudo der certo, os animais terão alimento ao longo de todo o ano, como
já se faz em outras partes do sertão do nordeste, e não precisarão mais pastar nas áreas de mata nativa durante 
a seca, reduzindo as chances 
de encontro com as onças; 
os moradores as matam para evitar que ataquem seus animais de criação.

Claudia chegou a Petrolina, Pernambuco, em outubro de 2006, como pesquisadora do Centro Nacional de Pesquisas 
e Conservação de Mamíferos Carnívoros (Cenap) do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, um dos braços antigos do Ibama, 
para detalhar a distribuição geográfica e os hábitos da 
onça-pintada em uma região
 de 900 mil hectares conhecida como Boqueirão da Onça. 
Ao verem a forasteira chegando em um carro com o logotipo 
do Ibama, os moradores logo diziam que não caçavam bicho nenhum. Conversando muito, ela venceu a desconfiança. “Todos estão cansados de ouvir do governo coisas que poderiam ajudar a vida deles e nunca aconteceram”, ela observou. 
“Já visitei 140 dos quase 
150 povoados da região.”

Aos poucos ela concluiu 
que teria de cuidar dos conflitos entre os moradores e os 
animais silvestres. Em 2009, aos 76 anos, o zoólogo George Schaller, pioneiro mundial na conservação de grandes carnívoros e vice-presidente 
da Panthera, organização que apoia o trabalho na Bahia, percorreu a região e reforçou sua hipótese ao dizer que seria impossível preservar animais silvestres sem a participação dos moradores locais. Claudia estima que por ali vivam 
50 onças-pintadas – ainda não 
viu nenhuma, apenas vê as pegadas durante o dia e 
sente que os animais passam 
por perto quando ela tem 
de dormir no meio da caatinga.

Projetos
1. Uso e ocupação do espaço, movimentação e seleção de hábitat por onça-pintada (Panthera onca) na mata atlântica e caatinga: uma análise comparativa (2013/10029-6); Modalidade Auxílio Regular a Projeto de Pesquisa; Coord. Ronaldo Gonçalves Morato – Cenap; Investimento R$ 110.627,80 (FAPESP). 2. O uso de método não invasivo para monitoramento da função ovariana em onças-pintadas (Panthera onca) via ensaio imunoenzimático e caracterização dos metabólitos de esteroides fecais por meio de cromatografia líquida de alta eficiência (13/12757-9); Modalidade Auxílio Regular a Projeto de Pesquisa; Coord. Valeria Amorim Conforti – Unifran; Investimento R$ 35.780,00 (FAPESP).

Artigos científicos
CARVALHO Jr., E.A.R. de e MORATO, R.G. Factors affecting big cat hunting in Brazilian protected areasTropical Conservation Science. v. 6, n. 2, p. 303-10. 2013.
CONFORTI, V. A. et al. Laparoscopic oviductal artificial insemination improves pregnancy success in exogenous gonadotropin-treated domestic cats as a model for endangered felidsBiology of Reproduction. v. 88, p. 112.105353. 2013.

A planta com capacidade de aprender (e lembrar) como os animais (Hype Science)

Por Natasha Romanzoti

20.jan.2014

mimosa-pudica

Uma nova pesquisa da Universidade da Austrália Ocidental descobriu que a planta Mimosa pudica, conhecida em português como dormideira, não-me-toques ou dorme-dorme, é capaz de aprender e se lembrar tão bem quanto animais fazem – tudo isso sem um cérebro.

Enquanto pode soar como ficção, a autora sênior do estudo, Dra. Monica Gagliano, e seus colegas Michael Renton e Dr. Marcial Depczynski da Universidade da Austrália Ocidental e Stefano Mancuso da Universidade de Florença (Itália) têm provas sólidas para apoiar suas teorias.

Usando a mesma estrutura experimental normalmente aplicada para testar respostas comportamentais aprendidas em animais, os cientistas projetaram seus experimentos como se a dorme-dorme fosse de fato um animal.

Eles treinaram as memórias de curto e longo prazo das plantas em ambos ambientes de alta e baixa luminosidade ao derramar água sobre elas várias vezes usando um aparelho personalizado. A dorme-dorme dobra suas folhas em resposta à queda.

O objetivo era descobrir se as plantas poderiam aprender a ignorar adaptativamente tais estímulos, um processo conhecido como habituação.

Primeiro, as plantas que foram submetidas a uma única gota de água rapidamente fecharam as suas folhas, repetindo o gesto quando o experimento foi feito novamente oito horas depois – elas claramente ainda consideravam a experiência ameaçadora.

Um grande grupo de plantas recebeu, em seguida, uma série de 60 quedas consecutivas com poucos segundos de intervalo, repetida sete vezes dentro de um único dia. Estas plantas se habituaram rapidamente, mantendo suas folhas abertas após as primeiras 4 a 6 gotas e, no final do dia, sequer fecharam suas folhas. Para garantir que tudo isso não era simplesmente um caso de “fadiga”, um tipo diferente de choque foi administrado, e as plantas fecharam suas folhas conforme o esperado.

Os pesquisadores eficazmente mostraram como as plantas pararam de fechar suas folhas quando souberam que a perturbação repetida não tinha nenhuma consequência danosa real. Elas foram capazes de adquirir o comportamento aprendido em questão de segundos e, como nos animais, a aprendizagem foi mais rápida em ambiente menos favoráveis (ou seja, com pouca luz).

Mais notavelmente, as plantas foram capazes de se lembrar do que tinham aprendido por várias semanas, mesmo depois de as condições ambientais mudarem. Elas não só se lembraram que o estímulo era inofensivo, como também abriram as suas folhas de forma mais ampla, mostrando que haviam se adaptado ao que tinham aprendido no seu novo ambiente de baixa luz. No geral, todos os grupos testados apresentaram respostas mais pronunciadas e consistentes do que antes, o que demonstra que ainda se lembravam do que foram ensinadas quatro semanas antes.

Essa descoberta vem não muito tempo depois da Dra. Gagliano publicar um artigo sobre o poder das plantas de “falarem” usando som. Além disso, outra pesquisa já havia revelado que as plantas possuem a capacidade de contar – a Arabidopsis thaliana, por exemplo, depende de matemática para sobreviver, adaptando suas reservas de amido fotossintético conforme a variação do tempo sem luz e o conteúdo disponível de amido, para durem quase precisamente até o amanhecer.

Ou seja, as plantas podem não ter cérebro e tecidos neurais, mas possuem uma sofisticada rede de sinalização à base de cálcio nas suas células, semelhante a processos de memória dos animais.

Os pesquisadores admitem que ainda não entendem a base biológica para esse mecanismo de aprendizado das plantas, no entanto, o seu conjunto de experimentos tem grandes implicações – principalmente, muda radicalmente a fronteira entre plantas e animais, incluindo a nossa definição de aprendizagem (e, portanto, memória) como uma propriedade especial de organismos com funções de um sistema nervoso. [ScienceAlert,Economist]

Age-Old ‘Man v. Wolf’ Battles Are Back In Europe (Worldcrunch)

Julie Farrar (2014-01-11) 

Article illustrative image

Iberian wolf in Lugo, Spain

“Wolves are not killed because they are grey, but because they eat sheep.”  (Russian proverb)

Who’s afraid of the Big, Bad Wolf? Well, as it turns out, more than just the shepherds whose flocks get devoured. In European culture, there is a deep-rooted negative image of the wolf, based on fear of attacks on humans — thanks to well-known children’s stories — combined with the loss of livestock, and therefore livelihood, to wolf depredation.

And over the past decade, as the number of members of the species has increased, humans are the ones on the attack.

In the central Italian city of Terni, a she-wolf was shot dead. This comes as in the coastal forest of Tuscany, eight wolves have been killed since November — three in the last week alone. In these most recent kills, two of which were wolf-dog hybrids, the animals had been tied up on a city street where they were beaten, shot and left abandoned as acts of “demonstrative warning,” according to La Stampa.

Giacomo Bottinelli of the Italian animal rights group LAV blamed sheep farmers and lax hunting regulations that he says “guarantee the impunity of dangerous criminals.”

Meanwhile, in Tamins, Switzerland, a wolf was found dead this week, and it was determined that it had been shot two weeks earlier and left to succumb to a slow and painful death, reports 24 Heures. “This situation surprised us completely, even if we knew the local population was concerned by the presence of the wolf pack in the area,” said State Councilor Mario Cavigelli. “Completely informing the population is our top priority. Wolves are not dangerous as long as we don’t feed them.”

Experts note that there are solutions to keep the animals at bay, e.g. the use of rubber bullets, flashing lights and even the presence of sheepdogs. It’s true that as predation grows, an open debate must take place — but funds are lacking and the shepherds need help.

Pets in the middle

In Germany, as elsewhere, it was believed that the species had been hunted to extinction more than a century ago. But over the past decade, wolves have returned, migrating back from Eastern Europe and reigniting ancient fears. German weekly Der Spiegel reports that researchers at the Senckenberg Society for Natural Research proved that livestock accounts for less than 1% of wolves’ diets.

The resurgence of the animals has caused anger amongst farmers, who declare that the wolves are not just eating their sheep and other livestock, but household pets as well.

“We’re not against wolves, but we want them to stay on government-owned lands. When they leave these territories, we want to be able to shoot them,” said Lutz-Uwe Kahn, of the Brandenburg Farmers Alliance, quoted in Der Tagesspiegel.

There is the fear that the wolves will attack humans but, as Werner Freund proved to VICE magazine, it is entirely possible to co-habitate with them. Freund, a former marine, has been living with wild wolves in Merzig, a small town near the French border, for the past 30 years. He firmly believes that wolves only attack when cornered, and that fairy tales have brought up to believe they are to be feared. “If we say that wolves shouldn’t live here,” he continues, “then we have no right to complain about the killing of elephants in Africa for ivory.”

While Freund’s view is certainly atypical, as very few people in the world have had similar experiences with the species as he has, Germany is not the only country that is experiencing a comeback from the creatures: After an absence of 70 years, they’re back in Spain’s Guadarrama mountains, just 65 kilometers from Madrid.

Over the past two months, writes The Guardian, around 100 sheep and cattle have been killed near Buitrago, in the northern foothills of the Guadarrama mountains, says Juan Carlos Blanco, a wolf specialist and adviser to the Spanish environment ministry.

“Guadarrama can support two, even three, packs. We think there are now six packs within 100 kilometers of Madrid. When they arrive in a new area the shepherds don’t know what to do. Then they find ways to protect their flocks with dogs or fences. It’s a natural event, and the wolf will not go away now,” he says.

Blanco notes that even if hunters exterminate one pack, others will take its place. “Wolves, he said, “are very adaptable and resilient.”

Meio Ambiente aprova selo para empresa que não usar animais como cobaias (Agência Câmara)

JC e-mail 4869, de 05 de dezembro de 2013

Segundo o projeto, órgãos públicos verificarão as condições das empresas cadastradas voluntariamente para a obtenção do selo

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável aprovou, nesta quarta-feira (4), o Projeto de Lei 4586/12, do deputado Ricardo Izar (PSD-SP), que cria o selo nacional “Brasil sem Maus-Tratos”. A identificação será concedida a empresas e instituições que não utilizem animais em experimentos científicos ou testes de produtos, não usem matéria prima de origem animal para elaboração de produtos, e promovam a cultura de defesa dos direitos dos animais.

A proposta original previa o selo apenas para organizações que não utilizassem animais em experimentos científicos. Uma emenda do relator na comissão, deputado Ricardo Tripoli (PSDB-SP), incluiu os outros critérios para receber a menção.

“A sociedade brasileira demonstra sua preocupação com a aplicabilidade das normas e preceitos de bem-estar animal”, disse.

Conforme o projeto, a cada dois anos, os órgãos competentes verificarão as condições das empresas cadastradas voluntariamente para a obtenção do selo.

Provas
Outra emenda aprovada na comissão obriga as empresas a demonstrar, com provas documentais, iniciativas e investimentos em métodos alternativos sem usar animais; na não utilização de matéria prima de origem animal; no desenvolvimento de ações de conscientização sobre defesa dos direitos dos animais; e na promoção do bem-estar animal.

O texto inicial previa a comprovação de preocupação com a defesa dos direitos dos animais e com práticas sociais em benefício de jovens, idosos, pessoas com deficiência e pessoas de baixa renda.

Comissão interministerial
Tripoli retirou da proposta a criação de uma comissão interministerial para avaliar os candidatos ao selo a ser formada por representantes dos ministérios da Saúde; da Ciência e Tecnologia; e do Meio Ambiente. Segundo ele, a medida é inconstitucional e poderia prejudicar a aprovação do texto pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

O debate sobre o projeto ganhou mais visibilidade depois que, na madrugada de 18 de outubro, um grupo de ativistas invadiu o Instituto Royal, localizado em São Roque, no interior paulista, e retirou 178 cães da raça beagle que estavam sendo usados em testes científicos.

Tramitação
A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

(Tiago Miranda/Agência Câmara)

Considering the Humanity of Nonhumans (New York Times)

Elephants, chimpanzees and some cetaceans have shown that they can recognize themselves in a mirror. James Hill for The New York Times

By 

Published: December 9, 2013

What is a person?

“Beings who recognize themselves as ‘I’s.’ Those are persons.” That was the view of Immanuel Kant, said Lori Gruen, a philosophy professor at Wesleyan University who thinks and writes often about nonhuman animals and the moral and philosophical issues involved in how we treat them.

She was responding to questions in an interview last week after advocates used a new legal strategy to have chimpanzees recognized as legal persons, with a right to liberty, albeit a liberty with considerable limits.

The Nonhuman Rights Project, an advocacy group led by Steven M. Wise, filed writs of habeas corpus in New York last week on behalf of four captive chimpanzees: Tommy, owned by a Gloversville couple; two at Stony Brook University; and one at the Primate Sanctuary in Niagara Falls. The lawsuits were dismissed, but Mr. Wise said he planned to appeal.

He believes that the historical use of habeas corpus lawsuits as a tool against human slavery offers a model for how to fight for legal rights for nonhumans.

His case relies heavily on science. Nine affidavits from scientists that were part of the court filings offer opinions of what research says about the lives, thinking ability and self-awareness of chimpanzees.

Mr. Wise argues that chimps are enough like humans that they should have some legal rights; not the right to vote or freedom of religion — he is not aiming for a full-blown planet of the apes — but a limited right to bodily liberty. The suits asked that the chimps be freed to go to sanctuaries where they would have more freedom.

Richard L. Cupp, a law professor at Pepperdine University in California who opposes granting rights to nonhuman animals, described the legal strategy as “far outside the mainstream.” He said in an email, “The courts would have to dramatically expand existing common law for the cases to succeed.”

Lori Marino of Emory University, who studies dolphins and other cetaceans and is the science director of the Nonhuman Rights Project, said it “is about more than these four chimpanzees.” Mr. Wise, she said, “sees this as the knob that can turn a lot of things. It’s potentially transformative.”

She said she was under no illusion that rights for animals would be easy to gain. “It may not happen in anyone’s lifetime,” she said.

The science of behavior is only part of the legal argument, though it is crucial to the central idea — that chimps are in some sense autonomous. Autonomy can mean different things, depending on whether you are talking about chimpanzees, drones or robot vacuum cleaners, and whether you are using the language of law, philosophy or artificial intelligence.

Dr. Gruen sees it as a term that is fraught with problems in philosophy, but Dr. Marino said that for the purposes of the legal effort, autonomy means “a very basic capacity to be aware of yourself, your circumstances and your future.”

Science can’t be decisive in such an argument, as Dr. Gruen points out, but what it can do is support or undermine this idea of autonomy. “If you form the right kinds of questions,” she said, “there are important answers that science can give about animal cognition and animal behavior.”

Dr. Marino said that science could “contribute evidence for the kinds of characteristics that a judge may find to be part of autonomy.”

Dr. Gruen, Dr. Marino and Mr. Wise made presentations at a conference, Personhood Beyond the Human, at Yale over the weekend. They spoke in interviews related to the court case during the week before the conference.

The kind of science that supports the idea of chimpanzees as autonomous could also support the idea that many other animals fit the bill. There are affidavits related to cognitive ability, tool use, social life and many other capabilities of chimpanzees, but there are questions about how pertinent each line of evidence is.

“Is that important for being a philosophical person — tool use itself?” Dr. Gruen asked.

The issues of self-awareness and of awareness of past and future strike to the heart of a common-sense view of what personhood might be. Chimps, elephants and some cetaceans have shown that they can recognize themselves in a mirror.

But the rights project is claiming more, saying that for chimps, as Dr. Marino put it, “you know it was you yesterday, you today, you tomorrow,” and “you have desires and goals for the future.”

There is plenty of evidence that chimpanzees and other animals act for the future. Some birds hide seeds to recover in leaner times, for example.

One affidavit is from Matthias Osvath, of Lund University in Sweden, who studies the thinking ability of animals, particularly great apes and some birds. He cites a number of studies of chimps that support the idea they have a sense of the future, including resisting an immediate reward to gain a tool that will get them a larger reward.

In one well-known piece of research by Dr. Osvath, he reported on Santino, a chimp at a zoo in Sweden who stockpiled and hid rocks he would later throw at human visitors. Dr. Osvath argued that Santino had the capacity to think of himself making future use of the rocks he saved.

Science cannot prove what went on in Santino’s mind. But Dr. Marino said the cumulative evidence could be used to ask a judge, “If you look at all the evidence in total, then what kind of being could produce all that evidence?”

Not all proponents of animal welfare are convinced that calling for rights for animals is the best way to go.

Dr. Gruen said that she had misgivings about the rights approach, philosophically and politically. “My own view is that it makes more sense to think about what we owe animals.” Progress on that front in 2013, particularly for chimpanzees, has surprised and delighted many activists. The National Institutes of Health is retiring most of its chimpanzees. And the United States Fish and Wildlife Service has proposed changes that would classify all chimps, even those in laboratories, as endangered, a move that would raise obstacles to experiments on privately owned chimps.

One point to remember is that personhood does not mean being human. Robert Sapolsky, a primatologist and neuroscientist at Stanford University who was not associated with the lawsuit, said, “I think the evidence certainly suggests that chimps are self-aware and autonomous.” That still leaves a vast gap between chimps and humans, he said. Chimps may look ahead in hiding food for later, or planning “how to ambush monkeys they are hunting.” Humans, he noted, could think about “the consequences of global warming for their grandchildren’s grandchildren, or of the sun eventually dying, or of them eventually dying.”

A version of this news analysis appears in print on December 10, 2013, on page D1 of the New York edition with the headline: The Humanity of Nonhumans.

Domestication of Dogs May Have Elaborated On a Pre-Existing Capacity of Wolves to Learn from Humans (Science Daily)

Dec. 3, 2013 — Wolves can learn from observing humans and pack members where food is hidden and recognize when humans only pretend to hide food, reports a study for the first time in the open-access journal Frontiers in Psychology. These findings imply that when our ancestors started to domesticate dogs, they could have built on a pre-existing ability of wolves to learn from others, not necessarily pack members.

The researchers conclude that the ability to learn from other species, including humans, is not unique to dogs but was already present in their wolf ancestors. Prehistoric humans and the ancestors of dogs could build on this ability to better coordinate their actions. (Credit: Wolf Science Center)

A paper published recently in the journalScience suggested that humans domesticated dogs about 18 thousand years ago, possibly from a European population of grey wolves that is now extinct. But it remains unknown how much the ability of dogs to communicate with people derives from pre-existing social skills of their wolf ancestors, rather than from novel traits that arose during domestication.

In a recent study, Friederike Range and Zsófia Virányi from the Messerli Research Institute at the University of Veterinary Medicine Vienna investigated if wolves and dogs can observe a familiar “demonstrator” — a human or a specially trained dog — to learn where to look for food within a meadow. The subjects were 11 North American grey wolves and 14 mutts, all between 5 and 7 months old, born in captivity, bottle-fed, and hand-raised in packs at the Wolf Science Center of Game Park Ernstbrunn, Austria.

The wolves and dogs were two to four times more likely to find the snack after watching a human or dog demonstrator hide it, and this implies that they had learnt from the demonstration instead of only relying on their sense of smell. Moreover, they rarely looked for the food when the human demonstrator had only pretended to hide it, and this proves that they had watched very carefully.

The wolves were less likely to follow dog demonstrators to hidden food. This does not necessarily mean that they were not paying attention to dog demonstrators: on the contrary, the wolves may have been perceptive enough to notice that the demonstrator dogs did not find the food reward particularly tasty themselves, and so simply did not bother to look for it.

The researchers conclude that the ability to learn from other species, including humans, is not unique to dogs but was already present in their wolf ancestors. Prehistoric humans and the ancestors of dogs could build on this ability to better coordinate their actions.

Journal Reference:

  1. Friederike Range and Zsófia Virányi. Social learning from humans or conspecifics: differences and similarities between wolves and dogsFrontiers In Science, 2013 DOI:10.3389/fpsyg.2013.00868

Ativistas exigem direitos legais para chimpanzés (O Globo)

JC e-mail 4868, de 04 de dezembro de 2013

Ano foi marcado por conquistas de símios em tribunais. Agência federal anunciou que pretende aposentar os macacos que pertencem ao governo

Chimpanzés não são pessoas, mas seriam parecidos o suficiente para merecerem alguns direitos humanos. Esta é a reivindicação de um grupo de proteção dos animais que entrou com um pedido de habeas corpus para assegurar os direitos de Tommy, um símio da cidade americana de Gloversville, no estado de Nova York. Seu caso será analisado pelo Tribunal do Condado de Fulton.

Tommy não é o primeiro chimpanzé defendido em tribunais. O Projeto dos Direitos de Animais não Humanos trabalha há anos em estratégias que assegurem um tratamento justo aos animais nos 50 estados americanos, cada qual com sua legislação. A partir delas, o programa quer esboçar o que seria uma lei comum, suficientemente forte para reconhecer aos animais direitos legais, que permitam até que sejam beneficiários de herança.

O líder do projeto, Steven Wise, lembra da história da luta contra a escravidão humana ao explicar sua cruzada pelo direito dos animais. Para ele, os macacos, como os humanos, não podem ser propriedade de ninguém.

A ação judicial em Gloversville é o novo marco de um ano já marcado por polêmicas protagonizadas por chimpanzés.

Uma agência federal já anunciou novas medidas para aposentar alguns símios que são propriedade do governo; outro órgão público propôs classificar todos os chimpanzés como animais ameaçados de extinção. Esta medida prejudicaria experimentos com estes animais, mesmo aqueles realizados em laboratórios particulares.

Ativistas exaltaram suas recentes conquistas, enquanto alguns cientistas condenaram as restrições ao uso dos símios, que exerceram um papel crucial em algumas pesquisas médicas, como no trabalho para o desenvolvimento de uma vacina para a hepatite C.

Até agora, as ações judiciais reivindicavam o bem-estar dos animais, não os seus direitos. Esta semana, no entanto, Wise anunciou sua intenção de que Tommy fosse reconhecido como uma pessoa jurídica, com direito à liberdade. O chimpanzé, segundo Wise, está “mantido em cativeiro dentro de uma jaula no galpão de um estacionamento”.

O documento enviado para o Tribunal de Fulton não pede para que o animal tenha liberdade para circular em Gloversville, tampouco seu envio à África, após uma vida em cativeiro. O condado analisará apenas a remoção do símio de seus donos e a transferência do chimpanzé para um santuário.

O O Projeto dos Direitos de Animais revelou sua intenção de mover ações semelhantes a favor de três outros chimpanzés de Nova York. Dois deles seriam de um centro de pesquisas universitário, usados em um estudo sobre locomoção. O outro pertence a uma ONG.

(O Globo com informações do New York Times)
http://oglobo.globo.com/ciencia/ativistas-exigem-direitos-legais-para-chimpanzes-10959633#ixzz2mVuPNlsF

Lawsuits Could Turn Chimpanzees Into Legal Persons (Science)

2 December 2013 1:00 pm

Property or person? A series of lawsuits could free U.S. chimpanzees from captivity.

© Martin Harvey/Corbis. Property or person? A series of lawsuits could free U.S. chimpanzees from captivity.

This morning, an animal rights group known as the Nonhuman Rights Project (NhRP) filed a lawsuit in a New York Supreme Court in an attempt to get a judge to declare that chimpanzees are legal persons and should be freed from captivity. The suit is the first of three to be filed in three New York counties this week. They target two research chimps at Stony Brook University and two chimps on private property, and are the opening salvo in a coordinated effort to grant “legal personhood” to a variety of animals across the United States.

If NhRP is successful in New York, it could be a significant step toward upending millennia of law defining animals as property and could set off a “chain reaction” that could bleed over to other jurisdictions, says Richard Cupp, a law professor at Pepperdine University in Malibu, California, and a proponent of focusing on animal welfare rather than animal rights. “But if they lose it could be a significant step backward for the movement. They’re playing with fire.”

The litigation has been in the works since 2007, when animal rights attorney Steven Wise founded NhRP, an association of about 60 lawyers, scientists, and policy experts. The group argues that cognitively advanced animals like chimpanzees and dolphins are so self-aware that keeping them in captivity—whether a zoo or research laboratory—is tantamount to slavery. “It’s a terrible torture we inflict on them, and it has to stop,” Wise says. “And all of human law says the way things stop is when courts and legislatures recognize that the being imprisoned is a legal person.”

NhRP spent 5 years researching the best legal strategy—and best jurisdiction—for its first cases. The upshot: a total of three lawsuits to be filed in three New York trial courts this week on behalf of four resident chimpanzees. One, named Tommy, lives in Gloversville in a “used trailer lot … isolated in a cage in a dark shed,” according to an NhRP press release. Another, Kiko, resides in a cage on private property in Niagara Falls, the group says. The final two, Hercules and Leo, are research chimps at Stony Brook University. Wise says that 11 scientists have filed affidavits in support of the group’s claims; most of them, including Jane Goodall, have worked with nonhuman primates.

In each case, NhRP is petitioning judges with a writ of habeas corpus, which allows a person being held captive to have a say in court. In a famous 1772 case, an English judge allowed such a writ for a black slave named James Somerset, tacitly acknowledging that he was a person—not a piece of property—and subsequently freed him. The case helped spark the eventual abolition of slavery in England and the United States. Wise is hoping for something similar for the captive chimps. If his group wins any of the current cases, it will ask that the animals be transferred to a chimpanzee sanctuary in Florida. Any loss, he says, will immediately be appealed.

Regardless of what happens, NhRP is already preparing litigation for other states, and not all of it involves chimpanzees. “Gorillas, orangutans, elephants, whales, dolphins—any animal that has these sorts of cognitive capabilities, we would be comfortable bringing suit on behalf of,” Wise says. Some would be research animals; others would be creatures that simply live in confined spaces, such as zoos and aquariums. “No matter how these first cases turn out, we’re going to move onto other cases, other states, other species of animals,” he says. “We’re going to file as many lawsuits as we can over the next 10 or 20 years.”

Frankie Trull, the president of the National Association for Biomedical Research in Washington, D.C., says her organization will fight any attempts at personhood in the courts. Chimpanzees, she notes, are important models for behavioral research, as well as for developing vaccines against viruses like hepatitis C. “Assigning rights to animals akin to what humans have would be chaotic for the research community.”

Anatomist Susan Larson, who studies the Stony Brook chimpanzees to shed light on the origin of bipedalism in humans, says she is “very shocked and upset” by the lawsuit. She says the chimps live in an indoor enclosure comprised of three rooms—“about the size of an average bedroom”—plus another room where they can climb, hang, and jump from ladders and tree trunks. “Everything I do with these animals I’ve done on myself,” she says. “I understand that animal rights activists don’t want these animals mistreated, but they’re hampering our ability to study them before they become extinct.”

The more immediate threat to Larson’s research isn’t NhRP, however—it is the National Institutes of Health (NIH). In June, NIH announced plans to retire all but 50 of its 360 research chimpanzees and phase out much of the chimp research it supports. The U.S. Fish and Wildlife Service, meanwhile, has recommended that captive chimps be listed as endangered, which would limit any research that isn’t in their best interest. “Soon, the type of work I do will no longer be possible,” Larson says. “They have effectively ended my research program.”

Stephen Ross, the director of the Lester E. Fisher Center for the Study and Conservation of Apes at the Lincoln Park Zoo in Chicago, Illinois, wonders if there’s a compromise. Ross, who has studied chimpanzees for more than 20 years and played a role in crafting NIH’s new policy, advocates ending private ownership of chimps and invasive research. All other chimpanzees, he says, whether located at zoos or universities, should live in large enclosures, with access to the outside, and in group sizes of at least seven individuals. “You don’t need personhood to do that,” he says. “I think we share a common philosophy,” he says of NhRP. “We want to make things better for chimps. We just disagree on how to get there.”

 

A more detailed version of this story will appear in the 6 December issue of Science.

*Clarification, 2 December, 4 p.m.: This item has been updated to reflect Richard Cupp’s position on animal rights.

Oldest Clam Consternation Overblown (National Geographic)

A photo of ming the clam.

Shell valves from a specimen of Arctica islandica that was found to have lived for approximately 507 years are pictured here. The creature’s death has generated some consternation about marine researchers that looks a bit overblown.

PHOTOGRAPH COURTESY BANGOR UNIVERSITY

Samantha Larson

for National Geographic

PUBLISHED NOVEMBER 16, 2013

Consternation over the death of the world’s oldest-recorded animal, a 507-year-old clam nicknamed Ming, has earned marine researchers unhappy headlinesworldwide.

But a closer look at the story—”Clam-gate,” as the BBC called it—finds the tempest over Ming a bit overblown. (Also see “Clams: Not Just for Chowder.”)

News of the clam’s death, first noted in 2007, took on a life of its own this week after researchers led by James Scourse, from the United Kingdom’s Bangor University, reanalyzed its age and announced the 507-year estimate.

Contrary to news reports, the researchers say they did not kill the elderly clam for the ironic-seeming purpose of finding out its age.

“This particular animal was one of about 200 that were collected live from the Icelandic shelf in 2006,” explains climate scientist Paul Butlerfrom the same U.K. university, who, along with Scourse, dredged up the clam as part of a research project to investigate climate change over the past thousand years.

All 200 clams were killed when they were frozen on board to take them home. They didn’t find out how old Ming was until they were back in the lab and looked at its shell under a microscope.

Ming Dynasty Survivor

When Ming first made headlines in 2007, the researchers said they thought it was about 405 years old, earning it even then the title of the oldest-known animal.

After the more recent reanalysis, they realized that the bivalve was even more impressive than they had thought.

In the year Ming was born, Leonardo da Vinci was at work on the “Mona Lisa,” the first recorded epidemic of smallpox hit the New World, and the Ming dynasty ruled China (hence the name). Ming was 52 years old when Queen Elizabeth I took the throne.

Clam Age Counting

The researchers determined Ming’s age by counting the number of bands in its shell. This type of clam, the ocean quahog, grows a new band every year. (Also see “Giant Clam.”)

The 100-year age discrepancy resulted from the 2007 analysis examining a part of Ming’s shell where some of the bands were so narrow they couldn’t be separated from each other.

Scourse, a marine geologist, says that the new age has been verified against radiocarbon dating and is “pretty much without error.”

Clams Don’t Carry Birth Certificates

When Scourse and Butler dredged up the live clam, they had what appeared to be an everyday quahog, an animal that could fit into the palm of their hand.

As Madelyn Mette, a Ph.D. student at Iowa State University in Ames who also studies these clams, explains, “Once they reach a certain age, they don’t get a lot bigger per year … If you have a large clam, you can’t always tell if it’s 100 years old or 300 years old, because there’s very little difference in size.”

Scourse points out that the 200 clams they sampled represented a very small fraction of the world’s entire clam population. For that reason, even if Ming was the oldest animal that we knew, the chances that it was actually the oldest quahog out there in the ocean depths are “infinitesimally small.”

How About Some Chowdah?

In fact, it isn’t unthinkable that someone might eat a clam of Ming’s age for lunch—ocean quahogs from the North Atlantic are one of the main species used in clam chowder.

If nothing else, Ming’s sacrifice should help out Scourse and Butler’s research, looking at long-term climate impacts on sea life over the past few centuries.

“The 507-year-old is at the top end of the series,” Scourse says. “From this we can get annual records of marine climate change, which so far we’ve never been able to get from the North Atlantic.”

China considers end to mandatory animal testing on cosmetics (CNN)

By Zhang Dayu, CNN

November 15, 2013 — Updated 0649 GMT (1449 HKT)

A worker holds white rats at an animal laboratory of a medical school in 2008 in Chongqing, China.

A worker holds white rats at an animal laboratory of a medical school in 2008 in Chongqing, China.

STORY HIGHLIGHTS

  • China considers allowing sale of some cosmetics without requiring them to be tested on animals.
  • The proposal covers products made in China, but not imported products
  • Campaign group said change came quicker than expected
  • But does not expect wholesale end to animal testing of cosmetics in China

Hong Kong (CNN) — Cosmetic companies and animal rights groups have welcomed a proposal by China to allow sales of some cosmetics without requiring them to be tested on animals.

Animal testing would no longer be mandatory for “non-specialized cosmetics”, including shampoo, soaps and certain skin products manufactured in China from June next year, according to a document posted on the website of the China Food and Drug Administration earlier this month.

Beauty companies have long faced an ugly dilemma in China.

Local laws and regulations require animal testing for cosmetic products sold in the country, which has made the lucrative market a tricky area for brands that want to sell in China without alienating consumers in other places that frown upon animal testing.

“Non-specialized cosmetics produced in China could avoid toxicological testing after going through risk and safety checks,” the China Food and Drug Administration said.

Imported cosmetics are not covered in the proposal. But the document indicated that China would gradually ease regulations on animal testing, which would allow more international firms opposed to animal testing to enter China’s 134 billion yuan ($22 billion) cosmetics market.

READ: From poison to potion: Toxins turned into life-saving drugs

Current regulations require all cosmetics to go through a lengthy approval process known as “toxicological testing” which involves testing on animals like rabbits and guinea pigs.

“The Body Shop welcomes the signals that the Chinese authorities are adopting a new approach to cosmetic testing,” spokeswoman Louise Terry said in emailed comments from London.

“We have campaigned against animal testing for over 20 years and we look forward to selling our products in China one day.”

Cosmetic brand Urban Decay last year abandoned plans to sell its products in China in response to pressure from consumers and campaign groups, according to Cruelty Free International.

Dave Neale, animal welfare director at campaign group Animal Asia, told CNN the planned changes had come quicker than expected given that local campaigns against animal testing have only been going for two years.

“That’s a very significant development because it took many years for European Union to allow these products to be sold (without being tested on animals).”

Earlier this year, a complete ban on the sale of cosmetics developed through animal testing took effect in the European Union.

But Neale added that this proposal would not mark the end of animal testing in China.

“As far as I’m aware, products can still be tested on animals. It just opens the opportunity for non-animal products to be sold,” he said.

Conheça o animal que mais salvou vidas humanas até hoje (Engenheria É)

Acessado em 18/11/2013.

Por Mauro Sérgio Ribeiro de Souza

Nas últimas semanas muitas pessoas tem protestado por conta do uso de animais em pesquisas. Teve o caso dos Beagles, testes em macacos, ratos e etc. Mas e você, sabe qual o animal que mais salvou vidas humanas até hoje?

Não é o cão, como muita gente pode ter pensado, nem mesmo o leal cavalo, nem o valente pombo-mensageiro. O salvador vem do mar: é o caranguejo-ferradura!

caranguejo_ferradura_03O caranguejo-ferradura (Limulus polyphemus) é um dos seres vivos mais antigos que existem no planeta. Uma estranha criatura que parece saída do filme “Alien”, capaz de suportar até um ano sem se alimentar e de resistir temperaturas e salinidades extremas. Um fóssil vivo que habita nosso planeta há 445 milhões de anos, antes mesmo que os dinossauros.

Hoje em dia, seu número encontra-se em decréscimo de forma lenta, mas constante, devido à mudança climática, a pesca predatória e a captura para a indústria farmacêutica. Infelizmente para o bicho, seu cotado sangue azul tem numerosos usos médicos e é utilizado para salvar inumeras vidas humanas.

Desde 1950, quando cientistas descobriram que o sangue de cor azul do caranguejo-ferradura se coagulava em contato com as bactérias E.coli e Salmonela, as pesquisas nunca mais pararam. Um destes últimos estudos se concentrou em um peptídeo que os caranguejos-ferradura elaboram e que inibe a replicação do Vírus da Imunodeficiência Humana.

Os ensaios pré-clínicos mostram que é tão efetivo como a zidovudina, um medicamento clássico contra a AIDS. Inclusive astronautas da NASA testaram na Estação Espacial Internacional um dispositivo médico de alta tecnologia que utiliza enzimas primitivas dos caranguejos-ferradura para o diagnóstico de doenças humanas.

O segredo que faz com que o sangue do caranguejo seja de grande utilidade para a indústria biomédica está baseado na simplicidade e efetividade de seu sistema imunológico. Uma verdadeira cascata de enzimas, que produzem coagulação quando se encontram com o material das paredes celulares da maioria das bactérias. Os caranguejos-ferradura vivem sob constante ameaça da infecção em um habitat que pode conter milhares de milhões de bactérias por mililitro.

A diferença dos seres humanos, os caranguejos não têm hemoglobina no sangue, com isso, eles utilizam a hemocianina para transportar oxigênio. E é devido à presença de cobre na hemocianina e não de ferro, que o sangue adquire a peculiar cor azul.

caranguejo_ferradura_07É tão importante este sangue azul que provavelmente muitos de nós devemos a vida a esses caranguejos. E não é um exagero já que o LAL (lisado de amebócitos de Limulus) extrato aquoso de amebócitos do caranguejo é utilizado com frequência em testes para detectar as endotoxinas bacterianas em numerosos produtos farmacêuticos. Além de ser uma forma singela, barata e segura para detectar impurezas, é uma ferramenta importante no desenvolvimento de novos antibióticos e vacinas.

O sangue do caranguejo-ferradura não só se converteu em uma poderosa “arma médica”, como também é um grande negócio. No mercado mundial, um litro de sangue deste caranguejo tem um preço aproximado de 15.000 dólares.

Ao ano, precisa-se do sangue de pelo menos 500.000 caranguejos, dos quais são extraídos em torno de 100 mililitros perfurando o pericárdio de seu primitivo coração. Mas, calma! Antes que você ache que os bichinhos precisem morrer para isso, saiba que o sacrifício deles não é necessário. Para obter o seu sangue valioso, os caranguejos são “ordenhados” manualmente por profissionais cuidadosos e, apesar de perderem 30% de seu peso, depois eles se recuperaram rápido e são devolvidos à água. Durante o processo, “apenas” 15% dos caranguejos morrem.

Os caranguejos passam por essa ordenha apenas uma vez por ano, sendo que seu sangue é posteriormente congelado, desidratado e, em seguida, enviado às instituições de pesquisas médicas e laboratórios.

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Mais sobre os beagles e o Instituto Royal

JC e-mail 4855, de 13 de novembro de 2013

SBCAL/COBEA lamenta fechamento do Instituto Royal em manifesto

Assinado pela diretoria, texto destaca a preocupação da comunidade científica com o bem-estar dos animais

A diretoria da Sociedade Brasileira de Ciência em Animais de Laboratório (SBCAL) e do Colégio Brasileiro de Experimentação Animal (Cobea) divulgou um manifesto lamentando a fechamento definitivo do Instituto Royal e repudiando a invasão e roubo de cães. O texto destaca a preocupação da associação com o bem-estar dos animais usados em laboratório.

Veja o documento na íntegra:

Manifesto da Sociedade Brasileira de Ciência em Animais de Laboratório
A SBCAL lamenta profundamente a invasão e o roubo dos cães ocorridos no Instituto Royal. Este Instituto era uma unidade experimental de referência em nosso País, tanto por sua credibilidade quanto por sua ética no cuidado com os animais.

O Instituto Royal contribuiu de forma significativa para a produção de novos medicamentos para a indústria farmacêutica nacional. É importante deixar claro que a invasão foi realizada por ativistas contrários ao uso científico de animais. A denúncia de maus tratos foi um pretexto criado para incentivar a invasão e o roubo dos animais. Não houve provas de maus tratos.

O Instituto Royal sempre teve preocupação com o bem-estar de todos seus animais, pois esta é uma obrigação ética que temos com eles além de ser fundamental para a obtenção de resultados fidedignos. A certificação dos medicamentos que estavam sendo testados no instituto Royal, para sua posterior produção no Brasil foi interrompida. Com isso muitas doenças como o câncer continuarão dependente da importação destes medicamentos, que são caros e nem sempre ao alcance das parcelas mais necessitadas da nossa sociedade.

A SBCAL é a favor do diálogo e repudia qualquer forma de violência contra os animais, contra pessoas e contra o patrimônio de qualquer entidade. A ciência brasileira se encontra ameaçada com este movimento que quer impor a sua verdade por meio da violência e não pelo diálogo.

Nós apoiamos o desenvolvimento da ciência com o uso de animais desde que pautada em critérios éticos e com cuidado e manejo que preservem, ao máximo, o bem estar destas espécies. Entendemos que a sociedade tem se preocupado com os animais usados em pesquisa cientifica e podemos assegurar que esta é, também, uma preocupação da SBCAL.

Enquanto não houver métodos substitutivos ao uso de animais, temos que cuidar deles da melhor forma possível respeitando seu comportamento e suas necessidades. Está é uma atitude ética em relação aos animais e aos seres humanos que neles depositam a esperança do desenvolvimento de tratamentos para as enfermidades humanas e animais.

A SBCAL fica a disposição para esclarecer qualquer dúvida quanto a questões relacionadas ao manejo e bem-estar de animais usados na pesquisa científica.

Atenciosamente,
DIRETORIA SBCAL/COBEA 2012-2014

* * *

JC e-mail 4856, de 14 de novembro de 2013

Instituto dos beagles sofre novo ataque

Grupo de encapuzados entrou nas instalações, amarrou vigias e soltou roedores de laboratório em São Roque (SP)

O Instituto Royal, em São Roque (a 66 Km de São Paulo), foi novamente atacado na madrugada de ontem. Cerca de 300 roedores que ainda restavam no local foram levados ou soltos na região.

A ação acontece menos de um mês após a primeira invasão, em 18 de outubro, quando 178 cães da raça beagle foram resgatados por cerca de cem ativistas.

Na semana passada, a direção do Royal anunciou o encerramento de suas atividade na unidade paulista.

A alegação foi a falta de segurança e os prejuízos “irreparáveis”, após o vandalismo que prejudicou o andamento de pesquisas diversas, inclusive com medicamentos.

O ataque de ontem começou por volta das 3h, segundo a polícia. Pelo menos 40 pessoas encapuzadas, algumas delas com foices, facas e alicates, renderam e amararam três seguranças que estavam na instalação.

Em nota, o laboratório informou que materiais que restavam no local, como cadeiras, prateleiras e microscópios, foram destruídos.

Veículos do instituto e de um dos seguranças também foram danificados.

Os vigias declararam em boletim de ocorrência que foram agredidos e passaram por exame de corpo de delito. A carteira de um deles foi levada pelos vândalos.

A delegacia de São Roque investiga o caso e já requisitou as imagens de câmeras de segurança do prédio.

PICHAÇÃO
Em paredes do instituto foram pichadas as frases: “Assassinos. A mão de Deus vai cair sobre vocês” e “Aliança de Libertação Animal”.

Ativistas acusam o laboratório de maus-tratos contra os animais, o que a instituição sempre negou.

Um grupo intitulado “Coletivo Armageddon Black” compartilhou fotos que seriam do momento da invasão ao Royal em sua página em uma rede social.

RATOS
Nas imagens postadas, homens e mulheres encapuzados carregam caixas cheias de ratos brancos e posam com uma faca, um machado e um martelo nas mãos.

O instituto afirma que aguardava definição de órgãos competentes para encaminhar os animais que restavam no local para uma destinação correta.

Ativistas chegaram a declarar em páginas da internet que queriam ficar com os bichos e que iriam buscá-los.

“Lamentamos que a onda de violência física e moral contra os animais e os profissionais que prestam serviço ao instituto, apoiada sistematicamente por políticos e celebridades, ainda persista”, informou nota da instituição divulgada ontem.

(Jairo Marques/ Folha de S.Paulo)
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/138883-instituto-dos-beagles-sofre-novo-ataque.shtml

Matéria do Estadão sobre o ataque:
Após render vigias, grupo invade Royal de novo e leva roedores
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,apos-render-vigias-grupo-invade-royal-de-novo-e-leva-roedores-,1096460,0.htm

Ainda o debate sobre a experimentação animal

JC e-mail 4853, de 11 de novembro de 2013

SBPC e FeSBE defendem o fim da experimentação animal em testes cosméticos

Manifesto das duas instituições foi divulgado na última sexta-feira

A SBPC e a Federação de Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE) divulgaram nesta sexta-feira (08/11) manifesto, em que defendem que o uso de animais em pesquisas é essencial para descobertas científicas, com benefícios inquestionáveis para os humanos e outros seres vivos. Vacinas, medicamentos, desenvolvimento de próteses e cirurgias, terapias gênica e com células tronco são apenas alguns exemplos dos benefícios obtidos com o uso de animais em pesquisas.

Apesar de ser impossível substituir por completo o uso de animais para pesquisa e testes de medicamentos e vacinas, os pesquisadores brasileiros e do exterior têm empenhado esforços para reduzir seu número em estudos, fazendo o planejamento racional dos experimentos e substituindo-os por métodos validados sempre que possível. O uso de testes alternativos é uma recomendação explícita da Lei Arouca (Lei11794 de 2008, que regulamenta o uso de animais para fins científicos e didáticos no Brasil).

Em contrapartida, o uso de animais para testes cosméticos é menos essencial e metodologias alternativas validadas podem substituí-los para esse fim.

Desta forma, a SBPC e a FeSBE informam ser favoráveis à proibição dos testes cosméticos com animais no Brasil.

Veja na íntegra do manifesto: http://sbpcnet.org.br/site/arquivos/SBPC_FeSBE.pdf

(Jornal da Ciência)

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Presidente da SBPC é contra PL que proíbe estudos com animais

Helena Nader encaminhou carta ao governador de São Paulo e a deputados estaduais em que faz um alerta sobre as consequências de projeto de lei estadual

A presidente da SBPC, Helena Nader, encaminhou nesta sexta-feira (08/11), uma carta ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e aos deputados Samuel Moreira, presidente da Assembleia Legislativa do Estado de SP, e Rogério Nogueira, autor do Projeto de Lei de nº 780/2013 – que proíbe o uso de animais em pesquisas científicas, fazendo um alerta sobre o impacto negativo dessa legislação no desenvolvimento científico do Estado de São Paulo, além do efeito negativo que pode ser estendido para o restante do país.

No documento, Helena afirma que o PL 780/2013 pode inviabilizar a pesquisa científica em várias áreas do conhecimento em pleno desenvolvimento nas diferentes Instituições de pesquisa do Estado de São Paulo.

Veja a carta na íntegra: http://sbpcnet.org.br/site/arquivos/oficio_135_deputado.pdf

(Jornal da Ciência)

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Impasse nas pesquisas

Após invasão de defensores dos animais, Instituto Royal anuncia fechamento e cientistas não têm onde testar novos medicamentos no País

O fechamento do Instituto Royal, em São Roque (SP), anunciado na semana passada, deixou a comunidade científica preocupada. O laboratório, que fazia testes de medicamentos em animais, decidiu encerrar suas atividades alegando “irreparáveis perdas” após a invasão de ativistas que retiraram de lá 178 beagles. A decisão traz o impasse: onde serão feitas as etapas mais avançadas das pesquisas com animais para desenvolver remédios a partir de agora? Segundo a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), não há outro instituto com capacitação para fazer os mesmos testes. Por isso, a professora Helena Nader, presidente da entidade, articula uma reunião de emergência com pesquisadores e representantes dos ministérios da Saúde e da Ciência e Tecnologia para estudar a criação de uma nova instituição nos moldes do Royal.

O Royal afirma ter sido peça fundamental para o desenvolvimento da ciência por ser o único instituto do País com o certificado de Boas Práticas de Laboratório (BPL), concedido pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Há outros laboratórios, como o Tecam, também em São Roque, que possuem a mesma certificação. Mas, segundo a SBPC, nenhum outro biotério realiza pesquisas com cães como fazia o Royal. Os cachorros são a última etapa da aplicação das substâncias antes dos humanos. Diante da situação, a única opção no momento é fazer os experimentos no Exterior, uma vez que o Brasil está atrás de outros países em relação às pesquisas. Mas a ideia não agrada à comunidade científica. “Descobertas de moléculas e quebra de patente são interesses nacionais. São informações que precisam ficar aqui”, diz Marcelo Morales, secretário da SBPC e secretário-geral da Federação de Sociedades de Biologia Experimental (Fesbe).

Enquanto isso, o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea), principal órgão de regulamentação de pesquisas com animais, tenta colocar ordem na casa. Das 375 instituições credenciadas na entidade, 178 estão irregulares por não entregarem os relatórios anuais – algumas nem sequer enviaram a documentação de 2011 – e 14 por motivos específicos.

(Camila Brandalise/Isto É)

http://www.istoe.com.br/reportagens/333840_IMPASSE+NAS+PESQUISAS

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A ciência em perigo

É duro ouvir pessoas sem conhecimento científico opinando e, com base nisso, sermos acusados de maus-tratos que nunca existiram, informa Folha de domingo

As últimas três semanas legaram uma grave lição ao país: a de que a pesquisa científica está sujeita aos humores de grupos que, caso entendam que assim devem agir, invadem e depredam laboratórios sob os olhares complacentes do poder público.

Não é possível enxergar de outra maneira a cadeia de eventos que levou ao encerramento das atividades do Instituto Royal em São Roque, única instituição brasileira preparada para desenvolver uma atividade-chave para a sociedade, a pesquisa de segurança de medicamentos.

É o caso clássico em que a vítima se torna réu. Por outro lado, seu agressor, apoiado em acusações vazias, posa de herói. É como se acusassem você, leitor, de maus-tratos com seus animais domésticos, invadissem e depredassem sua casa e os levassem embora, sem nenhuma prova concreta ou amparo legal. Como você se sentiria a respeito?

Todos os responsáveis na esfera pública –do prefeito de São Roque (SP) ao ministro da Ciência e Tecnologia, passando pelo coordenador do Conselho Nacional de Experimentação Animal– atestaram a lisura e a correção do Royal, bem como a importância do nosso trabalho. Todas as sociedades científicas relevantes manifestaram seu apoio.

Enquanto isso, assistimos a um desfile de políticos e futuros candidatos em busca de fama, sem se preocupar com a verdade. Também pudemos observar autoridades que têm a obrigação de proteger a sociedade assistirem placidamente à atuação criminosa de um grupo de indivíduos, sem esboçar reação.

Se pensarmos friamente, podemos encontrar as raízes desse mal em nossos próprios corações. Quem aceita passivamente que vândalos agridam um coronel da polícia, por exemplo, também não vê nada de errado em uma ação como a que foi perpetrada contra o Royal. O distanciamento acaba gerando aceitação. Novamente, cabe uma pergunta ao leitor: e se isso ocorresse na empresa em que você trabalha?

Nossa equipe era formada por 85 profissionais que investiram anos em estudo e pesquisa. São biólogos, biomédicos e médicos veterinários cuja capacidade é resultado de seus esforços pessoais.

Para todos nós, é muito duro ouvir pessoas sem um mínimo de conhecimento científico e capacidade técnica opinando sobre pesquisas e teses de mestrado que um leigo não conseguiria entender completamente e, com base nisso, sermos acusados de maus-tratos que nunca existiram.

Além disso, precisamos conviver com nossos dados pessoais sendo divulgados na internet, além de ameaças, públicas e anônimas, à nossa integridade física.

Ainda pior do que isso, porém, é saber que todos esses 85 profissionais estão agora na rua e que não haverá nenhum grupo de “ativistas” para defender suas famílias.

A dúvida que ronda a comunidade científica é sobre aonde isso vai parar. Recentemente, um reconhecido instituto brasileiro iniciou testes em macacos para uma vacina anti-HIV, que pode salvar milhões de vidas ao redor do mundo. Haverá uma invasão à entidade?

Em algum momento, um novo laboratório deverá ser criado ou certificado para dar conta da pesquisa de segurança de medicamentos no Brasil –e certamente utilizará animais. É possível fazer isso sem riscos?

São dúvidas incômodas que demonstram o completo absurdo da situação. A única certeza por enquanto é que hoje, no Brasil, é preciso ter coragem para ser cientista.

Aberto, o Royal era alvo de invasões e palco de interesses políticos. Fechado, é um dos muitos sinais aparentes de que algo, definitivamente, não vai bem neste país.

Silvia Ortiz, 51, doutora em ciência de animais de laboratório pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pelo Instituto Pasteur de Paris, é gerente-geral do Instituto Royal

João Antonio Pêgas Henriques, 67, doutor em ciências naturais pela Université Paris SUD e membro titular da Academia Brasileira de Ciências, é diretor-científico do Instituto Royal

(Folha de S.Paulo)

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/138315-a-ciencia-em-perigo.shtml

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A ética animal

Alfaces realmente não choram. Humanos e porcos, sim. Tirar uma cenoura da terra e sangrar uma galinha não são a mesma coisa, publica Folha de domingo

Eventualmente, quando lemos um artigo, podemos ficar em dúvida se o autor realmente acredita naquilo que escreveu ou se é despreocupadamente panfletário. No segundo caso, podemos concluir que consiste em pilhéria, afronta desrespeitosa que causa polêmica, mas não pela razão devida.

Em “A ética das baratas” (“Ilustrada, 16/9), o senhor Luiz Felipe Pondé se refere à corrente filosófica denominada ética animal como “seita verde”, “mania adolescente”.

Qualificou aqueles que a defendem como “pragas”, “ridículos”, “adoradores de barata”, “hippies velhos que fazem bijuteria vagabunda em praças vazias” e “pessoas com problemas psicológicos”. Nunca tínhamos lido nada assim. Objeções sim, claro, mas nada nesses termos.

Segundo Pondé, Peter Singer, da Universidade Princeton, Tom Regan, da Universidade da Carolina do Norte, Laurence Tribe, de Harvard, CassSunstein, da Universidade de Chicago, Andrew Linzey, de Oxford, além de tantos outros, inclusive dos autores deste arrazoado, são “ridículos”, “hippies velhos”, “pragas”…

Singer, ao contrário do afirmado por Pondé, nunca sustentou, sem qualquer mais, que “bicho é gente”. O que Singer afirma é que pelo menos alguns animais são suficientemente semelhantes a nós a ponto de merecer uma consideração moral também semelhante, adotando o critério da senciência ou consciência, com ênfase na capacidade de sofrer.

Pondé, que não leu e/ou entendeu Singer, faz, então, uma leitura da natureza para dizer que ela “mata sem pena fracos pobres e oprimidos”. O que isso tem que ver? Concluímos que devemos agir assim com animais e seres humanos? Embora a natureza não possa ser reduzida a isso, qual moralidade se pode extrair de fatos naturais?

Ora, milhões de seres humanos são fracos, pobres e oprimidos. Os juízos de valor sobre a correção ou o erro de determinadas condutas são pertinentes somente aos agentes morais. Por isso, carece de qualquer sentido avaliar eticamente a conduta do leão de atacar a zebra. Essa interdição, porém, não nos impede de analisar a nossa conduta diante de outros humanos e animais.

Pondé pergunta: “Como assim não se deve matar nenhuma forma de vida’?” Quem proclama isso, senhor Pondé? Certamente não é a ética animal. Nem a ética da vida. O que se afirma é que não se deve matar sempre que se possa evitar isso. O que significa que não é irrelevante matar uma barata ou que se está autorizado a matar uma vaca para satisfazer o paladar.

A ciência nos informa que alfaces não sofrem –este é um estado atrelado a fisiologia que elas não têm. Alfaces realmente não choram, senhor Pondé. Humanos e porcos, sim. Tirar uma cenoura da terra e sangrar uma galinha não são a mesma coisa. Podar um galho de árvore ou cortar a pata de um cão também não. É o senso comum mais elementar.

Ridicularizar é recurso para desqualificar: como muitas vezes feito, desprestigia a serenidade da argumentação acadêmica para angariar os risos da plateia por meio de artifícios sofistas. Todavia, como alertou santo Agostinho, uma coisa é rir de um problema, outra é resolvê-lo. E nós, senhor Pondé, não estamos sorrindo.

Fábio Corrêa Souza de Oliveira, 38, é professor de direito dos animais na Universidade Federal do RJ

Daniel Braga Lourenço, 38, é professor de ética ecológica na Universidade Federal Rural do RJ

Carlos Naconecy, 51, é pesquisador do Centro de Ética Animal da Universidade Oxford (Inglaterra)

(Folha de S.Paulo)

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/138308-a-etica-animal.shtml

Eduardo Kohn’s How Forests Think: Toward an Anthropology Beyond the Human (somatosphere)

September 23, 2013

By Frédéric Keck

This article is part of the series: 

Editor’s note: As part of our new series, Second Opinion (not to be confused with the SMA’s similarly titled newsletter) we ask two contributors to review the same book, respond to the same question, or comment on the same set of issues.  For our first pair of Second Opinion posts, we invited two reviews of Eduardo Kohn’s new book, How Forests Think. The second review will appear within the next few weeks.

How Forests Think: Toward an Anthropology Beyond the Human

 By Eduardo Kohn

University of California Press, 2013

$29.95, £19.95; Paperback, 228 pages.

There is a long genealogy of anthropologists who have borrowed their titles from the translation of Lucien Lévy-Bruhl’s La mentalité primitive — How Natives Think.  Running from Marshall Sahlins’ How “Natives” Think to Maurice Bloch’s How We Think They Think, these transformations run parallel to those of the discipline itself. By entitling his book How Forests Think, Eduardo Kohn indicates that he doesn’t study the way the people he worked with in Ecuador thought about forests, but the way forests actually think. By making a claim about the relation between life and thought, this book takes part in the ontological turn (Candea 2010) that decenters anthropologists’ longstanding focus on cultural representations to ask how representations emerge within forms of life. Following Philippe Descola and Eduardo Viveiros de Castro, Eduardo Kohn shows that Amazonian ethnography challenges our conceptions of life and thought in a way that raises the ontological question of what there is. As the ecological crisis leads to a proliferation of new entities that both blur the opposition between nature and culture and ask for political recognition – “pets, weeds, pests, commensals, new pathogens, ‘wild’ animals, or technoscientific ‘mutants,’” (9) this kind of ethnography cautiously scrutinizes the continuities and discontinuities between humans and nonhumans. The book is ethnographic in a classical sense, and yet its chapters follow a theoretical progression, while powerful images plunge into an “enchanted” world – a term Kohn takes up deliberately – entangling humans and nonhumans in puzzling ways.

The main thesis of the book is about semiosis, the life of signs. If we are troubled by the idea that forests think, it is because we conceive thinking as a conventional relation to the world. Following 19th century American philosopher Charles Saunders Peirce, Kohn argues that all signs are not conventional symbols, and that there are other ways to learn the meaning of signs than to relate them to each other in a cultural context. When a hunter describes the fall of a palm tree under the weight of a monkey as pu’oh, the meaning of this sign is felt with evidence, without knowledge of Quichua (the language spoken by Kohn’s informants), because it relates hunters, monkeys and trees in a complex ecosystem. Kohn asks for “decolonizing thought” and “provincializing language” by looking at relations between signs that are not symbolic. Hence the program of an “anthropology beyond the human” that places human symbols in the forms of life from which they emerge. Without romanticizing tropical nature, Kohn argues that most of our problems are ill-shaped, or filled with anxiety – as in a wonderful description of the bus trip that led him to Avila – if we don’t place them in a larger semiotic field.

Following Terrence Deacon’s interpretation of Peirce (2012), Kohn is less interested in the classifications of signs into indices, icons and symbols than in the process through which they emerge one from the other. A sign refers to something absent that exists in futuro, just as the crashing of the palm tree under the weight of a monkey refers to a coming danger for the monkey, and a possible catch for the hunter. Habits fix the meaning of signs by producing similarity, and are considered as “interpretants” of signs. Using the example of the walking-stick insect, Kohn argues that what appears to look similar is actually the product of a selection from beings that looked different. Signs thus refer to the past as a memory of beings who have disappeared. Since this relation to the past and future is what, for Peirce, constitutes selves, all living beings, and not only humans, can be considered as selves.

The strangeness of Kohn’s text come from the way it interlaces these theoretical analyses of signs with an account of the life of the Runa people, considered not as a cultural context but as “amplifying” certain ontological properties of life itself. “Living beings are loci of selfhood,” Kohn writes. “I make this claim empirically. It grows out of my attention to Runa relations with nonhuman beings as these reveal themselves ethnographically. These relations amplify certain properties of the world, and this amplification can infect and affect our thinking about the world,” (94). This is an original intervention in the ontological reappraisal of animism. Kohn neither contrasts animism to naturalism as two inverse ontologies in the mode of Descola, nor does he engage in the paradoxes of perspectivism like Viveiros.  Instead, he considers living beings as selves in relation to past and future relations, and social life as an amplification of this process of self-formation.

Thus, puma designates both predators like jaguars and shamans who can see the way that jaguars see. Runa people need to learn how jaguars see in order not to be eaten by them. The soul, as what exceeds the limits of the body, is “an effect of intersubjective semiotic interpretance,” (107). What Kohn calls “soul blindness” is an inattention to the effects of the souls of other living beings. The problem is how to live with runa puma: jaguars who act like humans, and kill to revenge other killings, who are dreaded but also considered to be mature selves.

Dreams, analyzed in Chapter 4, are common ways of communication with souls and remediating “soul blindness.” Runa people give hallucinatory drugs to dogs so that they will dream, and their barks during dreaming are interpreted literally—in the same way as their daytime barks–while human dreams of hunting are interpreted metaphorically. Rather than doing a symbolic analysis of dreams, Kohn places them in the semiotic life they express, between humans, dogs and jaguars. Dreams are ways of communicating between species without abolishing them, constituting a “trans-species pidgin.”

In Chapter 5, Kohn makes an important distinction between form and sign. “Whereas semiosis is in and of the living world beyond the human, form emerges from and is part and parcel of the nonliving one as well,” (174). The question he asks is that of the efficacy of form, the constraint it exerts on living beings. Taking the example of the distribution of rubber trees in the Amazonian forest, which depends on the ecology of parasites as well as on the network of rivers, he argues that shamanistic hunting and the colonial extraction of rubber were both constrained by the same form. Forms have a causality that is not moral but that can be called hierarchical: signs emerge from forms, and symbols from signs, in a hierarchy between levels of emergence that cannot be inversed. This is a powerful interpretation of the insertion of colonial extraction in forms that historically precede it: if power brings with it moral categories, this insertion cannot be thought of as an imposition from above, but rather as a fall-out or an incidental movement.

Kohn links this morphodynamic analysis of colonialism to Lévi-Strauss’s analysis of “la pensée sauvage” – a form of thought emerging from relations between signs rather than being imposed upon them. Through forms and signs, Runa people have “frozen” history in such a way that they can interpret events through their dreams. The dream of Oswaldo, who saw a policeman with hair on his shirt, is ambivalent: does it mean he will be caught by the white man, or that he will be successful in hunting peccaries? The final chapter of the book analyses the reversals in relation between the Runa and White missionaries or policemen, as well as the pronouns by which Runa people refer to themselves as subjects, such as amu. “Amu is a particular colonially inflected way of being a self in an ecology of selves filled with a growing array of future-making habits, many of which are not human. In the process, amu renders visible how a living future gives life some of its special properties and how this involves a dynamic that implicates (but is not reducible to) the past. In doing so, amu, and the spirit realm upon which it draws its power, amplifies something general about life—namely, life’s quality of being in futuro,” (208). The question for Runa people is how they can access the realm of the White masters, that is also the heaven of saints: what is generally called the “super-natural.”  To live is to survive, Kohn argues, that is to live beyond life, in the many absences that constitute life as a semiotic process.

The strength of this book is to propose a rigorous demonstration while never leaving empirical analysis. Starting on the level of signs in their triadic mode of existence, Kohn finds form on one side and history on the other, and describes their constraints and ambivalent relationships. This is not a dualism between nature and culture that would be solved through the concept of life – and Kohn tries to avoid an all-encompassing anthropology of life – but a logical tension that is amplified by humans, almost in the way that genetic material is amplified inside and outside the laboratory (Rabinow 1996). Kohn’s anthropology “beyond the human” – but not of the “post-human” – grounds itself in the life of signs where humans emerge to amplify them. The ambition of this ontological claim, its clarity and its theoretical productivity will not doubt be amplified by other ethnographic inquiries on life.

Frédéric Keck is a researcher at the Laboratoire d’anthropologie sociale (CNRS) in Paris. He has published works on the history of philosophy and social anthropology in France (Comte, Lévy-Bruhl, Lévi-Strauss) and translated Paul Rabinow’s French DNA into French. He now works on the management of animal diseases transmitted to humans, or zoonoses (Un monde grippé, Flammarion, 2010, Des hommes malades des animaux, L’Herne, 2012)

References:

Candea, Matei
 (2010) Debate: Ontology Is Just Another Word for Culture.Critique of Anthropology 30 (2): 172-179

Deacon, Terrence (2012) Incomplete Nature: How Mind Emerged from Matter. New York: Norton.

Descola, Philippe (2005) Par-delà nature et culture. Paris: Gallimard.

Viveiros de Castro, Eduardo (1998) Cosmological Deixis and Amerindian Perspectivism. Journal of the Royal Anthropological Institute, n.s., 4, 469-488.

Rabinow, Paul (1996) Making PCR, A Story of Biotechnology. Chicago: University of Chicago Press.