Arquivo da tag: Violência sexual

Veterinária espanhola denuncia tráfico de orangotangos para prostituição (Brasília em Pauta)

Postado por Simone de Moraes 05:54:00 27/02/2014 

Crédito : Reprodução

A prostituição de orangotangos é uma prática comum em alguns países asiáticos, sendo que muitos destes animais são enclausurados e sofrem abusos sexuais contínuos de várias pessoas, de acordo com a veterinária espanhola Karmele Llano, que trabalha na Borneo Orangutan Survival (BOS).

Llano, que há oito anos denunciou os abusos sofridos, no Bornéu, de um orangotango de 12 anos, chamada Pony, diz que a prostituição de orangotangos é comum em locais com a Tailândia, por exemplo.

“O caso de Pony não é isolado. Sabemos que na Tailândia é frequente ver bordéis a usarem fêmeas de orangotango como diversão sexual para os clientes”, explicou Llano à revista Taringa.

De acordo com a associação Orangutan Conservancy, há apenas 20 mil orangotangos no mundo. A ONG explica que estes se poderão extinguir em apenas 10 anos, caso continuem a ocorrer casos como estes – ou, por exemplo, combates de boxe entre estes animais.

No caso de Pony, ela foi descoberta completamente depilada, perfumada e com os lábios pintados. O animal estava acorrentado a uma cama, para que os clientes do bordel, na vila de Keremgpangi, pudessem abusar dela – de acordo com Llano, tratam-se sobretudo de trabalhadores da indústria madeireira e extracção de óleo de palma.

Porém, estes casos não ocorrem apenas na Ásia. Segundo noticia o La Gaceta, este tipo de práticas são também recorrentes em países onde a legislação em matéria de protecção dos direitos dos animais é inexistente. Inclusive na Europa.

Segundo o espanhol diariomascota, na Alemanha a legislação não comtempla como ilegal a prática de sexo com animais. Existem, por isso, pequenos bordéis, na sua maioria clandestinos, que se dedicam a este tipo de clientes com inclinações zoófilas

Prostituição e extincão

Orangotangos são encontrados apenas na Ásia , Sumatra e Bornéu. De acordo com a Associação Americana de orangotango Conservancy, 20.000 é o número estimado no momento e eles podem estar extintos em 10 anos . 

De acordo com um relatório da Fundação Orangotango, esta é uma das mais graves ameaças à sua sobrevivência , junto com a sua venda como animais de estimação, o que alimenta ainda mais o grande contrabando desses animais . Um tráfego que vem , apesar dos controles , para a Europa, a partir de uma rota através do Oriente Médio. Orangotangos são importados de outros países da Ásia , especialmente Taiwan , onde são utilizados principalmente como animais de estimação por famílias ricas.

Acontece também na Europa

Apesar de entender essas práticas como incivilizado ou característica de países com menor desenvolvimento e legislação para a protecção dos direitos, tanto humanos como animais ou ambientais , em muitos casos, elas são inexistente. O fato é que estas práticas também são comuns na Europa, como denuncia a diariomascota web na Alemanha, “a legislação não cobre sexo ilegal com os animais, não se destina a violar qualquer lei ou que envolve os ataque contra eles. Não sendo punido , nenhuma pessoa pode enfrentar consequências legais para isso, então você poderia dizer que a manutenção e relações com os animais é permitida”.

Há também pequenos bordéis clandestino envolvidos em tais práticas. Os bordéis são centros “especializados” em clientes que têm tendências zoofílicas.

Female Anthropologists Harassed (The Scientist)

[Why the photo of Maasai people? -RT]

A new survey finds a high incidence of sexual harassment and rape among women doing anthropological field work.

By Jef Akst | April 15, 2013

The Maasai tribe in Kenya. WIKIMEDIA, MATT CRYPTO

More than 20 percent of female bioanthropologists who took part in a new survey are victims of “physical sexual harassment or unwanted sexual contact” in the course of their scientific research, primarily at the hand of superior professional colleagues, even their own mentors.

After talking to a friend that had been raped by a colleague, anthropologist Kathryn Clancy of the University of Illinois, Urbana-Champaign decided to look into the matter further.  “It was like a slap in the face to learn that this was happening to my friends,” Clancy told ScienceInsider.

She began posting anonymous stories of sexual harassment, shared with her by her female colleagues, on the Scientific American blog Context and Variation. The stories began to draw comments of other researchers’ harassment stories. “This is definitely not limited to just my discipline,” Clancy told ScienceInsider—nor is it limited to females, she found.

To get a better handle on the frequency with which such harassment occurs, Clancy and colleagues conducted a (still ongoing) online survey, asking scientists to report on their field-work experiences. Preliminary results, presented Saturday (April 13) at the American Association of Physical Anthropologists (AAPA) annual meeting in Knoxville, Tennessee, indicated that about 30 percent of both men and women reported the occurrence of verbal abuse “regularly” or “frequently” at field sites. And 21 percent of women reported having experienced physical sexual harassment or unwanted sexual contact; one out of 23 men also reported such abuse.

Notably, fewer than 20 percent of the reported cases of harassment involved the local community; rather, most of the abuse came from other researchers, primarily those further along in their careers. But why are such experiences so rarely reported?

“Quitting a field site, not completing and publishing research, and/or loss of letters of recommendation can have potent consequences for academic careers,” collaborator Katie Hinde of Harvard University told ScienceInsider. “Taken together, these factors result in a particularly vulnerable population of victims and witnesses powerless to intervene. As a discipline, we need to recognize and remedy that an appreciable non-zero number of our junior colleagues, particularly women, are having to endure harassment and a hostile work environment in order to be scientists.”