Cobra Coral: Rock in Rio dispensa médium e tem previsão de chuva em shows (Splash)

uol.com.br

Fernanda Talarico De Splash, em São Paulo 29/08/2022 04h00


O Rock in Rio está chegando! Depois de três anos, o evento de música voltará a acontecer no Parque Olímpico, Rio de Janeiro. Ao todo, serão sete dias de shows: 2, 3, 4, 8, 9, 10 e 11 de setembro. As apresentações acontecem em diferentes palcos, todos a céu aberto, o que gera uma grande preocupação: será que vai chover?

O Rock in Rio 2022 será a segunda edição seguida do evento que não contará com a parceria da produção com a Fundação Cacique Cobra Coral (FCCC), entidade esotérica que diz controlar o clima.

Ana Avila, meteorologista da Cepagri/Unicamp, afirma a Splash, assim como em 2019, quem for ao evento pode precisar separar o dinheiro da capa de chuva.

Ana explicou que os primeiros três dias de festival devem ter um clima mais seco. “O tempo é bom, ensolarado.” No entanto, a partir do dia 8, pode ser que o público enfrente momentos não tão agradáveis.

“Há a possibilidade de pancadas de chuvas. De fazer sol, mas com pancadas de chuvas. Não tem como cravar se será de dia ou de noite, mas elas podem acontecer.”

“De forma geral, não há nada que possa impedir a atividade ou qualquer evento. O que pode acontecer são pancadas de chuvas. Quanto mais próximos chegarmos dos dias do Rock in Rio, podemos saber melhor as intensidades.”

Se a previsão da especialista se concretizar, os shows de Iron Maiden, Post Malone, Jason Derulo, Dream Theater, Demi Lovato, Justin Bieber e outros que tocam nos primeiros dias de festival, acontecerão em uma noite sem chuva. Porém, os fãs de Guns N’ Roses, Green Day, Billy Idol, Coldplay, Dua Lipa e mais podem acabar se molhando durante as apresentações.

Quanto às temperaturas, Avila explica que nos primeiros dias elas podem variar entre 18ºC e 27ºC e, depois, a partir do dia 8 de setembro, em decorrência de nebulosidade e pancadas de chuvas, elas tendem a diminuir um pouco. “Ou seja, vai continuar calor, não vai haver uma amplitude muito grande. De noite, as mínimas serão de 19ºC e máxima de 22ºC.”

Sem parceria com Fundação Cacique Cobra Coral

Comandada pela médium Adelaide Scritori, que diz incorporar o espírito do Cacique Cobra Coral, entidade capaz de controlar o tempo, a fundação foi uma parceira histórica do Rock in Rio, além de ter mantido diversas colaborações com a prefeitura do Rio de Janeiro desde 2015 para, por exemplo, evitar fortes chuvas nas viradas de ano em Copacabana.

Procurada por Splash, a assessoria do Rock in Rio confirmou que não há mais a parceria com a FCCC. Ela foi questionada sobre o motivo do rompimento, mas até a publicação desta reportagem, não respondeu. A Fundação Cacique Cobra Coral também foi procurada, mas não respondeu nenhuma tentativa de contato.

Segundo reportagem do jornal Extra, Roberto Medina, o empresário responsável pelo evento, se desentendeu com a fundação depois que um grande temporal aconteceu em um dos dias do Rock in Rio de 2015.

À época, um representante da FCCC explicou que a médium se atrasou 30 minutos para chegar ao local do evento pois houve uma confusão com o adesivo do estacionamento. Quando finalmente conseguiram entrar, a chuva já tinha começado.

Em 2019, já sem a parceria, o festival foi novamente castigado pelo mau tempo e houve dias em que atrações como montanha-russa e roda gigante nem mesmo chegaram a abrir.