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Mais sobre os beagles e o Instituto Royal

JC e-mail 4855, de 13 de novembro de 2013

SBCAL/COBEA lamenta fechamento do Instituto Royal em manifesto

Assinado pela diretoria, texto destaca a preocupação da comunidade científica com o bem-estar dos animais

A diretoria da Sociedade Brasileira de Ciência em Animais de Laboratório (SBCAL) e do Colégio Brasileiro de Experimentação Animal (Cobea) divulgou um manifesto lamentando a fechamento definitivo do Instituto Royal e repudiando a invasão e roubo de cães. O texto destaca a preocupação da associação com o bem-estar dos animais usados em laboratório.

Veja o documento na íntegra:

Manifesto da Sociedade Brasileira de Ciência em Animais de Laboratório
A SBCAL lamenta profundamente a invasão e o roubo dos cães ocorridos no Instituto Royal. Este Instituto era uma unidade experimental de referência em nosso País, tanto por sua credibilidade quanto por sua ética no cuidado com os animais.

O Instituto Royal contribuiu de forma significativa para a produção de novos medicamentos para a indústria farmacêutica nacional. É importante deixar claro que a invasão foi realizada por ativistas contrários ao uso científico de animais. A denúncia de maus tratos foi um pretexto criado para incentivar a invasão e o roubo dos animais. Não houve provas de maus tratos.

O Instituto Royal sempre teve preocupação com o bem-estar de todos seus animais, pois esta é uma obrigação ética que temos com eles além de ser fundamental para a obtenção de resultados fidedignos. A certificação dos medicamentos que estavam sendo testados no instituto Royal, para sua posterior produção no Brasil foi interrompida. Com isso muitas doenças como o câncer continuarão dependente da importação destes medicamentos, que são caros e nem sempre ao alcance das parcelas mais necessitadas da nossa sociedade.

A SBCAL é a favor do diálogo e repudia qualquer forma de violência contra os animais, contra pessoas e contra o patrimônio de qualquer entidade. A ciência brasileira se encontra ameaçada com este movimento que quer impor a sua verdade por meio da violência e não pelo diálogo.

Nós apoiamos o desenvolvimento da ciência com o uso de animais desde que pautada em critérios éticos e com cuidado e manejo que preservem, ao máximo, o bem estar destas espécies. Entendemos que a sociedade tem se preocupado com os animais usados em pesquisa cientifica e podemos assegurar que esta é, também, uma preocupação da SBCAL.

Enquanto não houver métodos substitutivos ao uso de animais, temos que cuidar deles da melhor forma possível respeitando seu comportamento e suas necessidades. Está é uma atitude ética em relação aos animais e aos seres humanos que neles depositam a esperança do desenvolvimento de tratamentos para as enfermidades humanas e animais.

A SBCAL fica a disposição para esclarecer qualquer dúvida quanto a questões relacionadas ao manejo e bem-estar de animais usados na pesquisa científica.

Atenciosamente,
DIRETORIA SBCAL/COBEA 2012-2014

* * *

JC e-mail 4856, de 14 de novembro de 2013

Instituto dos beagles sofre novo ataque

Grupo de encapuzados entrou nas instalações, amarrou vigias e soltou roedores de laboratório em São Roque (SP)

O Instituto Royal, em São Roque (a 66 Km de São Paulo), foi novamente atacado na madrugada de ontem. Cerca de 300 roedores que ainda restavam no local foram levados ou soltos na região.

A ação acontece menos de um mês após a primeira invasão, em 18 de outubro, quando 178 cães da raça beagle foram resgatados por cerca de cem ativistas.

Na semana passada, a direção do Royal anunciou o encerramento de suas atividade na unidade paulista.

A alegação foi a falta de segurança e os prejuízos “irreparáveis”, após o vandalismo que prejudicou o andamento de pesquisas diversas, inclusive com medicamentos.

O ataque de ontem começou por volta das 3h, segundo a polícia. Pelo menos 40 pessoas encapuzadas, algumas delas com foices, facas e alicates, renderam e amararam três seguranças que estavam na instalação.

Em nota, o laboratório informou que materiais que restavam no local, como cadeiras, prateleiras e microscópios, foram destruídos.

Veículos do instituto e de um dos seguranças também foram danificados.

Os vigias declararam em boletim de ocorrência que foram agredidos e passaram por exame de corpo de delito. A carteira de um deles foi levada pelos vândalos.

A delegacia de São Roque investiga o caso e já requisitou as imagens de câmeras de segurança do prédio.

PICHAÇÃO
Em paredes do instituto foram pichadas as frases: “Assassinos. A mão de Deus vai cair sobre vocês” e “Aliança de Libertação Animal”.

Ativistas acusam o laboratório de maus-tratos contra os animais, o que a instituição sempre negou.

Um grupo intitulado “Coletivo Armageddon Black” compartilhou fotos que seriam do momento da invasão ao Royal em sua página em uma rede social.

RATOS
Nas imagens postadas, homens e mulheres encapuzados carregam caixas cheias de ratos brancos e posam com uma faca, um machado e um martelo nas mãos.

O instituto afirma que aguardava definição de órgãos competentes para encaminhar os animais que restavam no local para uma destinação correta.

Ativistas chegaram a declarar em páginas da internet que queriam ficar com os bichos e que iriam buscá-los.

“Lamentamos que a onda de violência física e moral contra os animais e os profissionais que prestam serviço ao instituto, apoiada sistematicamente por políticos e celebridades, ainda persista”, informou nota da instituição divulgada ontem.

(Jairo Marques/ Folha de S.Paulo)
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/138883-instituto-dos-beagles-sofre-novo-ataque.shtml

Matéria do Estadão sobre o ataque:
Após render vigias, grupo invade Royal de novo e leva roedores
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,apos-render-vigias-grupo-invade-royal-de-novo-e-leva-roedores-,1096460,0.htm

The Original “Occupy”: Novel Was Written 100 Years Before Zuccotti Park (Truthout)

Sunday, 10 November 2013 00:00By John de GraafTruthout

Occupy.

Zuccotti Park. (Photo: Dan Nguyen / Flickr)

Affluenza author John de Graaf investigates the origins of the slogan “Bread and Roses” and discovers a little-known American classic and a history that should repeat itself.

I still remember how inspired I was when I first took home folksinger Judy Collins’ 1976 album, Bread and Roses, and played the title song. It was a stirring anthem, a triumphal march almost, the words of an old poem set to music by another folksinger, Mimi Farina.

As we go marching, marching
In the beauty of the day
A million darkened kitchens
A thousand mill lofts grey
Are touched with all the radiance
That a sudden sun discloses
For the people hear us singing
Bread and roses, bread and roses

As we go marching, marching
We battle too for men
For they are women’s children
And we mother them again
Our lives shall not be sweated
From birth until life closes
Hearts starve as well as bodies
Give us bread, but give us roses

As we go marching, marching
Unnumbered women dead
Go crying through our singing
Their ancient call for bread
Small art and love and beauty
Their drudging spirits knew
Yes, it is bread we fight for
But we fight for roses too.

As we go marching, marching
We bring the greater days
The rising of the women
Means the rising of the race
No more the drudge and idler
Ten that toil where one reposes
But a sharing of life’s glories
Bread and roses, bread and roses

For me, the message of Bread and Roses was that money is never enough. We need the non-material things of life – the “art and love and beauty,” friends and nature – and the time to appreciate them, smelling the roses, if you will. Hearts starve as well as bodies.

The Lawrence Textile Strike

I loved the traditional story [see, for example, Meredith Tax’s The Rising of the Women] connected with the poem, how it was written to honor the women of Lawrence, Massachusetts, who walked out of their textile mills on a wintry day in 1912, demanding higher pay and shorter hours. Thousands of mill workers, most of them immigrants speaking a babble of more than 20 languages, filled the streets of Lawrence in January and February of that winter, facing bayonet-carrying national guardsmen, trigger-hungry local police and even a contingent of Harvard students, given extra credit to come to Lawrence as strikebreakers.

One of the strikers, a young woman named Annie Lo Pizzo, was killed by a policeman’s bullets. Many were jailed and beaten for protesting. They sent their children away from Lawrence for safety’s sake. The odds against them were overwhelming, but they persisted, aided by labor organizers sent to Lawrence by the Industrial Workers of the World and eventually by an outpouring of national public concern over their treatment and living conditions. In March, the mill owners capitulated, granting the essence of the strikers’ demands.

It was an inspiring story, made even more so by the reports that some of the women carried a banner as they marched, inscribed with the words WE WANT BREAD, AND ROSES, TOO. As poor as they were, they knew that they did not live by bread alone. Hearts starve as well as bodies.

So the poem inspiring Collins’ song, I was told, honored these women and those banners they bore. It sounded so plausible, so natural. Hearing the song, and thinking about the noble women of Lawrence moved me deeply. I believed it, talked about it, wrote about it. It was a great story – art honoring courage and struggle.

There was just one problem. It couldn’t possibly have been true.

The main difficulty with the idea that the poem was written to honor the Lawrence strikers came in the fact that it was published in a New York magazine called The American Monthly in December 1911, a month before the Lawrence strike began. Then too, there was that reference to “a million darkened kitchens.” Lawrence only had about 80,000 residents at the time of the strike.

James Oppenheim’s Novels

Was the poem just a work of imagination, or was it based on a real event? No one seemed to know. I found the question on the Internet; plenty of people had pointed out that the poem was published before the strike. But there was no answer. Cryptically, the poet himself, James Oppenheim, referred to “bread and roses” as “a slogan of the women of the West.”

But which women? And where in the West? A couple of people weighing in on the web thought the reference was to the Women’s Trade Union League, founded in Chicago in 1903. But there seems to be no reference at all anywhere else to the slogan before Oppenheim’s 1911 verse. And there is no reference to it in the annals of the Lawrence strike. Not until about 1915 does the anecdote emerge about the “bread and roses” banner the strikers allegedly carried.

Just what really lay behind this story about phalanxes of marching women? I started by looking into the life of the author. Who was this James Oppenheim, and what had he done? What had he experienced that might have provided the basis for his poem? The surprising answer to my search came in a novel published precisely 100 years before “Occupy” protesters camped out in New York’s Zuccotti Park. And, luckily, since my research skills leave much to be desired, the answer actually came rather easily.

Born in St. Paul in 1882, Oppenheim was the son of the first Jewish member of the Minnesota Legislature. But his family moved to New York City in his childhood. He attended Columbia University at the turn of the century and soon after became a teacher and settlement house worker in Greenwich Village, where he came to sympathize with the plight of poor industrial workers.

Between 1909 and 1911, he wrote three novels whose themes all resonate in the present day. His first, Dr. Rast, is a collection of stories about a Jewish physician with a mission to provide health care for the poor, who often died because they could not pay for treatment. Remarkably, it was written almost exactly 100 before the passage of President Obama’s national health insurance plan. His second, Wild Oats(1910), took on venereal disease and the sexual double-standard for men and women.

But it was the title of the third novel, published in the fall of 1911, that caught my attention. It was called The Nine-Tenths. Hadn’t I been hearing a similar term being used widely since “Occupy” protesters took over Zuccotti Park, near Wall Street in September 2011. Did the “Nine-Tenths” refer to roughly the same segment of America’s population that Occupy sought to represent exactly 100 years later?

The novel is readily obtained; free online versions are available, because its copyright ran out long ago. I ordered a print-on-demand copy, which arrived in two days. Unable to put the volume down once I started reading, I nearly inhaled its words.The Nine-Tenths, published by Harper Brothers, is the most compelling of Oppenheim’s novels. The reviews of the day acclaimed the book as a powerful portrait of the lives of the poor, despite some complaints about Oppenheim’s penchant for the sentimental.

Sentimental, yet Powerful

Indeed, Oppenheim writes with great passion, sometimes-overwrought emotion and an idealism that no longer plays well in our detached and cynical times. His characters wear their feelings on their sleeves, as a recent National Public Radio story (“Mining Books to Map Emotions Through a Century”) points out was far more common 100 years ago:

We think of modern culture – and often ourselves – as more emotionally open than people in the past. We live in a world of reality television and blogs and Facebook – it feels like feelings are everywhere, displayed to a degree that they never were before. But according to this research, that’s not so.

Generally speaking, the usage of these commonly known emotion words has been in decline over the 20th century. … We used words that expressed our emotions less in the year 2000 than we did 100 years earlier – words about sadness and joy and anger and disgust and surprise.

Although sentimental, Oppenheim’s novel does not oversimplify its characters and their emotions or the reality they seek to change. The Nine-Tenths is a fictionalization of two actual events, but with their chronological order reversed, an artistic device employed with great skill by Oppenheim. The first of these events was the Triangle Shirtwaist Fire, a well-known disaster that resulted in the deaths of 146 young women on March 24, 1911.

Oppenheim must have written The Nine-Tenths in great haste, although that is not apparent to the reader. Indeed, the book was published only six months after the Triangle Fire actually occurred, surely unusual even today, and surely more so in an era of hand-set type.

The Transformation of Joe Blaine

In the novel, The Triangle Fire becomes “The East Eighty-First Street Fire.” It starts with a carelessly tossed cigarette in a print shop and results in the death of dozens of very young women, who work making hats one floor higher in the same building. When the fire occurs, the print shop owner (I envision him looking and sounding exactly like Jimmy Stewart in It’s a Wonderful Life), a humble chap named Joe Blaine, is on a tryst with Myra, a teacher he has fallen in love with. In an instant, a moment of joy turns for Joe into one of horror.

Overcome with grief and guilt – because the fire began in his shop – Joe attends a memorial for the dead girls. Here, Oppenheim uses the exact words from a famous speech given by labor organizer Rose Schneiderman at the actual Triangle Fire memorial:

I would be a traitor to these poor burned bodies if I came here to talk good fellowship. We have tried you good people of the public and we have found you wanting. … This is not the first time girls have been burned alive in the city. Every week I must learn of the untimely death of one of my sister workers. Every year thousands of us are maimed. The life of men and women is so cheap and property is so sacred. … 

Oppenheim changes her name to Sally Heffer, but the character, who appears throughout the novel, is clearly Schneiderman. It seems that Oppenheim wants to Americanize the Russian-born Schneiderman, a Jew like himself, to give his novel wider appeal at a time when anti-immigrant and anti-Semitic sentiments were still strong.

Triangle was a life-changing event for many, including Frances Perkins, later FDR’s secretary of labor but then a New York social worker, who was actually having tea across Washington Park Square from the factory when the fire broke out. As Kirstin Downey explains in her powerful biography of Perkins,The Woman Behind the New Deal, she rushed to the site only to watch helplessly as women plunged to their deaths.

In The Nine-Tenths, Heffer’s speech rocks Joe Blaine’s world. He has been tried and found wanting. The souls of the deceased call out for justice and solidarity through action, not charity. Joe knows that the only way to expiate his guilt is to join their fight.

From now on I belong to those dead girls – yes, and to their fellow workers.

A Newspaper in Greenwich Village

He sells his shop, bids adieu to a broken-hearted Myra during a tension-filled winter walk in Central Park, and moves, together with his mother, from his Upper East Side home to a flat in the Village, where he begins to immerse himself in the lives of working-class immigrants. He uses the money he has made from selling the printery, a heady $20,000, big cash in those times, to start a newspaper for the workers – the 90 percent of society slowly being ground up in the wheels of the industrial system.

Blaine calls his paper The Nine-Tenths. He signs up Sally Heffer and other workers to write its content and drum up an audience. While there are men and women on the team, it is the women who lead it; indeed, “the rising of the women,” is Joe’s new dream, as clearly it was for Oppenheim.

Sally was of the new breed; she represented the new emancipation; the exodus of woman from the home to the battle-fields of the world; the willingness to fight in the open, shoulder to shoulder with men; the advance of a sex that now demanded a broader, freer life, a new health, a home built up on comradeship and economic freedom. In all of these things she contrasted sharply with Myra, and Joe always thought of the two together.

The Nine-Tenths seems an honest appraisal of the social strata of those times. Ninety-nine percent is a great exaggeration today, when the upper-middle classes live as royalty did then. The use of the term “99%” seems more strategic than accurate, designed to isolate the biggest winners in new war of all against all, although the gap between rich and poor is even wider now than it was in 1911.

In one of the paper’s first issues, Joe writes a powerful editorial laying out the misery of the poor working women whose cause he has chosen to champion. He describes their sacrifices, the agony of seeing their children grow sick and die, of seeing their husbands show up daily to compete with other men for a bare minimum of jobs and, failing to maintain their incomes and their dignity, turn to the anesthesia of the barroom or domestic violence and crime.

Possibly then the husband will come home and beat his wife, drag her about the floor, blacken her eyes, break a rib. … Very often he ceases to be a wage-earner and loafs about saloons. From then on the woman wrestles with world of trouble – unimaginable difficulties. Truly, running a state may be easier than running a family. And yet the woman toils on. … She keeps her head; she takes charge; she toils late into the night; she goes without food, without sleep. Somehow she manages. … 

He tells of how the mothers take in the laundry of the rich to survive, how the poor immigrant girls prematurely lose their beauty and laughter, how they are left only with love and, eventually, nothing at all.

It is a powerful section of the novel; reading the book takes one fully into the homes, factories and streets of industrial New York at the beginning of the last century. There is little black and white here; the laborers, particularly the men, have their own foibles. Some are bought off and turn traitor to their co-workers, while among the comfortable, there are those who come to the workers’ aid. A group of workers, egged on by their boss, turns angry mob, violently attacking Blaine and trashing his home and office.

The Uprising of the Thirty Thousand

The conversations Joe has with Sally and others are much the same as those we still must have: How do you reach people? How do you maintain democratic principles? How do win allies among the businesspeople? How do you avoid violence? What are the repercussions of courage?

In time, Joe’s Nine-Tenths newspaper has thousands of readers. Its stories embolden the women. They begin to walk away from their factories in protest. They rally at Cooper Union and vote for a general strike, raising the roof with their vows of solidarity, shouted in Yiddish. At this point, Oppenheim describes the other historical event on which the novel is based.

In the fall and winter of 1909 and 1910, in what was deemed “The Uprising of the Thirty Thousand,” masses of factory workers shut down their machines and took to the streets, supported by the Women’s Trade Union League. In this, they were joined by prominent women of the upper class, including banking magnate J.P. Morgan’s daughter, Anne. Their demands center on safe working conditions, shorter hours and an increase in pay. The fictional Nine-Tenths is the organ of solidarity that holds them together and publicizes their cause when the mainstream press will not.

Here, in the Uprising of the Thirty Thousand, we find the real events that inspiredBread and Roses, the women marching, the “million darkened kitchens” that actually existed in New York, then a city of 5 million people. Here in the novel is the meaning of that phrase from the poem, “Our lives shall not be sweated. … ” Sweating (in the “sweat shops”) was a practice of speeding up the line to increase production. Here also are the “ten that toil where one reposes,” the nine-tenths for which Joe Blaine published his paper.

And here, too, is the mass protest of the original Occupy.

In the midst of this, Joe’s girlfriend, Myra, returns home from a retreat in the country and is swept into the maelstrom of the strike. Originally unsympathetic to Joe (reminding him that the Bible says the poor will always be with us), she watches helplessly as Rhona, a teenage picket, is roughed up by police, taken to jail and sent to the “work-house” without reason.

After a few months, in the novel as in reality, the Uprising of the Thirty Thousand peters out, as many employers give in to the women’s key demands and, in places where they do not, the women slowly return to work. The most prominent of the real holdouts was the Triangle Shirtwaist Company, which refused to improve safety conditions. A year later, its belligerence produced tragedy.

Joe Blaine’s Vision – Time for Life

After the strike, a reunited Joe and Myra get married and go on a honeymoon. On their return to New York, it is full spring. Oppenheim describes the city reborn, in language reminiscent of Walt Whitman:

Over the city the spring cast its subtle spell. The skies had a more fleeting blue and softer clouds and more golden sun. Here and there on a window-sill a new red geranium plant was set out to touch the stone walls with the green earth’s glory. The salt breath of the sea, wandering up the dusty avenues, called the children of men to new adventures – hinted of far countries across the world, of men going down to the sea in ships, of traffic and merchandise in fairer climes, of dripping forest gloom and glittering peaks, of liquid-lisping brooks and the green scenery of the open earth.

There is a wild magic to Oppenheim’s words that stirs all but the most cynical and hardened of heart.

Restlessness seized the hearts of men and the works of men. From the almshouses and the jails emerged the vagrants, stopped overnight to meet their cronies in dives and saloons, and next day took the freight to the blooming West, or tramped by foot the dust of the roads that leave the city and go ribboning over the shoulder and horizon of the world. Windows were flung open, and the fresh sweet air came in to make the babies laugh and the women wistful and the men lazy. Factories droned with machines that seemed to grate against their iron fate. And of a night, now, the parks, the byways, and the waterside were the haunts of young lovers – stealing out together, arms round each other’s waists – the future of the world in their trembling hands.

From the green leaves, blossoms and buds of the new spring, Oppenheim draws lessons about the resilience of the human spirit.

Anything was possible. Did not earth set an example, showing how out of a hard dead crust and a forlorn and dry breast she could pour her new oceans of million-glorious life? If the dead tree could blossom and put forth green leaves, what dead soul need despair?

There is no mention of “bread and roses” in the novel at all, and no mention in the files of history about any of the women of the uprising using the term. Clearly, the idea that the women were “singing Bread and Roses,” came only from Oppenheim’s imagination; he put the words in their mouths. But while he refrains from using the phrase in his novel, there can be little doubt what he meant by it in the poem.

Bread, here, is a reference to higher pay, to money and the material needs of life. But Oppenheim understood that even as poor as these women were, they did not live on bread alone. They needed the non-material joys of life – art, beauty, nature, play, learning, friendship and love – and for all of these things, they needed time. The needed shorter hours of labor, time to smell the roses.

As they look upon the city from a ship in the East River, Joe tells Myra his vision for the future of New York, “the city of five million comrades.”

“They toil all day with one another; they create all of beauty and use that men may need; they exchange these things with each other; they go home at night to gardens and simple houses, they find happy women there and sunburnt, laughing children. Their evenings are given over to the best play – play with others, play with masses, or play at home. They have time for study, time for art, yet time for one another. Each loosens in himself and gives to the world his sublime possibilities. A city of toiling comrades, of sparkling homes, of wondrous art, and joyous festival. That is the city I see before me!” He paused. “And to the coming of that city I dedicate my life”

Oppenheim’s vision of the good life, while still infused by the gender bias of his day, is an enlightened one of modest homes, modest comfort and, most of all, time to appreciate the things that are not things, but are the best things in life.

A Novel Pregnant With Possibility

As I read The Nine-Tenths, I thought about how a novel like this one could be the basis of an entire semester’s course in a university. It starts with an original source rather than textbook commentary. It raises so many questions about values, takes readers into long-ago lives as nonfiction never can, and stirs heart as well as head.

For today’s students, mostly passive in the face of constantly rising costs, diminishing employment prospects, a society that seems to value only wealth and profit, art and media that wallows in hatred and ever-more-graphic and senseless violence, the story of Joe Blaine and his transformation contains enough subject matter to stir a hundred theses and even a hundred new outbreaks of Occupy.

It wasn’t surprising that the edition of The Nine-Tenths I now possess was the last one, a reissuing of the book in 1968, the high-water mark of student protests in the post-World War II era. That was a time when the idealism of Joe Blaine and the underlying optimism of the novel still held sway, just before the leading activists turned despairingly from the novel’s belief in nonviolent protest to the bombs of the Weather Underground.

The first recorded reference to the use of the phrase “bread and roses” in an actual historical event comes nearly a year after Oppenheim’s poem was published, when Rose Schneiderman used the term in a women’s suffrage rally – “The worker must have bread, but she must have roses, too.” On this the Wikipedia entry for Rose Schneiderman, has the events backward, suggesting that her 1912 speech inspired the poem!

But I think it more than likely that the story of the banners in Lawrence is true, despite the lack of documented evidence. The Lawrence strike came in January 1912, barely a month after Oppenheim’s poem was published in a popular magazine. And while it was undoubtedly still fresh in people’s minds. Many of the IWW leaders at Lawrence lived in New York City, including the fabled orator Elizabeth Gurley Flynn. They were active in the broader labor and cultural circles of their day. It seems almost impossible that they were unaware of the poem Bread and Roses and highly unlikely that they wouldn’t have talked about it, at least privately, with the strikers. So I suspect there is truth to the anecdotal reports about the banners that surfaced a few years after the strike. But we will probably never know for sure.

What we do know for sure is that there was a “nine-tenths” 100 years before the 99%, and an original Occupy in lower Manhattan 100 years before Zuccotti Park.

In those turbulent days that began the 20th century, masses of people, led by liberals, socialists, and anarchists and joined even by a contingent of the ten percent, were challenging the privilege, greed and rampant inequality of the Gilded Age. They took to the streets as the Occupy protesters did. But they also took to the ballot box, armed with a political program of concrete demands for radical reform. They were not scornful of leadership as the Occupy protesters were, nor unwilling to draft a blueprint for change. Like the Occupy protesters, they mourned the power of the wealthy and the corporations and the lack of democracy. They had no Citizens United to challenge, but an even greater battle for influence; remember that women could not even vote then.

From the Uprising to Political Action

In August 1912, many of them came together to form the Progressive Party and to present a program they called A Contract with the People, calling for:

  • A National Health Service.

  • Social insurance to provide for the elderly, the unemployed and the disabled.

  • A federalsecurities commission.

  • Relief for small farmers.

  • Compensation for workplace injuries.

  • The vote for women.

  • Direct election of senators.

  • Recall, referendum and initiative.

  • Strict limits on political campaign contributions.

The issues that animated the original occupiers were much the same as those that challenge us today. Almost all of them were won in the quarter century following the founding of the Progressive Party, many in next few years, others in the early days of the New Deal. They reduced the gap between rich and poor, vastly increased the size of the middle class, and offered “bread, and roses, too.”

But in the past three decades many of these important gains that came at the cost of the original occupiers’ blood and tears, have been eroded by the forces of greed that carry out the bidding of the 1%. Occupy has risen up against the new priorities of dog eat dog. But unlike its predecessors of a century ago, today’s Occupy seems to me inchoate and without clear plans or focused vision. In the past three decades, our modern Nine-Tenths have lost both bread and roses. They have been quick to notice the loss of bread, although sadly unable to prevent it. But they seem to have forgotten the roses, whose watering seems most urgent.

The philosopher George Santayana once observed that failing to remember the past dooms us to repeat it. But the reverse is also true; sometimes it’s important to remember history so we can repeat it. This is surely one of those times.

Copyright, Truthout. May not be reprinted without permission.

Ainda o debate sobre a experimentação animal

JC e-mail 4853, de 11 de novembro de 2013

SBPC e FeSBE defendem o fim da experimentação animal em testes cosméticos

Manifesto das duas instituições foi divulgado na última sexta-feira

A SBPC e a Federação de Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE) divulgaram nesta sexta-feira (08/11) manifesto, em que defendem que o uso de animais em pesquisas é essencial para descobertas científicas, com benefícios inquestionáveis para os humanos e outros seres vivos. Vacinas, medicamentos, desenvolvimento de próteses e cirurgias, terapias gênica e com células tronco são apenas alguns exemplos dos benefícios obtidos com o uso de animais em pesquisas.

Apesar de ser impossível substituir por completo o uso de animais para pesquisa e testes de medicamentos e vacinas, os pesquisadores brasileiros e do exterior têm empenhado esforços para reduzir seu número em estudos, fazendo o planejamento racional dos experimentos e substituindo-os por métodos validados sempre que possível. O uso de testes alternativos é uma recomendação explícita da Lei Arouca (Lei11794 de 2008, que regulamenta o uso de animais para fins científicos e didáticos no Brasil).

Em contrapartida, o uso de animais para testes cosméticos é menos essencial e metodologias alternativas validadas podem substituí-los para esse fim.

Desta forma, a SBPC e a FeSBE informam ser favoráveis à proibição dos testes cosméticos com animais no Brasil.

Veja na íntegra do manifesto: http://sbpcnet.org.br/site/arquivos/SBPC_FeSBE.pdf

(Jornal da Ciência)

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Presidente da SBPC é contra PL que proíbe estudos com animais

Helena Nader encaminhou carta ao governador de São Paulo e a deputados estaduais em que faz um alerta sobre as consequências de projeto de lei estadual

A presidente da SBPC, Helena Nader, encaminhou nesta sexta-feira (08/11), uma carta ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e aos deputados Samuel Moreira, presidente da Assembleia Legislativa do Estado de SP, e Rogério Nogueira, autor do Projeto de Lei de nº 780/2013 – que proíbe o uso de animais em pesquisas científicas, fazendo um alerta sobre o impacto negativo dessa legislação no desenvolvimento científico do Estado de São Paulo, além do efeito negativo que pode ser estendido para o restante do país.

No documento, Helena afirma que o PL 780/2013 pode inviabilizar a pesquisa científica em várias áreas do conhecimento em pleno desenvolvimento nas diferentes Instituições de pesquisa do Estado de São Paulo.

Veja a carta na íntegra: http://sbpcnet.org.br/site/arquivos/oficio_135_deputado.pdf

(Jornal da Ciência)

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Impasse nas pesquisas

Após invasão de defensores dos animais, Instituto Royal anuncia fechamento e cientistas não têm onde testar novos medicamentos no País

O fechamento do Instituto Royal, em São Roque (SP), anunciado na semana passada, deixou a comunidade científica preocupada. O laboratório, que fazia testes de medicamentos em animais, decidiu encerrar suas atividades alegando “irreparáveis perdas” após a invasão de ativistas que retiraram de lá 178 beagles. A decisão traz o impasse: onde serão feitas as etapas mais avançadas das pesquisas com animais para desenvolver remédios a partir de agora? Segundo a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), não há outro instituto com capacitação para fazer os mesmos testes. Por isso, a professora Helena Nader, presidente da entidade, articula uma reunião de emergência com pesquisadores e representantes dos ministérios da Saúde e da Ciência e Tecnologia para estudar a criação de uma nova instituição nos moldes do Royal.

O Royal afirma ter sido peça fundamental para o desenvolvimento da ciência por ser o único instituto do País com o certificado de Boas Práticas de Laboratório (BPL), concedido pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Há outros laboratórios, como o Tecam, também em São Roque, que possuem a mesma certificação. Mas, segundo a SBPC, nenhum outro biotério realiza pesquisas com cães como fazia o Royal. Os cachorros são a última etapa da aplicação das substâncias antes dos humanos. Diante da situação, a única opção no momento é fazer os experimentos no Exterior, uma vez que o Brasil está atrás de outros países em relação às pesquisas. Mas a ideia não agrada à comunidade científica. “Descobertas de moléculas e quebra de patente são interesses nacionais. São informações que precisam ficar aqui”, diz Marcelo Morales, secretário da SBPC e secretário-geral da Federação de Sociedades de Biologia Experimental (Fesbe).

Enquanto isso, o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea), principal órgão de regulamentação de pesquisas com animais, tenta colocar ordem na casa. Das 375 instituições credenciadas na entidade, 178 estão irregulares por não entregarem os relatórios anuais – algumas nem sequer enviaram a documentação de 2011 – e 14 por motivos específicos.

(Camila Brandalise/Isto É)

http://www.istoe.com.br/reportagens/333840_IMPASSE+NAS+PESQUISAS

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A ciência em perigo

É duro ouvir pessoas sem conhecimento científico opinando e, com base nisso, sermos acusados de maus-tratos que nunca existiram, informa Folha de domingo

As últimas três semanas legaram uma grave lição ao país: a de que a pesquisa científica está sujeita aos humores de grupos que, caso entendam que assim devem agir, invadem e depredam laboratórios sob os olhares complacentes do poder público.

Não é possível enxergar de outra maneira a cadeia de eventos que levou ao encerramento das atividades do Instituto Royal em São Roque, única instituição brasileira preparada para desenvolver uma atividade-chave para a sociedade, a pesquisa de segurança de medicamentos.

É o caso clássico em que a vítima se torna réu. Por outro lado, seu agressor, apoiado em acusações vazias, posa de herói. É como se acusassem você, leitor, de maus-tratos com seus animais domésticos, invadissem e depredassem sua casa e os levassem embora, sem nenhuma prova concreta ou amparo legal. Como você se sentiria a respeito?

Todos os responsáveis na esfera pública –do prefeito de São Roque (SP) ao ministro da Ciência e Tecnologia, passando pelo coordenador do Conselho Nacional de Experimentação Animal– atestaram a lisura e a correção do Royal, bem como a importância do nosso trabalho. Todas as sociedades científicas relevantes manifestaram seu apoio.

Enquanto isso, assistimos a um desfile de políticos e futuros candidatos em busca de fama, sem se preocupar com a verdade. Também pudemos observar autoridades que têm a obrigação de proteger a sociedade assistirem placidamente à atuação criminosa de um grupo de indivíduos, sem esboçar reação.

Se pensarmos friamente, podemos encontrar as raízes desse mal em nossos próprios corações. Quem aceita passivamente que vândalos agridam um coronel da polícia, por exemplo, também não vê nada de errado em uma ação como a que foi perpetrada contra o Royal. O distanciamento acaba gerando aceitação. Novamente, cabe uma pergunta ao leitor: e se isso ocorresse na empresa em que você trabalha?

Nossa equipe era formada por 85 profissionais que investiram anos em estudo e pesquisa. São biólogos, biomédicos e médicos veterinários cuja capacidade é resultado de seus esforços pessoais.

Para todos nós, é muito duro ouvir pessoas sem um mínimo de conhecimento científico e capacidade técnica opinando sobre pesquisas e teses de mestrado que um leigo não conseguiria entender completamente e, com base nisso, sermos acusados de maus-tratos que nunca existiram.

Além disso, precisamos conviver com nossos dados pessoais sendo divulgados na internet, além de ameaças, públicas e anônimas, à nossa integridade física.

Ainda pior do que isso, porém, é saber que todos esses 85 profissionais estão agora na rua e que não haverá nenhum grupo de “ativistas” para defender suas famílias.

A dúvida que ronda a comunidade científica é sobre aonde isso vai parar. Recentemente, um reconhecido instituto brasileiro iniciou testes em macacos para uma vacina anti-HIV, que pode salvar milhões de vidas ao redor do mundo. Haverá uma invasão à entidade?

Em algum momento, um novo laboratório deverá ser criado ou certificado para dar conta da pesquisa de segurança de medicamentos no Brasil –e certamente utilizará animais. É possível fazer isso sem riscos?

São dúvidas incômodas que demonstram o completo absurdo da situação. A única certeza por enquanto é que hoje, no Brasil, é preciso ter coragem para ser cientista.

Aberto, o Royal era alvo de invasões e palco de interesses políticos. Fechado, é um dos muitos sinais aparentes de que algo, definitivamente, não vai bem neste país.

Silvia Ortiz, 51, doutora em ciência de animais de laboratório pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pelo Instituto Pasteur de Paris, é gerente-geral do Instituto Royal

João Antonio Pêgas Henriques, 67, doutor em ciências naturais pela Université Paris SUD e membro titular da Academia Brasileira de Ciências, é diretor-científico do Instituto Royal

(Folha de S.Paulo)

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/138315-a-ciencia-em-perigo.shtml

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A ética animal

Alfaces realmente não choram. Humanos e porcos, sim. Tirar uma cenoura da terra e sangrar uma galinha não são a mesma coisa, publica Folha de domingo

Eventualmente, quando lemos um artigo, podemos ficar em dúvida se o autor realmente acredita naquilo que escreveu ou se é despreocupadamente panfletário. No segundo caso, podemos concluir que consiste em pilhéria, afronta desrespeitosa que causa polêmica, mas não pela razão devida.

Em “A ética das baratas” (“Ilustrada, 16/9), o senhor Luiz Felipe Pondé se refere à corrente filosófica denominada ética animal como “seita verde”, “mania adolescente”.

Qualificou aqueles que a defendem como “pragas”, “ridículos”, “adoradores de barata”, “hippies velhos que fazem bijuteria vagabunda em praças vazias” e “pessoas com problemas psicológicos”. Nunca tínhamos lido nada assim. Objeções sim, claro, mas nada nesses termos.

Segundo Pondé, Peter Singer, da Universidade Princeton, Tom Regan, da Universidade da Carolina do Norte, Laurence Tribe, de Harvard, CassSunstein, da Universidade de Chicago, Andrew Linzey, de Oxford, além de tantos outros, inclusive dos autores deste arrazoado, são “ridículos”, “hippies velhos”, “pragas”…

Singer, ao contrário do afirmado por Pondé, nunca sustentou, sem qualquer mais, que “bicho é gente”. O que Singer afirma é que pelo menos alguns animais são suficientemente semelhantes a nós a ponto de merecer uma consideração moral também semelhante, adotando o critério da senciência ou consciência, com ênfase na capacidade de sofrer.

Pondé, que não leu e/ou entendeu Singer, faz, então, uma leitura da natureza para dizer que ela “mata sem pena fracos pobres e oprimidos”. O que isso tem que ver? Concluímos que devemos agir assim com animais e seres humanos? Embora a natureza não possa ser reduzida a isso, qual moralidade se pode extrair de fatos naturais?

Ora, milhões de seres humanos são fracos, pobres e oprimidos. Os juízos de valor sobre a correção ou o erro de determinadas condutas são pertinentes somente aos agentes morais. Por isso, carece de qualquer sentido avaliar eticamente a conduta do leão de atacar a zebra. Essa interdição, porém, não nos impede de analisar a nossa conduta diante de outros humanos e animais.

Pondé pergunta: “Como assim não se deve matar nenhuma forma de vida’?” Quem proclama isso, senhor Pondé? Certamente não é a ética animal. Nem a ética da vida. O que se afirma é que não se deve matar sempre que se possa evitar isso. O que significa que não é irrelevante matar uma barata ou que se está autorizado a matar uma vaca para satisfazer o paladar.

A ciência nos informa que alfaces não sofrem –este é um estado atrelado a fisiologia que elas não têm. Alfaces realmente não choram, senhor Pondé. Humanos e porcos, sim. Tirar uma cenoura da terra e sangrar uma galinha não são a mesma coisa. Podar um galho de árvore ou cortar a pata de um cão também não. É o senso comum mais elementar.

Ridicularizar é recurso para desqualificar: como muitas vezes feito, desprestigia a serenidade da argumentação acadêmica para angariar os risos da plateia por meio de artifícios sofistas. Todavia, como alertou santo Agostinho, uma coisa é rir de um problema, outra é resolvê-lo. E nós, senhor Pondé, não estamos sorrindo.

Fábio Corrêa Souza de Oliveira, 38, é professor de direito dos animais na Universidade Federal do RJ

Daniel Braga Lourenço, 38, é professor de ética ecológica na Universidade Federal Rural do RJ

Carlos Naconecy, 51, é pesquisador do Centro de Ética Animal da Universidade Oxford (Inglaterra)

(Folha de S.Paulo)

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/138308-a-etica-animal.shtml

A internet e o “orgasmo democrático” (Outras Palavras)

06/11/2013 – 10h05

por Marcos Nunes Carreiro, do Outras Palavras

rede A internet e o “orgasmo democrático”

A emergente participação em rede não produzirá novas ideologias unitárias ou revoluções, mas poderá destruir o velho jogo da governança representativa.

Muito se fala de como as redes sociais vêm modificando o pensamento social e ampliando a capacidade de reflexão, sobretudo dos jovens, em razão da participação fundamental da internet nas manifestações e protestos que tomaram o Brasil nos últimos meses. As mani­festações já viraram pauta nas escolas e com certeza serão conhecidas das próximas gerações. Mas, afinal, qual é o papel político-social das redes sociais e da internet?

Há quem diga que o momento atual do Brasil é de orgasmo democrático, ao ver milhares de pessoas saindo às ruas em razão da situação político-econômica do país. E é realmente instigante acompanhar a efervescência da sociedade, até para quem não tem ânimo de participar. Todavia, há discordância quanto ao termo “orgasmo democrático”. O professor da Faculdade de Comu­nicação da Universidade Federal de Goiás (UFG), Magno Medeiros, por exemplo, diz que orgasmo é um fenômeno fugaz e de satisfação imediata, ao contrário do que vive o Brasil atualmente.

Para ele, o que ocorre, na verdade, é a erupção de uma dor crônica, sedimentada há várias décadas em torno da insatisfação em relação aos direitos de cidadania. “Direitos básicos, como ter um transporte urbano decente, como ter o direito de ser bem tratado na rede pública de saúde, como ter uma educação de qualidade e de acesso democrático a todos. O Brasil experimentou, nos últimos anos, avanços consideráveis no campo da redução das desigualdades sociais e da minimização dos bolsões de pobreza, mas os setores sociais pobres e miseráveis, que emergiram para a classe C, querem mais do que apenas consumir bens básicos como geladeira, fogão, computador, celular, etc. Eles querem ser tratados com dignidade”, diz.

Ideologia social

O autor da expressão que titula a matéria é o italiano Massimo Di Felice, doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (USP) e PHD em sociologia pela Universidade Paris Descartes V, Sorbonne. Di Felice é professor da Escola de Comu­nica­ção e Artes da USP, onde fundou o Centro de Pesquisa Atopos e coordena as pesquisas “Redes digitais e sustentabilidade” e “Net-ativismo: ações colaborativas em redes digitais”.

O termo “orgasmo democrático” surgiu quando o professor foi questionado sobre como, antes, o que reunia milhares de pessoas eram ideologias políticas, e hoje já não é assim. Seria então possível afirmar que vivemos a época de um processo de criação democrática de ideologia social? Segundo Di Felice, a razão política ocidental moderna europeia, positivista e portadora de uma concepção unitária da história, criou as democracias nacionais representativas, que se articulavam pelo agenciamento da conflitualidade através dos partidos políticos e dos sindicatos. E a estrutura comunicativa dessas instituições, correspondente aos fluxos comunicativos da mídia analógica – imprensa, TV e jornais –, é centralizada e vertical, além de maniqueísta, isto é, divide e organiza o mundo em mocinhos e vilões, direita e esquerda, revolucionários e reacionários etc.

Contudo, as redes digitais criaram outros tipos de fluxo comunicativo, descentralizados, que permitem o acesso às informações e a participação de todos na construção de significados. “A razão política moderna é fálica e cristã, busca dominar o mundo, rotula pensamentos enquanto os simplifica, necessita de inimigos e promete a salvação. Já a lógica virtual é plural, se alimenta do presente e não possui ideologia, além de viver o presente ato impulsivo”, analisa.

Ele diz ser normal que a sociedade queira identificar e julgar os movimentos, rotulando-os por exemplo de “fascistas”, pois, segundo ele, a razão ordenadora odeia o novo e o que não compreende. “Porém, julgar os diversos não-movimentos que nasceram pelas redes (espontâneos e não unitários) é como julgar a emoção e a conectividade orgiástica (‘orghia’ em grego significa “sentir com”). A democracia do Brasil está passando de sua dimensão pública televisiva, eleitoral e representativa, para a dimensão digital-conectiva. O país está experimentando um orgasmo democrático. A lógica é, como diria Michel Maffesoli, dionisíaca e não ideológica.”

Segundo Di Felice, do ponto de vista sociopolítico, as arquiteturas informativas digitais e as redes sociais estão trazendo, no mundo inteiro, alterações qualitativas que podem ser classificadas em dez pontos: 1. A possibilidade técnica do acesso de todos a todas as informações; 2. O debate coletivo em rede sobre a questões de interesse público; 3. O fim do monopólio do controle e do agenciamento das informações por parte dos monopólios econômicos e políticos das empresas de comunicação; 4. O fim dos pontos de vista centrais e das ideologias políticas modernas (seja de esquerda ou direita) que tinham a pretensão de controlar e agenciar a conflitualidade social; 5. O fim dos partidos políticos e da cultura representativa de massa que ordenavam e controlavam a participação dos cidadãos, limitando-a ao voto a cada quatro anos.

A partir do sexto ponto, o professor classifica aquilo que trata da evolução sistêmica: 6. O advento de uma lógica social conectiva que se expressa na capacidade que as redes sociais digitais têm de reunir, em tempo real, uma grande quantidade de setores diversos e heterogêneos da população em torno de temáticas de interesse comum; 7. A passagem de um tipo de imaginário político baseado na representação identitária e dialética (esquerda-direita; progressistas-reacionários, etc.) para uma lógica experiencial, conectiva e tecno-colaborativa, que se articula não mais através das ideologias, mas através da experiência entre indivíduos, informações e territórios; 8. O advento de um novo tipo de gestão pública e de democracia; 9. A transformação da relação entre político e cidadão e do papel dos eleitos, que passam a ser considerados não mais como representantes do poder absoluto, mas porta-vozes e meros executores da vontade popular que os vigia a cada decisão; 10. A passagem de um imaginário político, baseado em uma esfera pública na qual a participação dos cidadãos era apenas opinativa, para formas de deliberação coletiva e práticas de decisão colaborativas que se articulam autonomamente nas redes. Acompanhe a entrevista:

Massimo Di Felice 350x200 A internet e o “orgasmo democrático”

Massimo Di Felice

Os protestos são organizados nas redes, mas nota-se que há líderes surgindo nas ruas. Como o senhor vê isso?

Os movimentos nascem nas redes, atuam em ruas, mas não em ruas comuns. Eles atuam em “ruas conectadas” e reproduzindo em tempo real, nas redes, os acontecimentos das manifestações. Através da computação móvel, debatem e buscam soluções continuamente, expressando uma original forma de relação tecno-humana e inaugurando o advento de uma dimensão meta-geográfica e atópica (do greco a-topos: lugar indescritível, lugar estranho, fora do comum). Embora o sociólogo espanhol Manuel Castells defenda que os movimentos sociais contemporâneos nascem nas redes e que somente depois, nas ruas, ganham maior visibilidade, não me parece ser esta a sua descrição mais apropriada. Ao contrário: o que está acontecendo em todas as ruas, em diversos países do mundo, é o advento de uma dimensão imersiva e informativa do conflito, que se exprime numa espacialidade plural, conectiva e informativa. Os manifestantes habitam espaços estendidos, decidem suas estratégias e seus movimentos nas ruas através da interação contínua nas “social networks” e da troca instantânea de informações. Não somente se deslocam conectados, mas a manifestação é tal e acontece de fato somente se é postada na rede, tornando-se novamente digital, isto é, informação. Não é mais possível pensar em espaços físicos versus espaços informativos. Os conflitos são informativos. Jogos de trocas entre corpos e circuitos informativos, experimentações do surgimento de uma carne informatizada, que experimenta as suas múltiplas dimensões: a informativa digital e a sangrenta material, golpeada e machucada. Ambas são reais e nenhuma é separada da outra, mas cada uma ganha a sua “veracidade” no seu agenciamento com a outra.

Todos esses dias de junho, em São Paulo, e em muitas outras capitais, jogamos games coletivos – todos fomos conectados a circuitos de informações, espaços e curtos-circuitos que alteravam nossos movimentos segundo as imagens e as interações dos demais membros do jogo. Todos experimentamos a nossa plural e interativa condição habitativa. O sangue dos manifestantes, golpeados pelos policiais, não caía apenas no chão das ruas, mas se derramava em espacialidades informativas. A polícia, através da computação móvel e das conexões instantâneas, tornou-se mídia, cúmplice de um ato informativo, e os manifestantes experimentaram o prazer de transformar seus corpos em informação. Transformar a polícia em mídia foi uma das grandes contribuições destes movimentos, que não possuem líderes nem direção única. Todas as tentativas oportunistas de direcionar e organizar os conjuntos de movimentos serão desmascaradas. Estamos falando da sociedade civil conectada e não deste ou daquele movimento social. Os atores destes movimentos, portanto, não são apenas os humanos, menos ainda alguns líderes. Não estamos falando de movimentos tradicionais que aconteciam nos espaços urbanos e industriais. Estamos, de fato, já em outro mundo.

Fora das redes, ainda há muita gente sem entender o que as manifestações significam, ou como elas surgiram. No ambiente virtual, há maior entendimento sobre o tema?

As manifestações do Brasil são expressões de uma transformação qualitativa que desde o advento da internet altera a forma de participação e o significado da ação social. O Centro de Pesquisa Atopos, da Universidade de São Paulo, está finalizando uma pesquisa internacional sobre o tema, com o apoio da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).

A pesquisa analisou as principais formas de net- ativismo em quatro países (Brasil, França, Itália e Portugal). Os resultados são interessantes e mostram claramente alguns elementos comuns que, mesmo em contextos diferentes, se reproduzem e aparecem como caraterísticas parecidas. Isso sublinha, mais uma vez, a importância das redes de conectividade e as caraterísticas tecno-informativas dessas expressões de conflitualidade que surgem na origem, na organização e nas formas de atuação destes movimentos. Em síntese, as principais caraterísticas comuns a todos eles são as seguintes: 1. O net-ativismo se coloca fora da tradição política moderna, pois expressa um novo tipo de conflitualidade que não tem como objetivo a disputa pelo poder. Todos os movimentos que marcam as diversas formas de conflitualidade contemporânea (os Zapatistas, os Indignados, Occupy Wall Street, Anonymous, M15 etc.) não têm como objetivo tornar-se partidos políticos e concorrer nas eleições. São todos explicitamente apartidários e contra a classe política. Reúnem-se todos contra a corrupção, os abusos e a incapacidade dessas mesmas classes políticas e de seus representantes; 2. São movimentos e ações que não estão organizados de forma tradicional, isto é, não são homogêneos, compostos por pessoas que se reconhecem na mesma ideologia ou em torno do mesmo projeto político. Ao contrário: são formas de protesto compostas por diversos atores e nos quais, como numa arquitetura reticular, as contraposições não são dialéticas e não inviabilizam a ação; 3. Possuem uma forma organizativa informal e, sobretudo, sem líderes e sem hierarquias; 4. O anonimato é um valor, não somente porque permite a defesa perante ações repressivas, mas porque é a forma através da qual é defendida a não-identidade, coletiva ou individual, de seus membros e das ações. Na tradição das ações net-ativistas, a ausência de identidade e a não visibilidade é o meio através do qual a conflitualidade não se institucionaliza, tornando-se, assim, irreconhecível, não identificável e capaz de conservar a sua própria eficácia conflitiva; 5. São movimentos ou ações temporários e, portanto, não duradouros, cujas finalidades e ambições máximas são o próprio desaparecimento.

Estes e outros elementos que encontramos em todas as ações net-ativistas são parte, já, de uma tradição que possui textos e reflexões que vão desde o cyberpunk até as contribuições de Hakim Bey, a guerrilha midiática de Luther Blisset, até a conflitualidade informativa zapatista. Os Anonymous e os Indignados e as diversas formas de conflitualidade digital contemporâneas são, na sua especificidade, a continuação disso. Não há uniformidade, nem pertença de nenhum tipo, mas inspiração.

A questão informativa é a grande façanha da tecnologia?

Na teoria da opinião pública, estamos assistindo a uma grande passagem do líder de opinião para o empreendedor cognitivo. O líder de opinião ganhava seu poder de persuasão através do poder midiático que lhe permitia, de forma privilegiada, através da TV ou das páginas de um jornal, alcançar grande parte da população de um país. Esta figura, geralmente um comentarista, um cientista político, um profissional da comunicação, um político ou uma personalidade pública, é hoje substituído no interior das novas dinâmicas dos fluxos informativos por outro tipo de informante e de mediador. Este é aquele que, por ter vivenciado ou por ter sido o próprio protagonista de um acontecimento, distribui, através das mídias digitais, diretamente, sem mediações, o acontecimento.

É o caso dos manifestantes que postaram tudo o que aconteceu nas ruas durante as manifestações. Nenhum comentarista ou líder de opinião conseguiu competir e disputar com eles outra versão dos acontecimentos. Eles, os manifestantes, fizeram a cobertura do evento com seus celulares, suas câmeras baratas, a partir do próprio lugar dos acontecimentos, ao vivo. A maioria das informações que circulavam foi produzida por eles. Isso foi possível porque existe uma tecnologia que permite que isso seja possível. Isto é, também um fato político que quebra em pedaços décadas de estudos sociológicos sobre a relação entre mídia e política, entre mídia e poder. A grande transformação que as redes digitais produzem é a interatividade. As pessoas conectadas buscam suas informações, as ordenam, obtêm mais fontes e elementos para avaliá-las. Digamos que, tendencialmente, a população é mais consciente, pois tem acesso direto a uma quantidade infinita de informações sobre qualquer tipo de assunto, tornando-se eles mesmos editores e criadores de conteúdo. Da mesma maneira, pelos mesmos dinamismos informativos, eles se tornam políticos, administradores e transformadores de suas cidades ou de suas localidades.

O senhor é europeu, mas vive há muitos anos na América Latina. Como difere o processo de expressão massiva entre os dois continentes?

Absolutamente não se distingue. Os movimentos possuem todos eles as mesmas características. Em cada país temos situações específicas e atores diferentes, mas que atuam de maneira análoga: através das redes digitais. Possuem a mesma específica forma de organização coletiva: não institucionalizada e sem hierarquia. Expressam as mesmas reivindicações: contra a corrupção dos partidos políticos, por maior transparência e eficiência, melhor qualidade dos serviços públicos. Desconfiam todos de seus representantes e querem decidir diretamente sobre os assuntos que lhes interessam.

Quais as consequências dessa posição que as manifestações assumem?

A rede é o “Além do Homem” do filósofo alemão Friedrich Nietzsche. Não é fácil, no seu interior, construir éticas coletivas, nem majoritárias, pois o seu dinamismo é emergente e sua forma, temporária. A participação em rede não irá produzir novas ideologias unitárias, menos ainda revoluções, pois sua razão não é abstrata e universal, mas particular e conectiva, mutante e incoerente. Apenas poderá destruir o velho jogo vampiresco da governança representativa e partidária, pois esta não é mais representativa e gera um sistema baseado na corrupção, em que a corrupção não é exceção, mas regra e norma do jogo.

As ideologias políticas que prometiam a igualdade e a salvação do mundo fracassaram, não apenas em seu intento socioeconômico igualitário, mas naquele mais importante: de produzir um novo imaginário social e cultural que nos tornasse parte de uma sociedade mais justa, na qual pudéssemos nos tornar melhores do que somos. A não-ética coletiva das redes não será um decálogo de normas e uma visão de mundo organizada e proferida pela boca das vanguardas, ou dos líderes iluminados, sempre prontos a surfar uma nova onda, mas será muito mais humildemente particular. Não mudará o mundo, mas resolverá através da conectividade problemas concretos e específicos, que têm a ver com a qualidade do ar, o direito à informação, o preço do transporte público, a qualidade do atendimento nos hospitais, a qualidade da educação. Isto é: tudo aquilo que partido nenhum jamais conseguiu fazer.

Para certa esquerda, está em marcha o acirramento de um fascismo nas manifestações, cujo sintoma é a rejeição de partidos nas passeatas. Uma ala da direita, com o apoio da imprensa, também contesta as manifestações como sendo “armação” da esquerda.

É visível para todos o oportunismo e o desespero de uma cultura política da modernidade que se descobriu, de repente, obsoleta e fora da história. Nenhum partido de esquerda consegue hoje representar os anseios e as utopias sequer de uma parte significativa da população. Eles se encontram na singular e cômica situação do menino escoteiro que, para cumprir sua boa ação, tenta convencer a velhinha a atravessar a rua para poder ajudá-la. Só que a velhinha não quer cruzar a rua, mas deseja ir em outra direção. A lógica dialética, eurocêntrica e cristã, baseada na contraposição entre o bem e o mal, marca toda a cultura política da esquerda – que hoje se configura como uma religião laica, não mais racional nem propositiva, mas histérica.

O advento dos movimentos e das manifestações expressou com clareza o desaparecimento do papel de vanguarda, e a incapacidade histórica de análise e de abertura à diversidade e ao livre debate dos partidos. Como na lógica da salvação religiosa, o bom e o justo existem e justificam a sua função somente enquanto existe o mal. A caça às bruxas é uma exigência, a última tentativa de justificar sua função, e uma necessidade ainda de sua presença em defesa dos mais “fracos” e “necessitados”. Não excluo que, em casos não representativos, tenhamos tido a presença de grupos de alguns poucos e isolados indivíduos de direita. Mas a reação e a caça às bruxas que foi gerada é de natureza histérica e a-racional, a última tentativa de voltar no tempo e na história – um passado ameaçador em que havia necessidade de uma ordem, de uma ideologia e de uma vanguarda que representasse o confortador papel da figura paterna.

* Massimo Di Felice estará presente esta semana no I Congresso Internacional de Net-Ativismo, na USP, ao lado de outros pesquisadores renomados: Pierre Lévy, Michel Maffesoli, José Bragança de Miranda e Alberto Abruzzese. 

** Publicado originalmente no site Outras Palavras.

Eduardo Kohn’s How Forests Think: Toward an Anthropology Beyond the Human (somatosphere)

September 23, 2013

By Frédéric Keck

This article is part of the series: 

Editor’s note: As part of our new series, Second Opinion (not to be confused with the SMA’s similarly titled newsletter) we ask two contributors to review the same book, respond to the same question, or comment on the same set of issues.  For our first pair of Second Opinion posts, we invited two reviews of Eduardo Kohn’s new book, How Forests Think. The second review will appear within the next few weeks.

How Forests Think: Toward an Anthropology Beyond the Human

 By Eduardo Kohn

University of California Press, 2013

$29.95, £19.95; Paperback, 228 pages.

There is a long genealogy of anthropologists who have borrowed their titles from the translation of Lucien Lévy-Bruhl’s La mentalité primitive — How Natives Think.  Running from Marshall Sahlins’ How “Natives” Think to Maurice Bloch’s How We Think They Think, these transformations run parallel to those of the discipline itself. By entitling his book How Forests Think, Eduardo Kohn indicates that he doesn’t study the way the people he worked with in Ecuador thought about forests, but the way forests actually think. By making a claim about the relation between life and thought, this book takes part in the ontological turn (Candea 2010) that decenters anthropologists’ longstanding focus on cultural representations to ask how representations emerge within forms of life. Following Philippe Descola and Eduardo Viveiros de Castro, Eduardo Kohn shows that Amazonian ethnography challenges our conceptions of life and thought in a way that raises the ontological question of what there is. As the ecological crisis leads to a proliferation of new entities that both blur the opposition between nature and culture and ask for political recognition – “pets, weeds, pests, commensals, new pathogens, ‘wild’ animals, or technoscientific ‘mutants,’” (9) this kind of ethnography cautiously scrutinizes the continuities and discontinuities between humans and nonhumans. The book is ethnographic in a classical sense, and yet its chapters follow a theoretical progression, while powerful images plunge into an “enchanted” world – a term Kohn takes up deliberately – entangling humans and nonhumans in puzzling ways.

The main thesis of the book is about semiosis, the life of signs. If we are troubled by the idea that forests think, it is because we conceive thinking as a conventional relation to the world. Following 19th century American philosopher Charles Saunders Peirce, Kohn argues that all signs are not conventional symbols, and that there are other ways to learn the meaning of signs than to relate them to each other in a cultural context. When a hunter describes the fall of a palm tree under the weight of a monkey as pu’oh, the meaning of this sign is felt with evidence, without knowledge of Quichua (the language spoken by Kohn’s informants), because it relates hunters, monkeys and trees in a complex ecosystem. Kohn asks for “decolonizing thought” and “provincializing language” by looking at relations between signs that are not symbolic. Hence the program of an “anthropology beyond the human” that places human symbols in the forms of life from which they emerge. Without romanticizing tropical nature, Kohn argues that most of our problems are ill-shaped, or filled with anxiety – as in a wonderful description of the bus trip that led him to Avila – if we don’t place them in a larger semiotic field.

Following Terrence Deacon’s interpretation of Peirce (2012), Kohn is less interested in the classifications of signs into indices, icons and symbols than in the process through which they emerge one from the other. A sign refers to something absent that exists in futuro, just as the crashing of the palm tree under the weight of a monkey refers to a coming danger for the monkey, and a possible catch for the hunter. Habits fix the meaning of signs by producing similarity, and are considered as “interpretants” of signs. Using the example of the walking-stick insect, Kohn argues that what appears to look similar is actually the product of a selection from beings that looked different. Signs thus refer to the past as a memory of beings who have disappeared. Since this relation to the past and future is what, for Peirce, constitutes selves, all living beings, and not only humans, can be considered as selves.

The strangeness of Kohn’s text come from the way it interlaces these theoretical analyses of signs with an account of the life of the Runa people, considered not as a cultural context but as “amplifying” certain ontological properties of life itself. “Living beings are loci of selfhood,” Kohn writes. “I make this claim empirically. It grows out of my attention to Runa relations with nonhuman beings as these reveal themselves ethnographically. These relations amplify certain properties of the world, and this amplification can infect and affect our thinking about the world,” (94). This is an original intervention in the ontological reappraisal of animism. Kohn neither contrasts animism to naturalism as two inverse ontologies in the mode of Descola, nor does he engage in the paradoxes of perspectivism like Viveiros.  Instead, he considers living beings as selves in relation to past and future relations, and social life as an amplification of this process of self-formation.

Thus, puma designates both predators like jaguars and shamans who can see the way that jaguars see. Runa people need to learn how jaguars see in order not to be eaten by them. The soul, as what exceeds the limits of the body, is “an effect of intersubjective semiotic interpretance,” (107). What Kohn calls “soul blindness” is an inattention to the effects of the souls of other living beings. The problem is how to live with runa puma: jaguars who act like humans, and kill to revenge other killings, who are dreaded but also considered to be mature selves.

Dreams, analyzed in Chapter 4, are common ways of communication with souls and remediating “soul blindness.” Runa people give hallucinatory drugs to dogs so that they will dream, and their barks during dreaming are interpreted literally—in the same way as their daytime barks–while human dreams of hunting are interpreted metaphorically. Rather than doing a symbolic analysis of dreams, Kohn places them in the semiotic life they express, between humans, dogs and jaguars. Dreams are ways of communicating between species without abolishing them, constituting a “trans-species pidgin.”

In Chapter 5, Kohn makes an important distinction between form and sign. “Whereas semiosis is in and of the living world beyond the human, form emerges from and is part and parcel of the nonliving one as well,” (174). The question he asks is that of the efficacy of form, the constraint it exerts on living beings. Taking the example of the distribution of rubber trees in the Amazonian forest, which depends on the ecology of parasites as well as on the network of rivers, he argues that shamanistic hunting and the colonial extraction of rubber were both constrained by the same form. Forms have a causality that is not moral but that can be called hierarchical: signs emerge from forms, and symbols from signs, in a hierarchy between levels of emergence that cannot be inversed. This is a powerful interpretation of the insertion of colonial extraction in forms that historically precede it: if power brings with it moral categories, this insertion cannot be thought of as an imposition from above, but rather as a fall-out or an incidental movement.

Kohn links this morphodynamic analysis of colonialism to Lévi-Strauss’s analysis of “la pensée sauvage” – a form of thought emerging from relations between signs rather than being imposed upon them. Through forms and signs, Runa people have “frozen” history in such a way that they can interpret events through their dreams. The dream of Oswaldo, who saw a policeman with hair on his shirt, is ambivalent: does it mean he will be caught by the white man, or that he will be successful in hunting peccaries? The final chapter of the book analyses the reversals in relation between the Runa and White missionaries or policemen, as well as the pronouns by which Runa people refer to themselves as subjects, such as amu. “Amu is a particular colonially inflected way of being a self in an ecology of selves filled with a growing array of future-making habits, many of which are not human. In the process, amu renders visible how a living future gives life some of its special properties and how this involves a dynamic that implicates (but is not reducible to) the past. In doing so, amu, and the spirit realm upon which it draws its power, amplifies something general about life—namely, life’s quality of being in futuro,” (208). The question for Runa people is how they can access the realm of the White masters, that is also the heaven of saints: what is generally called the “super-natural.”  To live is to survive, Kohn argues, that is to live beyond life, in the many absences that constitute life as a semiotic process.

The strength of this book is to propose a rigorous demonstration while never leaving empirical analysis. Starting on the level of signs in their triadic mode of existence, Kohn finds form on one side and history on the other, and describes their constraints and ambivalent relationships. This is not a dualism between nature and culture that would be solved through the concept of life – and Kohn tries to avoid an all-encompassing anthropology of life – but a logical tension that is amplified by humans, almost in the way that genetic material is amplified inside and outside the laboratory (Rabinow 1996). Kohn’s anthropology “beyond the human” – but not of the “post-human” – grounds itself in the life of signs where humans emerge to amplify them. The ambition of this ontological claim, its clarity and its theoretical productivity will not doubt be amplified by other ethnographic inquiries on life.

Frédéric Keck is a researcher at the Laboratoire d’anthropologie sociale (CNRS) in Paris. He has published works on the history of philosophy and social anthropology in France (Comte, Lévy-Bruhl, Lévi-Strauss) and translated Paul Rabinow’s French DNA into French. He now works on the management of animal diseases transmitted to humans, or zoonoses (Un monde grippé, Flammarion, 2010, Des hommes malades des animaux, L’Herne, 2012)

References:

Candea, Matei
 (2010) Debate: Ontology Is Just Another Word for Culture.Critique of Anthropology 30 (2): 172-179

Deacon, Terrence (2012) Incomplete Nature: How Mind Emerged from Matter. New York: Norton.

Descola, Philippe (2005) Par-delà nature et culture. Paris: Gallimard.

Viveiros de Castro, Eduardo (1998) Cosmological Deixis and Amerindian Perspectivism. Journal of the Royal Anthropological Institute, n.s., 4, 469-488.

Rabinow, Paul (1996) Making PCR, A Story of Biotechnology. Chicago: University of Chicago Press.

A Lesson from South Africa: Are Construction Cartels Dramatically Increasing Brazil 2014 FIFA World Cup Infrastructure Costs? (MR Zine)

09.11.13
by Eddie Cottle, Paulo Capela, and André Furlan Meirinho

Introduction

The 2008 report of the Competition Committee of the Organisation for Economic Co-operation and Development (OECD) on the construction sector found that “[u]nfortunately the construction industry has tended to suffer from cartel activity, as shown by the spate of well-publicized recent matters around the world.”  There were 19 countries included in this OECD roundtable, including South Africa.  South Africa presented its report on the massive cost overruns in relation to the 2010 FIFA World Cup stadiums about which it, at the time, suspected of bid rigging.1

Through the collusive practice of bid rigging and excessive overpricing, construction companies extract huge financial gains for themselves at the expense of workers and the taxpayers of host countries.  This means that the development goals that governments set themselves when hosting the World Cup are offset in part by massive transfers of wealth to private companies at the expense of job creation and income redistribution, thus stifling the economic multiplier that is intended.  It is in this context that the nationwide discontent emerged in Brazil involving over one million people.

By early June this year, demonstrators across major cities in Brazil had expressed their legitimate anger against rising transport costs, the poor quality of health and education provision, and the soaring costs of hosting the 2014 FIFA World Cup.  It is important to note that this social discontent was preceded by a national wildcat strike wave that had occurred between February 2011 and April 2013.  Of the 25 recorded strikes at World Cup stadiums, 17 were wildcat in nature involving some 30,000 workers.  Despite these favorable circumstances, however, the national “day of action” organized by eight national trade union confederations, including CUT, on 11 July failed to articulate both worker and demonstrator grievances concerning the World Cup.

Lessons from South Africa

South Africa’s 2010 FIFA World Cup cost escalation was significant.  Former South African Finance Minister Trevor Manual initially attributed the cost increases to the country’s vulnerability to the 2008-09 world economic crisis.  The minister failed to observe that in October 2007 the Competition Commission of South Africa had set up a team to review the construction materials and services sector.

The initial cost estimate was calculated at R2.3 billion (US$286 million) and was to be paid by the South African government, largely to fund the stadia and related infrastructure.  However, the 2010 estimated total cost (likely very much underestimated) for the South Africa government was already R39.3 billion (US$5.1 billion) — “an enormous 1,709% increase from the original estimate.”  The stadium costs increased from the initial estimate of R1.5 billion (US$187 million) to the latest cost estimate of over R17.4 billion (US$2.5 billion), representing a 1,008% increase.

Five major construction companies in South Africa — Aveng, Murray & Roberts, Group Five, Wilson Bayly Holmes-Ovcon (WBHO), and Basil Read — were principal contractors in the building of the main stadiums for the 2010 FIFA World Cup and various related infrastructure projects, from which they have made substantial profits.  In 2007 they were already all under investigation by the Competition Commission of South Africa for suspected collusion and uncompetitive practices with regard to these projects.  Unfortunately, the commission did not investigate the actions of international companies.

On 17 July 2013, at the tribunal of the Competition Commission of South Africa it was conservatively estimated that some R4.7 billion (US$476 million) of “unfair profits” were made by construction companies for the 2010 FIFA World Cup and other projects.  They were consequently fined a total of R1.5-billion (US$152 million).  Construction companies that did not agree to the settlement now face possible prosecution.

The Brazilian Construction Sector

According to the Brazilian 2014 Portal, construction companies contracted for the World Cup and related infrastructure are Odebrecht, Andrade Gutierrez, Galvão Engenharia, OAS Empreendimentos, Mendes Júnior, Via Engineering, Andrade Mendonça, Construcap, Egesa, Hap, and Engevix.  The two largest Brazilian construction companies involved in the World Cup are Andrade Gutierrez and Odebrecht.

As the 2014 World Cup and the 2016 Summer Olympics draw closer, Brazil’s construction sector is set to move out of its unexpected slump demonstrated by its poor performance in achieving growth of 4.2% in 2011 and 2.2% in 2012.  The poor performance is related to the fact that by May 2012 only 25% of the transport projects had completed the bidding process and that by the end of the same month 41% of works for the World Cup had not yet started.  The construction sector is to complete the construction of 13 airports, 7 ports, 37 transport projects, and the building or refurbishment of 12 stadiums for the World Cup.   The construction sector employs 2.5 million formal workers and an estimated 1.5 million informal workers.  The delays contributed to the unemployment rate in Brazil, which increased to 5.6% in February 2013.

The construction sector appears to experience dramatic fluctuations in their annual net profits.  Engevix, for example, had posted -85% in 2010 but posted a 256% increase in 2011.  Companies such as OAS Empreendimentos which had an increase in net profit of 2,244% in 2010 had a 360% decrease in 2011.  Andrade Gutierrez realized a net profit increase of 23% in 2010 and 28% in 2011 while Odebrecht reported a 148% increase in its net profit in 2010, the highest profit in its history.2  Andrade Gutierrez and Odebrecht are two companies that are responsible for 7 of the 12 World Cup stadiums.

Brazilian Stadium Cost Overruns

Brazilian and foreign construction companies such as the German architectural firm GMP are the main beneficiaries of the World Cup-related infrastructure outlay, which is currently calculated at US $18 billion, with 78% of the total spending coming from public funds.  According to the Brazilian Ministry of Sports, the overall economic impact will exceed US$100 billion, creating 332,000 permanent jobs (2009-2014) and 381,000 temporary jobs in 2014.

The fact that by May 2012 about 41% of the works for the World Cup had not yet started led the Federal Government to change its procedures for approving projects with an “exceptionality status” created to increase the speed of the approval rate for FIFA World Cup 2014 infrastructure projects.  Construction companies will opportunistically use this situation to their advantage to collude to fix the official bidding costs way above their value, resulting in enormous cost overruns which will have to be paid by the Brazilian government with public funds.

The most reliable source for the original cost estimate of each of the stadiums is contained in the Brazil 2014 FIFA World Cup Bid Book.  Since Brazil’s Bid Book is not made public (as is the case with all bid books), it is not possible to review the original cost for each stadium.  It is, however, reasonable to assume that since the Brazil Bid Book had been submitted to FIFA by 31 July 2007 and the FIFA Inspection Team conducted their inspection visit on 23 August 2007, the figure in the team’s report of US$1.1 billion for all the stadiums is reflective of the original Bid Book figures.  The FIFA Inspection Report of 2007 thus grossly underestimated the cost for the Brazil World Cup stadia which increased 327% in 2013, reaching a whopping US$3.6 bn.

The cost escalations at Mané Garrincha Stadium (Brasília) and Maracanã Stadium (Rio de Janeiro) have more than doubled their prices since 2010, which now total R$2.9 billion or US$1.3 bn.  The two stadiums alone therefore cost more than the original US$1.1 billion for the entire FIFA World Cup stadia estimate.  At the current rate of cost escalations, it is probable that Brazil could own the most expensive FIFA World Cup in world cup history.

Towards a Construction Sector Cartel Investigation

The Brazilian Congress was to decide whether or not to probe the stadium cost overruns and allegations of corruption.

We believe that there are sufficient grounds for the Brazilian government to open a full investigation into the operations of a construction cartel: the Competition Committee Report of the OECD; the overwhelming evidence of South Africa’s Competition Commission Report, especially in relation to the 2010 FIFA World Cup; and the dramatic cost increases of Brazil’s stadium costs when compared to the 2007 FIFA Inspection Team Report.

Further evidence for the need of such an investigation is the recent decision by the São Paulo State to “file a lawsuit . . . against Siemens AG (SI) to try to recover money the company allegedly overcharged the state for trains sold by a consortium to city and regional transportation networks.”  This case should demonstrate the need to ensure that the Administrative Council for Economic Defense (CADE) involved in the Siemens investigation extends its investigation into the construction sector.  Such an investigation into the affairs of the construction cartel should not be limited to Brazilian companies only but also extended to international companies involved in construction-related activities.

Finally, it is necessary that the Brazilian government responds to the appeal by civil society for greater transparency and accountability in the affairs of the 2014 FIFA World Cup and make public the official Brazilian Bid Book.

1  This preliminary report of the Institute for Latin American Studies (IELA) concerns the operation of construction cartels involved in the FIFA World Cup.  The full report can be downloaded at www.iela.ufsc.br.

2  At the time of writing this paper, most of the companies had not yet released their 2013 Annual Reports, which could provide a different outlook to what is being presented here as the financial position is likely to have improved as indicated earlier.

Against storytelling of scientific results (Nature Methods)

Yarden Katz

Nature Methods 10, 1045 (2013) doi:10.1038/nmeth.2699 – Published online

30 October 2013

To the Editor:

Krzywinski and Cairo1 beautifully illustrate the widespread view that scientific writing should follow a journalistic ‘storytelling’, wherein the choice of what data to plot, and how, is tailored to the message the authors want to deliver. However, they do not discuss the pitfalls of the approach, which often result in a distorted and unrepresentative display of data—one that does not do justice to experimental complexities and their myriad of interpretations.

If we project the features of great storytellers onto a scientist, the result is a portrait of a scientist far from ideal. Great storytellers embellish and conceal information to evoke a response in their audience. Inconvenient truths are swept away, and marginalities are spun to make a point more spectacular. A storyteller would plot the data in the way most persuasive rather than most informative or representative.

Storytelling encourages the unrealistic view that scientific projects fit a singular narrative. Biological systems are difficult to measure and control, so nearly all experiments afford multiple interpretations—but storytelling actively denies this fact of science.

The ‘story-told’ scientific paper is a constrictive mapping between figures and text. Figures produced by masters of scientific storytelling are so tightly controlled to match the narrative that the reader is left with little to ponder or interpret. Critical reading of such papers becomes a detective’s game, in which one reads between the lines for clues of data relegated to a supplement for their deviance from ‘the story’.

Dissecting the structure of scientific papers, Bruno Latour explains the utility of the storytelling approach in giving readers the sense that they are evaluating the data along with the authors while simultaneously persuading them of the story. The storytelling way to achieve this is “to lay out the text so that wherever the reader is there is only one way to go”2—or as Krzywinski and Cairo put it, “Inviting readers to draw their own conclusions is risky”1. Authors prevent this by “carefully stacking more black boxes, less easily disputable arguments”2. This is consistent with the visualization advice that Krzywinski and Cairo give: the narrower and more processed the display of the data is to fit the story, the more black boxes are stacked, making it harder for the reader to access data raw enough to support alternative models or ‘stories’.

Readers and authors know that complex experiments afford multiple interpretations, and so such deviances from the singular narrative must be present somewhere. It would be better for both authors and readers if these could be discussed openly rather than obfuscated. For those who plan to follow up on the results, these discrepancies are often the most important. Storytelling therefore impedes communication of critical information by restricting the scope of the data to that agreeable with the story.

Problems arise when experiments are driven within a storytelling framework. In break rooms of biology research labs, one often hears: “It’d be a great story if X regulated Y by novel mechanism Z.” Experiments might be prioritized by asking, “Is it important for your story?” Storytelling poses a dizzying circularity: before your findings are established, you should decide whether these are the findings you would like to reach. Expectations of a story-like narrative can also be demoralizing to scientists, as most experimental data do not easily fold into this framing.

Finally, a great story in the journalistic sense is a complete one. Papers that make the unexplained observations transparent get penalized in the storytelling framework as incomplete. This prevents the communal puzzle-solving that arises by piecing together unexplained observations from multiple papers.

The alternative to storytelling is the usual language of evidence and arguments that are used—with varying degrees of certainty—to support models and theories. Speaking of models and their evidence goes back to the oldest of scientific discourse, and this framing is also standard in philosophy and law. This language allows authors to discuss evidence for alternative models without imposing a singular journalistic-like story.

There might be other roles for storytelling. Steven McKnight’s lab recently found, entirely unexpectedly, that a small molecule can be used to purify a complex of RNA-binding proteins in the cell, revealing a wide array of striking biological features3. It is that kind of story of discovery—what François Jacob called “night science”—that is often best suited for storytelling, though these narratives are often deemed by scientists as irrelevant ‘fluff’.

As practiced, storytelling shares more with journalism than with science. Journalists seek a great story, and the accompanying pressures sometimes lead to distortion in the portrayal of events in the press. When exerted on scientists, these pressures can yield similar results. Storytelling encourages scientists to design experiments according to what constitutes a ‘great story’, potentially closing off unforeseen avenues more exciting than any story imagined a priori. For the alternative framing to be adopted, editors, reviewers and authors (particularly at the higher-profile journals) will have to adjust their evaluation criteria and reward authors who choose representative displays while discussing alternative models to their own.

References

  1. Krzywinski, M. & Cairo, A. Nat. Methods 10, 687 (2013).
  2. Latour, B. Science in Action (Harvard Univ. Press, 1987).
  3. Baker, M. Nat. Methods 9, 639 (2012).

Linha do tempo – Caso Instituto Royal

Por Fabio Chaves (Vista-se) – 1/11/2013

01/11 – Sexta-feira

17h10: A revista Galileu publicou agora há pouco, através de seu site, uma entrevista com o especialista em cardiologia nuclear e diretor do Comitê Médico Pela Medicina Responsável, John Pipp. Segundo o médico, deveríamos parar com o uso de animais em testes científicos e pesquisas acadêmicas imediatamente. Para John, o modelo atual que obriga novas drogas serem testadas em animais só existe ainda porque é muito lucrativo. Ele comentou também sobre o caso recente do Instituto Royal (leia aqui).

15h37: Um pesquisador favorável aos testes com animais e o Veterinário Wilson Grassi defenderão pontos de vista contrários em relação ao caso do Instituto Royal. Não perca, hoje, às 21h, ao vivo no Jornal da Record News, com apresentação de Herodoto Barbeiro.16h48: Na tarde de ontem, mais uma fêmea da raça beagle foi encontrada abandonada nas ruas da cidade de São Roque. Segundo informações do G1, o animal não tem chip de identificação e, por isso, ainda não foi possível confirmar se ela faz parte do grupo de animais que foi resgatado do Instituto Royal. A cadelinha está com protetores da cidade, coque foram autorizados pela polícia a ficar com ela até que o caso seja esclarecido (leia aqui).

15h10: Baixe gratuitamente o livro “Entendendo a experimentação animal – a crítica científica ao uso de animais como modelos de pesquisa para a saúde humana.”, de Thales Tréz, no
formato PDF (baixe aqui).

15h04: Baixe gratuitamente o livro “A verdadeira face da experimentação animal – sua saúde em perigo”, de Sérgio Greif e Thales Tréz, no formato PDF (baixe aqui).

14h33: O professor do Departamento de Economia da FEA-USP, Renato Perim Colistete, publicou um interessante artigo em seu blog: “O que é científico nos testes com animais?”
(leia aqui).

13h16: No Facebook, surgiu recentemente uma página chamada “Fatos Royais”. Segundo sua descrição, é administrada por profissionais de comunicação que explicam como são feitas as manobras midiáticas do Instituto Royal (veja aqui).

13h00: Neste dia 1º de novembro comemora-se o Dia Mundial Vegano. Talvez você esteja nesta página apenas para acompanhar o caso do Instituto Royal, mas convidamos você a conhecer um pouco mais sobre o veganismo, porque tem tudo a ver com você que respeita os animais. Preparamos uma imagem bem bonita e um texto rápido para explicar o que é ser vegana(o). Não ser a favor de experimentos feitos em animais é uma das lutas dos veganos contra as injustiças cometidas contra os animais (veja aqui).

11h12: O deputado federal Ricardo Izar Jr pediu ao TCU (Tribunal de Contas da União) que investigue repasses federais feitos ao Instituto Royal para averiguar possível mau uso do
dinheiro público (leia aqui).

10h42: Neste sábado (2), às 14 horas, heverá em São Paulo o Seminário Enfoque Científico e Jurídico sobre a abolição da Vivissecção (experimentos em animais em laboratórios). O evento tem entrada gratuita (Matilha Cultural – R. Rego Freitas, 542, República, São Paulo-SP) e será transmistido também pela internet neste link.

10h23: Fizemos uma imagem que destaca dois importantes diálogos do programa
Conexão Repórter exibido ontem, onde Silvia Ortiz afirma que não gosta de cães da raça beagle e quando o repórter Roberto Cabrini pergunta se os animais têm direitos dentro do Instituto Royal. Se você quiser, pode compartilhar em seu Facebook (veja a imagem).

09h35: Se você perdeu a reportagem do Conexão Repórter, assista aqui.

01h35: Mais uma vez, o programa Conexão Repórter, comandado pelo jornalista Roberto Cabrini, trouxe uma discussão intensa e imparcial, colocando questões delicadas e provocativas para os dois lados. Silvia Ortiz, diretora geral do Instituto Royal, disse que a apresentadora Luisa Mell representa a causa animal de forma “muito emotiva”. Silvia, por sua vez, demonstra zero emoção e esquivou-se de diversas perguntas importantes levantadas por Luisa. Fica a frase de Silvia, que pode explicar muita coisa: “Eu não gosto da raça Beagle. Mas eu adotaria um cão [de outra raça] se fosse preciso.” Assim que tivermos o link com o programa, publicaremos aqui.

01h08: O programa Conexão Repórter, no ar agora pelo SBT, está mostrando a crueldade contra animais muito além do caso Royal. As cenas são duras, mas é muito importante que todas as pessoas que ficaram chocadas ao ver beagles maltratados saibam o que acontece a todos os outros animais. É por tudo isso que desde 2007 o portal Vista-se incentiva as pessoas a se tornarem veganas. Pesquise mais sobre veganismo e você vai entender que a luta vai muito além dos cães e dos testes em animais.

00h41: “Eu não gosto da raça Beagle. Mas eu adotaria um cão [de outra raça] se fosse preciso.” – diz Silvia Ortiz, representante do Instituto Royal, em matéria do Conexão Repórter sendo exibida agora,
no SBT.

31/10 – Quinta-feira

21h18: Vale lembrar: Nesta quinta-feira, às 23h59, o programa “Conexão Repórter”, do SBT, será todo voltado ao caso do Instituto Royal e à experimentação em animais.
Começa daqui a pouco (leia aqui).

19h55: Em artigo no site da Revista Fórum, professor aposentado da UNICAMP levanta algumas questões sobre o que é e o que faz o Instituto Royal (leia aqui).

18h27: O trabalho jurídico continua. Adriana Khouri, uma das ativistas que se acorrentou ao portão do Instituto Royal em 12/10, evento que deu início a toda a movimentação deste caso, publicou há pouco que estava em reunião no Ministério Público do Estado de São Paulo com várias autoridades (veja aqui). Confiante, chegou a publicar um “Tchau Royal!!!” há alguns minutos. Ainda não sabemos bem por quê.

13h55: Mais de 660.000 pessoas já assinaram a petição contra o Instituto Royal. Você já assinou e já divulgou a petição? Petição (assine)

12h46: Daqui a pouco, às 13h30, o Dr. Stelio Pacca Loureiro Luna, médico veterinário especilista em anestesia e estudos relacionados a dor (currículo), estará no programa
“JC Debate”, da TV Cultura, falando sobre o caso do Instituto Royal. É possível assistir
pela internet (assista aqui).

11h12: Em entrevista ao portal R7, o Deputado Federal Ricardo Izar Jr. disse que quer uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar casos de maus-tratos a animais no Brasil todo, incluindo o caso do Instituto Royal. Ele lembra que a causa animal e os projetos de lei que ele criou em prol dos animais eram vistos como piada na Câmara dos Deputados até pouco tempo (leia aqui).

11h05: Matéria publicada ontem no portal R7 diz que o advogado do Instituto Royal foi vaiado várias vezes durante a audiência pública realizada no Congresso Nacional na terça-feira (29). O texto traz ainda repostas às afirmações do representante do Royal sobre não haver
maus-tratos nas atividades do instituto (leia aqui).

10h46: Hoje, às 23h59, o programa “Conexão Repórter”, do SBT, será todo voltado ao caso do Instituto Royal e à experimentação em animais (leia aqui).

09h59: Através do Facebook, 11 cidades já estão confirmadas para receber a manifestação“1º Grande Ato Pela Vida”, que propõe às pessoas que saiam de suas casas para se manifestar contra os maus-tratos e, claro, os testes em animais. A manifestação acontecerá simultaneamente em todas as cidades no dia 20/11, feriado da Consciência Negra, às 10 horas da manhã (evento no Facebook).

09h54: Na noite de ontem, o programa “Saia Justa”, do canal GNT, exibiu uma matéria sobre os testes em animais (assista aqui).

30/10 – Quarta-feira

19h09: Mais e mais manifestações de acadêmicos chegam em apoio aos ativistas. Desta vez, o professor do Departamento de Economia da FEA-USP, Renato Perim Colistete, questiona a posição da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) em defender o
Instituto Royal como se eles, o SBPC, representassem toda a comunidade científica (leia aqui).

18h45: Às 17h30 de hoje, a Comissão Especial de Investigação (CEI) da Câmara dos Vereadores de São Roque iniciou sua reunião pública para discutir próximos passos sobre o caso do Instituto Royal. Cerca de 20 pessoas acompanham o evento até o presente momento.

18h00: Veja fotos da audiência pública sobre alternativas ao uso de animais em experiências que aconteceu ontem na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo (veja as fotos).

17h14: O programa Domingo Espetacular, da Record, voltará ao caso do Instituto Royal na noite deste domingo (3). Fique atenta(o).

17h11: Neste sábado (2), haverá em São Paulo um seminário sobre a abolição da vivessecção. A organização é da ONG VEDDAS (veja aqui). A ONG prepara ainda diversas outras atividades para os próximos dias em várias cidades brasileiras (veja aqui). Tudo é gratuito e aberto
ao público.

11h52: Daqui a pouco, às 14 horas, Fabio Chaves (Vista-se) estará nos estúdios da Rede CNT para uma entrevista ao vivo sobre o caso do Instituto Royal. Como sintonizar e outras informações no site da emissora (acesse aqui).

10h14: Em Brasília, ontem, o Deputado Federal Ricardo Tripoli afirmou em entrevista que os animais sofriam dentro do Instituto Royal. Ele levantou uma série de questões, entre elas, o fato de o instituto solicitar a incineração de 2,5 toneladas de cadáveres por ano (assista aqui).

10h07: Um grupo de acadêmicos, professores e pesquisadores contrários à experimentação animal elaborou uma carta aberta sobre o caso do Instituto Royal e sobre o futuro das pesquisas com animais no Brasil (leia a carta).

09h30: A UFRJ discute na próxima terça-feira (5) direito, ética e experimentação animal. O evento começa às 18 horas e é aberto ao público (veja aqui).

09h28: No próximo domingo (3), haverá uma manifestação contra o Instituto Royal na Região dos Lagos, Rio de Janeiro (veja aqui).

00h25: O Deputado Federal Ricardo Izar Jr., presidente da Frente Parlamentar Defesa dos Animais no Congresso Nacional (FPDA), falou em entrevista ao programa “Palavra Aberta”, da TV Câmara, que quer aprovar a proibição dos testes em animais para produtos cosméticos
(assista aqui).

00h06: Reportagem da TV Câmara resume o que foi a audiência pública no Congresso Nacional sobre o caso do Instituto Royal (assista aqui).

29/10 – Terça-feira

23h48: Terminou agora há pouco a audiência pública sobre experimentação animal na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, a ALESP. Um dos expositores, o biólogo Sérgio Greif, anunciou que o presidente da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) demonstrou total apoio ao término dos testes em animais para produtos cosméticos em uma reunião na tarde desta terça-feira.

18h08: Segundo colunista do UOL, âncora do SBT que defendeu o uso de animais para testes cosméticos cometeu uma gafe grave, já que a Jequiti, empresa de cosméticos do dono do SBT, não testa seus produtos em animais. A opinião de Rachel Sharazade desagradou aos defensores dos animais e também à direção do SBT (leia aqui).

17h34: Um biólogo brasileiro doutorando no Centro de Alternativas aos Testes em Animais na Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, concedeu uma entrevista muito interessante ao portal IG. Sobre o caso do Instituto Royal, ele diz: “Essa invasão do prédio e resgate dos beagles representa uma demanda social. São os pesquisadores que devem responder às necessidades da sociedade e não o contrário.” (leia toda a entrevista).

17h17: O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) recebeu agora há pouco uma comissao para discutir métodos substitutivos ao modelo animal na indústria de cosméticos. Entre os membros da comissão estão George Guimarães (VEDDAS), o biólogo Sérgio Greif, a médica Odete Miranda, a ativista Nina Rosa (Instituto Nina Rosa) e o Deputado Estadual Feliciano Filho.

17h07: Fim da audiência pública sobre o caso do Instituto Royal em Brasília. Agora o foco é a audiência pública que acontece daqui a pouco, às 19 horas, na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, a ALESP. Excelentes palestrantes falarão no evento, que será transmitido ao vivo aqui e no site da ALESP.

15h31: Silvia Ortiz, representante do Instituto Royal, não compareceu à audiência. Apenas o advogado da instituição foi à Brasília.

15h10: A audiência pública no Congresso Nacional sobre o caso do instituto Royal está sendo transmitida ao vivo. Nos desculpem a demora pelo link, estávamos sem energia elétrica (assista ao vivo).

12h47: A lei brasileira obriga que institutos como o Royal mantenham uma “comissão de ética” para o uso de animais em experimentos. Entre os membros obrigatórios desta comissão, é preciso que haja um representante de uma entidade protetora dos animais legalmente estabelecida no país. Assim, o Instituto Royal era obrigado a ter alguém que teoricamente seria um protetor de animais fiscalizando as atividades da instituição. Na manhã de hoje, a Folha de S. Paulo publicou uma entrevista com Deise Mara do Nascimento, uma senhora de 50 anos que representa o Instituto Árvore da Vida. Deise é a pessoa que deveria ser os olhos da sociedade dentro do Instituto Royal e, segundo ela, não havia maus-tratos no local (leia a entrevista). O Instituto Árvore da Vida fica em Barão Geraldo, distrito de Campinas, onde também fica a UNICAMP, universidade onde Silvia Ortiz (do Royal) estudou. No início, o Instituto Árvore da Vida era voltado exclusivamente aos cuidados com o meio ambiente. Após 2 anos de existência, já em 2007, o Instituto Árvore da Vida incluiu em suas atividades o“Acompanhamento e monitoração de atividades científicas e de estudo, pesquisa e testes com seres vivos, com objetivo de manutenção da ética e respeito pela vida”. Está claro que Deise não tinha a menor ideia do que se passava realmente nos testes com animais ou ela não tem a menor ideia do que é proteção animal.

11h05: Hoje, às 14 horas, acontece em Brasília, no Congresso Nacional, uma audiência pública sobre o caso do Instituto Royal (veja a pauta). O evento será transmitido em tempo real pela TV Câmara. Assim que tivermos o link, publicaremos aqui. Fique ligado, é daqui a pouco.

09h51: Ontem, a apresentadora Luisa Mell publicou em seu Facebook que a representante do Instituto Royal, Silvia Ortiz, negou um debate com ela no SBT (veja aqui).

09h35: Assista agora a matéria exibida ontem no porgrama CQC (assista aqui). Logo após a reportagem, o programa lançou uma enquete para ser votada em seu site. A pergunta era 
“Você é a favor do uso de cachorros como cobais para tratamento de doenças?”
. A enquete registrou um recorde de participação e 82% das pessoas que votaram se mostraram contra o uso de cachorros como cobaias (assista aqui aos resultados da enquete).

00h46: Depois que o empresário que adotou o Beagle na cidade de Valinhos deu uma entrevista provando com fotos que o animal tomado dele não era o mesmo que estava supostamente à venda no Mercado Livre, o Instituto Royal emitiu uma nota admitindo que cometeu um erro quando disse à equipe do Fantástico que o cão recuperado era o mesmo que estava à venda. Fica claro que o Fantástico publicaria qualquer coisa que o Instituto Royal quisesse sem ao menos averiguar se era verdade (veja aqui).

00h39: A esquete feita pelo programa CQC mostrou que 82% dos telespectadores são contra o uso de cachorros em testes para a fabricação de medicamentos.

28/10 – Segunda-feira

23h27: Uma matéria relativamente curta mas muito positiva. O CQC ouviu os dois lados, um dos poucos programas que fez isso. Até o final do programa, você pode votar no site do programa se é a favor ou contra o uso de animais em pesquisas (vote aqui).

23h13: Agora no programa CQC, na BAND, matéria sobre o caso do Instituto Royal.

20h23: Daqui a pouco, na BAND, o programa CQC levará ao ar uma matéria sobre o caso do Instituto Royal. Começa às 22h30.

16h27: O portal de notícias da Rede Globo, o G1, publicou uma matéria agora há pouco que desmente a informação enviada pelo Instituto Royal e veiculada ontem à noite no Fantástico, do mesmo grupo de comunicação. A nota, lida pelo apresentador do programa, dizia que o cão que foi recuperado pela justiça em Valinhos era o mesmo que supostamente estava à venda no Mercado Livre. A equipe do G1 entrevistou o empresário que adotou o cachorro e ele garante que jamais colocou o Beagle à venda. Sua família, inclusive sua filha de 6 anos, já estava acostumando com o novo morador da casa. O empresário mostrou fotos do cãozinho que estava em sua casa e comparou com as fotos do anúncio do Mercado Livre. São completamente diferentes (veja aqui).

14h53: Segundo pesquisa Datafolha que estampa a capa do site da Folha de S. Paulo neste momento, a maioria da população (56%) considera que a invasão do Instituto Royal foi uma ação correta. Apenas 33% reprovaram o que os ativistas fizeram e 11% dos entrevistados não souberam ou não quiseram opinar. A pesquisa revelou também uma preferência pelos animais mais próximos do homem, como os cães. A maioria dos que são a favor dos testes em animais preferiam que estes não envolvessem cães ou coelhos (veja aqui).

13h52: Na próxima quarta-feira (30), a Comissão Especial de Investigação da Câmara dos Vereadores de São Roque vai se reunir em plenário às 17h30. Esta comissão foi formada para investigar o caso do Instituto Royal. A reunião é aberta ao público (veja aqui).

13h40: Nesta terça-feira (29), às 19 horas, haverá uma Audiência Pública na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP) sobre o caso Royal e alternativas aos testes feitos em animais. Confira a lista de técnicos que falarão no evento e outros detalhes (veja aqui).

12h03: Através de seu Twitter, deputado federal Protógenes Queiroz criticou a repostagem exibida na noite de ontem pelo programa Fantástico, da Rede Globo (veja aqui).

27/10 – Domingo

22h55: Lembramos mais uma vez que o chat à direita é um espaço onde podem estar pessoas com todo tipo de intenção. Usem o bom senso.

22h45: O programa “Sem Fronteiras”, da Globo News, está mostrando agora mais uma entrevista com o coordenador do CONCEA, que é vivesseccionista.

22h42: A página “Adote um animal resgatado do Instituto Royal”, que já está com mais de
388 mil “curtidas”, publicou uma mensagem logo após a matéria do Fantástico. Segundo o texto, o rapaz que estava com o beagle em Valinhos contou que está transtornado com o que está acontecendo. Ele garante que é mentira que este cão estava à venda no Mercado Livre e diz que vai processar o jornal Estadão, que publicou esta notícia replicando uma nota mentirosa que veio dos representantes do Instituto Royal. O Fantástico reproduziu a mesma nota que, segundo o texto a seguir, não é verdadeira (veja aqui).

22h27: A Rede Record liberou em seu site a matéria que o programa Domingo Espetacular levou ao ar agora há pouco. Nela, são mostrados alguns dos cães resgatados do
Instituto Royal por ativistas. Veterinários que estão cuidando destes animais afirmam que eles estão doentes e que têm todos os indícios de que sofriam maus-tratos, como o caso do cão que está com os caninos superiores colados nos inferiores. Alguns animais estão com câncer, anemia ou outras patologias (assista ao vídeo).

21h52: Neste domingo está circulando nas redes sociais uma suposta foto de funcionários do Instituto Royal manipulando um cão. Preferimos esconder o rosto das pessoas da foto para preservar a identidade dos funcionários (veja a foto).

21h33: Embora tenha levado ao ar uma matéria um pocuo mais completa do que a do último domingo, o programa Fantástico, rede Rede Globo, deixou de mostrar um documento que está online no site do INMETRO que prova que o Instituto Royal utilizava animais também para testes de agrotóxicos, cosméticos e outros produtos químicos (veja o documento). Este documento chegou à equipe do programa, mas não foi citado. No final da matéria, foi informado que o Instituto Royal enviou uma nota dizendo que o cão que eles recuperaram na cidade de Valinhos, interior de São Paulo, era o mesmo que supostamente estava sendo vendido no Mercado Livre. O anúncio do Mercado Livre foi criado e finalizado no mesmo dia e, em seu texto, ficava absolutamente claro que se tratava de um trote, uma brincadeira de mau gosto. Será que o Fantástico levantou informações sobre este animal ou apenas reproduziu a milhões de brasileiros uma possível mentira criada pelo Instituto Royal?

21h15: Agora no programa Fantástico, matéria sobre o caso do Instituto Royal.

20h54: O programa Fantástico, da Rede Globo, anunciou agora mais uma reportagem especial sobre o caso para os próximos minutos.

20h46: A frase final da matéria do Domingo Espetacular, da Rede Record, deixa a dúvida do ar sobre se o Instituto Royal poderá ser reaberto. Assim que conseguirmos o vídeo publicaremos aqui nesta página.

20h43: Record agora falando sobre o assunto.

19h52: Em uma matéria produzida pelo Estadão Conteúdo e veiculada no Yahoo Notícias, há informações de que a Comissão Externa da Câmara teve acesso a uma lista de fornecedores do Instituto Royal. Nela, está a Fazenda Angolana, muito citada pela mídia nos últimos dias. Na mesma relação de fornecedores, há indícios de que os cães da raça beagle que sobreviviam aos testes era vendidos, e não doados, como Silvia Ortiz, representante do Royal, vinha afirmando na imprensa (leia aqui).

16h13: “Seu filho vale menos que um rato?” O biólogo Sérgio Greif explica porque esta e outras perguntas usadas pela mídia e por cientistas para legitimar os testes em animais é uma forma de argumentação baixa e vazia (leia aqui).

16h03: O site Carta Capital quer saber a opinião de seus leitores sobre o caso do
Instituto Royal, especialmente sobre a invasão para o resgate dos animais (vote aqui).

15h00: Ainda estamos no assunto, mas não temos nenhuma informação nova. Vamos neste caso até o fim.

11h03: Representantes do Instituto Royal falaram em entrevista ao Estadão que ficaram mais de 500 animais em suas instalações após a invasão. Eles disseram ainda que estes animais não servem mais para pesquisas científicas. Por que então foi negado aos ativistas o pedido de tutela destes animais? Por favor, leia isto.

26/10 – Sábado

20h45: Há pouco estava rodando nas redes sociais a informação de que estão saindo cães do Instituto Royal. Conseguimos falar com um ativista que esteve no local das 18 às 19h30 e o que ele viu foram 4 kombis todas fechadas, inclusive com vidros escuros e refrigeração. As kombis entraram em diferentes momentos. Demoravam um pouco e saiam com escolta fortemente armada, bem diferente dos seguranças particulares que estavam por lá nos últimos dias. Não havia polícia no local, segundo o ativista, que não quis se identificar. O fato de os veículos serem refrigerados pode dizer muita coisa. Na quinta-feira (24), quando o prefeito Daniel de Oliveira Costa saiu das instalações do Royal, ele falou na coletiva de imprensa que os ratos e hamsters estavam muito bem cuidados, sob a temperatura de 21,6 graus. O prefeito disse ainda que se esses animais fossem tirados dessa temperatura poderiam morrer. Questionado ontem sobre o número aproximado de animais no local, ele não soube nem fazer uma estimativa. Não podemos provar nada mas, analisando as informações, o que podemos supor é que pode sim estar acontecendo neste momento a retirada de animais do local.

20h12: Se as revistas Época e Veja desta semana fossem às bancas há 126 anos, quando a justiça ainda admitia que pessoas fossem escravizadas, como seriam as capas? (veja aqui).

19h58: Por telefone, o deputado estadual Feliciano Filho confirmou que um dos cães foi localizado e apreendido pela polícia na cidade de Valinhos, interior de São Paulo. Porém, a informação de que ele deve ficar sob os cuidados da justiça foi um mal entendido já que o assessor do deputado era quem escrevia enquanto falavam ao telefone. A verdade é que ainda não se sabe para onde foi levado o cãozinho. Outra informações que circulou agora há pocuo é que havia 14 cães no CCZ de São Roque. A pedido do deputado, o vereador Guto Issa foi ao CZZ de São Roque e disse que não há nenhum cão lá.

17h08: O deputado estadual Feliciano Filho publicou ainda há pouco em seu Facebook que o cachorro recuperado pela polícia em uma residência em Valinhos-SP deve ficar sob os cuidados da justiça, assim como os outros cães. Portanto, pelo menos por enquanto, não deve voltar ao
Instituto Royal (veja aqui).

16h58: Agora há pouco, centenas de pessoas fizeram uma passeata pacífica na Av. Paulista contra o Instituto Royal. A via chegou a ficar interditada por alguns minutos. Uma das ativistas que esteve no local nos enviou um pequeno vídeo (assista ao vídeo).

15h29: O verador José Franson, da cidade de Tatuí, também publicou em seu Facebook um aviso para que não coloquem informações sobre os beagles nas redes sociais (veja aqui).

15h21: Segundo o deputado estadual Feliciano Filho, em uma publicação há alguns minutos em seu Facebook, um dos cães beagle foi apreendido pela polícia na cidade de Valinhos, interior de São Paulo (veja aqui). Segundo a publicação, é o começo dos processos de busca e apreensão.

15h12: NOTA SOBRE A SUSPENSÃO TEMPORÁRIA DAS ATIVIDADES DO INSTITUTO ROYAL.
Impressões e alguns detalhes ainda não revelados sobre os testes realizados pela instituição.
LEIA AQUI.

11h47: Mais de 3.000 pessoas estão confirmadas no evento marcado pelo Facebook no Rio de Janeiro contra o Instituto Royal. O evento do Rio é neste sábado, às 15 horas
(evento no Facebook RIO). O evento de São Paulo, que deve acontecer às 14 horas de hoje na Av. Paulista, tem pouco mais de 900 pessoas confirmadas até o momento
(evento no Facebook SP)

11h33: Um dos neurocientistas mais respeitados do mundo, o canadense Philip Low, se manifestou sobre o caso do Instituto Royal. Low afirma que é o momento certo para a sociedade brasileira pressionar seus representantes em Brasília para criar leis que façam com que os cientistas sejam mais criativos e não usem animais nos testes (leia aqui).

11h18: Existe um site que grava boa parte de toda a internet em um arquivo, para consultas futuras, chama-se Web Archive. Nele, é possível pesquisar versões antigas de sites. Pesquisando o endereço virtual da Fazenda Angolana, acusada de fornecer animais para as pesquisas do Instituto Royal, podemos observar que, em 2007, eles admitiam e publicavam que forneciam animais como coelhos para a produção de carne e peles, além de fornecer também para testes em laboratórios (veja aqui). Embora tenham negado fornecer animais para o Instituto Royal ou qualquer outro centro de pesquisa, documentos apresentados à prefeitura pela Comissão Externa da Câmara mostraram que sim, a Fazenda Angolana forncia animais para o Instituto Royal. A notícia foi publicada em uma matéria do Estadão (leia aqui).

11h00: Nos campos de concentração nazistas, o trabalho dos médicos e cientistas era intenso. Milhares de priosioneiros de todas as idades, inclusive crianças, eram submetidos aos mais cruéis experimentos em nome da ciência. De fato, até hoje há conhecimento científico baseado nestes estudos, embora boa parte da comunidade científica contemporânea reconheça que os meios para se chegar a estes resultados não foram éticos. Prisioneiros eram congelados vivos para estudos sobre o comportamento do corpo humano em situações de frio extremo. Crianças eram queimada com produtos químicos e depois “sacrificadas” para autópsias que pretendiam reunir informações sobre as reações do organismo. As descrições dos testes que aconteceram nos campos nazistas e que, na época, tinham apoio da comunidade científica e de parte da população, parecem coisa de filme de terror, mas são reais. São descrições muito próximas dos testes que aconteciam no Instituto Royal, mudando apenas a espécie da vítima (leia aqui).

10h40: Entrevistado enquanto ainda não havia respostas sobre a suspensão do alvará do Instituto Royal, Fabio Chaves (Vista-se) falou ao portal de notícias da Record, o R7, sobre o momento que estamos vivendo e sobre como é importante aproveitar toda essa comoção e cobertura da mídia para discutir a vivessecção (leia aqui).

10h27: Segundo matéria do O Globo, cães que foram resgatados do Instituto Royal estão doentes e com claros sinais de que sofriam maus-tratos (leia aqui).

04h32: Leia o documento que suspendeu as atividades do Instituto Royal por 60 dias
(veja foto).

04h24: No topo desta página agora há um contador para nos ajudar a lembrar até quando o Instituto Royal está proibido de exercer suas atividades.

04h04: O R7 publicou ainda uma outra matéria agora há pouco, onde um biólogo afirma em laudo que os “beagles do Instituto Royal eram condicionados a receber experimentos
(leia aqui).

03h58: Nas primeiras horas deste sábado, o portal R7 publicou na capa de seu site um laudo que confirma que os cães utilizados em experiências no Instituto Royal dormiam sobre suas próprias fezes (leia aqui).

03h17: Segundo matéria do portal G1, a decisão sobre a suspensão do alvará de funcionamento do Instituto Royal por 60 dias foi tomada pelo prefeito municipal depois de orintações da Comissão Externa da Câmara

02h42: No Facebook, um evento chamado “Marcha da Defesa Animal”, contra os testes em animais do Instituto Royal, está com pouco mais de 900 pessoas confirmadas (veja aqui).

25/10 – Sexta-feira

22h40: Segundo documentos apresentados hoje pela Comissão Externa da Câmara, a Fazenda Angolana é um dos locais que fornecia cães da raça Beagle ao Instituto Royal. A informação foi publicada há pouco no site do Estadão (leia aqui).

19h59: Foram suspensas temporariamente neste momento as atividades do Instituto Royal.

19h29: Instituto Royal sendo interditado pela prefeitura e a Comissão Externa da Câmara. A notícia é que vale por 60 dias.

18h40: Informações que ainda não foram confirmadas dizem que o Instituto Royal, frente à pressão, decidiu encerrar suas atividades por 60 dias. Estamos ainda aguardando na prefeitura e confirmaremos mais tarde.

18h18: Ainda aguardando.

17h46: Estamos ainda na prefeitura. Aguardando.

17h27: Estamos agora na prefeitura. A Comissão Externa da Câmara veio trazer documentos. Ativistas e imprensa apenas acompanhando. Só podemos aguardar.

16h28: Ainda no Fórum. Por enquanto não sabemos quais serão os próximos passos.

16h05: Tivemos que sair da porta do Royal. Estamos agora no Fórum de São Roque. A Comissão Externa da Câmara, que acreditávamos que iria direto para o Royal ao sair da prefeitura, veio ao Fórum e está em reunião fechada com o juiz.

15h07: Estamos aguardando a chegada da Comissão Externa da Câmara.

14h55: Estamos em frente do Royal.

14h46: Rumo ao Royal.

13h57: Ainda estamos aguardando a saída da Comissão Externa da Câmara. O ativista George Guimarães (VEDDAS) se juntou a nós e também vai acompanhar tudo. Mantenham o assunto nas redes sociais hoje. Precisamos de cada compartilhamento. Isso faz muita diferença.

13h10: Sem a presença de ativistas ou da imprensa, o prefeito e os deputados federais estão em reunião fechada.

12h42: Estamos na prefeitura de São Roque. A Comissão Externa da Câmara está se preparando para ir ao Royal.

11h24: Recebemos informações que o cãozinho resgatado com os dentes colados está sendo acompanhado por veterinários e recebendo alimentação correta.

10h21: A Comissão Externa da Câmara dos Deputados vem do Congresso Nacional e vai entrar hoje no Instituto Royal. Sabemos que o instituto teve 7 dias sem lacre oficial para fazer todas as limpezas necessárias e preparar o local, como vimos ontem quando o prefeito da cidade entrou. Mas, ainda assim, estamos indo para São Roque para acompanhar de perto a impressão dos deputados federais sobre o caso. A comissão é formada pelos deputados Protógenes, Ricardo Izar Jr., Ricardo Tripoli, Roberto Lucena, Antônio Roberto e Alexandre Leite. Estamos em contato com veículos da mídia novamente.

09h53: Em entrevista publicada na noite de ontem pelo Estadão, Silvia Ortiz, gerente geral do Instituto Royal, diz que os ativistas é que causaram maus-tratos aos animais (!) e chama o cachorro que apareceu na mídia com os dentes colados de “Ricardinho”. Ela deu a entrevista no prédio comercial onde fica a assessoria de imprensa contratada às pressas para gerenciar a crise com a opinião pública (leia aqui).

24/10 – Quinta-feira

23h28: Em seu Twitter (veja aqui), o Deputado Federal Protógenes Queiroz informou que nesta sexta-feira (24) estará às 11 horas da manhã na Prefeitura da cidade de São Roque para começar os trabalhos da Comissão Externa da Câmara (entenda o objetivo). Protógenes, que já entrou no Instituto Royal no domingo e disse que“Aquilo ali tem de fechar!” (fonte) vem acompanhado de outros deputados federais de Brasília para investigar o caso.

22h16: Pelo Facebook, mais de 600 pessoas já confirmaram presença na “Marcha da Defesa Animal”, na Av. Paulista, sábado, 14 horas (veja aqui).

21h58: Matéria no Jornal do SBT destacou novamente o caso por volta das 19 horas de hoje.
(assista aqui).

21h44: Agora há pouco, uma matéria no site do jornal Estadão comentou as últimas notícias sobre o caso Royal (leia aqui).

21h35: Fim do curtíssimo debate da TV Brasil sobre testes em animais.

21h32: Ao vivo agora na TV Brasil, debate sobre o caso do Instituto Royal (assista online).

21h30: Segundo a página no Facebook “Ajude os Beagles do Instituto Royal”, há uma manifestação marcada para esta sexta-feira (25) às 17 horas uma manifestação em frente ao
Instituto Royal (veja aqui).

21h14: Em instantes na TV Brasil, matéria e debate ao vivo sobre o caso do Instituto Royal. Veja aqui como sintonizar o canal em todo o Brasil e no exterior.

19h12: Agora no SBT sobre o assunto.

19h00: Há informações ainda não oficiais de que uma manifestação pacífica acontecerá na
Av. Paulista contra o Instituto Royal neste sábado (26). Segundo a informação que ainda estamos tentando confirmar, seria às 14h30 no vão do MASP.

18h54: O presidente da ONG VEDDAS, George Guimarães, participará hoje de um debate ao vivo em rede nacional pelo telejornal da TV Brasil debatendo com Silvana Gorniak, representante do Conselho Federal de Medicina Veterinária e professora de farmacologia e toxicologia veterinária da USP. O telejornal vai ao ar às 21h. Veja aqui como sintonizar o canal em todo o Brasil e no exterior: pela rede aberta ou canais a cabo (para quem não conseguir acompanhar ao vivo, o vídeo deverá estar disponível online amanhã).

18h09: Com a notícia de que ainda há muitos animais dentro do Instituto Royal (talvez centenas) confirmada hoje pelo prefeito da cidade de São Roque, que entrou no local, muitas pessoas estão perguntando “Por que os ativistas não retiraram os roedores?”. Não foi por falta de compaixão. A Polícia Permitiu a retirada de cães e coelhos (existem vídeos que mostram a polícia parada), mas, na hora dos ativistas chegarem aos ratinhos, eles impidiram. Outra coisa: o prédio do Instituto Royal é complexo e poucas pessoas conseguiram ver onde estavam os ratinhos.

17h49: A CBN, um dos veículos de comunicação que acompanhou hoje a saída do prefeito, que estava no Instituto Royal, publicou uma matéria em ádio sobre a atual situação (ouça aqui).

17h46: O Deputado Estadual Fernando Capez publicou um vídeo muito importante para entender várias irregularidades do Instituto Royal. No vídeo, intitulado “Capez desmascara Instituto Royal”, Capez legitima a ação dos ativistas que entraram no Instituto Royal para salvar os animais (assista aqui).

17h09: Em mais uma matéria sobre o caso, o G1 ouviu os argumentos dos ativistas George Guimarães (VEDDAS) e Silvana Andrade (ANDA) e do coordenador do Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea) (leia aqui).

16h31: A Rede TV exibiu um programa Super Pop especial sobre o caso (vídeo 1 / vídeo 2).

16h20: Um dos efeitos do caso Royal fora de São Roque: em Campinas, ativistas invadem aula que utilizava porcos vivos para técnicas de incisão na PUC. Há outros métodos que não usam animais para ensinar as mesmas técnicas. A invasão foi documentada e divulgada no portal G1
(assista aqui).

16h15: Segundo o site Congresso em Foco, a Câmara dos Deputados, em Brasília, mudou completamente seu posicionamento sobre os Direitos dos Animais após o caso do Instituto Royal. Propostas que antes eram engavetadas ou adiadas agora fazem parte das prioridades da casa (leia aqui).

16h11: Ontem, a Folha de S. Paulo foi um dos diversos veículos que acompanharam a ida do infoativista Fabio Chaves (Vista-se) à prefeitura de São Roque (leia aqui).

12h27: O prefeito acabou de sair do Instituto Royal e deu uma coletiva afirmando que há animais ainda lá dentro, porém, que não foi constatado maus-tratos e que o prédio tem todos os requesitos para continuar praticando suas atividades. Nenhum ativista ou especialista em animais acompanhou a visita. Estamos agora voltando para São Paulo.

11h41: Mesma situação ainda. Prefeito e fiscais dentro do Instituto Royal. Imprensa e ativistas, fora.

11h00: O prefeito entrou com a comissão de fiscais. Ativistas ainda não foram autorizados.

10h27: Acaba de chegar o prefeito e uma comissão da prefeitura e muitos jornalistas.

10h15: Segundo conversa entre o chefe da segurança e a polícia militar agora no portão do Instituto Royal, uma equipe da prefeitura deve chegar a qualquer momento ao local. Alguns seguranças particulares saíram apressados para, segundo eles, trazer o advogado da empresa.

10h09: Até agora, apenas uma espera extremamente cansativa e nenhuma resposta. Continuamos aguardando.

09h16: Do portão 2 do Instituto Royal, é possível notar movimentação de funcionários (provavelmente de limpeza) dentro do local.

07h48: A Polícia Militar veio para perguntar os objetivos de quem está aqui. Uma fiorino branca entrou no Instituto Royal alegando ser da limpeza

05h54: Continuamos na frente do instituto Royal. Começa a amanhecer o dia.

01h54: No momento são cerca de 25 ativistas nos portões do Instituto Royal. Clima tranquilo.

00h05: Muitos ativistas neste momento nos dois portões. Clima tranquilo. A GM continua patrulhando e garantindo a segurança dos ativistas.

23/10 – Quarta-feira

21h48: Chegaram algums ativistas. Temos muitos mantimentos. Ativistas pacíficos que queiram passar a noite aqui são bem vindos. Não precisamos de mais mantimentos. Clima bem calmo. Não vimos PM. A Guarda Municipal está aqui para garantir a segurança dos ativistas.

20h00: O prefeito Daniel fez revelações importantes (e positivas para os animai) hoje à tarde na coletiva de imprensa. Não estamos conseguindo acompanhar daqui, mas o caso deve ser bem comentado hoje e amanhã na mídia. Conseguimos com o prefeito a garantia que a Guarda Municipal fará rondas constantes para garantir a integridade física dos ativistas pacíficks que ficarem em vigília. Clima tranquilo e garoa um pouco.

19h56: Estamos agora em frente ao Instituto Royal. O clima é calmo. Ativistas pacíficos que queiram passar a noite aqui em vigília são bem-vindos. Tragam água e mantimentos veganos, por favor. É muito importante neste momento que os ânimos estejam calmos. Uma imvasão ou manifestação hostil atrapalhariam as possíveis boas notícias que devem surgir amanhã. Hoje, Fabio Chaves (Vista-se) e George Guimarães (VEDDAS) estiveram em reuniões jurídicas em São Roque com o acompanhamento da grande mídia. Nosso agradecimento especial à equipe do programa CQC que tem sido solícita. O clima é de confiança e calma neste momento.

15h30: Agora estamos na prefeitura. O prefeito Daniel vai nos receber mais tarde. Tudo tranquilo.

14h41: Pessoal, estamos em uma movimentação jurídica. Não é uma manifestação. Por favor aguardem. Está tudo tranquilo.

12h36: Estamos na Câmara Municipal. Equipes da BAND e Folha vindo à cidade. Outras emissoras estão sem confirmação ainda, mas devem vir. Passamos há uma hora no portão do Instituto Royal e não havia nem ativistas, nem PM por lá. Apenas seguranças particulares.

10h00: Vamos novamente à cidade de São Roque hoje tentar uma reunião com o prefeito Daniel de Oliveira Costa. Queremos ouvir dele porque o Instituto Royal não foi lacrado se está sob investigação, porque existe um entra e sai de carros (provavelmente retirando possíveis provas) e, principalmente, porque não houve ainda uma forma judicial e emergencial de colocar uma comissão de ativistas para averiguar se há ainda animais no local. Amigos da imprensa, solicitamos a presença de equipes para nos acompanhar nesta pressão. Chega. Não dá mais para ficar assistindo isso. Estaremos com um número de celular que é apenas para a imprensa: (11) 98427-1079. Não ligue para outros assuntos para não atrapalhar, por favor. Amigos ativistas e manifestantespacíficos, dirijam-se para a cidade de São Roque, vamos aumentar a pressão política.

03h28: Vamos dar uma pausa para recarregar as baterias. Caso ocorra algum evento importante, nossos contatos no local nos informarão e voltaremos aqui a qualquer momento. Boa noite para você que acompanha esta transmissão. Durma o sono dos justos.

03h11: Uma das ativistas disse agora por e-mail que os policiais falaram diretamente com ela que investigaram ela através das redes sociais e que sabem que ela apoia o grupo Black Bloc e que logo ela será indiciada. Para evitar maiores problemas neste momento, ela resolveu deixar o local. Muitos outros ativistas permanecerão lá.

03h03: Segundo os ativistas que estão lá, agora são 3 viaturas da Polícia Militar e, segundo os policiais informaram aos ativistas, virão mais viaturas de Sorocaba e de Itu.

02h59: O portal de notícias IG está com uma enquete sobre o uso de animais em pesquisas cientícias em sua home(veja aqui).

02h56: A Polícia Militar está neste momento com todos os documentos dos carros dos ativistas, claramente procurando motivos para dar multas e mandar as pessoas embora de lá. Isso segundo relato de ativistas que estão lá.

02h43: Neste momento os policiais estão revistando todos os carros dos ativistas que estão no portão do Instituto Royal, segundo relato de um manifestante que está lá, em vigília.

02h39: De quem é a culpa por existirem testes em animais no Brasil? Assista à opinião do biólogo do IBAMA Anderson Valle sobre o caso do Instituto Royal (assista aqui). Anderson Valle é militante pelas causas ambientais, biólogo, mestre em comportamento animal, vegetariano e agente federal no IBAMA.

02h10: Segundo relato de ativistas que estão no local, o prédio do Instituto Royal está todo aceso, neste momento.

02h06: Segundo informações de ativistas que estão no local, chegaram mais 4 manifestantes para a vigília da madrugada. Ao todo, são mais de 20 pessoas por lá neste momento. Chegaram também duas viaturas da Polícia Militar e bloquearam a rua. Policiais e manifestantes conversam.

01h22: Ronald Rios, um dos repórteres do programa CQC, publicou há 3 horas em seu Twitter que a matéria sobre o Instituto Royal foi uma das que mais geraram elogios a ele em sua carreira dentro do CQC. De fato, a matéria foi extremamente positiva. Parabéns e muito obrigado pelo empenho, Ronald (assista aqui).

01h15: Mais 3 ativistas chegaram ao portão do Instituto Royal. São 20 pessoas que poderiam estar no conforto de seu lar depois de um dia cansativo no trabalho mas escolheram ajudar neste caso, vigiando os portões do instituto para tentar evitar a saída de possíveis provas de maus-tratos aos animais.

01h13: Mais uma vez, agradecemos a todos os jornalistas sérios que estão nos apoiando nesta transmissão, com incentivo e constante acompanhamento. Estas linhas são, principalmente, para vocês. Obrigado por ouvirem o lado daqueles que falam pelos que não têm voz.

00h57: Não houve ainda no Brasil um momento mais oportuno para você assistir ao documentário “Não Matarás”, do Instituto Nina Rosa, que é especializado em educação para a preservação da vida. Produzido no Brasil, o filme explica o que são, como são e para que servem os testes em animais (assista agora).

00h52: Já são 17 os ativistas em vigília no portão do Instituto Royal neste momento, segundo informações que recebemos por telefone.

00h30: Na tarde desta terça-feira, a apresentadora Luisa Mell soube que poderá ser intimada a depor por ter participado do resgate dos animais no Instituto Royal. Em uma longa e inteligente entrevista ao portal de notícias IG, ela explicou toda a ordem clonológica dos fatos (assista aqui).

00h27: Ativistas que estão no local informaram que chegarão em instantes mais 10 pessoas para somar ao grupo que está em vigília nesta madrugada no Instituto Royal.

22/10 – Terça-feira

23h13: São cerca de 10 os ativistas que estão vigiando os portões do Instituto Royal.

23h09: Por telefone, ativistas que estão em vigília nos portões do Instituto Royal informaram que o clima é calmo por lá. Eles ficarão até amanhecer. Ainda não temos informações sobre se algum ativista estará lá pela manhã. O que se viu nos últimos dias é que o período em que há menos ativistas por lá é justamente o diurno.

23h02: Em uma matéria exibida hoje no Jornal Nacional, da Rede Globo, o coordenador do Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea), que vem defendendo o Instituto Royal na mídia, admitiu que os testes em animais são desnecessários ao avanço da ciência. Na entrevista, ele afirmou: “Assim como precisamos dos animais para alimentação, nós precisamos dos animais para pesquisa científica.” (assista aqui). Assim como já foi afirmado até pelo Conselho Regional de Nutrição (CRN3) (leia aqui), a carne ou outros derivados de animais não são obrigatoriedades na alimentação humana. Ter animais em pesquisas científicas, portanto, também não é.

22h43: Apesar de ser claramente favorável ao Instituto Royal, a matéria sobre o caso exibida hoje pelo Jornal da Band revelou um detalhe importante: parte dos testes realizados pela instituição eram para a indústria cosmética, ao contrário do que os representantes do Royal afirmaram diversas vezes em entrevistas. A matéria revelou também que, em alguns casos, os animais eram mortos propositalmente (asissta aqui).

22h18: Por telefone, alguns ativistas que estão em frente ao Instituto Royal informaram que o clima é calmo neste momento e que há a presença da Polícia Militar.

22h15: O portal de notícias G1 destacou a criação da Comissão Especial de Inquérito (CEI) realizada hoje na Câmara Municipal de São Roque (veja aqui). Nós estávamos presentes em reunião com os vereadores na ocasião.

21h59: Recebemos a informação agora de que há ativistas nas imediações do Instituto Royal há algum tempo para a vigília desta noite.

21h11: Assim como alertamos ontem, esse chat aqui na direita é um espaço onde qualquer um, com qualquer intenção, pode estar infiltrado. Use o bom senso antes de combinar coisas ou passar dados pessoais. Ele é importante porque nos ajuda a saber se está acontecendo algo urgente, mas não confie em todos que escrevem ali.

21h06: Na volta à São Paulo, passamos em frente aos portões do Instituto Royal para ver a movimentação e tentar entrevistar alguém, mas não havia nada na entrada. Nem polícia,
nem ativistas.

21h03: Estivemos no final da tarde de hoje na cidade de São Roque para uma reunião na Câmara Municipal e acompanhamos a criação de comissão especial para investigação sobre o caso Instituto Royal. Tínhamos esperança que algo fosse realizado judicialmente hoje para permitir a entrada de ativistas e parlamentares no prédio para averiguação. A dúvida é se ainda há animais sofrendo por lá. Infelizmente, não conseguimos nada.

15h22: Biólogo que é uma das maiores autoridades no combate à vivessecção no Brasil, Sérgio Greif, chegou a entrar no Instituto Royal antes de tudo isso acontecer. Em entrevista à rádio EBC publicada há uma hora, ele explica o que viu e o que é o instituto (ouça aqui).

14h26: Fiquem atentos a esta página mais do que nunca. E, se possível, ajudem nas vigílias em frente ao Instituto Royal (Localização do Instituto Royal).

14h06: Do local, ativistas pedem mais pessoas por lá, se possível.

13h50: O Deputado Protógenes também pediu a criação de uma comissão especial para acompanhar as investigações ao Instituto Royal que, segundo o site da Câmara, já foi aceita pelo presidente da casa (veja aqui).

13h48: De Brasília, o Deputado Federal Ricardo Izar Jr fez um requerimento para que seja criada uma Comissão Externa Temporária da Câmara dos Deputados no Congresso Nacional para acompanhar as investigações de possíveis maus-tratos aos animais no Instituto Royal. Quando criada, essa comissão terá livre acesso às dependências do instituto (veja aqui).

13h34: No início da noite de hoje, às 19 horas, na cidade de Taubaté-SP, manifestantes farão um ato pacífico contra o Instituto Royal (veja aqui).

11h43: Na manhã de hoje, uma excelente matéria sobre o caso do Instituto Royal foi exibida pelo programa “Hoje em Dia”, da Record. A reportagem do programa localizou um dos cães que foram resgatados do instituto que precisará ser submetido a uma cirguria. Os dentes caninos do animal foram colados, talvez para que ele só se alimentasse através de algum cano ou coisa parecida. Vale assistir. (assista aqui).

11h29: Matéria do programa Balanço Geral destacou manifestações contra o Instituto Royal na cidade de Porto Alegre (assista aqui).

11h22: Segundo reportagem da rádio Jovem Pan, levada ao ar na noite de ontem, um cemitério clandestino de animais foi encontrado na cidade de São Roque, cidade que abriga o Instituto Royal. Até agora, não há indícios de que haja ligação entre o cemitério e a instituição, mas a polícia ainda investiga (ouça aqui).

11h16: Fim do detabe na Globo News, não conseguimos acompanhar o que foi dito.

11h13: A Globo News está exibindo um debate sobre os testes em animais neste momento.

10h06: Em outros momentos na imprensa e também em uma matéria publicada hoje na
Folha de S. Paulo, defensores do Instituto Royal afirmam que os manifestantes que entraram no local na madrugada de sexta-feira “deixaram” todos os ratos lá (leia aqui). Segundo alguns manifestantes que foram ouvidos pelo Vista-se, eles não deixaram, simplesmente não puderam pegar os pequenos animais porque eram centenas e a polícia não deixou. Independentemente disto, se os ratos foram deixados lá, como o próprio Royal admite, o que aconteceu com eles? Nós queremos saber. Por que o Instituto Royal barrou até o prefeito da cidade de fazer uma visita ao local?

10h01: O coordenador do Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea) e os representantes do Instituto Royal estão tentando ganhar a opinião pública dizendo que o local só realizava testes em animais para o avanço da medicina e que um suposto “tratamento para o câncer” foi perdido por causa da invasão dos manifestantes. (leia aqui).

09h55: Temos informações de que há ativistas nas imediações do Instituto Royal mas ainda não temos contato com eles. Caso você esteja no local, entre em contato conosco através do e-mail royal@vista-se.com.br. Por favor, não use este e-mail para outros assuntos que não sejam de imprensa ou sobre o nosso pedido.

09h53: Veja as duas cadelinhas Beagle resgatadas do Instituto Royal que estão com o Deputado Federal Ricardo Tripoli. Ele deu o nome de suas filhas à elas (veja aqui).

09h09: Todos os dias temos recebido links com opiniões como a do ex-jogador de futebol “Neto”, que é também apresentador de televisão. São comentários tão rasos sobre o caso, que não vamos responder. Precisamos focar no que realmente interessa e não em haters. Não dêem “Ibope” para este tipo de manifesto em relação ao caso.

08h20: Ainda há pouco, o jornal Bom dia Brasil, da Rede Globo, exibiu mais uma matéria de um lado só. Citaram apenas que as pesquisas no Instituto Royal estão paradas, que os ativistas vão pretar depoimento por causa da invasão… A Rede Globo parece mesmo ter escolhido um lado neste caso, coisa que o jornalismo sério não deveria fazer.

01h57: O pessoal da página “Ajude os Beagles do Instituto Royal” (veja aqui) está na frente do Instituto Royal neste momento e, por telefone, informaram que o clima é relativamente tranquilo, exceto pela ação da Polícia Militar que continua procurando qualquer problema nos carros dos ativistas para multar. Eles multaram um ativista há alguns minutos. Ainda assim, o grupo de 9 pessoas continuará lá até de manhã, em vigília. Se alguém estiver disposto a pegar o “turno da manhã” para não deixar o local sozinho depois que eles forem embora, já comece a se organizar.

01h48: Uma ativista que esteve no dia da invasão do Instituto Royal nos informou que esteve em São Roque novamente no domingo e foi até a tão falada Fazenda Angolana. Depois de muita conversa, deixaram ela entrar e ela viu que realmente há Beagles no local, mas são os que eles criam para venda. Ela os desafiou a deixar passar o aparelho que detecta chip em todos os cães de lá para ver se tem algum que saiu do Instituto Royal, como há a suspeita. Segundo a ativista, o representante da Fazenda Angolana disse que poderia sim fazer isso, para provar que os Beagles de lá não têm a ver com os Beagles do Instituto Royal.

01h11: Assista à excelente matéria exibida agora há pouco no CQC sobre o caso do
Instituto Royal (assista aqui).

01h09: Após publicarmos há cerca de uma hora (23h23) sobre os relatos dos ativistas que afirmaram ter ouvido latidos saídos do Instituto Royal, algumas pessoas que não quiseram se identificar nos escreveram dizendo que também ouviram ontem e hoje, em outros momentos do dia.

00h38: A matéria do Jornal do SBT não ouviu nenhum ativista. O jornalista José Nêumanne Pinto deu sua opinião sobre o caso, completamente tendenciosa. Ele questionou o porquê os ativistas não explicam porque comem carne. Talvez José não tenha percebido, mas toda a organização que começou o movimento é vegana, ou seja, além de carne, não consome ovos, laticínios ou qualquer outro produto de origem animal. E agora, José?

00h34: Matéria neste momento sobre o caso no Jornal do SBT.

00h31: Quase meio milhão de pessoas já assinaram a petição contra o Instituto Royal. Este número é importantíssimo para entrar nas pautas das reuniões políticas que acontecerão em breve. A pressão popular, através das assinaturas, pode fazer a diferença. (assine aqui).

21/10 – Segunda-feira

23h52: Pedimos atenção para o que vocês dizem no chat à direita. Notem que é um espaço onde qualquer pessoa, com qualquer intenção, pode comentar. Ao combinar caronas ou outras coisas importantes, usem o bom senso.

23h40: Os ativistas que estão nas imediações do Instituto Royal pedem mais pessoas que possam passar a noite lá para reforçar a vigília.

23h23: Ativistas que estão no Instituto Royal neste momento fizeram uma afirmação importante: “Nós temos certeza que há cães dentro do Instituto Royal.” Por telefone, pedimos maiores explicações. Os ativistas explicaram que estavam a aproximadamente 15 metros do portão principal do instituto, onde haviam 2 seguranças particulares. De repente, ouviram latidos de muitos cachorros de uma vez e, então, um dos seguranças disse: “Vou descer lá embaixo pra ver lá.” Depois que ele desceu, não se ouviu mais latidos. Eles nos mandaram um áudio de tudo isso, que você ouve aqui. Não é o Vista-se que está afirmando, mas pessoas que estão lá foram categóricas.

23h15: A matéria exibida agora no programa CQC, da BAND, mostrou uma cobertura espetacular sobre o caso. Nossos cumprimentos à toda a redação.

23h00: Matéria do CQC sobre o caso agora na BAND.

22h43: Os ativistas que estão no local relataram que saíram neste momento 2 viaturas da polícia de dentro do Instituto Royal e tiraram fotos deles.

22h41: Há ativistas no local, mas os que disseram que iam para passar a noite ainda não chegaram.

21h36: Os ativistas relataram de novo que ouviram latidos que aparentemente vieram de dentro do Instituto Royal, mas não é possível precisar.

21h35: Ativistas que estão no portão de trás informaram que o Instituto Royal está com todas as luzes acesas neste momento.

21h28: Até o momento, nenhum dos ativistas que disseram que iriam para passar a noite no local chegou.

21h12: Ativistas que não puderam ficar no local compareceram para dar apoio e levar alimentos (frutas) e água para os outros ativistas que estão lá. O clima no momento é calmo.

21h10: Há alguns minutos, ocorreu a troca de turno dos seguranças particulares que foram contratados pelo Instituto Royal para ficar 24 horas vigiando as entradas.

20h56: Ainda segundo os ativistas que estão no local, eles ouviram latidos que possivelmente vieram de dentro do Instituto Royal. Eles estão lá desde às 14 horas e relataram que durante o dia todo observaram muitos urubus voando ao redor do prédio.

20h52: Por telefone, conversamos com uma ativista que está neste momento no local. Não há caminhões retirando animais. Este boato tem surgido de tempos em tempos e tem atrapalhado muito. A situação real é que existem 3 ativistas no portão principal e outros 2 no portão secundário. A todo tempo entram e saem viaturas da polícia e um carro particular. Cerca de 20 pessoas estão indo para o local para fazer vigília durante toda a noite.

19h39: Segundo informações que obtivemos neste momento por telefone com o Deputado Federal Ricardo Izar Jr, o prefeito da cidade de São Roque, Daniel de Oliveira Costa, onde fica o Instituto Royal, foi até o local hoje durante a tarde e – pasmem! – foi impedido de entrar.

19h26: O que houve com os animais que não foram salvos na madrugada de sexta-feira? Por que os representantes do Instituto Royal não aceitam que nenhuma comissão de ativistas entrem no local? São perguntas ainda sem resposta. Ainda. Uma imagem que ilustra bem o atual sentimento dos verdadeiros ativistas (veja a imagem | outra imagem).

19h09: A ativista que está no local publicou uma foto da PM abordando e pedindo documentos de todos que se aproximam do Instituto Royal (veja a foto).

19h03: Uma ativista que chegou ao Instituto Royal neste momento afirma que a polícia está avordando todos os ativistas que chegam (são cerca de 5 neste momento). Assim como a Polícia Militar fez pela manhã, eles estão tentando achar erros na documentação do carro ou qualquer coisa que tire os ativistas de lá e leve à delegacia.

18h04: A imagem de um cão com o olho costurado que comentamos às 17h33 foi usada bem antes da invasão que libertou os animais do Instituto Royal (veja aqui), assim, provavelmente trata-se de uma imagem feita em algum instituto estrangeiro e que corre a internet. Porém, é muito provável que existia situações semelhantes no Instituto Royal,

17h55: O diretor científico do Instituto Royal, João Antônio Pêgas Henriques, vem afirmando em entrevistas que sua instituição realiza apenas testes para a indústria farmacêutica. Desta forma, ele tenta colocar a ideia de que é necessário o trabalho feito por ele e seus colegas de instituto. Ele nega que o Instituto Royal faça testes para a indústria cosmética e sempre enfatiza que é apenas para remédios. No entanto, em uma rápida busca pela internet, é possível ler que seu trbalho “é pioneiro na prestação de serviço na área de avaliação do potencial genotóxico de agrotóxicos fármacos e amostras ambientais.” Agrotóxicos?!
(leia aqui, no site do CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).

17h33: A imagem de um cão que supostamente foi resgatado de dentro do Instituto Royal reforça e ilustra as acusações de que há maus-tratos na experimentação animal (veja a foto).

17h21: Durante o programa “A Tarde é Sua”, exibido ainda pouco pela RedeTV, uma das ativistas entrevistadas que entrou no local na sexta-feira afirmou que viu dentro do Instituto Royal caixas com coelhos mortos, pedaços de cães e outras coisas horríveis. Talvez ainda não tenha dado tempo de o Instituto Royal se livrar das provas de maus-tratos aos animais, daí o medo de que ativistas entrem lá para averiguar a situação.

17h04: Ativistas planejam fazer uam manifestação nesta sexta-feira em frente à UNISA (Universidade de Santo Amaro), em São Paulo, contra o uso de animais em aulas de laboratório (evento no Facebook).

16h54: Em entrevista ao G1, representante do instituto Royal confirmou que os chips colocados nos animais não têm GPS, ou seja, não servem como localizador. Ele confirmou ainda que os animais não oferecem risco à população, portanto, se você está com algum dos animais resgatados, fique tranquilo e nem pense em devolver ao Insituto Royal (leia aqui).

16h25: O programa da apresentadora Sonia Abrão, da RedeTV, continua falando ao vivo sobre o caso do Instituto Royal.

15h47: O programa “A Tarde é Sua”, da RedeTV vai abordar o caso do Instituo Royal em alguns minutos, ao vivo.

15h17: Desde o início da manhã de hoje não há ativistas na frente do Instituto Royal. Se havia animais lá dentro, o que era a grande suspeita dos ativistas, é possível que eles já tenham sido retirados.

15h09: Duas cadelinhas resgatadas no Instituto Royal estão com o Deputado Federal Ricardo Trípoli. O parlamentar assinou um termo de fiel depositário na delegacia da polícia civil de São Roque que garante que ele pode ficar com os animais até que o juiz decida se eles voltam ou não para o laboratório. Silvia Ortiz, diretora geral da instituição, mostrou-se surpresa com a atitude do deputado e declarou que “Os cães devem retornar ao instituto.” 
(leia aqui).

14h45: Em outubro de 2012, depois de mais um dos diversos protestos que já aconteceram no Instituto Royal, o ativista George Guimarães foi convidado a falar sobre o assunto ao vivo na Record News. Foram cerca de 15 minutos esclarecedores (assista aqui).

14h37: Uma das ativistas que foi entrevistada pela reportagem do portal UOL, Jane Santos, contesta conteúdo publicado sobre suas declarações (veja aqui).

14h31: Em uma declaração publicada através da página da Frente Parlamentar Defesa dos Animais no Congresso Nacional (FPDA), o Deputado Federal Ricardo Izar Jr, que preside a FPDA, se posicionou a favor do fechamento do Intituto Royal: “Queremos o Instituto Royal fora de São Roque, fora do Brasil.”, disse. (veja aqui).

14h27: Após visitar o Instituto Royal no domingo, o Deputado Federal Protógenes diz que “Aquilo ali tem de fechar!”, em matéria do portal de notícias da Record, o R7 (leia a matéria).

13h50: Com mais de 380 mil “curtidas” no Facebook, a página “Estopinha”, nome da cadelinha do apresentador e especialista em comportamento animal Alexandre Rossi, publicou uma foto contra os testes animais com a seguinte frase: “Um dia os pesquisadores descobrirão que os animais é que eram o remédio.” (veja a foto).

13h41: Sobre possíveis atrasos para quem utiliza a Loja Vista-se, emitimos um comunicado (leia aqui).

13h18: Artigos interessantes sobre o tema da vivessecção podem ser encontrados no site da ONG paulistana VEDDAS (leia aqui).

13h16: Além da manifestação que anunciamos há pouco que ocorreu em Porto Alegre, outro grupo de ativistas gaúchos foi neste final de semana até uma unidade do Instituto Royal que fica dentro do campus do Vale da UFRGS (veja aqui).

12h45: Infelizmente, não há notícias de ativistas em vigília na prota do Instituto Royal desde às 8h15 da manhã. A grande suspeita é de que há ainda animais lá dentro. Se realmente havia, pode ser que eles já tenham sido retirados e levados para outro lugar, para evitar o flagrante de maus-tratos.

11h56: Na manhã desta segunda-feira, o Facebook está com uma instabilidade que impede atualizações de status e outras atividades. Isso será muito ruim para disseminar informações importantes sobre o caso do Instituto Royal (veja aqui).

11h49: No sábado (19), ativistas da cidade de Passo Fundo-RS, fizeram uma manifestação contra a realização de testes em animais (veja aqui).

11h45: No final de semana, ativistas de Porto Alegre fizeram um ato público repudiando testes em animais e apoiando as ações ocntra o Instituto Royal (veja aqui).

11h10: Assim como foi afirmado em uma matéria do SBT (assista aqui), um vídeo amador publicado na manhã de hoje mostra o momento em que a Polícia Militar começou a jogar bombas nos manifestantes antes que qualquer confronto tivesse começado. As imagens do início do caos que aconteceu na Rodovia Raposo Tavares começam depois dos 20 minutos do vídeo a seguir (assista aqui).

11h02: O representante do Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea) foi convidado a estar ao vivo nos estúdios da Rede Globo explicando o potno de vista dos vivisseccionistas. Para o contra-ponto, atores da Globo?! Por que o programa não convidou ativistas a estarem lá para responder pessoalmente?

10h59: Por telefone, no programa “Encontros”, agora na Rede Globo, o ativista Luiz Scalea falando ao vivo algumas verdades. Se o Instituto Royal não tem nada a esconder, porque não abrem a porta para autoridades e comissão de ativistas?

10h55: Agradecemos profundamente o apoio de todos os jornalistas que entraram em contato nestes dias dizendo que estão acompanhando esta página 24 horas por dia. Precisamos de vocês e todos os veículos que queiram mostrar os dois lados. Essa história está longe
de acabar.

10h52: Mais mentiras. A comissão de “ética” citada agora no programa é formada basicamente por vivisseccionistas. O representante que está falando em favor do Instituto Royal afirmou que o animal encontrado morto morreu de morte natural. Antes, ele havia falado que o cadáver seria ainda verificado por uma médica veterinária patologista para descobrir a causa da morte.

10h49: O programa “Encontros”, da Rede Globo, está comentando o caso do Instituto Royal neste momento.

10h46: O perfil pessoal no Facebook da pessoa que atualiza esta página não está funcionando na manhã de hoje para publicações na linha do tempo. Esperamos sinceramente que não seja censura digital.

10h01: Equipe do CQC à caminho de São Roque neste momento.

09h12: Se algum ativista estiver no local ou indo para lá, por favor nos informe no e-mail royal@vista-se.com.br. Não use este e-mail para outro assunto.

08h58: Agora há pouco, os ativistas que passaram a noite em frente ao instituto foram embora. Se realmente ainda há animais lá dentro, devem estar sendo retirados neste exato momento. Se houver algum ativista da região que puder ir para lá, seria ótimo.

08h50: Ativistas que passaram a noite no local disseram que viram a polícia militar por lá o tempo todo. Um dos policiais multou uma das ativistas por algum “motivo-pretexto” de trânsito. Às 8h11 uma van com um homem identificado apenas como “prestador” entrou no Instituto Royal. Embora as informações oficiais sejam que ninguém pode entrar lá. Às 8h15, ainda segundo uma ativista que está no local, um policial confirmou informalmente que há ainda animais dentro do instituto.

03h20: Vamos encerrar a transmissão e certamente teremos novidades durante o dia. Aos que estão neste momento no Instituto Royal, passando a noite em condições desconfortáveis, nosso profundo respeito. A presença de ativistas lá evita que animais sejam retirados (se é que ainda há animais lá) pelo Instituto Royal e levados para outro lugar.

03h09: Nos primeiros minutos desta segunda-feira (21), o portal de notícias da Record (R7) publicou uma matéria onde o presidente da Comissão de Defesa e Direito Animal da OAB-SP questiona as investigações do Ministério Público sobre o caso em que dizem não ter encontrado evidências de maus-tratos. Para ele, há sim evidências de maus-tratos (leia aqui).

02h59: Adriana Greco, uma das organizadoras da ação contra o Instituto Royal, reclamou há cerca de 2 horas sobre a edição que a matéria exibida no Fantástico fez em relação ao
seu depoimento (leia aqui).

02h56: Na noite deste domingo, o programa Pânico na Band exibiu uma matéria sobre o caso do Instituto Royal (assista aqui).

02h30: Assista à matéria que o programa Fantástico, da Rede Globo, exibiu há algumas horas (assista aqui). A cobertura mais tendenciosa até o momento.

02h22: Ainda segundo relatos de ativistas que estão no local, há viaturas da Polícia Militar do lado de dentro do Instituto Royal.

02h16: Recebemos informações de ativistas que estão no local. São 6 pessoas que pretendem passar a noite em vigília por lá. Algumas delas chegaram lá por volta das 18 horas de ontem.

02h02: Assista à matéria que o programa Domingo Espetacular, da Record, levou ao ar sobre o caso do Instituto Royal (assista aqui).

01h59: Apenas para ficar registrado, a equipe da Folha de S. Paulo foi solícita e foi até a delegacia da Polícia Civil de São Roque à espera de uma possível visita ao Instituto Royal agora há pouco. Mas deixou o local assim que soube que não haveria a visita hoje.

01h37: Em fotos e vídeos publicados há cerca de 3 horas na página oficial no Facebook do Deputado Protógenes, fica claro que ele visitou na tarde deste domingo apenas o andar onde os animais foram resgatados (veja aqui). O prédio tem mais andares que não foram visitados depois de tudo que aconteceu. A suspeita é de que há ainda animais por lá.

01h30: Não sabemos quem são os ativistas que estão no local neste momento. Gostaríamos de conversar com eles. Se você está no local, escreva para royal@vista-se.com.br. Por favor, não use este e-mail para outro assunto.

01h12: Há informações de que ativistas estão se dirigindo ao local para passar a noite por lá.

01h08: Estamos de volta à São Paulo. Não fomos ao portão do Instituto Royal porque, infelizmente, não conseguimos autorização ou algum documento que permitisse nossa entrada hoje no local. A todo momento recebemos informações não oficiais de que existem ainda animais dentro do instituto, provavelmente nos pisos superiores. Se, de fato, houver animais lá, certamente eles serão retirados assim que o local ficar sem ativistas por perto.

00h25: Nosso pedido para que os ativistas permanecessem nos portões até amanhã, se devia ao fato de que tentaríamos fazer uma visita ao Instituto pela manhã. Assim, os ativistas poderiam evitar alguma tentativa de saída de animais do local (caso haja animais). Mas não obtivemos sucesso, infelizmente, já que Silvia Ortiz não autorizou nossa entrada e não conseguimos acompanhamento da polícia.

00h03: Conseguimos falar por telefone com Silvia Ortiz, representante do Instituto Royal para tentar esta autorização de entrada. Ela “contornou” dizendo que o jurídico não permitiu e que amanhã pode dar uma nova resposta.

20/10 – Domingo

23h57: Últimas informações: Fabio Chaves (Vista-se), juntamente com o Deputado Federal Ricardo Izar Jr foram até a Delegacia da Polícia Civil para tentar um acompanhamento da polícia até o instituto, para averiguar se ainda existem animais nos dois andares superiores. Sem sucesso, pois não havia delegado de plantão e nem investigador. Por outras fontes foi confirmado que existe mesmo um subsolo no Instituto Royal. Esta informação é segura.

22h29: Atenção: é importante que os ativistas se mantenham presentes durante toda a noite nos dois portões do Instituto Royal. Não podemos passar agora mais informações. Mas pedimos que não saiam dos 2 portões durante toda a noite.

22h35: Apesar de algumas informações desencontradas, a matéria do Domingo Espetacular, da Record, conseguiu mostrar que existem maus-tratos e também não desqualificou a atitude dos ativistas.

22h18: Matéria agora na Record, sobre o caso do Instituto Royal.

22h07: Matéria do Programa Pânico não desqualificou as ações dos ativistas. Parabéns à emissora que agiu com imparcialidade e que parece acreditar na causa animal.

21h49: Agora, no Programa Pânico na Band, matéria sobre o caso do Instituto Royal.

21h36: Segundo relatos de ativistas presentes no local, seguranças informaram sobre a presença de funcionários trabalhando no Instituto. Mas, tempos depois, os mesmos informaram que já não havia mais ninguém. Os ativistam presentes afirmam que ainda há luzes acesas no primeiro andar.

21h03: A matéria exibida agora pelo Fantástico, da Rede Globo, foi a cobertura mais tendenciosa que pudemos ver até agora. Lamentável.

20h55: Matéria agora no programa Fantástico, da Rede Globo, sobre o caso do Instituto Royal.

20h47: Notícias importantes ainda hoje, aguardem.

20h44: Notícia que está na capa do G1 agora: “Ativistas protestam contra testes com animais na Espanha” (leia aqui).

20h35: Dois ativistas que estão na frente do Instituo Royal informaram agora há pouco que entrou um carro particular na instituição, mesmo com a polícia informando que estava proibida a entrada de qualquer pessoa.

17h16: Se você resgatou um animal no Instituto Royal na última sexta-feira, não fique assustado com os comentários de que quem fez isso poderá ser preso. Além de ser praticamente impossível a polícia achar estes animais, o máximo que poderia ocorrer é um processo que provavelmente não daria em nada. Nem pense em abandonar estes animais.

16h59: Localização do Instituto Royal: Altura do KM 56 da Rodovia Raposo Tavares (entrada do Hotel e Restaurante Stefano) | MAPA – Indo de São Paulo para lá, ao avistar a placa do KM 56, a entrada é logo à direita (visão da entrada, saindo da Raposo tavares). – GPS: Coloque Estrada do Pinheirinho, 666 – São Roque-SP | MAPA (Este é o local aproximado, não é o endereço do Instituto Royal).

16h38: A petição que pede o fim do uso de animais pelos Instituto Royal passou das 400 mil assinaturas. Este número é importante para aumentar a pressão popular sobre o caso e poderá ser usado em possíveis reuniões judiciais (assine).

16h35: Também por telefone, ativistas que estão no local comentaram que, no momento em que o Deputado Federal Protógenes Queiroz entrou no Instituto Royal, havia ativistas por lá mas não foi permitido que eles entrassem junto.

16h31: Segundo informações passadas por telefone por uma ativista que está no local, há neste momento cerca de 5 ativistas no portão do Instituto Royal. A equipe da TV TEM, afiliada local da Rede Globo, está no local. A equipe do Jornal Cruzeiro do Sul, de Sorocaba, também está no local.

16h20: Ativista publica foto e relato do deputado que entrou hoje no Instituto Royal. Segundo ele, o local está muito sujo de fezes mas não foi encontrado nenhum animal lá (veja aqui).

16h17: O veterinário Wilson Grassi, que é vegano e de nossa confiança, publicou há pouco em seu Facebook que ele e sua equipe estão à disposição para um check up gratuito nos animais que foram resgatados no Instituto Royal (veja aqui).

16h12: Ativista publica 4 fotos de um cão que supostamente foi resgatado no Instituto Royal na madrugada da última sexta-feira (18), veja como ele está hoje (veja fotos).

16:03: No Facebook, internautas enviam imagens de seus animais de estimação com plaquinhas de apelo contra o Instituto Royal. Envie também (informações no link). (veja fotos).

15h22: Por telefone, confirmamos com a repórter Elaine Freires, da Rádio CBN, que está no local, que o Deputado Federal Protógenes Queiroz já deixou o Instituto Royal. Ela disse ainda que conversou com ele e que ele afirmou que não há mais animais dentro da instituição. Ele disse ainda que vai pedir investigações sobre o caso esta semana. A equipe da CBN não pretende ficar por muito mais tempo no local.

15h05: Por telefone, o Deputado Federal Ricardo Izar Jr nos informou o número pessoal do Deputado Federal Protógenes Queiroz, mas ainda não conseguimos contato com ele.

14h59: Segundo informações não oficiais da imprensa local, o Deputado Federal Protógenes Queiroz já teria saído do Instituto Royal.

14h46: O número que nos passaram do deputado não é correto. Se você tem o número correto, escreva pararoyal@vista-se.com.br. Não use este e-mail para outros assuntos.

14h39: Uma equipe jornalística de Sorocaba, região da cidade de São Roque, também está indo para o local para tentar falar com o deputado que está dentro do Instituto Royal. É importante que hajam ativistas também no local. Por enquanto, não temos notícias de que tenham manifestantes por lá.

14h38: Conseguimos o celular pessoal do Deputado Protógenes Queiroz e estamos tentando contato. Obrigado a todos que ajudaram. Continuem acompanhando.

14h23: Se alguém tiver o telefone do Deputado Federal Protógenes Queiroz escreva para royal@vista-se.com.br. Se houver possibilidade, gostaríamos de entrar no Instituto Royal. Não use este e-mail publicado para outros assuntos.

14h18: Todos os ativistas que estavam se manifestando em frente ao MASP decidiram ir para o Instituto Royal, na cidade de São Roque, assim que souberam que há um deputado dentro do local averiguando se há animais. Informações de como chegar ao local neste link.

14h08: Assim como nos contou por telefone, a repórter Elaine Freires está neste momento em frente do Instituto Royal aguardando a saída do deputado. Ainda não há notícias de que existam ativistas no local.

14h04: Agora ao vivo na rádio CBN sobre o caso, repórter está na frente do Instituto Royal.
(ouça a CBN ao vivo).

13h56: É muito importante que ativistas que estão na região do Instituto Royal se dirijam para lá para acompanhar de perto. Informações de como chegar ao local neste link.

13h53: Ainda segundo informações da repórter da Rádio CBN, o deputado entrou sozinho no Instituto Royal. Não há nenhum ativista no local, apenas a equipe da CBN.

13h46: Na Av. Paulista, em frente ao MASP, alguns ativistas iniciaram uma manifestação contra o Instituto Royal (veja uma foto | link alternativo).

13h41: Confirmamos por telefone com a repórter Elaine Freires, da CBN, que o Deputado Federal Protógenes Queiroz conseguiu um mandado e entrou neste momento no Instituto Royal com o auxílio da Polícia Militar. A jornalista entrará no ar a qualquer momento com notícias. Acompanhe pelo rádio ou no site da CBN (acesse o site da CBN | ouça a CBN ao vivo).

13h29: Precisamos falar urgente com alguém da Rádio CBN. Se você tem algum contato, por favor escreva pararoyal@vista-se.com.br. Só escreva se for uma informação sobre isso.

13h17: Segundo informações ainda não oficiais, um deputado federal conseguiu um mandato na justiça para entrar ainda hoje no Instituto Royal com uma comissão de ativistas e averiguar se há ou não animais lá dentro. Neste exato momento há cerca de 5 ativistas na frente do portão do Instituto Royal, em São Roque-SP, e novamente há a confirmação de que o local não está lacrado pela justiça, embora os portões etejam fechados.

13h09: Neste momento há cerca de 20 pessoas no vão do MASP, Av. Paulista, organizando uma manifestação. A organização pede para que outros ativistas dirijam-se para lá com faixas e cartazes.

13h05: Estampa a capa do portal de notícias da Rede Globo, o G1, uma espécie de infográfico com argumentos contra e a favor de testes em animais. Tire suas conclusões. (veja aqui).

12h25: Segundo informações desta página no Facebook, a organização da manifestação da Av. Paulista acaba de chegar ao vão do MASP e alguns outros ativistas começam a chegar.

12h15: Alguns ativistas continuam afirmando nas redes sociais que ainda há animais no Instituto Royal. De fato, é bem estranho que a direção do instituto não tenha deixado nenhuma comissão entrar no prédio para averiguar. Ontem, no calor das manifestações, antes do estouro da violência, a PM seleciou 5 ativistas para entrar no Instituto Royal, mas o advogado da instituição não permitiu. Nem mesmo deputados que estavam no local conseguiram entrar para confirmar a existência ou não se animais. O prédio do Instituo Royal tem 3 andares mas, pelo que consta, apenas o primeiro andar foi invadido na madrugada de quinta para sexta-feira. A partir destas informações, é possível presumir que pode mesmo haver animais nos outros 2 andares.

12h05: Em reportagem exibida ontem à noite pelo SBT, é afirmado categoricamente que a Polícia Militar foi quem começou todo o tumulto que quase terminou em tragédia. A matéria traz imagens de um PM atacando um manifestante que estava com máscara e arrancando a máscara dele. Em seguida, o grupo Black Bloc começou uma reação violenta (assista aqui).

11h51: Ativista que foi à manifestação marcada no vão do MASP, na Av. Paulista, publicou uma foto agora há pouco informando que não há ninguém ainda no local para o protetso marcado para as 11 horas (veja a foto | link alternativo).

11h47: A petição contra o Instituto Royal já passou de 390 mil assinaturas. Este número grande de pessoas que se declaram contra o Instituto Royal servirá para pressionar autoridades durante possíveis reuniões que acontecerão esta semana (assine).

11h38: A organizadora da manifestação de hoje na Av. Paulista contra o Instituto Royal informou por telefone que ainda não consguiu chegar ao local, embora estivesse marcado para às 11 horas o protesto. Segundo ela, a manifestação vai acontecer e pede para que as pessoas se dirijam para lá. (veja aqui a página do evento no Facebook).

11h33: Pelo celular, ativista que foi à Av. Paulista informa que não há nenhuma movimentação no vão do MASP além das feirinhas que acontecem por lá de domingo (leia aqui). É possível que o protesto não tenha começado ainda porque muitos ativistas que disseram que estavam indo para lá ainda não chegaram.

11h23: Uma jornalista da Rádio CBN informou agora há pouco que não há ativistas nas imediações do Instituto Royal neste momento. A jornalista informou também que a seurança no local está reforçada com polícia e seguranças particulares. Segundo o comandante da Polícia Militar informou à CBN, não há prazo para a PM deixar o local
(ouça aqui).

11h19: Adriana Khouri, uma das ativistas da organização que começou todo esse movimento contra o Instituto Royal, informou agora há pouco que não foi agendada por ela ou alguém da organização nenhuma manifestação para hoje (leia aqui). De fato, a manifestação marcada para hoje às 11 horas da manhã na Av. Paulista foi marcada por outras pessoas.

11h11: O grupo Black Bloc SP publicou uma foto em sua página no Facebook de algumas cápsulas de gás lacrimogêneo usadas pela polícia no confronto com os manifestantes na Rodovia Raposo Tavares (veja a foto).

11h09: Segundo informações da página “Ajude os Beagles do Instituto Royal”, já há uma movimentação pequena na Av. Paulista para um protetso contra o Instituto Royal (veja aqui).

11h03: Publicamos na noite de ontem uma imagem em nossa página oficial no Facebook convidando as pessoas que estão acompanhando o caso do Instituto Royal a repensarem sua visão sobre todos os animais (veja a imagem).

10h59: O jornalista André Trigueiro, da rádio CBN, deu ontem sua opinião a respeito do caso do Instituto Royal, vela ouvir (ouça aqui).

10h53: Veja foto de um dos cães resgatados no Instituto Royal e como ele está hoje
(veja a foto aqui).

10h43: Ativista que fomentou o protesto de hoje na Av. Paulista publicou agora há pouco em seu Facebook que estava indo para o vão do MASP e convidou a todos que queiram se juntar a ela. A manifestação está marcada para esta manhã, às 11 horas (veja aqui).

10h35: O documentário brasileiro “Não Matarás” explica o que são os testes em animais. O filme foi produzido pelo Instituto Nina Rosa, que é uma ONG especializada na defesa dos animais que também produziu o documentário “A Carne é Fraca”.
(Assista aqui ao documentário “Não Matarás”)

10h25: Ainda não temos informações se há algum ativista neste momento em frente ao Instituto Royal. Estamos tentando levantar isso.

10h23: Um dos maiores jornais da Europa, o espanhol El País, também destacou a ação dos ativistas brasileiros no Instituto Royal. Na foto em destaque, ativista cola adesivo escrito
“Diga não à vivissecção” no escudo de um policial militar (leia aqui).

10h21: Quase 400 pessoas confirmaram presença na manifestação marcada apenas há algumas horas pelo Facebook. O protesto está marcado para às 11 horas da manhã no vão do MASP, Av. Paulista, São Paulo-SP (veja aqui).

10h06: Ativista que passou a noite em frente ao portão do Instituto Royal diz que a informação que circulou nas redes sociais ontem de que o instituto havia sido lacrado não é verdadeira. Além de muitos policiais o tempo todo entrando e saindo do local, há seguranças particulares. Às 6 horas da manhã de hoje, ouve a troca de turno desses seguranças, 8 pessoas. Ainda segundo a ativista, não são seguranças armados (veja aqui).

01h33: Vamos dar uma pausa na transmissão para recarregar as baterias. O chat aqui na direita continua, informem-se e ajudem a informar. Se você está sem sono e respeita os animais, assista agora ao documentárioTerráqueos.org.

01h17: Às pressas, ativistas de São Paulo que não puderam ir ao Instituto Royal organizam um protesto contra a instituição neste domingo (20), às 11 horas da manhã no vão do MASP, Av. Paulista (informações aqui).

01h12: Grupo paulistano “NãoMate” fez uma projeção no centro da capital paulista em homenagem aos cães resgatados no Instituto Royal (assista aqui).

01h08: Ativista publica vídeo do momento em que a Tropa de Choque ataca com bombas manifestantes que estavam sentados e sem oferecer nenhuma reação (assista aqui).

19/10 – Sábado

23h31: O UOL está fazendo uma enquete sobre o caso: “Você é a favor do uso de animais
em pesquisas?” (Responda aqui).

23h17: Durante a manifestação desta tarde na cidade de São Roque-SP, conversamos com uma senhora que é moradora do mesmo bairro onde fica o Instituto Royal. Uma senhora bem simples, apareceu no local para vender água. Perguntamos a ela se já sabia da existência do intituto naquele bairro. Ela disse que sim mas que não sabia o que era feito lá dentro e ficou horrorizada. Ela disse que o Instituto Royal está instalado ali há dois anos, aproximadamente. Ainda segundo ela, antes, o prédio abrigava um hospício.

23h07: Os ativistas que estão neste momento em frente ao portão do Instituto Royal pretendem passar a noite por lá.

22h44: Uma ativista que está no local nos informou que são 26 os manifestantes que estão em frente ao portão do Instituto Royal neste momento.

22h35: Ativistas de Florianópolis farão um ato de protesto contra a vivissecção no
dia 25/10, sábado, na Concha Acústica da UFSC (evento no Facebook).

22h20: Médica veterinária desabafa no Facebook sobre o número de pessoas que querem adotar os Beagles que saíram do Instituto Royal (leia aqui). E ela tem razão: se você realmente quer ajudar um animal, adote um sem raça definida em qualquer clínica veterinária de sua cidade. Não faltarão adotantes para os Beagles, podem ficar tranquilos.

22h10: Khouri também pede para que não sejam criadas páginas de adoção dos Beagles e para que não sejam divulgadas informações que possam levar a polícia aos animais resgatados do Instituto Royal (veja aqui).

22h06: Adriana Khouri, uma das manifestantes que começou todo esse movimento no
sábado (12), acabou de publicar em seu perfil no Facebook que houve uma reunião com o Deputado Federal Ricardo Tripoli para traçar estratégias para os próximos dias. Durante a reunião, receberam a notícia de que o caso será conduzido por uma promotora da Comissão Antivivesseccionista do Estado de São Paulo, o que é uma excelente notícia (veja aqui).

22h00: Segundo ativistas que estão no local neste momento, a Polícia Militar não está agressiva e está conversando com os manifestantes, bem diferente do que se viu hoje durante o dia.

21h39: Uma fonte de nossa confiança está neste momento em frente ao portão do Instituto Royal e diz que o local não está lacrado. São pouco mais de 15 ativistas neste momento e a todo momento chegam mais.

21h25: Existem 17 ativistas perto do Instituto Royal agora.

21h24: Recebemos a confirmação agora de que há ativistas nas proximidades do Instituto Royal neste momento. A polícia também está no local fazendo rondas em alta velocidade. Apesar disso, ativistas relatam clima tranquilo no local.

21h20: Foto publicada no UOL mostra repórter do programa CQC Ronald Rios, da Bandeirantes, sendo atingido no rosto por spray de pimenta (veja a foto).

20h56: Notícia ainda não oficial garante que o Instituto Royal acaba de ser lacrado! Está sob intervenção judicial.

20h52: Um documento enviado para nós por uma pessoa que não quis se identificar traz detalhes sobre os testes realizados no Instituto Royal e confirma que há tortura e morte de cães, ratos e coelhos no local. O texto também explica como são feitos os testes e refere-se aos animais como “sistemas-teste”. No final do documento, uma série de nomes de funcionários e suas funções dentro do instituto (leia o documento aqui).

20h35: Segundo matéria exibida agora no Jornal Nacional, havia apenas 700 manifestantes no local. São dados da Polícia Militar. No entanto, este número certamente é muito maior.

20h31: O Jornal Nacional, da Rede Globo, exibirá agora uma matéria sobre as manifestações de você no Instituto Royal.

20h28: Recebemos informação não oficial de quem até às 18 horas havia cerca de 60 manifestantes no local, sem saber ao certo se continuavam lá ou não.

20h18: Estamos tentando saber se há manifestantes no local. Aparentemente, não há.

19h57: Manifestante afirma que não houve tentativa de ataque por conta do grupo Black Boc e diz que foi a Tropa de Choque que avançou sobre as pessoas primeiro. Ele fez um vídeo do momento do início da confusão (assista aqui).

19h49: SBT neste momento falando sobre o caso.

19h48: Matéria neste momento no Jornal da Record.

19h35: A petição contra a atuação do Instituto Royal já tem quase 370 mil assinaturas. Ainda é importante assinar, pois este número servirá como apoio durante as possíveis reuniões entre ativistas e administradores do município de São Roque esta semana (assine).

19h28: Assista a um pequeno vídeo que mostra o estado em que ficou o carro da Rede Globo e da Polícia Militar, publicado por um manifestante que estava no local (assista aqui).

19h25: O grupo de ativismo vegano “269 Life”, de Israel, publicou homenagens e incentivos às ações que estão ocorrendo no Brasil em relação ao caso do Instituto Royal (veja aqui).

19h22: Não conseguimos confirmar a informação de que há confronto no local neste momento.

19h18: Com mais de 200 mil likes no Facebook, Midia NINJA também esteve presente na manifestação de hoje e publicou sobre a ação da polícia (veja aqui).

19h06: Há informações de que há confronto no local neste momento.

19h00: Uma audiência pública sobre o caso do Instituto Royal deve acontecer na próxima semana no Congresso Nacional.

18h59: Na tarde de hoje, dois Beagles foram encontrados pela população nas ruas de São Roque e levadas até a delegacia. Havia rumores de que eles voltariam para o Instituto Royal. No entanto, eles saíram nos braços do Deputado Federal Ricardo Tripoli (veja aqui).

18h50: Outro fato importante: o que foi possível observar na cobertura da grande mídia, é que a Rede Globo foi a emissora que menos apoiou as manifestações. Na linha editorial da emissora, era clara a tendência de dizer que o Instituto Royal está dentro da lei e que não cometia maus-tratos aos animais. A emissora foi, inclusive, alvo de toda a massa de manifestantes que gritava ofensas em coro citando o nome Rede Globo.

18h46: É também importante que fique claro que os manifestantes Black Blocs que foram ao Instituto Royal na madrugada de quinta para sexta-feira foram fundamentais para o resgate dos animais que estavam sendo torturados no interior da instituição. Sem o ato destes mascarados anônimos, talvez o movimento dos Direitos Animais não teria conseguido tirar os animais de lá.

18h37: O Vista-se, enquanto um veículo de comunicação segmentado em Direitos Animais, não é contra desobediência civil. Temos clara noção (e já falamos isso aqui nesta página), que nunca houve uma revolução sem desobediência civil e o que chamam de “vandalismo”. No entando, não podemos omitir a informação de que manifestações de Direitos Animais são quase sempre pacíficas, portanto, respeitamos os atos promovidos hoje por mascarados por entender que tinham seus motivos, mas incendiar carros da imprensa não é o tipo de coisa que ativistas dos Direitos Animais fazem.

18h36: É importante ficar claro que nós, do Vista-se, não vimos quem começou toda a confusão. O que temos são relatos não oficiais.

18h31: Após o início da confusão, a polícia teve uma reação de claro despreparo. A violência policial não distinguiu mulheres, crianças, idosos, jornalistas… Foi uma ação desproporcional.

18h28: Segundo relato de vários ativistas que estavam no local, a confusão toda começou porque um grupo de mascarados que usam táticas Black Bloc forçou a barreira policial. Os soldados, então, revidaram violentamente contra todos os manifestantes, inclusive contra os que eram contra o uso da força.

18h27: O que aconteceu hoje na Rodovia Instituto Royal não é o que costuma acontecer em manifestações de ativistas de Direitos Animais. Nunca uma manifestação deste tipo havia terminado assim no Brasil. Ativistas pelos Direitos Animais são contra qualquer tipo de violência. O grupo de pessoas que usa táticas Black Blocs ajudou bastante na quinta-feira, mas o que ocorreu hoje divide opiniões entre as pessoas que foram até o local protestar pacificamente. Conversamos com um dos mascarados nesta tarde e ele disse que muitos dos mascarados que estavam lá não eram do mesmo grupo Black Bloc que foi ao local na
quinta-feira e ajudou na invasão e libertação de alguns cães e coelhos.

18h13: Neste momento, o programa Cidade Alerta, da Record, volta a falar sobre o caso, com muitos vídeos.

18h07: Também na manhã de hoje, cerca de 80 ativistas protestaram contra o Instituto Royal em Porto Alegre. O instituto tem uma unidade na capital gaúcha (veja aqui).

18h00: Matéria na capa do site da Folha de S. Paulo também cita (com link) esta página de cobertura do caso do Instituto Royal (leia aqui).

17h55: Matéria que está neste momento na capa do UOL cita a cobertura do Vista-se sobre as manifestações do caso Instituto Royal (leia aqui).

17h40: Agora na Record, no programa Cidade Alerta, matéria sobre o que foi o ato hoje.

15h28: Alguns ativistas foram à Prefeitura para iniciar uma manifestação. Com o local fechado, os ativistas voltaram à Rodovia Raposo Tavares.

14h31: Deixamos o local, é impossível acompanhar de perto. Continuaremos a transmissão de São Paulo.

14h19: Rodovia Raposo Avares liberada nos dois sentidos.

14h18: Ônibus do Choque volta ao local.

14h16: Tropa de Choque ou parte dela deixou o local em um ônibus. Polícia Rodoviária tenta tirar carros dos manifestantes do acostamento da Rodovia Raposo Tavares, km 56.

13h56: Infelizmente, a polícia também parece estar sem comando. Mulheres, idosos e até crianças estão sofrendo as consequências.

13h55: Clima de guerra. Ação desproporcional da Tropa de Choque.

13h44: Muitos ativistas deixam o local. Os que resistem estão dispersos. A ação do Choque de São Paulo está truculenta. Ambulâncias entram e saem do local.

13h30: Polícia de choque massacra manifestantes. Agora é clima de guerra. Infelizmente.

13h25: Chegou um ônibus com mais Tropa de Choque. Chegaram muito truculentos.

13h24: Ativistas de vários estados estão em São Roque-SP: Curitiba, Rio…

13h21: A todo momento, a polícia lança bombas para afastar os manifestantes. O clima aqui varia entre correria e apreensão.

13h12: Nenhum ativista conseguiu entrar no local, como disse a polícia. Não foi possível constatar se há ainda animais no instituto.

13h09: Muitos ativistas reclamam das ações de vandalismo. Outros, elogiam.

13h06: Mais um carro da Rede Globo é incendiado.

13h02: Manifestantes estão espalhados entre o km 55 e 56 da Rodovia Raposo Tavares.

12h48: Infelizmente, a situação perdeu completamente o controle. Não há mais clima de manifestação.

12h47: Helicópteros sobrevoando o local. Chegaram viaturas do Corpo de Bombeiros.

12h41: Segundo rumores, Deputado Estadual Feliciano Filho foi atingido por bala de borracha.

12h35: Correria de novo. Algumas pessoas sangrando e passando mal.

12h15: Colocaram fogo no carro da Rede Globo de televisão.

11h54: EXPLODE O CLIMA. POLÍCIA ATIRA BOMBAS DE GÁS LACRIMOGÊNEO E DE EFEITO MORAL. TAMBÉM FOMOS ATINGIDOS.

11h47: Várias emissoras no local. Rede Globo hostilizada verbalmente pelos manifestantes. A repórter precisou se refugir atrás das viaturas.

11h45: Rodovia Raposo Tavares continua bloqueada pelos manifestantes. Compartilhe esta página.

11h36: Ativistas relatam que há pouco a Tropa de Choque utilizou gás de pimenta.

11h35: Cinco ativistas foram selecionados para entrar no Instituto Royal para averiguar se há animais.

11h28: Rodovia Raposo Tavares bloqueada nos dois sentidos na altura do km 56.

11h25: Manifestantes tentam bloquear a Rodovia Raposo Tavares neste momento. Polícia Rodoviária no local.

11h15: Comandante tenta acalmar os ânimos. Ativistas gritam em coro “Testa na Silvia!”, referindo-se à representante do Instituto Royal.

10h57: Fotos em http://www.facebook.com/fachaves.

10h54: Mídia no local. Todas as emissoras, CQC e outros programas. Tropa de choque também no local. Clima tenso.

10h48: Centenas de carros na rodovia estacionados. Certamente são milhares de pessoas já no local.

08h19: Hoje o Brasil vai parar para ver a maior manifestão em prol dos Direitos Animais da história.

08h08: Preparados? Esta página será atualizada através de um celular e na medida do possível. Vamos dar um jeito de continuar a transmissão.

02h30: Ainda trabalhando por aqui. Testando uma forma de atualização rápida pelo celular.

01h58: Atualizamos novamente os dados de localização para facilitar ainda mais. Para quem vai usando GPS, decore este endereço macabro: Estrada do Pinheirinho, 666 – São Roque-SP.
Informações básicas/CONVOCAÇÃO.

01h24: Vamos diminuir agora o volume de publicações. Voltamos amanhã por volta das 8 horas com alguma notícia. Descansem, daqui a pouco todos precisaremos de energia. 
Esteja lá
!

01h23: Por telefone, nossa fonte confirmou que chegaram agora cerca de 5 pessoas que se identificaram como do grupo Black Bloc. Porém, diante da situação, todos os ativistas decidiram deixar o local e voltar às 10hs. Policiais estão com lançadores de bomba de efeito moral e armas em punho para intimidar os ativistas.

01h07: É quase certo que haverá tropa de choque amanhã em frente ao Instituto Royal. Segundo informações de uma matéria que estampa a capa do portal G1 neste momento, a polícia de São Roque pediu reforço do Batalhão de Choque.

01h02: Ainda há pouco, o Jornal da Globo e o Jornal das Dez (Globo News) noticiaram o caso, praticamente repetindo matérias que já haviam ido ao ar durante o dia.

01h00: Mesmo com muitos policiais por lá, não há (nem houve) conflito direto. Os ativistas ainda estão no local e estudam continuar até o horário do protesto ou deixar o lugar
e voltar depois.

00h45: Faltam menos de 10 horas para a maior manifestação pelos Direitos Animais que o Brasil já viu. Você vai fazer parte da história ou ficar no sofá?
Acesse Informações básicas/CONVOCAÇÃO.

00h39: Não há ninguém da imprensa no local e os ativistas estão cogitando ir embora para voltar com a “massa” daqui a pouco, às 10hs. No momento existem apenas 30 ou menos ativistas por lá, que pretendiam ficar até o amanhecer.

00h38: Segundo fonte de nossa confiança, a polícia tática está subindo a rua que dá acesso ao Instituto Royal empunhando escudos. Os policiais estão pedindo de maneira bem rude para que os ativistas retirem todos os carros estacionados na rua porque eles vão fechar tudo nas proximidades do local.

00h34: A maioria das viaturas entrou no Instituto Royal, enquanto outras circulam nas ruas que dão acesso ao lugar. Dezenas de homens da polícia isolam o lugar e não permite nem que os ativistas se aproximem do portão.

00h33: Por telefone, uma fonte confiável nos informou que acaba de sair um ônibus com o logo da UNESP pelo portão dos fundos. Ativistas tentaram interceptar o veículo mas não conseguiram. Não se sabe o que ou quem estava no ônibus.

00h26: Adriana Khouri, uma das organizadoras da manifestação, reforça a convocação para o grande ato e pede para que não haja vandalismo (veja aqui).

00h23: Enquanto algumas viaturas se posicionam nas ruas que dão acesso ao Instituto Royal, outras entram no local. São dezenas de policiais militares.

00h19: Mais viaturas chegando ao Instituto Royal, provavelmente preparando-se para o grande volume de pessoas que deve chegar ao local daqui a pouco, às 10hs.

00h17: O Programa Pânico publicou na manhã de sexta-feira (18) sobre esta página para quase 8 milhões de seguidores no Twitter (veja aqui). Muito obrigado.

00h10: Mais uma vez por telefone, nossa fonte confirmou que acabaram de chegar mais 6 viaturas ao local. São cerca de 12 carros da polícia fechando as ruas que dão acesso ao Instituto Royal. Ainda segundo nossa fonte, os policiais estão impondo pressão nos cerca de 30 ativistas que ainda estão no local. Os policiais que chegaram por último já desceram com armas de fogo em punho.

18/10 – Sexta-feira

23h56: Uma fonte de nossa confiança acaba de ligar da frente do Instituto Royal dizendo que a polícia mandou reforços para o local. São agora cerca de 6 viaturas da Polícia Militar e dezenas de homens. A polícia está em discussão neste momento com os ativistas pedindo para que todos saiam de lá e que cancelem o protesto de amanhã. O protesto está confirmadíssimo, saiba como participar: Informações básicas/CONVOCAÇÃO.

23h40: Lugares como o Instituto Royal só existem porque algumas empresas encomendam testes em animais com eles. Saiba quais são as empresas que testam seus produtos em animais no link www.vista-se.com.br/testes.

23h23: Muitas pessoas têm relatado que estão com dificuldade para conseguir carona para o local. Criamos um grupo no Facebook (peça ou ofereça carona).

23h17: O apresentador PC Siqueira se manifestou há alguns minutos sobre o caso do Instituto Royal através de sua página no Facebook, que tem quase 1 milhão de likes
(veja aqui).

23h07: Mais uma vez: os Beagles realmente têm chips, mas são apenas informações de prontoário, não são GPS, não há como localizar um cão através desse chip. Usem o CTRL+F nesta página para pesquisar dúvidas, como “chip“, por exemplo.

23h04: Por telefone, conversamos com um ativista e veterinário que está no local. Há cerca de 30 ativistas por lá, mas a polícia bloqueou a passagem para o Instituto Royal muito antes do primeiro portão. Segundo os policiais, hoje ninguém entra. O lugar está fechado para perícia. Nossa fonte confirmou que houve movimentação de vans e caminhões por lá hoje mas não é certeza que retiraram animais vivos de lá. Não há o menor clima de invasão nesta noite.

22h48: Há cerca de uma hora, uma ativista que está no local publicou em seu Facebook um pedido de ajuda, para que mais ativistas fossem para o Instituto Royal ainda hoje (leia aqui).

22h43: Passam de 300 mil as assinaturas na petição contra o Instituto Royal! Para se ter uma ideia, toda a população da cidade de São Roque-SP, onde fica a instituição, não chega a 80 mil pessoas. Assine a petição.

22h39: Você sabe quem são e o que pensam os ativistas da Animal Liberation Front (ALF), que está presente no mundo todo? Assista gratuitamente ao documentário “Behind The Mask” (Atrás da Máscara), que traz a história de pessoas que arriscam duas vidas para salvar
os animais (assista aqui).

22h35: Pessoas de preto e encapuzadas publicaram agora há pouco uma imagem em que seguram alguns cães salvos do Instituto Royal (veja a foto). Ao fundo, uma bandeira a Animal Liberation Front (ALF).

22h32: Atualizamos as informações sobre como chegar ao local, com mais detalhes e imagens.
Informações básicas/CONVOCAÇÃO.

22h07: Ativista que está no local publicou em seu Facebook que saíram caminhões levando os animais (vivos e mortos) que restavam (veja aqui). Não é uma informação oficial.

22h03: Ativistas de diversas partes do estado de São Paulo e até de outros estados como Rio de Janeiro e Santa Catarina já estão se dirigindo à cidade de São Roque para o grande protesto que aocntecerá amanhã às 10 horas da manhã. Você vai fazer parte da história ou vai ficar em casa? Saiba como participar em Informações básicas/CONVOCAÇÃO.

22h00: Dica: se você tem dúvida sobre se determinado assunto relacionado a este caso já foi publicado nesta página, aperte CTRL+F e digite o que procura, por xemplo: “microchips”.

21h57: O BOL Notícias também publicou uma matéria falando sobre a liminar que proíbe nova invasão do local, sob pena de multa para organizadoras do protesto (veja aqui).

21h52: Em nota, Prefeitura da Estância Turística de São Roque diz que estuda “Editar Lei para restringir a instalação de empresas que tenham como objeto social, atividades que impendem ou dificultem à fiscalização municipal”, ou seja, até a prefeitura está pensando em fechar o Instituto Royal que tanto mal fez à imagem da belíssima cidade de São Roque.
(Leia a nota na íntegra).

21h47: Em agosto de 2012 o Vista-se publicou um artigo que está mais atual que nunca:
3 motivos para ser contra testes em animais.

21h45: A revista Caras (pois é!) também citou o caso em seu site (veja aqui).

21h43: Estamos com quase 2 mil pessoas online neste momento acompanhando esta página. Se cada um de vocês publicar algo relacionado ao caso no Twitter usando a hashtag #institutoroyal será de grande ajuda a manter o assunto nos Trending Topics do Brasil.

21h41: O jornal mais importante do Distrito Federal, o Correio Braziliense, também citou
o caso (veja aqui).

21h34: Do local, ativista afirma que pessoas (não sabemos quem) entraram no Instituto Royal para fotografar as condições e que o local está completamente limpo. A ativista afirmou também que há ativistas presos neste momento e que membros de um motoclube que foram para dar apoio também foram levados para a delegacia (veja aqui).

21h28: Ativista que está neste momento na porta do Instituto Royal publicou fotos de dois homens vestidos de preto e com capuz e legendou como “blackblocks” (veja aqui).

21h23: O Instituto Royal conseguiu uma liminar na justiça que prevê multa de R$ 10 mil reais para membros da organização das manifestações caso a instituição seja invadida de novo.
A informação é de uma matéria do portal Terra (leia aqui).

21h20: A hashtag #institutoroyal volta a ocupar a 1ª posição nos Trending Topics Brasil.

21h13: Em matéria que está na capa do site do jornal Estadão neste momento, delegado afirma que adotar cães retirados do Instituto Royal é crime, por serem fruto de “roubo”
(leia aqui). Se a polícia encontrar alguém com um destes cães e provar que ele é do
Instituto Royal, é provável que o adotante seja acusado de “receptação”. Por isso, não publiquem fotos ou falem sua localização.

21h11: Segundo relatos anônimos (não conseguimos confirmar a fonte), houve muita movimentação de vans e caminhões hoje no Instituto Royal e ativistas teriam avistado cães mutilados que ainda estão na instituição. Há ativistas no local nos 2 portões e a polícia também está lá neste momento. Não é uma informação oficial.

21h07: A hashtag Instituto Royal continua nso Trending Topics do Brasil no Twitter. Há aproximadamente 24 horas o assunto está em evidência.

21h04: Recebemos uma mensagem de uma das organizadoras dizendo que precisava falar urgente “antes de ser presa” (segundo palavras dela), mas ainda não conseguimos contato.

21h01: Muito cuidado com pessoas pedindo dinheiro para ajudar os animais. Ninguém da organização da manifestação falou ainda em ajuda financeira.
Se for o caso, publicaremos com fontes.

21h00: Por favor, não mandem e-mails pedindo informações sobre como adotar os cães. Ainda não temos estas informações e, quando tivermos, será publicado aqui.

20h59: Diversas pessoas estão afirmando nas redes sociais que há ainda cães no
Instituto Royal e que há caminhões por lá para retiradas destes animais. Não é uma informação oficial, estamos tentando levantar as fontes.

20h53: A petição contra o Instituto Royal está quase chegando a 300 mil assinaturas!
Se você ainda nao assinou, assine e ajude a mostrar aos administradores da cidade de
São Roque-SP que o assunto é realmente sério (assine aqui).

20h48: Mais um deputado do estado de São Paulo demonstra apoio às ações ocorridas no Instituto Royal. Fernando Capez falou na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo: “Invadiram com toda razão!” (assista aqui).

20h42: No Jornal Nacional, a matéria confirmou o que se viu durante o dia: representantes do Instituto Royal classifcando a ação de “vandalismo” e muitas imagens de cães
sendo resgatados.

20h40: Começou a matéria! Jornal Nacional agora!

20h30: Jornal Nacional, da Rede Globo, vai exibir agora uma matéria sobre o caso.

19h38: O portal de notícias da Rede Record (R7) atualizou a sessão de fotos da manifestação (veja aqui).

19h35: O Jornal da Band acabou de exibir uma matéria sobre o caso. A reportagem afirmou que a polícia vai tentar recuperar os animais resgatados.

19h25: Estamos recebendo muitos e-mails de apoio, mas, por favor, só envie e-mails se você for da imprensa. Nós ainda não temos notícias sobre como adotar os animais. Temos apenas uma pessoa para fazer tudo que vocês estão vendo. Um e-mail enviado sem necessidade pode atrapalhar o trabalho. Desculpem o mal jeito. Agradecemos muito por todo apoio a esta transmissão.

19h21: O Jornal SPTV 2ª Edição, da Rede Globo de São Paulo, também abordou o tema.

19h18: Assim que acabou a matéria sobre o Instituto Royal, começou uma matéria tratando o assunto de um urso que está no zoológico do Rio. Zoológicos exploram animais também, uma pena que a matéria da BAND não está abordando isso.

19h17: Programa Brasil Urgente, agora na BAND, trata o tema como “A guerra dos Beagles”. Datena repete várias vezes: “Pode ser legal, mas não é justo testar em bichos.”

19h16: Matéria da BAND mostra imagens dos resgates em rede nacional neste momento.

19h15: Ao vivo, Datena se diz contra os testes em animais. Matéria está passando agora.

19h13: Agora na BAND, Datena diz: “Pode ser legal, mas é justo usar os bichinhos para testes?”.

19h11: Agora, no SBT, criadores de Beagle falando sobre o caso. Não podemos esquecer que criadores de animais são “gigolôs” que lucram com os animais.

19h10: Por telefone, médica veterinária desmente Silvia Ortiz e diz que o Brasil está atrasado por ainda fazer testes em animais. Segundo ela, testes em animais são imorais. Agora no SBT.

19h09: Silvia Ortiz afirma que quem fez maus-tratos aos animais foram os ativistas que tiraram os animais do Instituto Royal. Ela disse que os animais eram bem tratados. Agora no SBT.

19h08: Silvia Ortiz, representante do Instituto Royal, está neste momento ao vivo no SBT falando sobre o caso. Ela garante que o Instituto tem todos os documentos que regulamentam o local.

19h07: Agora no SBT: O Jornal SBT Notícias comenta o caso.

19h00: Página “Adote um animal resgatado do Instituto Royal” atinge mais de 225 mil “curtidas” no Facebook em apenas algumas horas. Por favor, entrem em contato conosco, gostaríamos de saber quem são vocês. Escrevam para royal@vista-se.com.br.

18h58: Ativista publica em seu Facebook que ainda é possível ouvir cães chorando dentro do
Instituto Royal (veja aqui). A organização das manifestações ainda não comentou a respeito.

18h56: Uma das principais ONGs de Direitos Animais da Itália, a Animal Equality Italia, publicou um incentivo aos ativistas brasieliros em sua página oficial do Facebook (veja aqui).

18h45: Um dos principais jornais da Irlanda, o The Journal.ie também comentou o caso
(leia aqui).

18h38: Na manhã deste sábado o Brasil terá a maior manifestação pelos Direitos Animais que este país já viu. Está tudo confirmado, esteja lá! Saiba como participar em
Informações básicas.

18h27: Em 26 de abril de 2012, uma notícia marcou os Direitos Animais no mundo inteiro. Foi o dia em que mais de mil italianos entraram no laboratório Green Hill e salvaram os animais que seriam utilizados para testes farmacêuticos (relembre). Hoje, 18 de outubro de 2013, eles estão comemorando conosco através da página oficial do grupo (veja aqui). Irmãos da Itália, nós, os brasileiros, agradecemos o apoio de vocês. O que aconteceu em Green Hill certamente influenciou todo este movimento.

18h15: Fotos da Folha de S. Paulo (Avener Prado/Folhapress) feitas nesta madrugada dentro do Instituto Royal (veja as fotos).

18h02: A Aljazeera, uma das maiores emissoras do mundo árabe, publicou matéria sobre o caso (leia aqui).

17h57: Há pouco, o Deputado Federal Ricardo Tripoli informou que, segundo sua equipe jurídica, não há nenhum mandado de busca e apreensão para reaver os animais. As informações são de dentro da Promotoria de Justiça de São Roque-SP. O deputado colocou ainda sua equipe juríca à disposição dos ativistas que precisarem de defesa judicial (leia aqui).

17h52: O programa Hoje em Dia, da Rede Record, levou ao ar na manhã de hoje uma matéria de mais de 20 minutos sobre o caso (assista aqui).

17h31: Alguns filhotes foram resgatados nesta madrugada. Havia também cães idosos, com muitas marcas de uma vida de tortura, e também cadelinhas grávidas, que dariam à luz bebês condenados. Agora, eles bebezinhos vão nascer livres.

17h18: Pesquisadora do Instituto Royal publica em seu Facebook que está revoltada com a ação dos ativistas e que os “animais de laboratório salvam vidas”. Em 22 de setembro, ela havia publicado “Partiu… misssa! Se sentindo abençoada.” (leia aqui).

17h02: Para mais de 200 mil seguidores em seu Instagram, o apresentador Gugu Liberato demonstrou apoio aos eventos ocorridos nesta madrugada no Instituto Royal (veja aqui).

16h58: Ivete Sangalo, Isabella Fiorentino, Bruno Gagliasso, Luma Costa e Yasmin Brunet são apenas alguns dos famosos que declararam apoio aos resgates no instituto Royal (leia aqui).

16h55: Foto de Beagle sem parte de seu pelo em matéria no G1 (leia aqui).

16h47: Quem diria? Até no site EGO, da Rede Globo, o caso repercutiu. Atriz Dani Moreno concede entrevista em apoio aos resgates ocorridos no Instituto Royal (leia aqui).

16h41: Agora há pouco, uam ativista que está no local publicou que é possível ouvir cachorros latindo dentro do Instituto Royal e que precisam de mais gente por lá (veja aqui).

16h27: O Instituto Royal disse em reportagens que vai processar os ativistas por furto. Sim, eles enxergam os animais como mercadoria apenas. Nunca aconteceu uma revolução sem desobediência civil. Estejam firmes e atentos, mas nunca com medo.

16h24: Pessoas supostamente de dentro da Polícia Federal dão a dica: ao filmarem ou fotografarem os resgates no Instituto Royal, desativem a internet do celular. Com a internet desativada, é mais difícil rastrear a localização das informações e, portanto, mais seguro. Não é uma informação oficial.

16h20: As cartas estão na mesa. Você pode fingir que nada está acontecendo e ignorar o sofrimento de animais inocentes ou fazer parte da história amanhã na cidade de São Roque-SP. Informações sobre como chegar e outros detalhes em Informações básicas.

16h14: Reiteramos que não resgatamos animais no Instituto Royal. Fomos até lá apenas para cobrir o ato, como veículo de comunicação. As organizadoras da manifestação que começou no sábado (12) também não estão com animais, segundo informaram há pouco. Os cães e outros animais foram levados por populares, manifestantes não identificados que participaram da ação.

16h09: A petição para aumentar a pressão sobre o Instituto Royal já passa das 240 mil assinaturas. Você pode ajudar de qualquer lugar do mundo, colocando seu nome e dizendo que é contra a tortura de animais inocentes. Faça parte desta história, assine!

16h07: Com mais de 1 milhão de seguidores no Facebook, AnonymousBr4sil continua apoiando os resgates do Instituto Royal (veja aqui).

16h03: Através de sua página oficial no Facebook, o grupo Black Bloc SP fez uma nova convocação para que o Instituto Royal seja ocupado na manhã deste sábado (leia aqui).

16h00: A ANVISA emitiu uma nota oficial afirmando que não tem qualquer ligação com o Instituto Royal, ao contrário do que afirma Silvia Ortiz, representante da instituição. No texto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária afirma que não exige testes em animais e que apoia métodos substituitivos ao uso de animais. Isto é histórico!
(leia a nota na íntegra, no site da ANVISA).

15h50: Sem se identificar (o que é correto!), ativista mostra dois cães regatados em São Roque e que estão agora em seu apartamento na cidade de São Paulo. A matéria é do G1 e traz também um relato da ativista sobre o que viu dentro do Instituto Royal (leia aqui).

15h47: Matéria exibida há pouco pelo Jornal Hoje, da Rede Globo, revela que o Ministério Público insvestiga o Instituto Royal desde o ano passado. Silvia Ortiz, representante da entidade, classificou o ato acontecido nesta madrugada como “terrorista” e alegou que o laboratório é inspecionado e está de acordo com a ANVISA. A ANVISA, por sua vez, desmentiu Silvia e disse que não é sua função fazer este tipo de fiscalização (assista à matéria).

15h41: A Band News, canal especializado em notícias do Grupo Bandeirantes de Televisão, acaba de publciar uma matéria na TV sobre o caso do Instituto Royal. Uma matéria em texto estampa neste momento a capa do site da emissora (veja aqui).

15h25: Não há notícias oficiais sobre truculência da polícia durante o ato no Instituto Royal. Embora algumas pessoas tenham reclamado nas redes sociais, aparentemente a polícia apenas cumpriu ordens mas não usou de violência. Pelo menos foi isso que podemos constatar quando estivemos lá, cobrindo o caso.

15h22: Muitos rumores de que os cães estavam sendo rastreados através de microchip implantados neles chegaram até nós. Não é oficial, mas o que podemos averiguar é que é pouco provável que o microchip tenha papel de GPS. Esses microchips servem apenas para controle interno das cobaias. Mas, se você está com um Beagle resgatado, não publique fotos, não seja um alvo fácil da polícia.

15h18: Matéria no G1 traz relato do Diretor do Instituto Royal alegando que não é possível calcular os prejuízos ainda. Veja fotos do laboratório destruído e dos animais sendo retirados (veja aqui).

15h14: A manifestação deste sábado será o maior ato (em número de participantes) já realizado no Brasil pelos Direitos dos Animais. participe da história, esteja lá!
Informações básicas/convocação.

15h09: Muitas pessoas perguntando como fazer para adotar um dos animais resgatados no Instituto Royal. Há uma página no Facebook chamada “Adote um animal resgatado no Instituto Royal” (veja aqui). Nós não sabemos quem criou a página mas aproveitamos para pedir cautela. É preciso doar estes animais para quem realmente pdoerá cuidar bem deles. Se você criou esta página e quer manter contato conosco, escreva para royal@vista-se.com.br.

15h05: Empresa pretende vender carne de Beagles no Brasil: www.beaglesteak.com
Você comeria?

15h02: A hashtag #institutoroyal já está nos Trending Topics mundiais do Twitter.

15h00: Neste momento, a hashtag #institutoroyal está em 2º lugar nos Trending Topics do Twitter brasileiro. Ajude a colcoar novamente em primeiro lugar. O momento é histórico.

14h51: Informações para a imprensa sobre a cobertura do caso: royal@vista-se.com.br. Só escreva se você for da imprensa, por favor, nos ajude com isso. Não somos os organizadores, somos ativistas da causa animal que estão acompanhando o caso. Telefones: George Guimarães – ONG VEDDAS (11) 99135-2116 / Fabio Chaves – portal Vista-se (11) 98427-1079.

14h48: Estivemos no local nesta madrugada e é impossível imaginar como uma pessoa tem coragem de praticar testes cruéis com animais. Os cãezinhos que iam saindo estavam assustados, mas abanando o rabinho, querendo brincar. Muita gente chorando, uma energia incrível. Diga não aos testes em animais. Diga não a toda forma de opressão à vida animal, humana ou não. www.sejavegano.com.br

14h43: Não é o momento para julgamentos, mas foi possível observar muitos ativistas fumando durante os resgates nesta madrugada. A indústria do cigarro é uma das que mais paga para torturarem e matarem aqueles mesmos Beagles que estavam sendo salvos. Por favor, se você fuma, leia este texto e repense sua postura em relação a isso:
Cigarro, se não por você, por eles.

14h39: Em off, alguns profissionais do jornalismo da Record e da Rede Globo estão nos escrevendo parabenizando pela ação. Lembramos que o Vista-se está apenas cobrindo o caso. Somos um portal de notícias e não uma ONG. Todo o mérito para as ativistas que começaram esse movimento todo com muita coragem e determinação: Adriana Greco e Adriana Khouri.

14h35: Foto – Ativista vegano saindo do Instituto Royal com um cão nos braços (veja aqui).

14h28: O caso do Instituto Royal mudou completamente a questão dos Direitos Animais deste país. Nossa população não suporta mais ver tanta barbaridade. Hoje é um instituto com Beagles, amanhã serão os matadouros. Por favor, conheça mais sobre o veganismo e aplique esta filosofia de vida no seu dia a dia. Quem respeita os animais precisa dar esse passo. Saiba como começar em www.sejavegano.com.br.

14h13: Capa do site da Revista Veja neste momento traz uma matéria onde o Instituto Royal acusa ativistas de furto. O instituto registrou boletim de ocorrência e há boatos de que a Polícia Militar está percorrendo clínicas veterinárias da região de São Roque e de São Paulo à procura dos cães, tidos como propriedade da instituição que os tortura (leia aqui).

14h10: A informação é que o protesto de amanhã está confirmadíssimo. A organização pede que as pessoas compareçam e mostrem quão importante esse assunto é. As informações sobre localização e como participar desta manifestação estão no link http://vsta.se/royal. Convide todos, a hora é agora. Faça parte da história.

14h04: Capa do portal de notícias da Rede Record (R7) neste momento traz matéria onde advogado do Instituto Royal compara ativistas pelos Direitos dos Animais à “Manada”. Empresa ainda não tem noção dos prejuízos, mas diz que 178 cães da raça Beagle foram levados (Leia aqui | a matéria traz um vídeo da Record também).

14h00: Não foram apenas Beagles que foram salvos nesta madrugada. Muitos coelhos também foram resgatados. Ainda não temos informação se os camundongos foram resgatados. (Veja foto).

13h54: News in english about this case (here).

13h50: Em algumas horas, página para adoção de Beagles resgatados chega a 118 mil likes no Facebook (veja aqui).

13h48: Informações ainda não oficiais dão conta d eque há mandados de apreensão dos animais resgatados. A Polícia Militar, que está só cumprindo ordens, está verificando carros nas imediações de São Roque. Fiquem atentos.

13h45: Veículos nacionais e internacionais têm nos procurado. O Vista-se não é o organizador da ação, estamos apenas cobrindo. Tudo que soubermos estará nesta página.

13h41: Capa do UOL sobre o caso neste momento falando sobre adoção dos animais resgatados (leia aqui).

13h38: Advogados e pessoas ligadas ao Direito estão alertando a todos que resgataram animais nessa madrugada que evitem ao máximo publicar fotos, mostrar os rostos e, principalmente, localização.

08h40: Quer saber que empresas patrocinam testes em animais e boicotá-las?
Dê uma olhada neste link: www.vista-se.com.br/testes.

08h38: Pelo Facebook, ativistas já organizam as doações dos Beagles resgatados (veja aqui).

08h35: Hashtag #São Roque em 6º lugar nos TrendingTopics Brasil do Twitter.

08h33: Hashtag #institutoroyal em 1º lugar há mais de 7 horas nos TrendingTopics Brasil do Twitter.

08h31: O caso do Instituto Royal é capa também do site do Estadão. A matéria traz a opinião dos representantes da instituição, que classificam o resgate como um “ato de terrorismo” (Leia aqui).

08h28: Capa dos sites UOL e da Folha de S. Paulo neste momento. Leia aqui uma matéria com fotos do resgate.

08h18: Ação foi destaque no jornal da Rede Globo nesta manhã (assista ao vídeo).

08h16: Assista ao vídeo da saída dos primeiros cães do Inferno Instituto Royal (assista aqui).

08h13: O primeiro animal a ser resgatado nesta madrugada foi uma cachorrinha da raça Beagle que foi prontamente batizada de “Liberdade” pelos ativistas.

08h05: De volta a São Paulo. O que vimos em São Roque hoje foi pura história acontecendo. Ainda há animais no Instituto Royal, mas ficou claro que o lugar não vai continuar a funcionar, a pressão popular foi absolutamente inédita no país para um caso deste tipo. Vimos muitos Beagles saindo no colo dos ativistas. Os números não são oficiais, mas estima-se que cerca de 300 cães foram resgatados. Mas não são só cães, o Instituto Royal tortura(va) também coelhos e camundongos. Estamos há quase 27 horas sem descanso e vamos dar uma pausa nas atualizações. Voltaremos em breve. Havia lá praticamente todas as equipes de TV. Acompanhem o caso também na grande mídia e preparem-se para o grande ato deste sábado. Todo o mérito para as ativistas Adriana Greco e Adriana Khouri que começaram tudo isso.

03h05: Infelizmente precisaremos interromper a transmissão. Estamos indo para o local! Seja vegana(o) e ninguém sairá ferido: www.sejavegano.com.br.

03h04: Ativistas encontram Beagle congelado em nitrogênio líquido! (foto).

03h00: Recebemos a informação de que a PM está parando os carros na rodovia Raposo Tavares e prendendo quem está com cachorro. Não temos outra solução mas parece que o ideal seria ficar na cidade de São Roque após resgatar algum animal.

02h55: Polícia Militar prendeu alguns ativistas! (veja aqui).

02h54: Mais uma foto, uma cãozinha velhinha (veja foto).

02h50: Ativistas que estão no local pedem carros, coleiras e mais gente para ajudar no resgate, são muitos animais! (veja aqui).

02h49: No Facebook, pessoas oferecem lar temporário para os cães resgatados (veja aqui).

02h47: Comoção geral no resgate dos animais! (veja foto).

02h42: Ativista chora ao resgatar um cãozinho no Instituto Royal! (veja foto)

02h39: Ativista que está no local afirma que já foram resgatados mais de 200 cães! É preciso mais pessoas com carro no local para ajudar nos resgates. (veja aqui)

02h34: Amigos, estamos diante de uma noite histórica!

02h33: Mais fotos! Os cães estão sendo resgatados! (veja a foto).

02h30: Nova foto! Os animais saíram pela primeira vez do inferno! (veja a foto).

02h27: Mais um ativista saindo com um cão resgatado (veja aqui a foto).

02h25: Organização comemora o resgate dos animais que está aocntecendo agora! (veja aqui)

02h24: Mais uma foto (veja aqui). Momento histórico em nosso país.

02h20: Mais uma foto de ativista com um cão nos braços! (veja aqui)

02h19: PRIMEIRA FOTO DE UM CÃO RESGATADO DO INSTITUTO ROYAL!
(VEJA AQUI | Link alternativo)

02h14: O deputado estadual Feliciano Filho acaba de publicar e confirmar que os ativistas estão saindo com alguns cães resgatados! (leia aqui).

02h13: Ativista que está no local publica o que pode ser o primeiro relato de resgate dos cães (leia aqui).

02h11: Foto: Black Bloc SP publicou agora uma foto com dezenas de ativistas dentro do Instituto Royal
(veja aqui) e convocou mais ativistas para ocupar o local.

02h08: Cerca de 30 ativistas estão dentro do Instituto Royal. A Polícia Militar tenta negociar a saída. Não há informações de confronto.

02h03: A ativista Natália Lopes, que acabou de entrar no Instituto Royal, comentou em seu Facebook: “Tem cachorro aqui sem pata!” (veja aqui)

02h01: A apresentadora Luisa Mell acaba de confirmar que também entrou no Instituto Royal (leia aqui):“Entramos! Ocupa São Roque! Libertação animal já!”

01h58: Foto: Ativista postou uma foto já do lado de dentro do Instituto Royal! Mais pessoas estão entrando na instituição (veja aqui).

01h57: Ativista que está no local diz que é preciso mais gente e convoca mais pessoas!
(veja aqui) | Como chegar ao local

01h50: Mesmo quem está na entrada do Instituto Royal não sabe dizer o que está acontecendo lá dentro neste momento.

01h41: Segundo uma ativista que está no local, parte dos manifestantes realmente invadiu o local e foi direto para os canis. A polícia foi atrás (veja aqui). Não há ainda informações de confronto.

01h37: Está no Instituto Royal ou tem informações atualizadas? Comente aqui e nos ajude a espalhar essas informações importantes.

01h35: A petição passou de 127.000 assinaturas. Assine para aumentar a pressão sobre o Instituto Royal. Isso ajuda a convencer o prefeito e outras autoridades do município de que o caso é realmente importante.

01h24: A atriz Thayla Ayala gravou um vídeo de repúdio ao Instituto Royal agora há pouco (veja aqui).

01h20: Ativistas de diversas partes do estado de São Paulo confirmaram presença na manifestação de sábado. Neste momento tem pessoas de cidades de mais de 100km de distância indo para o Instituto Royal (sim, de madrugada!). Certamente essa sexta-feira será um dia histórico no Brasil.

01h09: Segundo a ativista Antilia Reis, que está no local, chegaram as equipes do SBT e da Rede TV ao Instituto Royal (veja aqui).

01h05: Hashtag #institutoroyal em 1º lugar nos TrendingTopics Brasil do Twitter.

01h01: Segundo Fátima Valle, da organização, um grupo Black Bloc chegou neste momento no local e já indaviu o Instituto Royal com violência.

00h59: Hashtag #institutoroyal em 2º lugar nos TrendingTopics Brasil do Twitter. Só está atrás do programa que está no ar na Rede Globo.

00h48: Como chegar ao Instituto Royal | Para chegar ao Instituto Royal, como o mesmo é bem escondido, por motivos óbvios, sigam o mapa do restaurante Stefano, que é a 2 minutos do Instituto Royal. Quando chegarem no restaurante Stefano, sigam em frente na rua, verão uma pequena praça, um terreno baldio, virem a direita e desçam a rua até o fim. No fim da rua é o portão do Instituto. O segundo portão fica em uma entrada ANTES do restaurante Stéfano, na rodovia (para quem vem de SP- entrada a direita) desçam nesta entrada e virem a esquerda e chegaram no 2º portão.” (Google Maps | Localização exata na seta verde)

00h44: Outra ativista que está no local, Antilia Reis, informou neste momento que mais carros de polícia chegam ao local (veja aqui).

00h41: Foto: Policias da PM fizeram cinturão em frente ao portão destruído do Instituto Royal agora há pouco (veja aqui).

00h38: Foto: Uma das ativistas que está no local, Adriana Greco, publicou fotos do portão do Instituto Royal destruído (veja aqui).

00h37: Matéria que saiu agora há pouco no Portal de Notícias da Record, o R7, sobre o caso (leia aqui).

00h33: Em ligação gravada, representante do Instituto Royal confirma que há cães, camundongos e coelhos no local (veja aqui).

00h30: Segundo Adriana Khouri, que está no local, um ativista entrou e confirmou que há animais mortos (veja aqui).

00h22: Segundo informações não oficiais, o vereador Guto Issa e o Deputado Estadual Feliciano Filho estão neste momento no Instituto Royal tentando entrar com uma comissão.

00h15: Hashtag #institutoroyal em terceiro lugar nos TrendingTopics Brasil do Twitter.

00h12: AnonymousBrasil assume autoria por ataque ao site do Instituto Royal (veja aqui).

00h05: A petição já passou de 115 mil assinaturas. Se você ainda não assinou, assine! O número de assinaturas é importante porque mostra para os adminsitradores do município de São Roque-SP que o caso é sério e está repercutindo nacionalmente.

00h03: Palavras da organização: “Não há provas que estejam matando os animais…. no entanto é lógico que matem os mais debilitados pelos testes para eliminar provas… é o protocolo de qualquer ser humano que não tenha problemas mentais, e acredito que eles lá sejam bem espertos…” (veja aqui)

17/10 – Quinta-feira

17/10 – 23h55: Com 1,1 milhões de seguidores no Facebook, o Grupo AnonymousBrasil está acompanhando o caso do Instituto Royal. (veja aqui).

17/10 – 23h38: O grupo Black Bloc SP publicou agora há pouco em sua página oficial: “Só um aviso: essas mortes no Instituto Royal não vão ficar em vão!” (veja aqui)

17/10 – 23h34: Segundo a ativista Adriana Khouri, estão neste momento dentro do Instituto Royal 3 vigilantes, 8 funcionários (incluisve membros da diretoria) e 2 políticos. A ativista está indo para a delegacia prestar depoimento. Muitos outros ativistas estão no local.

17/10 – 23h37: As assinaturas contra o Instituto Royal já estão na casa dos 110 mil. É importante para aumentar a pressão e fechar esse lugar de uma vez por todas. Assine!

17/10 – 23h23: Palavras da organização: “Pessoal, quem está passando as informações de dentro do Royal é um funcionário que está ajudando escondido, no total 12 cães já foram mortos, e os gritos que elas estavam ouvindo eram de beagles sendo tirados pra serem escondidos. Como estavam todos estrupiados e cortados e rasgados, dói muito quando tocam neles!”

17/10 – 23h20: Palavras da organização: “A Adriana Khouri acabou de passar a informação por celular que realmente todos os celulares dos funcionários do royal foram confiscados, e estão todos dentro do royal agora, com 2 politicos, precisamos de reforço da policia de São Paulo, porque a policia de São Roque nada faz… Ajudem, divulguem, precisamos urgente de pessoas!”.

17/10 – 23h17: Matéria que saiu esta noite no G1, clique aqui.

17/10 – 23h11: A informação é de que os funcionários não puderam sair do instituto Royal e que tiveram seus celulares confiscados. Se isso for verdade, a instituição precisará lidar com a acusação de cárcere privado.

17/10 – 22h41: A ativista Adriana Khouri acabou de publicar: “Os animais mortos estao no porão.”

17/10 – 22h34: Segundo Fatima Valle, da organização: “Adriana khouri está implorando pela ajuda de alguém, os animais estão gritando de dor!”. A ajuda de promotores ou autoridades é necessária nesse momento.

17/10 – 22h08: A apresentadora Luisa Mell, que também está no local, relatou que a situação está terrível nesse momento. Muitos gritos dos animais. Leia: http://vsta.se/2cys

17/10 – 22h04: Há mais de meia hora ativistas que estão lá relatam que ouvem os cães gritando. A suspeita é de que estão mesmo sendo mortos, infelizmente.

17/10 – 21h58: ATENÇÃO: A ativista Adriana Greco afirmou que os cães estão sendo mortos! LEIA:http://vsta.se/oitb

17/10 – 21h02: Vídeo da organização dando entrevista à equipe da Rede Bandeirantes, gravado agora há pouco:http://youtu.be/ktCSkzltytc

17/10 – 20h58: Há rumores de que animais debilitados estão sendo sacrificados dentro do Instituto Royal, mas ninguém da organização publicou nada a respeito. Por enquanto, são rumores.

17/10 – 19h49: Neste momento, vários carros de ativistas estão no local. São dezenas de pessoas vigiando o Instituto Royal. Fotos tiradas agora: http://vsta.se/acq6

17/10 – 19h46: Segundo a organização, é importante que fique claro que o protesto de sábado precisa ser pacífico. Os animais precisam ser retirados de lá por veterinários e com o auxílio da Lei. Não é um chamado para invasão do local.

17/10 – 19h36: Segundo Fatima Couto Valle, uma das organizadoras da ação, a situação agora é calma e já chegaram muitos ativistas ao local.
(Fonte: http://vsta.se/qtrj)

17/10 – 19h23: A ativista Adriana Khouri acaba de postar várias fotos do local pelo celular. Veja as fotos: http://vsta.se/gekq

17/10 – 19h20: A ativista Adriana Khouri, que está no local desde sábado (12), declarou: “Obrigada. Revertemos com a presença em massa. Beagles não sairam, estão presos nos canis. Situação dominada por nós nos 2 portões.”

17/10 – 19h18: Segundo informações não oficiais, a TV TEM, afiliada local da Rede Globo, está neste momento se digirindo ao Instituto Royal.

17/10 – 19h10: Aos que pretendem se dirigir ao local, não se esqueçam de levar mantimentos, guarda-chuva etc. Chove neste momento no local.

17/10 – 19h07: Segundo informações não oficiais, equipes do SBT e da Record estão no local.

17/10 – 19h06: A médica veterinária Fernanda Beda, do CRMV, está no local.

17/10 – 18h58: De volta à São Roque, vindo de Brasília, o vereador Guto Issa está também na porta do Instituto Royal acompanhando a movimentação.

17/10 – 18h53: Na tarde de hoje, o Movimento Não Mate, grupo de São Paulo, declarou apoio aos protestos em São Roque e disponibilizou um cartaz especial sobre o caso. Baixe em http://www.naomate.org/#!vivisseccao/c21f2

17/10 – 18h47: Informações úteis para quem quiser ir hoje ao Instituto Royal (leia aqui http://vsta.se/kuio). Como são 2 portões, é necessária a presença de mais pessoas para manter o local vigiado e evitar que eles retirem os animais.

17/10 – 18h44: Ativistas estão bloqueando o portão 2 do Instituto Royal para que não saia nenhum carro. Este é o portão onde fica o canil do local.

17/10 – 18h41: Mais de 100 mil pessoas já assinaram a petição para aumentar a pressão sobre o caso! Assine também: http://vsta.se/m96z

17/10 – 18h40: A apresentadora Luisa Mell chegou ao local (Foto: http://vsta.se/od6l). A negociação é para que o Instituto Royal informe se tirou algum animal do local hoje.

17/10 – 18h33: Um carro de reportagem chegou ao local.

17/10 – 18h27: A ativista Adriana Greco, que está no local desde sábado (12), publicou fotos dos veículos que entraram e saíram hoje do Instituto Royal. Esta é a foto de uma das vans: http://vsta.se/aybj

17/10 – 18h23: Na manhã desta quinta-feira o vereador da cidade de São Roque-SP Guto Issa publicou o apoio que recebeu do Dep. Federal Ricardo Izar Jr. Assista ao vídeo, gravado no Congresso Nacional: http://youtu.be/y4G1solP9LQ

17/10 – 18h18: Não há informações de que animais foram retirados do local. O plano inicial da organização era sair hoje do portal do Instituto Royal para recarregar as baterias e voltar com todos os manifestantes no sábado. Porém, agora há um receio geral de que os animais sejam retirados nessa madrugada.

17/10 – 18h12: A petição oficial já passou das 99.000 assinaturas. É importante a pressão também através dessa petição, para que os administradores do município de São Roque saibam a repercussão do caso. Você já assinou? http://vsta.se/m96z

17/10 – 18h07: Durante a tarde de hoje, uma movimentação estranha nos portões do Instituto Royal fizeram a organização dos protestos pedirem ajuda. Vários carros e até um caminhão entraram e saíram do local. A suspeita é que eles tenham tentado retirar os animais para não serem flagrados por maus-tratos.

17/10 – 18h06: O site do Instituto Royal está fora do ar.

Geoengineering the Climate Could Reduce Vital Rains (Science Daily)

Oct. 31, 2013 — Although a significant build-up in greenhouse gases in the atmosphere would alter worldwide precipitation patterns, a widely discussed technological approach to reduce future global warming would also interfere with rainfall and snowfall, new research shows.

Rice field in Bali. (Credit: © pcruciatti / Fotolia)

The international study, led by scientists at the National Center for Atmospheric Research (NCAR), finds that global warming caused by a massive increase in greenhouse gases would spur a nearly 7 percent average increase in precipitation compared to preindustrial conditions.

But trying to resolve the problem through “geoengineering” could result in monsoonal rains in North America, East Asia, and other regions dropping by 5-7 percent compared to preindustrial conditions. Globally, average precipitation could decrease by about 4.5 percent.

“Geoengineering the planet doesn’t cure the problem,” says NCAR scientist Simone Tilmes, lead author of the new study. “Even if one of these techniques could keep global temperatures approximately balanced, precipitation would not return to preindustrial conditions.”

As concerns have mounted about climate change, scientists have studied geoengineering approaches to reduce future warming. Some of these would capture carbon dioxide before it enters the atmosphere. Others would attempt to essentially shade the atmosphere by injecting sulfate particles into the stratosphere or launching mirrors into orbit with the goal of reducing global surface temperatures.

The new study focuses on the second set of approaches, those that would shade the planet. The authors warn, however, that Earth’s climate would not return to its preindustrial state even if the warming itself were successfully mitigated.

“It’s very much a pick-your-poison type of problem,” says NCAR scientist John Fasullo, a co-author. “If you don’t like warming, you can reduce the amount of sunlight reaching the surface and cool the climate. But if you do that, large reductions in rainfall are unavoidable. There’s no win-win option here.”

The study appears in an online issue of the Journal of Geophysical Research: Atmospheres, published this week by the American Geophysical Union. An international team of scientists from NCAR and 14 other organizations wrote the study, which was funded in part by the National Science Foundation (NSF), NCAR’s sponsor. The team used, among other tools, the NCAR-based Community Earth System Model, which is funded by NSF and the Department of Energy.

Future carbon dioxide, with or without geoengineering

The research team turned to 12 of the world’s leading climate models to simulate global precipitation patterns if the atmospheric level of carbon dioxide, a leading greenhouse gas, reached four times the level of the preindustrial era. They then simulated the effect of reduced incoming solar radiation on the global precipitation patterns.

The scientists chose the artificial scenario of a quadrupling of carbon dioxide levels, which is on the high side of projections for the end of this century, in order to clearly draw out the potential impacts of geoengineering.

In line with other research, they found that an increase in carbon dioxide levels would significantly increase global average precipitation, although there would likely be significant regional variations and even prolonged droughts in some areas.

Much of the reason for the increased rainfall and snowfall has to do with greater evaporation, which would pump more moisture into the atmosphere as a result of more heat being trapped near the surface.

The team then took the research one step further, examining what would happen if a geoengineering approach partially reflected incoming solar radiation high in the atmosphere.

The researchers found that precipitation amounts and frequency, especially for heavy rain events, would decrease significantly. The effects were greater over land than over the ocean, and particularly pronounced during months of heavy, monsoonal rains. Monsoonal rains in the model simulations dropped by an average of 7 percent in North America, 6 percent in East Asia and South America, and 5 percent in South Africa. In India, however, the decrease was just 2 percent. Heavy precipitation further dropped in Western Europe and North America in summer.

A drier atmosphere

The researchers found two primary reasons for the reduced precipitation.

One reason has to do with evaporation. As Earth is shaded and less solar heat reaches the surface, less water vapor is pumped into the atmosphere through evaporation.

The other reason has to do with plants. With more carbon dioxide in the atmosphere, plants partially close their stomata, the openings that allow them to take in carbon dioxide while releasing oxygen and water into the atmosphere. Partially shut stomata release less water, so the cooled atmosphere would also become even drier over land.

Tilmes stresses that the authors did not address such questions as how certain crops would respond to a combination of higher carbon dioxide and reduced rainfall.

“More research could show both the positive and negative consequences for society of such changes in the environment,” she says. “What we do know is that our climate system is very complex, that human activity is making Earth warmer, and that any technological fix we might try to shade the planet could have unforeseen consequences.”

The University Corporation for Atmospheric Research manages the National Center for Atmospheric Research under sponsorship by the National Science Foundation. Any opinions, findings and conclusions, or recommendations expressed in this publication are those of the author(s) and do not necessarily reflect the views of the National Science Foundation.

Journal Reference:

  1. Simone Tilmes, John Fasullo, Jean-Francois Lamarque, Daniel R. Marsh, Michael Mills, Kari Alterskjaer, Helene Muri, Jón E. Kristjánsson, Olivier Boucher, Michael Schulz, Jason N. S. Cole, Charles L. Curry, Andy Jones, Jim Haywood, Peter J. Irvine, Duoying Ji, John C. Moore, Diana B. Karam, Ben Kravitz, Philip J. Rasch, Balwinder Singh, Jin-Ho Yoon, Ulrike Niemeier, Hauke Schmidt, Alan Robock, Shuting Yang, Shingo Watanabe. The hydrological impact of geoengineering in the Geoengineering Model Intercomparison Project (GeoMIP)Journal of Geophysical Research: Atmospheres, 2013; 118 (19): 11,036 DOI:10.1002/jgrd.50868

Patient in ‘Vegetative State’ Not Just Aware, but Paying Attention, Study Suggests (Science Daily)

Oct. 31, 2013 — A patient in a seemingly vegetative state, unable to move or speak, showed signs of attentive awareness that had not been detected before, a new study reveals. This patient was able to focus on words signalled by the experimenters as auditory targets as successfully as healthy individuals. If this ability can be developed consistently in certain patients who are vegetative, it could open the door to specialised devices in the future and enable them to interact with the outside world.

This scan depicts patterns of the vegetative patient’s electrical activity over the head when they attended to the designated words, and when they when they were distracted by novel but irrelevant words. (Credit: Clinical Neurosciences)

The research, by scientists at the Medical Research Council Cognition and Brain Sciences Unit (MRC CBSU) and the University of Cambridge, is published today, 31 October, in the journalNeuroimage: Clinical.

For the study, the researchers used electroencephalography (EEG), which non-invasively measures the electrical activity over the scalp, to test 21 patients diagnosed as vegetative or minimally conscious, and eight healthy volunteers. Participants heard a series of different words — one word a second over 90 seconds at a time — while asked to alternatingly attend to either the word ‘yes’ or the word ‘no’, each of which appeared 15% of the time. (Some examples of the words used include moss, moth, worm and toad.) This was repeated several times over a period of 30 minutes to detect whether the patients were able to attend to the correct target word.

They found that one of the vegetative patients was able to filter out unimportant information and home in on relevant words they were being asked to pay attention to. Using brain imaging (fMRI), the scientists also discovered that this patient could follow simple commands to imagine playing tennis. They also found that three other minimally conscious patients reacted to novel but irrelevant words, but were unable to selectively pay attention to the target word.

These findings suggest that some patients in a vegetative or minimally conscious state might in fact be able to direct attention to the sounds in the world around them.

Dr Srivas Chennu at the University of Cambridge, said: “Not only did we find the patient had the ability to pay attention, we also found independent evidence of their ability to follow commands — information which could enable the development of future technology to help patients in a vegetative state communicate with the outside world.

“In order to try and assess the true level of brain function and awareness that survives in the vegetative and minimally conscious states, we are progressively building up a fuller picture of the sensory, perceptual and cognitive abilities in patients. This study has added a key piece to that puzzle, and provided a tremendous amount of insight into the ability of these patients to pay attention.”

Dr Tristan Bekinschtein at the MRC Cognition and Brain Sciences Unit said: “Our attention can be drawn to something by its strangeness or novelty, or we can consciously decide to pay attention to it. A lot of cognitive neuroscience research tells us that we have distinct patterns in the brain for both forms of attention, which we can measure even when the individual is unable to speak. These findings mean that, in certain cases of individuals who are vegetative, we might be able to enhance this ability and improve their level of communication with the outside world.”

This study builds on a joint programme of research at the University of Cambridge and MRC CBSU where a team of researchers have been developing a series of diagnostic and prognostic tools based on brain imaging techniques since 1998. Famously, in 2006 the group was able to use fMRI imaging techniques to establish that a patient in a vegetative state could respond to yes or no questions by indicating different, distinct patterns of brain activity.

Journal Reference:

  1. Srivas Chennu, Paola Finoia, Evelyn Kamau, Martin M. Monti, Judith Allanson, John D. Pickard, Adrian M. Owen, Tristan A. Bekinschtein. Dissociable endogenous and exogenous attention in disorders of consciousnessNeuroImage: Clinical, 2013; DOI: 10.1016/j.nicl.2013.10.008

Moral in the Morning, but Dishonest in the Afternoon (Science Daily)

Oct. 30, 2013 — Our ability to exhibit self-control to avoid cheating or lying is significantly reduced over the course of a day, making us more likely to be dishonest in the afternoon than in the morning, according to findings published in Psychological Science, a journal of the Association for Psychological Science.

Our ability to exhibit self-control to avoid cheating or lying is significantly reduced over the course of a day, making us more likely to be dishonest in the afternoon than in the morning, according to new research. (Credit: © Mark Poprocki / Fotolia)

“As ethics researchers, we had been running experiments examining various unethical behaviors, such as lying, stealing, and cheating,” researchers Maryam Kouchaki of Harvard University and Isaac Smith of the University of Utah’s David Eccles School of Business explain. “We noticed that experiments conducted in the morning seemed to systematically result in lower instances of unethical behavior.”

This led the researchers to wonder: Is it easier to resist opportunities to lie, cheat, steal, and engage in other unethical behavior in the morning than in the afternoon?

Knowing that self-control can be depleted from a lack of rest and from making repeated decisions, Kouchacki and Smith wanted to examine whether normal activities during the day would be enough to deplete self-control and increase dishonest behavior.

In two experiments, college-age participants were shown various patterns of dots on a computer. For each pattern, they were asked to identify whether more dots were displayed on the left or right side of the screen. Importantly, participants were not given money for getting correct answers, but were instead given money based on which side of the screen they determined had more dots; they were paid 10 times the amount for selecting the right over the left. Participants therefore had a financial incentive to select the right, even if there were unmistakably more dots on the left, which would be a case of clear cheating.

In line with the hypothesis, participants tested between 8:00 am and 12:00 pm were less likely to cheat than those tested between 12:00 pm and 6:00pm — a phenomenon the researchers call the “morning morality effect.”

They also tested participants’ moral awareness in both the morning and afternoon. After presenting them with word fragments such as “_ _RAL” and “E_ _ _ C_ _” the morning participants were more likely to form the words “moral” and “ethical,” whereas the afternoon participants tended to form the words “coral” and “effects,” lending further support to the morning morality effect.

The researchers found the same pattern of results when they tested a sample of online participants from across the United States. Participants were more likely to send a dishonest message to a virtual partner or to report having solved an unsolvable number-matching problem in the afternoon, compared to the morning.

They also discovered that the extent to which people behave unethically without feeling guilt or distress — known as moral disengagement — made a difference in how strong the morning morality effect was. Those participants with a higher propensity to morally disengage were likely to cheat in both the morning and the afternoon. But people who had a lower propensity to morally disengage — those who might be expected to be more ethical in general — were honest in the morning, but less so in the afternoon.

“Unfortunately, the most honest people, such as those less likely to morally disengage, may be the most susceptible to the negative consequences associated with the morning morality effect,” the researchers write. “Our findings suggest that mere time of day can lead to a systematic failure of good people to act morally.”

Kouchacki, a post-doctoral research fellow at Harvard University’s Edmond J. Safra Center for Ethics, completed her doctoral studies at the University of Utah, where Smith is a current doctoral student. They note that their research results could have implications for organizations or businesses trying to reduce unethical behavior.

“For instance, organizations may need to be more vigilant about combating the unethical behavior of customers or employees in the afternoon than in the morning,” the researchers explain. “Whether you are personally trying to manage your own temptations, or you are a parent, teacher, or leader worried about the unethical behavior of others, our research suggests that it can be important to take something as seemingly mundane as the time of day into account.”

Journal Reference:

  1. M. Kouchaki, I. H. Smith. The Morning Morality Effect: The Influence of Time of Day on Unethical BehaviorPsychological Science, 2013; DOI:10.1177/0956797613498099

Manifesto da Sociedade Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular

JC e-mail 4846, de 31 de outubro de 2013

Texto assinado pelo presidente da SBBq, Moacir Wajner, manifesta repúdio à invasão do Instituto Royal

A Sociedade Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular vem a público manifestar seu repúdio aos atos terroristas/vandalismo de depredação de mais uma unidade dedicada à investigação científica, desta vez o Instituto Royal em São Roque, São Paulo. O Instituto Royal é instituição dedicada à investigação para confirmação da ausência de efeitos adversos tanto de medicamentos como também de substâncias cujo alto potencial de uso como novo medicamento já tenha sido avaliado por estudos prévios.

Este tipo de ação prejudica, mais do que a instituição atingida diretamente, a toda Sociedade Brasileira que fica debilitada em sua capacidade de fazer avançar a ciência e de desenvolver medicamentos próprios e também impedida de explorar o pleno potencial de sua biodiversidade para elevar o nível da sáude humana e dos animais. Fica também comprometida em sua independência e autonomia para controlar plenamente a pertinência e qualidade de medicamentos trazidos de outros países, ficando o país a mercê de exploradores internacionais e segurança da saúda da população fragilizada. Atitudes como esta contribuem para levar o Brasil a uma posição subalterna perante empresas internacionais e facilitar a exploração do povo brasileiro.

A Sociedade Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular também alerta a Sociedade Brasileira para não se deixar iludir pelos interesses dos vendedores da ilusão de que a pesquisa biomédica e o desenvolvimento e controle de medicamentos possa ser feito sem a utilização de ferramentas que requerem o emprego de animais de laboratório. Embora o grande avanço no estabelecimento de metodologias que substituem o uso desses animais, essas tecnologias são ainda aplicáveis a apenas um número ainda restrito de situações.

No atual estágio do desenvolvimento científico, não há conhecimento que permita prever que, sequer que a médio prazo, estudos empregando animais de laboratório possam ser totalmente eliminados. Inclusive, até mesmo o desenvolvimento desses métodos substitutivos requer o emprego de animais de laboratório. Atualmente, no Brasil, da mesma maneira que nos países mais desenvolvidos do mundo, o emprego de animais em qualquer tipo de experimento científico ou de controle da qualidade de medicamentos é regulado por lei específica, rigidamente observada, que exige o exame rigoroso e aprovação por parte de Comissões de Ética no Uso de Animais dos protocolos a que cada animal, individualmente, será submetido e também da comprovação de que não há método alternativo ou possibilidade de diminuir o número de animais necessários.

(Moacir Wajner, presidente da SBBq)

De ratos e cães (Folha de S. Paulo)

JC e-mail 4845, de 30 de outubro de 2013

Por Hélio Schwartsman

“O coração tem suas razões que a razão desconhece”, escreveu Pascal. O pensamento do filósofo se aplica bem aos paulistanos e seu amor pelos animais.

Segundo o Datafolha, 66% dos entrevistados se opõem ao uso de cães em pesquisas científicas. O índice baixa para 59% quando as cobaias são macacos, 57% caso sejam coelhos e apenas 29% se forem ratos.

Esses resultados, embora não surpreendentes, contrastam com o discurso dos ativistas, para os quais infligir sofrimento a bichos constitui um caso de especismo, delito moral que os militantes mais radicais equiparam ao racismo e ao escravagismo.

Em termos puramente filosóficos, esse é um raciocínio consistente, se aceitarmos as premissas consequencialistas de pensadores como Peter Singer, para o qual todos os seres sencientes são dignos de igual consideração. Se há uma hierarquia entre eles, ela é dada pela capacidade de sentir dor e prazer de cada espécie e indivíduo. Um ser humano vale mais que uma lesma; o problema é que os mamíferos, em geral, estão todos mais ou menos no mesmo plano.

Sob essa chave interpretativa, proteger cães em detrimento dos ratos constituiria especismo. Seria o equivalente de, na escravidão, defender a libertação dos nagôs e jejes, mas não dos hauçás e axantis, para citar alguns dos grupos étnicos entre os quais o Brasil fez mais vítimas.

O que a pesquisa Datafolha mostra, no fim das contas, é que as pessoas definitivamente não pensam por meio de categorias filosóficas.

Ao rejeitar a lógica consequencialista com base em emoções, o paulistano revela a principal dificuldade dessa matriz ética, que é exigir um igualitarismo tão forte que se torna desumano. Um consequencialista consequente, afinal, precisaria atribuir ao próprio filho o mesmo valor que dá ao filho de um desconhecido.

Não importa o que digam Singer e a filosofia, nos corações dos paulistanos um cão vale mais do que um rato.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/136412-de-ratos-e-caes.shtml

Admirável mundo novo animal (Canal Ibase)

29/10/2013

Renzo Taddei

Colunista do Canal Ibase

Se avaliada pela repercussão que obteve na imprensa, a libertação dos 178 beagles do Instituto Royal foi um marco histórico. Nem na época do debate sobre a regulamentação do uso de células-tronco tanta gente graduada veio a público defender suas práticas profissionais. O tema está na capa das principais revistas semanais do país. A análise dos argumentos apresentados na defesa do uso de animais como cobaias de laboratório é, no entanto, desanimadora. E o é porque expõe o quanto nossos cientistas estão despreparados para avaliar, de forma ampla, as implicações éticas e morais do que fazem.

Vejamos: no debate aprendemos que há pesquisas para as quais as alternativas ao uso de animais não são adequadas. Aprendemos que muitas das doenças que são hoje de fácil tratamento não o seriam sem os testes feitos em animais; desta forma, muitas vidas humanas foram salvas. (Exemplificando como a razão pode sucumbir à emoção – até mesmo entre os mais aguerridos racionalistas -, um pesquisador da Fiocruz chegou ao desatino de afirmar que os “animais experimentais são grandes responsáveis pela sobrevivência da raça humana no planeta”). Adicionalmente, o fato de cientistas importantes do passado, como Albert Sabin, Carlos Chagas ou Louis Pasteur, terem usado animais como cobaias de laboratório em suas pesquisas mostra que os cientistas, por sua contribuição à humanidade, não podem ser tratados como criminosos. Ainda pior que isso tudo, se o Brasil proibir testes com animais, a ciência brasileira perderá autonomia e competitividade, porque dependerá de resultados de pesquisas feitas em outros países para o seu avanço.

Além do mais, há que se levar o animal em consideração: é consenso entre cientistas de que os animais de laboratório não devem sofrer. Providências foram tomadas nesse sentido, como a criação do Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal, e da obrigatoriedade das instituições terem cada uma sua Comissão de Ética no Uso de Animais, com assento para representante de sociedades protetoras de animais legalmente constituídas. E, finalmente, os “próprios animais” são beneficiados, em razão de como as experiências de laboratório supostamente contribuem com o desenvolvimento da ciência veterinária.

De forma geral, o que temos aí resumido é o seguinte: os animais são coisas, e devem ser usados como tais; ou os animais não são coisas, mas infelizmente devem ser usados como tais. Há algo maior que se impõe (e sobre a qual falarei mais adiante), de forma determinante, de modo que se os animais são ou não são coisas, isso é um detalhe menor, que os cientistas logo aprendem a desprezar em seu treinamento profissional.

Foto: Ruth Elison/Flickr

A ideia de que os animais são coisas é antiga: Aristóteles, em seu livro Política, escrito há dois mil e trezentos anos, afirmou que os animais não são capazes de uso da linguagem e, por essa razão, não são capazes de uma existência ética. Sendo assim, conclui o filósofo, os animais foram criados para servir os humanos. Ideia semelhante está no Gênesis bíblico: “E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra” (Gênesis 1:26). Santo Agostinho e São Tomás de Aquino reafirmam a desconexão entre os animais e Deus. (São Francisco é, na história cristã, claramente um ponto fora da curva). A ideia chegou aos nossos dias praticamente intacta. O Catecismo Católico afirma, em seu parágrafo 2415, que “Os animais, tal como as plantas e os seres inanimados, são naturalmente destinados ao bem comum da humanidade, passada, presente e futura”. A ciência renascentista, através de Descartes e outros autores, fundou o humanismo que a caracteriza sobre essa distinção entre humanos e animais, exacerbando-a: o animal (supostamente) irracional passa a ser entendido como a antítese do humano (supostamente) racional. O tratamento de animais como coisas pela ciência contemporânea tem, desta forma, raízes históricas antigas.

Ocorre, no entanto, que essa ideia se contrapõe à existência cotidiana da maioria da humanidade, em todas as épocas. Em sociedades e culturas não-ocidentais, é comum que se atribua alguma forma de consciência e personalidade “humana” aos animais. Nas sociedades ocidentais, quem tem animal de estimação sabe que estes têm muito mais do que a simples capacidade de sentir dor: são capazes de fazer planos; de interagir entre si e com humanos em tarefas complexas, tomando decisões autônomas; integram-se na ecologia emocional das famílias humanas de forma significativa, construindo maneiras inteligentes de comunicar suas emoções. (Isso sem mencionar como animais humanizados são onipresentes em nosso imaginário cultural, dos desenhos animados infantis aos símbolos de times de futebol, de personagens do folclore popular a blockbusters hollywoodianos). De fato, o contraste entre essa percepção cotidiana e o que sugerem os pensamentos teológico e teórico mencionados acima faz parecer que há racionalização em excesso em tais argumentos. E onde há racionalização demais, ao invés de uma descrição do mundo, o mais provável é que haja uma tentativa de controle da realidade. Ou seja, trata-se mais de um discurso político, que tenta estabilizar relações desiguais de poder, do que qualquer outra coisa (nada de novo, aqui, para as ciências sociais ou para a filosofia da ciência).

É da própria atividade científica, no entanto, que vêm as evidências mais contundentes de que os animais são muito mais do que seres sencientes. No dia 7 de julho de 2012, um grupo de neurocientistas, neurofarmacologistas, neurofisiologistas, neuroanatomistas e cientistas da neurocomputação, reunidos na Universidade de Cambridge, produziu o documento intitulado Manifesto de Cambridge sobre a Consciência, onde se afirma o seguinte: “a ausência de neocortex não parece impedir um organismo de experimentar estados afetivos. Evidências convergentes indicam que animais não-humanos têm os substratos neuroanatômicos, neuroquímicos e neurofisiológicos necessários para a geração de estados conscientes, aliados à capacidade de exibir comportamento intencional. Consequentemente, as evidências indicam que os humanos não são únicos em possuir substratos neurológicos que geram consciência. Animais não-humanos, incluindo todos os mamíferos e aves, e muitas outras criaturas, como os polvos, também possuem tais substratos neurológicos” (tradução livre). O manifesto foi assinado em jantar que contou com a presença de Stephen Hawking. Phillip Low, um dos neurocientistas que redigiu o manifesto, disse em entrevista à revista Veja (edição 2278, 18 jul. 2012): “É uma verdade inconveniente: sempre foi fácil afirmar que animais não têm consciência. Agora, temos um grupo de neurocientistas respeitados que estudam o fenômeno da consciência, o comportamento dos animais, a rede neural, a anatomia e a genética do cérebro. Não é mais possível dizer que não sabíamos”.

Outro grupo de pesquisas com resultados problemáticos para a manutenção de mamíferos em laboratórios vem das ciências que estudam a vida social dos animais, em seus ambientes selvagens. Animais são seres sociais; alguns, como os estudos em primatologia nos mostram, têm sua vida social pautada por dinâmicas políticas complexas, onde os indivíduos não apenas entendem suas relações de parentesco de forma sofisticada, mas também ocupam postos específicos em hierarquias sociais que podem ter quatro níveis de diferenciação. Estudos da Universidade de Princeton  com babuínos mostraram que fêmeas são capazes de induzir uma ruptura política no bando, o que resulta na formação de um novo grupo social. Há muitos outros animais que vivem em sociedades hierárquicas complexas, como os elefantes, por exemplo. Cães, gatos, coelhos e ratos são também, naturalmente, animais sociais, ainda que a complexidade de seus grupos não seja equiparável ao que se vê entre babuínos e elefantes.

Além disso tudo, está amplamente documentado que muitos primatas são capazes de inventar soluções tecnológicas para seus problemas cotidianos – criando ferramentas para quebrar cascas de sementes, por exemplo – e de transmitir o que foi inventado aos demais membros dos grupos; inclusive aos filhotes. Tecnicamente, isso significa que possuem cultura, isto é, vida simbólica. As baleias mudam o “estilo” de seu canto de um ano para o outro, sem que isso tenha causas estritamente biológicas. Segundo o filósofo e músico Bernd M. Scherer, não há como explicar a razão pela qual o canto de um pássaro seja estruturado pela repetição de uma sequência de sons de 1 ou 2 segundos, enquanto outros pássaros cantam em sequências muito mais longas, usando apenas as ideias de marcação de território e atração de fêmeas. Scherer, através de suas pesquisas (que incluem a interação musical, em estilo jazzístico, com pássaros e baleias), está convencido de que há uma dimensão estética presente no canto dos pássaros. Ele afirma, também, que grande parte dos pássaros precisa aprender a cantar, e não nasce com o canto completamente pré-definido geneticamente.

Não há razão para pensar que isso tudo não se aplique também às vacas, porcos e galinhas. Annie Potts, da Universidade de Canterbury, descreve no livro Animals and Society, de Margo DeMello (2012), sua observação da amizade de duas galinhas, Buffy e Mecki, no santuário de galinhas mantido pela pesquisadora. Em determinado momento, Buffy adoeceu, e sua saúde deteriorou-se a ponto de ela não poder mais sair de debaixo de um arbusto. Sua amiga Mecki manteve-se sentada ao seu lado, a despeito de toda a atividade das demais galinhas do santuário, bicando-a suavemente ao redor da face e em suas costas, enquanto emitia sons suaves. Quando Buffy finalmente morreu, Mecki retirou-se para dentro do galinheiro, e por determinado período recusou-se a comer e a acompanhar as outras galinhas em suas atividades. As galinhas são susceptíveis ao luto, conclui Potts.

Quanto mais se pesquisa a existência dos animais – especialmente aves e mamíferos -, mais se conclui que entre eles e nós há apenas diferenças de grau, e não de qualidade. Ambos temos consciência, inteligência, intencionalidade, inventividade, capacidade de improvisação e habilidade no uso de símbolos para a comunicação; ao que parece, os animais não-humanos fazem uso de tais capacidades de forma menos complexa que os humanos, e essa é toda a diferença. Vivemos o momento da descoberta de um admirável mundo novo animal. Nosso mundo tem muito mais subjetividades do que imaginávamos; talvez devêssemos parar de procurar inteligência em outros planetas e começar a olhar mais cuidadosamente ao nosso redor. O problema é que, quando o fazemos, o que vemos não é agradável. Se os animais têm a capacidade de serem sujeitos de suas próprias vidas, como apontam as evidências, ao impedir que o façam os humanos incorrem em ações, no mínimo, eticamente condenáveis.

Voltemos aos argumentos de defesa do uso de animais em laboratórios, citados no início desse texto. A maior parte das razões listadas se funda em razões utilitárias: “assim é mais eficaz; se fizermos de outra forma, perderemos eficiência”. Não se pode fundamentar uma discussão ética sobre pressupostos utilitaristas. Se assim não o fosse, seria aceitável matar um indivíduo saudável para salvar (através da doação de seus órgãos, por exemplo) outros cinco indivíduos doentes. O que boa parte dos cientistas não consegue enxergar é que se trata de um problema que não se resume à dimensão da técnica; trata-se de uma questão política (no sentido filosófico do termo, ou seja, que diz respeito ao problema existencial de seres vivos que coexistem em conflito de interesses).

Mas há outro elemento a pautar, silenciosamente, a lógica da produção científica: a competitividade mercadológica. Na academia, isso se manifesta através do produtivismo exacerbado, onde qualquer alteração metodológica que implique em redução de eficiência no ritmo de pesquisas e publicações encontra resistência. Em laboratórios privados, além da pressa imposta pela concorrência, há a pressão pela redução dos custos de pesquisa. É preciso avançar, a todo custo. Essa percepção do ritmo das coisas parece “natural”, mas não o é: os argumentos falam da colocação em risco das pesquisas que levarão à cura da AIDS ou da criação da vacina para a dengue, como se essas coisas já pré-existissem em algum lugar, e o seu tempo de “descoberta” fosse definido. Isso é uma ficção: não apenas científica, mas também política. As coisas não pré-existem, e o ritmo das coisas não tem nada de “natural”. O tempo é parte da política: é a sociedade quem deve escolher em qual ritmo deve seguir, e é absolutamente legítimo reduzir o ritmo dos avanços técnico-científicos, se as implicações morais para tais avanços forem inaceitáveis.

De todos os cientistas que se pronunciaram nos últimos dias, foi Sidarta Ribeiro, no Estadão do último domingo, o único que colocou, abertamente, o problema de os animais não serem coisas. Mas, para desânimo do leitor, e decepção dos que o admiram, como eu, suas conclusões caíram na vala comum do simplismo burocrático: o problema se resolveu com a criação do aparato burocrático de regulamentação do uso de animais, já mencionado anteriormente, no início desse texto. Ora, se os animais são seres dotados de intencionalidade, inteligência e afeto, e se a plenitude da sua existência depende de vida social complexa, a simples manutenção do seu organismo vivo e (supostamente) sem dor é suficiente para fazer com que eles “não sofram”? Sidarta coloca, de forma acertada, que é preciso atentar para o fato de que coisas muito piores ocorrem na indústria da carne, e também em muitas áreas da existência humana. Mas erra ao criar a impressão de que uma coisa existe em contraposição à outra (algo como “lutem pela humanização dos humanos desumanizados e deixem a ciência em paz”). Todas elas são parte do mesmo problema: a negação do direito a ser sujeito da própria vida. Uma atitude ética coerente implica a não diferenciação de espécie, considerando todos aqueles que efetivamente podem ser sujeitos da própria vida. O resto é escravidão, de animais humanos e não humanos.

Os protocolos de ética em pesquisa com sujeitos humanos foram desenvolvidos após a constatação dos horrores da experimentação médica nazista em judeus. Parece-me inevitável que, em algumas décadas, venhamos a pensar na experimentação com sujeitos-animais em laboratórios com o mesmo sentimento de indignação e horror.

Renzo Taddei é doutor em antropologia pela Universidade de Columbia. É professor da Universidade Federal de São Paulo.

 

A ciência e os beagles (Fórum)

O episódio envolvendo a invasão do Instituto Royal para o resgate de 178 cães da raça beagle até agora gerou mais ruído e discussão sem sentido que oportunidade de reflexão sobre uma questão de enorme importância

30/10/2013 11:51 am

Por Ulisses Capozzoli, no Observatório da Imprensa

O episódio envolvendo a invasão do Instituto Royal para o resgate de 178 cães da raça beagle, em São Roque, a 66 km de São Paulo, ao que tudo indica até agora gerou mais ruído e discussão sem sentido que oportunidade de reflexão sobre uma questão de enorme importância.

A invasão da unidade da empresa e retirada dos animais que serviam de cobaias para experimentos científicos veiculada de maneira um tanto sensacionalista pela mídia até agora só produziu dois blocos antagônicos: um favorável e outro contrário à operação.

A questão, no entanto, é mais complexa e não tem como ser encaminhada de forma promissora com apego, por exemplo, a certa ortodoxia legal, de um lado, e liberdade de ação ilimitada, de outro. Daí a necessidade de uma reflexão mais equilibrada e promissora sobre o caso.

A invasão do Instituto Royal pelos ambientalistas faz sentido de um ponto de vista, digamos, histórico. Mas a operação em si, independentemente de outras consequências, traz riscos que certa ingenuidade dos ambientalistas não considerou.

Vamos a cada uma delas.

Os ambientalistas já haviam estimulado o Ministério Público a se pronunciar sobre a situação da pesquisa com os beagles, mas esse processo, como se sabe, é indesejavelmente lento (Reprodução)

Direito natural

A brutalidade e desamor com animais, especialmente os domésticos e em particular envolvendo cães, tratados pela mídia nos últimos tempos têm sensibilizado toda e qualquer pessoa com um mínimo de percepção e preocupação quanto aos direitos elementares que se deve ter com tudo o que vive: humanos e animais. Nos dois casos, no entanto, o noticiário da TV em horário nobre, e as páginas de jornais e revistas, têm demonstrado a crise de valores em que vivemos e as consequências amplas e complexas dessa situação em termos de violência, brutalidade e desamor.

Animais mutilados, arrastados, presos a carros e motocicletas como forma de punição, espancados como via de liberação de rancor, ódio e outras formas de transgressões patológicas certamente criaram, no conjunto da sociedade, um sentimento de impunidade em relação aos infratores. Sem falar dos odiosos rodeios de espetáculos grotestos, como as chamadas “festas de peão boiadeiro”, cópias precárias do que ocorre no Texas, nos Estados Unidos, e disseminadas pelo país como cogumelos que brotam em qualquer lugar.

Da mesma forma, os relatos de cães que aguardam fielmente pelo retorno de seus donos mortos e que jamais retornarão (caso de um mecânico e de um tratador, entre outros) sensibilizam e sugerem que os animais podem ser mais sensíveis e “generosos” que boa parte dos humanos.

Certamente esse tipo de procedimento esteve presente na decisão dos ambientalistas em invadir a sede do Instituto Royal e liberar os 178 beagles utilizados em experimentos científicos exatamente por serem dóceis e gentis no trato.

Os advogados do instituto alegam que a empresa tinha autorização legal para realizar pesquisas com os animais e que, portanto, os ambientalistas são raivosos, inconsequentes e especialmente criminosos, neste último caso por mais de uma razão. A verdade, no entanto, é que o fato de o Instituto Royal dispor de licença para pesquisa com os beagles é, certamente, uma situação necessária mas não suficiente – e exatamente neste ponto pode estar o núcleo fundamental de toda a questão.

Isso significa que o instituto, seguramente informado do inconformismo dos ambientalistas (nada disso ocorre da noite para o dia sem certa fermentação de ânimos), deveria ter tratado a questão mais cientificamente e, o que significa dizer com mais responsabilidade e eficiência.

E isso não aconteceu.

O Instituto Royal deveria ter convidado um grupo de representante dos ambientalistas, com participação do Ministério Público, para conhecer e discutir a situação dos animais.

E isso não aconteceu.

Os ambientalistas já haviam estimulado o Ministério Público a se pronunciar sobre a situação da pesquisa com os beagles, mas esse processo, como se sabe, é indesejavelmente lento, burocrático e, em boa parte dos casos, absolutamente frustrante. Então, se o Instituto Royal não teve procedimento devido (procedimento científico, pode se dizer) para lidar com o entorno social em sua sede de pesquisa com animais, é preciso que isso seja formalmente reconhecido e que o instituto seja responsabilizado por isso.

E, certamente, o mais importante que apenas a responsabilização do Instituto Royal por isso: que o reconhecimento dessa situação seja capaz de criar um ambiente novo e promissor em relação ao uso de animais como cobaias na produção de medicamentos para humanos.

Pode-se, como defendem alguns, dispensar inteiramente o uso de cobaias vivas nesse tipo de investigação científica?

A resposta, aqui, está muito longe de um puro “sim” ou “não”. É mais complexa e desafiadora. E exatamente por isso deve ser analisada num contexto mais amplo e sempre com a preocupação de evitar, de forma crescente, o uso dessas cobaias vivas.

As razões para isso são de diversas ordens e uma delas é o elementar direito natural de os animais poderem viver de forma digna, da mesma forma que os humanos, ainda que ambos, homens e animais, partilhem neste momento de um mundo violento, insensível e aparentemente sem muita perspectiva de mudança no futuro imediato.

História emblemática

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) liberou, semana passada, uma nota para a mídia condenando a invasão do Instituto Royal pelos ambientalistas e isso foi aproveitado pela empresa para se passar por vítima de truculência por parte dos ambientalistas.

Na verdade, a nota da SBPC não foi uma iniciativa muito inteligente, porque foi unilateral, restrita e para ser claro: ortodoxa e formal. Para posicionar-se devidamente num caso como este, a respeitabilíssima SBPC teria a obrigação de fazer uma reflexão mais ampla e colocar a questão na dimensão necessária.

E isso não aconteceu.

Quanto aos ambientalistas, invadindo o laboratório como fizeram, poderiam (ou podem) ter sido vítima de contaminações de que, provavelmente, sequer suspeitaram quando se decidiram pela iniciativa. Essa é uma situação ameaçadora que não pode ser desconsiderada nem em relação ao grupo invasor, nem em termos de saúde pública.

Também o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp (ex-presidente da SBPC) teve uma fala aparentemente mal humorada com jornalistas, quando se referiu a esse acontecimento e condenou de forma unilateral a invasão dos ambientalistas para liberar os 178 beagles cobaia do Instituto Royal. O ministro Raupp, uma pessoa afável, brilhante e com julgamento criterioso e por isso mesmo equilibrado (eu o conheço há tempos e convivi profissionalmente com ele tanto no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o Inpe, quanto na própria SBPC), soou autoritário e excludente em sua fala.

E isso foi uma grande pena.

O ministro disse que o momento de se debater o uso ou não de animais como cobaias em laboratórios já havia ficado para trás e com isso desqualificou sumariamente os ambientalistas.

Os fatos, no entanto, em casos como esse, não são definitivos da mesma forma que, em ciência, as coisas também podem não ser definitivas. Uma teoria científica, por exemplo, só pode ser aceita se for refutável – e isso significa que o destino de uma teoria científica é literalmente o de viver na corda bamba.

Numa noite da semana passada, o âncora de um canal de TV aberta e popular se meteu a comentar o caso da invasão do Instituto Royal, aparentemente encorajado pela sumária nota liberada pela SBPC. O fato, no entanto, é que o pobre homem mal sabia do que falava, em um discurso superficial, obscuro, desinformado e por isso mesmo com todo potencial para aumentar a confusão sem lançar uma única semente com possibilidade de frutificar uma perspectiva mais inteligente, necessária e mais bem fundamentada, envolvendo todos os protagonistas de uma história emblemática como a liberação dos 178 pequenos beagles do Instituto Royal em São Roque.

***Ulisses Capozzoli, jornalista especializado em divulgação científica, é mestre e doutor em ciências pela Universidade de São Paulo e editor de Scientific American Brasil

Ainda não há opção a macaco, dizem cientistas (Folha de S.Paulo)

JC e-mail 4846, de 31 de outubro de 2013

Reportagem da Folha repercute entrevista com Esper Kallás, da Faculdade de Medicina da USP

Até agora, não há alternativa aos uso dos macacos para checar se novos tratamentos contra o HIV são seguros o suficiente para serem testados em humanos, segundo Esper Kallás, da Faculdade de Medicina da USP.

Em breve, uma vacina contra o HIV desenvolvida no Brasil começará a ser aplicada em macacos resos no Instituto Butantan.

Michel Nussenzweig, da Universidade Rockefeller, que usa macacos resos em seus estudos, afirma que animais não devem ser usados em pesquisas quando há alternativas.

“Não acho que animais devam ser usados para testar cosméticos. Só quando não houver escolha e quando a pesquisa tem a chance de beneficiar as pessoas.”

O roubo de 178 beagles do Instituto Royal, em São Roque, há quase duas semanas, trouxe o tema da pesquisa em animais à tona. O laboratório usava as cobaias para estudos com medicamentos contra câncer, entre outros.

“Infelizmente, não teria outra forma de fazer esse estudo [sobre HIV] sem os macacos. Levo isso muito a sério. Não podemos abusar dos animais. Tentamos criar as condições mais humanas possíveis durante os testes.”

Segundo Kallás, pesquisador nenhum gosta de sacrificar animais, mas é preciso pesar custo e benefício.

“São 35 milhões de pessoas com HIV no mundo. Até hoje, quantos macacos foram usados em pesquisas? Um número infinitamente menor. Ninguém gosta de testar macaco. Mas quais são as prioridades da saúde pública brasileira e mundial?”

O professor de imunologia da USP, que realiza pesquisas com seres humanos, afirma que a regulamentação brasileira já é bem rigorosa para os testes com animais e com pessoas.

Para ele, a demora na aprovação dos testes clínicos chega a ser excessiva. “O rigor aqui é maior do que lá fora. Acabamos sofrendo com isso, demoro um ano e meio para aprovar um teste clínico.”

Kallás afirma que quem faz pesquisa no Brasil hoje está “esmagado” entre o debate da sociedade sobre o uso de cobaias e a burocracia necessária para aprovar os testes.

“Esses movimentos [contra pesquisa em animais] já aconteceram na Europa e nos EUA há 20 anos. Sempre tem alguém que acha que salvar um coelho é mais importante do que salvar uma pessoa.”

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cienciasaude/136538-ainda-nao-ha-opcao-a-macaco-dizem-cientistas.shtml

An interview with Alan Greenspan (FT)

October 25, 2013 10:41 am

By Gillian Tett

Six years on from the start of the credit crisis, the former US Federal Reserve chairman is prepared to admit that he got it wrong – at least in part

Alan Greenspan©Stefan Ruiz

Acouple of years ago I bumped into Alan Greenspan, the former chairman of the US Federal Reserve, in the lofty surroundings of the Aspen Institute Ideas Festival. As we chatted, the sprightly octogenarian declared that he was becoming interested in social anthropology – and wanted to know what books to read.

“Anthropology?” I retorted, in utter amazement. It appeared to overturn everything I knew (and criticised) about the man. Greenspan, after all, was somebody who had trained as an ultraorthodox, free-market economist and was close to Ayn Rand, the radical libertarian novelist. He was (in) famous for his belief that the best way to run an economy was to rely on rational actors competing in open markets. As Fed chair, he seemed to worship mathematical models and disdain “soft” issues such as human culture.

But Greenspan was serious; he wanted to venture into new intellectual territory, he explained. And that reflected a far bigger personal quest. Between 1987 and 2006, when he led the Fed, Greenspan was highly respected. Such was his apparent mastery over markets – and success in delivering stable growth and low inflation – that Bob Woodward, the Washington pundit, famously described him as a “maestro”. Then the credit crisis erupted in 2007 and his reputation crumbled, with critics blaming him for the bubble. Greenspan denied any culpability. But in late 2008, he admitted to Congress that the crisis had exposed a “flaw” in his world view. He had always assumed that bankers would act in ways that would protect shareholders – in accordance with free-market capitalist theory – but this presumption turned out to be wrong.

In the months that followed, Greenspan started to question and explore many things – including the unfamiliar world of anthropology and psychology. Hence our encounter in Aspen.

Was this just a brief intellectual wobble, I wondered? A bid for sympathy from a man who had gone from hero to zero in investors’ eyes? Or was it possible that a former “maestro” of free markets could change his mind about how the world worked? And if so, what does that imply for the discipline of economics, let alone Greenspan’s successors in the policy making world – such as Janet Yellen, nominated as the new head of the Fed?

Earlier this month I finally got a chance to seek some answers when I stepped into a set of bland, wood-panelled offices in the heart of Washington. Ever since Greenspan left the imposing, marble-pillared Fed, this suite has been his nerve centre. He works out of a room dubbed the “Oval Office” due to its shape. It is surprisingly soulless: piles of paper sit on the windowsill next to a bust of Abraham Lincoln. One flash of colour comes from a lurid tropical beach scene that he has – somewhat surprisingly – installed as a screen saver.

“If you are not going to have numbers on your screen, you might as well have something nice to look at,” he laughs, spreading his large hands expansively in the air. Then, just in case I might think that he is tempted to slack off at the age of 87, he stresses that “I do play tennis twice a week – but my golf game is in the soup. I haven’t had time to get out.” Or, it seems, daydream on a beach. “I get so engaged when I have a problem you cannot solve, that I just cannot break away from what I am doing – I keep thinking and thinking and cannot stop.”

The task that has kept him so busy is his new book, The Map and the Territory,published this month and a successor to an earlier memoir, The Age of Turbulence.To the untrained eye, this title might seem baffling. But to Greenspan, the phrase is highly significant. For what his new manuscript essentially does is explain his intellectual journey since 2007. Most notably it shows why he now thinks that the “map” that he (and many others) once used to analyse finance is incomplete – and what this means for anyone wanting to navigate today’s economic “territory”.

Greenspan in the 'Oval Office' of his Washington workplace©Stefan RuizGreenspan in the ‘Oval Office’ of his Washington workplace

This is not quite the mea culpa that some people who are angry about the credit bubble would like to see. Greenspan is a man who built his career by convincing people that he was correct. Born in New York to a family of east European Jewish ancestry, he trained as an economist and, before he was appointed by Ronald Reagan to run the Fed, was an economic consultant on Wall Street (interspersed with a brief spell working for the Nixon administration). This background once made him lauded; today it seems more of a liability, at least in the eyes of the political left. “Before [2007] I was embarrassed by the adulation – they made me a rock star,” he says. “But I knew then that I was being praised for something I didn’t really do. So after, when I got hammered, it kind of balanced out, since I don’t think I deserved the criticism either … I am a human so I feel it but not as much as some.”

Yet in one respect, at least, Greenspan has had a change of heart: he no longer thinks that classic orthodox economics and mathematical models can explain everything. During the first six decades of his career, he thought – or hoped – that Homo economicus was a rational being and that algorithms could forecast behaviour. When he worked on Wall Street he loved creating models and when he subsequently joined the Fed he believed the US central bank was brilliantly good at this. “The Fed model was as advanced as you could possibly get it,” he recalls. “All the new concepts with every theoretical advance was embodied in that model – rational expectations, monetarism, all sorts of sophisticated means of thinking about how the economy worked. The Fed has 250 [economic] PhDs in that division and they are all very smart.”

And yet in September 2008, this pride was shattered when those venerated models suddenly stopped working. “The whole period upset my view of how the world worked – the models failed at a time when we needed them most … and the failure was uniform,” he recalls, shaking his head. “JPMorgan had the American economy accelerating three days before [the collapse of Lehman Brothers] – their model failed. The Fed model failed. The IMF model failed. I am sure the Goldman model also missed it too.

“So that left me asking myself what has happened? Are we living in an unreal world which has a model which is supposed to replicate the economy but gets caught out by one of the most extraordinary events in history?”

Shocked, Greenspan spent the subsequent months trying to answer his own question. He crunched and re-crunched his beloved algorithms, scoured the data and tested his ideas. It was not the first time he had engaged in intellectual soul-searching: in his youth he had once ascribed to intellectual positivism, until Rand, the libertarian, persuaded him those ideas were wrong. However, this was more radical. Greenspan was losing faith in “the presumption of neoclassical economics that people act in rational self-interest”. “To me it suddenly seemed that the whole idea of taking the maths as the basis of pricing that system failed. The whole structure of risk evaluation – what they call the ‘Harry Markowitz approach’ – failed,” he observes, referring to the influential US economist who is the father of modern portfolio management. “The rating agency failed completely and financial services regulation failed too.”

But if classic models were no longer infallible, were there alternative ways to forecast an economy? Greenspan delved into behavioural economics, anthropology and psychology, and the work of academics such as Daniel Kahneman. But those fields did not offer a magic wand. “Behavioural economics by itself gets you nowhere and the reason is that you cannot create a macro model based on just [that]. To their credit, behavioural economists don’t [even] claim they can,” he points out.

Alan Greenspan with Ayn Rand©GettyIn 1974 with friend and inspiration, the writer Ayn Rand

But as the months turned into years, Greenspan slowly developed a new intellectual framework. This essentially has two parts. The first half asserts that economic models still work in terms of predicting behaviour in the “real” economy: his reading of past data leaves him convinced that algorithms can capture trends in tangible items like inventories. “In the non-financial part of the system [rational economic theory] works very well,” he says. But money is another matter: “Finance is wholly different from the rest the economy.” More specifically, while markets sometimes behave in ways that models might predict, they can also become “irrational”, driven by animal spirits that defy maths.

Greenspan partly blames that on the human propensity to panic. “Fear is a far more dominant force in human behaviour than euphoria – I would never have expected that or given it a moment’s thought before but it shows up in the data in so many ways,” he says. “Once you get that skewing in [statistics from panic] it creates the fat tail.” The other crucial issue is what economists call “leverage” (more commonly dubbed “debt”). When debt in an economy is low, then finance is “neutral” in economic terms and can be explained by models, Greenspan believes. But when debt explodes, this creates fragility – and that panic. “The very nature of finance is that it cannot be profitable unless it is significantly leveraged … and as long as there is debt there can be failure and contagion.”

A cynic might complain that it is a pity Greenspan did not spot that “flaw” when he was running the Fed and leverage was exploding. He admits that he first saw how irrational finance could become as long ago as the 1950s and 1960s when he briefly tried, as a young New York economist, to trade commodity markets. Back then he thought he could predict cotton values “from the outside, looking at supply-demand forces”. But when he actually “bought a seat in the market and did a lot of trading” he discovered that rational logic did not always rule. “There were a couple of guys in that exchange who couldn’t tell a hide from copper sheeting but they made a lot of money. Why? They weren’t trading a commodity but human nature … and there is something about human nature which is not rational.”

Half-a-century later, when Greenspan was running the Fed, he had seemingly come to assume that markets would always “self-correct”, in a logical manner. Thus he did not see any reason to prick bubbles or control excessive exuberance by government fiat. “If bubbles are not leveraged, they can be highly disruptive to the wealth of people who own assets but there are not really any secondary consequences,” he explains, pointing out that the stock market bubble of the late 1980s and tech bubble of the late 1990s both deflated – without real economic damage. “It is only when you have leverage that a collapse in values becomes so contagious.”

Of course, the tragedy of the noughties credit bubble was that this bout of exuberance – unlike 1987 or 2001 – did involve leverage on a massive scale. Greenspan, for his part, denies any direct culpability for this. Though critics have carped that he cut rates in 2001, and thus created easy money, he points out that from 2003 onwards the Fed, and other central banks, were diligently raising interest rates. But even “when we raised [official] rates, long-term rates went down – bond prices were very high”, he argues, blaming this “conundrum” on the fact that countries such as China were experiencing “a huge increase in savings, all of which spilled into the developed world and the global bond market at that time”. But whatever the source of this leverage, one thing is clear: Greenspan, like his critics, now agrees that this tidal wave of debt meant that classic economic theory became impotent to forecast how finance would behave. “We have a system of finance which is far too leveraged – [the models] cannot work in this context.”

So what does that mean for institutions such as the Fed? When I arrived to interview Greenspan, the television screens were filled with the face of Yellen. What advice would he give her? Should she rip up all the Fed’s sophisticated models? Hire psychologists or anthropologists instead?

Alan Greenspan with former US President George W. Bush©Chuck KennedyMay 2004. Greenspan is nominated as Fed chairman for an unprecedented fifth term by President George W. Bush

For the first time during our two-hour conversation, Greenspan looks nonplussed. “It never entered my mind – it’s almost too presumptuous of me to say. I haven’t thought about it.” Really? I press him. He shakes his head vigorously. And then he slides into diplomatic niceties. One unspoken, albeit binding, rule of central banking is that the current and former incumbents of the top jobs never criticise each other in public. “Yellen is a great economist, a wonderful person,” he insists.

But tact cannot entirely mask Greenspan’s deep concern that six years after the leverage-fuelled crisis, there is even more debt in the global financial system and even easier money due to quantitative easing. And later he admits that the Fed faces a “brutal” challenge in finding a smooth exit path. “I have preferences for rates which are significantly above where they are,” he observes, admitting that he would “hardly” be tempted to buy long-term bonds at their current rates. “I run my own portfolio and I am not long [ie holding] 30-year bonds.”

But even if Greenspan is wary of criticising quantitative easing, he is more articulate about banking. Most notably, he is increasingly alarmed about the monstrous size of the debt-fuelled western money machine. “There is a very tricky problem we don’t know how to solve or even talk about, which is an inexorable rise in the ratio of finance and financial insurance as a ratio of gross domestic income,” he says. “In the 1940s it was 2 per cent of GDP – now it is up to 8 per cent. But it is a phenomenon not indigenous to the US – it is everywhere.

“You would expect that with the 2008 crisis, the share of finance in the economy would go down – and it did go down for a while. But then it bounced back despite the fact that finance was held in such terrible repute! So you have to ask: why are the non-financial parts of the economy buying these services? Honestly, I don’t know the answer.”

What also worries Greenspan is that this swelling size has gone hand in hand with rising complexity – and opacity. He now admits that even (or especially) when he was Fed chairman, he struggled to track the development of complex instruments during the credit bubble. “I am not a neophyte – I have been trading derivatives and things and I am a fairly good mathematician,” he observes. “But when I was sitting there at the Fed, I would say, ‘Does anyone know what is going on?’ And the answer was, ‘Only in part’. I would ask someone about synthetic derivatives, say, and I would get detailed analysis. But I couldn’t tell what was really happening.”

This last admission will undoubtedly infuriate critics. Back in 2005 and 2006, Greenspan never acknowledged this uncertainty. On the contrary, he kept insisting that financial innovation was beneficial and fought efforts by other regulators to rein in the more creative credit products emerging from Wall Street. Even today he remains wary of government control; he does not want to impose excessive controls on derivatives, for example.

But what has changed is that he now believes banks should be forced to hold much thicker capital cushions. More surprising, he has come to the conclusion that banks need to be smaller. “I am not in favour of breaking up the banks but if we now have such trouble liquidating them I would very reluctantly say we would be better off breaking up the banks.” He also thinks that finance as a whole needs to be cut down in size. “Is it essential that the division of labour [in our economy] requires an ever increasing amount of financial insight? We need to make sure that the services that non-financial services buy are not just ersatz or waste,” he observes with a wry chuckle.

Alan Greenspan with wife Andrea Mitchell©GettyIn 2004 with wife Andrea Mitchell

There is a profound irony here. In some senses, Greenspan remains an orthodox pillar of ultraconservative American thought: The Map and the Territory rails against fiscal irresponsibility, the swelling social security budget and the entitlement culture. And yet he, like his leftwing critics, now seems utterly disenchanted with Wall Street and the extremities of free-market finance – never mind that he championed them for so many years.

Perhaps this just reflects an 87-year-old man who is trying to make sense of the extreme swings in his reputation. I prefer to think, though, that it reflects a mind that – to his credit – remains profoundly curious, even after suffering this rollercoaster ride. When I say to him that I greatly admire his spirit of inquiry – even though I disagree with some conclusions – he immediately peppers me with questions. “Tell me what you disagree with – please. I really want to hear,” he insists, with a smile that creases his craggy face. As someone who never had children, his books now appear to be his real babies; the only other subject which inspires as much passion is when I mention his adored second wife, Andrea Mitchell, the television journalist.

But later, after I have left, it occurs to me that the real key to explaining the ironies and contradictions that hang over Greenspan is that he has – once again – unwittingly become a potent symbol of an age. Back in the days of the “Great Moderation” – the period of reduced economic volatility starting in the 1980s – most policy makers shared his sunny confidence in 20th-century progress. There was a widespread assumption that a mixture of free market capitalism, innovation and globalisation had made the world a better place. Indeed, it was this very confidence that laid the seeds of disaster. Today, however, that certainty has crumbled; the modern political and economic ecosystem is marked by a culture of doubt and cynicism. Nobody would dare call Yellen “maestro” today; not when the Fed (and others) are tipping into such uncharted territory. This delivers some benefits: Greenspan himself now admits this pre-2007 confidence was an Achilles heel. “Beware of success in policy,” he observes, laughing. “A stable, moderately growing, non-inflationary environment will create a bubble 100 per cent of the time.”

But a world marked by profound uncertainty is also a deeply disconcerting and humbling place. Today there are no easy answers or straightforward heroes or villains, be that among economists, anthropologists or anyone else. Perhaps the biggest moral of The Map and the Territory is that in a shifting landscape, we all need to keep challenging our assumptions and prejudices. And not just at the age of 87.

gillian.tett@ft.com; ‘The Map and the Territory: Risk, Human Nature, and the Future of Forecasting‘ by Alan Greenspan is published by Penguin.

 

Animais, plantas, natureza: os direitos do meio ambiente. Entrevista com Philippe Descola (Unisinos)

Por Marino Niola

Philippe Descola herdou a cátedra de Lévi-Strauss em Paris. E conta como a disciplina está evoluindo: “Há muitas formas de vida. Temos que levar isso em conta”. Em alguns países, a proteção e o respeito pelos recursos vitais foram incluídos na Constituição. É preciso aprender a coabitar.

A antropologia de Lévi-Strauss era uma grande teoria sobre o ser humano. A antropologia de hoje, ao contrário, deve ir além do humano. O ser humano sozinho não lhe basta mais. Porque natureza e cultura são uma só coisa. Sociedade e meio ambiente, uma só casa. As neurociências, a etologia, a genética, a ecologia falam claramente. Nós, bípedes, com o dom da palavra, não somos o umbigo do mundo, mas sim parte da vida, quer gostemos ou não.

Philippe Descola sorri maliciosamente. Ele assumiu o lugar de Lévi-Strauss na cátedra de antropologia mais prestigiada do planeta. A do Collège de France. Tudo aqui ainda fala do mestre que revolucionou as ciências do ser humano. Livros, estantes, objetos exóticos descritos precisamente em Tristes Trópicos. “Obviamente, eu não sou o herdeiro de Claude Lévi-Strauss, mas só o seu sucessor”, explica, com bom humor.

Eis a entrevista.

Um homem que tinha uma imensa e preciosa erudição, de savant de outros tempos.

E que não é mais de hoje. A sua análise dos mitos é um virtuosismo acrobático. Obras como O Pensamento Selvagem e O cru e o cozido são o produto de um talento pessoal muito próximo ao de um artista. Ele era capaz de se lembrar de um fragmento de um conto japonês lido 20 anos antes e de conectá-lo aos mitos dos nativos da América ou da Grécia que ele estudava naquele momento. Ou a um acorde da tetralogia de Wagner.

Lévi-Strauss fez da antropologia um dos grandes saberes do século XX. Ele demonstrou que, por trás das diferenças entre as culturas, há analogias escondidas que permitem remeter a miríade de diversidades a poucas leis gerais, comuns a todos os seres humanos.

Ele tratava as diferenças entre as culturas como variações de um mesmo tema musical. E a sua grande lição é que a tarefa da antropologia é ir além das diferenças superficiais, além da etnografia, para alcançar aquilo que nos torna todos igualmente humanos.

Ou até todos seres vivos. Humanos e não humanos. Nisso, Lévi-Strauss antecipou aquele sentimento de unidade entre sociedade e natureza, que envolve milhões de cidadãos globais. Não é por acaso que o senhor preferiu rebatizar a sua cátedra como “Antropologia e natureza”, tornando-se assim continuador do Lévi-Strauss mais atual e profético.

O fato é que os homens não estão sozinhos no palco da humanidade. E o resto, aquilo que normalmente se chama de natureza ou meio ambiente, não é propriedade nossa, nem uma projeção nossa, muito menos um simples recurso à disposição do nosso desenvolvimento. As outras criaturas, animais, plantas, minerais, também são coinquilinos do mundo. Não são coisas ou formas de vida, mas sim verdadeiros agentes sociais, que têm os mesmos direitos que os seres humanos. E muitas vezes características em comum, que não são meramente biológicas, mas até culturais. É por isso que hoje a antropologia não pode mais se limitar ao ser humano, mas deve estender o seu olhar a todos os seres com os quais interagimos e convivemos.

E, além disso, a nossa ideia de natureza é relativamente recente.

Ela começa a se desenvolver só no século XVII, no início da modernidade, quando o mundo foi dividido em duas partes. De um lado, o universo das convenções e das regras, ou seja, a cultura. De outro, o mundo dos fenômenos e das leis da natureza.

De um lado, a pessoa humana, de outro, as não pessoas, isto é, todo o resto. Mas, desse modo, o ser vivo é cortado em dois e separados de uma parte de si mesmo. Essa foi a concepção que legitimou a dominação e a exploração do ser humano, assim como da natureza?

Certamente. Além de tudo isso, essa oposição entre cultura e natureza, entre ser humano e as outras criaturas, não é nem universal. Muitos povos não a compartilham. Basta pensar no primeiro capítulo da nova Constituição do Equador, que protege precisamente os direitos da natureza, em que a natureza, diferentemente de nós, aparece como uma espécie de pessoa viva. Justamente como a Pachamama, a mãe terra das religiões mesoamericanas.

Não por acaso, o presidente boliviano, Evo Morales, e uma cúpula latino-americana reconheceram que os ecossistemas enquanto tais têm direitos. Um modo diferente de sistematizar os problemas, que, também à luz de dramas como o do Chifre da África, deveria começar a influenciar a agenda política planetária, especialmente em matéria de bens comuns.

Em muitos países do mundo, é inconcebível que os recursos vitais sejam privatizados. A própria ideia de que existe um mercado dos bens de subsistência é um caso excepcional na história da humanidade. Aristóteles, na Crematística, a ciência da riqueza, já punha em questão a legitimidade da compra e venda dos bens indispensáveis para a sobrevivência. O que é interessante é que hoje cada vez mais pessoas tomam consciência do fato de que alguns recursos são intocáveis, porque não pertencem só aos seres humanos, mas a todos os seres vivos. E até ao conjunto dos ecossistemas inteiros.

Isto é, ao planeta na sua totalidade indivisível, na sua integridade vital que também nos compreende, enquanto nascidos da terra.

Nesse sentido, a antropologia tem uma tarefa importante, que é a de apresentar outros modelos de humanidade. Mostrar de que modo as outras civilizações enfrentaram e resolveram problemas análogos aos nossos.

Quais são as três grandes urgências do nosso tempo?

Ecologia, tecnologia e coexistência com as outras civilizações. Três questões que podem ser resumidas em uma, isto é, como fazer com que todos os ocupantes do planeta coabitem, sem muitos danos, renúncias e conflitos. E se não se chegar a isso, haverá uma catástrofe. Ambiental, demográfica e informática.

Por que informática?

Porque deveremos ser inundados por uma avalanche de informações cada vez mais incontroláveis, incongruentes, perigosas.

Também seremos inundados por montanhas de lixo digital, enfim. Mas a política lhe parece estar à altura da tarefa?

Infelizmente não. Hoje, eu vejo uma grande pusilanimidade nos políticos e nos vários G7 ou G20. Não possuem coragem e imaginação. Estão sempre atrasados com relação à realidade. Também porque subestimam o papel da cultura nas elaboração das políticas sociais e ambientais. E, frequentemente, não se vai muito além de alguns pequenos pensamentos politicamente corretos sobre a necessidade do diálogo entre as culturas. Mas não acredito nisso, verdadeiramente.

As pessoas comuns parecem acreditar nisso cada vez mais. Os movimentos que agitam o mundo neste período, que parecem fatos separados, não são talvez os sintomas de um novo sentido comum?

Sim, cada vez mais pessoas estão conscientes de que o modelo de desenvolvimento que tem governado o mundo nestes últimos dois séculos está se desfazendo. Eu diria que esses movimentos são exercícios no futuro, os primeiros passos para uma nova democracia global.

Scientists Eye Longer-Term Forecasts of U.S. Heat Waves (Science Daily)

Oct. 27, 2013 — Scientists have fingerprinted a distinctive atmospheric wave pattern high above the Northern Hemisphere that can foreshadow the emergence of summertime heat waves in the United States more than two weeks in advance.

This map of air flow a few miles above ground level in the Northern Hemisphere shows the type of wavenumber-5 pattern associated with US drought. This pattern includes alternating troughs (blue contours) and ridges (red contours), with an “H” symbol (for high pressure) shown at the center of each of the five ridges. High pressure tends to cause sinking air and suppress precipitation, which can allow a heat wave to develop and intensify over land areas. (Credit: Image courtesy Haiyan Teng.)

The new research, led by scientists at the National Center for Atmospheric Research (NCAR), could potentially enable forecasts of the likelihood of U.S. heat waves 15-20 days out, giving society more time to prepare for these often-deadly events.

The research team discerned the pattern by analyzing a 12,000-year simulation of the atmosphere over the Northern Hemisphere. During those times when a distinctive “wavenumber-5” pattern emerged, a major summertime heat wave became more likely to subsequently build over the United States.

“It may be useful to monitor the atmosphere, looking for this pattern, if we find that it precedes heat waves in a predictable way,” says NCAR scientist Haiyan Teng, the lead author. “This gives us a potential source to predict heat waves beyond the typical range of weather forecasts.”

The wavenumber-5 pattern refers to a sequence of alternating high- and low-pressure systems (five of each) that form a ring circling the northern midlatitudes, several miles above the surface. This pattern can lend itself to slow-moving weather features, raising the odds for stagnant conditions often associated with prolonged heat spells.

The study is being published next week in Nature Geoscience. It was funded by the U.S. Department of Energy, NASA, and the National Science Foundation (NSF), which is NCAR’s sponsor. NASA scientists helped guide the project and are involved in broader research in this area.

Predicting a lethal event

Heat waves are among the most deadly weather phenomena on Earth. A 2006 heat wave across much of the United States and Canada was blamed for more than 600 deaths in California alone, and a prolonged heat wave in Europe in 2003 may have killed more than 50,000 people.

To see if heat waves can be triggered by certain large-scale atmospheric circulation patterns, the scientists looked at data from relatively modern records dating back to 1948. They focused on summertime events in the United States in which daily temperatures reached the top 2.5 percent of weather readings for that date across roughly 10 percent or more of the contiguous United States. However, since such extremes are rare by definition, the researchers could identify only 17 events that met such criteria — not enough to tease out a reliable signal amid the noise of other atmospheric behavior.

The group then turned to an idealized simulation of the atmosphere spanning 12,000 years. The simulation had been created a couple of years before with a version of the NCAR-based Community Earth System Model, which is funded by NSF and the Department of Energy.

By analyzing more than 5,900 U.S. heat waves simulated in the computer model, they determined that the heat waves tended to be preceded by a wavenumber-5 pattern. This pattern is not caused by particular oceanic conditions or heating of Earth’s surface, but instead arises from naturally varying conditions of the atmosphere. It was associated with an atmospheric phenomenon known as a Rossby wave train that encircles the Northern Hemisphere along the jet stream.

During the 20 days leading up to a heat wave in the model results, the five ridges and five troughs that make up a wavenumber-5 pattern tended to propagate very slowly westward around the globe, moving against the flow of the jet stream itself. Eventually, a high-pressure ridge moved from the North Atlantic into the United States, shutting down rainfall and setting the stage for a heat wave to emerge.

When wavenumber-5 patterns in the model were more amplified, U.S. heat waves became more likely to form 15 days later. In some cases, the probability of a heat wave was more than quadruple what would be expected by chance.

In follow-up work, the research team turned again to actual U.S. heat waves since 1948. They recognized that some historical heat wave events are indeed characterized by a large-scale circulation pattern that indicated a wavenumber-5 event.

Extending forecasts beyond 10 days

The research finding suggests that scientists are making progress on a key meteorological goal: forecasting the likelihood of extreme events more than 10 days in advance. At present, there is very limited skill in such long-term forecasts.

Previous research on extending weather forecasts has focused on conditions in the tropics. For example, scientists have found that El Niño and La Niña, the periodic warming and cooling of surface waters in the central and eastern tropical Pacific Ocean, are correlated with a higher probability of wet or dry conditions in different regions around the globe. In contrast, the wavenumber-5 pattern does not rely on conditions in the tropics. However, the study does not exclude the possibility that tropical rainfall could act to stimulate or strengthen the pattern.

Now that the new study has connected a planetary wave pattern to a particular type of extreme weather event, Teng and her colleagues will continue searching for other circulation patterns that may presage extreme weather events.

“There may be sources of predictability that we are not yet aware of,” she says. “This brings us hope that the likelihood of extreme weather events that are damaging to society can be predicted further in advance.”

The University Corporation for Atmospheric Research manages the National Center for Atmospheric Research under sponsorship by the National Science Foundation. Any opinions, findings and conclusions, or recommendations expressed in this release are those of the author(s) and do not necessarily reflect the views of the National Science Foundation.

Journal Reference:

  1. Haiyan Teng, Grant Branstator, Hailan Wang, Gerald A. Meehl, Warren M. Washington. Probability of US heat waves affected by a subseasonal planetary wave patternNature Geoscience, 2013; DOI: 10.1038/ngeo1988

Will U.S. Hurricane Forecasting Models Catch Up to Europe’s? (National Geographic)

Photo of a satellite view of Hurricane Sandy on October 28, 2012.

A satellite view of Hurricane Sandy on October 28, 2012.

Photograph by Robert Simmon, ASA Earth Observatory and NASA/NOAA GOES Project Science team

Willie Drye

for National Geographic

Published October 27, 2013

If there was a bright spot amid Hurricane Sandy’s massive devastation, including 148 deaths, at least $68 billion in damages, and the destruction of thousands of homes, it was the accuracy of the forecasts predicting where the storm would go.

Six days before Sandy came ashore one year ago this week—while the storm was still building in the Bahamas—forecasters predicted it would make landfall somewhere between New Jersey and New York City on October 29.

They were right.

Sandy, which had by then weakened from a Category 2 hurricane to an unusually potent Category 1, came ashore just south of Atlantic City, a few miles from where forecasters said it would, on the third to last day of October.

“They were really, really excellent forecasts,” said University of Miami meteorologist Brian McNoldy. “We knew a week ahead of time that something awful was going to happen around New York and New Jersey.”

That knowledge gave emergency management officials in the Northeast plenty of time to prepare, issuing evacuation orders for hundreds of thousands of residents in New Jersey and New York.

Even those who ignored the order used the forecasts to make preparations, boarding up buildings, stocking up on food and water, and buying gasoline-powered generators.

But there’s an important qualification about the excellent forecasts that anticipated Sandy’s course: The best came from a European hurricane prediction program.

The six-day-out landfall forecast arrived courtesy of a computer program known as the European Centre for Medium-range Weather Forecasting (ECMWF), which is based in England.

Most of the other models in use at the National Hurricane Center in Miami, including the U.S. Global Forecast System (GFS), didn’t start forecasting a U.S. landfall until four days before the storm came ashore. At the six-day-out mark, that model and others at the National Hurricane Center had Sandy veering away from the Atlantic Coast, staying far out at sea.

“The European model just outperformed the American model on Sandy,” says Kerry Emanuel, a meteorologist at Massachusetts Institute of Technology.

Now, U.S. weather forecasting programmers are working to close the gap between the U.S. Global Forecast System and the European model.

There’s more at stake than simple pride. “It’s to our advantage to have two excellent models instead of just one,” says McNoldy. “The more skilled models you have running, the more you know about the possibilities for a hurricane’s track.”

And, of course, the more lives you can save.

Data, Data, Data

The computer programs that meteorologists rely on to predict the courses of storms draw on lots of data.

U.S. forecasting computers and their European counterparts rely on radar that provides information on cloud formations and the rotation of a storm, on orbiting satellites that show precisely where a storm is, and on hurricane-hunter aircraft that fly into storms to collect wind speeds, barometric pressure readings, and water temperatures.

Hundreds of buoys deployed along the Atlantic and Gulf coasts, meanwhile, relay information about the heights of waves being produced by the storm.

All this data is fed into computers at the National Centers for Environmental Prediction at Camp Springs, Maryland, which use it to run the forecast models. Those computers, linked to others at the National Hurricane Center, translate the computer models into official forecasts.

The forecasters use data from all computer models—including the ECMWF—to make their forecasts four times daily.

Forecasts produced by various models often diverge, leaving plenty of room for interpretation by human forecasters.

“Usually, it’s kind of a subjective process as far as making a human forecast out of all the different computer runs,” says McNoldy. “The art is in the interpretation of all of the computer models’ outputs.”

There are two big reasons why the European model is usually more accurate than U.S. models. First, the European Centre for Medium-range Weather Forecasting model is a more sophisticated program that incorporates more data.

Second, the European computers that run the program are more powerful than their U.S. counterparts and are and able to do more calculations more quickly.

“They don’t have any top-secret things,” McNoldy said. “Because of their (computer) hardware, they can implement more sophisticated code.”

A consortium of European nations began developing the ECMWF in 1976, and the model has been fueled by a series of progressively more powerful supercomputers in England. It got a boost when the European Union was formed in 1993 and member states started contributing taxes for more improvements.

The ECMWF and the GFS are the two primary models that most forecasters look at, said Michael Laca, producer of TropMet, a website that focuses on hurricanes and other severe weather events.

Laca said that forecasts and other data from the ECMWF are provided to forecasters in the U.S. and elsewhere who pay for the information.

“The GFS, on the other hand, is freely available to everyone, and is funded—or defunded—solely through (U.S.) government appropriations,” Laca said.

And since funding for U.S. research and development is subject to funding debates in Congress, U.S. forecasters are “in a hard position to keep pace with the ECMWF from a research and hardware perspective,” Laca said.

Hurricane Sandy wasn’t the first or last hurricane for which the ECMWF was the most accurate forecast model. It has consistently outperformed the GFS and four other U.S. and Canadian forecasting models.

Greg Nordstrom, who teaches meteorology at Mississippi State University in Starkville, said the European model provided much more accurate forecasts for Hurricane Isaac in August 2012 and for Tropical Storm Karen earlier this year.

“This doesn’t mean the GFS doesn’t beat the Euro from time to time,” he says.  “But, overall, the Euro is king of the global models.”

McNoldy says the European Union’s generous funding of research and development of their model has put it ahead of the American version. “Basically, it’s a matter of resources,” he says. “If we want to catch up, we will. It’s important that we have the best forecasting in the world.”

European developers who work on forecasting software have also benefited from better cooperation between government and academic researchers, says MIT’s Emanuel.

“If you talk to (the National Oceanic and Atmospheric Administration), they would deny that, but there’s no real spirit of cooperation (in the U.S.),” he says. “It’s a cultural problem that will not get fixed by throwing more money at the problem.”

Catching Up Amid Chaos

American computer models’ accuracy in forecasting hurricane tracks has improved dramatically since the 1970s. The average margin of error for a three-day forecast of a hurricane’s track has dropped from 500 miles in 1972 to 115 miles in 2012.

And NOAA is in the middle of a ten-year program intended to dramatically improve the forecasting of hurricanes’ tracks and their likelihood to intensify, or become stronger before landfall.

One of the project’s centerpieces is the Hurricane Weather Research and Forecasting model, or HWRF. In development since 2007, it’s similar to the ECMWF in that it will incorporate more data into its forecasting, including data from the GFS model.

Predicting the likelihood that a hurricane will intensify is difficult. For a hurricane to gain strength, it needs humid air, seawater heated to at least 80ºF, and no atmospheric winds to disrupt its circulation.

In 2005, Hurricane Wilma encountered those perfect conditions and in just 30 hours strengthened from a tropical storm with peak winds of about 70 miles per hour to the most powerful Atlantic hurricane on record, with winds exceeding 175 miles per hour.

But hurricanes are as delicate as they are powerful. Seemingly small environmental changes, like passing over water that’s slightly cooler than 80ºF or ingesting dryer air, can rapidly weaken a storm. And the environment is constantly changing.

“Over the next five years, there may be some big breakthrough to help improve intensification forecasting,” McNoldy said. “But we’re still working against the basic chaos in the atmosphere.”

He thinks it will take at least five to ten years for the U.S. to catch up with the European model.

MIT’s Emanuel says three factors will determine whether more accurate intensification forecasting is in the offing: the development of more powerful computers that can accommodate more data, a better understanding of hurricane intensity, and whether researchers reach a point at which no further improvements to intensification forecasting are possible.

Emanuel calls that point the “prediction horizon” and says it may have already been reached: “Our level of ignorance is still too high to know.”

Predictions and Responses

Assuming we’ve not yet hit that point, better predictions could dramatically improve our ability to weather hurricanes.

The more advance warning, the more time there is for those who do choose to heed evacuation orders. Earlier forecasting would also allow emergency management officials more time to provide transportation for poor, elderly, and disabled people unable to flee on their own.

More accurate forecasts would also reduce evacuation expenses.

Estimates of the cost of evacuating coastal areas before a hurricane vary considerably, but it’s been calculated that it costs $1 million for every mile of coastline evacuated. That includes the cost of lost commerce, wages and salaries by those who leave, and the costs of actual evacuating, like travel and shelter.

Better forecasts could reduce the size of evacuation areas and save money.

They would also allow officials to get a jump on hurricane response.  The Federal Emergency Management Administration tries to stockpile relief supplies far enough away from an expected hurricane landfall to avoid damage from the storm but near enough so that the supplies can quickly be moved to affected areas afterwards.

More reliable landfall forecasts would help FEMA position recovery supplies closer to where they’ll be.

Whatever improvements are made, McNoldy warns that forecasting will never be foolproof. However dependable, he said, “Models will always be imperfect.”

The cultures endangered by climate change (PLOS)

Posted: September 9, 2013

By Greg Downey

The Bull of Winter weakens

In 2003, after decades of working with the Viliui Sakha, indigenous horse and cattle breeders in the Vilyuy River region of northeastern Siberia, anthropologist Susan Crate began to hear the local people complain about climate change:

My own “ethnographic moment” occurred when I heard a Sakha elder recount the age-old story of Jyl Oghuha (the bull of winter). Jyl Oghuha’s legacy explains the 100o C annual temperature range of Sakha’s subarctic habitat. Sakha personify winter, the most challenging season for them, in the form of a white bull with blue spots, huge horns, and frosty breath. In early December this bull of winter arrives from the Arctic Ocean to hold temperatures at their coldest (-60o to -65o C; -76o to -85o F) for December and January. Although I had heard the story many times before, this time it had an unexpected ending… (Crate 2008: 570)

Lena Pillars, photo by Maarten Takens (CC BY SA)

Lena Pillars, photo by Maarten Takens (CC BY SA)

This Sakha elder, born in 1935, talked about how the bull symbolically collapsed each spring, but also its uncertain future:

The bull of winter is a legendary Sakha creature whose presence explains the turning from the frigid winter to the warming spring. The legend tells that the bull of winter, who keeps the cold in winter, loses his first horn at the end of January as the cold begins to let go to warmth; then his second horn melts off at the end of February, and finally, by the end of March, he loses his head, as spring is sure to have arrived. It seems that now with the warming, perhaps the bull of winter will no longer be. (ibid.)

Crate found that the ‘softening’ of winter disrupted the Sakha way of life in a number of ways far less prosaic. The winters were warmer, bringing more rain and upsetting the haying season; familiar animals grew less common and new species migrated north; more snow fell, making hunting more difficult in winter; and when that snow thawed, water inundated their towns, fields, and countryside, rotting their houses, bogging down farming, and generally making life more difficult. Or, as a Sakha elder put it to Crate:

I have seen two ugut jil (big water years) in my lifetime. One was the big flood in 1959 — I remember canoeing down the street to our kin’s house. The other is now. The difference is that in ‘59 the water was only here for a few days and now it does not seem to be going away. (Sakha elder, 2009; in Crate 2011: 184).

(Currently, Eastern Russia is struggling with unprecedented flooding along the Chinese border, and, in July, unusual forest fires struck areas of the region that were permafrost.) As I write this, the website CO2 Now reports that the average atmospheric CO2 level for July 2013 at the Mauna Loa Observatory was 397.23 parts per million, slightly below the landmark 400+ ppm levels recorded in May. The vast majority of climate scientists now argue, not about whether we will witness anthropogenic atmospheric change, but how much and how quicklythe climate will change. Will we cross potential ‘tipping points’, when feedback dynamics accelerate the pace of warming?

While climate science might be controversial with the public in the US (less so here in Australia and among scientists), the effects on human populations are more poorly understood and unpredictable, both by the public and scientists alike. Following on from Wendy Foden and colleagues’ piece in the PLOS special collection proposing a method to identify the species at greatest risk (Foden et al. 2013), I want to consider how we might identify which cultures are at greatest risk from climate change.

Will climate change threaten human cultural diversity, and if so, which groups will be pushed to the brink most quickly? Are groups like the Viliui Sakha at the greatest risk, especially as we know that climate change is already affecting the Arctic and warming may be exaggerated there? And what about island groups, threatened by sea level changes? Who will have to change most and adapt because of a shifting climate? Daniel Lende (2013: 496) has suggested that anthropologists need to put our special expertise to work in public commentary, and in the area of climate change, these human impacts seem to be one place where that expertise might be most useful.

The Sakha Republic

The Sakha Republic where the Viliui Sakha live is half of Russia’s Far Eastern Federal District, a district that covers an area almost as large as India, twice the size of Alaska. Nevertheless, fewer than one million people live there, spread thinly across the rugged landscape. The region contains the coldest spot on the planet, the Verkhoyansk Range, where the average January temperature —average — is around -50O, so cold that it doesn’t matter whether that’s Fahrenheit or Celsius.

The area that is now the Sakha Republic was first taken control by Tsarist Russia in the seventeenth century, a tax taken from the local people in furs. Many early Russian migrants to the region adopted Sakha customs. Both the Tsars and the later Communist governors exiled criminals to the region, which came to be called Yakutia; after the fall of the Soviet Union, the Russian Federation recognised the Sakha Republic. The Sakha, also called Yakuts, are the largest group in the area today; since the fall of the Soviets, many of the ethnic Russian migrants have left.

Verkhoyansk Mountains, Sakha Republic, by Maarten Takens, CC (BY SA).

Verkhoyansk Mountains, Sakha Republic, by Maarten Takens, CC (BY SA).

Sakha speakers first migrated north into Siberia as reindeer hunters, mixing with and eventually assimilating the Evenki, a Tungus-speaking group that lived there nomadically. Then these nomadic groups were later assimilated or forced further north by more sedentary groups of Sakha who raised horses and practiced more intensive reindeer herding and some agriculture (for more information see Susan Crate’s excellent discussion, ‘The Legacy of the Viliui Reinfeer-Herding Complex’ at Cultural Survival). The later migrants forced those practicing the earlier, nomadic reindeer-herding way of life into the most remote and rugged pockets of the region. By the first part of the twentieth century, Crate reports, the traditional reindeer-herding lifestyle was completely replaced in the Viliui watershed, although people elsewhere in Siberia continued to practice nomadic lifestyles, following herds of reindeer.

Today the economy of the Sakha Republic relies heavily on mining: gold, tin, and especially diamonds. Almost a quarter of all diamonds in the world — virtually all of Russia’s production — comes from Sakha. The great Udachnaya pipe, a diamond deposit just outside the Arctic circle, is now the third deepest open pit mine in the world, extending down more than 600 meters.

A new project promises to build a pipeline to take advantage of the massive Chaynda gas field in Sakha, sending the gas eastward to Vladivostok on Russia’s Pacific coast (story in the Siberia Times). The $24 billion Gazprom pipeline, which President Putin’s office says he wants developed ‘within the tightest possible timescale’, would mean that Russia would not have to sell natural gas exclusively through Europe, opening a line for direct delivery into the Pacific.

The Sakha have made the transition to the post-Soviet era remarkably well, with a robust economy and a political system that seems capable of balancing development and environmental safeguards (Crate 2003). But after successfully navigating a political thaw, will the Sakha, and other indigenous peoples of the region, fall victim to a much more literal warming?

The United Nations on indigenous people and climate change

This past month, we celebrated the International Day of the World’s Indigenous People (9 August). From 2005 to 2014, the United Nations called for ‘A Decade for Action and Dignity.’ The focus of this year’s observance is ‘Indigenous peoples building alliances: Honouring treaties, agreements and other constructive arrangements’ (for more information, here’s the UN’s website). According to the UN Development Programme, the day ‘presents an opportunity to honour diverse indigenous cultures and recognize the achievements and valuable contributions of an estimated 370 million indigenous peoples.’

The UN has highlighted the widespread belief that climate change will be especially cruel to indigenous peoples:

Despite having contributed the least to GHG [green house gas], indigenous peoples are the ones most at risk from the consequences of climate change because of their dependence upon and close relationship with the environment and its resources. Although climate change is regionally specific and will be significant for indigenous peoples in many different ways, indigenous peoples in general are expected to be disproportionately affected. Indigenous communities already affected by other stresses (such as, for example, the aftermath of resettlement processes), are considered especially vulnerable. (UN 2009: 95)

The UN’s report, State of the World’s Indigenous People, goes on to cite the following specific ‘changes or even losses in the biodiversity of their environment’ for indigenous groups, that will directly threaten aspects of indigenous life:

  • the traditional hunting, fishing and herding practices of indigenous peoples, not only in the Arctic, but also in other parts of the world;

  • the livelihood of pastoralists worldwide;

  • the traditional agricultural activities of indigenous peoples living in mountainous regions;

  • the cultural and ritual practices that are not only related to specific species or specific annual cycles, but also to specific places and spiritual sites, etc.;

  • the health of indigenous communities (vector-borne diseases, hunger, etc.);

  • the revenues from tourism. (ibid.: 96)

For example, climate change has been linked to extreme drought in Kenya where the Maasai, pastoral peoples, find their herds shrinking and good pasture harder and harder to find. For the Kamayurá in the Xingu region of Brazil, less rain and warmer water have decimated fish stocks in their river and made cassava cultivation a hit and miss affair; children are reduced to eating ants on flatbread to stave off hunger.

The UN report touches on a number of different ecosystems where the impacts of climate change will be especially severe, singling out the Arctic:

The Arctic region is predicted to lose whole ecosystems, which will have implications for the use, protection and management of wildlife, fisheries, and forests, affecting the customary uses of culturally and economically important species and resources. Arctic indigenous communities—as well as First Nations communities in Canada—are already experiencing a decline in traditional food sources, such as ringed seal and caribou, which are mainstays of their traditional diet. Some communities are being forced to relocate because the thawing permafrost is damaging the road and building infrastructure. Throughout the region, travel is becoming dangerous and more expensive as a consequence of thinning sea ice, unpredictable freezing and thawing of rivers and lakes, and the delay in opening winter roads (roads that can be used only when the land is frozen). (ibid.: 97)

Island populations are also often pointed out as being on the sharp edge of climate change (Lazrus 2012). The award-winning film, ‘There Once Was an Island,’ focuses on a community in the Pacific at risk from a rise in the sea level. As a website for the film describes:

Takuu, a tiny atoll in Papua New Guinea, contains the last Polynesian culture of its kind.  Facing escalating climate-related impacts, including a terrifying flood, community members Teloo, Endar, and Satty, take us on an intimate journey to the core of their lives and dreams. Will they relocate to war-ravaged Bougainville – becoming environmental refugees – or fight to stay? Two visiting scientists investigate on the island, leading audience and community to a greater understanding of climate change.

Similarly, The Global Mail reported the island nation of Kiribati was likely to become uninhabitable in coming decades, not simply because the islands flood but because patterns of rainfall shift and seawater encroaches on the coastal aquifer, leaving wells saline and undrinkable.

Heather Lazrus (2012: 288) reviews a number of other cases:

Low-lying islands and coastal areas such as the Maldives; the Marshall Islands; the Federated States of Micronesia, Kiribati, and Tuvalu; and many arctic islands such as Shishmaref… and the small islands in Nunavut… may be rendered uninhabitable as sea levels rise and freshwater resources are reduced.

Certainly, the evidence from twentieth century cases in which whole island populations were relocated suggests that the move can be terribly disruptive, the social damage lingering long after suitcases are unpacked.

Adding climate injury to cultural insult

In fact, even before average temperatures climbed or sea levels rose, indigenous groups were already at risk and have been for a while. By nearly every available measure, indigenous peoples’ distinctive lifeways and the globe’s cultural diversity are threatened, not so much by climate, but by their wealthier, more technologically advanced neighbours, who often exercise sovereignty over them.

If we take language diversity as an index of cultural distinctiveness, for example, linguist Howard Krauss (1992: 4) warned in the early 1990s that a whole range of languages were either endangered or ‘moribund,’ no longer being learned by new speakers or young people. These moribund languages, Krauss pointed out, would inevitably die with a speaker who had already been born, an individual who would someday be unable to converse in that language because there would simply be no one else to talk to:

The Eyak language of Alaska now has two aged speakers; Mandan has 6, Osage 5, Abenaki-Penobscot 20, and Iowa has 5 fluent speakers. According to counts in 1977, already 13 years ago, Coeur d’Alene had fewer than 20, Tuscarora fewer than 30, Menomini fewer than 50, Yokuts fewer than 10. On and on this sad litany goes, and by no means only for Native North America. Sirenikski Eskimo has two speakers, Ainu is perhaps extinct. Ubykh, the Northwest Caucasian language with the most consonants, 80-some, is nearly extinct, with perhaps only one remaining speaker. (ibid.)

Two decades ago, Krauss went on to estimate that 90% of the Arctic indigenous languages were ‘moribund’; 80% of the Native North American languages; 90% of Aboriginal Australian languages (ibid.: 5). Although the estimate involved a fair bit of guesswork, and we have seen some interesting evidence of ‘revivals’, Krauss suggested that 50% of all languages on earth were in danger of disappearing.

The prognosis may not be quite as grim today, but the intervening years have confirmed the overall pattern. Just recently, The Times of India reported that the country has lost 20% of its languages since 1961 — 220 languages disappeared in fifty years, with the pace accelerating. The spiffy updated Ethnologue website, based upon a more sophisticated set of categories and more precise accounting, suggests that, of the 7105 languages that they recognise globally, around 19% are ‘moribund’ or in worse shape, while another 15% are shrinking but still being taught to new users (see Ethnologue’s discussion of language status here  and UNESCO’s interactive atlas of endangered languages).

Back in 2010, I argued that the disappearance of languages was a human rights issue, not simply the inevitable by-product of cultural ‘evolution’, economic motivations, and globalisation (‘Language extinction ain’t no big thing?’ – butbeware as my style of blogging has changed a lot since then). Few peoples voluntarily forsake their mother tongues; the disappearance of a language or assimilation of a culture is generally not a path strode by choice, but a lessor-of-evils choice when threatened with chronic violence, abject poverty, and marginalisation.

I’ve also written about the case of ‘uncontacted’ Indians on the border of Brazil and Peru, where Western observers sometimes assume that indigenous peoples assimilate because they seek the benefits of ‘modernization’ when, in fact, they are more commonly the victims of exploitation and violent displacement. Just this June, a group of Mashco-Piro, an isolated indigenous group in Peru that has little contact with other societies, engaged in a tense stand-off at the Las Piedras river, a tributary of the Amazon. Caught on video, they appeared to be trying to contact or barter with local Yine Indians at a ranger station. Not only have this group of the Mashco-Piro fought in previous decades with loggers, but they now find that low-flying planes are disturbing their territory in search of natural gas and oil. (Globo Brasil also released footage taken in 2011 by officials from Brazil’s National Indian Foundation, FUNAI, of the Kawahiva, also called the Rio Pardo Indians, an isolated group from Mato Grosso state.)

In 1992, Krauss pleaded with fellow scholars to do something about the loss of cultural variation, lest linguistics ‘go down in history as the only science that presided obliviously over the disappearance of 90% of the very field to which it is dedicated’ (1992: 10):

Surely, just as the extinction of any animal species diminishes our world, so does the extinction of any language. Surely we linguists know, and the general public can sense, that any language is a supreme achievement of a uniquely human collective genius, as divine and endless a mystery as a living organism. Should we mourn the loss of Eyak or Ubykh any less than the loss of the panda or California condor? (ibid.: 8)

The pace of extinction is so quick that some activists, like anthropologist and attorney David Lempert (2010), argue that our field needs to collaborate on the creation of a cultural ‘Red Book,’ analogous to the Red Book for Endangered Species. Anthropologists may fight over the theoretical consequences of reifying cultures, but the political and legal reality is that even states with laws on the books to protect cultural diversity often have no clear guidelines as to what that entails.

But treating cultures solely as fragile victims of climate change misrepresents how humans will adapt to climate change. Culture is not merely a fixed tradition, calcified ‘customs’ at risk from warming; culture is also out adaptive tool, the primary way in which our ancestors adapted to such a great range of ecological niches in the first place and we will continue to adapt into the future. And this is not the first time that indigenous groups have confronted climate change.

Culture as threatened, culture as adaptation

One important stream of research in the anthropology of climate change shows very clearly that indigenous cultures are quite resilient in the face of environmental change. Anthropologist Sarah Strauss of the University of Wyoming has cautioned that, if we only focus on cultural extinction from climate change as a threat, we may miss the role of culture in allowing people toaccommodate wide variation in the environment:

People are extraordinarily resilient. Our cultures have allowed human groups to colonize the most extreme reaches of planet Earth, and no matter where we have gone, we have contended with both environmental and social change…. For this reason, I do not worry that the need to adapt to new and dramatic environmental changes (those of our own making, as well as natural occurrences like volcanoes) will drive cultures—even small island cultures—to disappear entirely.  (Strauss 2012: n.p. [2])

A number of ethnographic cases show how indigenous groups can adapt to severe climatic shifts. Crate (2008: 571), for example, points out that the Sakha adapted to a major migration northward, transforming a Turkic culture born in moderate climates to suit their new home. Kalaugher (2010) also discusses the Yamal Nenets, another group of Siberian nomads, who adapted to both climate change and industrial encroachment, including the arrival of oil and gas companies that fouled waterways and degraded their land (Survival International has a wonderful photo essay about the Yamal Nenets here.). A team led by Bruce Forbes of the University of Lapland, Finland, found:

The Nenet have responded by adjusting their migration routes and timing, avoiding disturbed and degraded areas, and developing new economic practices and social interaction, for example by trading with workers who have moved into gas villages in the area. (article here)

Northeast Science Station, Cherskiy, Sakha Republic, by David Mayer, CC (BY NC SA).

Northeast Science Station, Cherskiy, Sakha Republic, by David Mayer, CC (BY NC SA).

But one of the most amazing stories about the resilience and adaptability of the peoples of the Arctic comes from Wade Davis, anthropologist and National Geographic ‘explorer in residence.’ In his wonderful TED presentation, ‘Dreams from endangered cultures,’ Davis tells a story he heard on a trip to the northern tip of Baffin Island, Canada:

…this man, Olayuk, told me a marvelous story of his grandfather. The Canadian government has not always been kind to the Inuit people, and during the 1950s, to establish our sovereignty, we forced them into settlements. This old man’s grandfather refused to go. The family, fearful for his life, took away all of his weapons, all of his tools. Now, you must understand that the Inuit did not fear the cold; they took advantage of it. The runners of their sleds were originally made of fish wrapped in caribou hide. So, this man’s grandfather was not intimidated by the Arctic night or the blizzard that was blowing. He simply slipped outside, pulled down his sealskin trousers and defecated into his hand. And as the feces began to freeze, he shaped it into the form of a blade. He put a spray of saliva on the edge of the shit knife, and as it finally froze solid, he butchered a dog with it. He skinned the dog and improvised a harness, took the ribcage of the dog and improvised a sled, harnessed up an adjacent dog, and disappeared over the ice floes, shit knife in belt. Talk about getting by with nothing.

… and there’s nothing more than I can say after ‘… and disappeared over the ice floes, shit knife in belt’ that can make this story any better…

Climate change in context

The problem for many indigenous cultures is not climate change alone or in isolation, but the potential speed of that change and how it interacts with other factors, many human-induced: introduced diseases, environmental degradation, deforestation and resource depletion, social problems such as substance abuse and domestic violence, and legal systems imposed upon them, including forced settlement and forms of property that prevent movement. As Strauss explains:

Many researchers… see climate change not as a separate problem, in fact, but rather as an intensifier, which overlays but does not transcend the rest of the challenges we face; it is therefore larger in scale and impact, perhaps, but not entirely separable from the many other environmental and cultural change problems already facing human societies. (Strauss 2012: n.p. [2])

One of the clearest examples of these intensifier effects is the way in which nomadic peoples, generally quite resilient, lose their capacity to adapt when they are prevented from moving. The Siberian Yamal Nenets makes this clear:

“We found that free access to open space has been critical for success, as each new threat has arisen, and that institutional constraints and drivers were as important as the documented ecological changes,” said Forbes. “Our findings point to concrete ways in which the Nenets can continue to coexist as their lands are increasingly fragmented by extensive natural gas production and a rapidly warming climate.” (Kalaugher 2010)

With language loss in India, it’s probably no coincidence that, ‘Most of the lost languages belonged to nomadic communities scattered across the country’ (Times of India).

In previous generations, if climate changed, nomadic groups might have migrated to follow familiar resources or adopt techniques from neighbours who had already adapted to forces novel to them. An excellent recent documentary series on the way that Australian Aboriginal people have adapted to climate change on our continent — the end of an ice age, the extinction of megafauna, wholesale climate change including desertification — is a striking example (the website for the series, First Footprints, is excellent).

Today, migration is treated by UN officials and outsiders as ‘failure to adapt’, as people who move fall under the new rubric of ‘climate refugees’ (Lazrus 2012: 293). Migration, instead of being recognised as an adaptive strategy, is treated as just another part of the diabolical problem. (Here in Australia, where refugees on boats trigger unmatched political hysteria, migration from neighbouring areas would be treated as a national security problem rather than an acceptable coping strategy.)

For the most part, the kind of migration that first brought the Viliui Sakha to northeastern Siberia is no longer possible. As the Yamal Nenets, for example, migrate with their herds of reindeer, the come across the drills, pipelines, and even the Obskaya-Bovanenkovo railway – the northern-most railway line in the world – all part of Gazprom’s ‘Yamal Megaproject.’  Endangered indigenous groups are hemmed in on all sides, surviving only in geographical niches that were not attractive to their dominant neighbours, unsuitable for farming. AsElisabeth Rosenthal wrote in The New York Times:

Throughout history, the traditional final response for indigenous cultures threatened by untenable climate conditions or political strife was to move. But today, moving is often impossible. Land surrounding tribes is now usually occupied by an expanding global population, and once-nomadic groups have often settled down, building homes and schools and even declaring statehood.

For the Kamayurá, for example, eating ants instead of fish in Brazil’s Xingu National Park, they are no longer surrounded by the vast expanse of the Amazon and other rivers where they might still fish; the park is now surrounded by ranches and farms, some of which grow sugarcane to feed Brazil’s vast ethanol industry or raise cattle to feed the world’s growing appetite for beef.

Now, some of these indigenous groups find themselves squarely in the path of massive new resource extraction projects with nowhere to go, whether that’s in northern Alberta, eastern Peru, Burma, or remnant forests in Indonesia. That is, indigenous peoples have adapted before to severe climate change; but how much latitude (literally) do these groups now have to adapt if we do not allow them to move?

In sum, indigenous people are often not directly threatened by climate change alone; rather, they are pinched between climate change and majority cultures who want Indigenous peoples’ resources while also preventing them from adapting in familiar ways. The irony is that the dynamic driving climate change is attacking them from two sides: the forests that they need, the mountains where they keep their herds, and the soil under the lands where they live are being coveted for the very industrial processes that belch excess carbon into the atmosphere.

It’s hard not to be struck by the bitter tragedy that, in exchange for the resources to which we are addicted, we offer them assimilation. If they get out of the way so that we can drill out the gas or oil under their land or take their forests, we will invite them in join in our addiction (albeit, as much poorer addicts on the fringes of our societies, if truth be told). They have had little say in the process, or in our efforts to mitigate the process. We assume that our technologies and ways of life are the only potential cure for the problems created by these very technologies and ways of life.

In 2008, for example, Warwick Baird, Director of the Native Title Unit of the Australian Human Rights and Equal Opportunity Commission, warned that the shift to an economic mode of addressing climate change abatement threatened to further sideline indigenous people:

Things are moving fast in the world of climate change policy and the urgency is only going to get greater. Yet Indigenous peoples, despite their deep engagement with the land and waters, it seems to me, have little engagement with the formulation of climate change policy little engagement in climate change negotiations ­ and little engagement in developing and applying mitigation and adaptation strategies. They have not been included. Human rights have not been at the forefront. (transcript of speech here)

The problem then is not that indigenous populations are especially fragile or unable to adapt; in fact, both human prehistory and history demonstrate that these populations are remarkably resilient. Rather, many of these populations have been pushed to the brink, forced to choose between assimilation or extinction by the unceasing demands of the majority cultures they must live along side. The danger is not that the indigenous will fall off the precipice, but rather that the flailing attempts of the resource-thirsty developed world toavoid inevitable culture change — the necessary move away from unsustainable modes of living — will push much more sustainable lifeways over the edge into the abyss first.

Links

Inuit Knowledge and Climate Change (54:07 documentary).
Isuma TV, network of Inuit and Indigenous media producers.

Inuit Perspectives on Recent Climate Change, Skeptical Science, by Caitlyn Baikie, an Inuit geography student at Memorial University of Newfoundland.

Images

The Lena Pillars by Maarten Takens, CC licensed (BY SA). Original at Flickr:http://www.flickr.com/photos/takens/8512871877/

Verkhoyansk Mountains, Sakha Republic, by Maarten Takens, CC licensed (BY SA). Original at Flickr:http://www.flickr.com/photos/35742910@N05/8582017913/in/photolist-e5n5W6-dVQQHP-dYfGe4-dWzA7s-dW8maK-89CRTd-89zppv-7yp2ht-8o9NBd-89CBRs-dWNM2R-8SLQrQ

Northeast Science Station in late July 2012. Cherskiy, Sakha Republic, Russia, by David Mayer, CC licensed (BY NC SA). Original at Flickr:http://www.flickr.com/photos/56778570@N02/8760624135/in/photolist-em9ukH-dSXQnN

References

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Crate, S. 2008. Gone the Bull of Winter? Grappling with the Cultural Implications of and Anthropology’s Role(s) in Global Climate Change. Current Anthropology 49(4): 569-595. doi: 10.1086/529543. Stable URL:http://www.jstor.org/stable/10.1086/529543

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