September 3, 20264:32 PM ET
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This year’s Super El Niño has brought unprecedented weather to Rio de Janeiro. Unaccustomed to tornado-strength winds, the city found an unusual partner to combat the weather: a spiritual adviser.
Transcript
SCOTT DETROW, HOST:
Scientists expect this year’s El Nino climate pattern to be far stronger than previous ones. They’re calling it a Super El Nino. In Rio de Janeiro, Brazil, the government is getting ready. It’s not only employing meteorologists, but also a unique specialist, a spiritual adviser, as Catherine Osborn reports.
CATHERINE OSBORN, BYLINE: Rio de Janeiro is not used to tornado strength winds, but in late July, they tore through the city. Silvana Pereira watched the chaos unfold downtown.
SILVANA PEREIRA: (Non-English language spoken).
OSBORN: “It was horrible. Trees were dancing all over the place,” says the 47-year-old hotdog vendor. “I’ve never seen anything like it in my life.” As a huge tree smashed atop a taxi, she recorded the scene on her phone.
(SOUNDBITE OF ARCHIVED RECORDING)
PEREIRA: (Non-English language spoken).
OSBORN: “It fell on top of the car,” she narrates, trembling with fear. Across the city, dozens more uprooted trees blocked roads, and a power failure shut down the subway, snarling commutes.
EDUARDO CAVALIERE: What happened two weeks ago was an extreme event, probably intensified because of both El Nino, climate change and so on.
OSBORN: Rio’s mayor, Eduardo Cavaliere, says the tropical city is used to strong weather, especially extreme heat. But the El Nino climate pattern makes it worse, like when one hit in 2023 and an overheated woman died at a concert here. After that, the city created an extreme heat warning system. Now it’s expanding its alerts to warn about extreme wind.
(SOUNDBITE OF WIND GUSTING)
OSBORN: On highly windy days, it sends cellphone alerts, warning people to move indoors and avoid trees. But now Rio’s government is looking beyond meteorologists too. In this city, where diverse faiths have long flourished, the officials have also turned to a group of spiritual advisers. They come from a faith tradition called Spiritism followed by millions of Brazilians. This particular group is led by a female medium who claims she communicates with an Indigenous spirit known as the coral snake chief. She shows him when meteorologists forecast dangerous conditions. It’s then believed the chief can summon opposing winds to neutralize bad weather. The medium doesn’t give interviews, but I reached her spokesman, Osmar Santos.
OSMAR SANTOS: (Non-English language spoken).
OSBORN: “We don’t charge any fees for our contracts,” he says. Instead, the group asks Rio’s government to take concrete steps to prevent climate disasters like preserving forests. While contracting spiritual weather advisers may seem outside of the box, it’s not the first time this group has been called on. Santos claims it’s helped keep the rain away during Rio’s famous Carnival parades, and celebrities have also sought them out, including, allegedly, former U.S. first lady Nancy Reagan. Rio’s mayor, Eduardo Cavaliere, says the city isn’t abandoning science.
CAVALIERE: So we have data, images, videos, information from a lot of different departments, all of them in the same place.
OSBORN: At a recent press event inside Rio’s operations center, Cavaliere enthusiastically showed off giant control panels that helped prepare for high winds. But he wasn’t as thrilled when I asked about the spiritual adviser’s role.
The prefeitura also made a partnership with the Cacique Cobra Coral Foundation.
CAVALIERE: Oh, my God.
OSBORN: He declined to discuss details, but he suggested the partnership honors local traditions.
CAVALIERE: I am very proud as a mayor of Rio to support and defend science, to have faith in God and to respect traditions of my people.
OSBORN: According to scholars, faith can help raise awareness about climate change. After all, many religious leaders, like the pope, speak up about the issue, says Brazilian anthropologist Renzo Taddei, who studied the coral snake chief medium.
RENZO TADDEI: Spirituality and science may engage with one another in productive ways.
OSBORN: Especially in a city like Rio de Janeiro, he says, faith and science can move in tandem. For NPR News, I’m Catherine Osborn.
(SOUNDBITE OF MUSIC)
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Segundo o secretário-geral adjunto da Organização Mundial de Meteorologia (OMM), Jeremiah Lengoasa, aquecimento das águas equatoriais do Oceano Pacífico, na altura do Peru e do Equador, provocará a formação de nuvens que tendem a ser arrastadas pelos ventos na direção contrária a América do Sul; fenômeno deve manter seca em SP em 2015
Precipitation outlook for winter 2011-12, showing the likelihood of below average precipitation in Texas and other drought-stricken states.

COMENTÁRIOS
5 comentários em “Fenômeno “El Niño” deve prolongar seca em SP”
Os comentários aqui postados expressam a opinião
dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247
Wilians 28.10.2014 às 14:51
Eu e minha familia alugamos nossa casa em São Paulo e mudamos para o sertão da Bahia. Aqui está bom pra morar tem emprego e muita agua,e confesso pra voces,mesmo que São Paulo volte a ter agua,talves nos não voltaremos mais aqui é muito bom pra se viver,pois os baianos são um povo hospitaleiros.Detalhe:sou paulistano da 3ª geração.
JÁ OUVIU FALAR DE HAARP? GUERRA CLÍMATICA. 28.10.2014 às 12:56
http://amaivos.uol.com.br/amaivos09/noticia/noticia.asp?cod_canal=38&cod_noticia=25492 //////// E VEJA TAMBÉM EM: http://www.anovaordemmundial.com/2014/02/haarp-cientistas-advertem-que-eua-iniciaram-uma-guerra-climatica-contra-a-america-do-sul.html
Carlos Avelar 28.10.2014 às 12:03
Penso que o governador Alckmin tem que falar da questão hídrica com seriedade, notadamente diante do quadro de catástrofe que se avizinha. Evidente que o governo de SP sabia de tudo, mas por “compreensível” questão de manter o poder, abafou a discussão; evitando, assim, de forma desastrosa, que os paulistanos, principalmente esses, tomassem conhecimento da gravidade que é a questão de futuro e inevitável desabastecimento. Faltou coragem e honra ao sr. Alckmin quando deixou de tomar as medidas necessárias que durante muitos e muitos anos lhe foram demonstradas tecnicamente, porquanto necessárias. Quando, de fato, as torneiras – TODAS – começarem a secar, até mesmo as dos moradores “privilegiados”, pagarão os governantes do PSDB um preço alto e merecido pelo descaso e mentira perpetrados.
ISSO SÓ PODE SER CASTIGO DIVINO . . . . . . . 28.10.2014 às 11:54
. . . CONTRA ESSA QUADRILHA TUCANALHA QUE QUE GOVERNA OS ESTADOS AFETADOS PELA SECA: SÃO PAULO, MINAS GERAIS E PARANÁ……………………… NEM DEUS AGUENTA MaIS ESSA TURMA DE CORRUPTOS DA QUADRILHA TUCANALHA.
Vou Pro Nordeste! 28.10.2014 às 11:41
Lá tem água trazida pelo São Francisco! Vou pegar um pau-de-tucano e me mandar! KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
* * *
RBA
Para especialista, Grande SP viverá dois anos de seca e vai perder o Cantareira
Se o volume morto for desconsiderado, as represas do Sistema Cantareira estariam com reservatórios a menos de 1%
São Bernardo do Campo – Má gestão e descuido provocaram uma situação de crise e degradação ambiental nos principais reservatórios de água da Grande São Paulo. O Sistema Cantareira, o primeiro a falecer com a estiagem, deve operar a partir de hoje (11) apenas com o chamado volume morto. Isso porque ontem atingiu 18,7% de sua capacidade – se o volume morto for desconsiderado, as represas desse sistema estariam com reservatórios a menos de 1%. Especialistas e órgãos que acompanham a situação do sistema argumentam que até 2015 as represas não devem se recuperar. Serão dois anos de seca para a metrópole.
No ABC paulista, o Sistema Rio Grande, braço da represa Billings, já está sofrendo as consequências da seca e mudanças na forma de abastecimento. Ontem, o reservatório, que até o mês passado estava em operação com mais de 95% de sua capacidade, apresentava 90%. O Alto Tietê, segundo da lista de estiagem, já está funcionando com apenas 24%.
O grupo técnico que acompanha a gestão das bacias paulistas vem alertando o governo estadual para a redução da retirada de água do Cantareira. O alerta se estendeu também para o Alto Tietê e outras bacias. Ao contrário da expectativa do governador Geraldo Alckmin (PSDB), o grupo apontou que o Cantareira tem baixa possibilidade de voltar à capacidade normal em 2015. Conforme boletim divulgado pelo grupo, as chances são de 25%.
Em três documentos expedidos desde maio, os técnicos solicitam “medidas de restrição de uso para usuários localizados nas bacias do PCJ (Piracicaba, Capivari e Jundiaí) e Alto Tietê”. Diante disso, a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico de São Paulo) reduziu o volume captado no Cantareira, enquanto o governador incentivava os paulistanos a economizar no consumo de água em troca de descontos na conta mensal. Em todos os momentos, Alckmin garantiu que não recorreria ao racionamento.
Só volume morto
O diretor do Departamento de Hidrologia da Faculdade de Engenharia da Unicamp, Antônio Carlos Zuffo, explicou hoje que o Sistema Cantareira vai operar apenas com volume morto. Conforme o especialista, a estiagem de agora é cíclica e pode durar pelos próximos anos. “Entre as décadas de 1930 e 1960, o Cantareira passou por um período de seca. Depois veio um período menos seco, o que transmitiu uma falsa sensação de segurança”, lembrou.
Em 2004, segundo o professor, o estado ampliou a vazão do sistema e a capacidade foi consumida rapidamente. “O que houve foi uma super expectativa em um período de redução da precipitação pluviométrica”, disse.
Viável somente após cinco anos
“Se para resolver o problema de falta d’água em São Paulo o governo estadual deve recorrer à engenharia, o resultado não seria sentido em menos de cinco anos.” Essa é a perspectiva do professor Zuffo. Além disso, ele analisa que uma das táticas colocadas em prática por Alckmin pode não surtir efeito.
Para minimizar a retirada de água do Cantareira, o governador disse recentemente que conta com a “população e gestão”. “Estamos substituindo o Cantareira pelo Guarapiranga e Alto Tietê”, afirmou o governador em evento político na inauguração do trecho Leste do Rodoanel, semana passada. Conforme Alckmin, ainda neste mês será retirado 0,5 metro cúbico de água por segundo do Sistema Rio Claro, que abastecia Santo André, para atender à Grande São Paulo. Em setembro, o mesmo volume será captado no Rio Grande, na represa Billings. E em outubro, 1 metro cúbico por segundo do Sistema Guarapiranga. “Esse volume não conseguiria atender à Grande São Paulo”, salientou Zuffo, acrescentando que, somados os volumes, chegaria próximo à metade do que é consumido em Campinas.
“É uma política de governo militar: desenvolver os sistemas e depois pagar pelo prejuízo e degradação ambiental”, criticou o advogado e ecologista Virgílio Farias. “Se tivermos de esperar pela chuva aguardada pelo governador para encher o Cantareira, corremos risco de inundações”, argumentou, explicando que a solução seria apostar na despoluição da Billings e utilizar sua água.
Perto do ABC, a falta de água já é sentida nas casas. Na Vila Liviero, a menos de um quilômetro da divisa da capital com São Bernardo, ao menos uma vez por semana falta água. “Deixo de lavar o quintal, lavo roupa uma vez por semana e mesmo assim, quando não sai água da torneira, tenho de economizar ainda mais no consumo”, disse a dona de casa Maria Madalena Mediotti, 54 anos.