Arquivo da tag: Funceme

2016 é um dos anos mais secos do Ceará e o pior começa agora (O Povo)

CHUVA 14/06/2016

Os meteorologistas afirmam que não há previsão de precipitações para os últimos seis meses do ano 

Igor Cavalcante

Os próximos meses serão de mais escassez hídrica para o Ceará. Quando o assunto é chuva, o segundo semestre é o mais crítico para o Estado. As precipitações que ainda acontecem são causadas por instabilidades meteorológicas e não devem impactar no cenário de estiagem.

Em coletiva de imprensa ontem, a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) informou que, de 2012 para cá, a estiagem deste ano é a segunda pior. Em algumas regiões não choveu nem metade do esperado. O cenário faz de 2016 um dos dez anos mais secos da história.

Contudo, monitoramento do Oceano Pacífico indica que águas estão resfriando. É um sinal de que precipitações podem aumentar no próximo ano. O aquecimento oceânico, fenômeno conhecido como El Niño, impacta na formação da Zona de Convergência Intertropical, principal responsável pelas chuvas na costa cearense. Quando parte do Pacífico está aquecida, as nuvens tendem a se formar e precipitar no mar.

De acordo com Eduardo Sávio Martins, presidente da Funceme, ainda é cedo para garantir boa quadra chuvosa para 2017. “É um aspecto positivo, mas temos de aguardar como vai ser o padrão desse resfriamento”, pondera.

O meteorologista Raul Fritz também é cauteloso quanto às previsões. Segundo ele, mesmo num cenário em que não haja El Niño, bom inverno é incerto.

A preocupação dos meteorologistas é com os meses até a próxima quadra chuvosa.. “A gente tem certeza da chuva no primeiro semestre e certeza de que não chove no segundo semestre”, cita o presidente da Funceme. Historicamente, mais de 90% do volume anual de chuva no Estado acontece no primeiro semestre.

Abaixo do esperado

Também foram as temperaturas elevadas das águas do Pacífico que contribuíram para as poucas precipitações no Estado. Conforme O POVO havia adiantado na edição do último dia 1°, a quadra chuvosa deste ano terminou como a segunda pior desde 2012, quando começou a sequência de cinco anos de estiagem.

Entre fevereiro e maio deste ano, as chuvas ficaram 45,2% abaixo do esperado. Fevereiro foi o período mais crítico, quando o volume no Estado ficou 55,3% abaixo da expectativa. Os meses de março e abril — historicamente de mais chuva — também tiveram precipitações inferiores à média.

As regiões Jaguaribana e do Sertão dos Inhamuns foram as de maior escassez. Nos municípios, as chuvas sequer atingiram metade do esperado, ficando 54,5% e 52,3% abaixo da média, respectivamente.

Segundo o presidente da Funceme, desde o início do ano, o Estado trabalha com o cenário da seca e promove ações para garantir licitações de poços e adutoras emergenciais na tentativa de suprir a necessidade hídrica do Interior.

Saiba mais 

Uma das alternativas para amenizar a escassez hídrica, o Projeto de Integração do rio São Francisco será concluído em dezembro, com previsão de abastecer os reservatórios em janeiro do próximo ano.

No último fim de semana, comitiva do Ministério da Integração vistoriou os eixos Norte e Leste do Projeto. Além do Ceará, Pernambuco e Paraíba devem ser beneficiados a partir de 2017.

Anúncios

Mais respeito pela Funceme (O Povo)

ARTIGO 29/02/2016

Fátima Sudário

Na semana que passou, a Funceme atualizou a previsão para a estação de chuva, que se estende até maio na região em que o Ceará está inserido. Reafirmou, em dia de chuva intensa na Capital, probabilidade de chuva em torno de 70% abaixo da média.

Isso é seca braba. É caso de se cobrar atitude do poder público e se compromissar com mobilização social para um cenário desfavorável.
Pela primeira vez, o volume do Castanhão, principal fornecedor da água na Região Metropolitana de Fortaleza, caiu a menos de 10%.

Mas a reação, de um modo geral, se restringe ao ceticismo em relação às previsões da Funceme. Não faltam comentários pejorativos, piadas e ironias, uma espécie de cultura instaurada sempre que se trata da instituição que, além da meteorologia, se dedica a meio ambiente e recursos hídricos.

Penso que há de se atribuir essa postura a imprecisões de previsão, como de fato acontecem, ao uso político de informações como aconteceu no passado ou mesmo à ignorância. Mas me incomoda. A meteorologia lida com parâmetros globais complexos, como temperatura do ar e dos oceanos, velocidade e direção dos ventos, umidade, pressão atmosférica, fenômenos como El Niño… Já avançou consideravelmente na confiabilidade das previsões feitas por meteorologistas, com o uso de dados de satélites, balões atmosféricos e um tanto mais de aparato tecnológico que alimentam modelos matemáticos complicados para desenhar probabilidades, mas não exatidões.

Erra-se, aqui como no resto mundo. Mas geram-se informações de profundo impacto social, econômico, científico e cultural, essenciais a tomadas de decisões, de natureza pública e privada. Algo que nenhum gestor ou comunidade pode dispensar, especialmente em uma região como a nossa, vulnerável às variações climáticas e dependente da chuva. Carecemos de uma troca de mentalidade em relação ao trabalho da Funceme. Falo de respeito mesmo pelo que nos é caro e fundamentalmente necessário.

A propósito, é difícil, mas torço para que a natureza contrarie o prognóstico e caia chuva capaz de garantir um mínimo de segurança hídrica, produtividade e dignidade a um Ceará que muito depende das informações sobre o clima, geradas pela Funceme.

Fátima Sudário

Jornalista do O POVO

Meteorologista da Funceme. “A gente fica feliz com essas chuvas” (O Povo)

AGUANAMBI 282

DOM 24/01/2016

De acordo com o meteorologista da Funceme Raul Fritz, vórtice ciclônico, característico da pré-estação chuvosa, pode render chuvas intensas em janeiro, como ocorreu no ano de 2004

Luana Severo, luanasevero@opovo.com.br

FOTOS IANA SOARES

Segundo Fritz, a ciência climática não chegou a um nível tão preciso para ter uma previsão confiável 

Cotidiano

“Nós não queremos ser Deus, apenas tentamos antecipar o que pode acontecer”. Nascido em Natal, no Rio Grande do Norte, Raul Fritz, de 53 anos, é supervisor da unidade de Tempo e Clima da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). Ele, que afirmou não querer tomar o lugar de Deus nas decisões sobre o clima, começou a trabalhar para a Funceme em 1988, ainda como estagiário, pouco após uma estiagem que se prolongou por cinco anos no Estado, entre 1979 e 1983.

Os anos de prática e a especialização em meteorologia por satélite conferem a Fritz a credibilidade necessária para, por meio de mapas, equações numéricas e o comportamento da natureza, estimar se chove ou não no semiárido cearense. Ele compôs, portanto, a equipe de meteorologistas da Fundação que, na última quarta-feira, 20, previu 65% de chances de chuvas abaixo da média entre os meses de fevereiro e abril deste ano prognóstico que, se concretizado, fará o Ceará completar cinco anos de seca.

Em entrevista ao O POVO, ele detalha o parecer, define o sistema climático cearense e comenta sobre a conflituosa relação entre a Funceme e a população, que sustenta o hábito de desconfiar de todas as previsões do órgão, principalmente porque, um dia após a divulgação do prognóstico, o Estado foi tomado de susto por uma intensa chuvarada.

O POVO – Mesmo com o prognóstico desanimador de 65% de chances de chuvas abaixo da média entre os meses de fevereiro e abril, o cearense tem renovado a fé num “bom inverno” devido às recentes precipitações influenciadas pelo Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN). Há a possibilidade de esse fenômeno perdurar?

Raul Fritz – Sim. Esse sistema que está atuando agora apresenta maior intensidade em janeiro. Ele pode perdurar até meados de fevereiro, principalmente pelas circunstâncias meteorológicas atmosféricas que a gente vê no momento.

OP – Por que o VCAN não tem relação com a quadra chuvosa?

Raul – A quadra chuvosa é caracterizada pela atuação de um sistema muito importante para o Norte e o Nordeste, que é a Zona de Convergência Intertropical (ZCI). É o sistema que traz chuvas de forma mais regular para o Estado. O vórtice é muito irregular. Tem anos em que ele traz boas chuvas, tem anos em que praticamente não traz.

OP – O senhor consegue lembrar outra época em que o VCAN teve uma atuação importante em relação às chuvas?

Raul – Em 2004, houve muita chuva no período de janeiro. Em fevereiro também tivemos boas chuvas, mas, principalmente, em janeiro, ao ponto de encher o reservatório do Castanhão, que tinha sido recém-construído. Mas, os meses seguintes a esses dois não foram bons meses de chuva, então é possível a gente ter esse período de agora bastante chuvoso, seguido de chuvas mais escassas.

OP – O que impulsiona o quadro de estiagem
no Ceará?

Raul – Geograficamente, existem fatores naturais que originam um estado climático de semiaridez. É uma região que tem uma irregularidade muito grande na distribuição das chuvas, tanto ao longo do território como no tempo. Chuvas, às vezes, acontecem bem num período do ano e ruim no seguinte, e se concentram no primeiro semestre, principalmente entre fevereiro e maio, que a gente chama de ‘quadra chuvosa’. Aí tem a pré-estação que, em alguns anos, se mostra boa. Aparenta ser o caso deste ano.

OP – A última seca prolongada no Ceará, que durou cinco anos, ocorreu de 1979 a 1983. Estamos, atualmente, seguindo para o mesmo quadro. O que é capaz de interromper esse ciclo?

Raul – O ciclo geralmente não ultrapassa ou tende a não ultrapassar esse período. A própria variabilidade climática natural interrompe. Poucos casos chegam a ser tão extensos. É mais frequente de dois a três anos. Mas, às vezes, podem se estender a esses dois exemplos, de cinco anos seguidos de chuvas abaixo da média. Podemos ter, também, alguma influência do aquecimento global, que, possivelmente, perturba as condições naturais. Fenômenos como El Niños intensos contribuem. Quando eles chegam e se instalam no Oceano Pacífico, tendem a ampliar esse quadro grave de seca, como é o caso de agora. Esse El Niño que está atuando no momento é equivalente ao de 1997 e 1998, que provocou uma grande seca.

OP – É uma tendência esse panorama de grandes secas intercaladas?

Raul – Sim, e é mais frequente a gente ter anos com chuvas entre normal e abaixo da média, do que anos acima da média.

OP – A sabedoria popular, na voz dos profetas da chuva, aposta em precipitações regulares este ano. Em que ponto ela converge com o conhecimento científico?

Raul – O profeta da chuva percebe, pela análise da natureza, que os seres vivos estão reagindo às condições de tempo e, a partir disso, elabora uma previsão de longo prazo, que é climática. Mas, essa previsão climática pode não corresponder exatamente a um prolongamento daquela variação que ocorreu naquele momento em que ele fez a avaliação. Se acontecer, ele acha que acertou a previsão de clima. Se não, ele considera que errou. Mas, pode coincidir que essa variação a curto prazo se repita e se transforme em longo prazo. Aí é o ponto em que converge. A Funceme tenta antecipar o que pode acontecer num prazo maior, envolvendo três meses a frente. É um exercício muito difícil.

OP – Geralmente, há uma descrença da população em torno das previsões da Funceme. Como desmistificar isso?

Raul – A previsão oferece probabilidades e qualquer uma delas pode acontecer, mas, a gente indica a mais provável. São três que nós lançamos. Acontece que a população não consegue entender essa informação, que é padrão internacional de divulgação. Acha que é uma coisa determinística. Que, se a Funceme previu como maior probabilidade termos chuvas abaixo da média em certo período, acha que já previu seca. Mas, a mais provável é essa mesmo, até para alertar às pessoas com atividades que dependem das chuvas e ao próprio Governo a tomarem precauções, se prevenirem e não só reagirem a uma seca já instalada.

OP – A Funceme, então, também se surpreende com as ocorrências de menor probabilidade, como o VCAN?

Raul – Sim, porque esses vórtices são de difícil previsibilidade. A ciência não conseguiu chegar num nível de precisão grande para ter uma previsão confiável para esse período (de pré-estação chuvosa). De qualquer forma, nos é exigido dar alguma ideia do que possa acontecer. É um risco muito grande que a Funceme assume. A gente sofre críticas por isso. Por exemplo, a gente lançou a previsão de chuvas abaixo da média, aí no outro dia vem uma chuva muito intensa. As pessoas não compreendem, acham que essas chuvas do momento vão se prolongar até o restante da temporada. Apesar da crítica da população, que chega até a pedir para fechar o órgão, a gente fica feliz com a chegada
dessas chuvas.

Frase

“A gente lançou a previsão de chuvas abaixo da média, aí no outro dia vem uma chuva muito intensa. As pessoas não compreendem, acham que essas chuvas do momento vão se prolongar até o restante da temporada”

Raul Fritz, meteorologista da Funceme

VIDEO

Raul Fritz, o cientista da chuva

IANA SOARES/O POVO

Nascido em Natal, no Rio Grande do Norte, Raul Fritz, de 53 anos, é supervisor da unidade de Tempo e Clima da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). Ele começou a trabalhar para a Funceme em 1988, ainda como estagiário, pouco após uma estiagem que se prolongou por cinco anos no Estado, entre 1979 e 1983.

Previsão é de pouca chuva no Ceará de dezembro a fevereiro, diz Funceme (G1)

20/11/2015 19h09 – Atualizado em 20/11/2015 20h49

Segundo a Funceme, chances de chuva abaixo da média é de 69%. Ceará enfrenta períodos de chuva abaixo da média há quatro anos.

Do G1 CE

Chance de chuva abaixo da média é de 69%, diz Funceme (Foto: Funceme/Reprodução)

Chance de chuva abaixo da média é de 69%, diz Funceme (Foto: Funceme/Reprodução)

O Ceará deve ter pouca chuva em todas as suas regiões até fevereiro de 2016 devido à forte atuação do fenômeno El Niño, segundo previsão divulgada nesta sexta-feira (20) pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). O Ceará escassez e estiagem desde 2011.

Para os meses de dezembro de 2015, janeiro e fevereiro de 2016, o prognóstico aponta 69% de probabilidade de chuvas abaixo da média no Ceará durante o período. As chances de haver precipitações em torno da média são de 23% e para chuvas acima da média, a probabilidade é de apenas 8%.

A categoria abaixo da média histórica para período de dezembro a fevereiro no estado corresponde a chuvas de 0 a 203 milímetros. Precipitações de 203 a 312 milímetros são consideradas em torno da média; caso chova 312 milímetros ou mais, a categoria é acima da média.

“É muito importante ressaltarmos que o trimestre em questão engloba dois meses de pré-estação chuvosa, dezembro e janeiro, quando os sistemas que normalmente atuam nessa época são de menor previsibilidade, como Vórtices Ciclônicos de Altos Níveis, Cavados e a influência de Sistemas Frontais”, explica o meteorologista Leandro Valente.

Ele destaca também, que, apesar da baixa previsibilidade, além do modelo atmosférico da Funceme, outros modelos de instituições nacionais e internacionais também apontam maior probabilidade de precipitações abaixo da média para o Ceará nos próximos três meses.

Dilma promete recursos
O governador do Ceará, Camilo Santana, apresentou nesta quinta-feira (19) o prognóstico de pouca chuva para o Ceará e o Nordeste brasileiro em 2016 e fez o pedido de recursos federais para amenizar os efeitos da estiagem na região, que enfrenta quatro anos seguidos de pouca chuva.

Segundo Camilo Santana, o Governo Federal anunciou que irá liberar novos financiamentos para obras na região, que serão utilizados para a instalação de dessalinizadores (equipamento para retirar excesso de sal da água e torná-la potável), construção de adutoras de montagem rápida e a perfuração de poços nas regiões mais afetadas pela estiagem, além do reforço na Operação Carro-Pipa nas zonas urbanas.

COMENTÁRIOS

Ademerval Magno A situação do Nordeste só vai melhorar quando fizerem um enorme canal que possa trazer alguma fração da água do rio Amazonas. Enquanto isso, sonharemos com a transposição do rio São Francisco para 20?? e o fim da corrupção. P.S. Quanto ao fim da corrupção só depende de nós mesmos, portanto, façamos nossa parte!

Francisco Araujo Não que eles estão errado em suas previsões, mas acredito em DEUS e e ele mudará e nos dará um bom inverno, tenho ver em ti senhor e sei que nos ajudará a vencer essa situação, mandaras muitas chuvas para o nosso nordeste…

Nazireu Pinheiro Essa situação não mudará enquanto nós nordestinos não tivermos a percepção de exigir dos nossos representantes uma solução definitiva para a seca, pois o que foi feito até agora são soluções paliativas, e a indústria da seca continua massacrando nosso povo humilde e trabalhador.

Dia mundial de combate à desertificação e à seca (CGEE)

JC, 5198, 17 de junho de 2015

No Dia de Combate à Desertificação e à Seca, hoje, 17 de junho, especialista do CGEE alerta sobre deterioração do Semiárido brasileiro. O Centro desenvolve trabalhos voltados ao tema, em preparação para a 21ª Conferência das Partes (COP 21) da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), que ocorre no fim deste ano, em Paris, França

A velocidade em que as terras do Semiárido brasileiro se deterioram serve como um sinal de alerta para que o País invista cada vez mais em políticas públicas de pesquisa e ações afirmativas que possam encontrar soluções para o problema. As terras nordestinas são as mais castigadas com a seca, que já assola a região há quatro anos. Com os açudes esgotados, a situação, por lá, tende a ficar ainda mais grave, conforme analisa o assessor técnico do Centro de Gestão de Estudos Estratégicos (CGEE), Antônio Magalhães.

Pautado nessa questão, o Centro, desenvolveu, com o apoio da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), a pesquisa Estado da arte da desertificação, degradação da terra e seca no Semiárido brasileiro: mapeamento das áreas vulneráveis, tecnologias e experiências de recuperação. O relatório será lançado como livro.

Além de avaliar experiências e as tecnologias aplicáveis à recuperação dos solos, da biodiversidade e da conservação dos recursos hídricos, a publicação, que deve ser disponibilizada, em breve, para download, mostra o panorama atual acerca da DLDD (sigla em inglês para Desertificação, Degradação da Terra e Seca) nas áreas mais suscetíveis a secas e processos de desertificação.

“A falta de planejamento na ocupação do solo conduz à sobrecarga do meio ambiente, levando à degradação da terra e de outros recursos naturais, como a água e as florestas”, explica Magalhães. O economista aponta, ainda, que a desertificação ocorre, em grande parte, sem a utilização de tecnologias que reduzem a perda de terras aráveis. “Pastagens com mais gado do que poderiam suportar se encaminham ao sobrepastoreio, o que prejudica o local”, afirma.

Magalhães, que já presidiu o Comitê Científico da Convenção das Nações Unidas para Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos de Secas (STC/UNCCD – sigla em inglês), destaca que todos os continentes lidam com a questão. Nas nações da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), por exemplo, os mais sérios problemas de desertificação e seca são encontrados em Angola, Moçambique e Cabo Verde. Na Guiné-Bissau, a situação é mais amena.

(Bianca Torreão – Assessora de Comunicação – CGEE)

Mais informações sobre o assunto:

Correio Braziliense – O deserto à espreita