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TWITTER: Fundação Cacique Cobra Coral não vai intervir para parar de chover (O Globo)

TWITTER: Fundação Cacique Cobra Coral não vai intervir para parar de chover. http://bit.ly/1Ajje8H 

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16:03 – 15 de fev de 2015

Ver Também

O Globo_Rio

@OGlobo_Rio 2 dia s

A Fundação Cacique Cobra Coral informou que não vai intervir na chuva da Sapucaí, pois a prioridade é encher os reservatórios. #CarnavalRJ

Reinaldo Azevedo

@reinaldoazevedo 1 week

Risco de falta de energia é muito grande. Dilma tem de nomear Cacique Cobra Coral como Ministro da Chuva http://t.co/JuBGt7JvF3

Jornal O Globo

@JornalOGlobo 1 month

Não está fácil: Fundação Cacique Cobra Coral vai deixar o Brasil. http://t.co/INPQir2pDa http://t.co/gBFPaLJBGO

Jornal O Globo

@JornalOGlobo 1 month

Lá vem tempestade: Fundação Cacique Cobra Coral vai deixar o Brasil. http://t.co/CeIF1ujKrx http://t.co/Y0rs0tFlNx

O Globo_Rio

@OGlobo_Rio 1 week

Médium da Fundação Cacique Cobra Coral sofre acidente de carro

http://t.co/USYbxCibj7

Pedro Neschling

@pedroneschling 3 months

O nome disso é desespero, amigs // RT @VejaSP: Pela primeira vez, Alckmin apela para Fundação Cacique Cobra Coral.

Pedro Neschling

@pedroneschling 3 months

Cheguei em São Paulo, choveu 2 dias. Call me Cacique Cobra Coral, bitch.

Aconselhado por espírito indígena, Pezão garante que choverá no Rio (Época)

Relatório do Cacique Cobra Coral, enviado ao governador do Rio, garante normalização dos reservatórios do Rio até maio; presidente Dilma já foi informada

CRISTINA GRILLO
13/02/2015 19h11 – Atualizado em 13/02/2015 20h35

Governador do Rio de Janeiro Luiz Fernando Pezão (Foto: Pedro Farina)

Governador do Rio de Janeiro Luiz Fernando Pezão (Foto: Pedro Farina)

Celebrai, povo fluminense: vem água por aí. Abram as torneiras, durmam no chuveiro e caprichem no banho do carro. Está liberado até encher a piscina de plástico azul das crianças. Basta comungar da mesma confiança que o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão. Ele assegura à ÉPOCA, com tranquilidade budista, que racionamento e rodízio são palavras do passado. Cálculos de volume morto e obras na rede de águas são coisas de políticos sem fé. A convicção de Pezão é transcendental: vem dos céus – embora não de São Pedro. Choverá, ora, porque a médium Adelaide Scritori, a pedido de Pezão, consultou o espírito do Cacique Cobra Coral – e o Cacique mandou dizer que a água não tarda e chegará abundante. Quem é Pezão para discutir com o espírito do Cacique?

O último relato do Cacique veio por email – não do além, mas por meio de Adelaide. No documento, enviado no dia 28 de janeiro, garante-se  que “tudo o que faltou em dezembro e janeiro virá em fevereiro, março e abril”. O email, que afastou da cabeça do governador qualquer ideia de racionamento, foi repassado em seguida, como de costume, a Dilma Rousseff. “A presidente se diverte com os emails do cacique. Riu muito de um que afirmava que o culpado da crise hídrica e energética era o Lobão [Edison Lobão, ex-ministro de Minas e Energia]”, disse Pezão à ÉPOCA em seu gabinete, no Palácio Guanabara. Dilma riu, mas Pezão leva os conselhos do Cacique a sério.

Fundação Cacique Cobra Coral (Foto: reprodução)

Imagem do site da Fundação Cacique Cobra Coral (Foto: reprodução)

A médium Adelaide lidera a Fundação Cacique Cobra Coral. Ela afirma incorporar o espírito do Cacique – um meteorologista sobrenatural, com capacidade para segurar uma tempestade aqui, mandar uma chuvinha lá e, graças a esse dom, fazer com que prefeituras e governos contratem a instituição para garantir seus serviços. No relatório que Pezão encaminhou a Dilma há, no entanto, um alerta para a possibilidade de temporais no Rio. Até junho, diz o Cacique, há o risco de chover, em apenas um dia, a quantidade esperada para um mês inteiro. “É preciso ficar alerta para o excesso de precipitação numa mesma localidade, como a zona norte”, avisa a entidade. Preparem a arca de Noé.

Pezão recebe com regularidade os informes que o espírito do Cacique envia à Prefeitura do Rio – o governo do Estado, afirma, não tem contrato com a fundação; a prefeitura, sim. Mas a relação de Pezão com o Cacique é antiga. Vem desde 1997, quando Pezão era prefeito de Piraí, município a 90 quilômetros da capital. “Eu sempre gostei de fazer festas na rua e conversava com eles para ter tempo bom. Chegava o dia da festa, chovia em todos os municípios vizinhos, e Piraí ficava sequinha, sequinha”, contou o governador. Com a prefeitura do Rio, os acordos da entidade mediúnica vêm dos tempos em que Cesar Maia era prefeito, no início de 2001. Eduardo Paes ameaçou romper com a fundação quando tomou posse em seu primeiro mandato, em 2009. Mas as previsões de temporais na noite do réveillon o fizeram rever a decisão. Não choveu e, desde então, além de satélites e outros instrumentos de alta tecnologia, o Rio conta com a expertise do cacique para ajudar nas previsões meteorológicas.

Mesmo sem contrato com o governo do Estado, a Fundação Cacique Cobra Coral parece estar se esforçando para garantir a normalização dos reservatórios. No domingo, dia 8, a médium Adelaide sofreu um acidente de carro na cidade de Paraibuna, em São Paulo. Ela vinha de Minas para o Rio de Janeiro, acompanhando o curso do rio Paraíba do Sul para avaliar, in loco, o nível dos reservatórios. O carro onde estava capotou três vezes e caiu no rio. Adelaide só teve escoriações leves. “Ela estava vendo tudo para informar ao cacique”, disse Pezão, que conecta seu celular para mostrar algumas fotos do acidente. Cair no rio não seria um mau sinal? “Não! Já está tudo certo, vai voltar a chover”, afirmou o confiante governador.

Das amplas janelas do gabinete de Pezão vê-se o jardim, espetacular, reformulado pelo paisagista francês Paul Villon no início do século XX. No meio do jardim, o chafariz de Netuno jorra, voluptuoso, litros e mais litros de água. “Mas é água de reuso”, apressa-se o governador a explicar, ao ouvir a pergunta sobre o desperdício –mesmo com toda a garantia dada pelo cacique de que o Rio está livre de problemas. Mas, pelo sim, pelo não, no dia seguinte o chafariz estava desligado.

Médium da Fundação Cacique Cobra Coral sofre acidente de carro (O Globo)

Adelaide Scritori estava em Paraibuna quando o seu veículo capotou três vezes e caiu dentro do Rio Paraíba do Sul; com escoriações, ela foi transferida para hospital de São Paulo

POR LUIZ ERNESTO MAGALHÃES

RIO – A médium Adelaide Scritori, responsável pela Fundação Cacique Cobra Coral, sofreu um acidente na tarde deste domingo na cidade de Paraibuna, em São Paulo. Adelaide seguia de Minas Gerais para o Rio acompanhando o leito do Rio Paraíba do Sul para monitorar o nível dos reservatórios. O veículo em que estava perdeu o controle, capotou três vezes e caiu dentro d’água.

De acordo com o porta-voz da fundação, Osmar Santos, ela não corre risco de morte, mas sofreu escoriações por todo o corpo e foi levada para um hospital de São Paulo.

– Alguém intercedeu e protegeu a Adelaide – frisou.

A médium diz incorporar o espírito do cacique Cobra Coral, capaz de controlar o clima. Sobre as previsões, Santos disse que a tendência é de que os níveis dos reservatórios voltem a subir com chuvas frequentes até maio.

– As águas vão rolar. O bloqueio foi rompido, mas o cacique não quer conversa com o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga. Nós advertimos em outubro que, se o governador Geraldo Alckmin prosseguisse com o plano de transposição das águas do Rio Paraíba do Sul, a seca iria voltar – disse.

Leia mais sobre esse assunto em  http://oglobo.globo.com/rio/medium-da-fundacao-cacique-cobra-coral-sofre-acidente-de-carro-15281173#ixzz3RHSpz68o 
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Prefeito do Rio diz que foi zombado até pelos filhos após previsão falhar (G1)

06/02/2015 10h22 – Atualizado em 06/02/2015 17h34

Eduardo Paes diz que procedimento para chuva forte será padrão. Piscinões para conter alagamento na Praça da Bandeira serão inaugurados.

Henrique Coelho Do G1 Rio

Prefeito Eduardo Paes garantiu que procedimento contra chuvas fortes se tornará padrão na cidade. (Foto: Henrique Coelho / G1)

Prefeito Eduardo Paes garantiu que procedimento contra chuvas fortes se tornará padrão na cidade. (Foto: Henrique Coelho / G1)

Mesmo após uma chuva menos intensa que o previsto nesta quinta-feira (5), a Prefeitura do Rio  afirmou que vai continuar adotando os mesmos procedimentos com a previsão de uma chuva e ventos fortes.

“As pessoas sempre pedem planejamento, e ainda bem que não aconteceu nada. Mas vamos continuar fazendo isso porque não podemos deixar de dividir as informações que temos com a população”, disse o prefeito Eduardo Paes, que levou na esportiva as brincadeiras publicadas em redes sociais após as chuvas. “Até meus filhos zombaram de mim hoje de manhã, mas eu entendo. Não tenho vocação para Cacique Cobra Coral”, brincou.

Nesta quinta-feira, a Prefeitura do Rio apresentou um esquema especial elaborado por diversos órgãos do município para enfrentar a situação. Cerca de 3,2 mil agentes foram mobilizados no esquema.

“Vamos continuar com o mesmo esquema, com homens da Comlurb, da Guarda municipal, Cet-Rio”, afirmou, acrescentando que quatro novos piscinões na área da Praça da Bandeira, um dos principais pontos de alagamento da cidade, serão inaugurados neste sábado (7).  “Não levamos a sério algumas coisas no passado, e agora vamos ficar sempre atentos”.

Paes criticou ainda o fato de algumas empresas liberarem seus funcionários mais cedo devido à ameaça de chuva forte. “O dia que for para sair mais cedo, nós vamos avisar”, disparou.

Em sua página pessoal no Facebook, Eduardo Paes reiterou que a prefeitura irá manter os alertas quando houver previsão de temporal. No texto, além de comentar o deboche dos próprios filhos, ele falou da seriedade ao tratar da possibilidade de chuva forte na capital.

“A gente já viu muito drama nesta cidade em razão das chuvas, muita gente morrendo e perdendo o seu patrimônio. O que tenho que afirmar é que isso deve passar a ser algo costumeiro na vida da gente. Toda vez que a gente der um alerta desse, as pessoas devem ficar atentas, como pedi ontem”, registrou o prefeito.

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Em plena crise hídrica, Cobra Coral pode deixar o Brasil (Terra Brasil)

05 de janeiro de 2015 • 15h46 • atualizado às 17h05

Entidade exotérica que controlaria chuvas por meio de uma médium, que diz incorporar espírito do Cacique Cobra Coral, estuda proposta para trabalho exclusivo na Austrália

André Naddeo
Direto do Rio de Janeiro
Imagem de divulgação do site da Fundação Cacique Cobra Coral: anos de “consultoria” para suposto controle de chuvas e tempestades Foto: Divulgação

Em tempos de crise hídrica, em que se discute possibilidades de racionamento de água em função da falta de chuvas em reservatórios do sudeste, principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro, a Fundação Cacique Cobra Coral pode deixar o Brasil e ir trabalhar, literalmente, do outro lado do mundo.

Conhecida entidade exotérica que supostamente controla as incertezas meteorológicas mediante a médium Adelaide Scritori, que incorpora o espírito do cacique, a FCCC estuda uma proposta de um grupo do agronegócio da Austrália para um contrato exclusivo de controle de tempestades no país da Oceania.

“Eles querem uma maior atenção por lá”, confirmou o porta-voz da FCCC, Osmar Santos, que diz que a entidade atende 17 países de três continentes – no Brasil, os principais clientes são a prefeitura e governo do Rio de Janeiro, além do ministério das Minas e Energia, cujo contrato, de acordo com Santos, está vencido.

A Cacique Cobra Coral já foi motivo de diversas polêmicas, principalmente na capital fluminense – o ex-prefeito César Maia tinha exposto em sua sala de almoço um quadro do cacique, com quem sempre manteve contratos sem nenhum tipo de pagamento. Quando deixou o cargo, Maia se disse temeroso pelo não prosseguimento da “consultoria espiritual”.

Coincidentemente ou não, após as fortes chuvas que arrasaram o Rio de Janeiro em 2010, o contrato foi retomado e segue até hoje, após uma pequena interrupção em 2012. Temeroso com chuvas fortes que pudessem comprometer as apresentações das bandas, o Rock in Rio também já usufruiu dos trabalhos do cacique.

O porta-voz do FCCC afirma que ainda não é certo que a entidade exotérica dará exclusividade aos australianos. “Vamos viajar para lá na segunda quinzena deste mês e avaliar todos os pontos do contrato”, explica, sem poder revelar valores, ou mesmo detalhes do possível acordo de exclusividade. “Claro que tudo isso só vai ser acertado com o aval do cacique”, esclarece ainda, finalizando que o anúncio oficial sairá apenas após o Carnaval.

Fundação esotérica foi procurada pelo governo Alckmin para crise hídrica (Bahia Notícias)

Quinta, 30 de Outubro de 2014 – 14:20

Fundação esotérica foi procurada pelo governo Alckmin para crise hídrica

Volume do sistema de abastecimento é baixo | Foto: Divulgação/ Sabesp

A crise hídrica que atinge o estado de São Paulo fez o governo de Geraldo Alckmin (PSDB) procurar a fundação esotérica Cacique Cobra Coral (FCCC). A entidade é comandada pela médium Adelaide Scritori, que diz incorporar o espírito do cacique Cobra Coral, entidade supostamente capaz de influenciar no clima. Segundo o porta-voz da fundação, Osmar Santos, ele conversou com assessores de Alckmin nesta quarta-feira (29) e um novo encontro estaria previsto para próxima semana. A FCCC afirma que é capaz de minimizar os impactos temporais e outros fenômenos naturais. A única exigência da entidade é a de que o governo não avance nas águas do Rio Paraíba do Sul, que abastecem o estado do Rio de Janeiro, para evitar a competição barrada pela Agência Nacional de Águas.

SP sem água, 29 e 30/10 – Nas mãos do Cacique Cobra Coral (Blog da Redação)

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De como a política do governo Alckmin está esvaziando, um a um, os reservatórios da metrópole — sem que surja a decisão óbvia de racionar. E os sinais de que os homens do palácio, em desespero, convocaram estranho personagem…

Por Camila Pavanelli de Lorenzi

30/10

– Ontem, enquanto todo mundo ria (de desespero) com a notícia “governo de SP consulta Cacique Cobra Coral” (http://glo.bo/1nRRgv1), esta outra, muito mais importante, passou despercebida: o Sistema Alto Tietê, segundo maior manancial de SP, está secando (http://bit.ly/1tQ0YA6). É o que venho repetindo aqui há um tempo: depois de drenar o Sistema Cantareira até a última gota, a Sabesp (com a anuência do DAEE) está fazendo o mesmo com o Sistema Produtor Alto Tietê (SPAT).

– Para entender isso melhor, li a ação que o MPE/SP propôs contra a Sabesp e o DAEE, pedindo a redução da captação do SPAT (http://bit.ly/1wKDGcz).

– Antes de passar à ação, porém, quero responder ao argumento do advogado do diabo. O advogado do diabo diz assim: “Com que então um bando de promotores se acha no direito de gerir os recursos hídricos de SP? A gestão desses recursos é uma questão técnica e a Sabesp e o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) sabem (ou pelo menos deveriam saber) o que estão fazendo”.

– A resposta são os próprios promotores que dão: não é a intenção deles assumir o comando da Sabesp ou dos recursos hídricos do estado, e sim fazer com que os réus, DAEE e Sabesp, “cumpram as premissas técnicas”. Portanto, quanto ouvir dizer que ações como esta representam a “judicialização” ou a “politização” duma questão técnica, já sabe: é precisamente o contrário. A Justiça está intervindo exatamente para que o poder público exerça suas atribuições com base em preceitos técnicos.

– Qualquer hora vou propor uma comparação entre a Ação Civil Pública (ACP) referente ao Alto Tietê e a ACP referente ao Cantareira. Hoje, porém, farei apenas um resumo resumidíssimo da ACP do SAPT (http://bit.ly/1wKDGcz):

– A outorga concedida pelo DAEE à Sabesp para explorar o SPAT estipulava vazões máximas de cada um dos rios e afluentes do sistema, totalizando 26.800.000 m3.

– É função do DAEE fiscalizar o cumprimento desse volume de captação e aplicar penalidades à Sabesp caso isso não seja cumprido.

– A própria Sabesp reconheceu que vem extrapolando esse limite desde novembro de 2013 – chegando, em janeiro de 2014, a mais de 39.000.000 m3.

– O próprio DAEE, por sua vez, reconheceu que não fiscalizou a Sabesp nem aplicou qualquer penalidade.

– Em fevereiro de 2014, foi renovada a outorga e o DAEE passou a permitir a retirada máxima de 40.200.000 m3 – aumento este, repare bem, autorizado em plena estiagem.

– Como justificar esse aumento do limite máximo de captação? O DAEE afirma que a Sabesp apresentou estudos técnicos que garantiam a segurança desse volume – e o DAEE aceitou esses estudos sem qualquer contestação ou questionamento.

– O MPE/SP, então, requisitou esse parecer técnico da Sabesp.

– O parecer técnico considera que o aproveitamento pleno do volume da represa Taiaçupeba (uma das que constituem o SPAT) é de 78,5 hm3.

– Ocorre que este volume máximo operacional jamais foi atingido, e só será atingido quando as obras para a ampliação da Represa de Taiaçupeba forem concluídas – “devendo-se considerar que estas obras ainda não foram concluídas por evidente desídia da Sabesp e do DAEE”.

– Há mais de dez anos estão previstas obras para amplaição da ETA Taiaçupeba. O DAEE e a Sabesp não as executaram.

– O volume operacional da represa atualmente está na casa de 21,5 hm3.

– “Desta forma, o que se verifica é que a renovação da outorga do SPAT, com o aumento da captação de água na ETA Taiaçupeba para 15m3/s está fundada em dado ideologicamente falso, falsidade esta de perfeito conhecimento de ambos os requeridos, tendo em vista que são eles os responsáveis pelo licenciamento e execução das obras de ampliação da ETA Taiaçupeba.”

– “Pode-se esperar que o SPAT esteja completamente vazio em meados de novembro próximo. A não ocorrência desta catástrofe depende de dois eventos futuros: 1. A ocorrência de chuvas com intensidade suficiente; (…) 2. A redução da vazão de retirada.”

– “A significativa redução das precipitações no Estado de São Paulo era um fenômeno perfeitamente detectado DESDE 2000, sem que as medidas para a redução das vazões de retirada tenham sido implantadas pelo órgão gestor (DAEE) e pela operadora do sistema produtor (SABESP), visando à preservação daquele manancial. Aliás, agiram contrariamente a este fator de cautela, aumentando consideravelmente o volume máximo de retirada do Sistema Produtor Alto Tietê, contribuindo, de forma incontroversa, para o seu esvaziamento e talvez deplecionamento.”

***

Notícias de hoje sobre a falta d’água:

– Em Itu, alguns oram por chuva (glo.bo/1sMOeDI); outros roubam água (http://glo.bo/1zNtXrn).

– Na cidade de São Paulo, nas últimas semanas, centros de educação infantil (CEI) dispensaram alunos, compraram galões, contrataram caminhões-pipa. Catorze creches relataram problemas. Algumas têm pedido que as crianças já cheguem de banho tomado (http://bit.ly/ZVKU2f – ver nota de 30/10/14, 08:48).

– Ontem vimos que uma das medidas da parceria entre governo estadual e federal seria a redução de impostos para a Sabesp (http://bit.ly/101O98P). Minha interpretação disso foi: a medida, em si, não é boa nem ruim; só poderemos julgar depois que soubermos no que os recursos economizados pelas empresas serão aplicados. Pois bem, hoje Alckmin explicou: “Neste caso, cabe a cada empresa de saneamento decidir se ela quer reduzir a conta da água ou se quer investir mais” (http://bit.ly/13o8WFA). Pelo que entendi, então, as opções são as seguintes: a empresa pode decidir se a) investe o dinheiro em obras que não dão retorno imediato; b) cobra menos pela água, o que pode incentivar o consumo (“já que tá barato, bora gastar”) e, assim, o aumento dos lucros. Em suma: não tem como não dar errado.

– Por fim, segue mais um capítulo da saga #SecaSexy –http://glo.bo/1wKFSRh

E esse foi o boletim de hoje. Pode entrar em pânico que amanhã tem mais.

29/10/14:

– O volume do Sistema Alto Tietê, segundo maior manancial que abastece a Grande São Paulo, caiu 0,2% de ontem para hoje e chegou a 7% de sua capacidade (http://bit.ly/1tQ0YA6).

– O MPE/SP entrou com uma ação para que a Sabesp reduza a captação do Alto Tietê (http://bit.ly/1E3WlUQ).

– A história do Alto Tietê soa tristemente familiar: o mesmo se passou com o Cantareira. O ISA aponta que a Sabesp manteve inalterada a captação de água do sistema mesmo durante a seca (http://bit.ly/1teNyfG). Como sabemos, isso levou à situação atual de retirada do volume morto. O MPE/SP e o MPF, então, entraram com uma ação para impedir a captação desenfreada do volume morto (http://bit.ly/1xjHLEZ). O juiz deferiu liminarmente o pedido dos procuradores, impedindo a captação da segunda cota (http://bit.ly/1tj4d1E). No entanto, a liminar foi derrubada apenas cinco dias depois (http://glo.bo/1nrCyKK).

– Aposto um litro de água mineral com quem quiser que o pedido do MPE/SP referente ao Alto Tietê será deferido pela Justiça – e aposto outro litro que essa decisão será suspensa depois de poucos dias.

– Mas vamos falar de soluções. Passada a eleição, Alckmin decidiu que quer estabelecer uma parceria com o governo federal. Entre as medidas defendidas pelo governador, estão a interligação do Rio Jaguari, da bacia do Paraíba do Sul, com a represa Atibainha, do Sistema Cantareira, e a redução de impostos para a Sabesp (http://bit.ly/101O98P). Salvo engano, obras de interligação entre os sistemas parecem de fato uma excelente ideia. A redução de impostos, porém, só faz sentido se soubermos em que serão investidos os recursos economizados (http://bit.ly/101O98P).

– É possível, contudo, que nada do que escrevi no parágrafo acima saia do papel: o Ministério do Meio Ambiente diz que não recebeu até agora nenhuma proposta formal do governo de São Paulo (http://bit.ly/1yICVlD).

– Agora, propostas boas de verdade você encontrará aqui: www.aguasp.com.br – uma coalizão de ONGs, em evento realizado hoje na cidade de São Paulo, lançou um site que contém uma série de propostas de curto e longo prazo para enfrentar a crise da água. Foi muito bom encontrar na lista propostas sobre as quais eu já vinha escrevendo neste boletim (por exemplo, multa para usos abusivos, ações para grandes consumidores – indústria e agircultura –, redução das perdas), e foi melhor ainda encontrar ali propostas ambientais sobre as quais nunca escrevi (por exemplo, proteção de mananciais e recuperação florestal).

– Enquanto as ONGs pensam em propostas, Alckmin, como vimos, ainda não formalizou um pedido de parceria para o governo federal. Em compensação, seus assessores contactaram a Fundação Cacique Cobra Coral, comandada por uma médium que diz “incorporar o espírito do cacique Cobra Coral, entidade que seria capaz de influenciar o clima” (http://glo.bo/1nRRgv1). Afinal, um governo tem que estabelecer priodades.

– Por isso só posso apoiar os vereadores que estão levando adiante a CPI da Sabesp (http://bit.ly/13guNPc) – aquela que o vereador Andrea Matarazzo disse não ter “a menor consequência” (http://bit.ly/Zu66Ms) –, já que na Alesp nada acontece feijoOPS, pra cozinhar feijão precisa de água.

E este foi o boletim de hoje. Pode entrar em pânico que amanhã tem mais.

Fundação diz ter sido procurada após crise hídrica; governo nega (G1)

29/10/2014 22h47 – Atualizado em 30/10/2014 10h15

Palácio dos Bandeirantes diz que fundação tentou conversar com Alckmin.
Porta-voz deixou sede do governo sem ser recebido.

Do G1 São Paulo

O porta-voz da fundação esotérica Cacique Cobra Coral (FCCC) disse que conversou nesta quarta-feira (29) com assessores do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, sobre a crise hídrica que afeta o estado. O Palácio dos Bandeirantes nega o encontro com o representante do grupo, que foi até a sede do governo, no Morumbi. A fundação diz ser capaz de minimizar os impactos dos temporais e outros eventos naturais.

Segundo a assessoria de imprensa do governo do estado, Osmar Santos pediu para conversar com o governador. Como o assessor que cuida da agenda de Alckmin não estava no local, ele foi orientado a aguardar. Osmar Santos deixou um cartão com a secretária e partiu após cerca de 15 minutos. Ainda de acordo com o Palácio dos Bandeirantes, imagens mostram que ele não chegou a ser recebido.

Segundo Santos, já a partir desta sexta-feira (31), um  “jato de vento de baixos níveis e uma frente fria estarão presentes para se alinharem para formar um corredor de nuvens de chuva mais duradoura sobre o Centro-Oeste e Sudeste do Brasil”. As mudanças climáticas já estariam ocorrendo depois que os executivos da Prefeitura e do Estado do Rio, junto de um grupo de empresários privados do setor energético, solicitaram a intervenção da fundação.

A única exigência feita pela FCCC é a de que os governos “não avancem nas águas do Rio Paraíba do Sul”, que abastecem o estado fluminense, mas a nascente é em São Paulo. “Evitando assim a guerra pela água iniciada meses atrás por São Paulo e barrado pela ANA (Agência Nacional de Águas)”, explicou Santos.

Santos disse ao G1 que desde 2012 vem alertando o governo do estado de São Paulo para a situação crítica dos reservatórios, devido à falta de chuvas. Além disso, na ocasião, a fundação teria, inclusive, solicitado a interligação dos reservatórios de São Paulo, para amenizar o impacto da prolongada estiagem no Sistema Cantareira.

A fundação é comandada pela médium Adelaide Scritori, que afirma incorporar o espírito do cacique Cobra Coral, entidade que seria capaz de influenciar no clima.

Em 2013, a FCCC diz também ter alertado ao Ministério de Minas e Energia que as chuvas de verão daquele ano não tinham sido suficientes para encher os reservatórios das usinas hidroelétricas brasileiras. Segundo a entidade, março terminou com reservatórios na casa dos 52% no sistema Sudeste/Centro-Oeste e 42% no Nordeste. Em 2012, os níveis registrados no mesmo período foram de 78% no centro do país e 82% nas bacias nordestinas.

Segundo o porta-voz da fundação, houve erro de gestão, tanto por parte do governo estadual quanto do federal, que está sendo evidenciado pela crise hídrica. Como consequência, além da falta d’água, o problema afeta diretamente a geração e transmissão de energia elétrica em todo o país.

A solução para São Paulo, no entender da fundação, é estabelecer um cronograma de obras contra a seca, priorizando as de interligação dos reservatórios. Segundo o porta-voz, o objetivo principal é recuperar a bacia do Sul de Minas, principal responsável por fornecer a água para o Sistema Cantareira.

Nesse sentido, representantes da fundação se reuniram no último dia 13 com integrantes de um grupo econômico do setor de energia para encontrar soluções para o problema. A principal seria a criação de um “caminho de umidade”, interligando a Amazônia com o sul de Minas Gerais. Para a fundação, a estiagem “apenas mostrou o que não foi feito nos últimos 20 anos”.

Convênio
A Prefeitura de São Paulo, na gestão de José Serra, havia firmado um convênio em 2005 com a fundação para a antecipar intempéries climáticas que impactassem na rotina da capital. Como contrapartida, o Executivo municipal deveria realizar uma série de obras contra enchentes. Em setembro de 2009, já com Gilberto Kassab no cargo de prefeito, o convênio foi rompido pela Prefeitura.

O motivo: a fundação alegou ter alertado com antecedência sobre as chuvas que paralisaram a cidade no dia 8 de setembro daquele ano, mas considerou que a Prefeitura nada fez para tentar prevenir os problemas. “A gente não pode ajudar o homem naquilo que ele pode fazer por si. As verbas para obras contra enchentes estão congeladas”, disse Osmar Santos, na ocasião.

De acordo com Santos, houve um contato recente da fundação com o secretário das Subprefeituras, Ricardo Teixeira, na atual gestão, mas a reativação do convênio dependia de um aval do prefeito Fernando Haddad.

FALTA D’ÁGUA EM SP
Seca afeta abastecimento

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blog: como economizar águasaiba mais

ANA diz que Sabesp tirou mais água que o permitido do volume morto

Presidente da Sabesp diz que cota de água acaba em novembro sem chuva

Reservatórios da Grande SP têm 15,8% do volume de água disponível

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[Atualização]

29/10/2014 22h47 – Atualizado em 30/10/2014 13h54

Fundação esotérica oferece ajuda em crise hídrica; governo nega encontro

Palácio diz que porta-voz de fundação tentou conversar com Alckmin.
Porta-voz deixou sede do governo sem ser recebido, diz assessoria.

Do G1 São Paulo

O porta-voz da fundação esotérica Cacique Cobra Coral (FCCC) disse que procurou nesta quarta-feira (29) o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, para oferecer apoio na crise de abastecimento que afeta o estado. A fundação diz ser capaz de minimizar os impactos dos temporais e outros eventos naturais.

Apesar de a Fundação afirmar que foi recebida por assessores e que nova reunião chegou a ser marcada para acertar detalhes da colaboração, o Palácio dos Bandeirantes nega o encontro com o representante do grupo, que esteve na portaria da sede do governo, no Morumbi.

Segundo a assessoria de imprensa do governo do estado, Osmar Santos pediu para conversar com o governador. Como o assessor que cuida da agenda de Alckmin não estava no local, ele foi orientado a aguardar. Osmar Santos deixou um cartão com a secretária e partiu após cerca de 15 minutos, segundo a assessoria do governo. Ainda de acordo com o Palácio dos Bandeirantes, imagen do sistema de segurança mostram que ele não chegou a ser recebido.

O porta-voz da Fundação alega que já a partir desta sexta-feira (31), um  “jato de vento de baixos níveis e uma frente fria estarão presentes para se alinharem para formar um corredor de nuvens de chuva mais duradoura sobre o Centro-Oeste e Sudeste do Brasil”. As mudanças climáticas já estariam ocorrendo depois que os executivos da Prefeitura e do Estado do Rio, junto de um grupo de empresários privados do setor energético, solicitaram a intervenção da fundação, segundo Santos.

A única exigência feita pela FCCC é a de que os governos “não avancem nas águas do Rio Paraíba do Sul”, que abastecem o estado fluminense, mas a nascente é em São Paulo. “Evitando assim a guerra pela água iniciada meses atrás por São Paulo e barrado pela ANA (Agência Nacional de Águas)”, explicou Santos.

Santos disse que desde 2012 vem alertando o governo do estado de São Paulo para a situação crítica dos reservatórios, devido à falta de chuvas. Além disso, na ocasião, a fundação teria, inclusive, solicitado a interligação dos reservatórios de São Paulo, para amenizar o impacto da prolongada estiagem no Sistema Cantareira.

A fundação é comandada pela médium Adelaide Scritori, que afirma incorporar o espírito do cacique Cobra Coral, entidade que seria capaz de influenciar no clima.

Em 2013, a FCCC diz também ter alertado ao Ministério de Minas e Energia que as chuvas de verão daquele ano não tinham sido suficientes para encher os reservatórios das usinas hidroelétricas brasileiras. Segundo a entidade, março terminou com reservatórios na casa dos 52% no sistema Sudeste/Centro-Oeste e 42% no Nordeste. Em 2012, os níveis registrados no mesmo período foram de 78% no centro do país e 82% nas bacias nordestinas.

Segundo o porta-voz da fundação, houve erro de gestão, tanto por parte do governo estadual quanto do federal, que está sendo evidenciado pela crise hídrica. Como consequência, além da falta d’água, o problema afeta diretamente a geração e transmissão de energia elétrica em todo o país.

A solução para São Paulo, no entender da fundação, é estabelecer um cronograma de obras contra a seca, priorizando as de interligação dos reservatórios. Segundo o porta-voz, o objetivo principal é recuperar a bacia do Sul de Minas, principal responsável por fornecer a água para o Sistema Cantareira.

Nesse sentido, representantes da fundação se reuniram no último dia 13 com integrantes de um grupo econômico do setor de energia para encontrar soluções para o problema. A principal seria a criação de um “caminho de umidade”, interligando a Amazônia com o sul de Minas Gerais. Para a fundação, a estiagem “apenas mostrou o que não foi feito nos últimos 20 anos”.

Convênio
A Prefeitura de São Paulo, na gestão de José Serra, havia firmado um convênio em 2005 com a fundação para a antecipar intempéries climáticas que impactassem na rotina da capital. Como contrapartida, o Executivo municipal deveria realizar uma série de obras contra enchentes. Em setembro de 2009, já com Gilberto Kassab no cargo de prefeito, o convênio foi rompido pela Prefeitura.

O motivo: a fundação alegou ter alertado com antecedência sobre as chuvas que paralisaram a cidade no dia 8 de setembro daquele ano, mas considerou que a Prefeitura nada fez para tentar prevenir os problemas. “A gente não pode ajudar o homem naquilo que ele pode fazer por si. As verbas para obras contra enchentes estão congeladas”, disse Osmar Santos, na ocasião.

De acordo com Santos, houve um contato recente da fundação com o secretário das Subprefeituras, Ricardo Teixeira, na atual gestão, mas a reativação do convênio dependia de um aval do prefeito Fernando Haddad.

Pela primeira vez, Alckmin apela para Fundação Cacique Cobra Coral (Veja SP)

CLIMA

O governador contatou nesta semana o grupo conhecido por ser capaz de manobrar fenômenos naturais e, inclusive, fazer chover

Osmar Santos, porta-voz da Fundação: convênio à vista (Foto: Mario Rodrigues)

29.out.2014 por Carolina Giovanelli

Em meio a uma preocupante crise hídrica na cidade, o governador reeleito Geraldo Alckmin contatou pela primeira vez a Fundação Cacique Cobra Coral (FCCC), que se diz capaz de manobrar fenômenos naturais e alterar o clima do planeta. Osmar Santos, porta-voz do grupo, conversou hoje, quarta (29), durante meia hora com um assessor da secretaria particular do governador. O combinado é que o Palácio dos Bandeirantes volte a ligar na semana que vem para agendar um encontro diretamente com Alckmin.

O trabalho da FCCC se dá através da médium Adelaide Scritori, que afirma contar com a ajuda de uma entidade umbandista conhecida como Cacique Cobra Coral. A “parceria” conseguiria promover mudanças em relação a raios, trovões e tempestades. Há convênios com diversas empresas particulares, governos e prefeituras. “Não pedimos dinheiro, mas contrapartidas como construção de obras de geração de energia para beneficiar a população”, diz Santos.

No fim de agosto, Scritori chegou a mandar uma notificação por e-mail dirigida a Alckmin, alertando que o período chuvoso atrasaria esse ano e que medidas urgentes precisavam ser tomadas. Não obteve resposta.

Se o convênio com o governador for selado e ele cumprir as exigências, Santos garante que a seca é reversível. Se não, a previsão para o ano que vem se mostra das piores, com chuvas irregulares e insuficientes para recuperar os reservatórios.

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Fundação que afirma prever o tempo diz que fez alertas sobre crise hídrica (G1)

17/10/2014 06h50 – Atualizado em 17/10/2014 06h50

Fundação Cacique Cobra Coral diz que houve um erro de gestão em SP.
Órgão teria pedido interligação dos reservatórios para minimizar o problema.

Do G1 São Paulo

A fundação esotérica Cacique Cobra Coral (FCCC), que diz ser capaz de minimizar os impactos dos temporais e outros eventos naturais, informou, por meio de seu porta-voz, Osmar Santos, que desde 2012 vem alertando o governo do estado de São Paulo para a situação crítica dos reservatórios, devido à falta de chuvas. Além disso, na ocasião, a fundação teria, inclusive, solicitado a interligação dos reservatórios de São Paulo, para amenizar o impacto da prolongada estiagem no Sistema Cantareira.

A fundação é comandada pela médium Adelaide Scritori, que afirma incorporar o espírito do cacique Cobra Coral, entidade que seria capaz de influenciar no clima.

Em 2013, a FCCC diz também ter alertado ao Ministério de Minas e Energia que as chuvas de verão daquele ano não tinham sido suficientes para encher os reservatórios das usinas hidroelétricas brasileiras. Segundo a entidade, março terminou com reservatórios na casa dos 52% no sistema Sudeste/Centro-Oeste e 42% no Nordeste. Em 2012, os níveis registrados no mesmo período foram de 78% no centro do país e 82% nas bacias nordestinas.

 

FALTA D’ÁGUA EM SP

Segundo o porta-voz da fundação, houve erro de gestão, tanto por parte do governo estadual quanto do federal, que está sendo evidenciado pela crise hídrica. Como consequência, além da falta d’água, o problema afeta diretamente a geração e transmissão de energia elétrica em todo o país.

A solução para São Paulo, no entender da fundação, é estabelecer um cronograma de obras contra a seca, priorizando as de interligação dos reservatórios. Segundo o porta-voz, o objetivo principal é recuperar a bacia do Sul de Minas, principal responsável por fornecer a água para o Sistema Cantareira.

Nesse sentido, representantes da fundação se reuniram na segunda-feira (13) com integrantes de um grupo econômico do setor de energia para encontrar soluções para o problema. A principal seria a criação de um “caminho de umidade”, interligando a Amazônia com o sul de Minas Gerais. Para a fundação, a estiagem “apenas mostrou o que não foi feito nos últimos 20 anos”. Em relação à previsão do clima, a expectativa de chuva seria para depois das eleições, no próximo dia 26.

Convênio
A Prefeitura de São Paulo, na gestão de José Serra, havia firmado um convênio em 2005 com a fundação para a antecipar intempéries climáticas que impactassem na rotina da capital. Como contrapartida, o Executivo municipal deveria realizar uma série de obras contra enchentes. Em setembro de 2009, já com Gilberto Kassab no cargo de prefeito, o convênio foi rompido pela Prefeitura.

O motivo: a fundação alegou ter alertado com antecedência sobre as chuvas que paralisaram a cidade no dia 8 de setembro daquele ano, mas considerou que a Prefeitura nada fez para tentar prevenir os problemas. “A gente não pode ajudar o homem naquilo que ele pode fazer por si. As verbas para obras contra enchentes estão congeladas”, disse Osmar Santos, na ocasião.

De acordo com Santos, houve um contato recente da fundação com o secretário das Subprefeituras, Ricardo Teixeira, na atual gestão, mas a reativação do convênio dependia de um aval do prefeito Fernando Haddad.

Eunice Nodari, doutora em história ambiental:‘Não podemos controlar a chuva. Os desastres, sim’ (O Globo)

Professora gaúcha foi uma das palestrantes do encontro que reuniu, no mês passado, pesquisadores dos cinco países que compõem o Brics

POR FÁTIMA FREITAS


Eunice Nodari atesta que erros ambientais do passado continuam a acontecer, aponta caminhos para mudança e fala sobre a história ambiental de diferentes países
Foto: Fabio Seixo / Agência O Globo
Eunice Nodari atesta que erros ambientais do passado continuam a acontecer, aponta caminhos para mudança e fala sobre a história ambiental de diferentes países – Fabio Seixo / Agência O Globo

“Nasci em Sarandi, Rio Grande do Sul. Meu pai era pequeno comerciante e queria que eu fosse ‘alguém na vida’. Bom, consegui ser a primeira a ter curso superior na família… Nos anos 1980, me mudei para Santa Catarina. Tenho 60 anos, 3 filhos e 2 netos e sou casada com um professor de genética vegetal”

Conte algo que não sei.

A história ambiental no Brasil é um campo novo. Começou a ganhar força na década de 1990, com forte influência dos Estados Unidos. Com isso, em 2001, enveredei minha carreira para pesquisas nessa área. Iniciamos com projetos sobre a história do desmatamento das florestas do Sul do Brasil, e avançamos para outros temas prementes relacionados ao meio ambiente. Logo conseguimos criar uma linha de pesquisa em Migrações e História Ambiental, no Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Foi um trabalho pioneiro que vem dando ótimos resultados e, ainda, é um estímulo para outras universidades.

Além da UFSC, quais são as grandes referências em história ambiental no Brasil?

O destaque deve ser dado ao Programa de Pós-Graduação em História Social da UFRJ, da UNB e a UFMG. Juntas, essas universidades têm 64 teses de doutorado. É importante ressaltar que os meus ex-orientandos, hoje doutores, já são professores de universidades em diferentes estados. Nelas, eles também estão criando os seus grupos desta disciplina, aumentando, assim, a rede.

A senhora foi palestrante do Simpósio Diálogo em História Ambiental: Brics. O que os países que integram o grupo têm em comum nas questões ambientais?

O Brics reuniu pesquisadores ambientais dos países que o compõem com o objetivo de discutir formas de serem realizadas pesquisas em conjunto. Foi um evento muito importante, inédito na área de história. Foram debatidas similaridades e diferenças. Sem dúvida, as enchentes são eventos recorrentes na maioria dos cinco países. No caso do Brasil, o Rio de Janeiro e Blumenau, por exemplo, sofrem com as cheias. Uma das deficiências observadas nas pesquisas realizadas por mim e por Lise Sedrez deixa claro que as políticas públicas investem muito pouco na prevenção dos problemas que surgem com os temporais anualmente. Uma coisa é certa: não podemos controlar a chuva, mas os desastres, sim.

E, neste caso, qual o papel do historiador ambiental?

É analisar como os desastres ambientais, que são os que têm a intervenção do homem, estão diretamente relacionados com as problemáticas sociais, econômicas, culturais e, mesmo, políticas, apontando os caminhos para evitar que esses processos se repitam.

Erros ambientais do passado ainda são frequentes?

Infelizmente, as lições herdadas do passado não estão sendo devidamente observadas, pois os mesmos erros continuam sendo praticados. Cometer infrações básicas, como não respeitar as áreas de matas ciliares, importantes para a contenção das cheias e a qualidade da água, significa falta de respeito não somente ao meio ambiente, mas também à vida humana e dos demais habitantes do planeta.

A violência ambiental é resultado da falta de legislação?

No meu entender, as violências socioambientais mais preocupantes são as silenciosas, aquelas que acontecem cotidianamente e que não são resolvidas. Por exemplo, a falta de saneamento básico para parte da população. Não podemos atribuir à falta de legislação o descontrole na degradação, pois a própria Constituição de 1988 inclui os direitos relacionados ao meio ambiente.

 

Cacique cobra rapidez (Isto É Dinheiro)

29/08/2014

Por: Clayton Netz

Um relatório confidencial foi encaminhado ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, ao prefeito da capital, Fernando Haddad, e à presidenta Dilma Rousseff. Elaborado pela Fundação Cacique Cobra Coral, traz notícias nada agradáveis sobre a previsão de chuvas para o próximo trimestre e para o ano de 2015. Fala de atraso no período chuvoso e precipitações irregulares no Centro-Sul. E cobra rapidez na assinatura de convênios que ajudariam a amenizar a situação, mas que estão parados em função do calendário eleitoral.

(Nota publicada na Edição 880 da Revista Dinheiro, com colaboração de: Carlos Eduardo Valim, Fabrício Bernardes e Vera Ondei)

Fundação Cacique Cobra Coral no Youtube – 1 de setembro de 2014

Cesar Maia – FCCC – Prefeito do Rio de Janeiro dá seu Testemunho – Força da Mente

 

Globo Repórter/World Trade Center

 

Dâniel Fraga: Eduardo Paes e José Serra acreditam que “reza” evitará chuvas

 

Prefeito do Rio, contrata, adivinhos, espiritas do demonio cobra coral

 

Maldição no Rio, Sob o governo de Eduardo Paes

El chamán que ‘detuvo’ la lluvia, Jorge Elías González (El Espectador)

17 ENE 2012 – 3:33 PM

Clausura Mundial Sub 20

Recibió $3’931.082 de pesos por evitar la lluvia en la clausura del Mundial Sub 20.

Por: Elespectador.com
El chamán que detuvo la lluvia

Jorge Elías Gonzalez fue contratado para evitar la lluvia en la clausura del Mundial Sub 20 de fútbol en Bogotá en 2011.

El chamán recibió cerca de 4 millones de pesos por la labor para la que fue contratado, en el partido por el tercer y cuarto puesto entre México y Francia, el clima era lluvia y cielo nublado, por lo que las directivas del teatro Nacional estaban preocupadas, ya que si la lluvia se extendía hasta el momento de la clausura, esta no se podría llevar a cabo como estaba planeada.

Ana Martha de Pizarro, gerente del Teatro Nacional se escuda de la críticas dejando claro que la lluvia desapareció y el evento se pudo llevar a cabo como estaba programado.

*   *   *

JUDICIAL 17 ENE 2012 – 3:53 PM

Clausura Mundial Sub 20

Chamán podría ser llamado a declarar por contrato del Mundial Sub 20

Las personas involucradas en las irregularidades en la ceremonia de clausura del evento podrían haber incurrido en los delitos de peculado por apropiación y celebración indebida de contratos.

Por: Elespectador.com
 El chamán que detuvo la lluvia

La Fiscalía General podría llamar en los próximos días al ahora conocido chamán Jorge Elías González para que explique la forma en cómo lo contrató el Instituto de Recreación y Deporte (Idrd) para la ceremonia del clausura del Mundial Sub 20 celebrada en agosto pasado en Bogotá.

“En el caso del señor Chamán será citado a la Fiscalía para que nos explique la circunstancia de tiempo, modo y lugar en que se puede evitar que ocurra el fenómeno de la lluvia”, precisó el vicefiscal General, Juan Carlos Forero.

Sobre este caso, que ha llamado la atención de todo el país, el Vicefiscal General precisó que los funcionarios que realizaron la contratación para la ceremonia podrían haber incurrido en los delitos de peculado por apropiación y celebración indebida de contratos, puesto que existe un detrimento 1.900 millones de pesos.

Igualmente aclaró que se tiene que revisar como el Idrd realizó todo el proceso de contratación, con el fin de verificar si se realizó licitación pública o “los contratos fueron adjudicados a dedo”.  

El chamán contratado para el cierre del Mundial sub’20 Colombia 2011 evitó que la lluvia empañara el espectáculo montado para la clausura de este campeonato en Bogotá, aseguraron los responsables de la presentación artística.

El campesino Jorge González Vásquez fue vinculado para que “no lloviera durante el espectáculo”, dijo la directora del Festival Iberoamericano de Teatro de Bogotá (Fitb), Ana Martha de Pizarro, en una entrevista con Caracol Radio.

“La realidad es que no llovió durante el espectáculo”, agregó De Pizarro, cuya institución creó y montó la presentación con la cual se dio cierre, el pasado 20 de agosto, al Mundial sub’20 en el Estadio Nemesio Camacho ‘El Campín’, de Bogotá, y del que Brasil se coronó campeón al vencer a Portugal.

La directora del Fitb habló de la presencia de González un día después de que el titular de la Contraloría (tribunal de cuentas) de Bogotá, Mario Solano Calderón, denunciara cuantiosos sobrecostes en la contratación de la clausura y presentara el caso del chamán como el más llamativo.

El Fitb fue contratado para la clausura del Mundial sub’20 por el Instituto Distrital de Recreación y deporte de Bogotá (Idrd), entidad de la Alcaldía de la ciudad que invirtió poco más de 4.400,13 millones de pesos para las actividades de cierre del evento.

Sin embargo, Solano advirtió de que la contratación tuvo un sobrecoste de casi la mitad de esa suma, por mayores cobros en frentes como los de vinculación de personal extranjero, pasajes aéreos y viáticos, entre otros.

En el caso de González, el funcionario dijo que este chamán recibió casi cinco millones de pesos, la mayor parte como sueldo y la otra como viáticos.

La directora del Fitb sostuvo que en el contrato con el Idrd se puso como una de las condiciones para la realización del espectáculo la vinculación del campesino.

“Aunque a ustedes les pueda parecer un poco exótico, es parte de la producción de presentaciones masivas y públicas, y es la manera habitual en la que nosotros lo hacemos”, expresó De Pizarro.

La gestora cultural observó que el Fitb contrata al chamán para la misma función desde la segunda o tercera versión del festival, creado y dirigido hasta su muerte en agosto de 2008 por la actriz colombiano argentina Fanny Mikey, quien fue sucedida por De Pizarro.

El FITB se realiza cada dos años, por la misma época de la Semana Santa, y en 2012 celebrará su edición trece.

De Pizarro defendió que la presentación de cierre del Mundial sub’20 “fue absolutamente impactante” y que, para ellos, “parte esencial del espectáculo era contratar a este señor (el chamán)”

Asimismo, aseguró que el Fitb entregó “cuentas absolutamente exhaustivas y claras” sobre los contratos que celebró y los pagos que hizo para cumplir con la parte de las actividades que le fueron encomendadas.

Chamán asegura que le pagaron $3 millones por posesión de Santos (El Tiempo)

La Presidencia aclaró que fue un subcontratista de la campaña quien pagó a Jorge Elías González.

17 de enero de 2012

El chamán Jorge González confirmó en diálogo con La W Radio que fue contratado para que no lloviera durante la clausura del Munidal Sub-20 y dijo que siempre ha sido contratado para este fin durante el Festival Iberoamericano de Teatro. Según él, controló un 80 por ciento de lluvias durante el cierre del Mundial, mientras que aseguró haber sido contactado también para el acto de posesión del presidente Juan Manuel Santos, donde, según comenta, recibió un pago de tres millones de pesos.

“El invierno estaba golpeando muy duro y trate de controlarlo en un 90 por ciento”, dijo González, quien afirma ser un ‘sacerdotista’.

“Puedo demostrarle al mundo que lo que digo es verdad (su capacidad de evitar la lluvia) (…) lo mío es controlar la lluvia pero tampoco soy un dios”, agregó.

Tormenta desata contratación del chamán

El 10 de agosto del año pasado, faltando diez días para la final del Mundial Sub-20 de Fútbol en Bogotá, la Fundación Teatro Nacional se puso en contacto con un viejo conocido de esa corporación: Jorge Elías González Vásquez, un famoso chamán que vive en una vereda de Dolores (Tolima).

¿La razón? Ana Martha de Pizarro y Daniel Álvarez Mikey, encargados de la clausura del torneo, querían que González Vásquez usara toda su ‘artillería’ -incluidos rezos- para que en la noche del 20 de agosto no lloviera sobre El Campín. En una ciudad lluviosa, querían que la presentación no se aguara.

Entonces, Álvarez Mikey y González Vásquez firmaron un contrato de “servicios técnicos de asesoría”, con derechos de propiedad intelectual incluidos y pólizas de amparo de salud y riesgos profesionales, con un solo objetivo: que el chamán frenara cualquier lluvia. Y en los 20 minutos de la presentación de clausura -elogiada por muchos- no llovió. (vea el contrato suscrito por el Distrito con el chamán).

Sin embargo, el lunes, el contralor de Bogotá, Mario Solano, destapó el contrato del chamán, en medio de presuntas irregularidades en la contratación del Mundial Sub-20, y se desató la tormenta, que ha copado las redes sociales.

Incluso, el caso ya llegó a la Fiscalía. “Vamos a determinar la posible celebración indebida de contratos o la conducta de peculado. En el caso del señor chamán será llamado a la Fiscalía para que nos explique las circunstancias de tiempo, modo y lugar en que puede evitar el fenómeno de la lluvia“, anunció este martes el vicefiscal, Juan Carlos Forero. (lea también: Indagan pago a chamán para evitar lluvia en cierre de Mundial Sub-20).

En el contrato, de “carácter civil” y de cuatro páginas, quedó pactado que González Vásquez recibió 3’931.082 pesos por la “asesoría del evento” y 1’000.000 de pesos de viáticos por 20 días, cancelados con dineros públicos entre el 2 y el 21 de agosto del 2011. En este campo se habla de 50.000 pesos por día. “Queda entendido que el presente contrato se ha perfeccionado en atención a las calidades del profesional”, señala el documento.

Este martes, el contralor Solano dijo que el Teatro Nacional está en todo su derecho de contratar chamanes para sus eventos privados, pero cuestionó duramente que lo haya hecho con dineros públicos para la clausura del Mundial. “La ley de contratación habla de eficacia y profesionalismo. En ninguna parte se habla de permitir contratos de brujos, chamanes o hechiceros”, añadió.

El funcionario también criticó al Instituto Distrital de Recreación y Deporte, IDRD por no haber vigilado y frenado ese contrato.

Sin embargo, Álvarez Mikey, hijo de la reconocida y fallecida actriz Fanny Mikey, salió en defensa del contrato. Sostuvo que buscan aclarar el episodio ante la opinión pública, pues manifestó que el contrato fue avalado por el IDRD y el comité organizador del torneo.

Manifestó que no es la primera vez que usan los servicios del chamán y que lo hacen desde hace varios años para el Festival Iberoamericano de Teatro, debido a las lluvias constantes de abril.

“Para todos los grandes eventos al aire libre en Bogotá, los empresarios suelen recurrir a estas estrategias, pues se sufre mucho por el clima de la ciudad”, añadió Álvarez.

Aseguró que González Vásquez fue apenas una persona más de todo el equipo técnico que se empleó para la clausura del Mundial Sub-20.

“Él no es un chamán. Es un radiestesista que, con péndulos, hace su trabajo. Para lo de El Campín, trabajó con días de anticipación desde el parque Simón Bolívar”.

Frente al uso de dineros públicos para este tipo de contratos, señaló que van a responder ante cualquier instancia. “Hicimos un evento de calidad y no ocultamos nada. Acá no se trata de pelear con la opinión pública sino de aclarar todo”, puntualizó Álvarez Mikey.

Lo que trinaron varios usuarios de Twitter

@NATALIASPRINGER: “Dejémonos de bobadas,
el #chamán fue de los pocos contratistas que le cumplieron
a la anterior administración”.

@bobadaliteraria: “¿Los antitaurinos ya probaron a contratar el chamán para que llueva durante las corridas?”

@FEISAR_SANDOVAL: “Que lo contraten como asistente de Pékerman, para ver si así logra llevarnos a Brasil 2014”.

@JuanLeTrina: “Me volví chamánager. Alquilo chamanes para asados, bodas al aire libre, integraciones empresariales, eventos en general”.

Jorge Elías González fue llamado siempre el ‘Señor de la lluvia’

Un campesino. Un radiestesista, al que no le gusta que le digan chamán aunque en el mundo del Iberoamericano de Teatro lo llaman el ‘Señor de la lluvia’. Así es Jorge Elías González Vásquez, el hombre en medio de la tormenta por su contratación para ahuyentar el aguacero en el Mundial Sub-20.

González, de 66 años, vive campo adentro en una vereda de Dolores (Tolima), en el mismo lugar donde Fanny Mikey y su equipo lo ubicaron hace ya más de una década para que las presentaciones al aire libre no se aguaran.

“No es un desconocido en el mundo de los espectáculos de la ciudad, pero sigue siendo un campesino”, dice Jorge Vargas, director del Teatro Taller de Colombia, quien ayudó a Fanny a ubicarlo.

El descubrimiento de este hombre, al que aún le dejan mensajes en una escuela del pueblo para localizarlo, se dio a comienzos de los 90 gracias al Crea, antiguo programa del Ministerio de Cultura.

Desde ese momento, cuenta Vargas, Mikey comenzó a buscarlo por cielo y tierra, pues el Iberoamericano se hace en una época usualmente lluviosa.

“Lo buscamos a través de una emisora en Ibagué, pero como estaba en su finca muy adentro echando azadón fue un compadre suyo quien oyó que lo estaban necesitando en Bogotá y le contó”, dice Vargas, para quien “andan buscando corrupción donde no es”.

La fama de González como el ‘Señor de la lluvia’ siguió creciendo y, en 1997, viajó al Festival Internacional de Copenhague (Dinamarca), donde la prensa danesa lo destacó por su trabajo.

Mientras tanto, en el Iberoamericano se acostumbraron a su péndulo y a otros objetos para el ritual que hace en el parque Simón Bolívar y en los lugares donde tienen espectáculos.

Y es que, como lo afirmó Ana Marta de Pizarro, la directora del Festival, a ‘La W’, había sido contratado desde el segundo o tercer evento (es decir, desde 1992).

De él se cuenta que es creyente y aprendió la radiestesia gracias a su padre, pero tuvo que luchar en su pueblo contra quienes pensaban que estaba loco.

“Es un señor que mediante el manejo de elementos de la naturaleza y observación de las nubes puede desviarlas momentáneamente“, dijo una persona del Festival que lo conoce desde hace años.

A pesar del aguacero de controversia, en el Festival ya se dice que a González lo volverán a traer para que ahuyente la lluvia en la edición de este año.

REDACCIÓN CULTURA y ENTRETENIMIENTO

Son comunes en eventos privados

La firma de conciertos Evenpro también contrata chamanes para sus eventos musicales. Lo hizo el año pasado para el concierto de Red Hot Chili Peppers y el Shakira Pop Festival, y en ambos le funcionó.

Lo habían hecho antes para espantar el aguacero durante el festival Nem-Catacoa, en el 2010. En esa oportunidad, el ritual de varios chamanes muiscas se hizo en pleno escenario, en medio del público.

Y hace unos meses, en Casa Ensamble, también contaron con “apoyo espiritual” para evitar que lloviera durante el Festival Me Gusta, de Teusaquillo.

‘Hay visión sesgada de la Contraloría’

En la noche de este martes, Ana Edurne Camacho, ex directora del Instituto Distrital de Recreación y Deporte (IDRD), expidió un comunicado, en respuesta a la auditoría del contralor de Bogotá, Mario Solano, y a las presuntas irregularidades en la contratación del Mundial Sub-20 de Fútbol.

La funcionaria dijo que no comparte las apreciaciones de Solano, ya que “no reflejan las actuaciones transparentes adelantadas por mi administración”.

Dijo que sólo se enteró de la presencia del chamán por los medios de comunicación, pues manifestó que no se habló de ese tema durante la auditoría.

“Es por los medios por los que me entero de nuevos hallazgos, que no fueron producto del ejercicio auditor, como la contratación de un chamán, impidiendo en su momento que la Administración ejerciera el derecho de defensa y contradicción”, señaló Camacho.

También sostuvo que el IDRD “no realizó una serie de contrataciones, como lo señaló la Contraloría de Bogotá, sino que contrató un único espectáculo con un proveedor exclusivo (el Teatro Nacional)”, por 4.700 millones de pesos. Camacho habló de una “visión sesgada de la Contraloría” en todo este tema.

REDACCIÓN BOGOTÁ

*   *   *

Indagan pago a chamán para evitar lluvia en cierre de Mundial Sub-20

Según la Contraloría, habría un supuesto detrimento patrimonial por 1.919 millones de pesos.

16 de enero de 2012

La Contraloría de Bogotá le abrió un proceso de responsabilidad fiscal a la ex directora del Instituto Distrital de Recreación y Deporte (IDRD) Ana Edurne Camacho, por presunto detrimento patrimonial de 1.919 millones de pesos.

Lo anterior, por haber incurrido la ex funcionaria en supuestas contrataciones irregulares y sin la debida justificación, para el acto de clausura de la Copa Mundial de Fútbol Sub-20.

Según el organismo, en el contrato que el IDRD suscribió con la Fundación Teatro Nacional -por 4.400 millones de pesos- para que se encargara de los actos culturales de esa ceremonia, se pagaron cerca de 4 millones de pesos a un chamán para que este evitara que lloviera en Bogotá el día de la ceremonia.

El contralor, Mario Solano, no encontró justificado este contrato ni otros pagos que asumió el IDRD, que eran responsabilidad del contratista. “No se cuestiona la calidad del acto, sino la improvisación y los pagos no justificados”, afirmó el contralor.

Entre tales pagos cuestionados están tiquetes y pasajes internacionales, por 61 millones de pesos; impuestos como el IVA; y doble contratación “por curaduría artística”, con la Fundación Teatro y, a la vez, con la Fundación Horizonte Joven.

Por el contrario, la ex directora del IDRD Ana Edurne Camacho dijo que “no se hicieron pagos por fuera del contrato ni faltó planeación.

Si hubiera sido así, la ceremonia no hubiera tenido el éxito mundial logrado”.

O homem do tempo (Trip)

Cacique Cobra Coral: um espírito que luta contra o desequilíbrio da natureza

11.07.2012 | Texto: Millos Kaiser | Fotos: Abiuro

Foto: Abiuro

Empenhado em “intervir nos desequilíbrios provocados pelo homem na natureza”, o espírito do velho Cacique Cobra Coral se manifesta no Brasil e faz clientes entre produtoras de shows, governos e até em casamentos reais

De: The Weather Son
Sent from iPad 3 – from Rio City Maravilhosa

Depois de segurar por mais de dez dias a chuva e o vento para a montagem e o início da Rio+20, o cacique Cobra Coral ficou muito triste com a apresentação do relatório que deve ser ratificado pelos chefes de Estado. Acionado pelo prefeito Eduardo Paes diante da previsão de chuva durante a conferência da ONU, o cacique isolou as áreas do Forte de Copacabana e do Riocentro, onde ocorria a Rio+20, e conseguiu espantar totalmente as nuvens carregadas nesses locais, fazendo uma distribuição da chuva pelo estado do Rio de Janeiro.

O remetente do e-mail “The Weather Son”, o filho do tempo, é Osmar Santos, marido da médium Adelaide Scritori. Juntos, eles são responsáveis pela Fundação Cacique Cobra Coral, criada, segundo o site oficial, “para intervir nos desequilíbrios provocados pelo homem na natureza”. Adelaide é a responsável pelo trabalho espiritual (ela prefere o termo “operações”), enquanto Osmar é “o homem do marketing”. “Eu trabalho usando uma conexão concreta, via celular, tablet e notebook, e a Adelaide opera com o cacique, conectada pelo espiritismo”, ele esclarece. A dupla contaria ainda com o auxílio de um professor aposentado da Universidade de São Paulo (USP), de um pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e de outros conselheiros – até o escritor Paulo Coelho já foi um deles, entre 2002 e 2004.

Nos últimos dias, o casal estava na fronteira entre Brasil e Argentina, tentando atrasar a chegada de uma frente fria na Rio+20. No antepenúltimo dia do evento, porém, choveu. O cacique errou? “Não erramos a previsão, porque não é isso que fazemos. Alteramos o tempo para atender o povo. Funcionamos como um airbag, mas cada uma das peças do carro precisa também fazer sua parte. E isso não ocorreu. Céu azul não combina com desatenção, insensibilidade e falta de compromisso dos que se acham donos deste planeta. Não passarão incólumes ao crash climático de 2047, quando a Terra não terá mais água, comida ou ar limpo”, justifica Osmar, adiantando de quebra o ano em que será o apocalipse final.

Nem um mês antes, os dois estavam espantando tempestades no Grande Prêmio de Fórmula 1 em Mônaco e no Rock in Rio Lisboa. Terminando a Rio+20, embarcariam para a edição espanhola do festival, em Madri, e de lá seguiriam para Londres, onde dariam uma forcinha na abertura da Olimpíada. São quase todos clientes de longa data. A FCCC mantém convênio com a secretaria de obras do Rio de Janeiro desde o segundo mandato de César Maia, iniciado em 2001. Réveillon, Carnaval, Jogos Pan-Americanos, visitas de Bush, Obama e do papa à cidade… Em todos esses eventos, o cacique estava lá. Desde o mesmo ano, ele também pode dizer “Rock in Rio, eu fui”. Na época, o espírito teria salvado o festival de uma chuva que acometera toda a Barra da Tijuca, com exceção da Cidade do Rock, e convertido Roberto Medina – em sua autobiografia, o idealizador do RIR escreveu: “O cacique quase faz parte da empresa”.

“Contratamos sempre que dá. É satisfação garantida. Quando não dá para mandar a chuva para outro lugar, ele avisa antes” , diz uma produtora de eventos

Já com a Inglaterra a relação é ainda mais antiga, data do inverno de 1987. Londres agonizava sob 30 graus abaixo de zero e a então primeira-ministra Margaret Thatcher pediu socorro dos brasileiros. No dia seguinte, a temperatura já chegava a tolerável um grau negativo. O jornal The Guardian apelidou os milagreiros de “interceptadores de catástrofes”. Acabaram virando queridinhos do gabinete real, a ponto de intercederem no recente casamento do príncipe William com Kate Middleton.

Convênios com órgãos públicos são gratuitos. Em troca, a fundação pede aos governos que apresentem um comprovante de tudo que fizeram para reduzir os danos ambientais. Quem são os clientes particulares ou quanto pagam, a FCCC não revela, dizendo apenas que “eles estão espalhados por 17 países diferentes”. A produtora de eventos Valeria (nome fictício), que utilizou o serviço seis vezes, revela que o preço varia entre R$ 20 mil e R$ 25 mil, dependendo do porte do evento e do tempo de antecedência da contratação.

Contrata-se, na verdade, a Corporação Tunikito, um conglomerado com mais de dez CNPJs (El Niño Administração, Nostradamus Corretora de Seguros, La Niña Metereology, TWX Capas de chuva etc.) cuja sede fica na cidade de Guarulhos, em São Paulo. Osmar explica melhor: “A contratação pode incluir uma série de bens e serviços, como boletins meteorológicos, seguros contra desastres, aluguel de veículos e de capas de chuva. Mas é natural que quem contrate a Tunikito espere uma retribuiçãozinha providencial do cacique, afastando a chuva no dia de seu evento”. A fundação seria mantida com 20% dos lucros da Tunikito.

Iniciais no bolso
Adelaide e Osmar se conheceram quando eram promotores comerciais da Clam Clube de Assistência Médica, uma empresa do Grupo Silvio Santos. “Sempre trabalhamos com vendas”, ele conta. Quando não estão atuando como “senhores do tempo”, Adelaide trabalha como corretora de imóveis de luxo, “de acima de R$ 1 milhão”; o forte de Osmar são os seguros de automóveis.

A Fundação Cacique Cobra Coral foi fundada em 1931 por Ângelo, pai de Adelaide. Ele teria sido o primeiro Scritori a receber o espírito do índio norte-americano, que antes haveria encarnado no ex-presidente Abraham Lincoln e no cientista Galileu Galilei. Adelaide incorporaria também “uma equipe de engenheiros siderais, cada um responsável por um fenômeno da natureza”, e teria o dom de prever o futuro – no site da fundação há a cópia de uma carta supostamente enviada à Casa Branca comunicando ao presidente George W. Bush sobre o atentado de 11 de setembro, um mês antes do ocorrido. Suas habilidades mediúnicas estão sendo transmitidas para Jorge, o primogênito, 33 anos, de seus três filhos, sacerdote em um centro umbandista.

Abiuro

Osmar e Adelaide raramente dão entrevistas. ÀTrip, toparam falar apenas por e-mail, pois pessoalmente, alegaram, “o Astral não permitiu”. A reclusão suscita notícias a seu respeito que nem sempre procedem. Recentemente, por exemplo, a mídia anunciou que o Cacique Cobra Coral havia sido solicitado na gravação do show de Roberto Carlos em Jerusalém. “Eles estavam lá, é verdade”, esclarece Léa, assessora de comunicação do concerto. “Mas a lazer, até porque a cidade é um deserto e não chove nunca. Eles eram convidados da produção, ficaram no mesmo hotel que a gente, porém acabaram indo embora antes do show por causa de um chamado urgente.”

Geralmente, quem vai até os eventos é Osmar. Adelaide fica em um hotel na cidade ou em algum ponto estratégico. “Ele chega e começa a mapear as dissipações das nuvens, medir a umidade relativa do ar. E não larga do laptop”, conta Valeria. Osmar, em suas palavras, é “um senhor extremamente simpático, de aproximadamente 60 anos, pele clara e rosto arredondado, parecido com um executivo de banco”. Dirige um Citroën C3 e suas camisas costumam ter as iniciais de seu nome bordadas no bolso.

Valeria trabalhou com a FCCC pela primeira vez em 2008. Era cética, até que viu a mágica acontecer. “A tempestade era tanta que não dava nem para montar a estrutura do palco. Faltando cinco minutos para o show começar, o céu abriu em cima do palco, enquanto em volta estava tudo preto ainda”, ela rememora. “Depois dessa, contratamos ele sempre que dá. É satisfação garantida. Quando não dá para mandar a chuva para outro lugar, ele avisa antes.” Após se encontrarem em diversos trabalhos, os dois viraram amigos. “Vou ter um casamento sábado que vem. Escrevi para ele perguntando se vai chover, para saber com que roupa devo ir.” A resposta ainda não havia chegado.