Dia mundial de combate à desertificação e à seca (CGEE)

JC, 5198, 17 de junho de 2015

No Dia de Combate à Desertificação e à Seca, hoje, 17 de junho, especialista do CGEE alerta sobre deterioração do Semiárido brasileiro. O Centro desenvolve trabalhos voltados ao tema, em preparação para a 21ª Conferência das Partes (COP 21) da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), que ocorre no fim deste ano, em Paris, França

A velocidade em que as terras do Semiárido brasileiro se deterioram serve como um sinal de alerta para que o País invista cada vez mais em políticas públicas de pesquisa e ações afirmativas que possam encontrar soluções para o problema. As terras nordestinas são as mais castigadas com a seca, que já assola a região há quatro anos. Com os açudes esgotados, a situação, por lá, tende a ficar ainda mais grave, conforme analisa o assessor técnico do Centro de Gestão de Estudos Estratégicos (CGEE), Antônio Magalhães.

Pautado nessa questão, o Centro, desenvolveu, com o apoio da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), a pesquisa Estado da arte da desertificação, degradação da terra e seca no Semiárido brasileiro: mapeamento das áreas vulneráveis, tecnologias e experiências de recuperação. O relatório será lançado como livro.

Além de avaliar experiências e as tecnologias aplicáveis à recuperação dos solos, da biodiversidade e da conservação dos recursos hídricos, a publicação, que deve ser disponibilizada, em breve, para download, mostra o panorama atual acerca da DLDD (sigla em inglês para Desertificação, Degradação da Terra e Seca) nas áreas mais suscetíveis a secas e processos de desertificação.

“A falta de planejamento na ocupação do solo conduz à sobrecarga do meio ambiente, levando à degradação da terra e de outros recursos naturais, como a água e as florestas”, explica Magalhães. O economista aponta, ainda, que a desertificação ocorre, em grande parte, sem a utilização de tecnologias que reduzem a perda de terras aráveis. “Pastagens com mais gado do que poderiam suportar se encaminham ao sobrepastoreio, o que prejudica o local”, afirma.

Magalhães, que já presidiu o Comitê Científico da Convenção das Nações Unidas para Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos de Secas (STC/UNCCD – sigla em inglês), destaca que todos os continentes lidam com a questão. Nas nações da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), por exemplo, os mais sérios problemas de desertificação e seca são encontrados em Angola, Moçambique e Cabo Verde. Na Guiné-Bissau, a situação é mais amena.

(Bianca Torreão – Assessora de Comunicação – CGEE)

Mais informações sobre o assunto:

Correio Braziliense – O deserto à espreita

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