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Linha do tempo – Caso Instituto Royal

Por Fabio Chaves (Vista-se) – 1/11/2013

01/11 – Sexta-feira

17h10: A revista Galileu publicou agora há pouco, através de seu site, uma entrevista com o especialista em cardiologia nuclear e diretor do Comitê Médico Pela Medicina Responsável, John Pipp. Segundo o médico, deveríamos parar com o uso de animais em testes científicos e pesquisas acadêmicas imediatamente. Para John, o modelo atual que obriga novas drogas serem testadas em animais só existe ainda porque é muito lucrativo. Ele comentou também sobre o caso recente do Instituto Royal (leia aqui).

15h37: Um pesquisador favorável aos testes com animais e o Veterinário Wilson Grassi defenderão pontos de vista contrários em relação ao caso do Instituto Royal. Não perca, hoje, às 21h, ao vivo no Jornal da Record News, com apresentação de Herodoto Barbeiro.16h48: Na tarde de ontem, mais uma fêmea da raça beagle foi encontrada abandonada nas ruas da cidade de São Roque. Segundo informações do G1, o animal não tem chip de identificação e, por isso, ainda não foi possível confirmar se ela faz parte do grupo de animais que foi resgatado do Instituto Royal. A cadelinha está com protetores da cidade, coque foram autorizados pela polícia a ficar com ela até que o caso seja esclarecido (leia aqui).

15h10: Baixe gratuitamente o livro “Entendendo a experimentação animal – a crítica científica ao uso de animais como modelos de pesquisa para a saúde humana.”, de Thales Tréz, no
formato PDF (baixe aqui).

15h04: Baixe gratuitamente o livro “A verdadeira face da experimentação animal – sua saúde em perigo”, de Sérgio Greif e Thales Tréz, no formato PDF (baixe aqui).

14h33: O professor do Departamento de Economia da FEA-USP, Renato Perim Colistete, publicou um interessante artigo em seu blog: “O que é científico nos testes com animais?”
(leia aqui).

13h16: No Facebook, surgiu recentemente uma página chamada “Fatos Royais”. Segundo sua descrição, é administrada por profissionais de comunicação que explicam como são feitas as manobras midiáticas do Instituto Royal (veja aqui).

13h00: Neste dia 1º de novembro comemora-se o Dia Mundial Vegano. Talvez você esteja nesta página apenas para acompanhar o caso do Instituto Royal, mas convidamos você a conhecer um pouco mais sobre o veganismo, porque tem tudo a ver com você que respeita os animais. Preparamos uma imagem bem bonita e um texto rápido para explicar o que é ser vegana(o). Não ser a favor de experimentos feitos em animais é uma das lutas dos veganos contra as injustiças cometidas contra os animais (veja aqui).

11h12: O deputado federal Ricardo Izar Jr pediu ao TCU (Tribunal de Contas da União) que investigue repasses federais feitos ao Instituto Royal para averiguar possível mau uso do
dinheiro público (leia aqui).

10h42: Neste sábado (2), às 14 horas, heverá em São Paulo o Seminário Enfoque Científico e Jurídico sobre a abolição da Vivissecção (experimentos em animais em laboratórios). O evento tem entrada gratuita (Matilha Cultural – R. Rego Freitas, 542, República, São Paulo-SP) e será transmistido também pela internet neste link.

10h23: Fizemos uma imagem que destaca dois importantes diálogos do programa
Conexão Repórter exibido ontem, onde Silvia Ortiz afirma que não gosta de cães da raça beagle e quando o repórter Roberto Cabrini pergunta se os animais têm direitos dentro do Instituto Royal. Se você quiser, pode compartilhar em seu Facebook (veja a imagem).

09h35: Se você perdeu a reportagem do Conexão Repórter, assista aqui.

01h35: Mais uma vez, o programa Conexão Repórter, comandado pelo jornalista Roberto Cabrini, trouxe uma discussão intensa e imparcial, colocando questões delicadas e provocativas para os dois lados. Silvia Ortiz, diretora geral do Instituto Royal, disse que a apresentadora Luisa Mell representa a causa animal de forma “muito emotiva”. Silvia, por sua vez, demonstra zero emoção e esquivou-se de diversas perguntas importantes levantadas por Luisa. Fica a frase de Silvia, que pode explicar muita coisa: “Eu não gosto da raça Beagle. Mas eu adotaria um cão [de outra raça] se fosse preciso.” Assim que tivermos o link com o programa, publicaremos aqui.

01h08: O programa Conexão Repórter, no ar agora pelo SBT, está mostrando a crueldade contra animais muito além do caso Royal. As cenas são duras, mas é muito importante que todas as pessoas que ficaram chocadas ao ver beagles maltratados saibam o que acontece a todos os outros animais. É por tudo isso que desde 2007 o portal Vista-se incentiva as pessoas a se tornarem veganas. Pesquise mais sobre veganismo e você vai entender que a luta vai muito além dos cães e dos testes em animais.

00h41: “Eu não gosto da raça Beagle. Mas eu adotaria um cão [de outra raça] se fosse preciso.” – diz Silvia Ortiz, representante do Instituto Royal, em matéria do Conexão Repórter sendo exibida agora,
no SBT.

31/10 – Quinta-feira

21h18: Vale lembrar: Nesta quinta-feira, às 23h59, o programa “Conexão Repórter”, do SBT, será todo voltado ao caso do Instituto Royal e à experimentação em animais.
Começa daqui a pouco (leia aqui).

19h55: Em artigo no site da Revista Fórum, professor aposentado da UNICAMP levanta algumas questões sobre o que é e o que faz o Instituto Royal (leia aqui).

18h27: O trabalho jurídico continua. Adriana Khouri, uma das ativistas que se acorrentou ao portão do Instituto Royal em 12/10, evento que deu início a toda a movimentação deste caso, publicou há pouco que estava em reunião no Ministério Público do Estado de São Paulo com várias autoridades (veja aqui). Confiante, chegou a publicar um “Tchau Royal!!!” há alguns minutos. Ainda não sabemos bem por quê.

13h55: Mais de 660.000 pessoas já assinaram a petição contra o Instituto Royal. Você já assinou e já divulgou a petição? Petição (assine)

12h46: Daqui a pouco, às 13h30, o Dr. Stelio Pacca Loureiro Luna, médico veterinário especilista em anestesia e estudos relacionados a dor (currículo), estará no programa
“JC Debate”, da TV Cultura, falando sobre o caso do Instituto Royal. É possível assistir
pela internet (assista aqui).

11h12: Em entrevista ao portal R7, o Deputado Federal Ricardo Izar Jr. disse que quer uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar casos de maus-tratos a animais no Brasil todo, incluindo o caso do Instituto Royal. Ele lembra que a causa animal e os projetos de lei que ele criou em prol dos animais eram vistos como piada na Câmara dos Deputados até pouco tempo (leia aqui).

11h05: Matéria publicada ontem no portal R7 diz que o advogado do Instituto Royal foi vaiado várias vezes durante a audiência pública realizada no Congresso Nacional na terça-feira (29). O texto traz ainda repostas às afirmações do representante do Royal sobre não haver
maus-tratos nas atividades do instituto (leia aqui).

10h46: Hoje, às 23h59, o programa “Conexão Repórter”, do SBT, será todo voltado ao caso do Instituto Royal e à experimentação em animais (leia aqui).

09h59: Através do Facebook, 11 cidades já estão confirmadas para receber a manifestação“1º Grande Ato Pela Vida”, que propõe às pessoas que saiam de suas casas para se manifestar contra os maus-tratos e, claro, os testes em animais. A manifestação acontecerá simultaneamente em todas as cidades no dia 20/11, feriado da Consciência Negra, às 10 horas da manhã (evento no Facebook).

09h54: Na noite de ontem, o programa “Saia Justa”, do canal GNT, exibiu uma matéria sobre os testes em animais (assista aqui).

30/10 – Quarta-feira

19h09: Mais e mais manifestações de acadêmicos chegam em apoio aos ativistas. Desta vez, o professor do Departamento de Economia da FEA-USP, Renato Perim Colistete, questiona a posição da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) em defender o
Instituto Royal como se eles, o SBPC, representassem toda a comunidade científica (leia aqui).

18h45: Às 17h30 de hoje, a Comissão Especial de Investigação (CEI) da Câmara dos Vereadores de São Roque iniciou sua reunião pública para discutir próximos passos sobre o caso do Instituto Royal. Cerca de 20 pessoas acompanham o evento até o presente momento.

18h00: Veja fotos da audiência pública sobre alternativas ao uso de animais em experiências que aconteceu ontem na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo (veja as fotos).

17h14: O programa Domingo Espetacular, da Record, voltará ao caso do Instituto Royal na noite deste domingo (3). Fique atenta(o).

17h11: Neste sábado (2), haverá em São Paulo um seminário sobre a abolição da vivessecção. A organização é da ONG VEDDAS (veja aqui). A ONG prepara ainda diversas outras atividades para os próximos dias em várias cidades brasileiras (veja aqui). Tudo é gratuito e aberto
ao público.

11h52: Daqui a pouco, às 14 horas, Fabio Chaves (Vista-se) estará nos estúdios da Rede CNT para uma entrevista ao vivo sobre o caso do Instituto Royal. Como sintonizar e outras informações no site da emissora (acesse aqui).

10h14: Em Brasília, ontem, o Deputado Federal Ricardo Tripoli afirmou em entrevista que os animais sofriam dentro do Instituto Royal. Ele levantou uma série de questões, entre elas, o fato de o instituto solicitar a incineração de 2,5 toneladas de cadáveres por ano (assista aqui).

10h07: Um grupo de acadêmicos, professores e pesquisadores contrários à experimentação animal elaborou uma carta aberta sobre o caso do Instituto Royal e sobre o futuro das pesquisas com animais no Brasil (leia a carta).

09h30: A UFRJ discute na próxima terça-feira (5) direito, ética e experimentação animal. O evento começa às 18 horas e é aberto ao público (veja aqui).

09h28: No próximo domingo (3), haverá uma manifestação contra o Instituto Royal na Região dos Lagos, Rio de Janeiro (veja aqui).

00h25: O Deputado Federal Ricardo Izar Jr., presidente da Frente Parlamentar Defesa dos Animais no Congresso Nacional (FPDA), falou em entrevista ao programa “Palavra Aberta”, da TV Câmara, que quer aprovar a proibição dos testes em animais para produtos cosméticos
(assista aqui).

00h06: Reportagem da TV Câmara resume o que foi a audiência pública no Congresso Nacional sobre o caso do Instituto Royal (assista aqui).

29/10 – Terça-feira

23h48: Terminou agora há pouco a audiência pública sobre experimentação animal na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, a ALESP. Um dos expositores, o biólogo Sérgio Greif, anunciou que o presidente da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) demonstrou total apoio ao término dos testes em animais para produtos cosméticos em uma reunião na tarde desta terça-feira.

18h08: Segundo colunista do UOL, âncora do SBT que defendeu o uso de animais para testes cosméticos cometeu uma gafe grave, já que a Jequiti, empresa de cosméticos do dono do SBT, não testa seus produtos em animais. A opinião de Rachel Sharazade desagradou aos defensores dos animais e também à direção do SBT (leia aqui).

17h34: Um biólogo brasileiro doutorando no Centro de Alternativas aos Testes em Animais na Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, concedeu uma entrevista muito interessante ao portal IG. Sobre o caso do Instituto Royal, ele diz: “Essa invasão do prédio e resgate dos beagles representa uma demanda social. São os pesquisadores que devem responder às necessidades da sociedade e não o contrário.” (leia toda a entrevista).

17h17: O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) recebeu agora há pouco uma comissao para discutir métodos substitutivos ao modelo animal na indústria de cosméticos. Entre os membros da comissão estão George Guimarães (VEDDAS), o biólogo Sérgio Greif, a médica Odete Miranda, a ativista Nina Rosa (Instituto Nina Rosa) e o Deputado Estadual Feliciano Filho.

17h07: Fim da audiência pública sobre o caso do Instituto Royal em Brasília. Agora o foco é a audiência pública que acontece daqui a pouco, às 19 horas, na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, a ALESP. Excelentes palestrantes falarão no evento, que será transmitido ao vivo aqui e no site da ALESP.

15h31: Silvia Ortiz, representante do Instituto Royal, não compareceu à audiência. Apenas o advogado da instituição foi à Brasília.

15h10: A audiência pública no Congresso Nacional sobre o caso do instituto Royal está sendo transmitida ao vivo. Nos desculpem a demora pelo link, estávamos sem energia elétrica (assista ao vivo).

12h47: A lei brasileira obriga que institutos como o Royal mantenham uma “comissão de ética” para o uso de animais em experimentos. Entre os membros obrigatórios desta comissão, é preciso que haja um representante de uma entidade protetora dos animais legalmente estabelecida no país. Assim, o Instituto Royal era obrigado a ter alguém que teoricamente seria um protetor de animais fiscalizando as atividades da instituição. Na manhã de hoje, a Folha de S. Paulo publicou uma entrevista com Deise Mara do Nascimento, uma senhora de 50 anos que representa o Instituto Árvore da Vida. Deise é a pessoa que deveria ser os olhos da sociedade dentro do Instituto Royal e, segundo ela, não havia maus-tratos no local (leia a entrevista). O Instituto Árvore da Vida fica em Barão Geraldo, distrito de Campinas, onde também fica a UNICAMP, universidade onde Silvia Ortiz (do Royal) estudou. No início, o Instituto Árvore da Vida era voltado exclusivamente aos cuidados com o meio ambiente. Após 2 anos de existência, já em 2007, o Instituto Árvore da Vida incluiu em suas atividades o“Acompanhamento e monitoração de atividades científicas e de estudo, pesquisa e testes com seres vivos, com objetivo de manutenção da ética e respeito pela vida”. Está claro que Deise não tinha a menor ideia do que se passava realmente nos testes com animais ou ela não tem a menor ideia do que é proteção animal.

11h05: Hoje, às 14 horas, acontece em Brasília, no Congresso Nacional, uma audiência pública sobre o caso do Instituto Royal (veja a pauta). O evento será transmitido em tempo real pela TV Câmara. Assim que tivermos o link, publicaremos aqui. Fique ligado, é daqui a pouco.

09h51: Ontem, a apresentadora Luisa Mell publicou em seu Facebook que a representante do Instituto Royal, Silvia Ortiz, negou um debate com ela no SBT (veja aqui).

09h35: Assista agora a matéria exibida ontem no porgrama CQC (assista aqui). Logo após a reportagem, o programa lançou uma enquete para ser votada em seu site. A pergunta era 
“Você é a favor do uso de cachorros como cobais para tratamento de doenças?”
. A enquete registrou um recorde de participação e 82% das pessoas que votaram se mostraram contra o uso de cachorros como cobaias (assista aqui aos resultados da enquete).

00h46: Depois que o empresário que adotou o Beagle na cidade de Valinhos deu uma entrevista provando com fotos que o animal tomado dele não era o mesmo que estava supostamente à venda no Mercado Livre, o Instituto Royal emitiu uma nota admitindo que cometeu um erro quando disse à equipe do Fantástico que o cão recuperado era o mesmo que estava à venda. Fica claro que o Fantástico publicaria qualquer coisa que o Instituto Royal quisesse sem ao menos averiguar se era verdade (veja aqui).

00h39: A esquete feita pelo programa CQC mostrou que 82% dos telespectadores são contra o uso de cachorros em testes para a fabricação de medicamentos.

28/10 – Segunda-feira

23h27: Uma matéria relativamente curta mas muito positiva. O CQC ouviu os dois lados, um dos poucos programas que fez isso. Até o final do programa, você pode votar no site do programa se é a favor ou contra o uso de animais em pesquisas (vote aqui).

23h13: Agora no programa CQC, na BAND, matéria sobre o caso do Instituto Royal.

20h23: Daqui a pouco, na BAND, o programa CQC levará ao ar uma matéria sobre o caso do Instituto Royal. Começa às 22h30.

16h27: O portal de notícias da Rede Globo, o G1, publicou uma matéria agora há pouco que desmente a informação enviada pelo Instituto Royal e veiculada ontem à noite no Fantástico, do mesmo grupo de comunicação. A nota, lida pelo apresentador do programa, dizia que o cão que foi recuperado pela justiça em Valinhos era o mesmo que supostamente estava à venda no Mercado Livre. A equipe do G1 entrevistou o empresário que adotou o cachorro e ele garante que jamais colocou o Beagle à venda. Sua família, inclusive sua filha de 6 anos, já estava acostumando com o novo morador da casa. O empresário mostrou fotos do cãozinho que estava em sua casa e comparou com as fotos do anúncio do Mercado Livre. São completamente diferentes (veja aqui).

14h53: Segundo pesquisa Datafolha que estampa a capa do site da Folha de S. Paulo neste momento, a maioria da população (56%) considera que a invasão do Instituto Royal foi uma ação correta. Apenas 33% reprovaram o que os ativistas fizeram e 11% dos entrevistados não souberam ou não quiseram opinar. A pesquisa revelou também uma preferência pelos animais mais próximos do homem, como os cães. A maioria dos que são a favor dos testes em animais preferiam que estes não envolvessem cães ou coelhos (veja aqui).

13h52: Na próxima quarta-feira (30), a Comissão Especial de Investigação da Câmara dos Vereadores de São Roque vai se reunir em plenário às 17h30. Esta comissão foi formada para investigar o caso do Instituto Royal. A reunião é aberta ao público (veja aqui).

13h40: Nesta terça-feira (29), às 19 horas, haverá uma Audiência Pública na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP) sobre o caso Royal e alternativas aos testes feitos em animais. Confira a lista de técnicos que falarão no evento e outros detalhes (veja aqui).

12h03: Através de seu Twitter, deputado federal Protógenes Queiroz criticou a repostagem exibida na noite de ontem pelo programa Fantástico, da Rede Globo (veja aqui).

27/10 – Domingo

22h55: Lembramos mais uma vez que o chat à direita é um espaço onde podem estar pessoas com todo tipo de intenção. Usem o bom senso.

22h45: O programa “Sem Fronteiras”, da Globo News, está mostrando agora mais uma entrevista com o coordenador do CONCEA, que é vivesseccionista.

22h42: A página “Adote um animal resgatado do Instituto Royal”, que já está com mais de
388 mil “curtidas”, publicou uma mensagem logo após a matéria do Fantástico. Segundo o texto, o rapaz que estava com o beagle em Valinhos contou que está transtornado com o que está acontecendo. Ele garante que é mentira que este cão estava à venda no Mercado Livre e diz que vai processar o jornal Estadão, que publicou esta notícia replicando uma nota mentirosa que veio dos representantes do Instituto Royal. O Fantástico reproduziu a mesma nota que, segundo o texto a seguir, não é verdadeira (veja aqui).

22h27: A Rede Record liberou em seu site a matéria que o programa Domingo Espetacular levou ao ar agora há pouco. Nela, são mostrados alguns dos cães resgatados do
Instituto Royal por ativistas. Veterinários que estão cuidando destes animais afirmam que eles estão doentes e que têm todos os indícios de que sofriam maus-tratos, como o caso do cão que está com os caninos superiores colados nos inferiores. Alguns animais estão com câncer, anemia ou outras patologias (assista ao vídeo).

21h52: Neste domingo está circulando nas redes sociais uma suposta foto de funcionários do Instituto Royal manipulando um cão. Preferimos esconder o rosto das pessoas da foto para preservar a identidade dos funcionários (veja a foto).

21h33: Embora tenha levado ao ar uma matéria um pocuo mais completa do que a do último domingo, o programa Fantástico, rede Rede Globo, deixou de mostrar um documento que está online no site do INMETRO que prova que o Instituto Royal utilizava animais também para testes de agrotóxicos, cosméticos e outros produtos químicos (veja o documento). Este documento chegou à equipe do programa, mas não foi citado. No final da matéria, foi informado que o Instituto Royal enviou uma nota dizendo que o cão que eles recuperaram na cidade de Valinhos, interior de São Paulo, era o mesmo que supostamente estava sendo vendido no Mercado Livre. O anúncio do Mercado Livre foi criado e finalizado no mesmo dia e, em seu texto, ficava absolutamente claro que se tratava de um trote, uma brincadeira de mau gosto. Será que o Fantástico levantou informações sobre este animal ou apenas reproduziu a milhões de brasileiros uma possível mentira criada pelo Instituto Royal?

21h15: Agora no programa Fantástico, matéria sobre o caso do Instituto Royal.

20h54: O programa Fantástico, da Rede Globo, anunciou agora mais uma reportagem especial sobre o caso para os próximos minutos.

20h46: A frase final da matéria do Domingo Espetacular, da Rede Record, deixa a dúvida do ar sobre se o Instituto Royal poderá ser reaberto. Assim que conseguirmos o vídeo publicaremos aqui nesta página.

20h43: Record agora falando sobre o assunto.

19h52: Em uma matéria produzida pelo Estadão Conteúdo e veiculada no Yahoo Notícias, há informações de que a Comissão Externa da Câmara teve acesso a uma lista de fornecedores do Instituto Royal. Nela, está a Fazenda Angolana, muito citada pela mídia nos últimos dias. Na mesma relação de fornecedores, há indícios de que os cães da raça beagle que sobreviviam aos testes era vendidos, e não doados, como Silvia Ortiz, representante do Royal, vinha afirmando na imprensa (leia aqui).

16h13: “Seu filho vale menos que um rato?” O biólogo Sérgio Greif explica porque esta e outras perguntas usadas pela mídia e por cientistas para legitimar os testes em animais é uma forma de argumentação baixa e vazia (leia aqui).

16h03: O site Carta Capital quer saber a opinião de seus leitores sobre o caso do
Instituto Royal, especialmente sobre a invasão para o resgate dos animais (vote aqui).

15h00: Ainda estamos no assunto, mas não temos nenhuma informação nova. Vamos neste caso até o fim.

11h03: Representantes do Instituto Royal falaram em entrevista ao Estadão que ficaram mais de 500 animais em suas instalações após a invasão. Eles disseram ainda que estes animais não servem mais para pesquisas científicas. Por que então foi negado aos ativistas o pedido de tutela destes animais? Por favor, leia isto.

26/10 – Sábado

20h45: Há pouco estava rodando nas redes sociais a informação de que estão saindo cães do Instituto Royal. Conseguimos falar com um ativista que esteve no local das 18 às 19h30 e o que ele viu foram 4 kombis todas fechadas, inclusive com vidros escuros e refrigeração. As kombis entraram em diferentes momentos. Demoravam um pouco e saiam com escolta fortemente armada, bem diferente dos seguranças particulares que estavam por lá nos últimos dias. Não havia polícia no local, segundo o ativista, que não quis se identificar. O fato de os veículos serem refrigerados pode dizer muita coisa. Na quinta-feira (24), quando o prefeito Daniel de Oliveira Costa saiu das instalações do Royal, ele falou na coletiva de imprensa que os ratos e hamsters estavam muito bem cuidados, sob a temperatura de 21,6 graus. O prefeito disse ainda que se esses animais fossem tirados dessa temperatura poderiam morrer. Questionado ontem sobre o número aproximado de animais no local, ele não soube nem fazer uma estimativa. Não podemos provar nada mas, analisando as informações, o que podemos supor é que pode sim estar acontecendo neste momento a retirada de animais do local.

20h12: Se as revistas Época e Veja desta semana fossem às bancas há 126 anos, quando a justiça ainda admitia que pessoas fossem escravizadas, como seriam as capas? (veja aqui).

19h58: Por telefone, o deputado estadual Feliciano Filho confirmou que um dos cães foi localizado e apreendido pela polícia na cidade de Valinhos, interior de São Paulo. Porém, a informação de que ele deve ficar sob os cuidados da justiça foi um mal entendido já que o assessor do deputado era quem escrevia enquanto falavam ao telefone. A verdade é que ainda não se sabe para onde foi levado o cãozinho. Outra informações que circulou agora há pocuo é que havia 14 cães no CCZ de São Roque. A pedido do deputado, o vereador Guto Issa foi ao CZZ de São Roque e disse que não há nenhum cão lá.

17h08: O deputado estadual Feliciano Filho publicou ainda há pouco em seu Facebook que o cachorro recuperado pela polícia em uma residência em Valinhos-SP deve ficar sob os cuidados da justiça, assim como os outros cães. Portanto, pelo menos por enquanto, não deve voltar ao
Instituto Royal (veja aqui).

16h58: Agora há pouco, centenas de pessoas fizeram uma passeata pacífica na Av. Paulista contra o Instituto Royal. A via chegou a ficar interditada por alguns minutos. Uma das ativistas que esteve no local nos enviou um pequeno vídeo (assista ao vídeo).

15h29: O verador José Franson, da cidade de Tatuí, também publicou em seu Facebook um aviso para que não coloquem informações sobre os beagles nas redes sociais (veja aqui).

15h21: Segundo o deputado estadual Feliciano Filho, em uma publicação há alguns minutos em seu Facebook, um dos cães beagle foi apreendido pela polícia na cidade de Valinhos, interior de São Paulo (veja aqui). Segundo a publicação, é o começo dos processos de busca e apreensão.

15h12: NOTA SOBRE A SUSPENSÃO TEMPORÁRIA DAS ATIVIDADES DO INSTITUTO ROYAL.
Impressões e alguns detalhes ainda não revelados sobre os testes realizados pela instituição.
LEIA AQUI.

11h47: Mais de 3.000 pessoas estão confirmadas no evento marcado pelo Facebook no Rio de Janeiro contra o Instituto Royal. O evento do Rio é neste sábado, às 15 horas
(evento no Facebook RIO). O evento de São Paulo, que deve acontecer às 14 horas de hoje na Av. Paulista, tem pouco mais de 900 pessoas confirmadas até o momento
(evento no Facebook SP)

11h33: Um dos neurocientistas mais respeitados do mundo, o canadense Philip Low, se manifestou sobre o caso do Instituto Royal. Low afirma que é o momento certo para a sociedade brasileira pressionar seus representantes em Brasília para criar leis que façam com que os cientistas sejam mais criativos e não usem animais nos testes (leia aqui).

11h18: Existe um site que grava boa parte de toda a internet em um arquivo, para consultas futuras, chama-se Web Archive. Nele, é possível pesquisar versões antigas de sites. Pesquisando o endereço virtual da Fazenda Angolana, acusada de fornecer animais para as pesquisas do Instituto Royal, podemos observar que, em 2007, eles admitiam e publicavam que forneciam animais como coelhos para a produção de carne e peles, além de fornecer também para testes em laboratórios (veja aqui). Embora tenham negado fornecer animais para o Instituto Royal ou qualquer outro centro de pesquisa, documentos apresentados à prefeitura pela Comissão Externa da Câmara mostraram que sim, a Fazenda Angolana forncia animais para o Instituto Royal. A notícia foi publicada em uma matéria do Estadão (leia aqui).

11h00: Nos campos de concentração nazistas, o trabalho dos médicos e cientistas era intenso. Milhares de priosioneiros de todas as idades, inclusive crianças, eram submetidos aos mais cruéis experimentos em nome da ciência. De fato, até hoje há conhecimento científico baseado nestes estudos, embora boa parte da comunidade científica contemporânea reconheça que os meios para se chegar a estes resultados não foram éticos. Prisioneiros eram congelados vivos para estudos sobre o comportamento do corpo humano em situações de frio extremo. Crianças eram queimada com produtos químicos e depois “sacrificadas” para autópsias que pretendiam reunir informações sobre as reações do organismo. As descrições dos testes que aconteceram nos campos nazistas e que, na época, tinham apoio da comunidade científica e de parte da população, parecem coisa de filme de terror, mas são reais. São descrições muito próximas dos testes que aconteciam no Instituto Royal, mudando apenas a espécie da vítima (leia aqui).

10h40: Entrevistado enquanto ainda não havia respostas sobre a suspensão do alvará do Instituto Royal, Fabio Chaves (Vista-se) falou ao portal de notícias da Record, o R7, sobre o momento que estamos vivendo e sobre como é importante aproveitar toda essa comoção e cobertura da mídia para discutir a vivessecção (leia aqui).

10h27: Segundo matéria do O Globo, cães que foram resgatados do Instituto Royal estão doentes e com claros sinais de que sofriam maus-tratos (leia aqui).

04h32: Leia o documento que suspendeu as atividades do Instituto Royal por 60 dias
(veja foto).

04h24: No topo desta página agora há um contador para nos ajudar a lembrar até quando o Instituto Royal está proibido de exercer suas atividades.

04h04: O R7 publicou ainda uma outra matéria agora há pouco, onde um biólogo afirma em laudo que os “beagles do Instituto Royal eram condicionados a receber experimentos
(leia aqui).

03h58: Nas primeiras horas deste sábado, o portal R7 publicou na capa de seu site um laudo que confirma que os cães utilizados em experiências no Instituto Royal dormiam sobre suas próprias fezes (leia aqui).

03h17: Segundo matéria do portal G1, a decisão sobre a suspensão do alvará de funcionamento do Instituto Royal por 60 dias foi tomada pelo prefeito municipal depois de orintações da Comissão Externa da Câmara

02h42: No Facebook, um evento chamado “Marcha da Defesa Animal”, contra os testes em animais do Instituto Royal, está com pouco mais de 900 pessoas confirmadas (veja aqui).

25/10 – Sexta-feira

22h40: Segundo documentos apresentados hoje pela Comissão Externa da Câmara, a Fazenda Angolana é um dos locais que fornecia cães da raça Beagle ao Instituto Royal. A informação foi publicada há pouco no site do Estadão (leia aqui).

19h59: Foram suspensas temporariamente neste momento as atividades do Instituto Royal.

19h29: Instituto Royal sendo interditado pela prefeitura e a Comissão Externa da Câmara. A notícia é que vale por 60 dias.

18h40: Informações que ainda não foram confirmadas dizem que o Instituto Royal, frente à pressão, decidiu encerrar suas atividades por 60 dias. Estamos ainda aguardando na prefeitura e confirmaremos mais tarde.

18h18: Ainda aguardando.

17h46: Estamos ainda na prefeitura. Aguardando.

17h27: Estamos agora na prefeitura. A Comissão Externa da Câmara veio trazer documentos. Ativistas e imprensa apenas acompanhando. Só podemos aguardar.

16h28: Ainda no Fórum. Por enquanto não sabemos quais serão os próximos passos.

16h05: Tivemos que sair da porta do Royal. Estamos agora no Fórum de São Roque. A Comissão Externa da Câmara, que acreditávamos que iria direto para o Royal ao sair da prefeitura, veio ao Fórum e está em reunião fechada com o juiz.

15h07: Estamos aguardando a chegada da Comissão Externa da Câmara.

14h55: Estamos em frente do Royal.

14h46: Rumo ao Royal.

13h57: Ainda estamos aguardando a saída da Comissão Externa da Câmara. O ativista George Guimarães (VEDDAS) se juntou a nós e também vai acompanhar tudo. Mantenham o assunto nas redes sociais hoje. Precisamos de cada compartilhamento. Isso faz muita diferença.

13h10: Sem a presença de ativistas ou da imprensa, o prefeito e os deputados federais estão em reunião fechada.

12h42: Estamos na prefeitura de São Roque. A Comissão Externa da Câmara está se preparando para ir ao Royal.

11h24: Recebemos informações que o cãozinho resgatado com os dentes colados está sendo acompanhado por veterinários e recebendo alimentação correta.

10h21: A Comissão Externa da Câmara dos Deputados vem do Congresso Nacional e vai entrar hoje no Instituto Royal. Sabemos que o instituto teve 7 dias sem lacre oficial para fazer todas as limpezas necessárias e preparar o local, como vimos ontem quando o prefeito da cidade entrou. Mas, ainda assim, estamos indo para São Roque para acompanhar de perto a impressão dos deputados federais sobre o caso. A comissão é formada pelos deputados Protógenes, Ricardo Izar Jr., Ricardo Tripoli, Roberto Lucena, Antônio Roberto e Alexandre Leite. Estamos em contato com veículos da mídia novamente.

09h53: Em entrevista publicada na noite de ontem pelo Estadão, Silvia Ortiz, gerente geral do Instituto Royal, diz que os ativistas é que causaram maus-tratos aos animais (!) e chama o cachorro que apareceu na mídia com os dentes colados de “Ricardinho”. Ela deu a entrevista no prédio comercial onde fica a assessoria de imprensa contratada às pressas para gerenciar a crise com a opinião pública (leia aqui).

24/10 – Quinta-feira

23h28: Em seu Twitter (veja aqui), o Deputado Federal Protógenes Queiroz informou que nesta sexta-feira (24) estará às 11 horas da manhã na Prefeitura da cidade de São Roque para começar os trabalhos da Comissão Externa da Câmara (entenda o objetivo). Protógenes, que já entrou no Instituto Royal no domingo e disse que“Aquilo ali tem de fechar!” (fonte) vem acompanhado de outros deputados federais de Brasília para investigar o caso.

22h16: Pelo Facebook, mais de 600 pessoas já confirmaram presença na “Marcha da Defesa Animal”, na Av. Paulista, sábado, 14 horas (veja aqui).

21h58: Matéria no Jornal do SBT destacou novamente o caso por volta das 19 horas de hoje.
(assista aqui).

21h44: Agora há pouco, uma matéria no site do jornal Estadão comentou as últimas notícias sobre o caso Royal (leia aqui).

21h35: Fim do curtíssimo debate da TV Brasil sobre testes em animais.

21h32: Ao vivo agora na TV Brasil, debate sobre o caso do Instituto Royal (assista online).

21h30: Segundo a página no Facebook “Ajude os Beagles do Instituto Royal”, há uma manifestação marcada para esta sexta-feira (25) às 17 horas uma manifestação em frente ao
Instituto Royal (veja aqui).

21h14: Em instantes na TV Brasil, matéria e debate ao vivo sobre o caso do Instituto Royal. Veja aqui como sintonizar o canal em todo o Brasil e no exterior.

19h12: Agora no SBT sobre o assunto.

19h00: Há informações ainda não oficiais de que uma manifestação pacífica acontecerá na
Av. Paulista contra o Instituto Royal neste sábado (26). Segundo a informação que ainda estamos tentando confirmar, seria às 14h30 no vão do MASP.

18h54: O presidente da ONG VEDDAS, George Guimarães, participará hoje de um debate ao vivo em rede nacional pelo telejornal da TV Brasil debatendo com Silvana Gorniak, representante do Conselho Federal de Medicina Veterinária e professora de farmacologia e toxicologia veterinária da USP. O telejornal vai ao ar às 21h. Veja aqui como sintonizar o canal em todo o Brasil e no exterior: pela rede aberta ou canais a cabo (para quem não conseguir acompanhar ao vivo, o vídeo deverá estar disponível online amanhã).

18h09: Com a notícia de que ainda há muitos animais dentro do Instituto Royal (talvez centenas) confirmada hoje pelo prefeito da cidade de São Roque, que entrou no local, muitas pessoas estão perguntando “Por que os ativistas não retiraram os roedores?”. Não foi por falta de compaixão. A Polícia Permitiu a retirada de cães e coelhos (existem vídeos que mostram a polícia parada), mas, na hora dos ativistas chegarem aos ratinhos, eles impidiram. Outra coisa: o prédio do Instituto Royal é complexo e poucas pessoas conseguiram ver onde estavam os ratinhos.

17h49: A CBN, um dos veículos de comunicação que acompanhou hoje a saída do prefeito, que estava no Instituto Royal, publicou uma matéria em ádio sobre a atual situação (ouça aqui).

17h46: O Deputado Estadual Fernando Capez publicou um vídeo muito importante para entender várias irregularidades do Instituto Royal. No vídeo, intitulado “Capez desmascara Instituto Royal”, Capez legitima a ação dos ativistas que entraram no Instituto Royal para salvar os animais (assista aqui).

17h09: Em mais uma matéria sobre o caso, o G1 ouviu os argumentos dos ativistas George Guimarães (VEDDAS) e Silvana Andrade (ANDA) e do coordenador do Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea) (leia aqui).

16h31: A Rede TV exibiu um programa Super Pop especial sobre o caso (vídeo 1 / vídeo 2).

16h20: Um dos efeitos do caso Royal fora de São Roque: em Campinas, ativistas invadem aula que utilizava porcos vivos para técnicas de incisão na PUC. Há outros métodos que não usam animais para ensinar as mesmas técnicas. A invasão foi documentada e divulgada no portal G1
(assista aqui).

16h15: Segundo o site Congresso em Foco, a Câmara dos Deputados, em Brasília, mudou completamente seu posicionamento sobre os Direitos dos Animais após o caso do Instituto Royal. Propostas que antes eram engavetadas ou adiadas agora fazem parte das prioridades da casa (leia aqui).

16h11: Ontem, a Folha de S. Paulo foi um dos diversos veículos que acompanharam a ida do infoativista Fabio Chaves (Vista-se) à prefeitura de São Roque (leia aqui).

12h27: O prefeito acabou de sair do Instituto Royal e deu uma coletiva afirmando que há animais ainda lá dentro, porém, que não foi constatado maus-tratos e que o prédio tem todos os requesitos para continuar praticando suas atividades. Nenhum ativista ou especialista em animais acompanhou a visita. Estamos agora voltando para São Paulo.

11h41: Mesma situação ainda. Prefeito e fiscais dentro do Instituto Royal. Imprensa e ativistas, fora.

11h00: O prefeito entrou com a comissão de fiscais. Ativistas ainda não foram autorizados.

10h27: Acaba de chegar o prefeito e uma comissão da prefeitura e muitos jornalistas.

10h15: Segundo conversa entre o chefe da segurança e a polícia militar agora no portão do Instituto Royal, uma equipe da prefeitura deve chegar a qualquer momento ao local. Alguns seguranças particulares saíram apressados para, segundo eles, trazer o advogado da empresa.

10h09: Até agora, apenas uma espera extremamente cansativa e nenhuma resposta. Continuamos aguardando.

09h16: Do portão 2 do Instituto Royal, é possível notar movimentação de funcionários (provavelmente de limpeza) dentro do local.

07h48: A Polícia Militar veio para perguntar os objetivos de quem está aqui. Uma fiorino branca entrou no Instituto Royal alegando ser da limpeza

05h54: Continuamos na frente do instituto Royal. Começa a amanhecer o dia.

01h54: No momento são cerca de 25 ativistas nos portões do Instituto Royal. Clima tranquilo.

00h05: Muitos ativistas neste momento nos dois portões. Clima tranquilo. A GM continua patrulhando e garantindo a segurança dos ativistas.

23/10 – Quarta-feira

21h48: Chegaram algums ativistas. Temos muitos mantimentos. Ativistas pacíficos que queiram passar a noite aqui são bem vindos. Não precisamos de mais mantimentos. Clima bem calmo. Não vimos PM. A Guarda Municipal está aqui para garantir a segurança dos ativistas.

20h00: O prefeito Daniel fez revelações importantes (e positivas para os animai) hoje à tarde na coletiva de imprensa. Não estamos conseguindo acompanhar daqui, mas o caso deve ser bem comentado hoje e amanhã na mídia. Conseguimos com o prefeito a garantia que a Guarda Municipal fará rondas constantes para garantir a integridade física dos ativistas pacíficks que ficarem em vigília. Clima tranquilo e garoa um pouco.

19h56: Estamos agora em frente ao Instituto Royal. O clima é calmo. Ativistas pacíficos que queiram passar a noite aqui em vigília são bem-vindos. Tragam água e mantimentos veganos, por favor. É muito importante neste momento que os ânimos estejam calmos. Uma imvasão ou manifestação hostil atrapalhariam as possíveis boas notícias que devem surgir amanhã. Hoje, Fabio Chaves (Vista-se) e George Guimarães (VEDDAS) estiveram em reuniões jurídicas em São Roque com o acompanhamento da grande mídia. Nosso agradecimento especial à equipe do programa CQC que tem sido solícita. O clima é de confiança e calma neste momento.

15h30: Agora estamos na prefeitura. O prefeito Daniel vai nos receber mais tarde. Tudo tranquilo.

14h41: Pessoal, estamos em uma movimentação jurídica. Não é uma manifestação. Por favor aguardem. Está tudo tranquilo.

12h36: Estamos na Câmara Municipal. Equipes da BAND e Folha vindo à cidade. Outras emissoras estão sem confirmação ainda, mas devem vir. Passamos há uma hora no portão do Instituto Royal e não havia nem ativistas, nem PM por lá. Apenas seguranças particulares.

10h00: Vamos novamente à cidade de São Roque hoje tentar uma reunião com o prefeito Daniel de Oliveira Costa. Queremos ouvir dele porque o Instituto Royal não foi lacrado se está sob investigação, porque existe um entra e sai de carros (provavelmente retirando possíveis provas) e, principalmente, porque não houve ainda uma forma judicial e emergencial de colocar uma comissão de ativistas para averiguar se há ainda animais no local. Amigos da imprensa, solicitamos a presença de equipes para nos acompanhar nesta pressão. Chega. Não dá mais para ficar assistindo isso. Estaremos com um número de celular que é apenas para a imprensa: (11) 98427-1079. Não ligue para outros assuntos para não atrapalhar, por favor. Amigos ativistas e manifestantespacíficos, dirijam-se para a cidade de São Roque, vamos aumentar a pressão política.

03h28: Vamos dar uma pausa para recarregar as baterias. Caso ocorra algum evento importante, nossos contatos no local nos informarão e voltaremos aqui a qualquer momento. Boa noite para você que acompanha esta transmissão. Durma o sono dos justos.

03h11: Uma das ativistas disse agora por e-mail que os policiais falaram diretamente com ela que investigaram ela através das redes sociais e que sabem que ela apoia o grupo Black Bloc e que logo ela será indiciada. Para evitar maiores problemas neste momento, ela resolveu deixar o local. Muitos outros ativistas permanecerão lá.

03h03: Segundo os ativistas que estão lá, agora são 3 viaturas da Polícia Militar e, segundo os policiais informaram aos ativistas, virão mais viaturas de Sorocaba e de Itu.

02h59: O portal de notícias IG está com uma enquete sobre o uso de animais em pesquisas cientícias em sua home(veja aqui).

02h56: A Polícia Militar está neste momento com todos os documentos dos carros dos ativistas, claramente procurando motivos para dar multas e mandar as pessoas embora de lá. Isso segundo relato de ativistas que estão lá.

02h43: Neste momento os policiais estão revistando todos os carros dos ativistas que estão no portão do Instituto Royal, segundo relato de um manifestante que está lá, em vigília.

02h39: De quem é a culpa por existirem testes em animais no Brasil? Assista à opinião do biólogo do IBAMA Anderson Valle sobre o caso do Instituto Royal (assista aqui). Anderson Valle é militante pelas causas ambientais, biólogo, mestre em comportamento animal, vegetariano e agente federal no IBAMA.

02h10: Segundo relato de ativistas que estão no local, o prédio do Instituto Royal está todo aceso, neste momento.

02h06: Segundo informações de ativistas que estão no local, chegaram mais 4 manifestantes para a vigília da madrugada. Ao todo, são mais de 20 pessoas por lá neste momento. Chegaram também duas viaturas da Polícia Militar e bloquearam a rua. Policiais e manifestantes conversam.

01h22: Ronald Rios, um dos repórteres do programa CQC, publicou há 3 horas em seu Twitter que a matéria sobre o Instituto Royal foi uma das que mais geraram elogios a ele em sua carreira dentro do CQC. De fato, a matéria foi extremamente positiva. Parabéns e muito obrigado pelo empenho, Ronald (assista aqui).

01h15: Mais 3 ativistas chegaram ao portão do Instituto Royal. São 20 pessoas que poderiam estar no conforto de seu lar depois de um dia cansativo no trabalho mas escolheram ajudar neste caso, vigiando os portões do instituto para tentar evitar a saída de possíveis provas de maus-tratos aos animais.

01h13: Mais uma vez, agradecemos a todos os jornalistas sérios que estão nos apoiando nesta transmissão, com incentivo e constante acompanhamento. Estas linhas são, principalmente, para vocês. Obrigado por ouvirem o lado daqueles que falam pelos que não têm voz.

00h57: Não houve ainda no Brasil um momento mais oportuno para você assistir ao documentário “Não Matarás”, do Instituto Nina Rosa, que é especializado em educação para a preservação da vida. Produzido no Brasil, o filme explica o que são, como são e para que servem os testes em animais (assista agora).

00h52: Já são 17 os ativistas em vigília no portão do Instituto Royal neste momento, segundo informações que recebemos por telefone.

00h30: Na tarde desta terça-feira, a apresentadora Luisa Mell soube que poderá ser intimada a depor por ter participado do resgate dos animais no Instituto Royal. Em uma longa e inteligente entrevista ao portal de notícias IG, ela explicou toda a ordem clonológica dos fatos (assista aqui).

00h27: Ativistas que estão no local informaram que chegarão em instantes mais 10 pessoas para somar ao grupo que está em vigília nesta madrugada no Instituto Royal.

22/10 – Terça-feira

23h13: São cerca de 10 os ativistas que estão vigiando os portões do Instituto Royal.

23h09: Por telefone, ativistas que estão em vigília nos portões do Instituto Royal informaram que o clima é calmo por lá. Eles ficarão até amanhecer. Ainda não temos informações sobre se algum ativista estará lá pela manhã. O que se viu nos últimos dias é que o período em que há menos ativistas por lá é justamente o diurno.

23h02: Em uma matéria exibida hoje no Jornal Nacional, da Rede Globo, o coordenador do Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea), que vem defendendo o Instituto Royal na mídia, admitiu que os testes em animais são desnecessários ao avanço da ciência. Na entrevista, ele afirmou: “Assim como precisamos dos animais para alimentação, nós precisamos dos animais para pesquisa científica.” (assista aqui). Assim como já foi afirmado até pelo Conselho Regional de Nutrição (CRN3) (leia aqui), a carne ou outros derivados de animais não são obrigatoriedades na alimentação humana. Ter animais em pesquisas científicas, portanto, também não é.

22h43: Apesar de ser claramente favorável ao Instituto Royal, a matéria sobre o caso exibida hoje pelo Jornal da Band revelou um detalhe importante: parte dos testes realizados pela instituição eram para a indústria cosmética, ao contrário do que os representantes do Royal afirmaram diversas vezes em entrevistas. A matéria revelou também que, em alguns casos, os animais eram mortos propositalmente (asissta aqui).

22h18: Por telefone, alguns ativistas que estão em frente ao Instituto Royal informaram que o clima é calmo neste momento e que há a presença da Polícia Militar.

22h15: O portal de notícias G1 destacou a criação da Comissão Especial de Inquérito (CEI) realizada hoje na Câmara Municipal de São Roque (veja aqui). Nós estávamos presentes em reunião com os vereadores na ocasião.

21h59: Recebemos a informação agora de que há ativistas nas imediações do Instituto Royal há algum tempo para a vigília desta noite.

21h11: Assim como alertamos ontem, esse chat aqui na direita é um espaço onde qualquer um, com qualquer intenção, pode estar infiltrado. Use o bom senso antes de combinar coisas ou passar dados pessoais. Ele é importante porque nos ajuda a saber se está acontecendo algo urgente, mas não confie em todos que escrevem ali.

21h06: Na volta à São Paulo, passamos em frente aos portões do Instituto Royal para ver a movimentação e tentar entrevistar alguém, mas não havia nada na entrada. Nem polícia,
nem ativistas.

21h03: Estivemos no final da tarde de hoje na cidade de São Roque para uma reunião na Câmara Municipal e acompanhamos a criação de comissão especial para investigação sobre o caso Instituto Royal. Tínhamos esperança que algo fosse realizado judicialmente hoje para permitir a entrada de ativistas e parlamentares no prédio para averiguação. A dúvida é se ainda há animais sofrendo por lá. Infelizmente, não conseguimos nada.

15h22: Biólogo que é uma das maiores autoridades no combate à vivessecção no Brasil, Sérgio Greif, chegou a entrar no Instituto Royal antes de tudo isso acontecer. Em entrevista à rádio EBC publicada há uma hora, ele explica o que viu e o que é o instituto (ouça aqui).

14h26: Fiquem atentos a esta página mais do que nunca. E, se possível, ajudem nas vigílias em frente ao Instituto Royal (Localização do Instituto Royal).

14h06: Do local, ativistas pedem mais pessoas por lá, se possível.

13h50: O Deputado Protógenes também pediu a criação de uma comissão especial para acompanhar as investigações ao Instituto Royal que, segundo o site da Câmara, já foi aceita pelo presidente da casa (veja aqui).

13h48: De Brasília, o Deputado Federal Ricardo Izar Jr fez um requerimento para que seja criada uma Comissão Externa Temporária da Câmara dos Deputados no Congresso Nacional para acompanhar as investigações de possíveis maus-tratos aos animais no Instituto Royal. Quando criada, essa comissão terá livre acesso às dependências do instituto (veja aqui).

13h34: No início da noite de hoje, às 19 horas, na cidade de Taubaté-SP, manifestantes farão um ato pacífico contra o Instituto Royal (veja aqui).

11h43: Na manhã de hoje, uma excelente matéria sobre o caso do Instituto Royal foi exibida pelo programa “Hoje em Dia”, da Record. A reportagem do programa localizou um dos cães que foram resgatados do instituto que precisará ser submetido a uma cirguria. Os dentes caninos do animal foram colados, talvez para que ele só se alimentasse através de algum cano ou coisa parecida. Vale assistir. (assista aqui).

11h29: Matéria do programa Balanço Geral destacou manifestações contra o Instituto Royal na cidade de Porto Alegre (assista aqui).

11h22: Segundo reportagem da rádio Jovem Pan, levada ao ar na noite de ontem, um cemitério clandestino de animais foi encontrado na cidade de São Roque, cidade que abriga o Instituto Royal. Até agora, não há indícios de que haja ligação entre o cemitério e a instituição, mas a polícia ainda investiga (ouça aqui).

11h16: Fim do detabe na Globo News, não conseguimos acompanhar o que foi dito.

11h13: A Globo News está exibindo um debate sobre os testes em animais neste momento.

10h06: Em outros momentos na imprensa e também em uma matéria publicada hoje na
Folha de S. Paulo, defensores do Instituto Royal afirmam que os manifestantes que entraram no local na madrugada de sexta-feira “deixaram” todos os ratos lá (leia aqui). Segundo alguns manifestantes que foram ouvidos pelo Vista-se, eles não deixaram, simplesmente não puderam pegar os pequenos animais porque eram centenas e a polícia não deixou. Independentemente disto, se os ratos foram deixados lá, como o próprio Royal admite, o que aconteceu com eles? Nós queremos saber. Por que o Instituto Royal barrou até o prefeito da cidade de fazer uma visita ao local?

10h01: O coordenador do Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea) e os representantes do Instituto Royal estão tentando ganhar a opinião pública dizendo que o local só realizava testes em animais para o avanço da medicina e que um suposto “tratamento para o câncer” foi perdido por causa da invasão dos manifestantes. (leia aqui).

09h55: Temos informações de que há ativistas nas imediações do Instituto Royal mas ainda não temos contato com eles. Caso você esteja no local, entre em contato conosco através do e-mail royal@vista-se.com.br. Por favor, não use este e-mail para outros assuntos que não sejam de imprensa ou sobre o nosso pedido.

09h53: Veja as duas cadelinhas Beagle resgatadas do Instituto Royal que estão com o Deputado Federal Ricardo Tripoli. Ele deu o nome de suas filhas à elas (veja aqui).

09h09: Todos os dias temos recebido links com opiniões como a do ex-jogador de futebol “Neto”, que é também apresentador de televisão. São comentários tão rasos sobre o caso, que não vamos responder. Precisamos focar no que realmente interessa e não em haters. Não dêem “Ibope” para este tipo de manifesto em relação ao caso.

08h20: Ainda há pouco, o jornal Bom dia Brasil, da Rede Globo, exibiu mais uma matéria de um lado só. Citaram apenas que as pesquisas no Instituto Royal estão paradas, que os ativistas vão pretar depoimento por causa da invasão… A Rede Globo parece mesmo ter escolhido um lado neste caso, coisa que o jornalismo sério não deveria fazer.

01h57: O pessoal da página “Ajude os Beagles do Instituto Royal” (veja aqui) está na frente do Instituto Royal neste momento e, por telefone, informaram que o clima é relativamente tranquilo, exceto pela ação da Polícia Militar que continua procurando qualquer problema nos carros dos ativistas para multar. Eles multaram um ativista há alguns minutos. Ainda assim, o grupo de 9 pessoas continuará lá até de manhã, em vigília. Se alguém estiver disposto a pegar o “turno da manhã” para não deixar o local sozinho depois que eles forem embora, já comece a se organizar.

01h48: Uma ativista que esteve no dia da invasão do Instituto Royal nos informou que esteve em São Roque novamente no domingo e foi até a tão falada Fazenda Angolana. Depois de muita conversa, deixaram ela entrar e ela viu que realmente há Beagles no local, mas são os que eles criam para venda. Ela os desafiou a deixar passar o aparelho que detecta chip em todos os cães de lá para ver se tem algum que saiu do Instituto Royal, como há a suspeita. Segundo a ativista, o representante da Fazenda Angolana disse que poderia sim fazer isso, para provar que os Beagles de lá não têm a ver com os Beagles do Instituto Royal.

01h11: Assista à excelente matéria exibida agora há pouco no CQC sobre o caso do
Instituto Royal (assista aqui).

01h09: Após publicarmos há cerca de uma hora (23h23) sobre os relatos dos ativistas que afirmaram ter ouvido latidos saídos do Instituto Royal, algumas pessoas que não quiseram se identificar nos escreveram dizendo que também ouviram ontem e hoje, em outros momentos do dia.

00h38: A matéria do Jornal do SBT não ouviu nenhum ativista. O jornalista José Nêumanne Pinto deu sua opinião sobre o caso, completamente tendenciosa. Ele questionou o porquê os ativistas não explicam porque comem carne. Talvez José não tenha percebido, mas toda a organização que começou o movimento é vegana, ou seja, além de carne, não consome ovos, laticínios ou qualquer outro produto de origem animal. E agora, José?

00h34: Matéria neste momento sobre o caso no Jornal do SBT.

00h31: Quase meio milhão de pessoas já assinaram a petição contra o Instituto Royal. Este número é importantíssimo para entrar nas pautas das reuniões políticas que acontecerão em breve. A pressão popular, através das assinaturas, pode fazer a diferença. (assine aqui).

21/10 – Segunda-feira

23h52: Pedimos atenção para o que vocês dizem no chat à direita. Notem que é um espaço onde qualquer pessoa, com qualquer intenção, pode comentar. Ao combinar caronas ou outras coisas importantes, usem o bom senso.

23h40: Os ativistas que estão nas imediações do Instituto Royal pedem mais pessoas que possam passar a noite lá para reforçar a vigília.

23h23: Ativistas que estão no Instituto Royal neste momento fizeram uma afirmação importante: “Nós temos certeza que há cães dentro do Instituto Royal.” Por telefone, pedimos maiores explicações. Os ativistas explicaram que estavam a aproximadamente 15 metros do portão principal do instituto, onde haviam 2 seguranças particulares. De repente, ouviram latidos de muitos cachorros de uma vez e, então, um dos seguranças disse: “Vou descer lá embaixo pra ver lá.” Depois que ele desceu, não se ouviu mais latidos. Eles nos mandaram um áudio de tudo isso, que você ouve aqui. Não é o Vista-se que está afirmando, mas pessoas que estão lá foram categóricas.

23h15: A matéria exibida agora no programa CQC, da BAND, mostrou uma cobertura espetacular sobre o caso. Nossos cumprimentos à toda a redação.

23h00: Matéria do CQC sobre o caso agora na BAND.

22h43: Os ativistas que estão no local relataram que saíram neste momento 2 viaturas da polícia de dentro do Instituto Royal e tiraram fotos deles.

22h41: Há ativistas no local, mas os que disseram que iam para passar a noite ainda não chegaram.

21h36: Os ativistas relataram de novo que ouviram latidos que aparentemente vieram de dentro do Instituto Royal, mas não é possível precisar.

21h35: Ativistas que estão no portão de trás informaram que o Instituto Royal está com todas as luzes acesas neste momento.

21h28: Até o momento, nenhum dos ativistas que disseram que iriam para passar a noite no local chegou.

21h12: Ativistas que não puderam ficar no local compareceram para dar apoio e levar alimentos (frutas) e água para os outros ativistas que estão lá. O clima no momento é calmo.

21h10: Há alguns minutos, ocorreu a troca de turno dos seguranças particulares que foram contratados pelo Instituto Royal para ficar 24 horas vigiando as entradas.

20h56: Ainda segundo os ativistas que estão no local, eles ouviram latidos que possivelmente vieram de dentro do Instituto Royal. Eles estão lá desde às 14 horas e relataram que durante o dia todo observaram muitos urubus voando ao redor do prédio.

20h52: Por telefone, conversamos com uma ativista que está neste momento no local. Não há caminhões retirando animais. Este boato tem surgido de tempos em tempos e tem atrapalhado muito. A situação real é que existem 3 ativistas no portão principal e outros 2 no portão secundário. A todo tempo entram e saem viaturas da polícia e um carro particular. Cerca de 20 pessoas estão indo para o local para fazer vigília durante toda a noite.

19h39: Segundo informações que obtivemos neste momento por telefone com o Deputado Federal Ricardo Izar Jr, o prefeito da cidade de São Roque, Daniel de Oliveira Costa, onde fica o Instituto Royal, foi até o local hoje durante a tarde e – pasmem! – foi impedido de entrar.

19h26: O que houve com os animais que não foram salvos na madrugada de sexta-feira? Por que os representantes do Instituto Royal não aceitam que nenhuma comissão de ativistas entrem no local? São perguntas ainda sem resposta. Ainda. Uma imagem que ilustra bem o atual sentimento dos verdadeiros ativistas (veja a imagem | outra imagem).

19h09: A ativista que está no local publicou uma foto da PM abordando e pedindo documentos de todos que se aproximam do Instituto Royal (veja a foto).

19h03: Uma ativista que chegou ao Instituto Royal neste momento afirma que a polícia está avordando todos os ativistas que chegam (são cerca de 5 neste momento). Assim como a Polícia Militar fez pela manhã, eles estão tentando achar erros na documentação do carro ou qualquer coisa que tire os ativistas de lá e leve à delegacia.

18h04: A imagem de um cão com o olho costurado que comentamos às 17h33 foi usada bem antes da invasão que libertou os animais do Instituto Royal (veja aqui), assim, provavelmente trata-se de uma imagem feita em algum instituto estrangeiro e que corre a internet. Porém, é muito provável que existia situações semelhantes no Instituto Royal,

17h55: O diretor científico do Instituto Royal, João Antônio Pêgas Henriques, vem afirmando em entrevistas que sua instituição realiza apenas testes para a indústria farmacêutica. Desta forma, ele tenta colocar a ideia de que é necessário o trabalho feito por ele e seus colegas de instituto. Ele nega que o Instituto Royal faça testes para a indústria cosmética e sempre enfatiza que é apenas para remédios. No entanto, em uma rápida busca pela internet, é possível ler que seu trbalho “é pioneiro na prestação de serviço na área de avaliação do potencial genotóxico de agrotóxicos fármacos e amostras ambientais.” Agrotóxicos?!
(leia aqui, no site do CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).

17h33: A imagem de um cão que supostamente foi resgatado de dentro do Instituto Royal reforça e ilustra as acusações de que há maus-tratos na experimentação animal (veja a foto).

17h21: Durante o programa “A Tarde é Sua”, exibido ainda pouco pela RedeTV, uma das ativistas entrevistadas que entrou no local na sexta-feira afirmou que viu dentro do Instituto Royal caixas com coelhos mortos, pedaços de cães e outras coisas horríveis. Talvez ainda não tenha dado tempo de o Instituto Royal se livrar das provas de maus-tratos aos animais, daí o medo de que ativistas entrem lá para averiguar a situação.

17h04: Ativistas planejam fazer uam manifestação nesta sexta-feira em frente à UNISA (Universidade de Santo Amaro), em São Paulo, contra o uso de animais em aulas de laboratório (evento no Facebook).

16h54: Em entrevista ao G1, representante do instituto Royal confirmou que os chips colocados nos animais não têm GPS, ou seja, não servem como localizador. Ele confirmou ainda que os animais não oferecem risco à população, portanto, se você está com algum dos animais resgatados, fique tranquilo e nem pense em devolver ao Insituto Royal (leia aqui).

16h25: O programa da apresentadora Sonia Abrão, da RedeTV, continua falando ao vivo sobre o caso do Instituto Royal.

15h47: O programa “A Tarde é Sua”, da RedeTV vai abordar o caso do Instituo Royal em alguns minutos, ao vivo.

15h17: Desde o início da manhã de hoje não há ativistas na frente do Instituto Royal. Se havia animais lá dentro, o que era a grande suspeita dos ativistas, é possível que eles já tenham sido retirados.

15h09: Duas cadelinhas resgatadas no Instituto Royal estão com o Deputado Federal Ricardo Trípoli. O parlamentar assinou um termo de fiel depositário na delegacia da polícia civil de São Roque que garante que ele pode ficar com os animais até que o juiz decida se eles voltam ou não para o laboratório. Silvia Ortiz, diretora geral da instituição, mostrou-se surpresa com a atitude do deputado e declarou que “Os cães devem retornar ao instituto.” 
(leia aqui).

14h45: Em outubro de 2012, depois de mais um dos diversos protestos que já aconteceram no Instituto Royal, o ativista George Guimarães foi convidado a falar sobre o assunto ao vivo na Record News. Foram cerca de 15 minutos esclarecedores (assista aqui).

14h37: Uma das ativistas que foi entrevistada pela reportagem do portal UOL, Jane Santos, contesta conteúdo publicado sobre suas declarações (veja aqui).

14h31: Em uma declaração publicada através da página da Frente Parlamentar Defesa dos Animais no Congresso Nacional (FPDA), o Deputado Federal Ricardo Izar Jr, que preside a FPDA, se posicionou a favor do fechamento do Intituto Royal: “Queremos o Instituto Royal fora de São Roque, fora do Brasil.”, disse. (veja aqui).

14h27: Após visitar o Instituto Royal no domingo, o Deputado Federal Protógenes diz que “Aquilo ali tem de fechar!”, em matéria do portal de notícias da Record, o R7 (leia a matéria).

13h50: Com mais de 380 mil “curtidas” no Facebook, a página “Estopinha”, nome da cadelinha do apresentador e especialista em comportamento animal Alexandre Rossi, publicou uma foto contra os testes animais com a seguinte frase: “Um dia os pesquisadores descobrirão que os animais é que eram o remédio.” (veja a foto).

13h41: Sobre possíveis atrasos para quem utiliza a Loja Vista-se, emitimos um comunicado (leia aqui).

13h18: Artigos interessantes sobre o tema da vivessecção podem ser encontrados no site da ONG paulistana VEDDAS (leia aqui).

13h16: Além da manifestação que anunciamos há pouco que ocorreu em Porto Alegre, outro grupo de ativistas gaúchos foi neste final de semana até uma unidade do Instituto Royal que fica dentro do campus do Vale da UFRGS (veja aqui).

12h45: Infelizmente, não há notícias de ativistas em vigília na prota do Instituto Royal desde às 8h15 da manhã. A grande suspeita é de que há ainda animais lá dentro. Se realmente havia, pode ser que eles já tenham sido retirados e levados para outro lugar, para evitar o flagrante de maus-tratos.

11h56: Na manhã desta segunda-feira, o Facebook está com uma instabilidade que impede atualizações de status e outras atividades. Isso será muito ruim para disseminar informações importantes sobre o caso do Instituto Royal (veja aqui).

11h49: No sábado (19), ativistas da cidade de Passo Fundo-RS, fizeram uma manifestação contra a realização de testes em animais (veja aqui).

11h45: No final de semana, ativistas de Porto Alegre fizeram um ato público repudiando testes em animais e apoiando as ações ocntra o Instituto Royal (veja aqui).

11h10: Assim como foi afirmado em uma matéria do SBT (assista aqui), um vídeo amador publicado na manhã de hoje mostra o momento em que a Polícia Militar começou a jogar bombas nos manifestantes antes que qualquer confronto tivesse começado. As imagens do início do caos que aconteceu na Rodovia Raposo Tavares começam depois dos 20 minutos do vídeo a seguir (assista aqui).

11h02: O representante do Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea) foi convidado a estar ao vivo nos estúdios da Rede Globo explicando o potno de vista dos vivisseccionistas. Para o contra-ponto, atores da Globo?! Por que o programa não convidou ativistas a estarem lá para responder pessoalmente?

10h59: Por telefone, no programa “Encontros”, agora na Rede Globo, o ativista Luiz Scalea falando ao vivo algumas verdades. Se o Instituto Royal não tem nada a esconder, porque não abrem a porta para autoridades e comissão de ativistas?

10h55: Agradecemos profundamente o apoio de todos os jornalistas que entraram em contato nestes dias dizendo que estão acompanhando esta página 24 horas por dia. Precisamos de vocês e todos os veículos que queiram mostrar os dois lados. Essa história está longe
de acabar.

10h52: Mais mentiras. A comissão de “ética” citada agora no programa é formada basicamente por vivisseccionistas. O representante que está falando em favor do Instituto Royal afirmou que o animal encontrado morto morreu de morte natural. Antes, ele havia falado que o cadáver seria ainda verificado por uma médica veterinária patologista para descobrir a causa da morte.

10h49: O programa “Encontros”, da Rede Globo, está comentando o caso do Instituto Royal neste momento.

10h46: O perfil pessoal no Facebook da pessoa que atualiza esta página não está funcionando na manhã de hoje para publicações na linha do tempo. Esperamos sinceramente que não seja censura digital.

10h01: Equipe do CQC à caminho de São Roque neste momento.

09h12: Se algum ativista estiver no local ou indo para lá, por favor nos informe no e-mail royal@vista-se.com.br. Não use este e-mail para outro assunto.

08h58: Agora há pouco, os ativistas que passaram a noite em frente ao instituto foram embora. Se realmente ainda há animais lá dentro, devem estar sendo retirados neste exato momento. Se houver algum ativista da região que puder ir para lá, seria ótimo.

08h50: Ativistas que passaram a noite no local disseram que viram a polícia militar por lá o tempo todo. Um dos policiais multou uma das ativistas por algum “motivo-pretexto” de trânsito. Às 8h11 uma van com um homem identificado apenas como “prestador” entrou no Instituto Royal. Embora as informações oficiais sejam que ninguém pode entrar lá. Às 8h15, ainda segundo uma ativista que está no local, um policial confirmou informalmente que há ainda animais dentro do instituto.

03h20: Vamos encerrar a transmissão e certamente teremos novidades durante o dia. Aos que estão neste momento no Instituto Royal, passando a noite em condições desconfortáveis, nosso profundo respeito. A presença de ativistas lá evita que animais sejam retirados (se é que ainda há animais lá) pelo Instituto Royal e levados para outro lugar.

03h09: Nos primeiros minutos desta segunda-feira (21), o portal de notícias da Record (R7) publicou uma matéria onde o presidente da Comissão de Defesa e Direito Animal da OAB-SP questiona as investigações do Ministério Público sobre o caso em que dizem não ter encontrado evidências de maus-tratos. Para ele, há sim evidências de maus-tratos (leia aqui).

02h59: Adriana Greco, uma das organizadoras da ação contra o Instituto Royal, reclamou há cerca de 2 horas sobre a edição que a matéria exibida no Fantástico fez em relação ao
seu depoimento (leia aqui).

02h56: Na noite deste domingo, o programa Pânico na Band exibiu uma matéria sobre o caso do Instituto Royal (assista aqui).

02h30: Assista à matéria que o programa Fantástico, da Rede Globo, exibiu há algumas horas (assista aqui). A cobertura mais tendenciosa até o momento.

02h22: Ainda segundo relatos de ativistas que estão no local, há viaturas da Polícia Militar do lado de dentro do Instituto Royal.

02h16: Recebemos informações de ativistas que estão no local. São 6 pessoas que pretendem passar a noite em vigília por lá. Algumas delas chegaram lá por volta das 18 horas de ontem.

02h02: Assista à matéria que o programa Domingo Espetacular, da Record, levou ao ar sobre o caso do Instituto Royal (assista aqui).

01h59: Apenas para ficar registrado, a equipe da Folha de S. Paulo foi solícita e foi até a delegacia da Polícia Civil de São Roque à espera de uma possível visita ao Instituto Royal agora há pouco. Mas deixou o local assim que soube que não haveria a visita hoje.

01h37: Em fotos e vídeos publicados há cerca de 3 horas na página oficial no Facebook do Deputado Protógenes, fica claro que ele visitou na tarde deste domingo apenas o andar onde os animais foram resgatados (veja aqui). O prédio tem mais andares que não foram visitados depois de tudo que aconteceu. A suspeita é de que há ainda animais por lá.

01h30: Não sabemos quem são os ativistas que estão no local neste momento. Gostaríamos de conversar com eles. Se você está no local, escreva para royal@vista-se.com.br. Por favor, não use este e-mail para outro assunto.

01h12: Há informações de que ativistas estão se dirigindo ao local para passar a noite por lá.

01h08: Estamos de volta à São Paulo. Não fomos ao portão do Instituto Royal porque, infelizmente, não conseguimos autorização ou algum documento que permitisse nossa entrada hoje no local. A todo momento recebemos informações não oficiais de que existem ainda animais dentro do instituto, provavelmente nos pisos superiores. Se, de fato, houver animais lá, certamente eles serão retirados assim que o local ficar sem ativistas por perto.

00h25: Nosso pedido para que os ativistas permanecessem nos portões até amanhã, se devia ao fato de que tentaríamos fazer uma visita ao Instituto pela manhã. Assim, os ativistas poderiam evitar alguma tentativa de saída de animais do local (caso haja animais). Mas não obtivemos sucesso, infelizmente, já que Silvia Ortiz não autorizou nossa entrada e não conseguimos acompanhamento da polícia.

00h03: Conseguimos falar por telefone com Silvia Ortiz, representante do Instituto Royal para tentar esta autorização de entrada. Ela “contornou” dizendo que o jurídico não permitiu e que amanhã pode dar uma nova resposta.

20/10 – Domingo

23h57: Últimas informações: Fabio Chaves (Vista-se), juntamente com o Deputado Federal Ricardo Izar Jr foram até a Delegacia da Polícia Civil para tentar um acompanhamento da polícia até o instituto, para averiguar se ainda existem animais nos dois andares superiores. Sem sucesso, pois não havia delegado de plantão e nem investigador. Por outras fontes foi confirmado que existe mesmo um subsolo no Instituto Royal. Esta informação é segura.

22h29: Atenção: é importante que os ativistas se mantenham presentes durante toda a noite nos dois portões do Instituto Royal. Não podemos passar agora mais informações. Mas pedimos que não saiam dos 2 portões durante toda a noite.

22h35: Apesar de algumas informações desencontradas, a matéria do Domingo Espetacular, da Record, conseguiu mostrar que existem maus-tratos e também não desqualificou a atitude dos ativistas.

22h18: Matéria agora na Record, sobre o caso do Instituto Royal.

22h07: Matéria do Programa Pânico não desqualificou as ações dos ativistas. Parabéns à emissora que agiu com imparcialidade e que parece acreditar na causa animal.

21h49: Agora, no Programa Pânico na Band, matéria sobre o caso do Instituto Royal.

21h36: Segundo relatos de ativistas presentes no local, seguranças informaram sobre a presença de funcionários trabalhando no Instituto. Mas, tempos depois, os mesmos informaram que já não havia mais ninguém. Os ativistam presentes afirmam que ainda há luzes acesas no primeiro andar.

21h03: A matéria exibida agora pelo Fantástico, da Rede Globo, foi a cobertura mais tendenciosa que pudemos ver até agora. Lamentável.

20h55: Matéria agora no programa Fantástico, da Rede Globo, sobre o caso do Instituto Royal.

20h47: Notícias importantes ainda hoje, aguardem.

20h44: Notícia que está na capa do G1 agora: “Ativistas protestam contra testes com animais na Espanha” (leia aqui).

20h35: Dois ativistas que estão na frente do Instituo Royal informaram agora há pouco que entrou um carro particular na instituição, mesmo com a polícia informando que estava proibida a entrada de qualquer pessoa.

17h16: Se você resgatou um animal no Instituto Royal na última sexta-feira, não fique assustado com os comentários de que quem fez isso poderá ser preso. Além de ser praticamente impossível a polícia achar estes animais, o máximo que poderia ocorrer é um processo que provavelmente não daria em nada. Nem pense em abandonar estes animais.

16h59: Localização do Instituto Royal: Altura do KM 56 da Rodovia Raposo Tavares (entrada do Hotel e Restaurante Stefano) | MAPA – Indo de São Paulo para lá, ao avistar a placa do KM 56, a entrada é logo à direita (visão da entrada, saindo da Raposo tavares). – GPS: Coloque Estrada do Pinheirinho, 666 – São Roque-SP | MAPA (Este é o local aproximado, não é o endereço do Instituto Royal).

16h38: A petição que pede o fim do uso de animais pelos Instituto Royal passou das 400 mil assinaturas. Este número é importante para aumentar a pressão popular sobre o caso e poderá ser usado em possíveis reuniões judiciais (assine).

16h35: Também por telefone, ativistas que estão no local comentaram que, no momento em que o Deputado Federal Protógenes Queiroz entrou no Instituto Royal, havia ativistas por lá mas não foi permitido que eles entrassem junto.

16h31: Segundo informações passadas por telefone por uma ativista que está no local, há neste momento cerca de 5 ativistas no portão do Instituto Royal. A equipe da TV TEM, afiliada local da Rede Globo, está no local. A equipe do Jornal Cruzeiro do Sul, de Sorocaba, também está no local.

16h20: Ativista publica foto e relato do deputado que entrou hoje no Instituto Royal. Segundo ele, o local está muito sujo de fezes mas não foi encontrado nenhum animal lá (veja aqui).

16h17: O veterinário Wilson Grassi, que é vegano e de nossa confiança, publicou há pouco em seu Facebook que ele e sua equipe estão à disposição para um check up gratuito nos animais que foram resgatados no Instituto Royal (veja aqui).

16h12: Ativista publica 4 fotos de um cão que supostamente foi resgatado no Instituto Royal na madrugada da última sexta-feira (18), veja como ele está hoje (veja fotos).

16:03: No Facebook, internautas enviam imagens de seus animais de estimação com plaquinhas de apelo contra o Instituto Royal. Envie também (informações no link). (veja fotos).

15h22: Por telefone, confirmamos com a repórter Elaine Freires, da Rádio CBN, que está no local, que o Deputado Federal Protógenes Queiroz já deixou o Instituto Royal. Ela disse ainda que conversou com ele e que ele afirmou que não há mais animais dentro da instituição. Ele disse ainda que vai pedir investigações sobre o caso esta semana. A equipe da CBN não pretende ficar por muito mais tempo no local.

15h05: Por telefone, o Deputado Federal Ricardo Izar Jr nos informou o número pessoal do Deputado Federal Protógenes Queiroz, mas ainda não conseguimos contato com ele.

14h59: Segundo informações não oficiais da imprensa local, o Deputado Federal Protógenes Queiroz já teria saído do Instituto Royal.

14h46: O número que nos passaram do deputado não é correto. Se você tem o número correto, escreva pararoyal@vista-se.com.br. Não use este e-mail para outros assuntos.

14h39: Uma equipe jornalística de Sorocaba, região da cidade de São Roque, também está indo para o local para tentar falar com o deputado que está dentro do Instituto Royal. É importante que hajam ativistas também no local. Por enquanto, não temos notícias de que tenham manifestantes por lá.

14h38: Conseguimos o celular pessoal do Deputado Protógenes Queiroz e estamos tentando contato. Obrigado a todos que ajudaram. Continuem acompanhando.

14h23: Se alguém tiver o telefone do Deputado Federal Protógenes Queiroz escreva para royal@vista-se.com.br. Se houver possibilidade, gostaríamos de entrar no Instituto Royal. Não use este e-mail publicado para outros assuntos.

14h18: Todos os ativistas que estavam se manifestando em frente ao MASP decidiram ir para o Instituto Royal, na cidade de São Roque, assim que souberam que há um deputado dentro do local averiguando se há animais. Informações de como chegar ao local neste link.

14h08: Assim como nos contou por telefone, a repórter Elaine Freires está neste momento em frente do Instituto Royal aguardando a saída do deputado. Ainda não há notícias de que existam ativistas no local.

14h04: Agora ao vivo na rádio CBN sobre o caso, repórter está na frente do Instituto Royal.
(ouça a CBN ao vivo).

13h56: É muito importante que ativistas que estão na região do Instituto Royal se dirijam para lá para acompanhar de perto. Informações de como chegar ao local neste link.

13h53: Ainda segundo informações da repórter da Rádio CBN, o deputado entrou sozinho no Instituto Royal. Não há nenhum ativista no local, apenas a equipe da CBN.

13h46: Na Av. Paulista, em frente ao MASP, alguns ativistas iniciaram uma manifestação contra o Instituto Royal (veja uma foto | link alternativo).

13h41: Confirmamos por telefone com a repórter Elaine Freires, da CBN, que o Deputado Federal Protógenes Queiroz conseguiu um mandado e entrou neste momento no Instituto Royal com o auxílio da Polícia Militar. A jornalista entrará no ar a qualquer momento com notícias. Acompanhe pelo rádio ou no site da CBN (acesse o site da CBN | ouça a CBN ao vivo).

13h29: Precisamos falar urgente com alguém da Rádio CBN. Se você tem algum contato, por favor escreva pararoyal@vista-se.com.br. Só escreva se for uma informação sobre isso.

13h17: Segundo informações ainda não oficiais, um deputado federal conseguiu um mandato na justiça para entrar ainda hoje no Instituto Royal com uma comissão de ativistas e averiguar se há ou não animais lá dentro. Neste exato momento há cerca de 5 ativistas na frente do portão do Instituto Royal, em São Roque-SP, e novamente há a confirmação de que o local não está lacrado pela justiça, embora os portões etejam fechados.

13h09: Neste momento há cerca de 20 pessoas no vão do MASP, Av. Paulista, organizando uma manifestação. A organização pede para que outros ativistas dirijam-se para lá com faixas e cartazes.

13h05: Estampa a capa do portal de notícias da Rede Globo, o G1, uma espécie de infográfico com argumentos contra e a favor de testes em animais. Tire suas conclusões. (veja aqui).

12h25: Segundo informações desta página no Facebook, a organização da manifestação da Av. Paulista acaba de chegar ao vão do MASP e alguns outros ativistas começam a chegar.

12h15: Alguns ativistas continuam afirmando nas redes sociais que ainda há animais no Instituto Royal. De fato, é bem estranho que a direção do instituto não tenha deixado nenhuma comissão entrar no prédio para averiguar. Ontem, no calor das manifestações, antes do estouro da violência, a PM seleciou 5 ativistas para entrar no Instituto Royal, mas o advogado da instituição não permitiu. Nem mesmo deputados que estavam no local conseguiram entrar para confirmar a existência ou não se animais. O prédio do Instituo Royal tem 3 andares mas, pelo que consta, apenas o primeiro andar foi invadido na madrugada de quinta para sexta-feira. A partir destas informações, é possível presumir que pode mesmo haver animais nos outros 2 andares.

12h05: Em reportagem exibida ontem à noite pelo SBT, é afirmado categoricamente que a Polícia Militar foi quem começou todo o tumulto que quase terminou em tragédia. A matéria traz imagens de um PM atacando um manifestante que estava com máscara e arrancando a máscara dele. Em seguida, o grupo Black Bloc começou uma reação violenta (assista aqui).

11h51: Ativista que foi à manifestação marcada no vão do MASP, na Av. Paulista, publicou uma foto agora há pouco informando que não há ninguém ainda no local para o protetso marcado para as 11 horas (veja a foto | link alternativo).

11h47: A petição contra o Instituto Royal já passou de 390 mil assinaturas. Este número grande de pessoas que se declaram contra o Instituto Royal servirá para pressionar autoridades durante possíveis reuniões que acontecerão esta semana (assine).

11h38: A organizadora da manifestação de hoje na Av. Paulista contra o Instituto Royal informou por telefone que ainda não consguiu chegar ao local, embora estivesse marcado para às 11 horas o protesto. Segundo ela, a manifestação vai acontecer e pede para que as pessoas se dirijam para lá. (veja aqui a página do evento no Facebook).

11h33: Pelo celular, ativista que foi à Av. Paulista informa que não há nenhuma movimentação no vão do MASP além das feirinhas que acontecem por lá de domingo (leia aqui). É possível que o protesto não tenha começado ainda porque muitos ativistas que disseram que estavam indo para lá ainda não chegaram.

11h23: Uma jornalista da Rádio CBN informou agora há pouco que não há ativistas nas imediações do Instituto Royal neste momento. A jornalista informou também que a seurança no local está reforçada com polícia e seguranças particulares. Segundo o comandante da Polícia Militar informou à CBN, não há prazo para a PM deixar o local
(ouça aqui).

11h19: Adriana Khouri, uma das ativistas da organização que começou todo esse movimento contra o Instituto Royal, informou agora há pouco que não foi agendada por ela ou alguém da organização nenhuma manifestação para hoje (leia aqui). De fato, a manifestação marcada para hoje às 11 horas da manhã na Av. Paulista foi marcada por outras pessoas.

11h11: O grupo Black Bloc SP publicou uma foto em sua página no Facebook de algumas cápsulas de gás lacrimogêneo usadas pela polícia no confronto com os manifestantes na Rodovia Raposo Tavares (veja a foto).

11h09: Segundo informações da página “Ajude os Beagles do Instituto Royal”, já há uma movimentação pequena na Av. Paulista para um protetso contra o Instituto Royal (veja aqui).

11h03: Publicamos na noite de ontem uma imagem em nossa página oficial no Facebook convidando as pessoas que estão acompanhando o caso do Instituto Royal a repensarem sua visão sobre todos os animais (veja a imagem).

10h59: O jornalista André Trigueiro, da rádio CBN, deu ontem sua opinião a respeito do caso do Instituto Royal, vela ouvir (ouça aqui).

10h53: Veja foto de um dos cães resgatados no Instituto Royal e como ele está hoje
(veja a foto aqui).

10h43: Ativista que fomentou o protesto de hoje na Av. Paulista publicou agora há pouco em seu Facebook que estava indo para o vão do MASP e convidou a todos que queiram se juntar a ela. A manifestação está marcada para esta manhã, às 11 horas (veja aqui).

10h35: O documentário brasileiro “Não Matarás” explica o que são os testes em animais. O filme foi produzido pelo Instituto Nina Rosa, que é uma ONG especializada na defesa dos animais que também produziu o documentário “A Carne é Fraca”.
(Assista aqui ao documentário “Não Matarás”)

10h25: Ainda não temos informações se há algum ativista neste momento em frente ao Instituto Royal. Estamos tentando levantar isso.

10h23: Um dos maiores jornais da Europa, o espanhol El País, também destacou a ação dos ativistas brasileiros no Instituto Royal. Na foto em destaque, ativista cola adesivo escrito
“Diga não à vivissecção” no escudo de um policial militar (leia aqui).

10h21: Quase 400 pessoas confirmaram presença na manifestação marcada apenas há algumas horas pelo Facebook. O protesto está marcado para às 11 horas da manhã no vão do MASP, Av. Paulista, São Paulo-SP (veja aqui).

10h06: Ativista que passou a noite em frente ao portão do Instituto Royal diz que a informação que circulou nas redes sociais ontem de que o instituto havia sido lacrado não é verdadeira. Além de muitos policiais o tempo todo entrando e saindo do local, há seguranças particulares. Às 6 horas da manhã de hoje, ouve a troca de turno desses seguranças, 8 pessoas. Ainda segundo a ativista, não são seguranças armados (veja aqui).

01h33: Vamos dar uma pausa na transmissão para recarregar as baterias. O chat aqui na direita continua, informem-se e ajudem a informar. Se você está sem sono e respeita os animais, assista agora ao documentárioTerráqueos.org.

01h17: Às pressas, ativistas de São Paulo que não puderam ir ao Instituto Royal organizam um protesto contra a instituição neste domingo (20), às 11 horas da manhã no vão do MASP, Av. Paulista (informações aqui).

01h12: Grupo paulistano “NãoMate” fez uma projeção no centro da capital paulista em homenagem aos cães resgatados no Instituto Royal (assista aqui).

01h08: Ativista publica vídeo do momento em que a Tropa de Choque ataca com bombas manifestantes que estavam sentados e sem oferecer nenhuma reação (assista aqui).

19/10 – Sábado

23h31: O UOL está fazendo uma enquete sobre o caso: “Você é a favor do uso de animais
em pesquisas?” (Responda aqui).

23h17: Durante a manifestação desta tarde na cidade de São Roque-SP, conversamos com uma senhora que é moradora do mesmo bairro onde fica o Instituto Royal. Uma senhora bem simples, apareceu no local para vender água. Perguntamos a ela se já sabia da existência do intituto naquele bairro. Ela disse que sim mas que não sabia o que era feito lá dentro e ficou horrorizada. Ela disse que o Instituto Royal está instalado ali há dois anos, aproximadamente. Ainda segundo ela, antes, o prédio abrigava um hospício.

23h07: Os ativistas que estão neste momento em frente ao portão do Instituto Royal pretendem passar a noite por lá.

22h44: Uma ativista que está no local nos informou que são 26 os manifestantes que estão em frente ao portão do Instituto Royal neste momento.

22h35: Ativistas de Florianópolis farão um ato de protesto contra a vivissecção no
dia 25/10, sábado, na Concha Acústica da UFSC (evento no Facebook).

22h20: Médica veterinária desabafa no Facebook sobre o número de pessoas que querem adotar os Beagles que saíram do Instituto Royal (leia aqui). E ela tem razão: se você realmente quer ajudar um animal, adote um sem raça definida em qualquer clínica veterinária de sua cidade. Não faltarão adotantes para os Beagles, podem ficar tranquilos.

22h10: Khouri também pede para que não sejam criadas páginas de adoção dos Beagles e para que não sejam divulgadas informações que possam levar a polícia aos animais resgatados do Instituto Royal (veja aqui).

22h06: Adriana Khouri, uma das manifestantes que começou todo esse movimento no
sábado (12), acabou de publicar em seu perfil no Facebook que houve uma reunião com o Deputado Federal Ricardo Tripoli para traçar estratégias para os próximos dias. Durante a reunião, receberam a notícia de que o caso será conduzido por uma promotora da Comissão Antivivesseccionista do Estado de São Paulo, o que é uma excelente notícia (veja aqui).

22h00: Segundo ativistas que estão no local neste momento, a Polícia Militar não está agressiva e está conversando com os manifestantes, bem diferente do que se viu hoje durante o dia.

21h39: Uma fonte de nossa confiança está neste momento em frente ao portão do Instituto Royal e diz que o local não está lacrado. São pouco mais de 15 ativistas neste momento e a todo momento chegam mais.

21h25: Existem 17 ativistas perto do Instituto Royal agora.

21h24: Recebemos a confirmação agora de que há ativistas nas proximidades do Instituto Royal neste momento. A polícia também está no local fazendo rondas em alta velocidade. Apesar disso, ativistas relatam clima tranquilo no local.

21h20: Foto publicada no UOL mostra repórter do programa CQC Ronald Rios, da Bandeirantes, sendo atingido no rosto por spray de pimenta (veja a foto).

20h56: Notícia ainda não oficial garante que o Instituto Royal acaba de ser lacrado! Está sob intervenção judicial.

20h52: Um documento enviado para nós por uma pessoa que não quis se identificar traz detalhes sobre os testes realizados no Instituto Royal e confirma que há tortura e morte de cães, ratos e coelhos no local. O texto também explica como são feitos os testes e refere-se aos animais como “sistemas-teste”. No final do documento, uma série de nomes de funcionários e suas funções dentro do instituto (leia o documento aqui).

20h35: Segundo matéria exibida agora no Jornal Nacional, havia apenas 700 manifestantes no local. São dados da Polícia Militar. No entanto, este número certamente é muito maior.

20h31: O Jornal Nacional, da Rede Globo, exibirá agora uma matéria sobre as manifestações de você no Instituto Royal.

20h28: Recebemos informação não oficial de quem até às 18 horas havia cerca de 60 manifestantes no local, sem saber ao certo se continuavam lá ou não.

20h18: Estamos tentando saber se há manifestantes no local. Aparentemente, não há.

19h57: Manifestante afirma que não houve tentativa de ataque por conta do grupo Black Boc e diz que foi a Tropa de Choque que avançou sobre as pessoas primeiro. Ele fez um vídeo do momento do início da confusão (assista aqui).

19h49: SBT neste momento falando sobre o caso.

19h48: Matéria neste momento no Jornal da Record.

19h35: A petição contra a atuação do Instituto Royal já tem quase 370 mil assinaturas. Ainda é importante assinar, pois este número servirá como apoio durante as possíveis reuniões entre ativistas e administradores do município de São Roque esta semana (assine).

19h28: Assista a um pequeno vídeo que mostra o estado em que ficou o carro da Rede Globo e da Polícia Militar, publicado por um manifestante que estava no local (assista aqui).

19h25: O grupo de ativismo vegano “269 Life”, de Israel, publicou homenagens e incentivos às ações que estão ocorrendo no Brasil em relação ao caso do Instituto Royal (veja aqui).

19h22: Não conseguimos confirmar a informação de que há confronto no local neste momento.

19h18: Com mais de 200 mil likes no Facebook, Midia NINJA também esteve presente na manifestação de hoje e publicou sobre a ação da polícia (veja aqui).

19h06: Há informações de que há confronto no local neste momento.

19h00: Uma audiência pública sobre o caso do Instituto Royal deve acontecer na próxima semana no Congresso Nacional.

18h59: Na tarde de hoje, dois Beagles foram encontrados pela população nas ruas de São Roque e levadas até a delegacia. Havia rumores de que eles voltariam para o Instituto Royal. No entanto, eles saíram nos braços do Deputado Federal Ricardo Tripoli (veja aqui).

18h50: Outro fato importante: o que foi possível observar na cobertura da grande mídia, é que a Rede Globo foi a emissora que menos apoiou as manifestações. Na linha editorial da emissora, era clara a tendência de dizer que o Instituto Royal está dentro da lei e que não cometia maus-tratos aos animais. A emissora foi, inclusive, alvo de toda a massa de manifestantes que gritava ofensas em coro citando o nome Rede Globo.

18h46: É também importante que fique claro que os manifestantes Black Blocs que foram ao Instituto Royal na madrugada de quinta para sexta-feira foram fundamentais para o resgate dos animais que estavam sendo torturados no interior da instituição. Sem o ato destes mascarados anônimos, talvez o movimento dos Direitos Animais não teria conseguido tirar os animais de lá.

18h37: O Vista-se, enquanto um veículo de comunicação segmentado em Direitos Animais, não é contra desobediência civil. Temos clara noção (e já falamos isso aqui nesta página), que nunca houve uma revolução sem desobediência civil e o que chamam de “vandalismo”. No entando, não podemos omitir a informação de que manifestações de Direitos Animais são quase sempre pacíficas, portanto, respeitamos os atos promovidos hoje por mascarados por entender que tinham seus motivos, mas incendiar carros da imprensa não é o tipo de coisa que ativistas dos Direitos Animais fazem.

18h36: É importante ficar claro que nós, do Vista-se, não vimos quem começou toda a confusão. O que temos são relatos não oficiais.

18h31: Após o início da confusão, a polícia teve uma reação de claro despreparo. A violência policial não distinguiu mulheres, crianças, idosos, jornalistas… Foi uma ação desproporcional.

18h28: Segundo relato de vários ativistas que estavam no local, a confusão toda começou porque um grupo de mascarados que usam táticas Black Bloc forçou a barreira policial. Os soldados, então, revidaram violentamente contra todos os manifestantes, inclusive contra os que eram contra o uso da força.

18h27: O que aconteceu hoje na Rodovia Instituto Royal não é o que costuma acontecer em manifestações de ativistas de Direitos Animais. Nunca uma manifestação deste tipo havia terminado assim no Brasil. Ativistas pelos Direitos Animais são contra qualquer tipo de violência. O grupo de pessoas que usa táticas Black Blocs ajudou bastante na quinta-feira, mas o que ocorreu hoje divide opiniões entre as pessoas que foram até o local protestar pacificamente. Conversamos com um dos mascarados nesta tarde e ele disse que muitos dos mascarados que estavam lá não eram do mesmo grupo Black Bloc que foi ao local na
quinta-feira e ajudou na invasão e libertação de alguns cães e coelhos.

18h13: Neste momento, o programa Cidade Alerta, da Record, volta a falar sobre o caso, com muitos vídeos.

18h07: Também na manhã de hoje, cerca de 80 ativistas protestaram contra o Instituto Royal em Porto Alegre. O instituto tem uma unidade na capital gaúcha (veja aqui).

18h00: Matéria na capa do site da Folha de S. Paulo também cita (com link) esta página de cobertura do caso do Instituto Royal (leia aqui).

17h55: Matéria que está neste momento na capa do UOL cita a cobertura do Vista-se sobre as manifestações do caso Instituto Royal (leia aqui).

17h40: Agora na Record, no programa Cidade Alerta, matéria sobre o que foi o ato hoje.

15h28: Alguns ativistas foram à Prefeitura para iniciar uma manifestação. Com o local fechado, os ativistas voltaram à Rodovia Raposo Tavares.

14h31: Deixamos o local, é impossível acompanhar de perto. Continuaremos a transmissão de São Paulo.

14h19: Rodovia Raposo Avares liberada nos dois sentidos.

14h18: Ônibus do Choque volta ao local.

14h16: Tropa de Choque ou parte dela deixou o local em um ônibus. Polícia Rodoviária tenta tirar carros dos manifestantes do acostamento da Rodovia Raposo Tavares, km 56.

13h56: Infelizmente, a polícia também parece estar sem comando. Mulheres, idosos e até crianças estão sofrendo as consequências.

13h55: Clima de guerra. Ação desproporcional da Tropa de Choque.

13h44: Muitos ativistas deixam o local. Os que resistem estão dispersos. A ação do Choque de São Paulo está truculenta. Ambulâncias entram e saem do local.

13h30: Polícia de choque massacra manifestantes. Agora é clima de guerra. Infelizmente.

13h25: Chegou um ônibus com mais Tropa de Choque. Chegaram muito truculentos.

13h24: Ativistas de vários estados estão em São Roque-SP: Curitiba, Rio…

13h21: A todo momento, a polícia lança bombas para afastar os manifestantes. O clima aqui varia entre correria e apreensão.

13h12: Nenhum ativista conseguiu entrar no local, como disse a polícia. Não foi possível constatar se há ainda animais no instituto.

13h09: Muitos ativistas reclamam das ações de vandalismo. Outros, elogiam.

13h06: Mais um carro da Rede Globo é incendiado.

13h02: Manifestantes estão espalhados entre o km 55 e 56 da Rodovia Raposo Tavares.

12h48: Infelizmente, a situação perdeu completamente o controle. Não há mais clima de manifestação.

12h47: Helicópteros sobrevoando o local. Chegaram viaturas do Corpo de Bombeiros.

12h41: Segundo rumores, Deputado Estadual Feliciano Filho foi atingido por bala de borracha.

12h35: Correria de novo. Algumas pessoas sangrando e passando mal.

12h15: Colocaram fogo no carro da Rede Globo de televisão.

11h54: EXPLODE O CLIMA. POLÍCIA ATIRA BOMBAS DE GÁS LACRIMOGÊNEO E DE EFEITO MORAL. TAMBÉM FOMOS ATINGIDOS.

11h47: Várias emissoras no local. Rede Globo hostilizada verbalmente pelos manifestantes. A repórter precisou se refugir atrás das viaturas.

11h45: Rodovia Raposo Tavares continua bloqueada pelos manifestantes. Compartilhe esta página.

11h36: Ativistas relatam que há pouco a Tropa de Choque utilizou gás de pimenta.

11h35: Cinco ativistas foram selecionados para entrar no Instituto Royal para averiguar se há animais.

11h28: Rodovia Raposo Tavares bloqueada nos dois sentidos na altura do km 56.

11h25: Manifestantes tentam bloquear a Rodovia Raposo Tavares neste momento. Polícia Rodoviária no local.

11h15: Comandante tenta acalmar os ânimos. Ativistas gritam em coro “Testa na Silvia!”, referindo-se à representante do Instituto Royal.

10h57: Fotos em http://www.facebook.com/fachaves.

10h54: Mídia no local. Todas as emissoras, CQC e outros programas. Tropa de choque também no local. Clima tenso.

10h48: Centenas de carros na rodovia estacionados. Certamente são milhares de pessoas já no local.

08h19: Hoje o Brasil vai parar para ver a maior manifestão em prol dos Direitos Animais da história.

08h08: Preparados? Esta página será atualizada através de um celular e na medida do possível. Vamos dar um jeito de continuar a transmissão.

02h30: Ainda trabalhando por aqui. Testando uma forma de atualização rápida pelo celular.

01h58: Atualizamos novamente os dados de localização para facilitar ainda mais. Para quem vai usando GPS, decore este endereço macabro: Estrada do Pinheirinho, 666 – São Roque-SP.
Informações básicas/CONVOCAÇÃO.

01h24: Vamos diminuir agora o volume de publicações. Voltamos amanhã por volta das 8 horas com alguma notícia. Descansem, daqui a pouco todos precisaremos de energia. 
Esteja lá
!

01h23: Por telefone, nossa fonte confirmou que chegaram agora cerca de 5 pessoas que se identificaram como do grupo Black Bloc. Porém, diante da situação, todos os ativistas decidiram deixar o local e voltar às 10hs. Policiais estão com lançadores de bomba de efeito moral e armas em punho para intimidar os ativistas.

01h07: É quase certo que haverá tropa de choque amanhã em frente ao Instituto Royal. Segundo informações de uma matéria que estampa a capa do portal G1 neste momento, a polícia de São Roque pediu reforço do Batalhão de Choque.

01h02: Ainda há pouco, o Jornal da Globo e o Jornal das Dez (Globo News) noticiaram o caso, praticamente repetindo matérias que já haviam ido ao ar durante o dia.

01h00: Mesmo com muitos policiais por lá, não há (nem houve) conflito direto. Os ativistas ainda estão no local e estudam continuar até o horário do protesto ou deixar o lugar
e voltar depois.

00h45: Faltam menos de 10 horas para a maior manifestação pelos Direitos Animais que o Brasil já viu. Você vai fazer parte da história ou ficar no sofá?
Acesse Informações básicas/CONVOCAÇÃO.

00h39: Não há ninguém da imprensa no local e os ativistas estão cogitando ir embora para voltar com a “massa” daqui a pouco, às 10hs. No momento existem apenas 30 ou menos ativistas por lá, que pretendiam ficar até o amanhecer.

00h38: Segundo fonte de nossa confiança, a polícia tática está subindo a rua que dá acesso ao Instituto Royal empunhando escudos. Os policiais estão pedindo de maneira bem rude para que os ativistas retirem todos os carros estacionados na rua porque eles vão fechar tudo nas proximidades do local.

00h34: A maioria das viaturas entrou no Instituto Royal, enquanto outras circulam nas ruas que dão acesso ao lugar. Dezenas de homens da polícia isolam o lugar e não permite nem que os ativistas se aproximem do portão.

00h33: Por telefone, uma fonte confiável nos informou que acaba de sair um ônibus com o logo da UNESP pelo portão dos fundos. Ativistas tentaram interceptar o veículo mas não conseguiram. Não se sabe o que ou quem estava no ônibus.

00h26: Adriana Khouri, uma das organizadoras da manifestação, reforça a convocação para o grande ato e pede para que não haja vandalismo (veja aqui).

00h23: Enquanto algumas viaturas se posicionam nas ruas que dão acesso ao Instituto Royal, outras entram no local. São dezenas de policiais militares.

00h19: Mais viaturas chegando ao Instituto Royal, provavelmente preparando-se para o grande volume de pessoas que deve chegar ao local daqui a pouco, às 10hs.

00h17: O Programa Pânico publicou na manhã de sexta-feira (18) sobre esta página para quase 8 milhões de seguidores no Twitter (veja aqui). Muito obrigado.

00h10: Mais uma vez por telefone, nossa fonte confirmou que acabaram de chegar mais 6 viaturas ao local. São cerca de 12 carros da polícia fechando as ruas que dão acesso ao Instituto Royal. Ainda segundo nossa fonte, os policiais estão impondo pressão nos cerca de 30 ativistas que ainda estão no local. Os policiais que chegaram por último já desceram com armas de fogo em punho.

18/10 – Sexta-feira

23h56: Uma fonte de nossa confiança acaba de ligar da frente do Instituto Royal dizendo que a polícia mandou reforços para o local. São agora cerca de 6 viaturas da Polícia Militar e dezenas de homens. A polícia está em discussão neste momento com os ativistas pedindo para que todos saiam de lá e que cancelem o protesto de amanhã. O protesto está confirmadíssimo, saiba como participar: Informações básicas/CONVOCAÇÃO.

23h40: Lugares como o Instituto Royal só existem porque algumas empresas encomendam testes em animais com eles. Saiba quais são as empresas que testam seus produtos em animais no link www.vista-se.com.br/testes.

23h23: Muitas pessoas têm relatado que estão com dificuldade para conseguir carona para o local. Criamos um grupo no Facebook (peça ou ofereça carona).

23h17: O apresentador PC Siqueira se manifestou há alguns minutos sobre o caso do Instituto Royal através de sua página no Facebook, que tem quase 1 milhão de likes
(veja aqui).

23h07: Mais uma vez: os Beagles realmente têm chips, mas são apenas informações de prontoário, não são GPS, não há como localizar um cão através desse chip. Usem o CTRL+F nesta página para pesquisar dúvidas, como “chip“, por exemplo.

23h04: Por telefone, conversamos com um ativista e veterinário que está no local. Há cerca de 30 ativistas por lá, mas a polícia bloqueou a passagem para o Instituto Royal muito antes do primeiro portão. Segundo os policiais, hoje ninguém entra. O lugar está fechado para perícia. Nossa fonte confirmou que houve movimentação de vans e caminhões por lá hoje mas não é certeza que retiraram animais vivos de lá. Não há o menor clima de invasão nesta noite.

22h48: Há cerca de uma hora, uma ativista que está no local publicou em seu Facebook um pedido de ajuda, para que mais ativistas fossem para o Instituto Royal ainda hoje (leia aqui).

22h43: Passam de 300 mil as assinaturas na petição contra o Instituto Royal! Para se ter uma ideia, toda a população da cidade de São Roque-SP, onde fica a instituição, não chega a 80 mil pessoas. Assine a petição.

22h39: Você sabe quem são e o que pensam os ativistas da Animal Liberation Front (ALF), que está presente no mundo todo? Assista gratuitamente ao documentário “Behind The Mask” (Atrás da Máscara), que traz a história de pessoas que arriscam duas vidas para salvar
os animais (assista aqui).

22h35: Pessoas de preto e encapuzadas publicaram agora há pouco uma imagem em que seguram alguns cães salvos do Instituto Royal (veja a foto). Ao fundo, uma bandeira a Animal Liberation Front (ALF).

22h32: Atualizamos as informações sobre como chegar ao local, com mais detalhes e imagens.
Informações básicas/CONVOCAÇÃO.

22h07: Ativista que está no local publicou em seu Facebook que saíram caminhões levando os animais (vivos e mortos) que restavam (veja aqui). Não é uma informação oficial.

22h03: Ativistas de diversas partes do estado de São Paulo e até de outros estados como Rio de Janeiro e Santa Catarina já estão se dirigindo à cidade de São Roque para o grande protesto que aocntecerá amanhã às 10 horas da manhã. Você vai fazer parte da história ou vai ficar em casa? Saiba como participar em Informações básicas/CONVOCAÇÃO.

22h00: Dica: se você tem dúvida sobre se determinado assunto relacionado a este caso já foi publicado nesta página, aperte CTRL+F e digite o que procura, por xemplo: “microchips”.

21h57: O BOL Notícias também publicou uma matéria falando sobre a liminar que proíbe nova invasão do local, sob pena de multa para organizadoras do protesto (veja aqui).

21h52: Em nota, Prefeitura da Estância Turística de São Roque diz que estuda “Editar Lei para restringir a instalação de empresas que tenham como objeto social, atividades que impendem ou dificultem à fiscalização municipal”, ou seja, até a prefeitura está pensando em fechar o Instituto Royal que tanto mal fez à imagem da belíssima cidade de São Roque.
(Leia a nota na íntegra).

21h47: Em agosto de 2012 o Vista-se publicou um artigo que está mais atual que nunca:
3 motivos para ser contra testes em animais.

21h45: A revista Caras (pois é!) também citou o caso em seu site (veja aqui).

21h43: Estamos com quase 2 mil pessoas online neste momento acompanhando esta página. Se cada um de vocês publicar algo relacionado ao caso no Twitter usando a hashtag #institutoroyal será de grande ajuda a manter o assunto nos Trending Topics do Brasil.

21h41: O jornal mais importante do Distrito Federal, o Correio Braziliense, também citou
o caso (veja aqui).

21h34: Do local, ativista afirma que pessoas (não sabemos quem) entraram no Instituto Royal para fotografar as condições e que o local está completamente limpo. A ativista afirmou também que há ativistas presos neste momento e que membros de um motoclube que foram para dar apoio também foram levados para a delegacia (veja aqui).

21h28: Ativista que está neste momento na porta do Instituto Royal publicou fotos de dois homens vestidos de preto e com capuz e legendou como “blackblocks” (veja aqui).

21h23: O Instituto Royal conseguiu uma liminar na justiça que prevê multa de R$ 10 mil reais para membros da organização das manifestações caso a instituição seja invadida de novo.
A informação é de uma matéria do portal Terra (leia aqui).

21h20: A hashtag #institutoroyal volta a ocupar a 1ª posição nos Trending Topics Brasil.

21h13: Em matéria que está na capa do site do jornal Estadão neste momento, delegado afirma que adotar cães retirados do Instituto Royal é crime, por serem fruto de “roubo”
(leia aqui). Se a polícia encontrar alguém com um destes cães e provar que ele é do
Instituto Royal, é provável que o adotante seja acusado de “receptação”. Por isso, não publiquem fotos ou falem sua localização.

21h11: Segundo relatos anônimos (não conseguimos confirmar a fonte), houve muita movimentação de vans e caminhões hoje no Instituto Royal e ativistas teriam avistado cães mutilados que ainda estão na instituição. Há ativistas no local nos 2 portões e a polícia também está lá neste momento. Não é uma informação oficial.

21h07: A hashtag Instituto Royal continua nso Trending Topics do Brasil no Twitter. Há aproximadamente 24 horas o assunto está em evidência.

21h04: Recebemos uma mensagem de uma das organizadoras dizendo que precisava falar urgente “antes de ser presa” (segundo palavras dela), mas ainda não conseguimos contato.

21h01: Muito cuidado com pessoas pedindo dinheiro para ajudar os animais. Ninguém da organização da manifestação falou ainda em ajuda financeira.
Se for o caso, publicaremos com fontes.

21h00: Por favor, não mandem e-mails pedindo informações sobre como adotar os cães. Ainda não temos estas informações e, quando tivermos, será publicado aqui.

20h59: Diversas pessoas estão afirmando nas redes sociais que há ainda cães no
Instituto Royal e que há caminhões por lá para retiradas destes animais. Não é uma informação oficial, estamos tentando levantar as fontes.

20h53: A petição contra o Instituto Royal está quase chegando a 300 mil assinaturas!
Se você ainda nao assinou, assine e ajude a mostrar aos administradores da cidade de
São Roque-SP que o assunto é realmente sério (assine aqui).

20h48: Mais um deputado do estado de São Paulo demonstra apoio às ações ocorridas no Instituto Royal. Fernando Capez falou na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo: “Invadiram com toda razão!” (assista aqui).

20h42: No Jornal Nacional, a matéria confirmou o que se viu durante o dia: representantes do Instituto Royal classifcando a ação de “vandalismo” e muitas imagens de cães
sendo resgatados.

20h40: Começou a matéria! Jornal Nacional agora!

20h30: Jornal Nacional, da Rede Globo, vai exibir agora uma matéria sobre o caso.

19h38: O portal de notícias da Rede Record (R7) atualizou a sessão de fotos da manifestação (veja aqui).

19h35: O Jornal da Band acabou de exibir uma matéria sobre o caso. A reportagem afirmou que a polícia vai tentar recuperar os animais resgatados.

19h25: Estamos recebendo muitos e-mails de apoio, mas, por favor, só envie e-mails se você for da imprensa. Nós ainda não temos notícias sobre como adotar os animais. Temos apenas uma pessoa para fazer tudo que vocês estão vendo. Um e-mail enviado sem necessidade pode atrapalhar o trabalho. Desculpem o mal jeito. Agradecemos muito por todo apoio a esta transmissão.

19h21: O Jornal SPTV 2ª Edição, da Rede Globo de São Paulo, também abordou o tema.

19h18: Assim que acabou a matéria sobre o Instituto Royal, começou uma matéria tratando o assunto de um urso que está no zoológico do Rio. Zoológicos exploram animais também, uma pena que a matéria da BAND não está abordando isso.

19h17: Programa Brasil Urgente, agora na BAND, trata o tema como “A guerra dos Beagles”. Datena repete várias vezes: “Pode ser legal, mas não é justo testar em bichos.”

19h16: Matéria da BAND mostra imagens dos resgates em rede nacional neste momento.

19h15: Ao vivo, Datena se diz contra os testes em animais. Matéria está passando agora.

19h13: Agora na BAND, Datena diz: “Pode ser legal, mas é justo usar os bichinhos para testes?”.

19h11: Agora, no SBT, criadores de Beagle falando sobre o caso. Não podemos esquecer que criadores de animais são “gigolôs” que lucram com os animais.

19h10: Por telefone, médica veterinária desmente Silvia Ortiz e diz que o Brasil está atrasado por ainda fazer testes em animais. Segundo ela, testes em animais são imorais. Agora no SBT.

19h09: Silvia Ortiz afirma que quem fez maus-tratos aos animais foram os ativistas que tiraram os animais do Instituto Royal. Ela disse que os animais eram bem tratados. Agora no SBT.

19h08: Silvia Ortiz, representante do Instituto Royal, está neste momento ao vivo no SBT falando sobre o caso. Ela garante que o Instituto tem todos os documentos que regulamentam o local.

19h07: Agora no SBT: O Jornal SBT Notícias comenta o caso.

19h00: Página “Adote um animal resgatado do Instituto Royal” atinge mais de 225 mil “curtidas” no Facebook em apenas algumas horas. Por favor, entrem em contato conosco, gostaríamos de saber quem são vocês. Escrevam para royal@vista-se.com.br.

18h58: Ativista publica em seu Facebook que ainda é possível ouvir cães chorando dentro do
Instituto Royal (veja aqui). A organização das manifestações ainda não comentou a respeito.

18h56: Uma das principais ONGs de Direitos Animais da Itália, a Animal Equality Italia, publicou um incentivo aos ativistas brasieliros em sua página oficial do Facebook (veja aqui).

18h45: Um dos principais jornais da Irlanda, o The Journal.ie também comentou o caso
(leia aqui).

18h38: Na manhã deste sábado o Brasil terá a maior manifestação pelos Direitos Animais que este país já viu. Está tudo confirmado, esteja lá! Saiba como participar em
Informações básicas.

18h27: Em 26 de abril de 2012, uma notícia marcou os Direitos Animais no mundo inteiro. Foi o dia em que mais de mil italianos entraram no laboratório Green Hill e salvaram os animais que seriam utilizados para testes farmacêuticos (relembre). Hoje, 18 de outubro de 2013, eles estão comemorando conosco através da página oficial do grupo (veja aqui). Irmãos da Itália, nós, os brasileiros, agradecemos o apoio de vocês. O que aconteceu em Green Hill certamente influenciou todo este movimento.

18h15: Fotos da Folha de S. Paulo (Avener Prado/Folhapress) feitas nesta madrugada dentro do Instituto Royal (veja as fotos).

18h02: A Aljazeera, uma das maiores emissoras do mundo árabe, publicou matéria sobre o caso (leia aqui).

17h57: Há pouco, o Deputado Federal Ricardo Tripoli informou que, segundo sua equipe jurídica, não há nenhum mandado de busca e apreensão para reaver os animais. As informações são de dentro da Promotoria de Justiça de São Roque-SP. O deputado colocou ainda sua equipe juríca à disposição dos ativistas que precisarem de defesa judicial (leia aqui).

17h52: O programa Hoje em Dia, da Rede Record, levou ao ar na manhã de hoje uma matéria de mais de 20 minutos sobre o caso (assista aqui).

17h31: Alguns filhotes foram resgatados nesta madrugada. Havia também cães idosos, com muitas marcas de uma vida de tortura, e também cadelinhas grávidas, que dariam à luz bebês condenados. Agora, eles bebezinhos vão nascer livres.

17h18: Pesquisadora do Instituto Royal publica em seu Facebook que está revoltada com a ação dos ativistas e que os “animais de laboratório salvam vidas”. Em 22 de setembro, ela havia publicado “Partiu… misssa! Se sentindo abençoada.” (leia aqui).

17h02: Para mais de 200 mil seguidores em seu Instagram, o apresentador Gugu Liberato demonstrou apoio aos eventos ocorridos nesta madrugada no Instituto Royal (veja aqui).

16h58: Ivete Sangalo, Isabella Fiorentino, Bruno Gagliasso, Luma Costa e Yasmin Brunet são apenas alguns dos famosos que declararam apoio aos resgates no instituto Royal (leia aqui).

16h55: Foto de Beagle sem parte de seu pelo em matéria no G1 (leia aqui).

16h47: Quem diria? Até no site EGO, da Rede Globo, o caso repercutiu. Atriz Dani Moreno concede entrevista em apoio aos resgates ocorridos no Instituto Royal (leia aqui).

16h41: Agora há pouco, uam ativista que está no local publicou que é possível ouvir cachorros latindo dentro do Instituto Royal e que precisam de mais gente por lá (veja aqui).

16h27: O Instituto Royal disse em reportagens que vai processar os ativistas por furto. Sim, eles enxergam os animais como mercadoria apenas. Nunca aconteceu uma revolução sem desobediência civil. Estejam firmes e atentos, mas nunca com medo.

16h24: Pessoas supostamente de dentro da Polícia Federal dão a dica: ao filmarem ou fotografarem os resgates no Instituto Royal, desativem a internet do celular. Com a internet desativada, é mais difícil rastrear a localização das informações e, portanto, mais seguro. Não é uma informação oficial.

16h20: As cartas estão na mesa. Você pode fingir que nada está acontecendo e ignorar o sofrimento de animais inocentes ou fazer parte da história amanhã na cidade de São Roque-SP. Informações sobre como chegar e outros detalhes em Informações básicas.

16h14: Reiteramos que não resgatamos animais no Instituto Royal. Fomos até lá apenas para cobrir o ato, como veículo de comunicação. As organizadoras da manifestação que começou no sábado (12) também não estão com animais, segundo informaram há pouco. Os cães e outros animais foram levados por populares, manifestantes não identificados que participaram da ação.

16h09: A petição para aumentar a pressão sobre o Instituto Royal já passa das 240 mil assinaturas. Você pode ajudar de qualquer lugar do mundo, colocando seu nome e dizendo que é contra a tortura de animais inocentes. Faça parte desta história, assine!

16h07: Com mais de 1 milhão de seguidores no Facebook, AnonymousBr4sil continua apoiando os resgates do Instituto Royal (veja aqui).

16h03: Através de sua página oficial no Facebook, o grupo Black Bloc SP fez uma nova convocação para que o Instituto Royal seja ocupado na manhã deste sábado (leia aqui).

16h00: A ANVISA emitiu uma nota oficial afirmando que não tem qualquer ligação com o Instituto Royal, ao contrário do que afirma Silvia Ortiz, representante da instituição. No texto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária afirma que não exige testes em animais e que apoia métodos substituitivos ao uso de animais. Isto é histórico!
(leia a nota na íntegra, no site da ANVISA).

15h50: Sem se identificar (o que é correto!), ativista mostra dois cães regatados em São Roque e que estão agora em seu apartamento na cidade de São Paulo. A matéria é do G1 e traz também um relato da ativista sobre o que viu dentro do Instituto Royal (leia aqui).

15h47: Matéria exibida há pouco pelo Jornal Hoje, da Rede Globo, revela que o Ministério Público insvestiga o Instituto Royal desde o ano passado. Silvia Ortiz, representante da entidade, classificou o ato acontecido nesta madrugada como “terrorista” e alegou que o laboratório é inspecionado e está de acordo com a ANVISA. A ANVISA, por sua vez, desmentiu Silvia e disse que não é sua função fazer este tipo de fiscalização (assista à matéria).

15h41: A Band News, canal especializado em notícias do Grupo Bandeirantes de Televisão, acaba de publciar uma matéria na TV sobre o caso do Instituto Royal. Uma matéria em texto estampa neste momento a capa do site da emissora (veja aqui).

15h25: Não há notícias oficiais sobre truculência da polícia durante o ato no Instituto Royal. Embora algumas pessoas tenham reclamado nas redes sociais, aparentemente a polícia apenas cumpriu ordens mas não usou de violência. Pelo menos foi isso que podemos constatar quando estivemos lá, cobrindo o caso.

15h22: Muitos rumores de que os cães estavam sendo rastreados através de microchip implantados neles chegaram até nós. Não é oficial, mas o que podemos averiguar é que é pouco provável que o microchip tenha papel de GPS. Esses microchips servem apenas para controle interno das cobaias. Mas, se você está com um Beagle resgatado, não publique fotos, não seja um alvo fácil da polícia.

15h18: Matéria no G1 traz relato do Diretor do Instituto Royal alegando que não é possível calcular os prejuízos ainda. Veja fotos do laboratório destruído e dos animais sendo retirados (veja aqui).

15h14: A manifestação deste sábado será o maior ato (em número de participantes) já realizado no Brasil pelos Direitos dos Animais. participe da história, esteja lá!
Informações básicas/convocação.

15h09: Muitas pessoas perguntando como fazer para adotar um dos animais resgatados no Instituto Royal. Há uma página no Facebook chamada “Adote um animal resgatado no Instituto Royal” (veja aqui). Nós não sabemos quem criou a página mas aproveitamos para pedir cautela. É preciso doar estes animais para quem realmente pdoerá cuidar bem deles. Se você criou esta página e quer manter contato conosco, escreva para royal@vista-se.com.br.

15h05: Empresa pretende vender carne de Beagles no Brasil: www.beaglesteak.com
Você comeria?

15h02: A hashtag #institutoroyal já está nos Trending Topics mundiais do Twitter.

15h00: Neste momento, a hashtag #institutoroyal está em 2º lugar nos Trending Topics do Twitter brasileiro. Ajude a colcoar novamente em primeiro lugar. O momento é histórico.

14h51: Informações para a imprensa sobre a cobertura do caso: royal@vista-se.com.br. Só escreva se você for da imprensa, por favor, nos ajude com isso. Não somos os organizadores, somos ativistas da causa animal que estão acompanhando o caso. Telefones: George Guimarães – ONG VEDDAS (11) 99135-2116 / Fabio Chaves – portal Vista-se (11) 98427-1079.

14h48: Estivemos no local nesta madrugada e é impossível imaginar como uma pessoa tem coragem de praticar testes cruéis com animais. Os cãezinhos que iam saindo estavam assustados, mas abanando o rabinho, querendo brincar. Muita gente chorando, uma energia incrível. Diga não aos testes em animais. Diga não a toda forma de opressão à vida animal, humana ou não. www.sejavegano.com.br

14h43: Não é o momento para julgamentos, mas foi possível observar muitos ativistas fumando durante os resgates nesta madrugada. A indústria do cigarro é uma das que mais paga para torturarem e matarem aqueles mesmos Beagles que estavam sendo salvos. Por favor, se você fuma, leia este texto e repense sua postura em relação a isso:
Cigarro, se não por você, por eles.

14h39: Em off, alguns profissionais do jornalismo da Record e da Rede Globo estão nos escrevendo parabenizando pela ação. Lembramos que o Vista-se está apenas cobrindo o caso. Somos um portal de notícias e não uma ONG. Todo o mérito para as ativistas que começaram esse movimento todo com muita coragem e determinação: Adriana Greco e Adriana Khouri.

14h35: Foto – Ativista vegano saindo do Instituto Royal com um cão nos braços (veja aqui).

14h28: O caso do Instituto Royal mudou completamente a questão dos Direitos Animais deste país. Nossa população não suporta mais ver tanta barbaridade. Hoje é um instituto com Beagles, amanhã serão os matadouros. Por favor, conheça mais sobre o veganismo e aplique esta filosofia de vida no seu dia a dia. Quem respeita os animais precisa dar esse passo. Saiba como começar em www.sejavegano.com.br.

14h13: Capa do site da Revista Veja neste momento traz uma matéria onde o Instituto Royal acusa ativistas de furto. O instituto registrou boletim de ocorrência e há boatos de que a Polícia Militar está percorrendo clínicas veterinárias da região de São Roque e de São Paulo à procura dos cães, tidos como propriedade da instituição que os tortura (leia aqui).

14h10: A informação é que o protesto de amanhã está confirmadíssimo. A organização pede que as pessoas compareçam e mostrem quão importante esse assunto é. As informações sobre localização e como participar desta manifestação estão no link http://vsta.se/royal. Convide todos, a hora é agora. Faça parte da história.

14h04: Capa do portal de notícias da Rede Record (R7) neste momento traz matéria onde advogado do Instituto Royal compara ativistas pelos Direitos dos Animais à “Manada”. Empresa ainda não tem noção dos prejuízos, mas diz que 178 cães da raça Beagle foram levados (Leia aqui | a matéria traz um vídeo da Record também).

14h00: Não foram apenas Beagles que foram salvos nesta madrugada. Muitos coelhos também foram resgatados. Ainda não temos informação se os camundongos foram resgatados. (Veja foto).

13h54: News in english about this case (here).

13h50: Em algumas horas, página para adoção de Beagles resgatados chega a 118 mil likes no Facebook (veja aqui).

13h48: Informações ainda não oficiais dão conta d eque há mandados de apreensão dos animais resgatados. A Polícia Militar, que está só cumprindo ordens, está verificando carros nas imediações de São Roque. Fiquem atentos.

13h45: Veículos nacionais e internacionais têm nos procurado. O Vista-se não é o organizador da ação, estamos apenas cobrindo. Tudo que soubermos estará nesta página.

13h41: Capa do UOL sobre o caso neste momento falando sobre adoção dos animais resgatados (leia aqui).

13h38: Advogados e pessoas ligadas ao Direito estão alertando a todos que resgataram animais nessa madrugada que evitem ao máximo publicar fotos, mostrar os rostos e, principalmente, localização.

08h40: Quer saber que empresas patrocinam testes em animais e boicotá-las?
Dê uma olhada neste link: www.vista-se.com.br/testes.

08h38: Pelo Facebook, ativistas já organizam as doações dos Beagles resgatados (veja aqui).

08h35: Hashtag #São Roque em 6º lugar nos TrendingTopics Brasil do Twitter.

08h33: Hashtag #institutoroyal em 1º lugar há mais de 7 horas nos TrendingTopics Brasil do Twitter.

08h31: O caso do Instituto Royal é capa também do site do Estadão. A matéria traz a opinião dos representantes da instituição, que classificam o resgate como um “ato de terrorismo” (Leia aqui).

08h28: Capa dos sites UOL e da Folha de S. Paulo neste momento. Leia aqui uma matéria com fotos do resgate.

08h18: Ação foi destaque no jornal da Rede Globo nesta manhã (assista ao vídeo).

08h16: Assista ao vídeo da saída dos primeiros cães do Inferno Instituto Royal (assista aqui).

08h13: O primeiro animal a ser resgatado nesta madrugada foi uma cachorrinha da raça Beagle que foi prontamente batizada de “Liberdade” pelos ativistas.

08h05: De volta a São Paulo. O que vimos em São Roque hoje foi pura história acontecendo. Ainda há animais no Instituto Royal, mas ficou claro que o lugar não vai continuar a funcionar, a pressão popular foi absolutamente inédita no país para um caso deste tipo. Vimos muitos Beagles saindo no colo dos ativistas. Os números não são oficiais, mas estima-se que cerca de 300 cães foram resgatados. Mas não são só cães, o Instituto Royal tortura(va) também coelhos e camundongos. Estamos há quase 27 horas sem descanso e vamos dar uma pausa nas atualizações. Voltaremos em breve. Havia lá praticamente todas as equipes de TV. Acompanhem o caso também na grande mídia e preparem-se para o grande ato deste sábado. Todo o mérito para as ativistas Adriana Greco e Adriana Khouri que começaram tudo isso.

03h05: Infelizmente precisaremos interromper a transmissão. Estamos indo para o local! Seja vegana(o) e ninguém sairá ferido: www.sejavegano.com.br.

03h04: Ativistas encontram Beagle congelado em nitrogênio líquido! (foto).

03h00: Recebemos a informação de que a PM está parando os carros na rodovia Raposo Tavares e prendendo quem está com cachorro. Não temos outra solução mas parece que o ideal seria ficar na cidade de São Roque após resgatar algum animal.

02h55: Polícia Militar prendeu alguns ativistas! (veja aqui).

02h54: Mais uma foto, uma cãozinha velhinha (veja foto).

02h50: Ativistas que estão no local pedem carros, coleiras e mais gente para ajudar no resgate, são muitos animais! (veja aqui).

02h49: No Facebook, pessoas oferecem lar temporário para os cães resgatados (veja aqui).

02h47: Comoção geral no resgate dos animais! (veja foto).

02h42: Ativista chora ao resgatar um cãozinho no Instituto Royal! (veja foto)

02h39: Ativista que está no local afirma que já foram resgatados mais de 200 cães! É preciso mais pessoas com carro no local para ajudar nos resgates. (veja aqui)

02h34: Amigos, estamos diante de uma noite histórica!

02h33: Mais fotos! Os cães estão sendo resgatados! (veja a foto).

02h30: Nova foto! Os animais saíram pela primeira vez do inferno! (veja a foto).

02h27: Mais um ativista saindo com um cão resgatado (veja aqui a foto).

02h25: Organização comemora o resgate dos animais que está aocntecendo agora! (veja aqui)

02h24: Mais uma foto (veja aqui). Momento histórico em nosso país.

02h20: Mais uma foto de ativista com um cão nos braços! (veja aqui)

02h19: PRIMEIRA FOTO DE UM CÃO RESGATADO DO INSTITUTO ROYAL!
(VEJA AQUI | Link alternativo)

02h14: O deputado estadual Feliciano Filho acaba de publicar e confirmar que os ativistas estão saindo com alguns cães resgatados! (leia aqui).

02h13: Ativista que está no local publica o que pode ser o primeiro relato de resgate dos cães (leia aqui).

02h11: Foto: Black Bloc SP publicou agora uma foto com dezenas de ativistas dentro do Instituto Royal
(veja aqui) e convocou mais ativistas para ocupar o local.

02h08: Cerca de 30 ativistas estão dentro do Instituto Royal. A Polícia Militar tenta negociar a saída. Não há informações de confronto.

02h03: A ativista Natália Lopes, que acabou de entrar no Instituto Royal, comentou em seu Facebook: “Tem cachorro aqui sem pata!” (veja aqui)

02h01: A apresentadora Luisa Mell acaba de confirmar que também entrou no Instituto Royal (leia aqui):“Entramos! Ocupa São Roque! Libertação animal já!”

01h58: Foto: Ativista postou uma foto já do lado de dentro do Instituto Royal! Mais pessoas estão entrando na instituição (veja aqui).

01h57: Ativista que está no local diz que é preciso mais gente e convoca mais pessoas!
(veja aqui) | Como chegar ao local

01h50: Mesmo quem está na entrada do Instituto Royal não sabe dizer o que está acontecendo lá dentro neste momento.

01h41: Segundo uma ativista que está no local, parte dos manifestantes realmente invadiu o local e foi direto para os canis. A polícia foi atrás (veja aqui). Não há ainda informações de confronto.

01h37: Está no Instituto Royal ou tem informações atualizadas? Comente aqui e nos ajude a espalhar essas informações importantes.

01h35: A petição passou de 127.000 assinaturas. Assine para aumentar a pressão sobre o Instituto Royal. Isso ajuda a convencer o prefeito e outras autoridades do município de que o caso é realmente importante.

01h24: A atriz Thayla Ayala gravou um vídeo de repúdio ao Instituto Royal agora há pouco (veja aqui).

01h20: Ativistas de diversas partes do estado de São Paulo confirmaram presença na manifestação de sábado. Neste momento tem pessoas de cidades de mais de 100km de distância indo para o Instituto Royal (sim, de madrugada!). Certamente essa sexta-feira será um dia histórico no Brasil.

01h09: Segundo a ativista Antilia Reis, que está no local, chegaram as equipes do SBT e da Rede TV ao Instituto Royal (veja aqui).

01h05: Hashtag #institutoroyal em 1º lugar nos TrendingTopics Brasil do Twitter.

01h01: Segundo Fátima Valle, da organização, um grupo Black Bloc chegou neste momento no local e já indaviu o Instituto Royal com violência.

00h59: Hashtag #institutoroyal em 2º lugar nos TrendingTopics Brasil do Twitter. Só está atrás do programa que está no ar na Rede Globo.

00h48: Como chegar ao Instituto Royal | Para chegar ao Instituto Royal, como o mesmo é bem escondido, por motivos óbvios, sigam o mapa do restaurante Stefano, que é a 2 minutos do Instituto Royal. Quando chegarem no restaurante Stefano, sigam em frente na rua, verão uma pequena praça, um terreno baldio, virem a direita e desçam a rua até o fim. No fim da rua é o portão do Instituto. O segundo portão fica em uma entrada ANTES do restaurante Stéfano, na rodovia (para quem vem de SP- entrada a direita) desçam nesta entrada e virem a esquerda e chegaram no 2º portão.” (Google Maps | Localização exata na seta verde)

00h44: Outra ativista que está no local, Antilia Reis, informou neste momento que mais carros de polícia chegam ao local (veja aqui).

00h41: Foto: Policias da PM fizeram cinturão em frente ao portão destruído do Instituto Royal agora há pouco (veja aqui).

00h38: Foto: Uma das ativistas que está no local, Adriana Greco, publicou fotos do portão do Instituto Royal destruído (veja aqui).

00h37: Matéria que saiu agora há pouco no Portal de Notícias da Record, o R7, sobre o caso (leia aqui).

00h33: Em ligação gravada, representante do Instituto Royal confirma que há cães, camundongos e coelhos no local (veja aqui).

00h30: Segundo Adriana Khouri, que está no local, um ativista entrou e confirmou que há animais mortos (veja aqui).

00h22: Segundo informações não oficiais, o vereador Guto Issa e o Deputado Estadual Feliciano Filho estão neste momento no Instituto Royal tentando entrar com uma comissão.

00h15: Hashtag #institutoroyal em terceiro lugar nos TrendingTopics Brasil do Twitter.

00h12: AnonymousBrasil assume autoria por ataque ao site do Instituto Royal (veja aqui).

00h05: A petição já passou de 115 mil assinaturas. Se você ainda não assinou, assine! O número de assinaturas é importante porque mostra para os adminsitradores do município de São Roque-SP que o caso é sério e está repercutindo nacionalmente.

00h03: Palavras da organização: “Não há provas que estejam matando os animais…. no entanto é lógico que matem os mais debilitados pelos testes para eliminar provas… é o protocolo de qualquer ser humano que não tenha problemas mentais, e acredito que eles lá sejam bem espertos…” (veja aqui)

17/10 – Quinta-feira

17/10 – 23h55: Com 1,1 milhões de seguidores no Facebook, o Grupo AnonymousBrasil está acompanhando o caso do Instituto Royal. (veja aqui).

17/10 – 23h38: O grupo Black Bloc SP publicou agora há pouco em sua página oficial: “Só um aviso: essas mortes no Instituto Royal não vão ficar em vão!” (veja aqui)

17/10 – 23h34: Segundo a ativista Adriana Khouri, estão neste momento dentro do Instituto Royal 3 vigilantes, 8 funcionários (incluisve membros da diretoria) e 2 políticos. A ativista está indo para a delegacia prestar depoimento. Muitos outros ativistas estão no local.

17/10 – 23h37: As assinaturas contra o Instituto Royal já estão na casa dos 110 mil. É importante para aumentar a pressão e fechar esse lugar de uma vez por todas. Assine!

17/10 – 23h23: Palavras da organização: “Pessoal, quem está passando as informações de dentro do Royal é um funcionário que está ajudando escondido, no total 12 cães já foram mortos, e os gritos que elas estavam ouvindo eram de beagles sendo tirados pra serem escondidos. Como estavam todos estrupiados e cortados e rasgados, dói muito quando tocam neles!”

17/10 – 23h20: Palavras da organização: “A Adriana Khouri acabou de passar a informação por celular que realmente todos os celulares dos funcionários do royal foram confiscados, e estão todos dentro do royal agora, com 2 politicos, precisamos de reforço da policia de São Paulo, porque a policia de São Roque nada faz… Ajudem, divulguem, precisamos urgente de pessoas!”.

17/10 – 23h17: Matéria que saiu esta noite no G1, clique aqui.

17/10 – 23h11: A informação é de que os funcionários não puderam sair do instituto Royal e que tiveram seus celulares confiscados. Se isso for verdade, a instituição precisará lidar com a acusação de cárcere privado.

17/10 – 22h41: A ativista Adriana Khouri acabou de publicar: “Os animais mortos estao no porão.”

17/10 – 22h34: Segundo Fatima Valle, da organização: “Adriana khouri está implorando pela ajuda de alguém, os animais estão gritando de dor!”. A ajuda de promotores ou autoridades é necessária nesse momento.

17/10 – 22h08: A apresentadora Luisa Mell, que também está no local, relatou que a situação está terrível nesse momento. Muitos gritos dos animais. Leia: http://vsta.se/2cys

17/10 – 22h04: Há mais de meia hora ativistas que estão lá relatam que ouvem os cães gritando. A suspeita é de que estão mesmo sendo mortos, infelizmente.

17/10 – 21h58: ATENÇÃO: A ativista Adriana Greco afirmou que os cães estão sendo mortos! LEIA:http://vsta.se/oitb

17/10 – 21h02: Vídeo da organização dando entrevista à equipe da Rede Bandeirantes, gravado agora há pouco:http://youtu.be/ktCSkzltytc

17/10 – 20h58: Há rumores de que animais debilitados estão sendo sacrificados dentro do Instituto Royal, mas ninguém da organização publicou nada a respeito. Por enquanto, são rumores.

17/10 – 19h49: Neste momento, vários carros de ativistas estão no local. São dezenas de pessoas vigiando o Instituto Royal. Fotos tiradas agora: http://vsta.se/acq6

17/10 – 19h46: Segundo a organização, é importante que fique claro que o protesto de sábado precisa ser pacífico. Os animais precisam ser retirados de lá por veterinários e com o auxílio da Lei. Não é um chamado para invasão do local.

17/10 – 19h36: Segundo Fatima Couto Valle, uma das organizadoras da ação, a situação agora é calma e já chegaram muitos ativistas ao local.
(Fonte: http://vsta.se/qtrj)

17/10 – 19h23: A ativista Adriana Khouri acaba de postar várias fotos do local pelo celular. Veja as fotos: http://vsta.se/gekq

17/10 – 19h20: A ativista Adriana Khouri, que está no local desde sábado (12), declarou: “Obrigada. Revertemos com a presença em massa. Beagles não sairam, estão presos nos canis. Situação dominada por nós nos 2 portões.”

17/10 – 19h18: Segundo informações não oficiais, a TV TEM, afiliada local da Rede Globo, está neste momento se digirindo ao Instituto Royal.

17/10 – 19h10: Aos que pretendem se dirigir ao local, não se esqueçam de levar mantimentos, guarda-chuva etc. Chove neste momento no local.

17/10 – 19h07: Segundo informações não oficiais, equipes do SBT e da Record estão no local.

17/10 – 19h06: A médica veterinária Fernanda Beda, do CRMV, está no local.

17/10 – 18h58: De volta à São Roque, vindo de Brasília, o vereador Guto Issa está também na porta do Instituto Royal acompanhando a movimentação.

17/10 – 18h53: Na tarde de hoje, o Movimento Não Mate, grupo de São Paulo, declarou apoio aos protestos em São Roque e disponibilizou um cartaz especial sobre o caso. Baixe em http://www.naomate.org/#!vivisseccao/c21f2

17/10 – 18h47: Informações úteis para quem quiser ir hoje ao Instituto Royal (leia aqui http://vsta.se/kuio). Como são 2 portões, é necessária a presença de mais pessoas para manter o local vigiado e evitar que eles retirem os animais.

17/10 – 18h44: Ativistas estão bloqueando o portão 2 do Instituto Royal para que não saia nenhum carro. Este é o portão onde fica o canil do local.

17/10 – 18h41: Mais de 100 mil pessoas já assinaram a petição para aumentar a pressão sobre o caso! Assine também: http://vsta.se/m96z

17/10 – 18h40: A apresentadora Luisa Mell chegou ao local (Foto: http://vsta.se/od6l). A negociação é para que o Instituto Royal informe se tirou algum animal do local hoje.

17/10 – 18h33: Um carro de reportagem chegou ao local.

17/10 – 18h27: A ativista Adriana Greco, que está no local desde sábado (12), publicou fotos dos veículos que entraram e saíram hoje do Instituto Royal. Esta é a foto de uma das vans: http://vsta.se/aybj

17/10 – 18h23: Na manhã desta quinta-feira o vereador da cidade de São Roque-SP Guto Issa publicou o apoio que recebeu do Dep. Federal Ricardo Izar Jr. Assista ao vídeo, gravado no Congresso Nacional: http://youtu.be/y4G1solP9LQ

17/10 – 18h18: Não há informações de que animais foram retirados do local. O plano inicial da organização era sair hoje do portal do Instituto Royal para recarregar as baterias e voltar com todos os manifestantes no sábado. Porém, agora há um receio geral de que os animais sejam retirados nessa madrugada.

17/10 – 18h12: A petição oficial já passou das 99.000 assinaturas. É importante a pressão também através dessa petição, para que os administradores do município de São Roque saibam a repercussão do caso. Você já assinou? http://vsta.se/m96z

17/10 – 18h07: Durante a tarde de hoje, uma movimentação estranha nos portões do Instituto Royal fizeram a organização dos protestos pedirem ajuda. Vários carros e até um caminhão entraram e saíram do local. A suspeita é que eles tenham tentado retirar os animais para não serem flagrados por maus-tratos.

17/10 – 18h06: O site do Instituto Royal está fora do ar.

Manifesto da Sociedade Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular

JC e-mail 4846, de 31 de outubro de 2013

Texto assinado pelo presidente da SBBq, Moacir Wajner, manifesta repúdio à invasão do Instituto Royal

A Sociedade Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular vem a público manifestar seu repúdio aos atos terroristas/vandalismo de depredação de mais uma unidade dedicada à investigação científica, desta vez o Instituto Royal em São Roque, São Paulo. O Instituto Royal é instituição dedicada à investigação para confirmação da ausência de efeitos adversos tanto de medicamentos como também de substâncias cujo alto potencial de uso como novo medicamento já tenha sido avaliado por estudos prévios.

Este tipo de ação prejudica, mais do que a instituição atingida diretamente, a toda Sociedade Brasileira que fica debilitada em sua capacidade de fazer avançar a ciência e de desenvolver medicamentos próprios e também impedida de explorar o pleno potencial de sua biodiversidade para elevar o nível da sáude humana e dos animais. Fica também comprometida em sua independência e autonomia para controlar plenamente a pertinência e qualidade de medicamentos trazidos de outros países, ficando o país a mercê de exploradores internacionais e segurança da saúda da população fragilizada. Atitudes como esta contribuem para levar o Brasil a uma posição subalterna perante empresas internacionais e facilitar a exploração do povo brasileiro.

A Sociedade Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular também alerta a Sociedade Brasileira para não se deixar iludir pelos interesses dos vendedores da ilusão de que a pesquisa biomédica e o desenvolvimento e controle de medicamentos possa ser feito sem a utilização de ferramentas que requerem o emprego de animais de laboratório. Embora o grande avanço no estabelecimento de metodologias que substituem o uso desses animais, essas tecnologias são ainda aplicáveis a apenas um número ainda restrito de situações.

No atual estágio do desenvolvimento científico, não há conhecimento que permita prever que, sequer que a médio prazo, estudos empregando animais de laboratório possam ser totalmente eliminados. Inclusive, até mesmo o desenvolvimento desses métodos substitutivos requer o emprego de animais de laboratório. Atualmente, no Brasil, da mesma maneira que nos países mais desenvolvidos do mundo, o emprego de animais em qualquer tipo de experimento científico ou de controle da qualidade de medicamentos é regulado por lei específica, rigidamente observada, que exige o exame rigoroso e aprovação por parte de Comissões de Ética no Uso de Animais dos protocolos a que cada animal, individualmente, será submetido e também da comprovação de que não há método alternativo ou possibilidade de diminuir o número de animais necessários.

(Moacir Wajner, presidente da SBBq)

De ratos e cães (Folha de S. Paulo)

JC e-mail 4845, de 30 de outubro de 2013

Por Hélio Schwartsman

“O coração tem suas razões que a razão desconhece”, escreveu Pascal. O pensamento do filósofo se aplica bem aos paulistanos e seu amor pelos animais.

Segundo o Datafolha, 66% dos entrevistados se opõem ao uso de cães em pesquisas científicas. O índice baixa para 59% quando as cobaias são macacos, 57% caso sejam coelhos e apenas 29% se forem ratos.

Esses resultados, embora não surpreendentes, contrastam com o discurso dos ativistas, para os quais infligir sofrimento a bichos constitui um caso de especismo, delito moral que os militantes mais radicais equiparam ao racismo e ao escravagismo.

Em termos puramente filosóficos, esse é um raciocínio consistente, se aceitarmos as premissas consequencialistas de pensadores como Peter Singer, para o qual todos os seres sencientes são dignos de igual consideração. Se há uma hierarquia entre eles, ela é dada pela capacidade de sentir dor e prazer de cada espécie e indivíduo. Um ser humano vale mais que uma lesma; o problema é que os mamíferos, em geral, estão todos mais ou menos no mesmo plano.

Sob essa chave interpretativa, proteger cães em detrimento dos ratos constituiria especismo. Seria o equivalente de, na escravidão, defender a libertação dos nagôs e jejes, mas não dos hauçás e axantis, para citar alguns dos grupos étnicos entre os quais o Brasil fez mais vítimas.

O que a pesquisa Datafolha mostra, no fim das contas, é que as pessoas definitivamente não pensam por meio de categorias filosóficas.

Ao rejeitar a lógica consequencialista com base em emoções, o paulistano revela a principal dificuldade dessa matriz ética, que é exigir um igualitarismo tão forte que se torna desumano. Um consequencialista consequente, afinal, precisaria atribuir ao próprio filho o mesmo valor que dá ao filho de um desconhecido.

Não importa o que digam Singer e a filosofia, nos corações dos paulistanos um cão vale mais do que um rato.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/136412-de-ratos-e-caes.shtml

Admirável mundo novo animal (Canal Ibase)

29/10/2013

Renzo Taddei

Colunista do Canal Ibase

Se avaliada pela repercussão que obteve na imprensa, a libertação dos 178 beagles do Instituto Royal foi um marco histórico. Nem na época do debate sobre a regulamentação do uso de células-tronco tanta gente graduada veio a público defender suas práticas profissionais. O tema está na capa das principais revistas semanais do país. A análise dos argumentos apresentados na defesa do uso de animais como cobaias de laboratório é, no entanto, desanimadora. E o é porque expõe o quanto nossos cientistas estão despreparados para avaliar, de forma ampla, as implicações éticas e morais do que fazem.

Vejamos: no debate aprendemos que há pesquisas para as quais as alternativas ao uso de animais não são adequadas. Aprendemos que muitas das doenças que são hoje de fácil tratamento não o seriam sem os testes feitos em animais; desta forma, muitas vidas humanas foram salvas. (Exemplificando como a razão pode sucumbir à emoção – até mesmo entre os mais aguerridos racionalistas -, um pesquisador da Fiocruz chegou ao desatino de afirmar que os “animais experimentais são grandes responsáveis pela sobrevivência da raça humana no planeta”). Adicionalmente, o fato de cientistas importantes do passado, como Albert Sabin, Carlos Chagas ou Louis Pasteur, terem usado animais como cobaias de laboratório em suas pesquisas mostra que os cientistas, por sua contribuição à humanidade, não podem ser tratados como criminosos. Ainda pior que isso tudo, se o Brasil proibir testes com animais, a ciência brasileira perderá autonomia e competitividade, porque dependerá de resultados de pesquisas feitas em outros países para o seu avanço.

Além do mais, há que se levar o animal em consideração: é consenso entre cientistas de que os animais de laboratório não devem sofrer. Providências foram tomadas nesse sentido, como a criação do Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal, e da obrigatoriedade das instituições terem cada uma sua Comissão de Ética no Uso de Animais, com assento para representante de sociedades protetoras de animais legalmente constituídas. E, finalmente, os “próprios animais” são beneficiados, em razão de como as experiências de laboratório supostamente contribuem com o desenvolvimento da ciência veterinária.

De forma geral, o que temos aí resumido é o seguinte: os animais são coisas, e devem ser usados como tais; ou os animais não são coisas, mas infelizmente devem ser usados como tais. Há algo maior que se impõe (e sobre a qual falarei mais adiante), de forma determinante, de modo que se os animais são ou não são coisas, isso é um detalhe menor, que os cientistas logo aprendem a desprezar em seu treinamento profissional.

Foto: Ruth Elison/Flickr

A ideia de que os animais são coisas é antiga: Aristóteles, em seu livro Política, escrito há dois mil e trezentos anos, afirmou que os animais não são capazes de uso da linguagem e, por essa razão, não são capazes de uma existência ética. Sendo assim, conclui o filósofo, os animais foram criados para servir os humanos. Ideia semelhante está no Gênesis bíblico: “E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra” (Gênesis 1:26). Santo Agostinho e São Tomás de Aquino reafirmam a desconexão entre os animais e Deus. (São Francisco é, na história cristã, claramente um ponto fora da curva). A ideia chegou aos nossos dias praticamente intacta. O Catecismo Católico afirma, em seu parágrafo 2415, que “Os animais, tal como as plantas e os seres inanimados, são naturalmente destinados ao bem comum da humanidade, passada, presente e futura”. A ciência renascentista, através de Descartes e outros autores, fundou o humanismo que a caracteriza sobre essa distinção entre humanos e animais, exacerbando-a: o animal (supostamente) irracional passa a ser entendido como a antítese do humano (supostamente) racional. O tratamento de animais como coisas pela ciência contemporânea tem, desta forma, raízes históricas antigas.

Ocorre, no entanto, que essa ideia se contrapõe à existência cotidiana da maioria da humanidade, em todas as épocas. Em sociedades e culturas não-ocidentais, é comum que se atribua alguma forma de consciência e personalidade “humana” aos animais. Nas sociedades ocidentais, quem tem animal de estimação sabe que estes têm muito mais do que a simples capacidade de sentir dor: são capazes de fazer planos; de interagir entre si e com humanos em tarefas complexas, tomando decisões autônomas; integram-se na ecologia emocional das famílias humanas de forma significativa, construindo maneiras inteligentes de comunicar suas emoções. (Isso sem mencionar como animais humanizados são onipresentes em nosso imaginário cultural, dos desenhos animados infantis aos símbolos de times de futebol, de personagens do folclore popular a blockbusters hollywoodianos). De fato, o contraste entre essa percepção cotidiana e o que sugerem os pensamentos teológico e teórico mencionados acima faz parecer que há racionalização em excesso em tais argumentos. E onde há racionalização demais, ao invés de uma descrição do mundo, o mais provável é que haja uma tentativa de controle da realidade. Ou seja, trata-se mais de um discurso político, que tenta estabilizar relações desiguais de poder, do que qualquer outra coisa (nada de novo, aqui, para as ciências sociais ou para a filosofia da ciência).

É da própria atividade científica, no entanto, que vêm as evidências mais contundentes de que os animais são muito mais do que seres sencientes. No dia 7 de julho de 2012, um grupo de neurocientistas, neurofarmacologistas, neurofisiologistas, neuroanatomistas e cientistas da neurocomputação, reunidos na Universidade de Cambridge, produziu o documento intitulado Manifesto de Cambridge sobre a Consciência, onde se afirma o seguinte: “a ausência de neocortex não parece impedir um organismo de experimentar estados afetivos. Evidências convergentes indicam que animais não-humanos têm os substratos neuroanatômicos, neuroquímicos e neurofisiológicos necessários para a geração de estados conscientes, aliados à capacidade de exibir comportamento intencional. Consequentemente, as evidências indicam que os humanos não são únicos em possuir substratos neurológicos que geram consciência. Animais não-humanos, incluindo todos os mamíferos e aves, e muitas outras criaturas, como os polvos, também possuem tais substratos neurológicos” (tradução livre). O manifesto foi assinado em jantar que contou com a presença de Stephen Hawking. Phillip Low, um dos neurocientistas que redigiu o manifesto, disse em entrevista à revista Veja (edição 2278, 18 jul. 2012): “É uma verdade inconveniente: sempre foi fácil afirmar que animais não têm consciência. Agora, temos um grupo de neurocientistas respeitados que estudam o fenômeno da consciência, o comportamento dos animais, a rede neural, a anatomia e a genética do cérebro. Não é mais possível dizer que não sabíamos”.

Outro grupo de pesquisas com resultados problemáticos para a manutenção de mamíferos em laboratórios vem das ciências que estudam a vida social dos animais, em seus ambientes selvagens. Animais são seres sociais; alguns, como os estudos em primatologia nos mostram, têm sua vida social pautada por dinâmicas políticas complexas, onde os indivíduos não apenas entendem suas relações de parentesco de forma sofisticada, mas também ocupam postos específicos em hierarquias sociais que podem ter quatro níveis de diferenciação. Estudos da Universidade de Princeton  com babuínos mostraram que fêmeas são capazes de induzir uma ruptura política no bando, o que resulta na formação de um novo grupo social. Há muitos outros animais que vivem em sociedades hierárquicas complexas, como os elefantes, por exemplo. Cães, gatos, coelhos e ratos são também, naturalmente, animais sociais, ainda que a complexidade de seus grupos não seja equiparável ao que se vê entre babuínos e elefantes.

Além disso tudo, está amplamente documentado que muitos primatas são capazes de inventar soluções tecnológicas para seus problemas cotidianos – criando ferramentas para quebrar cascas de sementes, por exemplo – e de transmitir o que foi inventado aos demais membros dos grupos; inclusive aos filhotes. Tecnicamente, isso significa que possuem cultura, isto é, vida simbólica. As baleias mudam o “estilo” de seu canto de um ano para o outro, sem que isso tenha causas estritamente biológicas. Segundo o filósofo e músico Bernd M. Scherer, não há como explicar a razão pela qual o canto de um pássaro seja estruturado pela repetição de uma sequência de sons de 1 ou 2 segundos, enquanto outros pássaros cantam em sequências muito mais longas, usando apenas as ideias de marcação de território e atração de fêmeas. Scherer, através de suas pesquisas (que incluem a interação musical, em estilo jazzístico, com pássaros e baleias), está convencido de que há uma dimensão estética presente no canto dos pássaros. Ele afirma, também, que grande parte dos pássaros precisa aprender a cantar, e não nasce com o canto completamente pré-definido geneticamente.

Não há razão para pensar que isso tudo não se aplique também às vacas, porcos e galinhas. Annie Potts, da Universidade de Canterbury, descreve no livro Animals and Society, de Margo DeMello (2012), sua observação da amizade de duas galinhas, Buffy e Mecki, no santuário de galinhas mantido pela pesquisadora. Em determinado momento, Buffy adoeceu, e sua saúde deteriorou-se a ponto de ela não poder mais sair de debaixo de um arbusto. Sua amiga Mecki manteve-se sentada ao seu lado, a despeito de toda a atividade das demais galinhas do santuário, bicando-a suavemente ao redor da face e em suas costas, enquanto emitia sons suaves. Quando Buffy finalmente morreu, Mecki retirou-se para dentro do galinheiro, e por determinado período recusou-se a comer e a acompanhar as outras galinhas em suas atividades. As galinhas são susceptíveis ao luto, conclui Potts.

Quanto mais se pesquisa a existência dos animais – especialmente aves e mamíferos -, mais se conclui que entre eles e nós há apenas diferenças de grau, e não de qualidade. Ambos temos consciência, inteligência, intencionalidade, inventividade, capacidade de improvisação e habilidade no uso de símbolos para a comunicação; ao que parece, os animais não-humanos fazem uso de tais capacidades de forma menos complexa que os humanos, e essa é toda a diferença. Vivemos o momento da descoberta de um admirável mundo novo animal. Nosso mundo tem muito mais subjetividades do que imaginávamos; talvez devêssemos parar de procurar inteligência em outros planetas e começar a olhar mais cuidadosamente ao nosso redor. O problema é que, quando o fazemos, o que vemos não é agradável. Se os animais têm a capacidade de serem sujeitos de suas próprias vidas, como apontam as evidências, ao impedir que o façam os humanos incorrem em ações, no mínimo, eticamente condenáveis.

Voltemos aos argumentos de defesa do uso de animais em laboratórios, citados no início desse texto. A maior parte das razões listadas se funda em razões utilitárias: “assim é mais eficaz; se fizermos de outra forma, perderemos eficiência”. Não se pode fundamentar uma discussão ética sobre pressupostos utilitaristas. Se assim não o fosse, seria aceitável matar um indivíduo saudável para salvar (através da doação de seus órgãos, por exemplo) outros cinco indivíduos doentes. O que boa parte dos cientistas não consegue enxergar é que se trata de um problema que não se resume à dimensão da técnica; trata-se de uma questão política (no sentido filosófico do termo, ou seja, que diz respeito ao problema existencial de seres vivos que coexistem em conflito de interesses).

Mas há outro elemento a pautar, silenciosamente, a lógica da produção científica: a competitividade mercadológica. Na academia, isso se manifesta através do produtivismo exacerbado, onde qualquer alteração metodológica que implique em redução de eficiência no ritmo de pesquisas e publicações encontra resistência. Em laboratórios privados, além da pressa imposta pela concorrência, há a pressão pela redução dos custos de pesquisa. É preciso avançar, a todo custo. Essa percepção do ritmo das coisas parece “natural”, mas não o é: os argumentos falam da colocação em risco das pesquisas que levarão à cura da AIDS ou da criação da vacina para a dengue, como se essas coisas já pré-existissem em algum lugar, e o seu tempo de “descoberta” fosse definido. Isso é uma ficção: não apenas científica, mas também política. As coisas não pré-existem, e o ritmo das coisas não tem nada de “natural”. O tempo é parte da política: é a sociedade quem deve escolher em qual ritmo deve seguir, e é absolutamente legítimo reduzir o ritmo dos avanços técnico-científicos, se as implicações morais para tais avanços forem inaceitáveis.

De todos os cientistas que se pronunciaram nos últimos dias, foi Sidarta Ribeiro, no Estadão do último domingo, o único que colocou, abertamente, o problema de os animais não serem coisas. Mas, para desânimo do leitor, e decepção dos que o admiram, como eu, suas conclusões caíram na vala comum do simplismo burocrático: o problema se resolveu com a criação do aparato burocrático de regulamentação do uso de animais, já mencionado anteriormente, no início desse texto. Ora, se os animais são seres dotados de intencionalidade, inteligência e afeto, e se a plenitude da sua existência depende de vida social complexa, a simples manutenção do seu organismo vivo e (supostamente) sem dor é suficiente para fazer com que eles “não sofram”? Sidarta coloca, de forma acertada, que é preciso atentar para o fato de que coisas muito piores ocorrem na indústria da carne, e também em muitas áreas da existência humana. Mas erra ao criar a impressão de que uma coisa existe em contraposição à outra (algo como “lutem pela humanização dos humanos desumanizados e deixem a ciência em paz”). Todas elas são parte do mesmo problema: a negação do direito a ser sujeito da própria vida. Uma atitude ética coerente implica a não diferenciação de espécie, considerando todos aqueles que efetivamente podem ser sujeitos da própria vida. O resto é escravidão, de animais humanos e não humanos.

Os protocolos de ética em pesquisa com sujeitos humanos foram desenvolvidos após a constatação dos horrores da experimentação médica nazista em judeus. Parece-me inevitável que, em algumas décadas, venhamos a pensar na experimentação com sujeitos-animais em laboratórios com o mesmo sentimento de indignação e horror.

Renzo Taddei é doutor em antropologia pela Universidade de Columbia. É professor da Universidade Federal de São Paulo.

 

A ciência e os beagles (Fórum)

O episódio envolvendo a invasão do Instituto Royal para o resgate de 178 cães da raça beagle até agora gerou mais ruído e discussão sem sentido que oportunidade de reflexão sobre uma questão de enorme importância

30/10/2013 11:51 am

Por Ulisses Capozzoli, no Observatório da Imprensa

O episódio envolvendo a invasão do Instituto Royal para o resgate de 178 cães da raça beagle, em São Roque, a 66 km de São Paulo, ao que tudo indica até agora gerou mais ruído e discussão sem sentido que oportunidade de reflexão sobre uma questão de enorme importância.

A invasão da unidade da empresa e retirada dos animais que serviam de cobaias para experimentos científicos veiculada de maneira um tanto sensacionalista pela mídia até agora só produziu dois blocos antagônicos: um favorável e outro contrário à operação.

A questão, no entanto, é mais complexa e não tem como ser encaminhada de forma promissora com apego, por exemplo, a certa ortodoxia legal, de um lado, e liberdade de ação ilimitada, de outro. Daí a necessidade de uma reflexão mais equilibrada e promissora sobre o caso.

A invasão do Instituto Royal pelos ambientalistas faz sentido de um ponto de vista, digamos, histórico. Mas a operação em si, independentemente de outras consequências, traz riscos que certa ingenuidade dos ambientalistas não considerou.

Vamos a cada uma delas.

Os ambientalistas já haviam estimulado o Ministério Público a se pronunciar sobre a situação da pesquisa com os beagles, mas esse processo, como se sabe, é indesejavelmente lento (Reprodução)

Direito natural

A brutalidade e desamor com animais, especialmente os domésticos e em particular envolvendo cães, tratados pela mídia nos últimos tempos têm sensibilizado toda e qualquer pessoa com um mínimo de percepção e preocupação quanto aos direitos elementares que se deve ter com tudo o que vive: humanos e animais. Nos dois casos, no entanto, o noticiário da TV em horário nobre, e as páginas de jornais e revistas, têm demonstrado a crise de valores em que vivemos e as consequências amplas e complexas dessa situação em termos de violência, brutalidade e desamor.

Animais mutilados, arrastados, presos a carros e motocicletas como forma de punição, espancados como via de liberação de rancor, ódio e outras formas de transgressões patológicas certamente criaram, no conjunto da sociedade, um sentimento de impunidade em relação aos infratores. Sem falar dos odiosos rodeios de espetáculos grotestos, como as chamadas “festas de peão boiadeiro”, cópias precárias do que ocorre no Texas, nos Estados Unidos, e disseminadas pelo país como cogumelos que brotam em qualquer lugar.

Da mesma forma, os relatos de cães que aguardam fielmente pelo retorno de seus donos mortos e que jamais retornarão (caso de um mecânico e de um tratador, entre outros) sensibilizam e sugerem que os animais podem ser mais sensíveis e “generosos” que boa parte dos humanos.

Certamente esse tipo de procedimento esteve presente na decisão dos ambientalistas em invadir a sede do Instituto Royal e liberar os 178 beagles utilizados em experimentos científicos exatamente por serem dóceis e gentis no trato.

Os advogados do instituto alegam que a empresa tinha autorização legal para realizar pesquisas com os animais e que, portanto, os ambientalistas são raivosos, inconsequentes e especialmente criminosos, neste último caso por mais de uma razão. A verdade, no entanto, é que o fato de o Instituto Royal dispor de licença para pesquisa com os beagles é, certamente, uma situação necessária mas não suficiente – e exatamente neste ponto pode estar o núcleo fundamental de toda a questão.

Isso significa que o instituto, seguramente informado do inconformismo dos ambientalistas (nada disso ocorre da noite para o dia sem certa fermentação de ânimos), deveria ter tratado a questão mais cientificamente e, o que significa dizer com mais responsabilidade e eficiência.

E isso não aconteceu.

O Instituto Royal deveria ter convidado um grupo de representante dos ambientalistas, com participação do Ministério Público, para conhecer e discutir a situação dos animais.

E isso não aconteceu.

Os ambientalistas já haviam estimulado o Ministério Público a se pronunciar sobre a situação da pesquisa com os beagles, mas esse processo, como se sabe, é indesejavelmente lento, burocrático e, em boa parte dos casos, absolutamente frustrante. Então, se o Instituto Royal não teve procedimento devido (procedimento científico, pode se dizer) para lidar com o entorno social em sua sede de pesquisa com animais, é preciso que isso seja formalmente reconhecido e que o instituto seja responsabilizado por isso.

E, certamente, o mais importante que apenas a responsabilização do Instituto Royal por isso: que o reconhecimento dessa situação seja capaz de criar um ambiente novo e promissor em relação ao uso de animais como cobaias na produção de medicamentos para humanos.

Pode-se, como defendem alguns, dispensar inteiramente o uso de cobaias vivas nesse tipo de investigação científica?

A resposta, aqui, está muito longe de um puro “sim” ou “não”. É mais complexa e desafiadora. E exatamente por isso deve ser analisada num contexto mais amplo e sempre com a preocupação de evitar, de forma crescente, o uso dessas cobaias vivas.

As razões para isso são de diversas ordens e uma delas é o elementar direito natural de os animais poderem viver de forma digna, da mesma forma que os humanos, ainda que ambos, homens e animais, partilhem neste momento de um mundo violento, insensível e aparentemente sem muita perspectiva de mudança no futuro imediato.

História emblemática

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) liberou, semana passada, uma nota para a mídia condenando a invasão do Instituto Royal pelos ambientalistas e isso foi aproveitado pela empresa para se passar por vítima de truculência por parte dos ambientalistas.

Na verdade, a nota da SBPC não foi uma iniciativa muito inteligente, porque foi unilateral, restrita e para ser claro: ortodoxa e formal. Para posicionar-se devidamente num caso como este, a respeitabilíssima SBPC teria a obrigação de fazer uma reflexão mais ampla e colocar a questão na dimensão necessária.

E isso não aconteceu.

Quanto aos ambientalistas, invadindo o laboratório como fizeram, poderiam (ou podem) ter sido vítima de contaminações de que, provavelmente, sequer suspeitaram quando se decidiram pela iniciativa. Essa é uma situação ameaçadora que não pode ser desconsiderada nem em relação ao grupo invasor, nem em termos de saúde pública.

Também o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp (ex-presidente da SBPC) teve uma fala aparentemente mal humorada com jornalistas, quando se referiu a esse acontecimento e condenou de forma unilateral a invasão dos ambientalistas para liberar os 178 beagles cobaia do Instituto Royal. O ministro Raupp, uma pessoa afável, brilhante e com julgamento criterioso e por isso mesmo equilibrado (eu o conheço há tempos e convivi profissionalmente com ele tanto no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o Inpe, quanto na própria SBPC), soou autoritário e excludente em sua fala.

E isso foi uma grande pena.

O ministro disse que o momento de se debater o uso ou não de animais como cobaias em laboratórios já havia ficado para trás e com isso desqualificou sumariamente os ambientalistas.

Os fatos, no entanto, em casos como esse, não são definitivos da mesma forma que, em ciência, as coisas também podem não ser definitivas. Uma teoria científica, por exemplo, só pode ser aceita se for refutável – e isso significa que o destino de uma teoria científica é literalmente o de viver na corda bamba.

Numa noite da semana passada, o âncora de um canal de TV aberta e popular se meteu a comentar o caso da invasão do Instituto Royal, aparentemente encorajado pela sumária nota liberada pela SBPC. O fato, no entanto, é que o pobre homem mal sabia do que falava, em um discurso superficial, obscuro, desinformado e por isso mesmo com todo potencial para aumentar a confusão sem lançar uma única semente com possibilidade de frutificar uma perspectiva mais inteligente, necessária e mais bem fundamentada, envolvendo todos os protagonistas de uma história emblemática como a liberação dos 178 pequenos beagles do Instituto Royal em São Roque.

***Ulisses Capozzoli, jornalista especializado em divulgação científica, é mestre e doutor em ciências pela Universidade de São Paulo e editor de Scientific American Brasil

Ainda não há opção a macaco, dizem cientistas (Folha de S.Paulo)

JC e-mail 4846, de 31 de outubro de 2013

Reportagem da Folha repercute entrevista com Esper Kallás, da Faculdade de Medicina da USP

Até agora, não há alternativa aos uso dos macacos para checar se novos tratamentos contra o HIV são seguros o suficiente para serem testados em humanos, segundo Esper Kallás, da Faculdade de Medicina da USP.

Em breve, uma vacina contra o HIV desenvolvida no Brasil começará a ser aplicada em macacos resos no Instituto Butantan.

Michel Nussenzweig, da Universidade Rockefeller, que usa macacos resos em seus estudos, afirma que animais não devem ser usados em pesquisas quando há alternativas.

“Não acho que animais devam ser usados para testar cosméticos. Só quando não houver escolha e quando a pesquisa tem a chance de beneficiar as pessoas.”

O roubo de 178 beagles do Instituto Royal, em São Roque, há quase duas semanas, trouxe o tema da pesquisa em animais à tona. O laboratório usava as cobaias para estudos com medicamentos contra câncer, entre outros.

“Infelizmente, não teria outra forma de fazer esse estudo [sobre HIV] sem os macacos. Levo isso muito a sério. Não podemos abusar dos animais. Tentamos criar as condições mais humanas possíveis durante os testes.”

Segundo Kallás, pesquisador nenhum gosta de sacrificar animais, mas é preciso pesar custo e benefício.

“São 35 milhões de pessoas com HIV no mundo. Até hoje, quantos macacos foram usados em pesquisas? Um número infinitamente menor. Ninguém gosta de testar macaco. Mas quais são as prioridades da saúde pública brasileira e mundial?”

O professor de imunologia da USP, que realiza pesquisas com seres humanos, afirma que a regulamentação brasileira já é bem rigorosa para os testes com animais e com pessoas.

Para ele, a demora na aprovação dos testes clínicos chega a ser excessiva. “O rigor aqui é maior do que lá fora. Acabamos sofrendo com isso, demoro um ano e meio para aprovar um teste clínico.”

Kallás afirma que quem faz pesquisa no Brasil hoje está “esmagado” entre o debate da sociedade sobre o uso de cobaias e a burocracia necessária para aprovar os testes.

“Esses movimentos [contra pesquisa em animais] já aconteceram na Europa e nos EUA há 20 anos. Sempre tem alguém que acha que salvar um coelho é mais importante do que salvar uma pessoa.”

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cienciasaude/136538-ainda-nao-ha-opcao-a-macaco-dizem-cientistas.shtml

Mais sobre a polêmica dos animais de laboratório (25/10/2013)

Testes em animais: questão humanitária (Jornal da Ciência)

25 de outubro de 2013

Comunidade científica defende a experimentação com animais e rechaça invasão do Instituto Royal

Primeiro pesquisador a desenvolver uma vacina antirrábica, Louis Pasteur (1827-1895) contribuiu enormemente na validação de métodos científicos com testes em animais; Carlos Chagas (1878-1934) fez experiências com saguis e insetos em seus estudos sobre a malária e na descoberta da doença de Chagas; a vacina contra a poliomielite só foi possível graças a pesquisas que Albert Sabin (1906-1993) fez em dezenas de macacos. Em comum, esses três cientistas têm, além do renome internacional, o fato de terem entrado para a história pela grande contribuição ao avanço da ciência para o benefício da humanidade.

Ao contrário, o clamor causado pela invasão do Instituto Royal, em São Roque, a 59 quilômetros de São Paulo, na madrugada do dia 18 de outubro, encara pesquisadores da mesma forma que vê torturadores ou traficantes de animais. Experimentação científica não é farra do boi, briga de galo ou tourada para que cientistas sejam tratados pela opinião pública como criminosos.

Durante a invasão, ativistas contrários à utilização de animais em pesquisas científicas levaram do instituto 178 cães da raça beagle e sete coelhos, deixando para trás centenas de ratos. “É um grande equívoco, irresponsabilidade e desconhecimento da realidade ir para a mídia afirmar que os animais não são mais necessários para a descoberta de novas vacinas, medicamentos e terapias”, alertou Renato Cordeiro, professor titular da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

Em carta aberta divulgada no último dia 22, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) lembram da importância da experimentação com animais. “Na história da medicina mundial, descobertas fundamentais foram realizadas, milhões de mortes evitadas e expectativas de vida aumentadas, graças à utilização dos animais em pesquisas para a saúde humana e animal”, diz o texto assinado pelos presidentes das entidades, Helena Nader e Jacob Palis, respectivamente.

Renato Cordeiro citou algumas dessas descobertas: o controle de qualidade de vacinas contra a pólio, o sarampo, a difteria, o tétano, a hepatite, a febre amarela e a meningite foram possíveis a partir desse tipo de experimentação. “Testes com animais também foram essenciais para a descoberta de anestésicos, de antibióticos e dos anti-inflamatórios, de fármacos para o controle da hipertensão arterial e diabetes”, relacionou, lembrando ainda de medicamentos para controlar a dor, a asma, para tratamento da ansiedade, dos antidepressivos, dos quimioterápicos, e dos hormônios anticoncepcionais.

Mais do que isso, os próprios animais têm sido beneficiados com os avanços da ciência no campo da terapêutica e cirurgia experimental. O pesquisador destaca as vacinas para a raiva, a cinomose, a febre aftosa, as pesquisas com o vírus da imunodeficiência felina, a tuberculose e várias doenças infecto-parasitárias.

Outra associação de pesquisadores, a Federação de Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE), também divulgou manifesto expressando repúdio à invasão do Instituto Royal. De acordo com o texto, a sociedade quer que a qualidade de vida e a saúde animal evoluam no mesmo ritmo. “A pesquisa científica tem respondido a essa demanda, mas é preciso que o obscurantismo seja erradicado do nosso meio para que a sociedade possa usufruir dos recentes avanços científicos e dos que ainda serão produzidos”, diz o manifesto.

No mesmo sentido, Cordeiro cita trabalhos que estão sendo desenvolvidos em laboratórios brasileiros. “Eles visam à descoberta de vacinas e medicamentos para a malária, a Aids, dengue, tuberculose e outras doenças. Poderíamos dizer que os animais experimentais são grandes responsáveis pela sobrevivência da raça humana no planeta”, argumenta.

Embora técnicas sofisticadas e equipamentos com alta tecnologia sejam necessários para algumas dessas pesquisas, o uso de animais de laboratório ainda é necessário para sua execução. “Em virtude da complexidade da célula biológica”, explica. Pesquisadores já desenvolvem esforços na busca de métodos alternativos para que algum dia os animais não sejam mais necessários nesse processo. No entanto, somente em alguns poucos casos, a Biologia Celular e Molecular oferece essa possibilidade. “Através de técnicas de cultura de tecidos e simulações computacionais”, esclarece.

Bem-estar animal na ciência

Num ponto, cientistas e ativistas invasores concordam: os animais não devem sofrer. Como ainda não existem métodos capazes de substituir o teste em animais em uma série de pesquisas fundamentais para o futuro da humanidade e para a saúde e sobrevivência do ser humano, o que está sendo feito em vários países é a regulamentação e a fiscalização dessas ações para minimizar o sofrimento dos bichos e avaliar a relevância dos estudos para a humanidade.

No Brasil, o responsável por estabelecer essas normas é o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea), órgão integrante do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, do qual Cordeiro foi o primeiro coordenador. Hoje, o Concea é coordenado por Marcelo Morales, um dos secretários da SBPC e também da FeSBE.

Um grande marco ocorreu com a aprovação da Lei Arouca (11.794/2008), que regulamentou a criação e utilização de animais em atividades de ensino e pesquisa científica. Além de ter criado o Concea, a nova lei obrigou as Instituições de Pesquisa a constituírem uma Comissão de Ética no Uso de Animais (Ceua).

Essas comissões são componentes essenciais para aprovação, controle e vigilância das atividades de criação, ensino e pesquisa científica com animais, bem como para garantir o cumprimento das normas de controle da experimentação animal. “As Ceuas representam uma grande mudança de cultura na ciência e são formadas por médicos veterinários e biólogos, docentes e pesquisadores na área específica da pesquisa científica, e um representante de sociedades protetoras de animais legalmente constituídas e estabelecidas no país”, diz o ex-coordenador do Concea.

Esses representantes têm atuação importante nesse processo. “São profissionais muito qualificados, com formação em nível de doutorado, e têm dado excelentes contribuições nas discussões e deliberações do Concea”, avalia Cordeiro. Considerada a bíblia dos laboratórios de pesquisa, a Diretriz Brasileira para o Cuidado e a Utilização de Animais para fins Científicos e Didáticos (DBCA) foi citada pelo pesquisador como um dos recentes exemplos de competência dos membros do colegiado.

(Mario Nicoll / Jornal da Ciência)

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Cirurgia em porco acirra debate do uso de cobaias em experimentos (Correio Braziliense)

Ativistas invadem aula de medicina da PUC-Campinas para gravar em vídeo uma cirurgia na qual os alunos treinam técnicas de traqueostomia em um suíno vivo. Ações desse tipo – como o furto de cães em laboratório paulista – preocupam os cientistas

Cinco dias depois que um grupo de ativistas invadiu o Instituto Royal, em São Roque (interior de São Paulo), para pegar 178 cachorros da raça beagle, em protesto contra o uso de animais como cobaias, mais um ato foi registrado no interior de São Paulo. Algumas pessoas interromperam uma aula prática do curso de medicina da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Campinas, em que seis porcos eram usados para ensinar a técnica da traqueostomia (abertura de um orifício na traqueia para permitir a respiração) aos alunos. Os ativistas filmaram os procedimentos e, depois, deixaram o local. Mais tarde, uma reação do governo à onda recente de manifestações veio em forma de nota, assinada pelo Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Marcelo Morales, coordenador do Concea, afirmou ao Correio que vê com ressalvas o panorama atual dos protestos. “É muito preocupante esse movimento obscurantista que vem ocorrendo no Brasil, cuja origem nós não sabemos, mas que mostra uma irracionalidade, um atraso muito grande”, afirmou o pesquisador, que também integra a diretoria da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). De acordo com ele, é o desenvolvimento de remédios e tratamentos para doenças que está ameaçado diante do “radicalismo” dos que se intitulam defensores dos animais.

“Ativistas falam o que leem na internet, não têm base científica. É lorota a afirmação de que podemos usar métodos alternativos para a maior parte dos procedimentos. Eles são pouquíssimos atualmente. Já utilizamos, nas faculdades de medicina, meios de diminuir a quantidade de animais, como filmar as aulas. Mas nem sempre é possível. Em um momento, os alunos precisam do animal”, afirma Morales.

(Renata Mari/Correio Braziliense)

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica-brasil-economia/33,65,33,12/2013/10/25/interna_brasil,395271/cirurgia-em-porco-acirra-debate-do-uso-de-cobaias-em-experimentos.shtml

Matéria da Folha de S.Paulo sobre o assunto:

Ativistas invadem aula prática com porcos na PUC de Campinas

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/135652-ativistas-invadem-aula-pratica-com-porcos-na-puc-de-campinas.shtml

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Fiocruz divulga nota pública em defesa do uso de animais em pesquisas científicas (Jornal da Ciência)

Documento ressalta que medicamentos, vacinas e alternativas terapêuticas disponíveis hoje para uso humano dependeram de fases anteriores de experimentação em animais 

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgou nota em que reafirma perante a sociedade seu compromisso ético no uso de animais para finalidades científicas. O texto ressalta que a ciência não pode prescindir do uso de animais em experimentação. “Medicamentos, vacinas e alternativas terapêuticas disponíveis hoje para uso humano dependeram de fases anteriores de experimentação em animais”, diz o texto.

O documento aborda o fato de as pesquisas científicas envolvendo animais serem pautadas por princípios de bem-estar animal, e de que a atividade é regulamentada por dispositivos legais nacionais e internacionais. A Fiocruz lembra ainda que a Lei 11.794/2008, que regulamenta o uso científico de animais, foi amplamente defendida por sua comunidade.

(Jornal da Ciência)

Leia o documento:

Nota pública: a Fiocruz e o uso de animais em pesquisas científicas

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), instituição que desde 1900 atua a serviço da saúde pública e da população brasileira, frente aos acontecimentos recentes observados no país, vem a público cumprir seu papel de esclarecimento e reafirmar perante a sociedade seu compromisso ético no uso de animais para finalidades científicas.

É fundamental ressaltar que, apesar de muitos esforços em todo o mundo, nas condições atuais, a ciência não pode prescindir do uso de animais em experimentação. Importante pontuar ainda que os medicamentos, vacinas e alternativas terapêuticas disponíveis hoje para uso humano dependeram de fases anteriores de experimentação em animais. As atividades de experimentação animal são necessárias, inclusive, no campo da veterinária.

As pesquisas científicas envolvendo animais são pautadas pelos princípios de bem-estar animal, adotando-se, dentre outros, os critérios de redução, utilizando-se o menor número possível de animais a cada experimento, e de substituição do uso de animais por outra estratégia sempre que tecnicamente viável.

A atividade é regulamentada por dispositivos legais nacionais e internacionais, ao mesmo tempo em que vigoram instâncias regulatórias de diversos níveis, ligadas ao Governo Federal (Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal – Concea), aos Conselhos de Veterinária e também no âmbito interno das instituições científicas (os Comitê de Ética no Uso de Animais – CEUAs).

A Fiocruz aproveita a oportunidade para informar à sociedade que a Lei 11.794/2008, que regulamenta a Constituição Federal sobre o uso científico de animais, foi amplamente defendida por sua comunidade, inclusive tendo sido relatada pelo então deputado federal Sergio Arouca, sanitarista e ex-presidente da Fiocruz. Além disso, a Fundação foi uma das primeiras instituições a estabelecer uma CEUA no país. Esta instância é responsável por aprovar todos os projetos científicos que incluem o uso de animais, verificando a ética nos procedimentos, a quantidade de animais, entre outras questões.

Mais sobre o salvamento dos Beagles do Instituto Royal (24/10/2013)

Animais experimentais são grandes responsáveis pela sobrevivência da raça humana no planeta, diz ex-coordenador do Concea (Jornal da Ciência)

Em entrevista exclusiva ao Jornal da Ciência, Renato Cordeiro, pesquisador da Fiocruz, fala da importância da experimentação animal para a ciência 

Pesquisador titular da Fiocruz, Renato Cordeiro foi o primeiro coordenador do Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea), criado pela Lei Arouca (Lei 11.794/ 2008), que regulamenta a criação e utilização de animais em atividades de ensino e pesquisa científica no país. Nesta entrevista exclusiva para o Jornal da Ciência, ele fala das regras e da importância desse tipo de experimentação para a humanidade.

As declarações de Cordeiro serão utilizadas em matéria a ser publicada na próxima edição do Jornal da Ciência impresso. As reportagens abordarão diversos aspectos da invasão do Instituto Royal, em São Roque, a 59 quilômetros de São Paulo, na madrugada do dia 18 de outubro. Durante a invasão, ativistas de proteção dos animais levaram do instituto 178 cães da raça beagle e sete coelhos, deixando para trás centenas de ratos. O ato tem sido rechaçado pela comunidade científica e visto como prejudicial à ciência.

Jornal da Ciência – Qual a importância da utilização de animais na pesquisa científica?

Cordeiro – Grandes avanços na saúde pública  foram propiciados à humanidade, graças à utilização de animais na pesquisa científica. Podemos citar como exemplos a descoberta e o controle de qualidade de vacinas contra a pólio, o sarampo, a difteria, o tétano, a hepatite, a febre amarela e a meningite. Testes com animais também foram essenciais para a descoberta de anestésicos, de antibióticos e dos anti-inflamatórios, de fármacos para o controle da hipertensão arterial e diabetes , da dor e da asma, para tratamento da ansiedade , dos antidepressivos, dos quimioterápicos, e dos hormônios anticoncepcionais. Atualmente, vários trabalhos estão sendo desenvolvidos em laboratórios brasileiros visando a descoberta de vacinas e medicamentos para a Malária, a Aids , Dengue , Tuberculose e outras doenças. Poderíamos, portanto, dizer que os animais experimentais são grandes responsáveis pela sobrevivência da raça humana no planeta.

Por que não é possível abrir mão desse tipo de experimentação?

Embora técnicas altamente sofisticadas e equipamentos com alta tecnologia sejam necessários para que algumas pesquisas sejam realizadas, em virtude da complexidade da célula biológica, o uso de animais de laboratório ainda é necessário para sua execução. Vale ressaltar que vários pesquisadores, no Brasil e no exterior, já desenvolvem grandes esforços visando a descoberta de métodos alternativos, para que algum dia os animais não sejam mais necessários ou utilizados em pesquisas experimentais. Atualmente, porém, somente em alguns poucos casos a Biologia Celular e Molecular, através de técnicas de cultura de tecidos, e simulações computacionais oferecem essa possibilidade. Neste sentido, é um grande equívoco, irresponsabilidade e desconhecimento da realidade ir para a mídia afirmar que os animais não são mais necessários para a descoberta de novas vacinas, medicamentos e terapias.

De que forma esses testes são regulados?

No Brasil, um grande marco para a pesquisa cientifica na área da saúde ocorreu com a aprovação da Lei 11.794 de outubro de 2008, conhecida como Lei Arouca, que regulamentou a criação e utilização de animais em atividades de ensino e pesquisa científica no país. A nova lei criou o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea), e obrigou as Instituições de Pesquisa a constituírem uma Comissão de Ética no Uso de Animais (Ceua).

A Resolução nº 1 do Concea determinou as competências das Ceuas , que são os componentes essenciais para aprovação, controle e vigilância das atividades de criação, ensino e pesquisa científica com animais, bem como para garantir o cumprimento das normas de controle da experimentação animal editadas pelo Concea.

As Ceuas representam uma grande mudança de cultura na ciência e são formadas por médicos veterinários e biólogos, docentes e pesquisadores na área especifica da pesquisa cientifica , e um representante de sociedades protetoras de animais legalmente constituídas e estabelecidas no país.

Ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, o Concea tem apresentado um desempenho excelente. Uma de suas principais competências é expedir e fazer cumprir normas relativas à utilização humanitária de animais com finalidade de ensino e pesquisa cientifica; credenciar instituições brasileiras para a criação ou utilização de animais em ensino e pesquisa científica; e monitorar e avaliar a introdução de técnicas alternativas que substituam a utilização de animais em ensino e pesquisa.

E como é a participação das entidades defensoras dos animais nesse processo?

Os representantes das sociedades protetoras de animais legalmente estabelecidas no país são profissionais muito qualificados, com formação pós-graduada em nível de doutorado, e têm dado excelentes contribuições nas discussões e deliberações do Concea. A Diretriz Brasileira para o Cuidado e a Utilização de Animais para fins Cientificos e Didáticos (DBCA), publicada na Resolução Normativa 12 , de 20 de setembro de 2013 , uma bíblia para os laboratórios de pesquisa no Brasil, é um dos recentes exemplos de competência dos membros do colegiado.

Qual a importância da experimentação animal para os próprios animais?

Os animais domésticos como cães e gatos e os de interesse econômico como bovinos, suínos e aves também têm sido beneficiados com os avanços da ciência no campo da terapêutica e cirurgia experimental. Poderíamos destacar as vacinas para a raiva ,a cinomose , a febre aftosa, as pesquisas com o vírus da imunodeficiência felina, a tuberculose e várias doenças infecto-parasitárias.

(Mario Nicoll / Jornal da Ciência)

Leia também:

ABC e SBPC se manifestam contra a invasão do Instituto Royal – Texto assinado em conjunto pelos presidentes das entidades, Jacob Palis e Helena Nader

http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.php?id=90153

Especialista da Fiocruz considera equívoco invasão ao Instituto Royal – Para Marco Aurélio Martins, o ataque de ativistas aos experimentos científicos é uma tentativa de desinformar “irresponsavelmente” a população

http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.php?id=90093

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Instituto Royal nega que usava animais em testes de cosméticos ou de produtos de limpeza (Agência Brasil)

Médico considera “sensacionalismo” as imagens publicadas por ativistas em redes sociais com cães mutilados

O Instituto Royal negou ontem (23), por meio de um vídeo gravado pela gerente-geral da instituição, Silva Ortiz, que fazia teste de cosméticos ou de produtos de limpeza nos animais. Na madrugada de sexta-feira (18), ativistas invadiram o instituto e retiraram 178 cães da raça beagle, que eram usados em testes científicos. Os ativistas alegaram que os animais foram vítimas de maus-tratos e que eram usados como cobaias em testes de cosméticos e produtos de limpeza.

“Nós não fazemos testes de cosméticos em animais, este tipo de teste é feito apenas pelo método in vitro, ou seja, dentro de equipamentos de laboratórios, sem animais”, disse a gerente. Segundo ela, as pesquisas eram voltadas para medicamentos e fitoterápicos, para tratar doenças como câncer, diabetes, hipertensão e epilepsia, entre outras, bem como para o desenvolvimento de medicamentos antibióticos e analgésicos. “O objetivo é testar a segurança de novos medicamentos de forma que possam ser usados por pessoas como eu e você”.

De acordo com o médico Marcelo Morales, coordenador do Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea) e membro da diretoria da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), os animais retirados pelos ativistas do laboratório estão em perigo.

“Não se pode tirar animais que foram criados em biotérios [instalação com características próprias e adequadas, como um ambiente protegido, onde são criados ou mantidos animais utilizados com cobaias em testes] dessa forma repentina, porque eles podem morrer. Eles estão em risco neste momento. Esses animais são especiais, eles tem que ter atenção de médicos veterinários desde que nasceram. Havia animais idosos, com problemas renais e que eram acompanhados diariamente. Quando ele são retirados do instituto, estão em perigo. Até prontuários foram roubados”, disse.

O médico considera “sensacionalismo” as imagens publicadas por ativistas em redes sociais com cães mutilados. “Animal sem olho é sensacionalismo dos ativistas. O animal que apareceu com a língua ferida se feriu durante uma briga com outro animal e foi tratado. Já estava totalmente sem problemas”, informou.

De acordo com a presidente da Comissão de Ética em Experimentação Animal (Ceea) da Unicamp, Ana Maria Guaraldo, a evolução das pesquisas em células-tronco, da distrofia muscular e da doença de Chagas foi possível por meio da pesquisa com animais. “O marcapasso foi primeiro utilizado para o cão. Hoje quantas pessoas estão com a vida melhor porque arritmia está normal?”, questiona a pesquisadora.

Ana Maria defende que os ativistas se informem mais sobre as pesquisas em laboratório com animais e descarta a substituição total de animais em pesquisas científicas. “Dentro da lei existe uma previsão de que os métodos alternativos serão desenvolvidos e validados para diminuir o tipo de animais que se adota. O processo leva, em média, dez anos até chegar a validação desses novos métodos e quem desenvolve os métodos alternativos são os pesquisadores dentro de laboratórios”, explica.

Nas pesquisas são usados diversos tipos de animais, como camundongos, ratos, cães, ovelhas, peixes, gambás, tatus, pombas, primatas, codornas, equinos, entre outros. Segundo a pesquisadora, as novas moléculas devem ser testadas em dois roedores e um terceiro animal não roedor para que as pesquisas obtenham validação, segundo protocolos internacionais. “Os cães da raça beagle são dóceis e têm tamanho compatível. São animais que têm toda uma padronização internacional e já estão nos laboratórios do mundo todo há muito tempo”, disse Ana Maria.

Do outro lado, a coordenadora do Laboratório de Ética Prática, do Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Sônia Felipe, defende a extinção do uso de animais em pesquisas científicas. A professora alega que os métodos que usam animais podem ser cruéis e causar extremo sofrimento aos animais. “Os experimentos mais dolorosos, os de infecções, inflamações, os neurológicos, os lesivos com ácidos, fogo e todo tipo de danos internos ou externos não admitem analgesia, nem anestesia, porque mascara o resultado”, explica.

A pesquisadora também aponta que há alternativas para pesquisa científica sem o uso de animais, mas há desinteresse da indústria farmacêutica em aprofundar os conhecimentos em protocolos alternativos. “Essas formas estão relegadas pela ciência, porque muitas delas não fariam qualquer pessoa dirigir-se às farmácias na esperança de obter alívio ou cura para suas doenças. Se os humanos estão doentes, a maioria deles é por seguir uma dieta agressiva para sua saúde”, acredita Sônia Felipe.

(Heloisa Cristaldo/ Agência Brasil)

http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-10-23/instituto-royal-nega-que-usava-animais-em-testes-de-cosmeticos-ou-de-produtos-de-limpeza

O Globo

Instituto Royal divulga vídeo negando maus tratos e uso de cosméticos em beagles

http://oglobo.globo.com/pais/instituto-royal-divulga-video-negando-maus-tratos-uso-de-cosmeticos-em-beagles-10517592#ixzz2ieEqfs7G

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Ministro diz que invasão de ativistas ao Instituto Royal foi “um crime” (Agência Brasil)

Segundo o ministro, quando se discutiu a legislação, discutiu-se também a necessidade que a comunidade científica de fazer testes com relação a novos medicamentos

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, condenou ontem (23), na Câmara dos Deputados, a invasão do Instituto Royal, em São Paulo, por ativistas de direitos dos animais. Para o ministro, o episódio, ocorrido na sexta-feira (18) passada, foi um “crime”. No incidente, os militantes retiraram do local 178 cachorros da raça beagle que eram usados em pesquisa científica.

“Essa invasão é um crime. Foi feita à revelia da lei. Quando se discutiu a legislação, discutiu-se também a necessidade que a comunidade científica tem – tanto as agências públicas, as universidades como as empresas – de fazer testes com relação a novos medicamentos. Em todo o mundo é assim. Não é só no Brasil não.”

Raupp foi à Câmara dos Deputados para participar de audiência pública conjunta de comissões temáticas da Casa sobre o Projeto de Lei do Código Nacional de Ciência e Tecnologia (PL 2.177/2011) que teve parecer apresentado hoje pelo relator, deputado Sibá Machado (PT-AC). Segundo o ministro, pela sua importância, trata-se de uma “miniconstituinte da Ciência e Tecnologia”, que vai dar um grande impulso ao setor no país.

Ficou decidido que a Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados vai pedir ao colégio de líderes, na próxima semana, para colocar em votação no plenário o projeto de lei. A votação na comissão também ficou para a próxima semana, mas antes o relator vai se reunir com representantes de ministérios que participaram da audiência – Educação; Ciência, Tecnologia e Informação; Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; e Defesa – para discutir alterações no substitutivo que apresentou, acolhendo pontos considerados importantes por esses setores.

(Jorge Wamburg/Agência Brasil)

http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-10-23/ministro-diz-que-invasao-de-ativistas-ao-instituto-royal-foi-%E2%80%9Cum-crime%E2%80%9D

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Anvisa analisa legislação que trata do uso de animais para fins científicos (Agência Brasil)

As regras para o uso de animais em pesquisa são definidas pela Lei Arouca e pelos comitês de ética em pesquisa com animais ligados ao Sistema de Comitês de Ética em Pesquisa

A legislação que trata do uso de animais para fins científicos e didáticos está sob análise da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A autarquia avalia se há lacunas referentes à fiscalização das pesquisas para produção de medicamentos e cosméticos que podem ter impacto no uso de cobaias.

De acordo com a Anvisa, a legislação atual não especifica o órgão responsável pela fiscalização dos laboratórios de pesquisa em animais. No âmbito da agência reguladora, não há exigência expressa para o uso de animais em testes, mas é necessária a apresentação de dados que comprovem a segurança dos diversos produtos registrados na Anvisa. Métodos alternativos são aceitos desde que sejam capazes de comprovar a segurança do produto.

Na semana passada, a autarquia informou, por meio de nota, ter firmado há dois anos cooperação com o Centro Brasileiro de Validação de Métodos Alternativos (Bracvam), ligado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), para que sejam validados métodos alternativos que dispensem o uso de animais.

As regras para o uso de animais em pesquisa são definidas pela Lei 11.794, batizada de Lei Arouca, e pelos comitês de ética em pesquisa com animais ligados ao Sistema de Comitês de Ética em Pesquisa. Por definição da Lei Arouca, as instituições que executam atividades com animais podem receber cinco tipos de punição, que vão da advertência e suspensão de financiamentos oficiais à interdição definitiva do laboratório. A multa pode variar entre R$ 5 mil e R$ 20 mil.

Responsável por regular as atividades científicas com animais, o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea), ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, determina, por meio de diretriz, que atividades científicas ou didáticas devem considerar a substituição do uso dos animais, a redução do número de cobaias usadas, além do refinamento de técnicas que permitam reduzir o impacto negativo sobre o bem-estar deles.

A diretriz também orienta os profissionais a escolher métodos humanitários para condução dos projeto e a avaliar os animais regularmente para observar evidências de dor ou estresse agudo no decorrer do projeto e a usar agentes tranquilizantes, analgésicos e anestésicos adequados para a espécie animal e para os objetivos científicos ou didáticos.

(Heloisa Cristaldo/ Agência Brasil)

http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-10-23/anvisa-analisa-legislacao-que-trata-do-uso-de-animais-para-fins-cientificos

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ABC e SBPC se manifestam contra a invasão do Instituto Royal

23 de outubro de 2013

Texto assinado em conjunto pelos presidentes das entidades, Jacob Palis e Helena Nader

A Academia Brasileira de Ciências e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência em conjunto com as demais entidades representantes da Comunidade Científica rechaçam os atos violentos praticados contra o Instituto Royal, em São Roque-SP, que realiza estudos de avaliação de risco e segurança de novos medicamentos.

É importante esclarecer a sociedade brasileira sobre  o importante trabalho de pesquisa realizado no Instituto Royal voltado para o desenvolvimento do Brasil. O Instituto foi credenciado pelo Conselho Nacional de Controle em Experimentação Animal (CONCEA) e cada um de seus projetos avaliados e aprovados  por um Comitê de Ética para o Uso em Experimentação Animal (CEUA), obedecendo em todos os aspectos ao estabelecido pela Lei Arouca, número 11.794, aprovada pelo Congresso Nacional em 2008. Esta lei regulamenta o uso responsável de criação e utilização de animais em atividades de ensino e pesquisa científica, em todo o território nacional, impedindo que a vida animal seja sacrificada em vão.

Saibam os cidadãos brasileiros que o CONCEA conta em seus quadros com representantes das Sociedades Protetoras de Animais legalmente estabelecidas no País, e que na história da medicina mundial, descobertas fundamentais foram realizadas, milhões de mortes evitadas e expectativas de vida aumentadas, graças à utilização dos animais em pesquisas para a saúde humana e animal.

O Instituto Royal é dirigido pelo Prof. João Antonio Pegas Henriques, Membro Titular da Academia Brasileira de Ciências e sócio ativo da SBPC, pesquisador 1-A do CNPq, orientador de programas de pós-graduação, sempre criterioso, competente. Este Instituto é de sobremaneira importante para que o Brasil venha se capacitar de forma efetiva na produção de medicamentos e insumos para a saúde humana e animal.

É fundamental que as autoridades, mas principalmente que a sociedade em geral, impeçam atos equivocados que destroem anos de importante atividade científica, e garantam as atividades de pesquisa desenvolvidas nas Universidades e Instituições de Pesquisa brasileiras.

Em 22 de Outubro de 2013

Jacob Palis

Presidente da Academia Brasileira de Ciências

Helena Bociani Nader

Presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência

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Comportamento animal (Folha de S.Paulo)

23 de outubro de 2013

Editorial da Folha de S.Paulo sobre experimentos científicos em animais

O uso de animais em experimentos científicos é um tema de debate público que pode ser facilmente enredado numa polarização estéril.

Num extremo se aglutina o radicalismo sentimental dos que reputam defensável violar leis e propriedades para “salvar” animais de alegados maus-tratos. No outro, o pragmatismo míope dos que tomam o avanço da pesquisa como um valor superior a justificar qualquer forma de sofrimento animal.

O acirramento se repetiu em diversos países e, como no Brasil, o debate se desencaminhou – estão aí, para prová-lo, a invasão de um biotério em São Roque (SP) e a legião de apoiadores que encontrou.

Não se chegou aqui, ainda, ao paroxismo alcançado no Reino Unido em 2004, quando a Frente de Libertação Animal impediu, com ameaças e ataques, a construção de centros de testes com animais em Oxford e Cambridge.

Faz muito, entretanto, que a discussão se emancipou do extremismo irracional. Pesquisadores são grandes interessados em diminuir o uso de animais, porque isso custa caro e expõe seus estudos a questionamentos éticos.

Em alguns casos, porém, tal recurso ainda é inevitável, como testes de carcinogenicidade (capacidade de provocar tumores). Banir todas as cobaias implicaria impedir testes de segurança em novos produtos, muitos dos quais criados para aliviar o sofrimento humano.

É inescapável, assim, render-se a uma hierarquia de valores entre as espécies: uma vida humana vale mais que a de um cão, que vale mais que a de um rato. Os próprios invasores do instituto em São Roque, aliás, resgataram 178 cães e deixaram os roedores para trás.

Isso não significa autorizar cientistas a atormentar, mutilar ou sacrificar quantos animais quiserem. A tendência civilizatória tem sido submetê-los ao que ficou conhecido, em inglês, como a regra dos três Rs: “replacement” (substituição), “reduction” (redução) e “refinement” (aperfeiçoamento).

Em primeiro lugar, trata-se de encontrar substitutos. Muito progresso se fez com sistemas “in vitro”, como o cultivo de tecidos vivos para testar substâncias potencialmente tóxicas. Depois, quando os animais são imprescindíveis, cabe reduzir ao mínimo o número de espécimes. O terceiro imperativo é refinar métodos para prevenir sofrimento desnecessário.

São os princípios que governam várias leis nacionais sobre a questão, como a de número 11.794/2008 no Brasil. Numa democracia viva, como a nossa, há caminhos institucionais tanto para cumpri-la quanto para modificá-la, e invasões tresloucadas não se encontram entre os admissíveis.

(Folha de S. Paulo)

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/135200-comportamento-animal.shtml

Texto complementar publicado na Folha:

O sentimento dos animais

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/135252-o-sentimento-dos-animais.shtml

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FeSBe divulga manifesto em repúdio à invasão do Instituto Royal

23 de outubro de 2013

Representante de sociedades científicas ligadas à biologia experimental considera que depredações, vandalismo e roubo devem ser punidos com rigor

A Federação de Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE) divulgou manifesto para expressar seu repúdio à invasão do Instituto Royal, em São Roque, SP. De acordo com o texto, a sociedade quer melhor qualidade de vida, que a expectativa de vida aumente e que a saúde animal evolua no mesmo ritmo. “A pesquisa científica tem respondido a essa demanda, mas é preciso que o obscurantismo seja erradicado do nosso meio para que a sociedade possa usufruir dos recentes avanços científicos e dos que ainda serão produzidos”, diz o manifesto.

Leia o documento na íntegra:

“Manifesto sobre experimentação animal

A Federação de Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE) vem a público expressar o seu repúdio à invasão, depredação e furto qualificado de animais de experimentação do Instituto Royal, em São Roque. Na segunda década do século XXI, não é mais possível que atitudes como essa, só explicáveis pelo obscurantismo que ainda domina grupos minoritários de nossa sociedade, sejam toleradas, em qualquer nível. O referido Instituto segue normas técnicas e éticas do Conselho Nacional de Controle da Experimentação Animal (CONCEA), além dos requisitos de outros organismos nacionais e internacionais, conduzindo pesquisas de elevada relevância no desenvolvimento de medicamentos e outros produtos, fundamentais tanto na saúde humana como animal! Assim, destruir um patrimônio desses ou impedir que a instituição continue a fazer essas pesquisas implica inclusive em desrespeito aos próprios animais. A Lei 11794, ou Lei Arouca, rege as pesquisas com animais no Brasil, e deve ser respeitada como as outras leis que regem todas as nossas atitudes diárias como cidadãos. Transgressões eventuais da Lei Arouca devem ser punidas com todo o rigor da Lei; depredações, vandalismo, roubo e bloqueio dos direitos de outros também devem ser punidos com o mesmo rigor, dentro do Estado de Direito em que vivemos. Qualquer postura diferente dessa significa o afastamento do Estado de Direito, com as óbvias consequências que daí podem advir.

A FeSBE, como representante de sociedades científicas ligadas à biologia experimental, apoia e sempre apoiará as pesquisas científicas conduzidas dentro dos princípios científicos e éticos, que são de domínio público, incluindo os que regem a experimentação animal. A sociedade em geral quer uma melhor qualidade de vida, quer que a expectativa de vida aumente e quer que a saúde animal evolua no mesmo ritmo. A pesquisa científica tem respondido a essa demanda, mas é preciso que o obscurantismo seja erradicado do nosso meio para que a sociedade possa usufruir dos recentes avanços científicos e dos que ainda serão produzidos nos próximos tempos.

Diretoria da FeSBE”

Salvamento de Beagles usados como cobaias no Instituto Royal

JC e-mail 4839, de 22 de outubro de 2013

Especialista da Fiocruz considera equívoco invasão ao Instituto Royal (Jornal da Ciência)

Para Marco Aurélio Martins, o ataque de ativistas aos experimentos científicos é uma tentativa de desinformar “irresponsavelmente” a população

É preocupante a invasão “equivocada” de grupos defensores de animais ao Instituto Royal, levando 178 cães da raça beagle, além de outras cobaias científicas. A afirmação é do pesquisador chefe do Laboratório de Inflamação da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Marco Aurélio Martins. “É preocupante pelo discurso equivocado sobre a importância que a pesquisa tem”, diz ele, em entrevista ao Jornal da Ciência. A invasão aconteceu na madrugada da última sexta-feira (18), na instituição instalada em São Roque, a 51 km de São Paulo.

Para ele, o ataque de ativistas aos experimentos científicos é uma tentativa de desinformar “irresponsavelmente” a população em geral, leiga dos conhecimentos científicos. “Passar para população de que a experimentação animal é algo simplesmente cruel, que agride os animais, que só faz mal a eles sem nenhum benefício nem para os seres humanos, nem para os próprios animais, é desinformar”, declara.

Martins reforça que o uso de animais nos experimentos científicos ainda é necessário para estudar várias áreas da saúde pública,desde as doenças tropicais, como malária e outras mais graves, como câncer, asma e hipertensão. “Como podemos abrir mão de estudar esses problemas tão complexos se não tivermos ferramentas experimentais?”, pergunta. “Todos os medicamentos disponíveis nas prateleiras das farmácias e no mercado veterinário dependeram da experimentação animal, em algum momento.”

O pesquisador insiste em dizer que todos os testes científicos com animais obedecem às normas nacionais, previstas na Lei Arouca Nº 11.794, em vigor há três anos. De acordo com ele, o uso de animais nos experimentos científicos não é exclusividade do Brasil. Conforme entende o biólogo, todos os países avançados em ciência e tecnologia permanecem usando os animais em experimentação. “Não é verdadeiro dizer que não se faz mais uso de animais na Europa e nos Estados Unidos”, diz. A restrição é maior (apenas) para primatas, como macacos e chimpanzés.”

JC – O senhor conhece a política do Instituto Royal aplicada nos experimentos científicos de animais?
Martins – Sou ligado a um instituto nacional de ciência e tecnologia de fármacos, INCT-Inofar, do qual o Royal é um dos colaboradores. Conheço a reputação e a seriedade do Instituto. Mas nunca o visitei e nunca utilizei o centro como prestador de serviços.

Qual a sua avaliação sobre a invasão dos ativistas ao Instituto Royal?
Vejo com muita preocupação. É uma radicalização. Já tivemos iniciativas semelhantes no Brasil no passado, mas nada tão veemente. Na própria Fiocruz, por volta de 2000, houve uma invasão, quando pesquisadores foram processados pelo fato de gambás serem encontrados fora da caixa deles. Mas nunca vi algo tão radical, como agora, de ver o pessoal entrar e liberar os animais. Me preocupa muito este momento, no qual o Brasil vive uma tensão social, de manifestações, como os Black Blocs. Já vimos esse filme em outros países, em que esse ativismo levou a problemas enormes, de agressividade.

Esse cenário preocupa a área científica?
Preocupa pela desinformação irresponsável. Passar para a população em geral, leiga, de que a experimentação animal é algo simplesmente cruel, que agride aos animais, que só faz mal aos animais sem nenhum benefício para os seres humanos e nem para os próprios animais. Isso é desinformar. Não é difícil sensibilizar, sobretudo, as pessoas que não sabem como as pesquisas são realizadas. Ou informar, equivocamente, de que apenas o Brasil é o único país que utiliza os animais em experimentos científicos. Preocupa o discurso equivocado sobre a importância que a pesquisa tem. Os profissionais da ciência do Brasil se deparam hoje com uma responsabilidade muito grande. Temos de ser muito hábeis e contar com a colaboração da imprensa para que as palavras não sejam deturpadas. É preciso ter cuidado de passar para a população em geral, de tranquilizá-la, de que os centros de pesquisas estabelecidos no Brasil são de excelência, não são centros de terror.

Quais os benefícios que o experimento cientifico com animal traz para a população e para os próprios animais?
Todos os medicamentos disponíveis nas prateleiras das farmácias e no mercado veterinário dependeram da experimentação animal, em algum momento. O risco de não fazermos isso, de não fazer os experimentos é enorme para a população na hora de disponibilizar os potenciais medicamentos.

Os experimentos científicos com animais precisam atender à legislação interna…
Claro que a comunidade científica sabe que precisa seguir as regras. Somos obrigados a obter licenças, existem leis que controlam a experimentação animal, tanto no Brasil como no mundo. No Brasil, a legislação é a Lei Arouca, em vigor há três anos. No caso, se houvesse uma denúncia de maus tratos na Fiocruz ou mesmo no Instituto Royal, o Concea [Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal] tem o papel de receber a denúncia, de avaliar e investigar para tomar as atitudes. Os maus-tratos de animais de experimentação são passíveis de criminalização. Se tiver acontecendo irregularidade, isso tem de ser exemplarmente punido. O que não pode é autorizar que as pessoas saiam invadindo o local e liberando animais de experimentação. Isso trará prejuízos não apenas para o andamento das pesquisas científicas, mas para a credibilidade do desenvolvimento de novos fármacos no país, para a população e para os próprios animais. Se é que existem maus tratos aos animais que isso seja levado aos órgãos competentes e que se puna quem tiver agindo de maneira errada.

É o caso do Instituto Royal?
Não acredito que seja. Pelo que conheço sobre a reputação das pessoas responsáveis não tenho razão nenhuma para acreditar que tivesse ocorrendo algum tipo de irregularidade interna. Se tivesse acontecendo, numa hipótese terrível, hoje a nossa sociedade já dispõe de um canal, que é Concea.

As pesquisas ainda são necessárias com os animais?
Claro que são, porque precisamos de mecanismos para avançar nas formas de tratamento (de saúde) que temos hoje, na terapia. Ainda temos problemas enormes em várias áreas da saúde pública, desde as doenças tropicais, como malária e outras mais graves, como câncer, asma e hipertensão. Como podemos abrir mão de estudar esses problemas tão complexos se não tivermos ferramentas experimentais? Como impedir cientistas e especialistas, dentro das condições de boas práticas e de boa conduta ética, de entender as doenças e buscar uma forma de controlá-las? Isso seria interromper a investigação científica. Não se pode passar para a opinião pública a ideia de que não se pode mais usar os animais em experimentos científicos.

Outros países ainda usam animais em experimentos científicos?
Claro que usam. Todos os países considerados avançados em ciência e tecnologia continuam usando os animais em experimentação. Não é verdadeiro dizer que não se faz mais uso de animais na Europa ou nos Estados Unidos. A restrição é maior (apenas) para primatas, como macacos e chimpanzés.

Os protocolos proíbem a crueldade nos animais?
Não pode haver crueldade. Isso é crime. Ao montar um protocolo experimental o pesquisador tem de garantir que o animal esteja dentro das condições de bem estar, para que possa, inclusive, acreditar nos resultados a serem obtidos da experimentação.

(Viviane Monteiro – Jornal da Ciência)

Outras matérias sobre o assunto:

Revista Galileu

‘Um dia reduziremos. Mas acabar com testes em animais agora é impossível’

http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI344225-17770,00-UM+DIA+REDUZIREMOS+MAS+ACABAR+COM+TESTES+EM+ANIMAIS+AGORA+E+IMPOSSIVEL.html

Folha de S.Paulo

Retirada de cães de instituto afeta pesquisa anticâncer, diz cientista

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/135127-retirada-de-caes-de-instituto-afeta-pesquisa-anticancer-diz-cientista.shtml

Experimentação animal

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/135050-experimentacao-animal.shtml

Deputado fica com ‘guarda’ e dá nome de filhas a beagles

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/135124-deputado-fica-com-guarda-e-da-nome-de-filhas-a-beagles.shtml

O Globo

Ministério Público de SP espera investigação da polícia para decidir sobre beagles

http://oglobo.globo.com/pais/ministerio-publico-de-sp-espera-investigacao-da-policia-para-decidir-sobre-beagles-10467368#ixzz2iSUmfYZr

O Estado de S.Paulo

Ladrões de cobaias

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,ladroes-de-cobaias-,1088290,0.htm

Instituto doará beagles que forem recuperados

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,instituto-doara-beagles-que-forem-recuperados,1088254,0.htm

Zero Hora

Sentimentalismo e direitos dos animais

http://wp.clicrbs.com.br/opiniaozh/2013/10/22/sentimentalismo-e-direitos-dos-animais/?topo=13,1,1,,,13

Agência Câmara Notícias

Comissão investigará denúncias de maus-tratos contra animais no Instituto Royal

http://www2.camara.gov.br/camaranoticias/noticias/CIENCIA-E-TECNOLOGIA/455160-COMISSAO-INVESTIGARA-DENUNCIAS-DE-MAUS-TRATOS-CONTRA-ANIMAIS-NO-INSTITUTO-ROYAL.html

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22/10/2013 – 03h00

Retirada de cães de instituto afeta teste anticâncer, diz cientista (Folha de S.Paulo)

JAIRO MARQUES e RAFAEL GARCIA

DE SÃO PAULO

A retirada de 178 cães da raça beagle de um laboratório em São Roque (a 66 km de São Paulo) comprometeu experimentos avançados de um medicamento para tratamento contra câncer –além de fitoterápicos para usos diversos.

A informação é do médico Marcelo Marcos Morales, um dos secretários da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e coordenador do Concea (Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal), ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia.

“Um trabalho que demorou anos para ser produzido, que tinha resultados promissores para o desenvolvimento do país, foi jogado no lixo”, disse ele, em referência à invasão do Instituto Royal por ativistas na semana passada.

“O prejuízo é incalculável para a ciência e para o benefício das pessoas”, afirmou.

O cientista não revelou o nome do medicamento desenvolvido, que é protegido por contrato, nem para qual tipo de câncer ele seria usado. Mas informou que se tratava de um tipo de remédio produzido fora do país e que teve a patente quebrada.

Sala é encontrada com objetos revirados no Instituto Royal, em São Roque (SP)

O Royal também não detalha os experimentos alegando restrição contratual.

Os fitoterápicos eram baseados em plantas da flora nacional e poderiam ser usados, por exemplo, para combater dor e inflamações.

Ativistas dizem que os cães sofriam maus-tratos. O instituto nega. Ontem ele disse que, quando recuperados, receberão tratamento e podem “ser colocados para doação”.

Doutor em biofísica, Morales afirma que os cientistas “também não querem trabalhar com animais”, mas que o método é ainda o mais eficaz para testes de tratamentos médicos e vacinas.

“Seria possível não nos alimentarmos mais com carne? Com pesquisa é a mesma relação. Deixamos de usar animais e vamos testar vacinas em nossas crianças?”

Para Morales, as pessoas estão “confundindo” animais domésticos com cães que nasceram dentro de biotérios, sob condições controladas e rígidas para o uso científico.

“O apelo do cão é muito grande, tanto é que levaram todos os beagles, mas deixaram todos os ratos.”

A autoridade brasileira responsável por aprovar pesquisas com humanos, a Conep (Comissão Nacional de Ética em Pesquisa), não avaliza projetos de drogas que não tenham passado por testes de segurança em animais.

Cachorros estão em uma parcela pequena de experimentos científicos –nos quais os camundongos respondem por 74% dos animais. A maioria dos cães é usada para averiguar a toxicidade de medicamentos.

Editoria de arte/Folhapress

 

Pesquisadores criam escalas para avaliação da dor em bovinos, equinos e suínos (Fapesp)

Por meio da análise de alterações comportamentais, estudo da Unesp de Botucatu busca mais precisão para diagnósticos e tratamentos veterinários (Stélio Pacca Loureiro Luna)

Especiais

25/09/2013

Por Noêmia Lopes

Agência FAPESP – Apesar da crescente preocupação nacional e internacional com o bem-estar dos animais, espécies pecuárias ainda são negligenciadas quando o assunto é dor. “A ausência de escalas cientificamente validadas que auxiliem produtores, veterinários e pesquisadores a reconhecer e a mensurar a dor nesses animais contribui para o tratamento inapropriado ou insuficiente da dor”, afirmou Stélio Pacca Loureiro Luna, professor da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade Estadual Paulista (FMVZ/Unesp) de Botucatu (SP), à Agência FAPESP.

Luna coordena um Projeto Temático que, desde 2010, busca propor e validar escalas que indiquem se, para determinado quadro clínico, é recomendável ou não aplicar analgésicos. O foco principal é a dor aguda pós-operatória em bovinos, equinos e suínos.

As escalas são criadas a partir da análise de alterações comportamentais relacionadas a fatores como postura, posição da cabeça, locomoção, interação com o ambiente, ingestão de alimentos, atenção à ferida cirúrgica, entre outras.

Para identificar e analisar as alterações, os pesquisadores gravam vídeos em momentos distintos: antes do procedimento, quando os animais estão sem dor; logo após a cirurgia, quando há um pico de dor; e depois da aplicação de analgésicos, quando se espera que já não haja dor.

“O procedimento que adotamos para as três espécies estudadas foi a castração, por ser relativamente invasivo, atingir tecidos de alta sensibilidade, gerar uma inflamação grande e estar entre as cirurgias mais realizadas nesses animais”, explicou Luna.

A etapa de filmagens, com cerca de 700 horas, já foi concluída. Os vídeos dos suínos, captados a partir de câmeras instaladas nas baias, estão em análise pela FMVZ/Unesp. As imagens dos equinos (também feitas a partir das baias) e dos bovinos (gravadas em pastos, com anteparos separando observador e boi, a fim de que a presença do primeiro não afetasse o comportamento do segundo) já passaram às fases seguintes: validação externa e cálculos estatísticos.

A validação do conteúdo que dará forma às escalas é feita por especialistas e pesquisadores vinculados a instituições parceiras no Brasil, na Inglaterra, nos Estados Unidos, na Espanha e em outros países da América do Sul, como Uruguai e Argentina.

Cada avaliador recebe trechos de vídeos sem ordem cronológica, ou seja, sem saber se o animal em questão foi filmado antes ou logo após a cirurgia ou ainda depois da medicação. Então, assinala em uma tabela se recomendaria a aplicação de analgésicos; classifica a dor de acordo com uma escala descritiva simples (sem dor = 0; dor leve = 1; dor moderada = 2, dor intensa =3); e indica quais alterações comportamentais consegue perceber a partir das imagens.

Por fim, a equipe da FMVZ/Unesp recebe a devolutiva dos materiais, faz comparações com as suas conclusões iniciais e realiza análises estatísticas para compor escalas validadas em três idiomas (português, inglês e espanhol). São tabelas com a descrição das alterações comportamentais mais relevantes, acompanhadas de vídeos e classificadas com notas que, somadas, resultam em um escore total. “A partir de ao redor de um terço da pontuação máxima, por meio de cálculos matemáticos, considera-se que o animal é meritório de receber analgésicos”, afirmou Luna.

“Quando estiverem finalizados, os produtos finais do estudo serão pioneiros para dor aguda em bovinos e suínos, que ainda não contam com escalas validadas nacional ou internacionalmente”, disse o pesquisador. “Entre equinos, até então havia somente uma escala ortopédica, mas nada a respeito de tecidos moles, atingidos, por exemplo, pela castração.”

As novas ferramentas serão disponibilizadas gratuitamente no site Animal Pain, no qual a FMVZ/Unesp já publicou uma escala de dor aguda em gatos, resultado de um projeto de pós-doutorado supervisionado por Luna e apoiado pela FAPESP. Dois dos artigos relacionados a esse estudo podem ser lidos em Journal of Feline Medicine and Surgery e BMC Veterinary Research.

“Ampliar os conhecimentos sobre a dor e, assim, aplicar analgésicos com mais propriedade é importante para o bem-estar dos animais e do ponto de vista prático. Isso porque pode haver ganhos [para o produtor], como menor tempo de recuperação pós-operatória e redução de inflamações”, disse Luna.

Anestesia em suínos

Ainda no âmbito do Projeto Temático, Luna orientou uma iniciação científica sobre os efeitos da castração de leitões com e sem o uso de anestésico local.

A investigação concluiu que o ganho de peso nos animais castrados com anestesia é superior ao dos animais que não recebem anestésicos.

“Em termos financeiros, há um ganho significativo para propriedades com milhares de animais. O procedimento cirúrgico fica um minuto mais lento, mas a relação custo-benefício é promissora. Sem contar que a medida colabora com o bem-estar animal e agrega valor ao produto perante o mercado consumidor”, disse Luna.

A partir de tal comprovação, os pesquisadores esperam inspirar o uso de anestésicos em suínos durante outros procedimentos que em geral são feitos sem anestesia, como o corte da cauda e a extração de dentes.

Dor crônica em cães

Por meio de um projeto de pós-doutorado, a equipe de Luna também busca estabelecer correlações entre o Índice de Dor Crônica de Helsinki (IDCH) – criado pela Universidade de Helsinque, na Finlândia, para avaliar a dor em cães – e experimentos realizados na própria FMVZ/Unesp.

“Esse tipo de escala, referente a problemas crônicos, é feita a partir de relatos dos proprietários de cães, que, por conviverem diretamente com os animais, podem opinar sobre o humor, a disposição para brincar, entre outros fatores. Buscamos incorporar elementos mais objetivos a esse tipo de ferramenta, usando a análise de movimento (cinética) dos animais e plataforma de pressão (baropodometria)”, afirmou Luna.

Para tanto, foram observados animais com displasia coxofemoral (um problema no assentamento da articulação entre o fêmur e a coxa), enquanto caminhavam sobre a plataforma de pressão. Os pesquisadores coletaram dados sobre a movimentação, a angulação das patas, a pressão exercida sobre o dispositivo e a distribuição do peso em cada membro.

“Pretendemos correlacionar as medidas objetivas da locomoção com o IDCH a fim de aprimorar a mensuração da dor e indicar possíveis tratamentos”, disse Luna.

Estímulos nociceptivos em equinos

Dois outros projetos, ambos de doutorado, estão vinculados ao Temático e interligados: uma tese busca padronizar e validar diferentes métodos de nocicepção – estímulos térmicos, mecânicos e elétricos capazes de provocar certo desconforto – em equinos e um segundo projeto visa avaliar o efeito de diferentes vias de administração de analgésicos, também em cavalos.

“O objetivo é conhecer a eficácia e a duração de analgésicos frente aos estímulos que provocamos – primeiramente testados em nós mesmos, como forma de assegurar que não causam lesões, apenas incômodos”, explicou Luna.

Para tanto, animais saudáveis e conscientes recebem analgesia. Em seguida, são estimulados termicamente (com sensores que esquentam via controle remoto), mecanicamente (com um dispositivo semelhante ao que mede a pressão arterial em humanos) ou eletricamente (por meio de pequenos choques).

“Se há desconforto, o animal levanta a pata, quando então interrompemos o estímulo. Assim, conseguimos avaliar se o analgésico faz efeito, se influencia no limiar do incômodo – em vez de o cavalo puxar a pata quando o sensor acusa 45 graus Celsius, ele o faz a 48 graus Celsius, por exemplo – e por quanto tempo a medicação faz efeito”, completou o professor da FMVZ/Unesp.

Brazil’s ‘tiger family’ fights to keep custody of house-trained big cats from gov’t agents (Washington Post)

(Renata Brito/ Associated Press ) – Ary Borges feeds his tiger named Dan at his home in Maringa, Brazil, Thursday, Sept. 26, 2013. Borges is in a legal battle with federal wildlife officials to keep his endangered animals from undergoing vasectomies and being taken away from him. He defends his right to breed the animals and says he gives them a better home than they might find elsewhere in Brazil.

By Associated Press, Updated: Friday, September 27, 11:28 AM

MARINGA, Brazil — Dan slurped desperately on his pink nursing bottle and spilled milk all over the place, while his brother Tom patiently waited to take a swim in the family pool.

It would be a typical family scene if not for the fact that Dan and Tom tip the scales at 700 pounds, have claws that could slice a man in two and were raised along with seven other tigers sleeping in the beds of Ary Borges’ three daughters.

The big cats still amble about his humble home in the middle of an industrial neighborhood in this southern Brazil city, even if experts say the situation is “crazy” and sure to eventually lead to a mauling, though one has yet to occur.

Borges also has two lions, a monkey, and a pet Chihuahua named Little inside his makeshift animal sanctuary, where man and beast live together in his spacious red-dirt compound, separated from the outside world by tall metal fences and high wooden walls.

The Brazilian family is now locked in a legal dispute for the cats, with federal wildlife officials working to take them away. While Borges does have a license to raise the animals, Brazilian wildlife officials say he illegally bred the tigers, creating a public danger.

Borges says it all started in 2005 when he first rescued two abused tigers from a traveling circus. He defends his right to breed the animals and argues he gives them a better home than they might find elsewhere in Brazil.

“Sadly there are so many animals dying in zoos that have no oversight. My animals are treated extremely well … we’re preserving and conserving the species,” he said. “We have a great team of veterinarians. We give them only the best, but we’re being persecuted.”

Ibama, Brazil’s environmental protection agency that also oversees wildlife, declined repeated requests for comment.

The agency is working through courts to force Borges to have the male tigers undergo vasectomies so they can’t reproduce. It also wants his caretaker license confiscated and to obtain the cats. Borges appealed and the matter is pending before a federal court.

Borges has strong support in Maringa for his cause, and earlier this year the city council passed a measure that banned vasectomies on wild animals within city limits.

Next door to the tiger compound, Marli Mendes can see the big cats from her office window. “I have nothing against them, they really don’t bother,” she says.

So far, there have been no incidents with the tigers turning aggressive, which the Borges family attributes to cats being raised in such close proximity with humans.

Ary’s daughter Nayara Borges, 20, who grew up with the tiger cubs sleeping in her bed until they became too big, says she thinks the big cats would be mistreated if taken away, “and our family would go into a severe depression.”

Her sister Uyara, 23, agreed, saying the cats are family after spending so many years with the Borges.

“At first we were scared of them, but as time went on, we saw them every day, fed them, gave them baths and water, and we started to fall in love with them,” Uyara said. “We never thought we could live with such ferocious animals.”

Uyara trusts the cats so much, she even allows her 2-year-old daughter Rayara to sit atop them.

Experts, however, sharply question the Borges family’s efforts.

“It’s crazy,” said Patty Finch, executive director of the Washington-based Global Federation of Animal Sanctuaries. “It’s a very dangerous situation, especially if there are young children around, they easily trigger a tiger’s hunting instinct.”

Finch said that “you will see people sometimes get lucky for a while, but sooner or later an accident is going to happen. You never know what’s going to set these animals off because they’re wild.”

Instead of promoting the animal’s welfare, Finch said the Borges have done the opposite.

“Breeding in captivity doesn’t help conserve the tigers unless they’re bred in their native habitat and there is a plan to release them,” she said. “They can’t get habituated to people. They’re condemning these tigers to a life of captivity.”

Upkeep for the tigers and lions costs about $9,000 per month. Borges pays for it by renting the tigers out for movie and commercial shoots, charging $9,000 a day, and with the money he makes in running a dog kennel within his compound.

Inside a high fenced-in area where the tigers now sleep, Borges roughhoused with the animals, playfully slapping one on the flank and then leapt atop him, holding onto the animal’s fur with both fists and grinning widely as the cat growled.

“My father would die or kill himself if these tigers are taken away,” Uyara said. “They’re everything to us, they’re my brothers. We’ve lived with them day and night for eight years.”

Associated Press writers Stan Lehman in Sao Paulo and Bradley Brooks in Rio de Janeiro contributed to this report

Copyright 2013 The Associated Press. All rights reserved. This material may not be published, broadcast, rewritten or redistributed.

The Emergence of Multispecies Ethnography (Cultural Anthropology)

Abstract

June 14, 2010

A Special Issue of Cultural Anthropology

Edited by Eben Kirksey and Stefan Helmreich

In the November 2010 issue of Cultural Anthropology, Eben Kirksey and Stefan Helmreich explore how creatures previously appearing on the margins of anthropology — as part of the landscape, as food for humans, as symbols — have been pressed into the foreground in recent ethnographies.  Multispecies ethnographers are studying the host of organisms whose lives and deaths are linked to human social worlds. A project allied with Eduardo Kohn’s “anthropology of life”—“an anthropology that is not just confined to the human but is concerned with the effects of our entanglements with other kinds of living selves” (2007:4)—multispecies ethnography centers on how a multitude of organisms’ livelihoods shape and are shaped by political, economic, and cultural forces.

“Becomings”—new kinds of relations emerging from nonhierarchical alliances, symbiotic attachments, and the mingling of creative agents (cf. Deleuze and Guattari 1987:241–242)—abound in this chronicle of the emergence of multispecies ethnography, and in the essays in this collection.“The idea of becoming transforms types into events, objects into actions,” writes contributor Celia Lowe.

The work of Donna Haraway also provides one key starting point for the “species turn” in anthropology: “If we appreciate the foolishness of human exceptionalism,” she writes in When Species Meet, “then we know that becoming is always becoming with—in a contact zone where the outcome, where who is in the world, is at stake” (2008:244).

Anna Tsing’s scholarship also provides a charter for multispecies ethnographers.  In an forthcoming essay, “Unruly Edges: Mushrooms as Companion Species”, she suggests that “human nature is an interspecies relationship” (Tsing n.d.; see Haraway 2008:19).  Displacing studies of animal behavior used by social conservatives and sociobiologists to naturalize autocratic and militaristic ideologies, Tsing began studying mushrooms to imagine a human nature that shifted historically along with varied webs of interspecies dependence. Searching familiar places in the parklands of northern California for mushrooms—looking for the orange folds of chanterelles or the warm muffins of king boletes—she discovered a world of mutually flourishing companions. Aspiring to mimic the “mycorrhizal sociality” of mushrooms, Tsing formed the Matsutake Worlds Research Group—an ethnographic research team centered on matsutake, an aromatic gourmet mushroom in the genus Tricholoma, a “species cluster.” Following the matsutake mushroom through commodity chains in Europe, North America, and East Asia, this group has experimented with new modes of collaborative ethnographic research while studying scale-making and multispecies relations.

Multispecies ethnography has emerged with the activity of a swarm, a network with no center to dictate order, populated by “a multitude of different creative agents” (Hardt and Negri 2005:92). The Multispecies Salon — a series of panels, round tables, and events in art galleries held at the annual meetings of the American Anthropological Association (in 2006 and 2008) — was one place, among many others, where this swarm alighted. In November the Multispecies Salon will travel to New Orleans.  Here, at the 2010 AAA meetings, a lively group of interlocutors—wild artists and para-ethnographers—will come together to discuss the multispecies zeitgeist that is sweeping the social sciences and the humanities.

 

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Eben Kirksey, “Untitled.” April 6, 2010.

 

The “Twins,” a chimerical pair of grubs with wings, graces the cover of the November 2010 issue of Cultural Anthropology. This ceramic piece was created by Marnia Johnston, who joined Eben Kirksey in curating the Multispecies Salon.  Only adult insects have wings. Their juvenile forms, larvae, do not. “Humans are acquiring adult characteristics, such as breasts, at an early age,” Johnston told us. “Endocrine disrupting chemicals, like Bovine Growth Hormone,” she continued, “are working on the bodies of humans and multiple other species. I want people to think about how our chemical dependencies change us and the world we live in.”

Questions for Classroom Discussion

1. What were the Science Wars?  What distinguishes emerging conversations about nature and culture in anthropology from this earlier historical moment?

2. What does anthropos mean?  As the facts of life are being remade by the biosciences, what is anthropos becoming?

3. In the Anthropocene, a new epoch in Earth’s history, are there elements of nature that exist outside of culture?

About the Authors

Eben Kirksey is a cultural anthropologist at the CUNY Graduate Center who studies the political dimensions of imagination as well as the interplay of natural and cultural history.  As a graduate student at the University of Oxford, and UC Santa Cruz, he published four articles in peer-reviewed journals and two chapters in edited books on these themes.  His doctoral dissertation and first book, “Freedom in Entangled Worlds”, is about an indigenous political movement in West Papua, the half of New Guinea under Indonesian control (forthcoming 2011).  As a National Science Foundation Postdoctoral Fellow (2008-2010), he conducted an ethnography of place at multiple biological research stations in Latin America.  Following the movement of people and organisms—across national borders and through a fragmented landscape—he studied oblique powers at play in global assemblages.

Stefan Helmreich has worked as a Postdoctoral Associate in Science and Technology Studies at Cornell University, an External Faculty Fellow at the Center for the Critical Analysis of Contemporary Culture at Rutgers University, and as Assistant Professor of Science and Society at New York University. The National Science Foundation and the Wenner-Gren Foundation have funded his research. Helmreich’s research examines the works and lives of contemporary biologists puzzling through the conceptual boundaries of “life” as a category of analysis. He has written extensively on Artificial Life, most notably in Silicon Second Nature: Culturing Artificial Life in a Digital World (University of California Press, 1998), which in 2001 won the Diana Forsythe Book Prize from the American Anthropological Association. His latest book, Alien Ocean: Anthropological Voyages in Microbial Seas (University of California Press, 2009), is a study of marine biologists working in realms usually out of sight and reach: the microscopic world, the deep sea, and oceans outside national sovereignty.

The Multispecies Salon 3: SWARM

An Innovent panel at the AAA Meeting in New Orleans

Get Involved: CFP

Call for Papers: from Deborah Bird Rose and Thom van Dooren

Editors’ Footnotes

Cultural Anthropology has published a number of essay that map new directions in anthropology, including George Marcus’s “The End(s) of Ethnography: Social/Cultural Anthropology’s Signature Form of Producing Knowledge in Transition” (2008); Michael M. J. Fischer’s “Four Genealogies for a Recombinant Anthropology of Science and Technology” (2007); Daniel Segal’s “Editor’s Note: On Anthropology and/in/of Science”(2001); and Gary Lee Downey, Joseph Dumit, and Sarah Williams’s “Cyborg Anthropology” (1995).

Cultural Anthropology has also published essays on art and/as cultural analysis. See Kenneth George’s “Ethics, Iconoclasm, and Qur’anic Art in Indonesia” (2009), and Liam Buckley’s “Objects of Love and Decay: Colonial Photographs in a Postcolonial Archive” (2005).

Dolphins gain unprecedented protection in India (Deutsche Welle)

delfin en acrobacia © davidpitu #28124646

BIODIVERSITY
Date 24.05.2013
Author Saroja Coelho

India has officially recognized dolphins as non-human persons, whose rights to life and liberty must be respected. Dolphin parks that were being built across the country will instead be shut down.

India’s Ministry of Environment and Forests has advised state governments to ban dolphinariums and other commercial entertainment that involves the capture and confinement of cetacean species such as orcas and bottlenose dolphins. In a statement, the government said research had clearly established cetaceans are highly intelligent and sensitive, and that dolphins “should be seen as ‘non-human persons’ and as such should have their own specific rights.”

The move comes after weeks of protest against a dolphin park in the state of Kerala and several other marine mammal entertainment facilities which were to be built this year. Animal welfare advocates welcomed the decision.

“This opens up a whole new discourse of ethics in the animal protection movement in India,” said Puja Mitra from the Federation of Indian Animal Protection Organizations (FIAPO). Mitra is a leading voice in the Indian movement to end dolphin captivity.

Kasatka the killer whale performs during SeaWorld's Shamu show, Thursday, Nov. 30, 2006, in San Diego. Trainer Ken Peters remains hospitalized after suffering a broken foot when Kasatka dragged him underwater twice during a show on Wednesday. (ddp images/AP Photo/Chris Park)Indian officials say it is morally unacceptable to exploit cetaceans in commercial entertainment

“The scientific evidence we provided during the campaign talked about cetacean intelligence and introduced the concept of non-human persons,” she said in an interview with DW.

Indiais the fourth country in the world to ban the capture and import of cetaceans for the purpose of commercial entertainment – along with Costa Rica, Hungary, and Chile.

Dolphins are persons, not performers

The movement to recognize whale and dolphins as individuals with self-awareness and a set of rights gained momentum three years ago in Helsinki, Finland when scientists and ethicists drafted a Declaration of Rights for Cetaceans. “We affirm that all cetaceans as persons have the right to life, liberty and well-being,” they wrote.

epa02917339 An undated handout picture provided by Monash University on 15 September 2011 of a new species of dolphins in Victoria's Port Phillip Bay, Australia. The new species, Tursiops Australis, which can also be found at Gippsland Lake, have a small population of 150 and were originally thought to be one of the two existing bottlenose dolphin species. EPA/MONASH UNIVERSITY / HO AUSTRALIA AND NEW ZEALAND OUT HANDOUT EDITORIAL USE ONLY +++(c) dpa - Bildfunk+++Dolphins are naturally playful and curious, which has made them popular with aqurium visitors

The signatories included leading marine scientist Lori Marino who produced evidence that cetaceans have large, complex brains especially in areas involved in communication and cognition. Her work has shown that dolphins have a level of self-awareness similar to that of human beings. Dolphins can recognize their own reflection, use tools and understand abstract concepts. They develop unique signature whistles allowing friends and family members to recognize them, similar to the way human beings use names.

“They share intimate, close bonds with their family groups. They have their own culture, their own hunting practices – even variations in the way they communicate,” said FIAPO’s Puja Mitra.

But it is precisely this ability to learn tricks and charm audiences that have made whales and dolphins a favorite in aquatic entertainment programs around the world.

Seaworld slaughter

Disposable personal income has increased in India and there is a growing market for entertainment. Dolphin park proposals were being considered in Delhi, Kochi and Mumbai.

Lahore, PAKISTAN: Pakistani cinema goers queue for tickets for the Indian classic movie Mughal-e-Azam outside the Gulistan Cinema in Lahore, 23 April 2006. The forbidden love of Pakistanis for Indian movies was allowed into the open on 23 April with the public screening of a 1960 classic beloved on both sides of the border. AFP PHOTO/Arif ALI (Photo credit should read Arif Ali/AFP/Getty Images) India’s growing middle class is hungry for entertainment

“There’s nothing like having a few animals on display, particularly ones that are so sensitive and intelligent as these dolphins,” said Belinda Wright from the Wildlife Protection Society of India in an interview with DW. “It’s a good money making proposition.”

But audiences are usually oblivious to the documented suffering of these marine performers.

“The majority of dolphins and whales in captivity have been sourced through wild captures in Japan, in Taiji, in the Caribbean, in the Solomon Islands and parts of Russia. These captures are very violent,” Mitra explained.

“They drive groups of dolphins into shallow bay areas where young females whose bodies are unmarked and are thought to be suitable for display are removed. The rest are often slaughtered.”

Mitra argued that the experience of captivity is tantamount to torture. She explained that orcas and other dolphins navigate by using sonar signals, but in tanks, the reverberations bounce off the walls, causing them “immense distress”. She described dolphins banging their heads on the walls and orcas wearing away their teeth as they pull at bars and bite walls.

Tanks terminated

In response to the new ban, the Greater Cochin Development Authority (CGDA) told DW that it has withdrawn licenses for a dolphin park in the city of Kochi, where there have been massive animal rights demonstrations in recent months.

epa03452781 A beluga whale passes by young visitors in the Cold Water Quest exhibit at the Georgia Aquarium in Atlanta, Georgia, USA, 30 October 2012. The Georgia Aquarium, which opened in 2005, features more than 10 million gallons of water and over 60 different exhibits. EPA/ERIK S. LESSER<br />

Will the ban on captive dolphin exploitation lead to more protection for other highly intelligent non-humans?

“It is illegal now,” said N. Venugopal, who heads the CGDA. “It is over. We will not allow it anymore.”

He said the government hadn’t lost money on the development but declined to comment on how much the dolphin park was worth.

Boost for Ganges River dolphin

It’s possible that India’s new ban on cetacean captivity will lead to renewed interest in protecting the country’s own Ganges River dolphin.

“I hope this will put some energy into India’s Action Plan for the Gangetic Dolphin, which is supposed to run until 2020,” said Belinda Wright from the Wildlife Protection Society of India. “But there’s been very little action.

She said the ban was a good first stop, but warned against excessive optimism. “I’m very proud that India has done this,” she said. “I’m not trying to be cynical but I have been a conservationist in India for four decades. One gets thrilled with the wording, but I don’t think it’s going to turn to the tables.”

“But dolphins for now are safe from dolphinariums, and that’s a good thing,” she added.

Social Animals Have More Social Smarts (Science Daily)

June 26, 2013 — Lemurs from species that hang out in big tribes are more likely to steal food behind your back instead of in front of your face.

In a series of stills taken from videotaped experiments, Duke undergraduates Joel Bray (left) and Aaron Sandel test a ringtailed lemur’s (Lemur catta) willingness to take food from a watched or unwatched plate. (Credit: Evan MacLean, Duke)

This behavior suggests that primates who live in larger social groups tend to have more “social intelligence,” a new study shows. The results appear June 27 in PLOS ONE.

A Duke University experiment tested whether living in larger social networks directly relates to higher social abilities in animals. Working with six different species of lemurs living at the Duke Lemur Center, a team of undergraduate researchers tested 60 individuals to see if they would be more likely to steal a piece of food if a human wasn’t watching them.

In one test, a pair of human testers sat with two plates of food. One person faced the plate and the lemur entering the room, the other had his or her back turned. In a second, testers sat in profile, facing toward or away from the plate. In a third, they wore a black band either over their eyes or over their mouths and both faced the plates and lemurs.

As the lemurs jumped onto the table where the plates were and decided which bit of food to grab, the ones from large social groups, like the ringtailed lemur (Lemur catta), were evidently more sensitive to social cues that a person might be watching, said Evan MacLean, a research scientist in the Department Of Evolutionary Anthropology who led the research team. Lemurs from small-group species, like the mongoose lemur (Eulemur mongoz), were less sensitive to the humans’ orientation.

Few of the lemurs apparently understood the significance of a blindfold.

The work is the first to test the relationship between group size and social intelligence across multiple species. The findings support the “social intelligence hypothesis,” which suggests that living in large social networks drove the evolution of complex social cognition in primates, including humans, MacLean said.

Behavioral experiments are critical to test the idea because assumptions about intelligence based solely on brain size may not hold up, he said. Indeed, this study found that some lemur species had evolved more social smarts without increasing the size of their brains.

Journal Reference:

  1. Evan L. MacLean, Aaron A. Sandel, Joel Bray, Ricki E. Oldenkamp, Rachna B. Reddy, Brian A. Hare. Group Size Predicts Social but Not Nonsocial Cognition in Lemurs.PLoS ONE, 2013; 8 (6): e66359 DOI:10.1371/journal.pone.0066359

Robo-Pets May Contribute to Quality of Life for Those With Dementia (Science Daily)

June 24, 2013 — Robotic animals can help to improve the quality of life for people with dementia, according to new research.

Professor Glenda Cook with PARO seal Glenda Cook with PARO seal. (Credit: Image courtesy of Northumbria University)

A study has found that interacting with a therapeutic robot companion made people with mid- to late-stage dementia less anxious and also had a positive influence on their quality of life.

The pilot study, a collaboration led by Professor Wendy Moyle from Griffith University, Australia and involving Northumbria University’s Professor Glenda Cook and researchers from institutions in Germany, investigated the effect of interacting with PARO — a robotic harp seal — compared with participation in a reading group. The study built on Professor Cook’s previous ethnographic work carried out in care homes in North East England.

PARO is fitted with artificial intelligence software and tactile sensors that allow it to respond to touch and sound. It can show emotions such as surprise, happiness and anger, can learn its own name and learns to respond to words that its owner uses frequently.

Eighteen participants, living in a residential aged care facility in Queensland, Australia, took part in activities with PARO for five weeks and also participated in a control reading group activity for the same period. Following both trial periods the impact was assessed, using recognised clinical dementia measurements, for how the activities had influenced the participants’ quality of life, tendency to wander, level of apathy, levels of depression and anxiety ratings.

The findings indicated that the robots had a positive, clinically meaningful influence on quality of life, increased levels of pleasure and also reduced displays of anxiety.

Research has already shown that interaction with animals can have a beneficial effect on older adults, increasing their social behaviour and verbal interaction and decreasing feelings of loneliness. However, the presence of animals in residential care home settings can place residents at risk of infection or injury and create additional duties for nursing staff.

This latest study suggests that PARO companions elicit a similar response and could potentially be used in residential settings to help reduce some of the symptoms — such as agitation, aggression, isolation and loneliness — of dementia.

Prof Cook, Professor of Nursing at Northumbria University, said: “Our study provides important preliminary support for the idea that robots may present a supplement to activities currently in use and could enhance the life of older adults as therapeutic companions and, in particular, for those with moderate or severe cognitive impairment.

“There is a need for further research, with a larger sample size, and an argument for investing in interventions such as PARO robots which may reduce dementia-related behaviours that make the provision of care challenging as well as costly due to increased use of staff resources and pharmaceutical treatment.”

The researchers of the pilot study have identified the need to undertake a larger trial in order to increase the data available. Future studies will also compare the effect of the robot companions with live animals.

Journal Reference:

  1. Wendy Moyle, Marie Cooke, Elizabeth Beattie, Cindy Jones, Barbara Klein, Glenda Cook, Chrystal Gray. Exploring the Effect of Companion Robots on Emotional Expression in Older Adults with Dementia: A Pilot Randomized Controlled TrialJournal of Gerontological Nursing, 2013; 39 (5): 46 DOI: 10.3928/00989134-20130313-03

Social Networks Could Help Prevent Disease Outbreaks in Endangered Chimpanzees (Science Daily)

June 5, 2013 — Many think of social networks in terms of Facebook friends and Twitter followers, but for recent University of Georgia doctoral graduate Julie Rushmore, social networks are tools in the fight against infectious diseases.

Two adult males in the Kanyawara chimpanzee community rest in Kibale National Park, Uganda. (Credit: Julie Rushmore/UGA)

Rushmore, who completed her doctorate in the Odum School of Ecology in May, analyzed the social networks of wild chimpanzees to determine which individuals were most likely to contract and spread pathogens. Her findings, published in the Journal of Animal Ecology on June 5, could help wildlife managers target their efforts to prevent outbreaks and potentially help public health officials prevent disease in human populations as well.

Effective disease intervention for this species is important for a number of reasons. Wild chimpanzees are highly endangered, and diseases — including some that also infect humans — are among the most serious threats to their survival. And due to habitat loss, chimpanzees increasingly overlap with human populations, so disease outbreaks could spread to people and livestock, and vice versa.

Disease prevention in wildlife is logistically challenging, and resources are scarce, Rushmore explained. Even when vaccines are available, it is impractical to vaccinate every individual in a wildlife population. She and her colleagues decided to use social network analysis to pinpoint individuals most important in disease transmission.

“Modeling studies in humans have shown that targeting central individuals for vaccination is significantly more effective than randomly vaccinating,” Rushmore said. “There have been a few social network studies in wildlife systems — bees, lions, meerkats, lizards and giraffes — but this is the first paper to map out social networks in the context of disease transmission and conservation for wild primates.”

Rushmore observed a community of wild chimpanzees in Kibale National Park in Uganda, recording the interactions of individuals and family groups over a nine-month period to determine which individuals — and which types of individuals — were most central.

“Chimpanzees are ideal for this study because to collect this observational behavioral data, you don’t need to collar them or use any invasive methods. You can essentially just observe chimpanzees in their natural environment and identify them individually based on their facial features,” she said.

Rushmore collected information about the traits of individual chimpanzees including age, sex, rank and family size. Rank for adult males was based on dominance, while for adult females and juveniles it was based on location: Those that lived and foraged in the interior of the community’s territory were considered of higher rank than those that roamed its edges.

From December 2009 to August 2010, Rushmore recorded the interactions of chimpanzees in the community at 15-minute intervals between 6 a.m. and 7:30 p.m., four to six days per week. She mapped her observations onto a diagram showing how often each individual associated with the others.

This analysis revealed that the most central figures in the network turned out to be high-ranking mothers and juveniles with large families. “They form nursing parties — essentially like day care — where several families will hang out together,” she said. “In that way they become quite central because they have contact with a large portion of the community.”

Second in centrality were the high-ranking males.

“There are many studies in humans, and at least one in chimpanzees, showing that from an immunological perspective, juveniles and children are really important for maintaining diseases in populations through play and things like that,” she said.

“In addition, high-ranking male chimpanzees are often immunosuppressed because they have high levels of testosterone and have been shown to have higher rates of parasitism. So it seems that in addition to being central to the network, the juveniles and the high-ranking males in particular could also have lower immunity than other individuals, which might help facilitate them acquiring and transmitting pathogens.”

Rushmore’s findings have implications for disease prevention beyond chimpanzees.

“This work can easily be applied to other systems,” she said. “You could use similar methods to identify which traits are predictive of centrality. The theme that would carry over from our findings is that these central individuals are likely important to target for vaccination or treatment.”

Rushmore and her colleagues are continuing their research into social networks and disease. They currently are using infectious disease models to simulate outbreaks on these networks and to develop targeted pathogen interventions.

“Ultimately, we want to develop vaccination strategies that could both prevent large outbreaks and lower the number of animals requiring vaccination,” Rushmore said.

The study’s co-authors were Damien Caillaud of the Dian Fossey Gorilla Fund International and the University of Texas at Austin, Leopold Matamba of the UGA department of mathematics, Rebecca M. Stumpf of the University of Illinois at Urbana-Champaign, Stephen P. Borgatti of the University of Kentucky and Sonia Altizer of the UGA Odum School of Ecology.

Journal Reference:

  1. Julie Rushmore, Damien Caillaud, Leopold Matamba, Rebecca M. Stumpf, Stephen P. Borgatti, Sonia Altizer.Social network analysis of wild chimpanzees provides insights for predicting infectious disease riskJournal of Animal Ecology, 2013; DOI: 10.1111/1365-2656.12088

Chimpanzees Have Five Universal Personality Dimensions (Science Daily)

June 3, 2013 — While psychologists have long debated the core personality dimensions that define humanity, primate researchers have been working to uncover the defining personality traits for humankind’s closest living relative, the chimpanzee. New research, published in the June 3 issue ofAmerican Journal of Primatology provides strong support for the universal existence of five personality dimensions in chimpanzees: reactivity/undependability, dominance, openness, extraversion and agreeableness with a possible sixth factor, methodical, needing further investigation.

Chimpanzee. New research provides strong support for the universal existence of five personality dimensions in chimpanzees: reactivity/undependability, dominance, openness, extraversion and agreeableness with a possible sixth factor, methodical, needing further investigation. (Credit: © anekoho / Fotolia)

“Understanding chimpanzee personality has important theoretical and practical implications,” explained lead author Hani Freeman, postdoctoral fellow with the Lester E. Fisher Center for the Study and Conservation of Apes at Lincoln Park Zoo. “From an academic standpoint, the findings can inform investigations into the evolution of personality. From a practical standpoint, caretakers of chimpanzees living in zoos or elsewhere can now tailor individualized care based on each animal’s personality thereby improving animal welfare.”

The study of chimpanzee personality is not novel; however, according to the authors, previous instruments designed to measure personality left a number of vital questions unanswered.

“Some personality scales used for chimpanzees were originally designed for another species. These ‘top-down’ approaches are susceptible to including traits that are not relevant for chimps, or fail to include all the relevant aspects of chimpanzee personality,” explained Freeman. “Another tactic, called a ‘bottom-up’ approach, derives traits specifically for chimpanzees without taking into account information from previous scales. This approach also has limitations as it impedes comparisons with findings in other studies and other species, which is essential if you want to use research on chimpanzees to better understand the evolution of human personality traits.”

To address the limitations of each approach and gain a better understanding of chimpanzee personality, the authors developed a new personality rating scale that incorporated the strengths of both types of scales. This new scale consisted of 41 behavioral descriptors including boldness, jealousy, friendliness and stinginess amongst others. Seventeen raters who work closely and directly with chimpanzees used the scale to assess 99 chimpanzees in their care at the Michale E. Keeling Center for Comparative Medicine and Research, UT MD Anderson Cancer Center in Bastrop, Texas.

The chimpanzees rated were aged 8 to 48, a majority had been captive born and mother-raised, and all had lived at the facility for at least two years.

To validate their findings, the researchers used two years worth of behavioral data collected on the chimpanzees. As the authors expected, the findings showed the personality ratings were associated with differences in how the chimpanzees behaved. The researchers also showed the raters tended to agree in their independent judgments of chimpanzees’ personalities, suggesting the raters were not merely projecting traits onto the chimpanzees.

Researchers suggest that one benefit to having the chimpanzees rated on the five core personality dimensions is that this information can now be used to make predictions that will help in their management, such as how individual chimpanzees will behave in various social situations. This type of information will help zoos better anticipate certain behaviors from various individuals, and will assist them in providing individualized care.

Journal Reference:

  1. Hani D. Freeman, Sarah F. Brosnan, Lydia M. Hopper, Susan P. Lambeth, Steven J. Schapiro, Samuel D. Gosling.Developing a Comprehensive and Comparative Questionnaire for Measuring Personality in Chimpanzees Using a Simultaneous Top-Down/Bottom-Up DesignAmerican Journal of Primatology, 2013; DOI: 10.1002/ajp.22168

A mulher que encolheu o cérebro humano (O Globo)

Suzana Herculano é a primeira brasileira a falar na prestigiada conferência TED

Ela debaterá o cérebro de 86 bilhões de neurônios (e não 100 bilhões, como se acreditava) e como o homem se diferenciou dos primatas 

Publicado:24/05/13 – 7h00; Atualizado:24/05/13 – 11h41

Suzana Herculano-Houzel, professora do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJFoto: Guito Moreto

Suzana Herculano-Houzel, professora do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ Guito Moreto

Neurocientista da UFRJ, Suzana Herculano-Houzel é a primeira brasileira a participar da TED (Tecnologia, Entretenimento e Design, em português) — prestigiada série de conferências que reúne grandes nomes das mais diversas áreas do conhecimento para debater novas ideias. Suzana falará no dia 12 de junho, sob o tema “Ouça a natureza”, e destacará suas descobertas únicas sobre o cérebro humano.

Sobre o que vai falar na TED?

Vou falar sobre o cérebro humano e mostrar como ele não é um cérebro especial, uma exceção à regra. Nossas pesquisas nos revelaram que se trata apenas de um cérebro de primata grande. O notável é que passamos a ter um cérebro enorme, do tamanho que nenhum outro primata tem, nem os maiores, porque inventamos o cozimento dos alimentos e, com isso, passamos a ter um número enorme de neurônios.

O cozimento foi fundamental para nos tornarmos humanos?

Sim, burlamos a limitação energética imposta pela dieta crua. E a implicação bacana e irônica é que, com isso, conseguimos liberar tempo no cérebro para nos dedicarmos a outras coisas (que não buscar alimentos), como criar a agricultura, as civilizações, a geladeira e a eletricidade. Até o ponto em que conseguir comida cozida e calorias em excesso ficou tão fácil que, agora, temos o problema inverso: estamos comendo demais. Por isso, voltamos à saladinha.

Se alimentarmos orangotangos e gorilas com comida cozida eles serão tão inteligentes quanto nós?

Sim, porque não seriam limitados pelo número reduzido de calorias que conseguem com a comida crua. Claro que nós fizemos uma inovação cultural ao inventar a cozinha. Tem uma diferença entre dar comida cozida para o animal e ele ter o desenvolvimento cultural do cozimento. Mas, ainda assim, se em todas as refeições eles tiverem acesso à comida cozida, daqui a 200 mil ou 300 mil anos eles terão o cérebro maior. Com a alimentação que têm hoje, não é possível terem um cérebro maior dado o corpo grande que têm. É uma coisa ou outra.

Somos especiais?

A gente não é especial coisa alguma. Somos apenas um primata que burlou as regras energéticas e conseguiu botar mais neurônios no cérebro de um jeito que nenhum outro animal conseguiu. Por isso estudamos os outros animais e não o contrário.

Persistem ainda mitos sobre o cérebro? Como o dos 100 bilhões de neurônios, que seus estudos demonstraram que são, na verdade, 86 bilhões?

Sim, eles continuam existindo, mesmo na neurociência. O nosso trabalho já é muito citado como referência. As coisas estão mudando. E o mais legal é que é por conta da ciência tupiniquim, o que eu acho maravilhoso. Mas vemos que é um processo, que ainda tem muita gente que insiste no número antigo.

O novo manual de diagnóstico de doenças mentais dos EUA (que serve de referência para todo o mundo, inclusive para a OMS) foi lançado na semana passada em meio à controvérsia. Especialistas acham que são tantos transtornos que praticamente não resta mais nenhum espaço para a normalidade. Qual a sua opinião?

Acho que essa discussão é muito necessária, justamente para reconhecermos o que são as variações ao redor do normal e quais são os extremos problemáticos e doentios de fato. Então, a discussão é importante, ótima a qualquer momento. Mas acho também que há muita informação errada e sensacionalista circulando, sobretudo sobre o déficit de atenção. As estatísticas variam muito de país para país, às vezes porque varia o número de médicos que reconhece a criança como portadora do distúrbio. E acho que ainda há um problema enorme, um medo enorme do estereótipo da doença mental. Até hoje ainda existe uma resistência louca em ir a um psiquiatra. E acho que, pelo contrário, ganhamos muito reconhecendo que existem transtornos e que eles podem ser tratados.

Ainda há muito estigma?

O maior problema hoje em dia é que é feio ter um distúrbio no cérebro. Perceba que nem estou falando em transtorno mental. Precisar de remédio para o cérebro é terrível. E temos tanto a ganhar reconhecendo os problemas, fazendo os diagnósticos. O cérebro é tão complexo, tem tanta coisa para dar errado, que o espantoso é que não dê problema em todo mundo sempre. Então, acho normal que boa parte da população tenha algum problema, não me espanta nem um pouco. E, uma vez que se reconhece o problema, que se faz o diagnóstico, há a opção de poder tratar. Se dispomos de um tratamento, por que não usar?

O presidente dos EUA, Barack Obama, recentemente anunciou uma inédita iniciativa de reunir pesquisadores dos mais diversos centros para estudar exclusivamente o cérebro. O que podemos esperar de tamanho esforço científico?

Não só o cérebro, mas o cérebro em atividade. Obama quer ir além do que já tinham feito — estudar a função de diferentes áreas — e entender como se conectam, como falam umas com as outras, ter ideia desse funcionamento integrado, dessa interação. Essa é uma das grandes lacunas do conhecimento: entender como as várias partes do cérebro funcionam ao mesmo tempo. Não sabemos como o cérebro funciona como um todo; é uma das fronteiras finais do conhecimento.

Não sabemos como o cérebro funciona?

Como um todo, não. Sabemos o que as partes fazem, mas não sabemos como se dá a conversa entre elas. Não sabemos a origem da consciência, da sensação do “eu estou aqui agora”. Que áreas são fundamentais para isso? É esse tipo de conhecimento que se está buscando, do cérebro funcionando ao vivo e em cores, em tempo real.

O objetivo não é estudar doenças, então?

Não, o grande objetivo é estudar consciência, memória; entender como o cérebro reúne emoção e lógica, coisas que são fruto da ação coordenada de várias partes. Claro que desse conhecimento todo podem surgir implicações para o Alzheimer e outras doenças. Mas, na verdade, falar em doenças é uma roupagem usada pela divulgação do programa para o público assimilar melhor. Existe esse preconceito de que a ciência só vale quando resolve uma doença.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/ciencia/a-mulher-que-encolheu-cerebro-humano-8482825#ixzz2UFWUvdYn © 1996 – 2013. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

Tamed fox shows domestication’s effects on the brain (Science News)

Gene activity changes accompany doglike behavior

By Tina Hesman Saey

Web edition: May 15, 2013

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Taming silver foxes (shown) alters their behavior. A new study links those behavior changes to changes in brain chemicals. Tom Reichner/Shutterstock

COLD SPRING HARBOR, N.Y. – Taming foxes changes not only the animals’ behavior but also their brain chemistry, a new study shows.

The finding could shed light on how the foxes’ genetic cousins, wolves, morphed into man’s best friend. Lenore Pipes of Cornell University presented the results May 10 at the Biology of Genomes conference.

The foxes she worked with come from a long line started in 1959 when a Russian scientist named Dmitry Belyaev attempted to recreate dog domestication, but using foxes instead of wolves. He bred silver foxes (Vulpes vulpes), which are actually a type of red fox with white-tipped black fur. Belyaev and his colleagues selected the least aggressive animals they could find at local fox farms and bred them. Each generation, the scientists picked the tamest animals to mate, creating ever friendlier foxes. Now, more than 50 years later, the foxes act like dogs, wagging their tails, jumping with excitement and leaping into the arms of caregivers for caresses.

At the same time, the scientists also bred the most aggressive foxes on the farms. The descendents of those foxes crouch, flatten their ears, growl, bare their teeth and lunge at people who approach their cages.

The foxes’ tame and aggressive behaviors are rooted in genetics, but scientists have not found DNA changes that account for the differences. Rather than search for changes in genes themselves, Pipes and her colleagues took an indirect approach, looking for differences in the activity of genes in the foxes’ brains.

The team collected two brain parts, the prefrontal cortex and amygdala, from a dozen aggressive foxes and a dozen tame ones. The prefrontal cortex, an area at the front of the brain, is involved in decision making and in controlling social behavior, among other tasks. The amygdala, a pair of almond-size regions on either side of the brain, helps process emotional information.

Pipes found that the activity of hundreds of genes in the two brain regions differed between the groups of affable and hostile foxes. For example, aggressive animals had increased activity of some genes for sensing dopamine. Pipes speculated that tame animals’ lower levels of dopamine sensors might make them less anxious.

The team had expected to find changes in many genes involved in serotonin signaling, a process targeted by some popular antidepressants such as Prozac. Tame foxes are known to have more serotonin in their brains. But only one gene for sensing serotonin had higher activity in the friendly animals.

In a different sort of analysis, Pipes discovered that all aggressive foxes carry one form of the GRM3 glutamate receptor gene, while a majority of the friendly foxes have a different variant of the gene. In people, genetic variants of GRM3 have been linked to schizophrenia, bipolar disorder and other mood disorders. Other genes involved in transmitting glutamate signals, which help regulate mood, had increased activity in tame foxes, Pipes said.

It is not clear whether similar brain chemical changes accompanied the transformation of wolves into dogs, said Adam Freedman, an evolutionary biologist at Harvard University. Even if dogs and wolves now have differing brain chemical levels, researchers can’t turn back time to watch the process unfold; they can only guess at how domestication happened. “We have to reconstruct an unobservable series of steps,” he said. Pipes’ study is an interesting example of what might have happened to dogs’ brains during domestication, he said.

Convívio entre homens e cães criou semelhanças genéticas (O Globo)

Amigos há 32 mil anos, a milenar relação entre as duas espécies tem estudo apresentado por zoólogos chineses 

ROBERTA JANSEN

Publicado:17/05/13 – 6h00; Atualizado:17/05/13 – 6h00

<br />Amizade milenar . Um homem e seu cachorro: novo estudo revela que relação já dura 32 mil anos e funciona tão bem porque evoluiu de forma compartilhada<br />Foto: John Hart / APAmizade milenar . Um homem e seu cachorro: novo estudo revela que relação já dura 32 mil anos e funciona tão bem porque evoluiu de forma compartilhada John Hart / AP

RIO- Cachorros podem, de fato, ser os melhores amigos do homem porque compartilham uma história evolutiva em comum muito mais longa do que se imaginava. Estudo publicado esta semana na “Nature Communications” revelou que os cães teriam sido domesticados há 32 mil anos — quase o dobro do que se acreditava. Esta duradoura e intensa relação teria, inclusive, um impacto na genética dos animais e dos homens, que foi ficando parecida em alguns aspectos. Na verdade, conclui o estudo, os cães se auto-domesticaram para serem mais aceitos pelos humanos que, por sua vez, também se adaptaram aos animais.

Um grupo de pesquisadores do Instituto de Zoologia da China, coordenados por Ya-Ping Zhang, obteve o genoma completo de quatro lobos cinzentos de diferentes pontos da Ásia e da Europa, três cachorros nativos do sudoeste da China, e três representantes de raças atuais. Geneticistas confirmaram que os cães nativos da China representam o primeiro estágio da domesticação canina — o genoma deles traz informação sobre a transição de lobos para os cachorros ancestrais, tornando-os uma espécie de “elo perdido” da domesticação.

Os lobos se auto-domesticaram

A equipe descobriu também que os lobos apresentam a maior diversidade genética, enquanto que os cachorros modernos ficam com a menor. Analisando a quantidade de mutações, os especialistas conseguiram estabelecer que a separação entre lobos e cães nativos chineses ocorreu na Ásia, há 32 mil anos.

Diferentemente do que se imaginava, dizem os cientistas, os homens não adotaram filhotes de lobos. Teria sido bem o oposto disso.

O processo provavelmente começou com os lobos que rondavam em torno de populações humanas de caçadores-coletores em busca de restos de alimento e carcaças, num processo que os pesquisadores chamam de auto-domesticação.

— A hipótese mais interessante levantada por essa pesquisa é a auto-domesticação — afirmou Zhang em entrevista. — De acordo com essa hipótese, os primeiros lobos teriam sido atraídos para viver e caçar com os humanos. E com sucessivas mudanças adaptativas, esses animais se tornaram progressivamente mais propensos a viver com os homens.

Nesta situação, os lobos mais agressivos teriam se saído muito mal, porque a tendência seria que fossem mortos pelos homens. Os animais mais mansos, no entanto, teriam se adaptado melhor e se multiplicado. Ou seja, os lobos se auto-domesticaram.

A pesquisa conseguiu estabelecer que a domesticação impôs uma determinante força seletiva nos genes envolvidos na digestão e no metabolismo — provavelmente por conta da mudança de uma dieta estritamente carnívora para uma onívora.

Os genes que governam processos neurológicos complexos também sofreram tal pressão, sobretudo devido à necessidade de redução da agressão e do aumento de complexos processos de interação com os seres humanos.

Curiosamente, o grupo descobriu que a contraparte humana de diversos desses genes, particularmente aqueles envolvidos nos processos neurológicos, também sofreram uma forte pressão seletiva ao longo do tempo, refletindo os fatores ambientais similares vivenciados por homens e cachorros ao longo de milhares de anos de uma relação tão próxima.

Mais dóceis e mansos

Alguns dos genes estão associados a doenças similares no homem e no cão. Outros são ativos na região do córtex pré-frontal, onde os mamíferos tomam decisões sobre o comportamento. Alguns genes estão envolvidos no maior número de conexões entre os neurônios. Um gene em particular, o SLC6A4, é responsável pela codificação da proteína que transporta o neurotransmissor serotonina.

— Outros estudos já haviam revelado que o gene é relacionado ao comportamento agressivo e ao transtorno obsessivo-compulsivo não apenas em homens mas também em cachorros — afirmou Zhang.

Mudança semelhante foi também constatada nos homens — indicando que nós também tivemos que nos tornar menos agressivos para tolerar os outros e viver bem em grupos.

Para o cientista, o estudo da base genética de diversas doenças em cães pode ajudar na compreensão de doenças similares em humanos.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/ciencia/convivio-entre-homens-caes-criou-semelhancas-geneticas-8415160#ixzz2TluyW7T9 © 1996 – 2013. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

Monkey Math: Baboons Show Brain’s Ability to Understand Numbers (Science Daily)

May 3, 2013 — Opposing thumbs, expressive faces, complex social systems: it’s hard to miss the similarities between apes and humans. Now a new study with a troop of zoo baboons and lots of peanuts shows that a less obvious trait — the ability to understand numbers — also is shared by humans and their primate cousins.

Sabina, an olive baboon at the Seneca Park Zoo in Rochester, N.Y., participates in a University of Rochester study led by cognitive scientist Jessica Cantlon. (Credit: J. Adam Fenster, University of Rochester)

“The human capacity for complex symbolic math is clearly unique to our species,” says co-author Jessica Cantlon, assistant professor of brain and cognitive sciences at the University of Rochester. “But where did this numeric prowess come from? In this study we’ve shown that non-human primates also possess basic quantitative abilities. In fact, non-human primates can be as accurate at discriminating between different quantities as a human child.”

“This tells us that non-human primates have in common with humans a fundamental ability to make approximate quantity judgments,” says Cantlon. “Humans build on this talent by learning number words and developing a linguistic system of numbers, but in the absence of language and counting, complex math abilities do still exist.”

Cantlon, her research assistant Allison Barnard, postdoctoral fellow Kelly Hughes, and other colleagues at the University of Rochester and the Seneca Park Zoo in Rochester, N.Y., reported their findings online May 2 in the open-access journal Frontiers in Comparative Psychology. The study tracked eight olive baboons, ages 4 to 14, in 54 separate trials of guess-which-cup-has-the-most-treats. Researchers placed one to eight peanuts into each of two cups, varying the numbers in each container. The baboons received all the peanuts in the cup they chose, whether it was the cup with the most goodies or not. The baboons guessed the larger quantity roughly 75 percent of the time on easy pairs when the relative difference between the quantities was large, for example two versus seven. But when the ratios were more difficult to discriminate, say six versus seven, their accuracy fell to 55 percent.

That pattern, argue the authors, helps to resolve a standing question about how animals understand quantity. Scientists have speculated that animals may use two different systems for evaluating numbers: one based on keeping track of discrete objects — a skill known to be limited to about three items at a time — and a second approach based on comparing the approximate differences between counts.

The baboons’ choices, conclude the authors, clearly relied on this latter “more than” or “less than” cognitive approach, known as the analog system. The baboons were able to consistently discriminate pairs with numbers larger than three as long as the relative difference between the peanuts in each cup was large. Research has shown that children who have not yet learned to count also depend on such comparisons to discriminate between number groups, as do human adults when they are required to quickly estimate quantity. Studies with other animals, including birds, lemurs, chimpanzees, and even fish, have also revealed a similar ability to estimate relative quantity, but scientists have been wary of the findings because much of this research is limited to animals trained extensively in experimental procedures. The concern is that the results could reflect more about the experimenters than about the innate ability of the animals.

“We want to make sure we are not creating a ‘Clever Hans effect,'” cautions Cantlon, referring to the horse whose alleged aptitude for math was shown to rest instead on the ability to read the unintentional body language of his human trainer. To rule out such influence, the study relied on zoo baboons with no prior exposure to experimental procedures. Additionally, a control condition tested for human bias by using two experimenters — each blind to the contents of the other cup — and found that the choice patterns remained unchanged.

A final experiment tested two baboons over 130 more trials. The monkeys showed little improvement in their choice rate, indicating that learning did not play a significant role in understanding quantity.

“What’s surprising is that without any prior training, these animals have the ability to solve numerical problems,” says Cantlon. The results indicate that baboons not only use comparisons to understand numbers, but that these abilities occur naturally and in the wild, the authors conclude.

Finding a functioning baboon troop for cognitive research was serendipitous, explains study co-author Jenna Bovee, the elephant handler at the Seneca Park Zoo who is also the primary keeper for the baboons. The African monkeys are hierarchical, with an alpha male at the top of the social ladder and lots of jockeying for status among the other members of the group. Many zoos have to separate baboons that don’t get along, leaving only a handful of zoos with functioning troops, Bovee explained.

Involvement in this study and ongoing research has been enriching for the 12-member troop, she said, noting that several baboons participate in research tasks about three days a week. “They enjoy it,” she says. “We never have to force them to participate. If they don’t want to do it that day, no big deal.

“It stimulates our animals in a new way that we hadn’t thought of before,” Bovee adds. “It kind of breaks up their routine during the day, gets them thinking. It gives them time by themselves to get the attention focused on them for once. And it reduces fighting among the troop. So it’s good for everybody.”

The zoo has actually adapted some of the research techniques, like a matching game with a touch-screen computer that dispenses treats, and taken it to the orangutans. “They’re using an iPad,” she says.

She also enjoys documenting the intelligence of her charges. “A lot of people don’t realize how smart these animals are. Baboons can show you that five is more than two. That’s as accurate as a typical three year old, so you have to give them that credit.”

Cantlon extends those insights to young children: “In the same way that we underestimate the cognitive abilities of non-human animals, we sometimes underestimate the cognitive abilities of preverbal children. There are quantitative abilities that exist in children prior to formal schooling or even being able to use language.”

Other University of Rochester co-authors on the study include Regina Gerhardt, an undergraduate student in brain and cognitive sciences, and Louis DiVincenti, a veterinarian and senior instructor in comparative medicine. This research was supported by the James S. McDonnell Foundation.

Journal Reference:
  1. Allison M. Barnard, Kelly D. Hughes, Regina R. Gerhardt, Louis DiVincenti, Jenna M. Bovee and Jessica F. Cantlon.Inherently Analog Quantity Representations in Olive Baboons (Papio anubis)Frontiers in Comparative Psychology, 2013 DOI: 10.3389/fpsyg.2013.00253

Young Children Have Grammar and Chimpanzees Don’t (Science Daily)

Apr. 10, 2013 — A new study from the University of Pennsylvania has shown that children as young as 2 understand basic grammar rules when they first learn to speak and are not simply imitating adults.

Nim Chimpsky. (Credit: Image courtesy of Herbert Terrace, who began Project Nim in the early 1970s)

The study also applied the same statistical analysis on data from one of the most famous animal language-acquisition experiments — Project Nim — and showed that Nim Chimpsky, a chimpanzee who was taught sign language over the course of many years, never grasped rules like those in a 2-year-old’s grammar.

The study was conducted by Charles Yang, a professor of linguistics in the School of Arts and Sciences and of computer science in the School of Engineering and Applied Science. It was published in the Proceedings of the National Academy of Sciences.

Linguists have long debated whether young children actually understand the grammar they are using or are simply memorizing and imitating adults. One of the difficulties in resolving this debate is the inherent limitations of the data; 2-year-old children have very small vocabularies and thus don’t provide many different examples of grammar usage.

“While a child may not say very much, that doesn’t mean that they don’t know anything about language,” Yang said, “Despite the superficial lack of diversity of speech patterns, if you study it carefully and formulate what having a grammar would entail within those limitations, even young children seem very much on target.”

Yang’s approach was to look at one area of grammar that young children do regularly display: article usage, or whether to put “a” or “the” before a noun. He found a sufficient number of examples of article usage in the nine data sets of child speech he analyzed, but there was another challenge in determining if these children understood the grammar rules they were using.

“When children use articles, they’re pretty much error free from day one,” Yang said. “But being error free could mean that they’ve learned the grammar of article usage in English, or they have memorized and are imitating adults who wouldn’t make mistakes either.”

To get around this problem, Yang took advantage of the fact that most nouns can be paired with either the definite or indefinite article to produce a grammatically correct phrase, but the resulting phrases have different meanings and usages. This makes the combinations vary in frequency.

For example, “the bathroom” is a more common phrase than “a bathroom,” while “a bath” is more common than “the bath.” This difference has nothing to do with grammar but rather the frequency with which phrases containing those combinations are used. There are simply more opportunities to use phrases like “I need to go to the bathroom” or “the dog needs a bath” than there are phrases like “there’s a bathroom on the second floor” or “the bath was too cold.”

This means that the likelihood of using a particular article with a given noun is not 50/50; it is weighted toward either “the” or “a.” Such lopsided combination tendencies can be characterized by general statistical laws of language, which Yang used to develop a mathematical model for predicting the expected diversity of noun phrases in a sample of speech.

This model was able to differentiate between the expected diversity if children were using grammar, as compared to if they were simply imitating adults. Due to the differences of these frequencies, an adult might only say “the bathroom” — never saying “a bathroom” — to a child, but that child would still be able to say “a bathroom” if he or she understood the underlying grammar.

“When you compare what children should say if they follow grammar against what children do say, you find it to almost indistinguishable,” Yang said. “If you simulate the expected diversity when a child is only repeating what adults say, it produces a diversity much lower than what children actually say.”

As a comparison, Yang applied the same predictive models to the set of Nim Chimpsky’s signed phrases, the only data set of spontaneous animal language usage publicly available. He found further evidence for what many scientists, including Nim’s own trainers, have contended about Nim: that the sequences of signs Nim put together did not follow from rules like those in human language.

Nim’s signs show significantly lower diversity than what is expected under a systematic grammar and were similar to the level expected with memorization.

This suggests that true language learning is — so far — a uniquely human trait, and that it is present very early in development.

“The idea that children are only imitating adults’ language is very intuitive, so it’s seen a revival over the last few years,” Yang said. “But this is strong statistical evidence in favor of the idea that children actually know a lot about abstract grammar from an early age.”

Journal Reference:

  1. C. Yang. Ontogeny and phylogeny of language.Proceedings of the National Academy of Sciences, 2013; DOI: 10.1073/pnas.1216803110

Monkey Study Reveals Why Middle Managers Suffer the Most Stress (Science Daily)

Apr. 2, 2013 — A study by the universities of Manchester and Liverpool observing monkeys has found that those in the middle hierarchy suffer the most social stress. Their work suggests that the source of this stress is social conflict and may help explain studies in humans that have found that middle managers suffer the most stress at work.

Female Barbary macaques at Trentham Monkey Forest. (Credit: Image courtesy of Manchester University)

Katie Edwards from Liverpool’s Institute of Integrative Biology spent nearly 600 hours watching female Barbary macaques at Trentham Monkey Forest in Staffordshire. Her research involved monitoring a single female over one day, recording all incidents of social behaviour. These included agonistic behaviour like threats, chases and slaps, submissive behaviour like displacing, screaming, grimacing and hind-quarter presentation and affiliative behaviour such as teeth chatter, embracing and grooming.

The following day faecal samples from the same female were collected and analysed for levels of stress hormones at Chester Zoo’s wildlife endocrinology laboratory.

Katie explains what she found: “Not unsurprisingly we recorded the highest level of stress hormones on the days following agonistic behaviour. However, we didn’t find a link between lower stress hormone levels and affiliative behaviour such as grooming.”

She continues: “Unlike previous studies that follow a group over a period of time and look at average behaviours and hormone levels, this study allowed us to link the observed behaviour of specific monkeys with their individual hormone samples from the period when they were displaying that behaviour.”

Another key aspect of the research was noting where the observed monkey ranked in the social hierarchy of the group. The researchers found that monkeys from the middle order had the highest recorded levels of stress hormones.

Dr Susanne Shultz, a Royal Society University Research Fellow in the Faculty of Life Sciences at The University of Manchester oversaw the study: “What we found was that monkeys in the middle of the hierarchy are involved with conflict from those below them as well as from above, whereas those in the bottom of the hierarchy distance themselves from conflict. The middle ranking macaques are more likely to challenge, and be challenged by, those higher on the social ladder.”

Katie says the results could also be applied to human behaviour: “It’s possible to apply these findings to other social species too, including human hierarchies. People working in middle management might have higher levels of stress hormones compared to their boss at the top or the workers they manage. These ambitious mid-ranking people may want to access the higher-ranking lifestyle which could mean facing more challenges, whilst also having to maintain their authority over lower-ranking workers.”

The research findings have been published in the journalGeneral and Comparative Endocrinology.

Talking about the research, Susan Wiper the Director of Trentham Monkey Forest, said: “Katie has conducted a thorough study with very interesting results based on the natural groupings and environment that the Barbary macaques live in here. We are always pleased when more data is found on this fascinating endangered species of non-human primate.”

Katie is currently based at Chester Zoo where she is studying hormone levels in relation to behaviour in a bid to encourage Black Rhinos to reproduce more frequently.

Journal Reference:

  1. Katie L. Edwards, Susan L. Walker, Rebecca F. Bodenham, Harald Ritchie, Susanne Shultz. Associations between social behaviour and adrenal activity in female Barbary macaques: Consequences of study designGeneral and Comparative Endocrinology, 2013; 186: 72 DOI: 10.1016/j.ygcen.2013.02.023