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Câmara de SP aprova projeto que permite enterro de pets com dono (Folha de S.Paulo)

16/05/2013 – 18h00

DE SÃO PAULO

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou, em primeira votação nesta quinta-feira (16), o projeto de lei que permite que animais domésticos sejam enterrados no mesmo jazigo de seus donos em cemitérios municipais.

Ontem, a proposta já havia sido aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça da casa. Agora, o projeto ainda precisa passar por outra votação na Câmara antes de ser sancionado pelo prefeito Fernando Haddad (PT).

Segundo o projeto, dos vereadores Roberto Tripoli (PV) e Antonio Goulart (PSD), o enterro destina-se a bichos de estimação de famílias que já têm jazigo nos cemitérios municipais.

De acordo com Goulart, o objetivo do projeto é solucionar a atual falta de local para destinação de animais mortos na cidade.

Segundo o vereador, mui­tas pessoas querem enterrar o bicho de estimação no ja­zigo familiar. “O animal faz parte da família.”

O projeto foi apresentado no plenário da Câmara na semana passada. “O projeto vai passar sem problemas. É um assunto atual”, previu Goulart.

O Serviço Funerário da cidade diz ser preciso um estudo técnico para avaliar a viabilidade da proposta.

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O poder das mulheres nas famílias (O Globo)

São 22 milhões que assumiram a responsabilidade em 38,7% dos lares

CÁSSIA ALMEIDA e LETÍCIA LINS

Publicado:27/08/12 – 23h06 / Atualizado:28/08/12 – 11h58

<br /><br /> Maria Pamposa de Lima, 47 comanda sua casa há 17 anos e criou 5 filhos sozinha, na foto os filhos Fabiane de Lima, 27, Fabio Lins Lima da Silva, 22 e o neto David Venicius, 7.<br /><br /> Foto: Hans von Manteuffel / Hans von ManteuffelMaria Pamposa de Lima, 47 comanda sua casa há 17 anos e criou 5 filhos sozinha, na foto os filhos Fabiane de Lima, 27, Fabio Lins Lima da Silva, 22 e o neto David Venicius, 7.HANS VON MANTEUFFEL / HANS VON MANTEUFFEL

RECIFE E RIO – No Nordeste é cada vez mais comum domicílios comandados por mulheres, tanto na capital quanto no interior. E ocorre em duas condições: quando a mulher mora só com os filhos, ou quando tem companheiro, mas é ela quem manda nas finanças e se considera chefe da família. Nas estatísticas, as mulheres são as responsáveis em 38,7% dos domicílios, o que representa 22 milhões de unidades, de acordo com o último censo demográfico do IBGE, de 2010. No levantamento anterior, em 2000, essa chefia feminina estava em 24,9% dos lares.

O casamento ruim não prende mais as mulheres. É o caso de Maria Pamposa de Lima, de 48 anos que, desde os 31 anos, luta sozinha para criar os cinco filhos. Já trabalhou em reciclagem quando morava em um barraco de lona e pedaços de madeira. Hoje está no mercado formal de trabalho atuando como servente em um bar no bairro de Casa Forte, na zona norte da capital pernambucana. Ela deixou marido porque ele bebia muito, exigia dinheiro para alimentar o vício e terminou morrendo de cirrose hepática.

Ela ganha um salário mínimo e complementa a renda familiar juntando as latas de cerveja do restaurante. Dos cinco filhos, quatro moram com ela, dois trabalham e só uma chegou à universidade, Fabiana. A jovem trabalha na prefeitura de Moreno, onde entrou por concurso, e estuda pedagogia. Afirma que a mãe é pobre, que viveu e vive em muita dificuldade, mas que criou a família baseada nos princípios da ética, da moral, da honestidade e de amor ao próximo.

— Moramos muito tempo em casa de invasão (hoje substituída por uma de alvenaria) e nossa vida foi muito sofrida. Mas ninguém na família se envolveu com drogas — diz Fabiana.

Além das latinhas para reforçar o orçamento, Maria transformou um dos quartos da casa em uma lojinha que lhe rende um pequeno aluguel.

‘Cuido de tudo: do negócio ao dinheiro’

Vizinha de Pamposa, Maria Jocelma da Silva, de 37 anos, tem uma história diferente. Ela vive com o companheiro, Ademilton Bispo de Melo, de 47 anos, mas se considera a chefe da família. Jocelma montou um pequeno restaurante em uma sala da residência e o marido trabalho como cozinheiro.

—Aqui a chefe sou eu. Cuido de tudo, do negócio, das compras, das finanças. O dinheiro espicha na minha mão. Se eu deixar com ele acaba logo, justifica.

Ademiltom afirma que apesar do machismo nordestino, não dá importância à situação:

—Não ligo não. Vivemos em união e é tudo com ela, a casa, o negócio, o dinheiro. Hoje a mulher faz tudo, é engenheira, é peão de obra, é cobradora no ônibus e é até presidente.

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Multiple Husbands Serve as Child Support and Life Insurance in Some Cultures (Science Daily)

ScienceDaily (Aug. 2, 2012) — Marrying multiple husbands at the same time, or polyandry, creates a safety net for women in some cultures, according to a recent study by a University of Missouri researcher. Extra husbands ensure that women’s children are cared for even if their fathers die or disappear. Although polyandry is taboo and illegal in the United States, certain legal structures, such as child support payments and life insurance, fill the same role for American women that multiple husbands do in other cultures.

Marrying multiple husbands at the same time, or polyandry, creates a safety net for women in some cultures, according to a recent study by Kathrine Starkweather, anthropology doctoral student in MU’s Department of Anthropology. (Credit: Image courtesy of University of Missouri-Columbia)

“In America, we don’t meet many of the criteria that tend to define polyandrous cultures,” said Kathrine Starkweather, doctoral student in MU’s Department of Anthropology in the College of Arts and Science. “However, some aspects of American life mirror polyandrous societies. Child support payments provide for offspring when one parent is absent. Life insurance allows Americans to provide for dependents in the event of death, just as secondary husbands support a deceased husband’s children in polyandrous societies.”

Starkweather and her co-author, Raymond Hames, professor of anthropology at the University of Nebraska, examined 52 cultures with traditions of polyandry from all continents except Europe. They found that similar conditions seemed to influence cultures toward polyandry. Males frequently outnumbered females in these cultures, as a result of high mortality prior to adulthood. Although males out-numbered females, they also were more likely to die in warfare or hunting and fishing accidents or to be absent for other economic reasons. Polyandrous cultures also tended to be small scale and egalitarian.

In approximately half of the cultures studied, the other husbands were closely related to the first husband, a practice with economic repercussions. In previously studied polyandrous cultures, especially those of Nepal, Tibet and India, inheritance traditions called for land to be divided evenly among male offspring after a parent’s passing. That practice would have resulted in land being sub-divided into useless parcels too small to provide enough crops to feed a family. However, if several brothers married the same wife, the family farm would stay intact. In the small egalitarian cultures Starkweather studied land and property ownership was unusual. In these societies, younger brothers in the marriage often protected and provided food for the family in the absence of the older brother, who was often the primary husband.

“This research shows that humans are capable of tremendous variability and adaptability in their behaviors,” said Starkweather. “Human marriage structures aren’t written in stone; throughout history, people have adapted their societal norms to ensure the survival and well-being of their children.”

Journal Reference:

Katherine E. Starkweather, Raymond Hames. A Survey of Non-Classical PolyandryHuman Nature, 2012; 23 (2): 149 DOI: 10.1007/s12110-012-9144-x

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Multiple Fathers Prevalent in Amazonian Cultures, Study Finds

ScienceDaily (Nov. 11, 2010) — In modern culture, it is not considered socially acceptable for married people to have extramarital sexual partners. However, in some Amazonian cultures, extramarital sexual affairs were common, and people believed that when a woman became pregnant, each of her sexual partners would be considered part-biological father.

Now, a new University of Missouri study published in the journalProceedings of the National Academy of Sciences has found that up to 70 percent of Amazonian cultures may have believed in the principle of multiple paternity.

“In these cultures, if the mother had sexual relations with multiple men, people believed that each of the men was, in part, the child’s biological father,” said Robert Walker, assistant professor of Anthropology in the College of Arts and Science. “It was socially acceptable for children to have multiple fathers, and secondary fathers often contributed to their children’s upbringing.”

Walker says sexual promiscuity was normal and acceptable in many traditional South American societies. He says married couples typically lived with the wife’s family, which he says increased their sexual freedom.

“In some Amazonian cultures, it was bad manners for a husband to be jealous of his wife’s extramarital partners,” Walker said. “It was also considered strange if you did nothave multiple sexual partners. Cousins were often preferred partners, so it was especially rude to shun their advances.”

Previous research had uncovered the existence of multiple paternity in some Amazonian cultures. However, anthropologists did not realize how many societies held the belief. Walker’s team analyzed ethnographies (the branch of anthropology that deals descriptively with cultures) of 128 societies across lowland South America, which includes Brazil and many of the surrounding countries. Multiple paternity is reported to appear in 53 societies, and singular paternity is mentioned in 23 societies. Ethnographies for 52 societies do not mention conception beliefs.

Walker’s team has several hypotheses on the benefits of multiple paternity. Women believed that by having multiple sexual partners they gained the benefit of larger gene pools for their children. He says women benefited from the system because secondary fathers gave gifts and helped support the child, which has been shown to increase child survival rates. In addition, brutal warfare was common in ancient Amazonia, and should the mother become a widow, her child would still have a father figure.

Men benefitted from the multiple paternity system because they were able to formalize alliances with other men by sharing wives. Walker hypothesizes that multiple paternity also strengthened family bonds, as brothers often shared wives in some cultures.

Walker collaborated with Mark Flinn, professor in the MU Department of Anthropology, and Kim Hill, professor in Arizona State University’s School of Human Evolution and Social Change.

Journal Reference:

R. S. Walker, M. V. Flinn, K. R. Hill. Evolutionary history of partible paternity in lowland South America.Proceedings of the National Academy of Sciences, 2010; 107 (45): 19195 DOI: 10.1073/pnas.1002598107