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COVID-19 crisis causes 17 percent drop in global carbon emissions (Science Daily)

Date: May 19, 2020

Source: University of East Anglia

Summary: The COVID-19 global lockdown has had an ‘extreme’ effect on daily carbon emissions, but it is unlikely to last, according to a new analysis.

Coronavirus and world | Credit: © Photocreo Bednarek / stock.adobe.com

Coronavirus and world concept illustration (stock image). Credit: © Photocreo Bednarek / stock.adobe.com

The COVID-19 global lockdown has had an “extreme” effect on daily carbon emissions, but it is unlikely to last — according to a new analysis by an international team of scientists.

The study published in the journal Nature Climate Change shows that daily emissions decreased by 17% — or 17 million tonnes of carbon dioxide — globally during the peak of the confinement measures in early April compared to mean daily levels in 2019, dropping to levels last observed in 2006.

Emissions from surface transport, such as car journeys, account for almost half (43%) of the decrease in global emissions during peak confinement on April 7. Emissions from industry and from power together account for a further 43% of the decrease in daily global emissions.

Aviation is the economic sector most impacted by the lockdown, but it only accounts for 3% of global emissions, or 10% of the decrease in emissions during the pandemic.

The increase in the use of residential buildings from people working at home only marginally offset the drop in emissions from other sectors.

In individual countries, emissions decreased by 26% on average at the peak of their confinement.

The analysis also shows that social responses alone, without increases in wellbeing and/or supporting infrastructure, will not drive the deep and sustained reductions needed to reach net zero emissions.

Prof Corinne Le Quéré of the University of East Anglia, in the UK, led the analysis. She said: “Population confinement has led to drastic changes in energy use and CO2 emissions. These extreme decreases are likely to be temporary though, as they do not reflect structural changes in the economic, transport, or energy systems.

“The extent to which world leaders consider climate change when planning their economic responses post COVID-19 will influence the global CO2 emissions paths for decades to come.

“Opportunities exist to make real, durable, changes and be more resilient to future crises, by implementing economic stimulus packages that also help meet climate targets, especially for mobility, which accounts for half the decrease in emissions during confinement.

“For example in cities and suburbs, supporting walking and cycling, and the uptake of electric bikes, is far cheaper and better for wellbeing and air quality than building roads, and it preserves social distancing.”

The team analysed government policies on confinement for 69 countries responsible for 97% of global CO2 emissions. At the peak of the confinement, regions responsible for 89% of global CO2 emissions were under some level of restriction. Data on activities indicative of how much each economic sector was affected by the pandemic was then used to estimate the change in fossil CO2 emissions for each day and country from January to April 2020.

The estimated total change in emissions from the pandemic amounts to 1048 million tonnes of carbon dioxide (MtCO2) until the end of April. Of this, the changes are largest in China where the confinement started, with a decrease of 242 MtCO2, then in the US (207 MtCO2), Europe (123 MtCO2), and India (98 MtCO2). The total change in the UK for January-April 2020 is an estimated 18 MtCO2.

The impact of confinement on 2020 annual emissions is projected to be around 4% to 7% compared to 2019, depending on the duration of the lockdown and the extent of the recovery. If pre-pandemic conditions of mobility and economic activity return by mid-June, the decline would be around 4%. If some restrictions remain worldwide until the end of the year, it would be around 7%.

This annual drop is comparable to the amount of annual emission reductions needed year-on-year across decades to achieve the climate objectives of UN Paris Agreement.

Prof Rob Jackson of Stanford University and Chair of the Global Carbon Project who co-authored the analysis, added: “The drop in emissions is substantial but illustrates the challenge of reaching our Paris climate commitments. We need systemic change through green energy and electric cars, not temporary reductions from enforced behavior.”

The authors warn that the rush for economic stimulus packages must not make future emissions higher by delaying New Green Deals or weakening emissions standards.

‘Temporary reduction in daily global CO2 emissions during the COVID-19 forced confinement’, Corinne Le Quéré, Robert B. Jackson, Matthew W. Jones, Adam J. P. Smith, Sam Abernethy, Robbie M. Andrew, Anthony J. De-Gol, David R. Willis, Yuli Shan, Josep G. Canadell, Pierre Friedlingstein, Felix Creutzig, Glen P. Peters, is published in Nature Climate Change on May 19.

The research received support from the Royal Society, the European Commission projects 4C, VERIFY and CHE, the Gordon and Betty Moore Foundation, and the Australian National Environmental Science Program.


Story Source:

Materials provided by University of East Anglia. Note: Content may be edited for style and length.


Journal Reference:

  1. Corinne Le Quéré, Robert B. Jackson, Matthew W. Jones, Adam J. P. Smith, Sam Abernethy, Robbie M. Andrew, Anthony J. De-Gol, David R. Willis, Yuli Shan, Josep G. Canadell, Pierre Friedlingstein, Felix Creutzig, Glen P. Peters. Temporary reduction in daily global CO2 emissions during the COVID-19 forced confinement. Nature Climate Change, 2020; DOI: 10.1038/s41558-020-0797-x

Brasil tem de modernizar pecuária para combater mudança do clima (Folha de S.Paulo)

Marcelo Leite

30/10/2016  02h00

As emissões de carbono aumentaram 3,5% enquanto o PIB atrofiava 3,8%O As emissões de carbono aumentaram 3,5% enquanto o PIB atrofiava 3,8%. Apu Gomes/Folhapress

Brasil deu uma rasteira no clima do planeta em 2015. No ano em que se aprovou o Acordo de Paris para conter o aquecimento global, o país aumentou, em vez de diminuir, a produção de gases do efeito estufa. A maior parte da culpa cabe à agropecuária.

Não poderia ser pior a notícia divulgada na quarta-feira (26) pelo Sistema de Estimativa de Emissão de Gases do Efeito Estufa, da rede de ONGs Observatório do Clima.

As emissões de carbono aumentaram 3,5% enquanto o PIB atrofiava 3,8%. Em geral, essas coisas andam juntas: para produzir mais, gasta-se mais energia, que no mundo todo é a principal fonte de gases que, como o CO2, ajudam a aquecer a atmosfera por impedir a dissipação de radiação de origem solar.

Não no Brasil. Aqui a atividade que mais contribui para agravar o efeito estufa é a mudança do uso da terra. Grosso modo, desmatamento, com a Amazônia à frente.

A destruição de florestas responde, sozinha, por 46% de toda a poluição climática lançada pelos brasileiros em 2015. Segundo o Seeg, o desmatamento emitiu o equivalente a 875 milhões do total de 1,9 bilhão de toneladas de CO2.

Quando a floresta é derrubada para abrir espaço a campos e pastos, toda a biomassa que havia ali –troncos, folhas, raízes etc.– acaba chegando à atmosfera na forma de compostos de carbono que agravam o aquecimento global. Queimadas e apodrecimento são os principais processos.

Isso não é tudo. As plantações e o gado, além de provocar desmatamento, também originam emissões na própria atividade, como o famigerado “arroto da vaca” (metano proveniente da fermentação entérica ou digestão de celulose).

Noves fora, a agropecuária representa 69% –mais de dois terços– de todas as emissões nacionais. É muita coisa para um setor que empregava menos de 17 milhões de pessoas em 2006 (último censo do setor) e, em 2015, respondeu por 21% do PIB brasileiro.

Só agricultura e pecuária tiveram produção em alta no ano passado. Indústria e serviços recuaram, atrofiando a demanda por energia e transporte, outras fontes importantes de gases do efeito estufa. Com isso, cresceu a participação relativa das mudanças no uso da terra.

Além do mais, o desmatamento cresceu também em termos absolutos. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), na Amazônia –onde estão as maiores florestas do Brasil– o aumento foi de 24%. Partimos de 5.012 km2 em 2014 para 6.207 km2 de floresta perdida em 2015 (área correspondente a quatro municípios de São Paulo).

A pecuária bovina sozinha, com seus 215 milhões de cabeças, foi a causa do equivalente a 240 milhões de toneladas de CO2, em 2015, só com a fermentação entérica. Isso dá 12,6% das emissões brasileiras.

Na média a pecuária de corte no Brasil utiliza uma cabeça por hectare. Dobrando ou triplicando essa baixíssima produtividade, sobretudo por meio da recuperação de pastos, dá para reduzir a emissão de carbono a quase zero.

Criar bois “verdes” é a bola da vez. O Brasil é capaz de fazer isso, com regulação, tecnologia e crédito, assim como aumentou a produtividade no cultivo de grãos e derrubou a taxa de desmatamento de 2005 para cá (ainda que ela esteja subindo de novo).

66% das emissões brasileiras de CO2 vêm de atividade agropecuária (Folha de S.Paulo)

Phillippe Watanabe

06/09/2016

O desmatamento, de modo isolado, libera as emissões de gases

A agropecuária é a responsável pela maior parte da emissão de gases estufa no Brasil. Quando considerados desmatamento para atividade agropecuária e o exercício direto dela, a porcentagem das emissões chega a cerca de 66%.

Os dados são do Seeg (Sistema de Estimativa de Emissão de Gases Estufa), realizado pelo OC (Observatório do Clima). O relatório, lançado nesta terça (6), na sede do SOS Mata Atlântica, analisa a evolução histórica das emissões brasileiras.

Considerando dados referentes ao ano de 2014, de forma direta, 23% das emissões de CO2 no Brasil são provenientes da agropecuária. Dentro desse universo, 76% das emissões estão relacionadas à pecuária, sendo 64% derivados do consumo de carne (bovinos de corte), segundo dados da Imaflora, parte do OC.

A mudança de uso da terra é líder de emissões no país, com cerca 42%. O termo, de forma geral, se refere aos desmatamentos, normalmente associados à atividade agropecuária. Esse tipo de emissão somado aos 23% emitidos diretamente pela ação agropecuária alcançam o valor aproximado de 66%.

Segundo dados do Imazon, também parte do OC, com uma melhor aplicação da legislação ambiental atual seria possível aumentar a arrecadação em mais de R$ 1 bilhão por ano.

A energia é a segunda colocada entre as fontes dos gases estufa, com 26%. Essas emissões vêm crescendo anualmente, em parte por conta da crise na produção de energia hidrelétrica.

Segundo o Instituto de Energia e Meio Ambiente, que também faz parte do OC, quase metade (46%) das emissões relacionadas à energia estão associadas ao transporte, tanto de carga quanto de passageiros.

FUTURO

Os dados levantados pelo OC mostram que o Brasil, caso cumpra os compromissos firmados no Acordo de Paris, como restauração e reflorestamento de matas, recuperação de pastos, entre outros, conseguirá reduzir as emissões de gases estufa mais do que o planejado no INDC (Contribuições Nacionalmente Determinadas Pretendidas).

“O nosso estudo aponta que dá para ser mais ambicioso”, afirma Tasso de Azevedo, coordenador do Seeg.

Sequestro de CO2 (Pesquisa Fapesp)

Reunimos o que já publicamos sobre o processo de captura de dióxido de carbono da atmosfera, que se dá sobretudo em florestas e oceanos e ajuda a manter equilibrados os níveis de CO2 na atmosfera

Edição Online 13:10 27 de junho de 2016

 

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EUA apresentam programa mais ambicioso de sua História contra as mudanças climáticas (O Globo)

Obama anuncia o Plano Energia Limpa, para reduzir emissões em usinas termelétricas e incentivar uso de fontes renováveis

POR RENATO GRANDELLE

03/08/2015 6:00

Alvo. Usina termelétrica em Nova York: projeto apresentado por Obama obrigará instalações a acelerarem desenvolvimento em fontes de energia renováveis, como a eólica e a solar; – LUKE SHARRETT / NYT

WASHINGTON – Na investida mais forte já tomada pelos EUA para combater as mudanças climáticas, o presidente Barack Obama apresentará hoje o Plano de Energia Limpa, uma série de medidas concebidas para reduzir drasticamente as emissões de usinas termelétricas, substituindo o uso de combustíveis fósseis por fontes renováveis, como a eólica e a solar.

O plano será uma visão final e mais ambiciosa dos regulamentos esboçados em 2012 e 2014 pela Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês) do país. O novo regulamento pode culminar no fechamento de usinas de energia movidas a carvão, que ainda movimentam uma fatia significativa da economia americana.

Obama elegeu o combate às mudanças climáticas como uma prioridade em seu segundo mandato à frente da Casa Branca. Em um vídeo postado na madrugada de domingo na conta da Casa Branca no Facebook, ele avaliou que o clima afeta a “economia, a segurança e a saúde”.

“Todos os desastres estão se tornando mais frequentes, caros e perigosos. As mudanças climáticas não são um problema para outra geração. Não mais”, ressaltou, enquanto o vídeo exibia uma foto de sua família.

O presidente destacou que, até agora, o governo americano nunca impôs limites para a quantidade de carbono emitida pelas usinas termelétricas.

O plano exige que as usinas termelétricas reduzam em 32% suas emissões até 2030, em relação aos níveis medidos em 2005. No rascunho do plano, este índice era de 30%.

Outra novidade é a imposição de que as usinas acelerem a transição para energias renováveis, aumentando de 22% para 28% o uso das fontes que não emitem carbono na atmosfera.

Os climatologistas alertam que a atual emissão de gases-estufa está levando o planeta à escalada da temperatura média global para mais de 2 graus Celsius, deixando-o vulnerável à ocorrência de eventos extremos, como a elevação do nível do mar, tempestades devastadoras e estiagens.

FORÇA DIPLOMÁTICA

Os novos mandamentos de Obama não serão suficientes para tirar o planeta do caos climático. Os cientistas, no entanto, avaliam que é possível evitar uma catástrofe. Para isso, regras semelhantes às propostas pelo presidente americano devem ser adotadas por governantes de outros grandes países poluidores, como a Índia e a China. E o sucessor de Obama deve ser ainda mais intolerante com os gases-estufa, aprimorando o projeto divulgado hoje.

Obama pretende usar seu novo plano para pressionar outros países a assumirem metas ambiciosas para reduzir suas emissões de carbono. De acordo com o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, todas as nações devem apresentar compromissos voluntários sobre seus cortes de emissões nos próximos meses. Os documentos, então, serão discutidos em dezembro na Conferência do Clima de Paris, um encontro de chefes de Estado de todo o mundo que discutirão um acordo global contra as mudanças do clima.

Os primeiros passos do presidente americano foram traçados ainda no ano passado, em Pequim. Obama anunciou que os EUA cortariam a emissão de gases-estufa em 28% até 2025, em relação aos níveis de 2005. Já o mandatário chinês, Xi Jinping, afirmou que o país atingiria o pico da liberação de carbono até, no máximo, 2030. Somados, os países são responsáveis por 45% das emissões de poluentes no planeta.

— (O Plano de Energia Limpa) é um sinal do esforço interno do governo e de seu esforço internacional contra as mudanças climáticas — avaliou Durwood Zaelke, presidente do Instituto para Governança e Desenvolvimento Sustentável. — É um passo diplomático relevante dos EUA nos últimos meses antes da Conferência de Paris. Isso pode servir como alavanca para as outras grandes economias: China, Índia, Brasil, África do Sul, Indonésia.

Opositores do projeto o classificam como um instrumento que aumentará o desemprego, o preço do consumo de energia e a pressão sobre a credibilidade das usinas de energia. Governadores republicanos classificam o plano como uma intromissão do governo federal em assuntos econômicos que não estão em sua esfera.

A Casa Branca rebate as acusações. Segundo o governo, o novo plano levará a uma economia familiar anual de US$ 85 no consumo de energia e trará benefícios à saúde, como a redução dos poluentes que causam asma — cuja incidência mais do que duplicou nos últimos 30 anos — e doenças pulmonares. Obama assegura que considerou os argumentos de seus adversários políticos e, por isso, aumentou em dois anos, até 2022, o prazo para o corte almejado das emissões.

EMISSÕES ZERADAS ATÉ 2100

Em um encontro na Alemanha em junho, os líderes do G7 concordaram que as emissões de gases de efeito estufa devem ser zeradas até o fim do século. Para isso, a liberação de poluentes deveria ser reduzida de 40% a 70% até 2050, em relação aos níveis de 2010.

Os chefes de Estado das sete nações mais ricas do mundo também garantiram que doarão US$ 100 bilhões por ano, até 2020, para ajudar as nações mais pobres do planeta a desenvolver tecnologia para mitigação e adaptação contra as mudanças climáticas — a prioridade seria os países africanos e insulares, que receberiam US$ 400 milhões para criar sistemas de alerta precoce que prevenissem sua população de eventos extremos. A iniciativa, porém, não é nova. O Fundo Verde, como atende o programa, foi criado em 2009, mas jamais saiu do papel.

O Brasil também já anunciou sua primeira ação. Em visita à Casa Branca em julho, a presidente Dilma Rousseff analisou a restauração de 12 milhões de hectares degradados até 2030.