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Stem cells as future source for eco-friendly meat (Science Daily)

Date: May 20, 2014

Source: Cell Press

Summary: The scientific progress that has made it possible to dream of a future in which faulty organs could be regrown from stem cells also holds potential as an ethical and greener source for meat. So say scientists who suggest that every town or village could one day have its very own small-scale, cultured meat factory.

Pigs on a farm (stock image). The rising demand for meat around the world is unsustainable in terms of environmental pollution and energy consumption, not to mention the animal suffering associated with factory farming, the authors note. Credit: © goory / Fotolia

The scientific progress that has made it possible to dream of a future in which faulty organs could be regrown from stem cells also holds potential as an ethical and greener source for meat. So say scientists who suggest in the Cell Press journal Trends in Biotechnology that every town or village could one day have its very own small-scale, cultured meat factory.

“We believe that cultured meat is part of the future,” said Cor van der Weele of Wageningen University in The Netherlands. “Other parts of the future are partly substituting meat with vegetarian products, keeping fewer animals in better circumstances, perhaps eating insects, etc. This discussion is certainly part of the future in that it is part of the search for a ‘protein transition.’ It is highly effective in stimulating a growing awareness and discussion of the problems of meat production and consumption.”

van der Weele and coauthor Johannes Tramper point out that the rising demand for meat around the world is unsustainable in terms of environmental pollution and energy consumption, not to mention the animal suffering associated with factory farming.

van der Weele said she first heard about cultured meat in 2004, when frog steaks were served at a French museum while the donor frog watched on (http://tcaproject.org/projects/victimless/cuisine). Tramper has studied the cultivation of animal cells—insect cells mostly—in the lab for almost 30 years. In 2007, he published a paper suggesting that insect cells might be useful as a food source.

It is already possible to make meat from stem cells. To prove it, Mark Post, a professor of tissue engineering at Maastricht University, The Netherlands, presented the first lab-grown hamburger in 2013.

In the new Science & Society paper, van der Weele and Tramper outline a potential meat manufacturing process, starting with a vial of cells taken from a cell bank and ending with a pressed cake of minced meat. But there will be challenges when it comes to maintaining a continuous stem cell line and producing cultured meat that’s cheaper than meat obtained in the usual way. Most likely, the price of “normal” meat would first have to rise considerably.

Still, the promise is too great to ignore.

“Cultured meat has great moral promise,” write van der Weele and Tramper. “Worries about its unnaturalness might be met through small-scale production methods that allow close contact with cell-donor animals, thereby reversing feelings of alienation. From a technological perspective, ‘village-scale’ production is also a promising option.”

Journal Reference:

  1. Cor van der Weele, Johannes Tramper. Cultured meat: every village its own factory? Trends in Biotechnology, 2014; 32 (6): 294 DOI:10.1016/j.tibtech.2014.04.009

Cientistas americanos conseguem clonar embriões humanos (O Globo)

Trabalho é o primeiro a obter êxito em humanos com a técnica que deu origem à ovelha Dolly

Autores dizem que não se trata de fazer clones humanos, mas sim avançar apenas até a fase de blastocisto para obter as células-tronco

Em 2004, sul-coreano anunciou o mesmo feito mas foi desmentido um ano depois

ROBERTA JANSEN

Publicado:15/05/13 – 16h03; atualizado:15/05/13 – 20h56

Clone de embrião obtido no estudoFoto: DivulgaçãoClone de embrião obtido no estudo Divulgação

OREGON. Dezesseis anos depois da clonagem do primeiro mamífero, a ovelha Dolly, cientistas conseguiram, pela primeira vez, clonar um embrião humano em seus primeiros estágios de desenvolvimento. Os protoembriões foram usados para produzir células-tronco embrionárias — capazes de se transformar em qualquer tecido do corpo —, num avanço bastante significativo e há muito tempo esperado para o tratamento de lesões e doenças graves como Parkinson, esclerose múltipla e problemas cardíacos. Especialistas envolvidos no processo garantem que o objetivo não é clonar seres humanos, mas, sim criar novas terapias personalizadas.

Tanto é assim que os embriões humanos clonados usados na pesquisa foram destruídos em estágios ainda muito iniciais de desenvolvimento, logo depois da extração das células-tronco, e não levados ao crescimento, como no caso da ovelha Dolly e de tantos outros animais clonados depois dela. A técnica usada, no entanto, foi bastante similar à que criou a ovelha. Células da pele de um indivíduo foram colocadas em um óvulo previamente esvaziado de seu material genético e estimuladas a se desenvolver. Quando atingiram a fase de blastocisto, as células-tronco embrionárias foram extraídas e os embriões destruídos. O estudo foi publicado na revista “Cell”.

Conseguir gerar grande quantidade de células-tronco do próprio paciente era uma espécie de Santo Graal da atual ciência médica, como comparou o jornalista Steve Connor, no “Independent”. Embora o procedimento tenha sido feito com animais, até agora nunca tinha sido obtido com material humano, a despeito de inúmeras tentativas. Aparentemente, a dificuldade viria da maior fragilidade do óvulo humano.

Em 2004, um grupo coordenado por Woo Suk Hwang, da Universidade Nacional de Seoul, anunciou ter produzido o primeiro embirão humano clonado e, em seguida, obtido células-tronco embionárias a partir dele. Menos de um ano depois, no entanto, o grupo, que já havia clonado um cachorro, foi acusado de fraude e desmentiu os resultados obtidos. Outros grupos tentaram, mas os embriões não passaram do estágio de 6 a 12 células.

A corrida pela obtenção das células-tronco embrionárias faz todo o sentido. Cultivadas em laboratório, essas células podem dar origem a qualquer tecido do corpo humano. Por isso, em tese ao menos, poderiam curar lesões na medula, recompor órgãos, tratar problemas graves de visão, oferecendo tratamentos inéditos para muitas doenças hoje incuráveis. Como os tecidos seriam feitos a partir do material genético do próprio paciente (que, no caso, cedeu as células de sua pele), não haveria risco algum de rejeição. A medicina personalizada alcançaria o seu ápice.

— Nossa descoberta oferece novas maneiras de gerar células-tronco embrionárias para pacientes com problemas em tecidos e órgãos — afirmou o coordenador do estudo, Shoukhrat Mitalipov, da Universidade de Ciência e Saúde do Oregon, nos EUA, em comunicado oficial sobre o estudo. — Essas células-tronco podem regenerar órgãos ou substituir tecidos danificados, levando à cura de doenças que hoje afetam milhões de pessoas.

O grupo também conseguiu observar a capacidade de diferenciação das células obtidas em tecidos específicos

— Um atento exame das células-tronco obtidas por meio desta técnica demonstrou sua capacidade de se converter, como qualquer célula-tronco embrionária normal, em diferentes tipos de células, entre elas, células nervosas, células do fígado e céluas cardíacas — disse Mitalipov, em entrevista ao “Independent”.

No entanto, o estudo já levanta sérias preocupações éticas, sobretudo em relação à criação de clones humanos. Há o temor de que a técnica seja incorporada às oferecidas por clínicas de fertilização in vitro, como alternativa para casais estéreis, por exemplo. Outros grupos argumentam que é simplesmente antiético manipular embriões humanos.

— A pesquisa tem como único objetivo gerar células-tronco embrionárias para tratar doenças graves; e não aumentar as chances de produzir bebês clonados — garantiu Mitalipov. — Este não é o nosso foco e não acreditamos que nossas descobertas sejam usadas por outros grupos como um avanço na clonagem humana reprodutiva.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/ciencia/cientistas-americanos-conseguem-clonar-embrioes-humanos-8399684#ixzz2TlwDWsur  © 1996 – 2013. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.