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Climatologists Balk as Brazil Picks Skeptic for Key Post (New York Times)

RIO DE JANEIRO — Calling Aldo Rebelo a climate-change skeptic would be putting it mildly. In his days as a fiery legislator in the Communist Party of Brazil, he railed against those who say human activity is warming the globe and called the international environmental movement “nothing less, in its geopolitical essence, than the bridgehead of imperialism.”

Though many Brazilians have grown used to such pronouncements from Mr. Rebelo, 58, his appointment this month as minister of science by President Dilma Rousseff is causing alarm among climate scientists and environmentalists here, a country that has been seeking to assert leadership in global climate talks.

“At first I thought this was some sort of mistake, that he was playing musical chairs and landed in the wrong chair,” said Márcio Santilli, a founder of Instituto Socioambiental, one of Brazil’s leading environmental groups. “Unfortunately, there he is, overseeing Brazilian science at a very delicate juncture when Brazil’s carbon emissions are on the rise again.”

Brazil won plaudits for lowering its annual emissions from 2004 to 2012, largely by slowing the rate of deforestation in the Amazon. But emissions jumped 7.8 percent in 2013, according to the Climate Observatory, a network of environmental organizations. Several factors were to blame, the observatory said: deforestation on the rise again, growing use of power plants that burn fossil fuels, and increased consumption of gasoline and diesel.

Ms. Rousseff, a leader of the leftist Workers Party, has been speaking strongly about the need to reduce carbon emissions around the world, raising hopes that Brazil will work harder to preserve much of its Amazon rain forest. The destruction of tropical forests is viewed as a major contributor to climate change.

But Mr. Rebelo’s appointment comes as some scientists are questioning Brazil’s commitment to reducing deforestation and emissions. Environmentalists have also expressed concern over Ms. Rousseff’s new minister of agriculture, Kátia Abreu, a combative supporter of industrial-scale farming who worked with Mr. Rebelo on a recent overhaul of Brazil’s forest protection laws.

“Old-line Communist Rebelo is on exactly the same page on climate science as the hardest of the hard-core Tea Partiers,” Stephan Schwartzman, director of tropical forest policy at the United States-based Environmental Defense Fund, said in a blog post.

Before the international climate talks that were held in Lima, Peru, in December, the Brazilian government said that the rate of deforestation in the Amazon had declined by 18 percent in the period from August 2013 to August 2014. But analysts said the government had tailored its announcement to exclude a recent resurgence in deforestation. Imazon, a Brazilian institute that uses satellite imagery to track the issue, saw a fourfold increase in November compared with the same month in 2013.

Mr. Rebelo, who was sports minister during Ms. Rousseff’s first term as president, has not distanced himself from his earlier statements about climate science, including his assertion that “there is no scientific proof of the projections of global warming, much less that it is occurring because of human action.”

But in a speech last week at his swearing-in ceremony, he said the science ministry would be guided by the government’s established positions on climate change. “The controversy in relation to global warming exists independent of my view,” he told reporters. “I follow the debate, as is my duty as a public figure.”

Não é hora de sair do movimento (uninomade.net)

Por Giuseppe Cocco, no facebook

22/06/2013

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Esquematicamente, faço um balanço depois das manifestações de quinta-feira, 20 de junho de 2013, a partir da experiência no Rio de Janeiro:

1) A partir de ontem o movimento pelo passe livre “passou” a ser outra coisa. Realmente monstruosa e o monstro é horrível e belo ao mesmo tempo.

2) Essa outra coisa ninguém sabe o que é e está totalmente em disputa.

O fato que as agremiações de esquerda tenham sido agredidas não significa que o movimento seja de direita. Foram agredidas por pequenos grupos, mas no meio de uma hostilidade geral à politica, ao mesmo tempo em que as organizações populares passeavam tranquilamente.

O que é certo é que o movimento coloca em crise todas as representações políticas e os planos de governo, político-partidários, eleitorais etc.

A grande mídia e a direita estão jogando pesado. Pra começar, é preciso entender quem agrediu.

O PT subavaliou e subavalia o custo de se manter em coalizões espúrias, de pensar que poderia resolver tudo desde cima, com base no neodesenvolvimentismo e nas técnicas gerenciais e de marketing eleitoral. O PT poderia perceber que tudo isso entrou em pane e se faz necessário inovar. Rapidamente! Dar sinais fortes disso.

3) O campo progressista passa – ele todo – inclusive a oposição de esquerda e o setores multitudinários do movimento, por três desafios e armadilhas:

a) O campo de governo (o PT) não tem um plano B. A atuação do Haddad admitindo um recuo junto ao Alckmin é desastrosa: amplifica a sensação: direita e esquerda são a mesma coisa. Uma sensação difusa, que não se materializava eleitoralmente, mas agora explodiu. Aí, o governo espera que “passe”, só que não passa e o monstro continua lá.

b) Diante do imobilismo do governo federal, o campo do PT está tentado (sobretudo depois de ontem) em polarizar em torno do golpismo e, ao invés de ira para dentro do movimento, com base no que deveria ser uma franca abertura — por exempo, colocando um Paulo Vannucchi no MJ, um Célio Turino no MinC, uma Ermínia Maricato nos Transportes e Cidade (ministerios unificados), — declarando moratória geral sobre preços dos transportes, aberturas de assembleias de participação em todos os territorios etc etc.

c) Decretar a idiotice que todo o movimento é direita, além de ser uma inverdade, é entregá-lo nas mãos do golpismo e da direita. Entre esses indigentes políticos do PT, há aqueles que pedem repressão. Não dá nem para acreditar. E não se trata apenas de um princípio, mas do óbvio que a repressão quem faz e quem se aproveita é a direita. É só ler O Globo do dia seguinte, depois que PM gazeou todo mundo ontem até a meia-noite.

Aqueles que “fazem multidão” dentro do movimento tem o desafio nada simples de se organizar para entender que a radicalização é democrática e passa também por dentro do movimento. Criticar – inclusive radicalmente – a Copa e as Olimpíadas de Cabral e Paes, os símbolos do poder e não estar preocupado com a proliferação de cartazes e comportamentos fascistas NAS manifestações está virando uma outra forma de idiotice.

Isto significa que é preciso passar a criticar a forma-manifestação e – com base no recuo geral dos preços das passagens – propor outras coisas que propiciem processos instituintes.

Agora, tudo isso passa hoje por dentro das manifestações. É ali que é preciso fazer essa batalha política, e está tudo muito complicado. Mas é aí, dentro do movimento, que a democracia precisa avançar.

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