Ciência a serviço da exploração da natureza e dos trabalhadores (Portal do Meio Ambiente)

PUBLICADO 30 JULHO 2014.

Mesa: A destruição tem preço? Pode-se confiar nas garantias da Ciência? Exploração petroleira (de Yasuni a Coari / Juruá); Mineração (de Carajás a Madre de Dios). Lindomar Padilha (CIMI); Barbara Silva (militante da comunicação comunitária na Pan Amazônia), Raimundo G. Neto (CEPASP/Movimento dos Atingidos por Mineração); Simeon Velarde (Vanguardia Amazónica-Peru), Ana Patrícia (COMIN)

Na manhã do dia 24 de julho, ocorreu a mesa com o tema “A destruição tem preço? Pode-se confiar nas garantias da Ciência? Exploração petroleira (de Yasuni a Coari / Juruá); Mineração (de Carajás a Madre de Dios).”

Barbara Silva, militante da comunicação comunitária na Pan-Amazônia, destacou a ação da Petrobrás na Amazônia Equatoriana e seus impactos na floresta e em comunidades equatorianas: “A Petrobrás age em outros países de um modo diferente. Ela faz no Equador, Bolívia e Colômbia o que ela não faz no Brasil: invade terras indígenas, frauda laudos técnicos, contamina água e solos, afetando a saúde e a economia de populações inteiras” .

Barbara Silva (militante da comunicação comunitária na Pan-Amazônia)

Silva ainda nos convoca a pensar a relação homem e natureza a partir de um termo que vai além da ideia de cuidar da natureza: “A austeridade imprime uma ação sobre o cuidado que é necessário a natureza. Pensar sobre o que queremos para a região amazônica é pensar no modo que vivemos. Consumir menos é uma ação individual que reflete nossa ação de cuidado com a natureza”, finalizou.

“Precisamos avançar é na ‘perda de inocência’, o Estado Brasileiro não é a favor do povo trabalhadores brasileiro, nem ontem, nem hoje.”, aponta Raimundo Neto (CEPASP/Movimento dos Atingidos por Mineração), após realizar um panorama das políticas e projetos de mineração no Pará.

Lindomar Padilha (CIMI); Simeon Velarde (Vanguardia Amazónica-Peru), Ana Patrícia (COMIN)

Simeon Velarde, da Vanguardia Amazónica-Peru, diz que a empresa petroleira Pluspetrol contamina os rios da amazônia peruana, mas diz que é de forma responsável. “O Peru é rico em matéria primas, em petróleo, gás, minério e essa realidade produz um crescimento econômico interessante para o país, mas esse crescimento não se redistribui socialmente. Eles dizem que vão fazer escolas, programas de inclusão de jovens, mas isso não acontece. O presidente vai aos meios de comunicações para defender essas empresas, pois com elas o país terá mais desenvolvimento, e segue mentindo à população”.

Fotos: Talita Oliveira

Fonte: ADUFAC.

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