Cemaden completa cinco anos com o monitoramento de 957 municípios do País (MCTI)

JC, 5449, 1 de julho de 2016

Mais de R$ 72 milhões já foram investidos em radares meteorológicos de alta resolução para monitoramento de áreas de risco. Além disso, o Cemaden desenvolve tecnologia para previsão de quebra de safra no semiárido

O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) completa cinco anos com o monitoramento de áreas de risco em 957 municípios do País. Um trabalho feito 24 horas por dia, sem interrupção. As informações fornecidas por radares meteorológicos de alta tecnologia já permitiram a emissão de 5,5 mil alertas para a Defesa Civil. Segundo o diretor do Cemaden, Osvaldo Moraes, 12 novos equipamentos serão adquiridos, o que vai aumentar a confiabilidade dos alertas.

“Os radares serão instalados nas áreas que atualmente não estão cobertas, o que fará com que o Brasil possua um dos mais avançados sistemas de monitoramento de risco de ocorrência de desastres naturais do mundo”, afirma Moraes.

Vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, o Cemaden investiu R$ 72 milhões em nove radares meteorológicos, equipamentos no estado da arte para aplicações voltadas ao monitoramento de desastres naturais instalados em Petrolina (PE), Natal (RN), Maceió (AL), Salvador (BA), Almenara (MG), Três Marias (MG), São Francisco (MG), Santa Teresa (ES) e Jaraguari (MS). Com eles, o Cemaden consegue mensurar a quantidade de chuvas, fazer uma previsão de tempo de curtíssimo prazo e antecipar a emissão de alertas para municípios com risco de desastres naturais. Os dados estão disponíveis em tempo real para acesso público.

“Esses radares possuem a capacidade de identificar e localizar as nuvens presentes dentro da área de cobertura do equipamento, além de medir a quantidade de chuva em um determinado local. O uso permite que os operadores do Cemaden identifiquem os locais onde as condições meteorológicas aumentam o risco de desastres naturais. Com isso, podemos emitir alertas antecipados sobre o risco de deslizamentos de terra e enchentes, por exemplo, preservando as vidas das pessoas expostas ao risco”, explica o coordenador do projeto Radares Meteorológicos do Cemaden, Carlos Frederico de Angelis.

Ele ressalta que a unidade implantada em Maceió, por exemplo, possui tecnologia e sensibilidade para levantar dados elaborados sobre chuvas num raio de 400 quilômetros de distância. Segundo Angelis, o equipamento é capaz de antecipar os riscos de desastres provocados por fenômenos meteorológicos com até seis horas de antecedência.

“Um desastre natural afeta não só a vida das pessoas que estão em áreas de risco como também a infraestrutura e a economia, como o agronegócio, por exemplo. Os impactos são ainda maiores para os pequenos produtores”, diz Angelis.

Ciência Cidadã

A quebra de safras agrícolas também está no radar do Cemaden, que vai lançar, no segundo semestre, o Sistema de Previsão de Riscos de Colapso de Safras no Semiárido Brasileiro com previsões de risco de colapso de safras geradas a partir de estimativas de modelos agrometeorológicos; dados públicos de safras típicas (milho, mandioca, feijão, arroz e sorgo) por região; e previsão do tempo para um período de 15 a 45 dias.

“A implantação deste projeto contempla o uso de modelos agrometeorológicos integrados a uma rede de monitoramento de dados (meteorológicos, fenológicos, práticas de manejo e informações do solo), contribuindo para a geração de indicadores para o monitoramento da seca, previsão e manejo dos riscos de colapso de safras e aprimoramento dos sistemas de alerta”, explica o diretor do Cemaden.

Além disso, o sistema vai contar com as informações enviadas pelos próprios produtores por meio de aplicativo desenvolvido em parceria com o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Mudanças Climáticas (INCT) do MCTIC e o International Institute for Applied Systems Analysis (Iiasa), da Áustria.

Disponibilizado para aparelhos celulares desde o início do ano, o AgriSupport permite o registro fotográfico georreferenciado de áreas plantadas e a coleta de informações sobre plantios realizados pelos pequenos produtores do semiárido.

No futuro, o monitoramento das safras será estendido para outros cultivos em outras regiões do País.

 MCTIC

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