Áreas de alto e muito alto risco (IPT)

Instituto de Pesquisas Tecnológicas assina contrato com Defesa Civil de SP para identificação de áreas de deslizamentos e inundações em 10 cidades

Um novo contrato assinado entre o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e a Coordenaria Estadual de Defesa Civil do Estado de São Paulo prevê o mapeamento das áreas de alto e muito alto risco a deslizamentos e inundações em 10 municípios. A relação contempla os municípios que apresentaram incidência e recorrência de eventos de ordem meteorológica, hidrológica e geológica, de acordo com dados estatísticos registrados no Sistema Integrado de Defesa Civil (SIDEC) e que ainda não possuem instrumentos de identificação de risco abrangidos no Plano Preventivo de Defesa Civil do estado.

O projeto de três meses será realizado pela Seção de Investigações, Riscos e Desastres Naturais do IPT por meio de visitas técnicas aos municípios e posterior organização das informações em mapas, imagens e documentação fotográfica em um Sistema de Informações Geográficas (SIG), a fim de subsidiar o gerenciamento das áreas e estabelecer parâmetros técnicos e sociais.

Os graus de risco considerados seguem o método desenvolvido em 2007 pelo Ministério das Cidades e IPT, o qual estabelece quatro condições potenciais de risco – “é importante ressaltar que o projeto tratará dos setores classificados como de risco alto (R3) e muito alto (R4) das 10 cidades”, afirma Marcelo Fischer Gramani, coordenador do projeto e pesquisador da Seção.

As cidades incluídas no projeto estão localizadas nas Regiões Administrativas de Presidente Prudente (Adamantina, Caiabu, Inúbia Paulista e Presidente Prudente), de Campinas (Caconde e Divinolândia), de Itapeva (Paranapanema e Tejupá), de Marília (Tupã) e de Barretos (Olímpia). Estes municípios foram indicados como prioritários por não terem informações atualizadas sobre riscos de deslizamento e/ou inundações.

As principais atividades desenvolvidas pelo IPT incluem a pesquisa bibliográfica dos levantamentos de áreas de riscos existentes, a consulta às equipes das Coordenadorias Municipais de Defesa Civil sobre o número de atendimentos efetuados nos locais que serão avaliados, a realização de vistorias de campo para levantamento de indicadores de risco e tipologias dos processos, e a elaboração de documentação fotográfica.

Os dados coletados serão analisados para fundamentar o relatório técnico, que irá conter informações como descrição da área avaliada, delimitação dos setores de risco identificados em imagem de sensores remotos, quantidade de imóveis em risco, quantidade de pessoas em risco, tipologia do processo (deslizamento, inundação, solapamento de margem) e sugestões de intervenções para minimizar ou eliminar os riscos identificados.

(IPT)

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