Onças recebem colar com transmissor e são monitoradas pelo Instituto Mamirauá (MCTI/Instituto Mamirauá)

Em 2015, três onças-pintadas foram capturadas pelos pesquisadores na Reserva Mamirauá, no Amazonas, e têm sua movimentação acompanhada. Os exemplares são apelidados de Pérola, Baden e Caçulão

Iniciado o ciclo da cheia, com o aumento do nível da água, na Reserva Mamirauá, no Amazonas, os pesquisadores do Instituto Mamirauá vão a campo para a campanha de captura de onças-pintadas, realizada nos meses de dezembro, janeiro e março. Em 2015, três animais foram capturados e são agora monitorados pelos pesquisadores. Os três exemplares, apelidados de Pérola, Baden e Caçulão, são adultos: uma fêmea preta (melânica) e dois machos.

A recaptura de Baden, que já havia sido capturado e monitorado durante o ano de 2014, permite aos pesquisadores acompanharem seu comportamento por um período mais longo, gerando mais informações para o estudo. De acordo com o pesquisador Emiliano Esterci Ramalho, líder do Grupo de Pesquisa em Ecologia e Conservação de Felinos na Amazônia, desde a primeira captura, em 2008, todos os animais observados possuem bom estado de saúde.

O principal objetivo do estudo é entender a ecologia da onça-pintada nas florestas inundáveis da Amazônia, buscando conhecer como as onças se movimentam e como a alteração do ambiente pelo fluxo das águas (enchente, cheia, vazante e seca) influencia seu comportamento. As capturas também permitem aos pesquisadores avaliar o estado de saúde dos espécimes e detectar quais patógenos e parasitas estão presentes na população de onças da região.

O pesquisador citou um fato inusitado observado pelo monitoramento desse ano. “O Caçulão, que é um macho bem ousado, andou e deitou em baixo das casas de uma das comunidades da Reserva Mamirauá, comeu cachorros, galinhas e um pato no período em que estávamos na região. E vimos uma interação bem interessante dele com outro macho. Marcamos o ponto em que o outro estava e, no dia seguinte, o Caçulão esteve no mesmo local”, contou.

Leia mais.

(MCTI, via Instituto Mamirauá)

http://www.mcti.gov.br/noticias/-/asset_publisher/IqV53KMvD5rY/content/oncas-recebem-colar-com-transmissor-e-sao-monitoradas-pelo-instituto-mamiraua

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