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Cientistas pedem limite à criação de vírus mortais em laboratório (O Globo)

JC e-mail 4991, de 17 de julho de 2014

Falhas em unidades americanas elevam riscos de surtos

Um grupo multidisciplinar de cientistas de importantes universidades em diferentes países publicou ontem um alerta sobre a manipulação, em laboratórios norte-americanos, de vírus que podem se espalhar e infectar homens e outros mamíferos. A preocupação vem na esteira de seguidas notícias sobre falhas de envolvendo micro-organismos potencialmente perigosos.

“Incidentes recentes com varíola, antraz e gripe aviária em alguns dos mais importantes laboratórios dos EUA nos faz lembrar da falibilidade até das unidades mais seguras, reforçando a necessidade urgente de uma reavaliação completa de biossegurança”, escreveu o autodenominado “Grupo de Trabalho de Cambridge”, composto de pesquisadores das universidades de Harvard, Yale, Ottawa, entre outras.

No alerta, eles relatam que incidentes com patógenos têm aumentado e ocorrido em média duas vezes por semana em laboratórios privados e públicos do país. A informação é de um estudo de 2012 do periódico “Applied Biosafety”.

– Quando vemos algum caso na imprensa, dá a impressão de que são episódios raros, mas não são – comentou Amir Attaran, da Universidade de Ottawa, um dos cientistas que assinou o documento. – Estamos preocupados com as experiências perigosas que estão sendo feitas para projetar os mais infecciosos e mortais vírus da gripe e da síndrome respiratória aguda grave (Sars). Achamos que essa ciência imprudente e insensata pode ferir ou matar um grande número de pessoas. O Centro de Controle de Prevenção de Doenças, na semana passada, admitiu que laboratórios de alta segurança perderam o controle com algumas amostras.

No último caso, frascos de varíola foram encontrados por acaso num depósito inutilizado de um laboratório federal em Washington. Estima-se que eles estivessem ali há mais de 50 anos.

Attaran comparou o pronunciamento do grupo ao que cientistas fizeram em 1943, antes dos bombardeios de Hiroshima, na Segunda Guerra Mundial. E disse que o risco dessas experiências são maiores do que os possíveis benefícios dessas pesquisas, citando a recriação in vitro do vírus da gripe espanhola, de 1918, que matou 40 milhões de pessoas. Em 2006, cientistas fizeram a experiência num laboratório americano.

– Não é para ficarmos alarmados aqui – garante Volnei Garrafa, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Bioética da UnB e membro do Comitê Internacional de Bioética da Unesco. – Mas a preocupação deles é válida, sempre há riscos, e o governo precisaria se posicionar.

LEIA O DOCUMENTO NA ÍNTEGRA:
Incidentes recentes envolvendo varíola, antraz e gripe aviária em alguns dos mais importantes laboratórios dos Estados Unidos nos faz lembrar da falibilidade até das unidades mais seguras, reforçando a necessidade urgente de uma reavaliação completa de biossegurança. Tais incidentes têm aumentado e ocorrido em média duas vezes por semana com patógenos regulados em laboratórios privados e públicos do país. Uma infecção acidental com qualquer patógeno é preocupante. Mas riscos de acidente com os recém-criados ‘patógenos potencialmente pandêmicos’ levanta novas graves preocupações.

A criação em laboratório de novas cepas de vírus perigosos e altamente transmissíveis, especialmente de gripe, mas não apenas dela, apresenta riscos substancialmente maiores. Uma infecção acidental em tal situação poderia desencadear surtos que poderiam ser difíceis ou impossíveis de controlar. Historicamente, novas cepas de gripe, uma vez que comecem a transmissão na população humana, infectaram um quarto ou mais da população mundial em dois anos.

Para qualquer experimento, os benefícios esperados deveriam superar os riscos. Experiências envolvendo a criação de patógenos potencialmente pandêmicos deveria ser limitada até que haja uma avaliação quantitativa, objetiva e confiável, dos possíveis benefícios e oportunidades de mitigação de riscos, assim como a comparação contra abordagens experimentais mais seguras.

Uma versão moderna do processo Asilomar, que define regras para pesquisas com DNA recombinante, poderia ser um ponto de partida para identificar as melhores medidas para se atingir os objetivos de saúde pública global no combate a doenças pandêmicas e assegurar os mais altos níveis de segurança. Sempre que possível, a segurança deve ser prioridade em detrimento a ações que tenham risco de pandemia acidental.

(Flávia Milhorance / O Globo)
http://oglobo.globo.com/sociedade/saude/cientistas-pedem-limite-criacao-de-virus-mortais-em-laboratorio-13281731#ixzz37jNAiHZI

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Brazil builds nuclear submarine to patrol offshore oil (Channel News Asia)

POSTED: 04 Jun 2014 07:15

Brazil is building five submarines to patrol its massive coast, including one powered by an atomic reactor that would put it in the small club of countries with a nuclear sub.

The BNS S34 Tikuna Brazilian diesel-electric powered submarine moored at the navy base in Niteroi, Brazil. (AFP/Yasuyoshi Chiba)

RIO DE JANEIRO: Brazil is building five submarines to patrol its massive coast, including one powered by an atomic reactor that would put it in the small club of countries with a nuclear sub.

The South American giant is in the process of exploring major oil fields off its shores that could make it one of the world’s top petroleum exporters.

The new submarines aim to protect that resource, said the navy official coordinating the US$10-billion project, Gilberto Max Roffe Hirshfeld.

“The nuclear-propelled submarine is one of the weapons with the greatest power of dissuasion,” he told AFP.

“Brazil has riches in its waters. It’s our responsibility to have strong armed forces. Not to make war, but to avoid war. So that no one tries to take away our riches.”

The new submarines, which will replace Brazil’s aging fleet of five conventional subs, are being built at a sprawling 540,000-square-metre complex in Itaguai, just south of Rio de Janeiro.

The project is a joint venture between the navy, Brazilian construction firm Odebrecht and French state defense firm DCNS.

Brazil and France signed a deal for the project in 2008 under which DCNS is providing building materials and training while Brazil builds up its own submarine industry.

Brazil is developing the nuclear reactor and enriched uranium itself.

The first submarine, a conventional sub called SBR1, is 45-percent complete and scheduled to launch in 2017. The second is in the early stages of construction and is due to launch in 2019.

Work on the nuclear sub, SNBR, is supposed to start in 2017, with a launch target of 2025, the year the project wraps up.

Workers are assembling the submarines in a massive 38-metre-tall hangar, putting together the giant sheets of steel that will form the hulls.

When complete, the nuclear submarine will measure 100 metres long and weigh 6,000 tonnes. Its conventional cousins will be slightly smaller, at 75 metres and 2,000 tonnes.

Currently the only countries to design and build their own nuclear submarines are the permanent members of the United Nations Security Council — Britain, China, France, Russia and the United States — plus India, which has completed one and is in the process of building more.

Unlike conventional submarines, which run on electric or diesel engines and have to resurface every 12 to 24 hours to refuel, nuclear submarines run on atomic power and can stay immersed indefinitely.

They can also be outfitted to launch nuclear warheads — though under Brazil’s constitution and the Nuclear Non-Proliferation Treaty, the country is barred from developing atomic weapons.

Its five new submarines will be equipped with conventional torpedos.

Brazil’s navy says the conventional submarines will patrol ports and other strategic points along the country’s 8,500-kilometre coast.

The SNBR will patrol farther away, around the country’s “pre-salt” deepwater oil reserves — estimated at up to 35 billion barrels — and the so-called Blue Amazon, a biodiverse area off the coast with minerals including gold, manganese and limestone.

According to the Stockholm International Peace Research Institute, Brazil had one of the world’s 15 largest defense budgets in 2013, at US$31.5 billion.