Sobre a COP 19 de Varsóvia

JC e-mail 4864, de 28 de novembro de 2013

Resultados de conferência da ONU sobre o clima ficaram abaixo da expectativa, diz Capiberibe

Ele observou que as dificuldades encontradas durante a conferência terminaram por adiar por um dia o encerramento das negociações

O senador João Capiberibe (PSB-AP) comentou nesta quarta-feira (27) a realização da 19ª Conferência Mundial do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU), encerrada no último sábado, em Varsóvia. Na avaliação de Capiberibe, os resultados da conferência ficaram abaixo da expectativa, principalmente porque foi mal recebida pelos países desenvolvidos a tese de responsabilidade histórica pelos danos ambientais.

Ele observou que as dificuldades encontradas durante a conferência terminaram por adiar por um dia o encerramento das negociações.

– A conferência, na verdade, deveria ter sido concluída na sexta-feira, e nós aguardamos até as 19h para o encerramento a apresentação do relatório final, que não foi possível em função das enormes contradições que envolvem esse tema. Os negociadores vararam a noite e só foi possível apresentar relatório final no sábado quando já estávamos de volta a nosso país – relatou Capiberibe.

O senador ainda afirmou que as mudanças no clima representam uma crise global que veio para ficar e exige decisões rápidas. Capiberibe destacou o compromisso do Brasil com o desenvolvimento sustentável e classificou o novo Código Florestal como um retrocesso que põe em risco o meio ambiente:

– E do ano passado para cá nós tivemos um aumento de 28% no processo de desmatamento, e isso pode estar ligado – nós não podemos afirmar – ao novo Código Ambiental, que terminou permitindo, anistiando desmatadores, anistiando aqueles que agridem a legislação, anistiando os que cometem crimes ambientais, e isso, evidentemente, estimula o desmatamento – afirmou.

(Agência Senado)

* * *
JC e-mail 4864, de 28 de novembro de 2013

Vanessa Grazziotin: conferência do clima surpreende e obtém avanço na proteção a florestas

O maior avanço alcançado foi o estabelecimento de regras para o pagamento aos países que protegerem suas áreas de florestas, o chamado REDD+

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) registrou a participação dela e de outros senadores na 19ª Conferência do Clima da ONU, a COP 19, ocorrida em Varsóvia, na Polônia, na semana passada. Ela se disse surpresa com os resultados de uma reunião em torno da qual “não pairava qualquer expectativa”.

Segundo a parlamentar, o maior avanço alcançado foi o estabelecimento de regras para o pagamento aos países que protegerem suas áreas de florestas, o chamado REDD+. Para ter acesso aos recursos, os países devem reduzir emissões de carbono por desmatamento e degradação florestal.

– É uma mudança de lógica, de paradigma, dentro da própria política internacional sobre mudanças climáticas, já que até então o que tínhamos eram recursos para nações que recuperassem florestas degradadas. Isso é importante para o mundo inteiro, mas em particular para o nosso país, por que temos a maior floresta tropical do mundo e estamos em processo de desenvolvimento – explicou a parlamentar.

Vanessa Grazziotin observou, ainda, que o tema do pagamento pela proteção de florestas ganhou mais importância nas discussões da COP 19 que o do comércio de carbono, por meio do qual países podem pagar a outros pelo excesso de emissão de gases causadores do efeito estufa.

– Isso não ajuda o clima. Então esse debate ficou em plano secundário – assinalou Vanessa Grazziotin. Ela esclareceu que as regras aprovadas em Varsóvia preveem a utilização de dinheiro do Fundo Verde, aprovado em 2010 e que já tem recursos disponíveis a partir deste ano, embora a maior parte das verbas vá ser aportada em 2014.

Vanguarda
A parlamentar pelo Amazonas chamou a atenção para o papel relevante do Brasil no avanço da agenda ambiental. Sétimo no ranking da economia mundial, o país é “uma nação líder” no que se refere a proteção ao meio ambiente. Não só por causa da maior floresta tropical do mundo, mas também das posições importantes que assume nos fóruns internacionais, entre as quais as de fortalecimento do grupo dos 77 países em desenvolvimento e do Basic (Brasil, África do Sul, Índia e China).

O Brasil, observou ainda Vanessa Grazziotin, tem uma meta interna voluntária, em lei, “das maiores do mundo”: de 36% a quase 39% de redução das emissões brasileiras até o ano de 2020, levando-se em conta índices de 1995.

Tanto a Conferência das Partes, realizada na Polônia, como a próxima, que será realizada em Lima, no Peru, serão preparatórias para a 21ª Conferência das Partes, marcada para ocorrer em Paris. Na 21ª Conferência, será elaborada uma nova convenção, pela qual todos países terão regras estabelecidas internacionalmente para a redução de emissão de gases de efeito estufa.

Estiveram em Varsóvia, além de Vanessa Grazziotin, os senadores João Capiberibe (PSB-AP), Sérgio Souza (PMDB-PR) e Anibal Diniz (PT-AC). O grupo participou igualmente de uma reunião da Globe Internacional, entidade ambiental que reúne parlamentares de vários países.

(Agência Senado)

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s