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2 em cada 3 pagariam mais caro em carro elétrico para combater mudanças climáticas, diz Datafolha (Folha de S.Paulo)

www1.folha.uol.com.br

Jéssica Maes

02.julho.2024


Os brasileiros estão dispostos a modificar hábitos de consumo para ajudar na luta contra o aquecimento global, mostra uma nova pesquisa Datafolha, divulgada nesta segunda-feira (1º).

Em uma questão em que foram apresentadas possíveis medidas individuais para combater as mudanças climáticas, 100% dos entrevistados afirmaram que adotariam alguma delas.

Quase a totalidade concordaria com atitudes simples, como trocar as lâmpadas de casa por modelos mais econômicos (99%) e reduzir o uso de plástico e embalagens descartáveis (94%). Os índices de aceitação são altos mesmo entre atitudes de custo superior, como colocar painéis solares em casa (89%) ou pagar mais caro por produtos com baixa emissão de carbono (74%) Dois em cada três (63%) investiriam mais por um carro elétrico (63%).

A pesquisa sobre a compreensão e a relação da população com as mudanças climáticas foi realizada presencialmente, com 2.457 pessoas de 16 anos ou mais em 130 municípios pelo Brasil, entre os dias 17 e 22 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com taxa de confiança de 95%.

O levantamento mostra que a maioria das pessoas também aceitaria usar mais o transporte público ou a bicicleta (82%), escolher viagens para lugares mais próximos para evitar usar avião (77%) e até mesmo reduzir o consumo de carne (68%) em prol do meio ambiente.

A queima de combustíveis fósseis, como petróleo, carvão e gás, para produção de energia, transporte e pela indústria é a maior fonte de emissões de gases de efeito estufa no mundo. No Brasil, a principal fonte de emissões é o desmatamento, que tem no setor agropecuário o seu motor mais significativo.

Além disso, o plástico, que é um derivado do petróleo, ainda causa um problema ambiental por si só —especialmente aquele de uso único, como embalagens ou produtos descartáveis. Cerca de 450 milhões de toneladas desse material são descartadas por ano no mundo e apenas 9% é reciclado. Até 2050, as previsões são de que haja mais plástico do peixe nos oceanos.

Os resultados da pesquisa Datafolha apontam, ainda, que 83% dos brasileiros acreditam que atitudes individuais têm um papel importante para resolver problemas ambientais.

Metade (51%) das pessoas diz acreditar que ações individuais contribuem muito para a sustentabilidade e preservação do meio ambiente, e um terço (32%) que contribuem um pouco, enquanto apenas 16% dizem que essas atitudes não contribuem.

O índice de quem acredita na importância de ações individuais para a conservação chega a 93% entre aqueles com ensino superior, 86% para quem tem nível médio e cai a 73% entre os de nível fundamental.

A taxa também cresce, atingindo 88%, na parcela mais jovem dos entrevistados, de 16 a 24 anos. O número fica em 86% para o estrato de 25 a 44 anos, 82% para a faixa etária entre 45 e 59 anos e reduz para 76% na parcela mais velha, de 60 anos ou mais.

Ao mesmo tempo que metade dos brasileiros acreditam que ações individuais são muito significativas para a sustentabilidade, apenas 25% se sentem, pessoalmente, muito responsáveis pelas mudanças climáticas. Outros 51% dizem se sentir um pouco responsáveis e 23%, nada responsáveis. Só 1% não soube opinar.

De modo geral, ações tomadas individualmente pelos cidadãos podem contribuir para reduzir as emissões de gases que aquecem o planeta, como abrir mão de meios de transporte movidos a combustão, fazer adaptações na dieta e consumir produtos de origem sustentável, como recomendado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente.

Contudo, para mudar significativamente o cenário e as previsões para o futuro do clima, são necessárias grandes transformações em setores econômicos, o que requer medidas contundentes de governos e corporações.

97% dos brasileiros percebem mudanças climáticas no dia a dia, aponta Datafolha (Folha de S.Paulo)

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Jéssica Maes

02.julho.2024


Em meio a fenômenos de proporções históricas, como os alagamentos que devastaram o Rio Grande do Sul e a seca que vem causando incêndios florestais recordes no pantanal, 97% dos brasileiros afirmam que percebem no dia a dia que o planeta está passando por mudanças climáticas.

O dado pertence a uma nova pesquisa Datafolha, divulgada nesta segunda-feira (1º), que aponta que apenas 2% dos entrevistados negam a existência das alterações no clima, enquanto 1% não soube responder.

O levantamento foi realizado presencialmente, com 2.457 pessoas de 16 anos ou mais em 130 municípios pelo Brasil, entre os dias 17 e 22 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com taxa de confiança de 95%.

Os resultados mostram que essa percepção quase unânime se repete mesmo considerando diferentes recortes, como gênero, nível de escolaridade e faixa etária —chegando, por exemplo, a 100% de concordância sobre a ocorrência das mudanças climáticas entre os mais jovens, de 16 a 24 anos.

Os índices caem, porém, quando questionados sobre os agentes que provocam essa transformação. São 77% quem acha que as mudanças climáticas são causadas principalmente pelas ações humanas, enquanto 20% defendem que a causa delas é a oscilação natural da temperatura.

Conforme aponta o consenso científico, a crise do clima atual é provocada pelos gases de efeito estufa emitidos pelas atividades humanas, principalmente a queima de combustíveis fósseis e o desmatamento, que aquecem o planeta. Em 2021, uma análise de quase 90 mil artigos científicos mostrou que mais de 99,9% dos pesquisadores do mundo concordam sobre essas causas e efeitos.

Os altos índices gerais de reconhecimento da mudança do clima podem estar relacionados ao aumento da intensidade, frequência e exposição a eventos climáticos extremos. A pesquisa perguntou se nas últimas semanas o lugar onde o entrevistado mora passou por diferentes tipos de fenômenos desta natureza, e 77% disseram que sim.

Entre esses, o número mais expressivo foi o de pessoas que passaram por calor extremo (65%), seguido de chuva intensa ou tempestade (33%), e seca extrema (29%). Enchentes atingiram 20% dos entrevistados e deslizamentos de terra, 7%.

Um quarto dos respondentes (23%) afirmou não ter vivenciado nenhum destes eventos recentemente.

Para Paulo Artaxo, professor de física da USP (Universidade de São Paulo) e membro do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), vinculado à ONU, no mundo inteiro a população está percebendo que o clima mudou para pior, o que é reforçado pela ocorrência de fenômenos extremos.

“As mudanças climáticas se dão em dois níveis. Primeiro, um lento e gradual: degradação ambiental com o aumento lento da temperatura, redução ou aumento lento da precipitação, o aumento do nível do mar que afeta as áreas costeiras e assim por diante”, explica.

“Um segundo componente é a intensificação dos eventos climáticos extremos, que cada vez mais se tornam muito perceptíveis para a população em geral, causando enormes danos na saúde, na economia e na sociedade em geral”.

Marcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, que reúne mais de uma centena de organizações ambientais, concorda.

“As pessoas não precisam mais procurar um relatório científico para se informar. Elas abrem a janela de casa, ligam a televisão e as mudanças climáticas estão acontecendo —não são mais uma previsão, são o presente”, diz. “Isso, obviamente, faz com que as pessoas tenham mais capacidade de compreender o que está acontecendo”.

O Datafolha mostra que a escolaridade é um fator que impacta a percepção dos brasileiros sobre o clima. Entre pessoas com educação de nível fundamental, 67% acreditam que as mudanças climáticas são causadas pela humanidade, 26% dizem que elas fazem parte da natureza e 4%, que não existem, Entre aquelas com ensino superior, os números são, respectivamente, 87%, 13% e 1%.

Astrini afirma que os resultados estão relacionados à falta de acesso à informação qualificada e à abundância de fake news disseminadas sobre o tema.

“Nós vivemos em um mundo em que existe desinformação em larga escala e alguns setores são alvos preferenciais de quem provoca a desinformação. O meio ambiente é um deles”, diz. “Em meio ambiente há muito, muito tempo, a gente enfrenta um verdadeiro batalhão —que vem enfraquecendo, mas ainda existe— de negacionismo, de desinformação”.

Também é entre os que passaram menos tempo na educação formal que está a taxa mais alta de descrença nas previsões da ciência sobre as consequências do aquecimento global. Daqueles que estudaram até o ensino fundamental, 43% dizem acreditar que cientistas e ambientalistas exageram sobre os impactos das mudanças climáticas, enquanto na população geral o índice é de 31%.

O nível mais alto de confiança nos especialistas está entre os mais jovens, com 77% dos que têm entre 16 e 24 anos afirmando que não há exagero a respeito do tema; 21% dizem o contrário.

Já entre aqueles com 60 anos ou mais o patamar de descrença está acima da média nacional, com mais de um terço (36%) concordando com a afirmação de que cientistas e ambientalistas exageram ao tratar dos impactos da crise do clima.

“É esperado que os mais jovens e os com mais acesso à informação mostrem maior concordância com as avaliações científicas. Os mais velhos têm a memória de condições mais estáveis e se formaram em um ambiente onde o tema não estava tão difundido, estudado ou documentado”, avalia Mercedes Bustamante, professora do departamento de ecologia da UnB (Universidade de Brasília).

Cruzando os dados da pesquisa, é possível notar, ainda, que aqueles que relatam não terem vivenciado um evento climático extremo no local onde moram são mais propensos a duvidar do parecer científico sobre os impactos do aquecimento global. Neste grupo, 36% das pessoas acham que os especialistas exageram, 61% acham que não e 3% não souberam responder.

A taxa de descrédito cai para 29% entre aqueles que passaram por alguma situação climática extrema recentemente, enquanto 69% deste estrato acha que não há exagero e 2% não soube responder.

Mais da metade dos brasileiros diz que crise do clima representa ameaça imediata, mostra Datafolha (Folha de S.Paulo)

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Jéssica Maes

02.julho.2024


Mais da metade (52%) dos brasileiros acha que as mudanças climáticas são um risco imediato para a população do planeta, enquanto 43% opinam que elas só representarão perigo para quem viverá daqui a muitos anos. Apenas 5% dizem que a crise do clima não representa risco algum.

Os números são da pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira (1º), que trata das percepções e opiniões sobre as alterações no clima. O levantamento ouviu 2.457 pessoas de 16 anos ou mais em 130 municípios pelo Brasil, entre os dias 17 e 22 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com taxa de confiança de 95%.

“O percentual de brasileiros que compreende a mudança climática é elevado em comparação a outros países (por exemplo, os Estados Unidos)”, analisa Mercedes Bustamante, professora do departamento de Ecologia da Universidade de Brasília. Ela se refere a outros dados da pesquisa, que mostram que 77% das pessoas dizem acreditar que as mudanças climáticas são provocadas principalmente pelas atividades humanas.

A pesquisadora pondera, porém, que é interessante comparar esses índices com a divisão que aparece quando os entrevistados são questionados sobre os efeitos do aquecimento global. “Isso talvez seja uma indicação [de que há uma] percepção da existência do problema, mas ainda não [percebe-se] como seus mais variados efeitos já estão no dia a dia.”

Estudos mostram que o planeta já aqueceu mais de 1,2°C desde o período pré-industrial (1850-1900), que marca o grande aumento na emissão de carbono pela humanidade, e que fenômenos climáticos extremos, como tempestades e ondas de calor, já estão mais intensos e frequentes.

O Datafolha aponta ainda que, para 58% dos entrevistados, a humanidade não conseguirá agir para reverter os impactos das mudanças climáticas. Menos de um terço da população (31%) acha que será possível retornar a um clima mais ameno, enquanto 7% dizem que isso não faz diferença para a humanidade e o planeta.

O patamar de descrença na capacidade da humanidade de reverter as mudanças climáticas varia de acordo com a escolaridade, sendo mais alto entre aqueles que têm ensino de nível médio (60%). No estrato da população com ensino superior, 36% acreditam na possibilidade dos humanos conseguirem frear a crise climática.

Apesar disso, a pesquisa mostra que a disposição dos próprios brasileiros para mudar atitudes que têm o poder de potencializar o aquecimento global é alta.

Quase a totalidade diz que concordaria em adotar atitudes simples, como trocar as lâmpadas de casa por modelos mais econômicos (99%) e reduzir o uso de plástico (94%), e os índices de aceitação são altos mesmo diante de uma atitude custosa, como colocar paineis solares em casa (89%) e pagar mais caro por produtos com baixa emissão de carbono (74%) ou para ter um carro elétrico (63%).

Para especialistas, o que pode parecer uma contradição pode ser, na verdade, apenas desesperança com a inação de governantes e grandes corporações –que são os maiores culpados pelas emissões de gases de efeito estufa e, portanto, os principais responsáveis por reduzi-las.

“A ciência mostra caminhos para a resolução da mudança do clima. No entanto, creio que a percepção de que não haverá reversão indica a avaliação da morosidade ou mesmo falta de ações políticas concretas e robustas para abordar as soluções”, afirma Bustamante.

“A falta de ação das indústrias do petróleo e dos governos que são associados a elas, que financiam uma enorme quantidade de governos no mundo todo, está fazendo com que o planeta esteja indo por uma trajetória de aumento de temperatura médio da ordem de 3°C”, afirma o físico Paulo Artaxo, pesquisador da USP.

“Isto pode comprometer muito a qualidade de vida das próximas gerações, e isso não é para o final do século, já é para as próximas décadas”, acrescenta ele.

Para Marcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, rede que reúne mais de uma centena de organizações ambientais, o impacto dessa desesperança da população em reverter as mudanças climáticas pode ter um efeito nocivo, de diminuir esforços nesse sentido.

“Quando o ser humano pensa, ‘olha, já que não tem jeito, então para que que eu vou me esforçar? Para resolver algo que não tem solução?’. Isso, inclusive, se reflete no voto, na escolha dos governantes que vão gerenciar a máquina estatal, que é quem vai resolver o problema”, explica.

“Isso desencadeia um problema em cima do outro, porque é uma imobilização. E quanto mais passa o tempo, mais estreita vai ficar a janela para termos alguma esperança de solução”, diz Astrini.

Análise: Fatalismo domina percepção sobre mudança climática (Folha de S.Paulo)

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Marcelo Leite

02.julho.2024


Talvez o fator mais determinante para essa opinião unânime decorra da repetição de eventos extremos, como secas incendiárias, ondas de calor mortíferas e tempestades avassaladoras. Em 2020 o fogo já devastara o pantanal, e o Sul fora açoitado por sucessivas chuvas torrenciais no segundo semestre de 2023.

Com a reincidência e o porte desses desastres, muita gente passou a ter experiência direta com flagelos. Ao Datafolha, 65% relataram ter enfrentado calor extremo, assim como 33% apontaram chuva intensa ou tempestade e 29%, seca extrema. Só um quarto (23%) afirmou não ter vivido nenhum desses eventos.

Eram favas contadas que a maioria dos 2.457 brasileiros entrevistados pelo Datafolha, de 17 a 22 de junho, acusaria os golpes seguidos do aquecimento global, diante da avalanche de imagens dantescas a cada noite na TV. Poucos ainda negam a mudança climática, mas isso não significa que o negacionismo morreu.

Só 77% dos ouvidos atribuem as alterações aos gases do efeito estufa produzidos pela atividade humana, como a queima de combustíveis fósseis (derivados de petróleo, carvão e gás natural), o desmatamento e a agropecuária. Um contingente expressivo de 20% prefere enxergar causas naturais para a crise.

Menos gente ainda, 53%, diz acreditar que o fim da normalidade seja um risco imediato para a população da Terra. Outros 43% afirmam que o impacto afetará apenas as gerações futuras.

Quase um terço dos entrevistados (31%) avalia haver exagero de pesquisadores e ambientalistas quanto a impactos da mudança climática. Esse grupo de céticos alcança 43% entre pessoas que têm nível fundamental de escolaridade.

O dado da pesquisa que causa mais alarme aponta um excesso de fatalismo: 58% dos brasileiros opinam que a humanidade será incapaz de reverter a crise do clima. Meros 31% consideram possível manter o clima sob relativo controle, e 7% dizem que não faz diferença para a humanidade ou a natureza.

Esses bolsões remanescentes de ceticismo climático refletem o sucesso parcial da propaganda negacionista em sua tática de semear dúvidas múltiplas e variadas. Quando se torna impossível contradizer a existência do aquecimento global, dado o acúmulo de evidências e medições, lança-se suspeita sobre a contribuição humana para o fenômeno.

No mesmo diapasão, argumenta-se que a sociedade humana não tem meios para contra-arrestar fenômenos em escala planetária. Em paralelo, assegura-se que os impactos não serão tão graves assim, quem sabe até benéficos.

E pensar que há supostos cientistas dispostos a propagar tais fake news, em realidade pesquisadores argentários, aposentados ou desacreditados. Essa traição à ciência tem consequências, porém.

Embora tenha muito a perder com o desvario climático, a banda atrasada do agronegócio aplaude os mercadores de dúvidas e ajuda a eleger parlamentares, sobretudo no centrão, que tanto retrocesso impuseram à pauta ambiental no governo Bolsonaro (PL) e ainda dão suas mordidas sob a ambivalência de Lula (PT).

Americans’ Trust in Scientists, Other Groups Declines (Pew Research Center)

pewresearch.org

Republicans’ confidence in medical scientists down sharply since early in the coronavirus outbreak

By Brian Kennedy, Alec Tyson and Cary Funk

February 15, 2022


How we did this

Pew Research Center conducted this study to understand how much confidence Americans have in groups and institutions in society, including scientists and medical scientists. We surveyed 14,497 U.S. adults from Nov. 30 to Dec. 12, 2021.

The survey was conducted on Pew Research Center’s American Trends Panel (ATP) and included an oversample of Black and Hispanic adults from the Ipsos KnowledgePanel. A total of 3,042 Black adults (single-race, not Hispanic) and 3,716 Hispanic adults were sampled.

Respondents on both panels are recruited through national, random sampling of residential addresses. This way nearly all U.S. adults have a chance of selection. The survey is weighted to be representative of the U.S. adult population by gender, race, ethnicity, partisan affiliation, education and other categories. Read more about the ATP’s methodology.

Here are the questions used for this report, along with responses, and its methodology.

This is made possible by The Pew Charitable Trusts, which received support from Chan Zuckerberg Initiative DAF, an advised fund of Silicon Valley Community Foundation.


Pew Research Center conducted this study to understand how much confidence Americans have in groups and institutions in society, including scientists and medical scientists. We surveyed 14,497 U.S. adults from Nov. 30 to Dec. 12, 2021.

The survey was conducted on Pew Research Center’s American Trends Panel (ATP) and included an oversample of Black and Hispanic adults from the Ipsos KnowledgePanel. A total of 3,042 Black adults (single-race, not Hispanic) and 3,716 Hispanic adults were sampled.

Respondents on both panels are recruited through national, random sampling of residential addresses. This way nearly all U.S. adults have a chance of selection. The survey is weighted to be representative of the U.S. adult population by gender, race, ethnicity, partisan affiliation, education and other categories. Read more about the ATP’s methodology.

Here are the questions used for this report, along with responses, and its methodology.

This is made possible by The Pew Charitable Trusts, which received support from Chan Zuckerberg Initiative DAF, an advised fund of Silicon Valley Community Foundation.

Americans’ confidence in groups and institutions has turned downward compared with just a year ago. Trust in scientists and medical scientists, once seemingly buoyed by their central role in addressing the coronavirus outbreak, is now below pre-pandemic levels.

Chart shows public confidence in scientists and medical scientists has declined over the last year

Overall, 29% of U.S. adults say they have a great deal of confidence in medical scientists to act in the best interests of the public, down from 40% who said this in November 2020. Similarly, the share with a great deal of confidence in scientists to act in the public’s best interests is down by 10 percentage points (from 39% to 29%), according to a new Pew Research Center survey.

The new findings represent a shift in the recent trajectory of attitudes toward medical scientists and scientists. Public confidence in both groups had increased shortly after the start of the coronavirus outbreak, according to an April 2020 survey. Current ratings of medical scientists and scientists have now fallen below where they were in January 2019, before the emergence of the coronavirus.

Scientists and medical scientists are not the only groups and institutions to see their confidence ratings decline in the last year. The share of Americans who say they have a great deal of confidence in the military to act in the public’s best interests has fallen 14 points, from 39% in November 2020 to 25% in the current survey. And the shares of Americans with a great deal of confidence in K-12 public school principals and police officers have also decreased (by 7 and 6 points, respectively).

Large majorities of Americans continue to have at least a fair amount of confidence in medical scientists (78%) and scientists (77%) to act in the public’s best interests. These ratings place them at the top of the list of nine groups and institutions included in the survey. A large majority of Americans (74%) also express at least a fair amount of confidence in the military to act in the public’s best interests. Roughly two-thirds say this about police officers (69%) and K-12 public school principals (64%), while 55% have at least a fair amount of confidence in religious leaders.

The public continues to express lower levels of confidence in journalists, business leaders and elected officials, though even for these groups, public confidence is tilting more negative. Four-in-ten say they have a great deal or a fair amount of confidence in journalists and business leaders to act in the public’s best interests; six-in-ten now say they have not too much or no confidence at all in these groups. Ratings for elected officials are especially negative: 24% say they have a great deal or fair amount of confidence in elected officials, compared with 76% who say they have not too much or no confidence in them.

The survey was fielded Nov. 30 through Dec. 12, 2021, among 14,497 U.S. adults, as the omicron variant of the coronavirus was first detected in the United States – nearly two years since the coronavirus outbreak took hold. Recent surveys this year have found declining ratings for how President Joe Biden has handled the coronavirus outbreak as well as lower ratings for his job performance – and that of Congress – generally.

Partisan differences over trust in medical scientists, scientists continue to widen since the coronavirus outbreak

Democrats remain more likely than Republicans to express confidence in medical scientists and scientists to act in the public’s best interests.

Chart shows Democrats remain more confident than Republicans in medical scientists; ratings fall among both groups

However, there has been a significant decline in public confidence in medical scientists and scientists among both partisan groups.

Among Democrats and Democratic-leaning independents, nine-in-ten express either a great deal (44%) or a fair amount (46%) of confidence in medical scientists to act in the public’s best interests. However, the share expressing strong confidence in medical scientists has fallen 10 points since November 2020.

There has been a similar decline in the share of Democrats holding the strongest level of confidence in scientists since November 2020. (Half of the survey respondents were asked about their confidence in “medical scientists,” while the other half were asked about “scientists.”)

Still, ratings for medical scientists, along with those for scientists, remain more positive than those for other groups in the eyes of Democrats and independents who lean to the Democratic Party. None of the other groups rated on the survey garner as much confidence; the closest contenders are public school principals and the military. About three-quarters (76%) of Democrats and Democratic leaners have at least a fair amount of confidence in public school principals; 68% say the same about the military.

There has been a steady decline in confidence in medical scientists among Republicans and Republican leaners since April 2020. In the latest survey, just 15% have a great deal of confidence in medical scientists, down from 31% who said this in April 2020 and 26% who said this in November 2020. There has been a parallel increase in the share of Republicans holding negative views of medical scientists, with 34% now saying they have not too much or no confidence at all in medical scientists to act in the public’s best interests – nearly three times higher than in January 2019, before the coronavirus outbreak.

Republicans’ views of scientists have followed a similar trajectory. Just 13% have a great deal of confidence in scientists, down from a high of 27% in January 2019 and April 2020. The share with negative views has doubled over this time period; 36% say they have not too much or no confidence at all in scientists in the latest survey.

Republicans’ confidence in other groups and institutions has also declined since the pandemic took hold. The share of Republicans with at least a fair amount of confidence in public school principals is down 27 points since April 2020. Views of elected officials, already at low levels, declined further; 15% of Republicans have at least a fair amount of confidence in elected officials to act in the public’s best interests, down from 37% in April 2020.

Race and ethnicity, education, partisan affiliation each shape confidence in medical scientists

People’s assessments of scientists and medical scientists are tied to several factors, including race and ethnicity as well as levels of education and partisan affiliation.

Chart shows confidence in medical scientists declines among White, Black and Hispanic adults since April 2020

Looking across racial and ethnic groups, confidence in medical scientists declined at least modestly among White and Black adults over the past year. The decline was especially pronounced among White adults.

There is now little difference between how White, Black and Hispanic adults see medical scientists. This marks a shift from previous Pew Research Center surveys, where White adults were more likely than Black adults to express high levels of confidence in medical scientists.

Among White adults, the share with a great deal of confidence in medical scientists to act in the best interests of the public has declined from 43% to 29% over the past year. Ratings are now lower than they were in January 2019, before the coronavirus outbreak in the U.S.

Among Black adults, 28% say they have a great deal of confidence in medical scientists to act in the public’s best interests, down slightly from November 2020 (33%).

The share of Hispanic adults with a strong level of trust in medical scientists is similar to the share who expressed the same level of trust in November 2020, although the current share is 16 points lower than it was in April 2020 (29% vs 45%), shortly after measures to address the coronavirus outbreak began. Ratings of medical scientists among Hispanic adults continue to be lower than they were before the coronavirus outbreak. In January 2019, 37% of Hispanic adults said they had a great deal of confidence in medical scientists.

While the shares of White, Black and Hispanic adults who express a great deal of confidence in medical scientists have declined since the early stages of the coronavirus outbreak in the U.S., majorities of these groups continue to express at least a fair amount of confidence in medical scientists, and the ratings for medical scientists compare favorably with those of other groups and institutions rated in the survey.

Chart shows White Democrats express higher levels of confidence in medical scientists than Black, Hispanic Democrats

Confidence in scientists tends to track closely with confidence in medical scientists. Majorities of White, Black and Hispanic adults have at least a fair amount of confidence in scientists. And the shares with this view continue to rank at or above those for other groups and institutions. For more on confidence in scientists over time among White, Black and Hispanic adults, see the Appendix.

Confidence in medical scientists and scientists across racial and ethnic groups plays out differently for Democrats and Republicans.

White Democrats (52%) are more likely than Hispanic (36%) and Black (30%) Democrats to say they have a great deal of confidence in medical scientists to act in the public’s best interests. However, large majorities of all three groups say they have at least a fair amount of confidence in medical scientists.

Among Republicans and Republican leaners, 14% of White adults say they have a great deal of confidence in medical scientists, while 52% say they have a fair amount of confidence. Views among Hispanic Republicans are very similar to those of White Republicans, in contrast to differences seen among Democrats.

There are similar patterns in confidence in scientists. (However, the sample size for Black Republicans in the survey is too small to analyze on these measures.) See the Appendix for more.

Americans with higher levels of education express more positive views of scientists and medical scientists than those with lower levels of education, as has also been the case in past Center surveys. But education matters more in assessments by Democrats than Republicans.

Chart shows college-educated Democrats express high levels of confidence in medical scientists

Democrats and Democratic leaners with at least a college degree express a high level of confidence in medical scientists: 54% have a great deal of confidence and 95% have at least a fair amount of confidence in medical scientists to act in the public’s interests. By comparison, a smaller share of Democrats who have not graduated from college have confidence in medical scientists.

Among Republicans and Republican leaners, college graduates are 9 points more likely than those with some college experience or less education to express a great deal of confidence in medical scientists (21% vs. 12%).

There is a similar difference between those with higher and lower education levels among Democrats when it comes to confidence in scientists. Among Republicans, differences by education are less pronounced; there is no significant difference by education level in the shares holding the strongest level of confidence in scientists to act in the public’s interests. See the Appendix for details.

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