Diretoria da Aciesp se manifesta contra as declarações do governador Geraldo Alckmin sobre o fomento à pesquisa científica no Estado
Veja abaixo o texto na íntegra:
A Academia de Ciências do Estado de São Paulo (Aciesp) vê com grande preocupação a nota publicada em 26 de abril de 2016 pela colunista Vera Magalhães da revista Veja, sobre a crítica do governador Alckmin à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Apesar de uma segunda nota, publicada no dia 26, ter desmentido o uso do termo máfia de pesquisadores e de ter havido um bate-boca sobre o assunto durante a reunião do secretariado. O restante do que está no artigo mostra a visão parcial e distorcida, que o Governador demonstra ter sobre a íntima relação ciência básica e aplicada e até sobre a ciência em São Paulo, que é motivo de orgulho para o Estado e para o País, considerando que o impacto da produção acadêmica brasileira no cenário mundial, deve-se em grande parte ao que se produz em São Paulo, devido ao suporte financeiro da Fapesp.
A Fapesp tem sido vista como um exemplo nacional e mundial de financiamento à ciência, tecnologia e inovação, e elogiada em diferentes âmbitos, sendo um exemplo para todos os estados brasileiros, que copiaram o modelo e vêm fazendo com que verba estatal seja mais direcionada a ciência local de cada estado.
O esforço da Fapesp na interação entre os setores acadêmico e produtivo, público e privado tem sido enorme. Em particular, há programas específicos que tratam da interação com o setor produtivo (PIPE, PITE e PAPPE) que visam financiar diretamente iniciativas junto à indústria e/ou de formar novas indústrias em São Paulo. Os esforços nestes programas são comparáveis, em qualidade, ao de países como os Estados Unidos e Alemanha e não há iniciativa comparável na América Latina.
Além destes programas mais específicos, os quatro grandes programas da Fapesp (Bioen, Biota, Mudanças Climáticas, e Computação e Science) congregam a aplicação de milhões de reais para resolver problemas práticos reais que são importantes não somente para São Paulo, mas para todo o Brasil e para o mundo. O foco em energias renováveis, notadamente o etanol, congregado pelo Bioen, avançou o conhecimento científico sobre a cana e o etanol de maneira sem precedentes. Em poucos anos de estímulo a ciência brasileira das energias renováveis está pronta para ser aplicada e mudar o paradigma sobre o etanol de segunda geração. Mesmo com a grande crise que se abateu sobre o setor sucroalcoleiro, a Fapesp nunca deixou de fomentar a pesquisa na área, apoiando os projetos e mantendo o foco. É deste tipo de atitude que o Brasil precisa, ou seja, de consistência nas convicções e, criando uma identidade com base naquilo que fazemos melhor. No caso do Biota, com mais de 20 anos de existência, o avanço no conhecimento da biodiversidade paulista e brasileira, com reflexos internacionais inquestionáveis, ajuda a nossa sociedade a entender e poder preservar o meio ambiente. Além da preservação há também o uso sustentável da biodiversidade. Por exemplo, as descobertas de compostos que podem se tornar novos fármacos, cosméticos e aditivos de alimentos é enorme. Já o programa de Mudanças Climáticas, irmão mais novo do Biota, se debruça sobre o que tem sido considerado com o problema mais importante que a humanidade já enfrentou: as Mudanças Climáticas Globais. O programa não somente vem gerando modelos climáticos, que são a base para decidir o que fazer para evitar os efeitos extremamente graves que os impactos das Mudanças Climáticas irão produzir, mas também os seus impactos sobre a produção de alimentos, a produção industrial em geral, a saúde da população, entre outros. O Programa de Computação da Fapesp, o mais novo dos quatro, foi montado para preparar a sociedade paulista para a era do big-data, em que temos que aprender a lidar com a imensa produção de informação advinda dos avanços na área de computação.
A aparente distorção da visão do governador sobre a Fapesp é maior quando despreza o financiamento à sociologia. Este é um dos principais focos da pesquisa no Estado de São Paulo, sendo a capital o maior grupo de pesquisadores do Brasil na área. Estes são os pesquisadores que pensam em como melhorar as políticas públicas, o que acontece e porque existem populações pobres e se dedicam a encontrar soluções sobre como podemos solucionar estes problemas. Se abandonarmos as pesquisas em Ciências Sociais, o que será da nossa população?
Na área de ciências da saúde, a Fapesp vem sim investindo em Dengue há muitos anos. Mas é importante lembrar que a pesquisa sozinha não consegue resolver todos os problemas. A Fapesp não tem como missão financiar fábricas que produzem por exemplo vacinas. Estas fábricas tem que ser mantidas pelo Governo. Se o Butantan não tem dinheiro para produzir vacinas, a culpa não é da Fapesp e sim do planejamento do governo que não manteve os Institutos de Pesquisa do Estado de São Paulo em funcionamento adequado. A Fapesp cumpriu sim a sua missão em financiar a pesquisa de como fazer as vacinas.
É preciso que as informações científicas sejam incorporadas pelos políticos da forma mais íntegra possível. É isto que faz com que a probabilidade de erro nas decisões diminua. No caso da crise da água, por exemplo, por mais que os cientistas (tanto da hidrologia e agricultura, quanto da sociologia) tenham tentado avisar o governo do perigo desde a primeira crise em 2009, não houve uma resposta baseada em ciência com a antecedência necessária, mas sim em crenças e em teorias pessoais sem base científica, que levaram São Paulo a atingir uma situação crítica, na qual ainda se encontra.
Mais importante ainda é falta de visão do Governador sobre o que significa a ciência básica, aquela que aparentemente, e só aparentemente, ainda não tem aplicações. É preciso compreender que a ciência básica é a ciência aplicada do futuro e o tempo que separa ambas tem encurtado com o passar dos anos. Sem compreender os fundamentos dos fenômenos da natureza, as aplicações cegas e sem base científica levam a tecnologias fracas e pouco competitivas. Ademais, a própria classificação entre ciências básica e aplicada tem sido cada vez mais questionada.
A Fapesp vem trabalhando incessantemente para encurtar o caminho ente a descoberta básica e a aplicação, principalmente, nas últimas três décadas. As pesquisas aplicadas e de cunho tecnológico só surgem depois que algum pesquisador trabalha em média 10 anos em um problema geralmente sem aplicação aparente. Aí sim surgem as possibilidades de aplicação. E a Fapesp foi sempre sensível a isto, mantendo a pesquisa básica (a nossa galinha dos ovos de ouro) e ao mesmo tempo criando programas cada vez mais focados e que tentam resolver os problemas mais importantes da sociedade contemporânea.
A ciência é um processo lento e a sociedade tem que compreender que não há como acelerar mais do que estamos fazendo, mesmo com investimentos excelentes que a Fapesp vem mantendo em São Paulo. Isto porque a sociedade científica paulista se formou não somente com as verbas para a pesquisa, mas também com as bolsas de estudo para a graduação, pós-graduação e pós-doutoramento, que formam os profissionais em alto nível. Tudo isto leva tempo para conseguir. No caso de São Paulo levamos décadas para chegar ao nível que estamos.
Achar que a dotação de 1% é muito para a pesquisa é uma visão muito perigosa para um Estado que se autodenomina a locomotiva do País. De que adianta uma locomotiva sem combustível?
A Aciesp convoca a população a defender a Fapesp não como um patrimônio dos pesquisadores, mas como um patrimônio de todos os paulistas e brasileiros. Sem a Fapesp o Brasil mergulhará na escuridão e na dependência da ciência e tecnologia feitas em outros países. É isto que a nossa sociedade quer?
Diretoria da Academia de Ciências do Estado de São Paulo
Jornal da Ciência
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Poluição à vista: os resíduos que vazaram do reservatório de Mariana formam mancha acastanhada na foz do rio Doce.



After years of research, the couple came up with their label for the theory during a visit to the remote area where Henry Markram was born, in the South African part of the Kalahari desert. He says “intense world” was Kamila’s phrase; she says she can’t recall who hit upon it. But he remembers sitting in the rust-colored dunes, watching the unusual swaying yellow grasses while contemplating what it must be like to be inescapably flooded by sensation and emotion.
The obvious thought was: Maybe Kai’s not really autistic? But by the time Markram was fully up to speed in the literature, he was convinced that Kai had been correctly diagnosed. He’d learned enough to know that the rest of his son’s behavior was too classically autistic to be dismissed as a misdiagnosis, and there was no alternative condition that explained as much of his behavior and tendencies. And accounts by unquestionably autistic people, like bestselling memoirist and animal scientist Temple Grandin, raised similar challenges to the notion that autistic people could never really see beyond themselves.
“There was a difference in the excitability of the whole network,” she says, reliving her enthusiasm. The networked VPA cells responded nearly twice as strongly as normal—and they were hyper-connected. If a normal cell had connections to ten other cells, a VPA cell connected with twenty. Nor were they under-responsive. Instead, they were hyperactive, which isn’t necessarily a defect: A more responsive, better-connected network learns faster.
The amygdala.
However, Mottron’s research led him to see this view as incorrect. His own and other studies showed superior performance by autistic people not only in “low level” sensory tasks, like better detection of musical pitch and greater ability to perceive certain visual information, but also in cognitive tasks like pattern finding in visual IQ tests.
“I was a bad boy. I always was hitting and doing a lot of trouble,” Kai says of his past. “I was really bad because I didn’t know what to do. But I grew up.” His relatives nod in agreement. Kai has made tremendous strides, though his parents still think that his brain has far greater capacity than is evident in his speech and schoolwork.
The simulation feels so real and enveloping that it is hard to pay attention to the narration, which includes mind-blowing facts about the project. But it is also dizzying, overwhelming. If this is just a smidgen of what ordinary life is like for Kai it’s easier to see how hard his early life must have been. That’s the paradox about autism and empathy. The problem may not be that autistic people can’t understand typical people’s points of view—but that typical people can’t imagine autism.

These questions continue to haunt anthropology and all those striving to bring some resolution to these issues. It has become increasingly important to also recognize the ways in which those questions have changed, and how the separation between Western and NonWestern is less about locality and geography, but rather an epistemic question related to the colonial histories of anthropology. Decolonization then has multiple facets to its approach: it is philosophical, methodological, and praxis-oriented, particularly within the fields of anthropology. Here at Savage Minds, we have decided to take these questions on again in a different public, and work through a series of dialogues, debates and possibly even reconciliation.
Calls for decolonization have now emerged as mainstream politics in the academy: an era when academics across disciplines are calling for historical, financial, and intellectual accountability for not only the work we do, but also for the academic institutions in which we study, teach, and learn. We contend, therefore, that decolonizing anthropology (at a minimum) has now grown to a project beyond its initial impetus in treating non-anthropologist intellectuals as just that: intellectuals rather than local interlocutors. In its development across the discipline, in both archaeology and cultural anthropology, for example, decolonizing anthropology is a project about rethinking epistemology, methodology, community, and political commitments.














There is something unbearable about the Lacanian teaching; something that makes you want to turn away and flee, or at the very least forget. It is not his opaque style, though that style performs the very thesis he wishes to articulate. At its heart, the core Lacanian teaching is that there is no cure for existence, that the horror and dissatisfaction we experience in existence is a structural feature of being a speaking-being rather than an accident that befalls some. Our introduction into language produces an ineluctable fissure within our being, generating a structural loss, forever fracturing jouissance, condemning us to be creatures of desire and drive. Desire becomes a hole that can never be filled, that pervades every aspect of our existence, and that haunts the entirety of our world and social relations. Everywhere we see cries raised to heaven, striving to treat desire, this fissure, as an accident 



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