
A Prefeitura do Rio renovou por 25 anos, até 2051, o acordo de cooperação com a Fundação Cacique Cobra Coral, entidade que afirma atuar sobre fenômenos climáticos por intermédio de uma médium.
O convênio não prevê repasse de dinheiro público — detalhe que trouxe algum alívio aos contribuintes e profunda indignação aos terraplanistas, que agora cobram tratamento isonômico.
Afinal, argumentam, se há espaço institucional para tentar convencer nuvens a mudar de rumo, seria puro preconceito geométrico não ouvir quem sustenta que a Terra termina numa borda e que toda frente fria corre o risco de despencar dela.
A exmplo de Cacique Cobra Coral, terraplanistas têm seus mistérios sobre as chuvas
A principal reivindicação do movimento é a criação imediata de uma comissão para descobrir para onde vai a chuva depois da borda da Terra e se os satélites usados na previsão do tempo não seriam apenas globos cenográficos da Nasa.
No Rio, até o sobrenatural pode participar da meteorologia — desde que não mande a conta para o contribuinte.